O acúmulo de suor, bactérias e fungos pode causar problemas de pele, alergias e desconfortos respiratórios no dia a dia.
Com uma frota de 35 milhões de motos em circulação no
país, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de
Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o
capacete é item obrigatório no cotidiano de quem se desloca sobre duas rodas,
seja para atividade profissional ou lazer. Porém, enquanto a atenção à
segurança é debatida, um fator diretamente ligado à saúde e ao bem-estar dos
motociclistas segue negligenciado: a higiene interna do capacete. Isso porque,
quando mal cuidado, o item pode se tornar um risco silencioso para a pele, o
couro cabeludo e até o sistema respiratório.
Antony Fedlallah, CEO da PitCap, primeira franquia de
vending machine para higienização de capacetes do Brasil, explica que a espuma
e o forro estão entre os pontos mais esquecidos quando o assunto é cuidado com
o equipamento. “O problema é que a contaminação nem sempre é visível. Com o uso
contínuo, suor, calor e umidade cria-se um ambiente propício para a
proliferação de bactérias e fungos”, explica. O risco é maior entre
motociclistas profissionais, como entregadores e mototaxistas, que utilizam o
capacete por longos períodos e, estão suscetíveis a sol e chuva, além de muitas
vezes, compartilham o acessório.
Para ajudar a identificar os perigos invisíveis no uso e
reforçar a importância da limpeza adequada,
o profissional destaca pontos essenciais que merecem atenção. Confira:
Prevenção de doenças de pele e couro cabeludo: O interior do capacete acumula suor, oleosidade e resíduos
orgânicos que favorecem o surgimento de dermatites, micoses e irritações no
couro cabeludo. A higienização frequente reduz significativamente a exposição a
esses agentes, especialmente entre quem utiliza o equipamento diariamente ou
por longos períodos. O uso de raio UV-C, um tipo de luz ultravioleta de onda
curta, com alto poder germicida, capaz de destruir o DNA/RNA de microrganismos
como vírus e vapor quente é capaz de higienizar, desodorizar e eliminar
micro-organismos em poucos minutos, alcançando até 99,9% de eficácia contra
bactérias e odores, de acordo com o modelo, sem molhar ou danificar o capacete.
Redução de microrganismos, odores e riscos respiratórios: Ambientes úmidos e abafados, como a espuma e o forro, são
propícios para a proliferação de bactérias e fungos que, além de causar odores
desagradáveis, podem impactar diretamente a saúde. Sem a higienização adequada,
esses microrganismos podem ser inalados ao longo do dia, agravando quadros
alérgicos, respiratórios e desconfortos frequentes, especialmente entre
profissionais que passam horas em circulação. A limpeza regular
elimina esses agentes, reduz odores persistentes e promove mais conforto,
sensação de frescor e segurança no uso diário do equipamento.
Bem-estar e qualidade de vida: Manter o capacete higienizado contribui diretamente
para o conforto térmico, reduz desconfortos e torna a experiência de uso muito
mais agradável no dia a dia. A eliminação de odores e de resíduos acumulados
garante uma sensação contínua de frescor, especialmente durante trajetos mais
longos. Além disso, incluir a limpeza na
rotina reforça práticas de cuidado preventivo tão importantes quanto outros
hábitos básicos de saúde impactando positivamente a disposição, o desempenho e
a qualidade de vida dos motociclistas.
A higienização profissional é considerada a forma mais
eficaz de limpeza de capacetes, por
utilizar sistemas específicos desenvolvidos para remover sujeiras e eliminar
odores de maneira segura e eficiente. “É o caso de equipamentos como as
máquinas PitCap, que combina raio UV-C e vapor quente para higienizar,
desodorizar e perfumar, alcançando áreas internas do capacete, onde suor e
resíduos se acumulam com maior facilidade, pontos que geralmente não são
totalmente atingidos na limpeza caseira.
O processo também reduz o excesso de umidade, fator que favorece a proliferação
de bactérias e microrganismos”, finaliza.

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