Condição afeta bilhões de pessoas no mundo e pode indicar desde estresse até problemas neurológicos mais graves
Dor de cabeça
frequente, intensa ou diferente do habitual não deve ser ignorada. Segundo
estudos publicados em 2025 nas revistas The Lancet Neurology e The Journal of
Headache and Pain, os distúrbios relacionados à cefaleia afetam cerca de 2,9
bilhões de pessoas no mundo. O dia 19 de maio é dedicado ao combate à cefaleia,
para ressaltar a importância de ficar atento aos tipos de dores.
A
neurologista Larissy Degani, especialista que atua no setor de Prescrição
Médica da Prati-Donaduzzi, alerta para alguns sinais que merecem investigação
médica:
-
Dor muito forte e repentina
Crises intensas e incomuns podem indicar alterações neurológicas e exigem
avaliação imediata.
-
Crises frequentes
Quando a dor aparece várias vezes por semana ou começa a impactar trabalho,
sono e rotina, é importante buscar acompanhamento médico.
-
Sintomas além da dor
Náusea, vômito, sensibilidade à luz, tontura, alteração visual, formigamento ou
perda de força podem estar associados à enxaqueca ou outras condições
neurológicas.
-
Mudança no padrão da dor
Uma cefaleia diferente da habitual, com nova intensidade, localização ou
duração, deve servir de alerta.
- Uso
frequente de analgésicos
Tomar remédios constantemente pode mascarar o problema e até aumentar a
frequência das crises ao longo do tempo.
Segundo a especialista, fatores como estresse, ansiedade, privação de sono,
desidratação e alterações hormonais estão entre os gatilhos mais comuns para
crises de cefaleia e enxaqueca.
O tratamento varia conforme o tipo e intensidade das crises e pode incluir
analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos voltados ao sistema nervoso
central e terapias preventivas para pacientes com dores recorrentes e
incapacitantes.
Prati-Donaduzzi

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