Especialista explica como
adaptar de maneira prática e acessível as empresas às novas exigências
relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrará em vigor no próximo dia 26 de maio de 2026 amplia o olhar sobre os riscos psicossociais no ambiente corporativo, vem despertando dúvidas em empresas de todos os portes. Segundo o psiquiatra corporativo Dr. Daniel Sócrates, especialista em saúde mental no trabalho, o principal desafio das empresas não é apenas cumprir uma norma, mas entender que fatores emocionais e cognitivos passaram a ter peso direto dentro da segurança ocupacional.
“Durante muitos anos, as empresas olharam para segurança apenas como prevenção de acidentes físicos. Hoje entendemos que ambientes tóxicos, sobrecarga emocional, pressão excessiva, comunicação agressiva e jornadas desorganizadas também adoecem e comprometem desempenho, tomada de decisão e relações profissionais”, explica.
Para o especialista, a boa notícia é que muitas adaptações podem começar de forma simples e sem grandes custos. “Não é necessário transformar a empresa da noite para o dia. Pequenas mudanças já reduzem desgaste emocional e melhoram o funcionamento coletivo”, afirma.
Entre as medidas
mais simples, Dr. Daniel destaca:
- Criar
pausas reais durante o expediente
“Muitas pessoas passam horas seguidas em telas, reuniões e cobranças sem qualquer descanso mental. Pequenas pausas ao longo do dia ajudam o cérebro a recuperar foco, diminuir o cansaço e reduzir o estresse”, explica Dr. Daniel Sócrates. - Evitar
mensagens fora do horário de trabalho
Segundo o psiquiatra, notificações constantes mantêm o cérebro em alerta o tempo todo. “Quando o profissional sente que precisa responder mensagens a qualquer hora, ele nunca descansa de verdade. Limites simples na comunicação já ajudam na ansiedade, no sono e na sensação de sobrecarga”, alerta. - Organizar
prioridades de forma clara
“Muitas vezes o problema não é só excesso de trabalho, mas a bagunça nas demandas. Quando tudo vira urgente ao mesmo tempo, o cérebro entra em tensão contínua. Equipes com prioridades mais organizadas funcionam melhor e adoecem menos”, afirma.
Segundo Dr. Daniel Sócrates, adaptar-se à NR-1 não é apenas cumprir uma obrigação legal, mas investir em produtividade, ambiente saudável e prevenção de adoecimento. “Saúde mental deixou de ser apenas uma conversa sobre bem-estar. Hoje ela faz parte da segurança e da sustentabilidade das empresas”, finaliza.
Dr. Daniel Sócrates - Médico psiquiatra, doutor pela UNIFESP, com mais de duas décadas de atuação clínica. Dedica-se ao cuidado de profissionais que enfrentam altos níveis de exigência e responsabilidade, com abordagem focada em performance sustentável, saúde mental e qualidade de vida.
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