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sexta-feira, 9 de março de 2018

Altos executivos: cinco passos para enfrentar os desafios da recolocação profissional



Apesar dos sinais de melhora, o Brasil sofreu muito com a crise econômica que afetou o país nos últimos anos. Segundo dados do IBGE - Instituto Nacional de Geografia e Estatística, até dezembro de 2017 eram 11,1 milhões de desempregados. E, dessa vez, não foram apenas os cargos mais operacionais que sofreram. Entre os que buscam recolocação profissional, estão milhares de executivos. Por terem muito tempo de empresa e funções estratégicas, muitos acumulavam salários e benefícios que não condizem mais com a realidade das empresas. 

A demissão pegou muitos de surpresa, já que a estabilidade parecia reinar absoluta. Estima-se que a recolocação desses profissionais seja a mais difícil e demorada, levando em torno de 12 a 18 meses. Como estavam totalmente desacostumados a procurar emprego, executivos encontram muitas dificuldades extra, sendo quase sempre necessário recorrer a ajuda de profissionais especializados. Para facilitar a busca, segue algumas dicas imprescindíveis para a recolocação. 


Currículo: É preciso atualizar o currículo de forma a dialogar com o mercado atual. Muitas vezes, por estarem no mesmo cargo e na mesma empresa há anos, os executivos desconhecem alguns pontos chave que hoje são valorizados em currículos. Ele deve apresentar as competências técnicas e resultados profissionais que o diferenciam e que refletem sua carreira. O currículo deve estar à mão para situações em que ele possa apresentá-lo de forma satisfatória à sua rede de contatos. Uma consultoria especializada em Outplacement pode ajudar. Esses profissionais são especialistas em preparar o executivo desde a atualização do currículo até à busca por recolocação, transição de carreira ou mesmo no apoio à abertura de sua própria empresa por meio de ferramentas como Coaching e Assessment


Networking:  A rede de contatos deve ser trabalhada sempre, mesmo quando se está empregado. Muitas vezes, o executivo fica com vergonha de ter sido demitido e acaba se isolando. Isso é um erro grave. O profissional precisa entender o motivo da sua demissão, elaborar um discurso e manter isso alinhado com sua rede de contatos. Além dos famosos “cafezinhos”, é interessante fazer networking também por meio das redes sociais. O Linkedin é a mais recomendada, visto que é focada no segmento profissional. Fazer conexões com pessoas de RH e Headhunters é importante. Mantenha o perfil atualizado e faça-se presente pela participação em fóruns e postagem de conteúdos relevantes para sua área e mercado. 


Cursos: A reciclagem é fundamental, sobretudo porque te permite expandir o leque de possibilidades na recolocação. Quase tão importante quanto o conhecimento, é a oportunidade de se relacionar com novas pessoas. O networking dentro desse tipo de ambiente é muito eficiente e ajuda a construir novas relações. Escolha cursos presenciais porque os online não oferecem esse mesmo tipo de abordagem. Busque cursos que vão além de sua área de conhecimento, abrindo-se realmente a novos horizontes. 


Novos desafios: Esteja disposto a assumir postos diferentes do que você tinha. Aceitar ganhar menos tem sido uma das condições diante do ajuste de salários no mercado. Um trabalho numa área nova, assim como um cargo menos sênior é uma das possibilidades. Empresas de porte médio tem aproveitado a oportunidade para contratarem executivos mais experientes. Se você estiver disposto a sair da zona de conforto em que estava, pode se dar muito bem. 


Empreendedorismo: O desemprego, muitas vezes, serve de empurrão para quem já tinha vontade de empreender. E é importante saber que as oportunidades vão muito além de uma contratação no regime CLT. Muitos executivos estão apostando na abertura de consultorias, a fim de compartilharem suas experiências por meio da prestação de serviços e não mais de um emprego. Outra possibilidade é abrir empreendimentos em outras áreas. O setor de franquias, por exemplo, costumar ser bastante atrativo para esse perfil profissional. 

Independentemente de qual for a decisão, o mais importante é que o executivo esteja bem preparado e animado com as novas possibilidades. Lamentar a perda do emprego ou manter uma postura saudosista e nostálgica só irá atrapalhá-lo. É importante ser grato por tudo o que viveu, pelas oportunidades que teve, mas estar disposto e de coração aberto para assumir novas empreitadas. Disposição e força de vontade são itens indispensáveis na vida de qualquer profissional - mais ainda para alguém que já escreveu uma história de sucesso.   






Fernanda Andrade - Gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.

 

A reforma do Código Comercial poderá recuperar a confiança dos investidores



Nos conturbados dias que correm, onde política e economia afligem - com razão - grande parte da população brasileira, o Congresso Nacional precisa assumir o protagonismo político que lhe foi previsto na Constituição da República.

