De acordo com dados divulgados pela OMS, as
hepatites B e C continuam sendo responsáveis pela maioria das mortes
relacionadas à doença em todo o mundo Adobe Stock
A campanha Maio
Vermelho reforça a importância dos cuidados contra as hepatites
virais, doenças que afetam o fígado e podem evoluir de forma
silenciosa.
A mobilização busca ampliar o acesso à informação, incentivar a prevenção e
alertar sobre a necessidade de realizar exames para identificar a doença
precocemente.
As
hepatites virais nem sempre apresentam sinais logo no início, o que dificulta o
diagnóstico em muitos casos.
Sem
acompanhamento médico, a infecção pode causar danos sérios ao organismo ao
longo do tempo, comprometendo o funcionamento do fígado e aumentando o risco de
problemas como cirrose.
De
acordo com informações do Ministério da Saúde, os tipos mais
frequentes no Brasil são as hepatites A, B e C. Também existem os vírus D e E.
A
hepatite D tem maior incidência na região Norte do país, enquanto a hepatite E
é menos comum em território brasileiro e aparece com mais frequência em países
da África e da Ásia.
Hepatites B e
C seguem entre os maiores desafios da saúde mundial
Segundo
dados
recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites B
e C continuam sendo responsáveis pela maioria das mortes relacionadas à doença
em todo o mundo.
Em
2024, cerca de 1,34 milhão de pessoas morreram por complicações ligadas às
hepatites virais. Além disso, aproximadamente 1,8 milhão de novas infecções são
registradas a cada ano.
Apesar
dos números preocupantes, o Relatório Global sobre Hepatite de 2026
revelou avanços importantes no combate à doença. Desde 2015, houve redução nos
casos de hepatite B e também nas mortes provocadas pela hepatite C.
Outro
dado positivo apontado pelo relatório é a diminuição dos casos de
hepatite B em crianças menores de cinco anos, resultado do aumento da
vacinação em diversos países.
Veja os principais cuidados para evitar hepatites virais
A
prevenção continua sendo uma das principais formas de combate às
hepatites virais. Entre os cuidados estão manter a vacinação
em dia, usar preservativo nas relações sexuais, não
compartilhar objetos cortantes e realizar exames regularmente.
O
diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e ajuda a evitar
complicações mais graves.
Hepatites
virais: conheça os sintomas e formas de tratamento
As
hepatites virais são doenças que atingem o fígado e podem ser causadas por
diferentes tipos de vírus.
Em
muitos casos, a infecção não apresenta sintomas logo no início, o que
dificulta o diagnóstico precoce.
Quando
os sinais aparecem, os mais comuns são cansaço, febre, enjoo, dor abdominal,
falta de apetite, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados.
Os
sintomas podem variar de acordo com o tipo de hepatite e a gravidade da
infecção. Algumas pessoas descobrem a doença apenas após realizar exames de
rotina.
Por
isso, a realização de testes é importante, principalmente para quem faz parte
de grupos de risco ou teve contato com situações de possível transmissão.
O
tratamento também depende do tipo de hepatite. Em alguns casos,
como na hepatite A, o organismo pode eliminar o vírus naturalmente com repouso,
hidratação e acompanhamento médico.
Já
as hepatites B e C podem exigir uso de medicamentos específicos
para controlar ou eliminar o vírus, evitando complicações mais graves no
fígado. Além do tratamento, a prevenção continua sendo fundamental.
Hepatites virais: saiba quais profissionais procurar
As
hepatites virais são doenças que afetam o fígado e podem exigir acompanhamento
de diferentes profissionais da saúde, dependendo do tipo e da gravidade da
infecção.
O
diagnóstico costuma começar com clínicos gerais ou médicos da
atenção básica, responsáveis por solicitar exames e encaminhar o paciente para
especialistas.
Entre
os profissionais mais indicados para tratar hepatites virais estão o hepatologista,
especialista em doenças do fígado, e o infectologista, que atua no
diagnóstico e tratamento de infecções causadas por vírus, bactérias e outros
agentes.
Em
alguns casos, o gastroenterologista também pode acompanhar pacientes com
alterações no sistema digestivo e problemas hepáticos.
Além
do tratamento medicamentoso, alguns pacientes precisam de acompanhamento
multidisciplinar, com nutricionistas e outros
profissionais da saúde, principalmente em situações mais graves ou crônicas.
Com
a crescente demanda por profissionais da área da saúde, cursos como
Biomedicina, Enfermagem, Farmácia e Nutrição seguem entre os mais
procurados por estudantes.
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