Pediatra explica
quando o evento acontece, além de como prevenir e tratar o mal-estar
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), 95% das
pessoas têm dor de cabeça pelo menos uma vez na vida e esse episódio pode
começar já na infância. Dados da SBCe apontam que, pelo menos, 5 milhões
de crianças e adolescentes brasileiros sofrem deste mal periodicamente. Para a
pediatra Denise Katz (CRM 63548-SP), os fatores desencadeantes são
diversos e o mais importante é estar atento a rotina da criança para um
diagnóstico preciso desta que é uma das maiores reclamações de consultório.
Infecções por doenças virais como, amigdalite, alergias e
sinusite; excesso de
atividades, tecnologia e estresse, além de alimentos como chocolate, queijos
duros e envelhecidos e carnes processadas e a falta de sono são alguns dos sinais de alerta para a
cefaleia, que têm sintomas distintos de acordo com sua origem.
A cefaleia causa dor constante em ambos os lados da cabeça. A dor de cabeça por tensão causa dor no pescoço e base da cabeça. Já a enxaqueca é mais rara em crianças, costuma ocorrer em filhos de pais enxaquecosos e vem acompanhada por dores pulsantes na cabeça, podendo ter alteração visual (aura). Mas como diagnosticar e trata-las?
Previna os gatilhos da dor controlando o tempo de tela,
estresse, sono, alimentação, e exposição do seu filho ao sol. Também incentive
atividade física regularmente e medique com analgésicos à base de ibuprofeno,
como Alivium, quando a prevenção não for o suficiente. No entanto, não deixe de
procurar orientação médica para investigar a origem da dor, se ela ocorrer
frequentemente. Não se esqueça de anotar os eventos ocorridos nos dias que
antecederam a dor e explique, com ajuda do seu filho, os sintomas que o pequeno
sente.
Referência:
Sociedade Brasileira de Cefaleia. Ter dor de cabeça é comum,
mas não é normal.
