Hoje, 19 de maio é
Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, e data. Junto ao Maio Roxo,
chama atenção para um problema de saúde que cresce de forma silenciosa no
Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mais de 100 mil
brasileiros convivem atualmente com essas doenças crônicas, que afetam o trato
digestivo e impactam diretamente a qualidade de vida.
Os números acendem
um sinal de alerta: de acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou um
aumento de 61% nas internações por doenças inflamatórias intestinais nos
últimos dez anos — um crescimento que acompanha mudanças no estilo de vida,
alimentação e níveis de estresse da população.
O cirurgião do
aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa
explica que as principais doenças desse grupo são a Doença de Crohn e a
retocolite ulcerativa, condições que podem evoluir de forma progressiva e,
muitas vezes, passam despercebidas nos estágios iniciais.
Doença de
Crohn
O que é: Doença inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do
trato digestivo, da boca ao ânus, sendo mais comum no intestino delgado e no
início do intestino grosso.
Principais
sinais
- Dor
abdominal recorrente (principalmente no lado direito)
- Diarreia
crônica (nem sempre com sangue)
- Perda
de peso
- Fadiga
intensa
- Febre
em fases de atividade
- Fístulas
e lesões na região anal (em casos mais avançados)
Tratamento
- Medicamentos
anti-inflamatórios e imunossupressores
- Terapias
biológicas (para controle da inflamação)
- Antibióticos
(em complicações específicas)
- Cirurgia
(em casos de obstrução, fístulas ou falha do tratamento clínico)
Apesar de não ter
cura, a doença pode entrar em remissão com tratamento adequado.
Retocolite
ulcerativa
O que é: Doença inflamatória que afeta exclusivamente o intestino grosso
(cólon e reto), com inflamação contínua da mucosa intestinal.
Principais
sinais
- Diarreia
com sangue e muco
- Urgência
para evacuar
- Sensação
de evacuação incompleta
- Dor
abdominal (mais difusa)
- Anemia
(devido à perda de sangue)
- Cansaço
Tratamento
- Anti-inflamatórios
intestinais (como mesalazina)
- Corticoides
(em crises)
- Imunossupressores
- Terapias
biológicas
- Cirurgia
(em casos graves ou refratários — pode ser curativa ao remover o cólon)
De modo geral, Dr. Rodrigo ressalta que a sensação de estufamento e desconforto abdominal, o acúmulo de gases (flatulência), as cólicas intestinais, diarreia ou constipação, falta de apetite, perda abrupta de peso, enjoos, sangue nas fezes ou grande mudanças nos hábitos de evacuação precisam ser investigados a partir dos primeiros sinais.
Dr Rodrigo
Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e
Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO
do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no
Youtube Link
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