Nos dias 1 e 3 de junho, o evento em Foz do
Iguaçu traz especialistas para debater sobre a prevenção da obesidade, formas
de tratamento integrado e políticas públicas
Para debater a Linha de Cuidado e o Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas (PCDT), o Vozes do Advocacy – Federação de Associações
e Institutos de Diabetes e Obesidade e a Associação Cearense de Diabéticos de
Hipertensos realizarão, com apoio do Instituto dos Diabéticos de Foz do Iguaçu,
nos dias 1 e 3 de junho, das 9h às 18h, o Fórum Nacional de Políticas Públicas,
no Anfiteatro da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.
Durante o evento, divulgaremos uma pesquisa inédita sobre
a relação do diabetes com obesidade, mostrando que a
principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é falta do
controle da glicemia de médio a longo prazos. A pesquisa intitulada Acesso à
Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil teve uma
amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais)
com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.
A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à
tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm
complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas
ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não
possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou
mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a
tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter
duas ou mais condições associadas.
Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de
38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia,
doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças
cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não
usuários atuais.
O Fórum vai trazer especialistas na área e figuras
públicas, incluindo o Ministério da Saúde, para debaterem a Linha de Cuidado e
o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), além do cenário da
obesidade no país. É um evento gratuito e aberto ao público, mediante
inscrição, que convida especialistas para falar sobre a temática da obesidade,
levando em conta, principalmente, a sua multifatorialidade, resultante de uma
combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e metabólicos.
“Temos a oportunidade de mostrar o cenário preocupante da
obesidade e das dificuldades de acesso ao tratamento no país, incluindo uma
discussão entre os Estados do Paraná, de Pernambuco, da Bahia e do Distrito
Federal. Precisamos também falar sobre o estigma e preconceito e trazer todo o
impacto que representam para a saúde da pessoa com obesidade, para que possamos
implementar políticas públicas, que diminuam estas questões”, afirma Vanessa
Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy.
O
primeiro dia terá a presença das 28 organizações que fazem parte do Vozes do
Advocacy para capacitá-las cada vez mais em obesidade, para que possam apoiar
pessoas com a condição. No dia 3 de junho, discutiremos o Cenário
da Obesidade no país e nos Estados do Paraná, da Bahia, de Pernambuco e do
Distrito Federal, com a presença confirmada de: Olga Regina
Cotovicz de Castro Deus, consultora técnica da Secretaria de Atenção
Especializada do Ministério da Saúde; Dra. Tatiana Raquel
Selbmann Coimbra, Assessora Técnica da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das
Crianças, Adolescentes e Jovens – CGCRIAJ/DGCI/Saps/MS); Dr. Fábio de Mello,
Secretário de Saúde de Foz do Iguaçu; Dra. Flávia Franca Melo, Referência
Técnica Distrital de Endocrinologia do DF;
Adriana Cavalcanti Bezerra, Secretária Executiva de Atenção à Saúde de
Pernambuco; Maria de Fátima Rocha Ribeiro da Silva, Coordenadora da Coordenação
de Redes de Apoio Especializada da Bahia.
Segundo a previsão do Atlas da Obesidade 2026 da
Federação Mundial de Obesidade (WOF) O número de pessoas com obesidade cresce a
cada ano. 20,7% das crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos em todo
o planeta vivem com sobrepeso ou obesidade – o equivalente a um em cada cinco,
totalizando 419 milhões. A previsão da Federação Mundial de Obesidade é que,
até 2040, o número salte para 507 milhões de crianças e adolescentes no mundo
com sobrepeso ou obesidade.![]()
Os números revelam que, no
Brasil, 6,6 milhões de crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso
ou obesidade. O número sobe para 9,9 milhões quando considerados crianças e
adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, totalizando 16,5 milhões de crianças
e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos vivendo com sobrepeso ou
obesidade no país.
De acordo com Natasha Rocha de Alencar, Vice-Presidente
do Vozes do Advocacy e Presidente da Associação Cearense de Diabéticos de
Hipertensos “a inter-relação entre fatores ambientais e a obesidade, que requer
uma atenção especial do poder público. A falta de cuidados com a obesidade nos
sistemas de saúde impulsiona as principais doenças não transmissíveis (DCNT),
como doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, entre outras. O aumento das
taxas de obesidade no país exige atenção dos governos, profissionais de saúde e
da sociedade.
A iniciativa terá o apoio das marcas: Eli Lilly, Merck,
EMS, Usina de Itaipu e Itaipu Parquetec.
Serviço:
Fórum
Nacional de Políticas Públicas de Obesidade
Data:
1
e 3 de junho de 2026
Horário:
Das
9h às 18h
Local:
Auditório
Parquetec Itaipu – Foz do Iguaçu
Sobre o Vozes
do Advocacy
Com a participação de 25
associações e de 3 institutos de diabetes, a Federação de Associações e
Institutos de Diabetes e Obesidade promove o diálogo entre os diferentes atores
da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito
de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento
precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover
políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no
país.
Nenhum comentário:
Postar um comentário