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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dia do Técnico Industrial: 4 estratégias para desenvolver a indústria brasileira

Empresas apostam em tecnologia e integração para enfrentar gargalos e apoiar o crescimento do setor

 

O setor indústrial segue em expansão, segundo dados do CNI, representando 23,4% do PIB brasileiro em 2025. Crescendo 1,4% no último período, de acordo com o IBGE, o segmento mantém um desenvolvimento constante pelo terceiro ano consecutivo. 

Pensando nisso e em celebração ao Dia do Técnico Industrial, comemorado em 23 de setembro, o tema ganha visibilidade, ao mesmo tempo em que empresas destacam soluções baseadas em tecnologia e integração para enfrentar desafios e desenvolver o setor. 

Nesse cenário, companhias de diferentes frentes — da logística à tecnologia — têm desenvolvido iniciativas para apoiar a indústria brasileira. Confira alguns exemplos:

  • Integração logística através da tecnologia:

A nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina atua com segmentação estratégica em indústria, varejo e agronegócio — modelo que garante especialização real em setores com dinâmicas logísticas muito distintas entre si.  

No segmento industrial, a nstech busca a evolução da maturidade digital dos clientes por meio de um papel consultivo, com atuação direcionada a frentes objetivas que pesam no custo e na complexidade logística do embarcador: o cumprimento das obrigações regulatórias do transporte rodoviário de cargas, a gestão integrada da malha de transportadores terceirizados e o controle de risco e nível de serviço ponta a ponta. São desafios que, tratados de forma isolada, geram retrabalho, custo redundante e perda de visibilidade — e é nesse ponto que a arquitetura da nstech se diferencia. 

A companhia opera a TNS (Transportation Network System), um ecossistema logístico integrado em que embarcador, transportador e prestador de serviço logístico se conectam na mesma rede. Diferente de soluções pontuais que apenas digitalizam etapas isoladas, a TNS conecta os elos da cadeia e transforma dado em decisão, gerando ganhos que ferramentas fragmentadas não entregam: redução estrutural de custo, compliance automatizado, eficiência operacional e nível de serviço mensurável da origem ao destino.

 

  • Governança operacional e eficiência no ambiente fabril:

No cotidiano das indústrias, a busca por conformidade e controle de qualidade muitas vezes esbarra na fragmentação de dados e na dependência de processos manuais. É para mitigar esses entraves operacionais que a SoftExpert, especialista em soluções para gestão integrada, conformidade e excelência operacional, propõe uma abordagem voltada para a consolidação de processos. Em vez de operar com sistemas isolados para qualidade, manutenção de ativos e conformidade regulatória, a proposta é centralizar essas rotinas em um fluxo digital integrado.

Essa integração impacta diretamente o dia a dia de trabalho das equipes técnicas na operação. Ao digitalizar e automatizar rotinas como auditorias preventivas, calibração de instrumentos de medição, registros de não conformidades e monitoramento de riscos, a tecnologia elimina o retrabalho e o uso de planilhas paralelas. O resultado é a desburocratização das atividades de campo: em vez de preencher relatórios manuais, os profissionais ganham rastreabilidade em tempo real e dados consolidados para agir de forma preventiva, garantindo a continuidade e a segurança contínua das linhas de produção.

 

  • Modernização e tecnologia para aumentar a eficiência industrial:

Para acompanhar a evolução da indústria brasileira, a modernização de ativos e a aplicação de tecnologias voltadas à eficiência dos processos também ganham espaço. É nesse contexto que empresas como a Voith desenvolvem soluções de digitalização, automação e assistência técnica para operações industriais. Na indústria de papel e celulose, a companhia reúne tecnologias voltadas ao monitoramento e à automação dos processos. 

“A modernização tecnológica só se traduz em eficiência real quando combinamos inovação e capacitação humana. Sabemos que, por trás de cada máquina ou sistema digital no chão de fábrica, existem pessoas cujo conhecimento técnico garante a segurança e a precisão diária das operações. Nosso papel é apoiar essas equipes com a experiência e as ferramentas necessárias para extrair o máximo valor das novas tecnologias”, afirma Antonio Lemos, presidente da Voith Paper na América do Sul. O avanço desses processos reforça, assim, a importância da qualificação contínua dos profissionais técnicos, que precisam acompanhar a evolução de equipamentos e sistemas cada vez mais integrados.

 

  • Formação técnica como estratégia industrial: 

A expansão do setor de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração) esbarra na oferta de mão de obra qualificada. Segundo a ABRAVA e o SINDRATAR-SP, o segmento deve faturar R$ 55,62 bilhões em 2026, com serviços e manutenção crescendo 19,8%, justamente a frente mais dependente do profissional na ponta.  

A Elgin, que produz refrigeração comercial em Mogi das Cruzes (SP), atua nessa lacuna por duas vias: a Caravana Elgin, evento itinerante de capacitação com workshops gratuitos, treinamentos práticos, atualização sobre novas tecnologias e emissão de certificado, e o Mestres do Frio, reality show no qual dez profissionais selecionados entre cerca de 800 inscritos foram avaliados por júri técnico da Elgin, do SENAI e da ABRAVA, segundo cumprimento de normas de segurança, qualidade de execução e tempo.

 

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