Empresas
apostam em tecnologia e integração para enfrentar gargalos e apoiar o
crescimento do setor
O setor indústrial segue em expansão,
segundo dados do CNI, representando 23,4% do PIB brasileiro em 2025. Crescendo
1,4% no último período, de acordo com o IBGE, o segmento mantém um
desenvolvimento constante pelo terceiro ano consecutivo.
Pensando nisso e em celebração ao Dia
do Técnico Industrial, comemorado em 23 de setembro, o tema ganha visibilidade,
ao mesmo tempo em que empresas destacam soluções baseadas em tecnologia e
integração para enfrentar desafios e desenvolver o setor.
Nesse cenário, companhias de diferentes
frentes — da logística à tecnologia — têm desenvolvido iniciativas para apoiar
a indústria brasileira. Confira alguns exemplos:
- Integração
logística através da tecnologia:
A nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina atua com segmentação estratégica em indústria, varejo e agronegócio — modelo que garante especialização real em setores com dinâmicas logísticas muito distintas entre si.
No segmento industrial, a nstech busca a evolução da maturidade digital dos clientes por meio de um papel consultivo, com atuação direcionada a frentes objetivas que pesam no custo e na complexidade logística do embarcador: o cumprimento das obrigações regulatórias do transporte rodoviário de cargas, a gestão integrada da malha de transportadores terceirizados e o controle de risco e nível de serviço ponta a ponta. São desafios que, tratados de forma isolada, geram retrabalho, custo redundante e perda de visibilidade — e é nesse ponto que a arquitetura da nstech se diferencia.
A companhia opera a TNS (Transportation
Network System), um ecossistema logístico integrado em que embarcador,
transportador e prestador de serviço logístico se conectam na mesma rede.
Diferente de soluções pontuais que apenas digitalizam etapas isoladas, a TNS
conecta os elos da cadeia e transforma dado em decisão, gerando ganhos que
ferramentas fragmentadas não entregam: redução estrutural de custo, compliance
automatizado, eficiência operacional e nível de serviço mensurável da origem ao
destino.
- Governança
operacional e eficiência no ambiente fabril:
No
cotidiano das indústrias, a busca por conformidade e controle de qualidade
muitas vezes esbarra na fragmentação de dados e na dependência de processos
manuais. É para mitigar esses entraves operacionais que a SoftExpert, especialista em
soluções para gestão integrada, conformidade e excelência operacional, propõe
uma abordagem voltada para a consolidação de processos. Em vez de operar com
sistemas isolados para qualidade, manutenção de ativos e conformidade
regulatória, a proposta é centralizar essas rotinas em um fluxo digital
integrado.
Essa integração impacta diretamente o dia
a dia de trabalho das equipes técnicas na operação. Ao digitalizar e
automatizar rotinas como auditorias preventivas, calibração de instrumentos de
medição, registros de não conformidades e monitoramento de riscos, a tecnologia
elimina o retrabalho e o uso de planilhas paralelas. O resultado é a
desburocratização das atividades de campo: em vez de preencher relatórios
manuais, os profissionais ganham rastreabilidade em tempo real e dados
consolidados para agir de forma preventiva, garantindo a continuidade e a
segurança contínua das linhas de produção.
- Modernização e tecnologia para aumentar a eficiência industrial:
Para acompanhar a evolução da indústria
brasileira, a modernização de ativos e a aplicação de tecnologias voltadas à
eficiência dos processos também ganham espaço. É nesse contexto que empresas
como a Voith desenvolvem soluções de digitalização, automação e assistência
técnica para operações industriais. Na indústria de papel e celulose, a
companhia reúne tecnologias voltadas ao monitoramento e à automação dos
processos.
“A modernização tecnológica só se
traduz em eficiência real quando combinamos inovação e capacitação humana.
Sabemos que, por trás de cada máquina ou sistema digital no chão de fábrica,
existem pessoas cujo conhecimento técnico garante a segurança e a precisão
diária das operações. Nosso papel é apoiar essas equipes com a experiência e as
ferramentas necessárias para extrair o máximo valor das novas tecnologias”,
afirma Antonio Lemos, presidente da Voith Paper na América do Sul. O avanço
desses processos reforça, assim, a importância da qualificação contínua dos
profissionais técnicos, que precisam acompanhar a evolução de equipamentos e
sistemas cada vez mais integrados.
- Formação técnica como estratégia industrial:
A expansão do setor de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração) esbarra na oferta de mão de obra qualificada. Segundo a ABRAVA e o SINDRATAR-SP, o segmento deve faturar R$ 55,62 bilhões em 2026, com serviços e manutenção crescendo 19,8%, justamente a frente mais dependente do profissional na ponta.
A Elgin, que produz refrigeração comercial em Mogi das Cruzes (SP),
atua nessa lacuna por duas vias: a Caravana Elgin, evento itinerante de capacitação
com workshops gratuitos, treinamentos práticos, atualização sobre novas
tecnologias e emissão de certificado, e o Mestres do Frio, reality show no qual
dez profissionais selecionados entre cerca de 800 inscritos foram avaliados por
júri técnico da Elgin, do SENAI e da ABRAVA, segundo cumprimento de normas de
segurança, qualidade de execução e tempo.
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