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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

5 dicas para você parar de roer as unhas



30% da população mundial têm esse hábito, segundo informações publicadas na revista Iranian Journal Of Medical Sciences


O ato de roer as unhas é recorrente e não está relacionado com a faixa etária de uma pessoa. Os motivos para a prática mudam de acordo com o indivíduo, por exemplo, nervosismo, ansiedade, fome, insegurança, tédio ou até mesmo decepção.

Além disso, a onicofagia – termo técnico para o costume de roer as unhas – pode desencadear problemas psicossociais significativos e impactar de maneira negativa a qualidade de vida desse indivíduo. “A unha e a pele são nossa proteção contra bactérias e doenças externas, quando removemos uma cutícula, por exemplo, automaticamente estamos rompendo a proteção. Dessa forma, ficamos expostos a inúmeros perigos”, alerta Luzia Costa, fundadora da Beryllos, única rede de cuticularia do Brasil.

O vício pode provocar ainda graves problemas gastrointestinais como esofagite infecciosa, gastrite, entre outros, até prejudicar a dentição, a musculatura do maxilar e a articulação. Além desses, o ato de levar a mão à boca deixa a pessoa mais exposta a outras bactérias que podem desencadear doenças futuras, H1N1, diarreia, hepatite A, caxumba, rubéola, sarampo, etc.

A prática de roer as unhas é prejudicial para o corpo e mente. É necessário procurar ajuda de profissionais especializados para identificar o motivo da “compulsão” e as consequências. Pensando nisso, Luzia Costa, da Beryllos, lista cinco dicas – que ela sugere para suas clientes – para ajudar a controlar esse hábito corriqueiro. 

Identifique os momentos que despertam a mania – Nada melhor do que o autoconhecimento. Saiba identificar o momento exato que desperta a vontade de roer as unhas. Esse é o primeiro passo para saber se o hábito está relacionado a problemas no trabalho, na vida pessoal, e assim por diante.

Roer as unhas é um alerta – Muitas pessoas associam a prática com a ansiedade. Estudos mostram que pode estar relacionado, mas que esse sentimento não é o único que desencadeia essa compulsão. Ansiedade, tédio, estresse, tristeza, tudo isso pode interferir de maneira direta no costume. 

Procure um médico ou especialista para fazer um acompanhamento.

Mantenha a boca ocupada – Mastigue um chiclete, bala ou algo do gênero, mudar o foco é importante principalmente em momentos de ansiedade ou incertezas. Quando estiver em uma posição difícil, respire fundo e tente controlar suas emoções.



Tenha um kit manicure por perto – Toda vez que você pensar em roer as unhas, tire da bolsa um “kit manicure”, use tesoura, lixas, etc. Com o hábito de lixar ou cortar, amenizamos a ação de roer. Tente manter sua mão longe da boca. Importante: Não compartilhe o seu kit com ninguém, isso pode acarretar em problemas futuros.
 


Hidrate a mão – Esse truque é ótimo. Mantenha sua mão hidratada, se possível, 24 horas por dia. Quando você sentir vontade de roer a unha vai lembrar que sua mão está com creme e a chance de finalizar a ação será mínima. Além disso, mantenha as unhas feitas, o que aumenta a chance de não levar a mão na boca para não estragar.





Segundo pesquisadores, para cada 30 minutos no celular ou tablet, os riscos das crianças terem alguma demora para falar sobem em 49%



Deixe os pequenos longe dos celulares! É a dica da fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, da clínica Zambotti & Duran da capital paulista e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que desaconselham o uso desses aparelhos para menores de 2 anos. Isso porque, segundo um estudo do Hospital para Crianças Doentes da Universidade de Toronto, no Canadá, quanto mais tempo as crianças ficam expostos à tela, maior o risco de apresentarem atraso no desenvolvimento da fala – além de outros prejuízos.

Por mais que parece apenas uma inofensiva tela, ali se escondem perigos que impactam diretamente no desenvolvimento das crianças. E um dos principais prejuízos é o isolamento social que estes aparelhos provocam. ”Ao contrário do que muitos pais imaginam, estes equipamentos não promovem a orientação e a interação que os pequenos precisam. Para o desenvolvimento natural, as crianças precisam se comunicar, verbalizar, errar, serem corrigidas – e os aparelhos eletrônicos não dão estas possibilidades, pelo contrário, inibem muitas dessas ações”, alerta a especialista.

Além disso, o uso exagerado de celulares e tablets geram novas doenças como a chamada síndrome de "demência digital", causada pelo uso excessivo da tecnologia e que atrapalham muito o desenvolvimento escolar infantil, ocasionando perda nas habilidades cognitivas e na memória. E em adolescentes, desencadeiam a ansiedade social que faz com que dependência com as redes sociais e com a internet seja cada vez mais forte. “Isso sem falar na obesidade, sedentarismo, insônia,  agressividade, hiperatividade e nos problemas de atenção relacionados ao excesso de uso das telas eletrônicas”, diz Ana Lúcia.

Mesmo que o mundo esteja cada vez mais conectado, essa digitalização que tanto ajuda a evoluir a humanidade no sentido da rapidez e facilidade de acesso à informação, pode estar causando efeito contrário se usado de forma inadequada, indiscriminada e excessiva - As consequências são a perda de um tempo precioso de contato visual, vínculo afetivo e integração familiar gerado por essa hiperestimulação visual e a facilidade de ter sempre “à mão”.

Infelizmente observa-se que muitas vezes celulares e tablets são utilizados como  “cala a boca” e sinalizam para a criança que a interação interpessoal não é necessária, levando inclusive a comportamentos comuns nos diagnósticos do espectro autista em indivíduos normotípicos, assim é necessário estar atento e lembrar sempre que na infância é construída a identidade pessoal e que o desenvolvimento da linguagem ocorre a partir da interação e dos modelos de comunicação dos adultos.





FONTE: Ana Lúcia Duran - Fonoaudióloga clínica (graduada pela EPM/UNIFESP) e educacional (responsável pelo projeto oficina de linguagem do colégio Cermac/ vencedor do PNGE - Prêmio Nacional de Gestão Educacional/2015), pós graduada em psicomotricidade.







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