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sábado, 8 de agosto de 2026

Por que profissionais de alta performance estão abandonando cirurgias com longas recuperações

 

O Brasil realizou mais de 2,1 milhões de procedimentos cirúrgicos estéticos em 2024, mantendo-se entre os maiores mercados do mundo, segundo levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em 2025. Mas um movimento menos visível tem chamado a atenção dentro dos consultórios: a mudança nos critérios que levam alguém a escolher um procedimento.

Na minha prática como cirurgião plástico, percebo que o paciente atual não avalia apenas o resultado estético. Ele passou a considerar também o impacto da cirurgia sobre a rotina, o trabalho, os exercícios físicos e a própria saúde.

Esse comportamento é especialmente evidente entre empresários, executivos, profissionais liberais e pessoas que ocupam posições de liderança. Para esse público, ficar semanas afastado das atividades deixou de ser uma condição naturalmente aceita. O tempo passou a ser um ativo tão valioso quanto o próprio resultado.


A valorização do tempo como ativo de luxo

O fenômeno acompanha uma mudança mais ampla observada no mercado premium. Segundo o Global Wellness Institute, a economia global do bem-estar movimentou mais de US$6,3 trilhões e continua crescendo impulsionada por longevidade, saúde preventiva e qualidade de vida.

O consumidor de alta renda passou a valorizar soluções que entregam resultados sem exigir grandes interrupções na vida pessoal ou profissional. Essa lógica já transformou setores como hotelaria, mobilidade, alimentação e saúde preventiva. Agora começa a influenciar também a cirurgia plástica.

Nesse contexto, procedimentos minimamente invasivos vêm ganhando espaço porque reduzem o impacto fisiológico da intervenção e permitem uma recuperação mais compatível com a rotina moderna.


O avanço das técnicas menos invasivas

Uma das transformações mais relevantes dos últimos anos foi a evolução dos procedimentos voltados ao contorno corporal.

Durante décadas, a lipoaspiração tradicional esteve associada a cirurgias mais extensas, anestesia geral, maior resposta inflamatória e períodos prolongados de recuperação. Hoje, a tecnologia permite abordagens mais personalizadas para pacientes que apresentam gordura localizada em áreas específicas.

É o caso da Minilipolaser, técnica que desenvolvi ao longo da minha trajetória profissional com o objetivo de reduzir o impacto do procedimento sobre o organismo.

A principal diferença está na proposta. Em vez de tratar grandes áreas corporais de forma padronizada, o procedimento é adaptado às necessidades reais de cada paciente. Quando indicado para áreas localizadas, pode ser realizado com anestesia local associada à sedação, sem necessidade de anestesia geral.

Na prática, isso contribui para menor resposta inflamatória, preservação da massa muscular, recuperação mais rápida e retorno antecipado às atividades habituais quando comparado aos modelos cirúrgicos mais tradicionais.


Quando saúde e estética passam a caminhar juntas

Existe ainda uma mudança importante acontecendo na forma como os pacientes enxergam a cirurgia plástica.

Cada vez mais, o procedimento deixa de ser encarado como um evento isolado e passa a integrar um projeto mais amplo de saúde, composição corporal e longevidade.

Antes da cirurgia, cresce a preocupação com exames, alimentação, condicionamento físico e qualidade metabólica. Depois do procedimento, aumenta a busca pela manutenção dos resultados por meio de hábitos saudáveis e acompanhamento médico.

Na minha visão, essa é a direção mais relevante para o futuro da especialidade.

A cirurgia plástica não deve ser uma interrupção da saúde. Ela pode ser uma oportunidade para que o paciente se reconecte com ela.

O que observo é que a nova geração de pacientes não busca apenas mudar a aparência. Busca melhorar a forma como vive, trabalha e envelhece. E isso está transformando não apenas as técnicas cirúrgicas, mas também o próprio papel da medicina estética.

 


Dr. Alexandre Peruzzo Cremers 26736 /Rqe 34441 - cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade. Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
Para mais informações, acesse Linkedin e Instagram.


Clínica do Dr. Alexandre Peruzzo
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Rugas Wi-Fi: entenda por que esse nome curioso está ganhando espaço na estética

Divulgação
Conhecidas como "rugas Wi-Fi", as pequenas linhas que surgem ao lado da boca ao sorrir estão entre as principais queixas dos pacientes. Especialista explica como a combinação de tecnologias permite resultados naturais e personalizados

 

As pequenas linhas verticais que aparecem ao lado da boca durante o sorriso, lembrando o símbolo do Wi-Fi ou o efeito sanfonado de um acordeão, têm chamado a atenção de médicos e pacientes. Conhecidas como “rugas Wi-Fi”, essas marcas fazem parte do processo natural de envelhecimento e estão entre as principais queixas de quem deseja rejuvenescer o rosto sem perder a naturalidade.

