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terça-feira, 19 de maio de 2026

O que todo paciente oncológico precisa saber sobre a própria circulação

Cirurgiã vascular alerta para os riscos de trombose durante o tratamento oncológico e orienta sobre prevenção com alimentação, exercícios e acompanhamento especializado 

 

O diagnóstico de câncer mobiliza o paciente e a equipe médica com objetivo de controlar a doença. Nessa jornada, porém, um alerta silencioso merece atenção paralela. Trata-se da saúde dos vasos sanguíneos, estrutura que percorre todo o organismo e pode ser afetada tanto pelo tumor quanto pelas terapias para enfrentá-lo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares causam cerca de 17,9 milhões de mortes por ano, o que representa 32% de todas as mortes globais. No Brasil, foram mais de 420 mil mortes por causas cardiovasculares em 2023, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Entre pacientes oncológicos, o coração e a circulação enfrentam desafios extras. A quimioterapia, a radioterapia no tórax e os longos períodos de internação ou imobilidade aumentam a formação de coágulos e elevam o risco de eventos como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

A Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, clínica referência em medicina vascular de alta performance, explica que a dificuldade começa na percepção dos sinais. “Inchaço localizado, dor nas pernas, calor ou vermelhidão nem sempre são associados a problemas circulatórios por quem já lida com os efeitos do tratamento oncológico. Falta de ar súbita ou palpitações também podem ser interpretadas como cansaço ou reação a medicamentos. O resultado é um diagnóstico tardio de condições que poderiam ser manejadas com mais eficácia se identificadas no início”, revela a especialista.

Para a cirurgiã vascular, a prevenção vascular em pacientes com câncer começa muito antes de qualquer complicação. “Cuidar da circulação é parte do cuidado integral. Muitas pessoas desconhecem que tumores no pâncreas, estômago, útero, rins e cérebro, por exemplo, estão entre os que mais exigem atenção por alterarem os mecanismos de coagulação”, afirma.

A Dra. Haila ressalta que o paciente oncológico não precisa encarar mais essa preocupação como um “fardo”. Ao contrário, as medidas de proteção vascular estão ao alcance da rotina e envolvem hábitos que também beneficiam a resposta ao tratamento. “A alimentação balanceada, com redução do consumo de sódio e prioridade para alimentos naturais, ajuda a controlar a pressão arterial e evita a sobrecarga do sistema circulatório. A hidratação regular mantém o sangue com viscosidade adequada e reduz a tendência à formação de trombos”, acrescenta a médica.

A prática de exercícios físicos, sempre ajustada às condições clínicas de cada paciente, faz muita diferença no prognóstico. Movimentar-se evita a estase venosa — nome técnico para o sangue que fica parado nas veias — e melhora o retorno sanguíneo ao coração. Caminhadas curtas, alongamentos e fisioterapia motora, quando indicados, podem ser incorporados mesmo durante períodos de internação ou recuperação cirúrgica.

Além das orientações sobre estilo de vida, a prevenção vascular inclui o uso criterioso de anticoagulantes em situações específicas. A indicação exige avaliação individualizada, já que o paciente oncológico apresenta maior risco tanto para trombose quanto para sangramentos. A presença do cirurgião vascular na equipe multidisciplinar permite equilibrar essas variáveis com segurança.

Outra frente de atuação ocorre dentro do centro cirúrgico. Quando tumores comprimem ou invadem vasos importantes, o cirurgião vascular pode atuar em conjunto com a equipe oncológica para preservar a integridade das veias e artérias. A abordagem reduz complicações intraoperatórias e amplia as possibilidades de ressecção tumoral com segurança.

A Dra. Haila reforça que os sinais de alerta não devem ser ignorados nem associados exclusivamente ao câncer ou aos efeitos colaterais da terapia. “Sensação de peso nas pernas, inchaço assimétrico, dor persistente ou mudança na coloração da pele são manifestações que merecem investigação. Quanto mais cedo a origem vascular for identificada, maiores as chances de intervenção eficaz”, orienta a especialista.

A mensagem que fica para pacientes, familiares e profissionais de saúde é a de que o cuidado oncológico se fortalece quando incorpora a saúde vascular como parte do percurso. Proteger a circulação é garantir que o coração e os vasos mantenham o paciente em movimento — dentro e fora do tratamento.

 


Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável. Empresária e mentora de outros profissionais da área da saúde, conduz uma abordagem inovadora na formação de médicos empreendedores, apoiando o desenvolvimento de carreiras conceituadas, éticas e bem-posicionadas. À frente do Alphaveins, coordena uma equipe multidisciplinar, desenvolve protocolos exclusivos e mantém-se atualizada com as mais recentes tecnologias no campo da cirurgia vascular. Reconhecida por sua liderança inspiradora e conhecimento prático, mantém atuação ativa também como comunicadora nas redes sociais, promovendo informação acessível e conscientização sobre cuidados vasculares. Mais informações: https://www.instagram.com/hailaalmeidaa/


Instituto Alphaveins
www.alphaveins.com.br
https://www.instagram.com/alphaveins/



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