Evento em Recife
marca a data para desmitificar a doença e quebrar o preconceito
É comemorado no dia 9/9 o dia nacional e Latino Americano de conscientização
a epilepsia, distúrbio neurológico crônico, que
provoca uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que
não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos.
No dia 9/9, das 9h às 12h, Dra. Adélia Henriques Souza, médica
neurologista e presidente da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) estará presente
na Praça Derby, juntamente com outros médicos, a fim de esclarecer
dúvidas do público e mostrar aos pacientes que é possível ter uma vida normal
mesmo convivendo com a doença.
Além das atividades na Praça Derby, no dia 9/9 haverá também palestras
sobre a epilepsia na Escola Pública Municipal, no Hospital Oswaldo Cruz,
Hospital Restauração e Hospital das Clínicas.
Campanha
Nacional
Em prol da conscientização da epilepsia, além de Recife, terão também
palestras e eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. O
objetivo das atividades é esclarecer a doença e solucionar as dúvidas da
população. A campanha terá como madrinha a ex-jogadora de vôlei da Seleção
Brasileira e campeã olímpica Fofão, que abraçou a causa na luta contra o
preconceito.
Segundo Dra. Adélia Henriques Souza,
presidente da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), o mês de setembro oferece à sociedade ações que tragam informações importantes a respeito da
epilepsia e ressalta a importância de desmitificar a doença e de mostrar a
população e aos pacientes que é possível ter uma vida normal mesmo tendo a
doença.
Cenário da Epilepsia
ü A OMS estima que 50 milhões de
pessoas são
afetadas por esta doença mundialmente, o que representa cerca de 1% da
população mundial.
ü Sua prevalência pode variar conforme as regiões do
mundo. Ocorre com maior frequência nos países em desenvolvimento, devido à
desnutrição, à insuficiente atenção médica e outras enfermidades, a incidência
é de aproximadamente 2%. Nos países mais desenvolvidos, a incidência é 1%.
ü A epilepsia é a doença mais comum no mundo e afeta
todas as idades e classes sociais.
ü No Brasil é estimado que existam três milhões de
pessoas com epilepsia, sendo que a este número somam-se 300 novos casos
por dia.
ü A OMS diz que a doença pode ser tratada em 75% dos
casos, mas três quartos das pessoas acometidas, que vivem em países em
desenvolvimento, não recebem o tratamento de que necessitam.
ü Aproximadamente 50% dos casos de epilepsia têm inicio
antes dos cinco anos e 75%, antes dos vinte.
ü Em crianças, uma causa comum de epilepsia é a febre.
ü Na grande maioria dos casos bem conduzidos, a
epilepsia não leva a problemas escolares. Com diagnóstico e tratamento
adequados, aproximadamente 80-90% de crianças têm suas crises controladas com
um mínimo de efeitos indesejados.
ü Estima-se que 85% dos portadores de epilepsia não
recebem o tratamento adequado. A medicação é o tratamento mais comum, quando
ela não é suficiente, opta-se pelo tratamento cirúrgico, disponível pelo SUS em
alguns centros sul e sudeste.
ü Pouco mais da metade dos casos de epilepsia em adultos
são do tipo focal complexa. Nesse tipo, 80% dos pacientes têm algum problema no
lobo temporal do cérebro, e 20% no lobo frontal.
ü O status epilepticus (grave manifestação da epilepsia
definida como diversas crises com curtos intervalos) é a primeira forma de
manifestação em 1/3 dos pacientes e pode resultar em morte.
ü No
Brasil, estima-se que haja entre 1,8 e 3,6 milhões de pessoas com epilepsia.
Segundo um estudo publicado na Revista Ciência Saúde Coletiva no ano de 2009,
foram registradas 32.655 mortes por epilepsia no Brasil durante esse período.
Esse número pode ser maior, uma vez que muitos casos podem não terem sido
registrados devido a falhas nas coletas de dados e identificação dos óbitos. O
mesmo artigo registrou uma alta de 80% do coeficiente de mortalidade por epilepsia
na região Nordeste do país, provavelmente devido a baixa disponibilidade de
medicamentos para as crises convulsivas e aos serviços deficientes de saúde
nessa região.
ü É importante se ter um mapa dos casos de epilepsia no
país, pois, dessa forma, as regiões mais carentes de cuidado médico poderão ter
suas políticas de saúde melhoradas em função da redução da mortalidade por
epilepsia.
ü Recentemente a justiça brasileira autorizou, pela primeira vez, a importação de um medicamento derivado da maconha para tratar uma criança que apresentava um quadro grave de epilepsia, o canabidiol.
Liga Brasileira de Epilepsia
A
Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) é uma associação civil, sem fins lucrativos
que foi fundada na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1949. A LBE
congrega médicos e outros profissionais dedicados à saúde das pessoas com
epilepsia, tem a missão de promover recursos para o ensino e pesquisa
destinados à prevenção, diagnóstico e tratamento da epilepsia. É
associada à Internacional League Against Epilepsy (ILAE) e ao Internacional
Bureau For Epilepsy (IBE), dos quais recebeu o título de Capítulo Brasileiro e
o poder para representá-las no Brasil. Atualmente compõem a diretoria, Dra.
Adélia Henriques Souza (presidente), Dr. Ricardo Amorim Leite
(secretário), Dra. Valentina Nicole de Carvalho (tesoureira) e Dra. Maria Luiza
Manreza (Secretária Permanente).
Nenhum comentário:
Postar um comentário