O Senado Federal analisa desde 2013 o anteprojeto de Código Comercial elaborado com a contribuição de juristas, profissionais de mercado e, notadamente, subsídios técnicos dos mais diversos setores produtivos nacionais.

Convém notar que sua eventual aprovação neste momento, de maneira alguma o torna definitivo e imutável. Ao contrário, a acirrada discussão por ele fomentada tem trazido importantes subsídios para seu aperfeiçoamento, como deve acontecer em uma democracia!

Não é de hoje que a prática dos atos de comércio cumpre importante papel no desenvolvimento econômico e social de uma nação. Já aproximou povos distantes, diminuiu resistências e até mesmo fez cessar guerras, distribuindo riquezas e progressos sociais.

Talvez isso possa ser melhor compreendido quando se evidencia que a atividade empresarial é a grande responsável pela corrente que une o Estado (em sua intenção primeira de obter receitas para zelar pelo bem-estar de seus cidadãos) aos trabalhadores (cuja empregabilidade e estabilidade econômica lhes permitem a livre condução de suas vidas) aos consumidores (que em um ambiente de livre competição tendem a obter melhores preços).

Se assim é, não parece fazer sentido a manutenção de certas burocracias e dificuldades que atrapalham, e muito, o investimento em nosso País. Privilegiar o desenvolvimento econômico, registre-se, é definir um marco legislativo simples, principiológico, claro e seguro a todos os seus operadores e não conceder financiamentos privilegiados e deficitários ao erário por meio dos bancos públicos.

Se temos tecnologia suficiente para conhecer cada nota fiscal emitida em solo brasileiro, também a temos para que este conhecimento estimule, facilite e simplifique a atividade empresarial, sem prejuízo dos necessários registros e informações bastantes a fiscalização das atividades privadas. Por que não permitir, por exemplo, a todos os empresários os registros empresariais eletrônicos já disponíveis aos Microempreendedores Individuais?

Bom é dizer que para alguns a ideia de codificação é obsoleta. Ousamos discordar, propondo que o conteúdo do texto normativo seja objeto de análise e não sua forma. Afinal, desejar que o Congresso discipline todos os temas afetos a atividade empresarial em microssistemas apartados, quer nos parecer, tomaria um tempo que a economia pátria – já em frangalhos - não suportaria.

A oportunidade está colocada e a casa do povo, sensível à necessidade, pede ao País que apresente suas sugestões de incentivo e proteção aos investimentos privados. A contribuição dos empreendedores deste País é de fundamental importância para o debate, para que não se desperdice o momento por apego a modelos academicista e dissociados de relevância prática.

Um novo Código Comercial pode e deve recuperar a confiança dos investimentos privados em benefício de toda a sociedade. Parabéns ao Congresso que nos permite sonhar com o despertar da força deste gigante ainda deitado em berço esplêndido
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O que você vai ser quando crescer?



A Coach de Carreira e Liderança, Claudia Deris aponta a importância da consciência da construção da carreira
 
Durante todo o período escolar, no primeiro dia de aula, a professora sempre perguntava: “O que você quer ser quando crescer?" Como podemos imaginar, as respostas eram as mais diversas, tinha o que seria médico, advogado, bombeiro, astronauta, médico, veterinário e etc. No geral, 98% dessas crianças da não se tornaram o que disseram depois que cresceram. E o motivo é muito simples: a pergunta da professora foi formulada na ordem inversa, na verdade a questão não é o que vou ser quando crescer, mas sim o que devo ser para crescer.

"Está aí um dos grandes enganos cometidos no trato da carreira, que é esperar reconhecimento, das mais diversas formas, para depois mostrar toda sua desenvoltura e engajamento. Seria o mesmo que um atleta exigir o troféu antes mesmo de ganhar a corrida" Observa a Coach de Carreira e Liderança, Claudia Deris. 

Empresas inteligentes têm feito o trabalho de desenvolvimento de carreira do profissional justamente por perceber o grande retorno que tem ao desenvolvê-lo e qualificá-lo para atender suas demandas, mas não se enganem, todo este trabalho é de responsabilidade única e exclusiva sua, pois a carreira é sua. Até porque enquanto estiver na empresa, estará sendo desenvolvido para atingir as metas dela e não as suas.

Em contrapartida também temos uma grande massa de profissionais frustrados e insatisfeitos por não terem o retorno financeiro, ou reconhecimento profissional desejado justamente por não entenderem que primeiro precisam oferecer um resultado compatível com o que desejam receber em troca. A tão almejada remuneração e reconhecimento nada mais são do que resultados de seu investimento em sua profissão

O que você faz hoje para SER um profissional merecedor do resultado que deseja? Qual o seu nível de disciplina, foco, engajamento e investimento em sua carreira? Reflita!






Dê Grau Treinamentos
Claudia Deris - Coach de Carreira e Liderança
Linkedin: Claudia Deris


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