Segundo o
executivo Paulo Brenha, a competitividade agora tende a ir além da disputa por
preço
Diante do fim da chamada “taxa das blusinhas” e do
aumento da competitividade com plataformas internacionais, o varejo brasileiro
entra em uma nova fase, mais aberta, digital e exigente.
Para além do embate político e setorial, a medida
reforça uma transformação estrutural no consumo. Segundo o executivo e
especialista em varejo Paulo Brenha, o brasileiro está cada vez mais conectado
a um mercado global, com acesso facilitado a diferentes opções e maior
sensibilidade a preço, prazo e experiência de compra.
Nesse contexto, a competitividade tende a ir além
da disputa por preço, pressionando as empresas nacionais a investir em
eficiência operacional, fortalecimento de marca, experiência do cliente e
diferenciação.
Enquanto o consumidor experimenta um ganho
imediato, o varejo passa por um processo de adaptação.
Como destaca Brenha, o desafio agora não é apenas
reagir a uma mudança tributária, mas responder a um novo padrão de consumo,
menos tolerante a preços desalinhados com o mercado internacional.
Autor do livro "Varejo com propósito e
resultado - Como transformar vendas em valor e margem em
resultado", ele aponta a seguir os caminhos práticos para o varejo
local se manter competitivo nesse cenário desafiador.
1. Deixar de competir apenas
por preço
Entrar na guerra de preços com plataformas globais
tende a ser uma estratégia perdedora. O varejo local precisa buscar
diferenciação em outras frentes.
2. Investir na experiência de
compra
Atendimento próximo, facilidade de troca, pós-venda
eficiente e um ambiente agradável fazem diferença na decisão do consumidor.
3. Apostar em conveniência
Entrega rápida, disponibilidade imediata e
processos simples de pagamento são atributos cada vez mais valorizados.
4. Construir relacionamento e
confiança
O varejo local tem como vantagem a proximidade com
o cliente. Conhecer o consumidor e criar vínculo é um diferencial competitivo
relevante.
5. Melhorar a curadoria de
produtos
Focar no que realmente vende, evitar excesso de
estoque e ajustar o mix ao perfil do cliente aumenta eficiência e reduz
desperdícios.
6. Fortalecer marca e
posicionamento
Mais do que vender produtos, é preciso comunicar
valor, criar identidade e gerar conexão emocional com o cliente.
7. Ganhar eficiência
operacional
Controlar custos, gerir bem o estoque e manter
disciplina na execução são fatores decisivos para sustentar margens.
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