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sexta-feira, 9 de março de 2018

Oscar acende discussão sobre gênero



Após anos de críticas sobre a “predominância branca e cisgênero” na cerimônia do Oscar, este ano o destaque foi para a presença de mulheres, trans, negros e imigrantes. O próprio discurso do apresentador Jimmy Kimmel durante a noite - e de vários artistas que entregaram e receberam prêmios - conteve várias alfinetadas e referências sobre as questões. Kimmel inclusive explicou as mudanças, colocando o espetáculo como uma vitrine para a sociedade: “o mundo está nos observando e precisamos ser um exemplo”, disse.

Em 90 anos de cerimônia de premiação, esta foi a primeira vez que um filme estrelado por um transgênero venceu uma das principais categorias do Oscar. “Uma mulher fantástica”, que tem como protagonista a cantora e atriz transexual chilena Daniela Vega, conquistou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, no último domingo. Na história do Oscar, outros filmes com personagens transgêneros já haviam sido premiados, porém, com atores cisgênero (pessoas com identidade de género e sexo biológico coincidentes). Além de “Uma mulher fantástica”, um dos indicados a melhor documentário, “Strong Island”, também foi um destaque na questão de representatividade trans na premiação. A produção, que aborda o racismo e as falhas no sistema judiciário, foi dirigida e escrita por Yance Ford, cineasta transexual que inclusive participou de uma das montagens exibidas durante a cerimônia.


Assunto é tema de debate entre classe médica

Levantamento do Ministério da Saúde aponta que, em 2016, o SUS atendeu 4.467 pessoas interessadas em passar pelo processo transexualizador, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. No Paraná, o Simpósio de Atualização em Endocrinologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional Paraná (SBEM-PR), debateu a conduta na disforia de gênero no último final de semana, em Londrina. O psiquiatra da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba e membro do Grupo Paranaense de Sexualidade, GPSEX, Dr. Eduardo Medici, falou sobre orientação sexual, identidade sexual e disforia de gênero.

De acordo com o médico, identidade de gênero é uma questão interna, pessoal e individual. “Ninguém aprende a ter uma identidade, a pessoa simplesmente sente como ela se percebe”, comenta Medici. Para o médico, o termo "transgênero" é um guarda-chuva que engloba pessoas que não se identificam com o gênero atribuído ao nascimento, que consta no registro de identidade.

 Elas podem se identificar com o gênero oposto, com o mesmo gênero ou com nenhum dos dois.

 "Dentro desse guarda-chuva está o transsexual, que é o indivíduo que busca uma transição social do masculino para o feminino (ou vice-versa) e que, em muitos casos, busca intervenções para se adequar ou se aproximar do gênero que ele se sente pertencente, seja por meio de tratamento hormonal, vestimentas ou até cirurgia de redesignação. Mas fazer cirurgia não significa que os problemas serão resolvidos”, alerta.

Um estudo realizado em 2015 pelo Centro Nacional pela Igualdade de Transgêneros revelou que 40% das pessoas que se identificam como transgêneros tentaram suicídio - índice quatro vezes maior se comparado com o restante da população. A professora livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, coordenadora do programa de capacitação de profissionais para o tratamento de transsexuais, Dra. Elaine Frade Costa, e o endocrinologista membro do GPSEX que atuou no Centro de Pesquisa e Atendimento à Transsexuais e Travestis na Secretaria de Saúde do Paraná, Dr. Emerson Cestari Marino, ressaltaram a importância de um tratamento multidisciplinar. “Quando o tratamento é periódico e envolve toda uma equipe médica, o trans sente a preocupação e todo o cuidado do médico com eles, há uma queda no índice de suicídio. Por isso na importância de se consultar com psicólogos que ajudem na transição, aceitação e que preparem a pessoa para as mudanças e todo o preconceito que podem ser sofrido”, comenta Elaine.

Segundo artigo publicado na revista The Lancet, os riscos de suicídio nesta população estão diretamente relacionado à violência e discriminação. Para a presidente da SBEM-PR, Dra. Silmara Aparecida Oliveira Leite, o principal passo para essas questões é acabar com o preconceito. “Precisamos mudar o julgamento da sociedade sobre as pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento por não se tratar de escolha e para evitar a violência sofrida por estas pessoas - em especial por parte de familiares”, disse Silmara.




Conheça os principais museus relacionados a práticas esportivas espalhados pelo mundo



Sendo fã ou não, é preciso admitir que o esporte está enraizado em nossas vidas. Quem nunca passou uma tarde de domingo assistindo a um jogo na televisão? Presenciou uma partida ao vivo em algum ginásio? Não jogou frescobol na areia da praia? Vibrou com os amigos quando o time do coração estava liderando o campeonato?

O esporte faz parte da cultura do brasileiro. Pensando nisso, o ViajaNet, agência de viagens on-line, preparou uma lista com seis museus dedicados ao esporte no mundo todo. Que tal visitar um deles durante a temporada em seu destino de viagem? Confira:


(Australian National Surf Museum/Divulgação)

Australian National Surf Museum – Torquay, Austrália

O Museu do Surfe, na Austrália, é destino imperdível para quem tem planos de visitar Torquay, capital mundial do esporte. As ondas de Bells Beach, principal praia da cidade, chegam a cinco metros de altura e atraem milhares de entusiastas do surfe todos os anos.

