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sexta-feira, 16 de março de 2018

Período escolar: a dor de cabeça pode atrapalhar as atividades diárias dos pequenos, fiquem atentos, papais!



Pediatra explica quando o evento acontece, além de como prevenir e tratar o mal-estar


Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), 95% das pessoas têm dor de cabeça pelo menos uma vez na vida e esse episódio pode começar já na infância. Dados da SBCe apontam que, pelo menos, 5 milhões de crianças e adolescentes brasileiros sofrem deste mal periodicamente. Para a pediatra Denise Katz (CRM 63548-SP), os fatores desencadeantes são diversos e o mais importante é estar atento a rotina da criança para um diagnóstico preciso desta que é uma das maiores reclamações de consultório. 

Infecções por doenças virais como, amigdalite, alergias e sinusite; excesso de atividades, tecnologia e estresse, além de alimentos como chocolate, queijos duros e envelhecidos e carnes processadas e a falta de sono são alguns dos sinais de alerta para a cefaleia, que têm sintomas distintos de acordo com sua origem. 

A cefaleia causa
dor constante em ambos os lados da cabeça. A dor de cabeça por tensão causa dor no pescoço e base da cabeça. Já a enxaqueca é mais rara em crianças, costuma ocorrer em filhos de pais enxaquecosos e vem acompanhada por dores pulsantes na cabeça, podendo ter alteração visual (aura). Mas como diagnosticar e trata-las? 

Previna os gatilhos da dor controlando o tempo de tela, estresse, sono, alimentação, e exposição do seu filho ao sol. Também incentive atividade física regularmente e medique com analgésicos à base de ibuprofeno, como Alivium, quando a prevenção não for o suficiente. No entanto, não deixe de procurar orientação médica para investigar a origem da dor, se ela ocorrer frequentemente. Não se esqueça de anotar os eventos ocorridos nos dias que antecederam a dor e explique, com ajuda do seu filho, os sintomas que o pequeno sente. 






Referência:
Sociedade Brasileira de Cefaleia. Ter dor de cabeça é comum, mas não é normal.


Hemofilia: entenda a doença que dificulta a coagulação



Distúrbio atinge cerca de 11,5 mil pessoas no Brasil¹


A hemofilia é uma doença rara, em sua maioria hereditária e sem cura que afeta a coagulação do sangue e gera, em seus pacientes, dificuldades de estancar sangramentos naturalmente. Isso ocorre devido à ausência de proteínas presentes no sangue, chamadas de fatores de coagulação. 

Os principais tipos da patologia são o A e o B. No caso da hemofilia do tipo A, que correspondente a 80%² de todos os casos diagnosticados, a deficiência está no Fator VIII, e, na hemofilia do tipo B, os pacientes têm menos Fator IX.

A hemofilia é, geralmente, transmitida de mãe para filho, num gene localizado no cromossomo X. É por isso que é considerada uma doença predominantemente masculina, já que o filho, que tem os cromossomos XY, receberá o gene doente da mãe. A filha, que é XX, recebe um cromossomo sadio do pai e o acometido da mãe, portanto, no sexo feminino, o cromossomo saudável consegue compensar a deficiência do outro e diminui as chances do desenvolvimento da patologia.

Os sintomas predominantes são sangramentos que demoram a cessar e hemorragias intramusculares e intra-articulares, que podem desgastar as articulações e provocar lesões articulares e ósseas, conhecidas como artropatias. Quando elas ocorrem, normalmente são acompanhadas de dores fortes, aumento da temperatura e restrição dos movimentos nos membros acometidos.  O diagnóstico normalmente ocorre logo nos primeiros anos de vida. Ele é feito por meio de um exame que mede o nível dos fatores de coagulação sanguínea. 

A hemofilia ainda não tem cura, porém, na maioria das vezes, com o tratamento correto, os hemofílicos conseguem parar os sangramentos de maneira adequada. Existem dois tipos de tratamento para hemofilia: sob demanda, quando o fator é reposto no momento em que ocorrem sangramentos, ou por profilaxia, quando a reposição é realizada regularmente, para preveni-los. 

Entretanto, existem pessoas que desenvolvem inibidores contra o fator infundido, e que, por conta disso, podem neutralizar o efeito do medicamento. Cerca de 30%³ dos pacientes do tipo A grave desenvolvem esses inibidores e não obtêm êxito com a terapia padrão. Estes pacientes têm sua qualidade de vida afetada, pois precisam realizar aplicações intravenosas diárias, que já não surtem o mesmo efeito, o que torna maiores as chances de hemorragias.

Devido a essa condição, existem estudos que visam a evolução do tratamento da patologia, para que seja possível proporcionar às pessoas com hemofilia uma vida de mais qualidade. As pesquisas clínicas que vêm sendo realizadas nos últimos anos trazem novas perspectivas sobre as formas de tratar a hemofilia, as quais terão impacto positivo direto na rotina dos pacientes que têm resistência à terapia padrão. Os resultados apresentados após os estudos geram esperança para quem tem de lidar diariamente com a doença e as dificuldades que a acompanham.  







Referências:
  1. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/perfil_coagulopatias_hereditarias_brasil_2014.pdf
  2. A hemofilia A é a mais comum e representa 80% dos casos. Ocorre devido a deficiência do Fator VIII, Segundo a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular – ABHH http://www.abhh.org.br/educacao/fique-por-dentro-educacao/hematologia-de-a-a-z/faq/. Acessado em 01/03/2018.
  3. Matéria da revista científica da Faculdade de Medicina de Campos - http://www.fmc.br/revista/V6N1P07-13.pdf . Acessado em 01/03/2018.

Obesidade



Segundo o IBGE, 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão acima do peso



Obesidade, um mal que até 2025, 2,3 bilhões de adultos estarão com sobrepeso e 700 milhões serão obesos, é o que aponta a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Porém, para não chegarmos a essa estatística, conversamos com o personal trainer Jhonatan Vital, da Acqua Academia, localizada no bairro da Mooca. O profissional separou algumas opções que podem contribuir na prevenção, como, por exemplo, a prática de atividades físicas e uma alimentação regular.

“Nós que somos profissionais e trabalhamos com atividade física, não queremos que esse número seja concretizado. Para isso, separei três opções fundamentais para começar esse processo”, explica. Confira abaixo:

- Caminhada: o método mais simples para combater a obesidade é a caminhada. Um exercício leve e ideal para iniciar uma atividade física. Pratique de 3 a 5 dias por 40 minutos na semana;

- Musculação: com o auxílio de um profissional, a musculação é uma aliada para combater a obesidade, pois é um complemento da alimentação para a perda da gordura corporal, além de reeducar a postura e fortalecer os músculos que ocasionam lesões na coluna. O ideal é praticar de 3 a 5 dias mesclando exercícios indicado pelo professor. Jhonatan ainda ressalta que é importante trabalhar bem a respiração, sendo em duas maneiras. “No momento da fase excêntrica, em que o músculo diminui, você respira. Já na fase concêntrica, em que há o maior alongamento do músculo, você inspira. Ambas as formas podem ser utilizadas, desde que, seja trabalhada bem a respiração. O descanso também é fundamental. O indicado é dormir em média seis horas”;

- Alimentação: hábitos alimentares são fundamentais para o combater a obesidade. De preferências as proteínas: aves e peixes. Além disso, verduras e legumes também são fundamentais para auxiliar nesse processo.
A obesidade ainda traz mais um número assustador. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão acima do peso. Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, passe em um profissional para receber as orientações necessárias.









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