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terça-feira, 19 de maio de 2026

7 caminhos para o varejo local enfrentar o fim da "taxa das blusinhas"

Segundo o executivo Paulo Brenha, a competitividade agora tende a ir além da disputa por preço

 

Diante do fim da chamada “taxa das blusinhas” e do aumento da competitividade com plataformas internacionais, o varejo brasileiro entra em uma nova fase, mais aberta, digital e exigente.

Para além do embate político e setorial, a medida reforça uma transformação estrutural no consumo. Segundo o executivo e especialista em varejo Paulo Brenha, o brasileiro está cada vez mais conectado a um mercado global, com acesso facilitado a diferentes opções e maior sensibilidade a preço, prazo e experiência de compra.

Nesse contexto, a competitividade tende a ir além da disputa por preço, pressionando as empresas nacionais a investir em eficiência operacional, fortalecimento de marca, experiência do cliente e diferenciação.

Enquanto o consumidor experimenta um ganho imediato, o varejo passa por um processo de adaptação.

Como destaca Brenha, o desafio agora não é apenas reagir a uma mudança tributária, mas responder a um novo padrão de consumo, menos tolerante a preços desalinhados com o mercado internacional.

Autor do livro "Varejo com propósito e resultado - Como transformar vendas em valor e margem em resultado", ele aponta a seguir os caminhos práticos para o varejo local se manter competitivo nesse cenário desafiador.

1. Deixar de competir apenas por preço

Entrar na guerra de preços com plataformas globais tende a ser uma estratégia perdedora. O varejo local precisa buscar diferenciação em outras frentes.

2. Investir na experiência de compra

Atendimento próximo, facilidade de troca, pós-venda eficiente e um ambiente agradável fazem diferença na decisão do consumidor.

3. Apostar em conveniência

Entrega rápida, disponibilidade imediata e processos simples de pagamento são atributos cada vez mais valorizados.

4. Construir relacionamento e confiança

O varejo local tem como vantagem a proximidade com o cliente. Conhecer o consumidor e criar vínculo é um diferencial competitivo relevante.

5. Melhorar a curadoria de produtos

Focar no que realmente vende, evitar excesso de estoque e ajustar o mix ao perfil do cliente aumenta eficiência e reduz desperdícios.

6. Fortalecer marca e posicionamento

Mais do que vender produtos, é preciso comunicar valor, criar identidade e gerar conexão emocional com o cliente.

7. Ganhar eficiência operacional

Controlar custos, gerir bem o estoque e manter disciplina na execução são fatores decisivos para sustentar margens.

 

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