A apenas dez minutos de Bells Beach, o museu foi construído em 1993 e resgata a história da modalidade esportiva na Austrália e no mundo, com registros fotográficos que expõem a trajetória dos principais nomes do surfe e artigos usados em campeonatos antigos. O espaço conta com um hall da fama, com a presença de nomes famosos, como Kelly Slater, Joel Parkinson, Gabriel Medina e Mineirinho.







(Reprodução Pinterest)

Hockey Hall of Fame – Toronto, Canadá

Localizado em Toronto, o hall da fama do hóquei reúne algumas réplicas dos mais importantes troféus conquistados por times canadenses da modalidade no gelo nas últimas décadas. Além disso, uma comissão de ex-jogadores, dirigentes, técnicos e entendidos do esporte se reúne todos os anos para eleger atletas para serem eternizados nas paredes do museu.

Uma pista de gelo, que simula uma partida de hóquei de verdade, é uma das atrações mais divertidas. Nela, o participante pode se arriscar a ser o goleiro defendendo tiros da versão robotizada de Wayne Gretzky, maior jogador do esporte da história.







(Museu do Futebol/ Divulgação)


Museu do Futebol – São Paulo, Brasil

O esporte oficial do Brasil não poderia ficar de fora. Localizado no piso térreo do Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, o Museu do Futebol SP é um dos mais frequentados do país.
A exibição é distribuída em 15 salas temáticas e, de forma interativa, explica como o esporte chegou ao país e se tornou parte da história e cultura brasileira. A Sala dos Gols apresenta jogadas e gols extraordinários que se passaram em território nacional. Já a Sala do Rádio celebra narrações memoráveis.






(MOTORWORLD/Köln Rheinland Keep Fighting Foundation/Divulgação)


Museum Schumacher – Colônia, Alemanha

Em abril de 2018 será inaugurado o Museum Michael Schumacher, que reunirá o acervo do heptacampeão de Fórmula 1. A vida do ex-piloto será narrada por meio de seus objetos pessoais, sua extensa coleção de automóveis e das máquinas pilotadas pelo craque.
O espaço ainda contará com um hotel temático, restaurantes, salas de conferências e eventos e teatro. O museu, que deve atrair mais de 100 mil visitantes por ano, terá entrada gratuita. Serão expostos 20 carros usados por Schumacher – entre eles, os sete com os quais foi campeão mundial.







(Museu Olímpico/Divulgação)

Museu Olímpico – Lausanne, Suíça

Interativo e moderno, o Museu Olímpico na Suíça é um dos pontos mais visitados. Narrando as histórias dos Jogos Olímpicos contemporâneos e da antiguidade, possui um acervo de mais de 10 mil peças – tochas olímpicas, medalhas, mascotes de todas as edições, maquetes dos estádios, ginásios e vilas, uniformes, equipamentos e muito mais.

O Olympic Park, que apresenta versões menores de pistas olímpicas, caixas de areia e campos de futebol também faz parte da atração e faz a alegria da criançada.





(Museu Pelé/Divulgação)

Museu Pelé – Santos, São Paulo
Localizado nos antigos casarões da cidade de Santos, que foram reconstr
uídos para acomodar a instituição, o Museu Pelé foi inaugurado em 2014, como parte dos eventos da Copa do Mundo, visando narrar e eternizar a trajetória bem-sucedida do Rei do Futebol.

Em uma área de 4.134m² e um acervo que compreende 2.545 itens, a exibição é repleta de fotografias, chuteiras, camisas, troféus, taças e outros objetos relacionados à história de Pelé, bem como recursos tecnológicos que auxiliam as exposições que integram o museu. Os visitantes também podem se divertir com os painéis interativos cobrando pênaltis virtuais, tendo a velocidade de seus chutes computadas.





ViajaNet
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COMO VOCÊ REAGE QUANDO É CRITICADO?



Uma crítica consiste em um julgamento, uma análise ou avaliação de algo ou alguém. Embora na filosofia o termo “crítica” não tivesse na sua origem a ideia de algo necessariamente negativo, a palavra adquiriu esta conotação, e quando falamos de crítica, sempre se considera algo desaprovado.

A crítica envolve, pelo menos, duas pessoas: a pessoa emissora da observação e a pessoa receptora de tal observação. Independentemente de como foi emitida a crítica, a pessoa que a recebe pode tomá-la como positiva/aceitável ou como algo negativo, algo “destrutivo”.

A forma como a crítica é recebida depende, em grande parte, da maturidade emocional da pessoa, de sua capacidade de filtrar os elementos da crítica, analisa-los friamente e saber separar para si aquilo que considera útil ou produtivo para modificar sua forma de ser.

Uma pessoa imatura, com baixa tolerância à frustração, terá uma tendência maior a tomar a observação do outro como negativa ou destrutiva, e simplesmente rechaça-la integralmente, sequer chegando a considerar que possa ter elementos positivos. O sentimento predominante nestas situações é o de rejeição, como se a crítica do outro abrangesse sua pessoa como um todo, e não um aspecto específico de sua pessoa.

Nestes casos, é bem provável que haja necessidade de buscar uma psicoterapia para elaborar melhor suas dificuldades de aceitação das opiniões ou argumentos de outras pessoas. Afinal, todos teremos que lidar com críticas a vida toda!





Prof. Dr. Mario Louzã - médico psiquiatra e psicanalista. Doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. (CRMSP 34.330)

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