Faltando pouco menos de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada nos dias 13 e 20 de novembro, os egressos do ensino médio precisam se preparar para o novo jeito de aprender que pauta o ensino superior. De acordo com Adriane Kiperman, diretora editorial da +A Educação, maior edtech para o ensino superior do país, o ensino híbrido veio para ficar, e as universidades estão conciliando as novas metodologias ativas com a tecnologia de ponta para potencializar o processo de aprendizado. “O modelo de sala de aula apenas expositiva e unilateral já ficou para trás. É preciso que o aluno esteja no centro da aprendizagem e pratique o que aprendeu quantas vezes forem necessárias”, explica.
A especialista aponta as 5
tendências do processo de aprendizagem no ensino superior:
1 – Ensino híbrido: a pesquisa "O ensino híbrido como
catalizador do processo de aprendizagem ativa”, publicada no periódico
científico International Journal on Active Learning em 2020 e realizada com
alunos de ensino superior do país, concluiu que no modelo híbrido (50%
presencial e 50% online), os alunos aprenderam 9% mais. A pandemia quebrou
paradigmas e a resistência ao modelo híbrido de ensino, o que é uma tendência.
Quem dizia que nunca iria experimentar uma aula online se viu obrigado a
utilizar o formato e percebeu que é um modelo que realmente funciona.
2 – Tecnologias imersivas e
metaverso: com o crescimento da demanda por ensino híbrido, é
necessário quebrar modelos 100% teóricos, expositivos e pouco absorvíveis e
proporcionar experiências integradas e imersivas com tecnologias que compõem um
metaverso, como laboratórios virtuais com realidade aumentada, vídeos em 360° e
3D. Realidade no Brasil, os laboratórios virtuais atuam como simuladores
digitais que replicam, com alto grau de fidelidade, as práticas realizadas no
mundo físico. Não substituem práticas presenciais, porém se tornaram
estratégicos para o treinamento e reforço da aprendizagem, além de serem mais
seguros para os processos de repetição e correção de erros. Estão presentes em
cursos de engenharia, saúde e humanidades e podem ser aplicados em planos
pedagógicos de todas as disciplinas. Os laboratórios virtuais de anatomia, por
exemplo, auxiliam um problema comum no ensino superior: a ausência de cadáveres
para estudo.
3 – Metodologias ativas de
aprendizagem: as tecnologias não caminham sem uma metodologia
eficaz. É o momento colocar o aluno em uma posição ativa, no centro do debate e
exposto a problemas factíveis do mundo real, sendo a capacidade de resolver
problemas a competência mais importante para ele. Para se ter uma ideia, o MIT
(Massachusetts Institute of Technology) já forma seus alunos com experiência
profissional e voltada à resolução dos problemas. Práticas pedagógicas como a
“peer instruction”, por exemplo, possibilita que o professor promova debates
entre os alunos e estimula a capacidade de senso crítico com competências
alinhadas ao cenário real do mercado de trabalho. Pode ser aplicada por um clique
em salas de aula virtuais e permite dinamizar o que seriam momentos de
exposição teórica. Dessa forma, a aula ganha o papel de facilitadora do
aprendizado, não apenas centralizando o conhecimento.
4 – Soft skills: O Fórum Econômico Mundial listou as competências profissionais do
século XXI e 80% delas são soft skills, como capacidade de
resolução de problemas, criatividade, comunicação, empatia e liderança. São
características que independem das mudanças que as profissões terão no futuro e
capacitam o profissional a lidarem com diferentes cenários ao longo da vida.
Cada vez mais as universidades estão voltadas para esse tipo de habilidade,
acompanhando a demanda do mercado de trabalho.
5 – Lifelong learning: Em um futuro não tão distante, os nanodegrees (microcertificações
voltadas para o mercado de trabalho) serão a bola da vez e os modelos de
graduação de quatro anos terão cada vez menos adesão, já que o aluno precisa
aprender para o resto da vida. Na área de tecnologia da informação, por
exemplo, essa tendência já é uma realidade e as certificações valem mais que a
graduação para o mercado de trabalho.
+A
Educação
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