Dra. Sandra
Fernandes, nutróloga da Kora Saúde, explica como nutrientes como magnésio e
triptofano combatem a ansiedade corporativa
O ritmo acelerado do mercado corporativo tem levado
profissionais a buscarem estratégias que vão além da produtividade, focando
agora no controle da ansiedade e na manutenção da saúde mental. A Dra. Sandra
Fernandes, médica nutróloga da Kora Saúde (CRM 7973 / RQE 5098), alerta que a
chave para esse equilíbrio pode estar no prato, através da conexão
cérebro-intestino.
Segundo a especialista, a escolha dos nutrientes
ingeridos durante a jornada de trabalho influencia diretamente a resposta do
organismo ao estresse. "Não se trata de adotar dietas restritivas, que
muitas vezes aumentam a irritabilidade e prejudicam o foco. O objetivo é a
nutrologia de precisão: oferecer ao corpo o combustível necessário para a
estabilidade emocional e a clareza cognitiva", explica a Dra.
Sandra Fernandes.
Nutrientes como o magnésio, presente em sementes e
vegetais verde-escuros, são fundamentais para a melhora da qualidade do sono e
o relaxamento muscular. Já o triptofano, encontrado na aveia, bananas e
oleaginosas, atua como precursor da serotonina, tornando-se um aliado essencial
para quem enfrenta rotinas sob pressão e precisa manter a calma.
O papel das medicações
modernas e o equilíbrio metabólico
O debate sobre a saúde metabólica ganhou um novo
capítulo com a popularização das medicações injetáveis, as chamadas
"canetas emagrecedoras" (análogos de GLP-1). Embora sejam ferramentas
eficazes no tratamento da obesidade e de desordens metabólicas, condições que
impactam diretamente a autoestima e a disposição no trabalho, a Dra. Sandra
Fernandes reforça que o uso deve ser criteriosamente acompanhado.
"A medicação é um suporte importante, mas ela não
substitui a base nutricional. Quando o paciente faz uso dessas tecnologias, a
atenção à ingestão de micro e macronutrientes deve ser redobrada. O objetivo é
garantir que a perda de peso ocorra de forma saudável, mantendo a energia e a
disposição necessárias para as demandas profissionais, sem gerar quadros de
fadiga ou deficiências vitamínicas", destaca a nutróloga da
Kora Saúde.
Para a médica, o foco da medicina moderna deve ser
o ajuste metabólico integral. Ao priorizar alimentos que alimentam a
produtividade e a serenidade, o profissional constrói uma barreira biológica
contra o esgotamento. "Precisamos parar de olhar para a nutrição apenas
sob a ótica do peso na balança. Quando ajustamos o metabolismo de forma
integral, estamos, na verdade, protegendo a saúde mental do profissional. Uma
alimentação estratégica não apenas previne doenças físicas, mas funciona como
um suporte biológico para que a mente consiga processar o estresse sem chegar
ao colapso ou ao burnout", revela Sandra.
Dicas da Dra. Sandra Fernandes
para a "Imunidade Mental" no trabalho
Foco e cognição
O café é o grande aliado do escritório, mas o
segredo está na moderação e na combinação com flavonoides, encontrados no
chocolate amargo (acima de 70% cacau). “Essa dupla auxilia na circulação
cerebral e protege os neurônios contra o estresse oxidativo, mantendo a
agilidade mental necessária para tomadas de decisão”, relata a nutróloga.
Controle da ansiedade e
modulação do estresse
"Para quem enfrenta picos de estresse, recomendo os
chás de camomila ou melissa, que possuem efeito calmante natural sem causar
sonolência excessiva. Além disso, o consumo regular de Ômega-3, presente em
peixes de águas frias, linhaça e chia, é fundamental. Ele atua como um potente
anti-inflamatório no sistema nervoso central, ajudando a 'blindar' o cérebro
contra os danos causados pelo cortisol, o hormônio do estresse. E claro, que
não podemos esquecer da prática de exercícios físicos na rotina”,
destaca Sandra.
Energia estável e raciocínio
constante
Muitas pessoas cometem o erro de buscar energia
rápida em doces ou farinhas brancas, o que gera o famoso 'crash' de energia
logo depois. “Para manter o raciocínio constante, priorizamos carboidratos de baixo
índice glicêmico, como os cereais integrais e as raízes. Eles evitam as
oscilações bruscas de insulina, garantindo que o cérebro receba um fluxo
contínuo de energia durante toda a jornada de trabalho”, finaliza
Sandra.
Kora Saúde
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