Campinas vem se consolidando como um dos principais polos brasileiros na procura por tratamentos avançados de rejuvenescimento facial, especialmente com os fios APTOS, técnica que promove o reposicionamento dos tecidos sem cirurgia quando corretamente indicada. Entre os destaques está a médica especialista em estética Dra. Vanessa Penteado, reconhecida internacionalmente por sua atuação na área. Ela é a segunda médica que mais realiza procedimentos com fios APTOS no Brasil e uma das poucas profissionais do mundo a receber essa distinção.

Mais do que acompanhar as tendências da medicina estética, a especialista aposta na combinação de tecnologias de ponta e protocolos desenvolvidos de forma individualizada, respeitando as características anatômicas e os objetivos de cada paciente. “As rugas Wi-Fi surgem principalmente pela perda gradual de colágeno e elastina, proteínas responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. Os movimentos repetitivos do sorriso, associados ao envelhecimento natural e aos danos provocados pela exposição solar sem proteção, favorecem o aparecimento dessas linhas”, explica a Dra. Vanessa Penteado.

Segundo a médica, não existe um tratamento único para todos os casos. O primeiro passo é entender a estrutura facial, o grau de flacidez e as expectativas de cada paciente. “O segredo está em avaliar cuidadosamente a estrutura, o grau de flacidez e o objetivo estético de cada pessoa. Ao combinar recursos como os fios APTOS e a modulação muscular, conseguimos oferecer resultados muito mais personalizados e eficazes, sempre preservando a naturalidade.”

Embora muitas pessoas ainda associem o efeito lifting exclusivamente à cirurgia plástica, a evolução da medicina estética permite alcançar resultados expressivos por meio de técnicas minimamente invasivas.

Quando há indicação, os fios APTOS promovem um reposicionamento significativo dos tecidos faciais, melhorando contorno, sustentação e flacidez em um procedimento realizado, em média, em 30 minutos. Além do efeito mecânico imediato, os fios estimulam a produção de colágeno, promovendo uma melhora progressiva da qualidade da pele e respeitando a anatomia e as expressões naturais do paciente. Para a Dra. Vanessa, o conceito atual de rejuvenescimento está diretamente ligado ao gerenciamento do envelhecimento. “Falamos muito sobre gerenciamento do envelhecimento, com método, critério e visão de longo prazo. Não se trata de mudar o rosto, mas de preservar a identidade enquanto o tempo avança. É se reconhecer no espelho e gostar do que vê, com resultados elegantes, naturais e sem a sensação de terem mudado quem são.”

Esse movimento acompanha uma mudança no conceito de beleza. Em vez de transformações marcantes, cresce a procura por tratamentos capazes de preservar a identidade facial, retardando os sinais do envelhecimento de forma estratégica, personalizada e progressiva. Mais do que corrigir rugas, a medicina estética passa a atuar na manutenção da estrutura do rosto, respeitando a individualidade de cada paciente.

 

Emagrecer rápido virou tendência nas redes. O problema é o preço que o corpo paga

Vídeos que prometem perder peso em poucos dias, desafios alimentares e dietas que eliminam grupos inteiros de alimentos acumulam milhões de visualizações nas redes sociais. Apesar da popularidade, estratégias baseadas em restrições severas, consumo excessivo de proteínas ou longos períodos de jejum podem representar riscos importantes quando adotadas sem orientação profissional. 

Segundo a nutricionista e psicóloga Flávia Lucena, o maior problema dessas dietas está na falsa ideia de que existe uma solução universal para o emagrecimento. "A perda de peso e a melhora da saúde não dependem apenas de cortar calorias, excluir grupos alimentares ou prolongar jejuns. Cada organismo responde de forma diferente, considerando fatores como genética, composição corporal, estado hormonal, saúde intestinal, qualidade do sono, estresse e presença de doenças", explica. 

Na prática, isso significa que uma estratégia que aparentou funcionar para uma pessoa pode ser ineficaz, ou até prejudicial, para outra. A especialista destaca que muitas dietas virais priorizam apenas a redução rápida do peso na balança, sem considerar a qualidade nutricional, a sustentabilidade e a segurança metabólica da intervenção. 

"É comum que essas estratégias provoquem perda de água corporal e até de massa muscular, além de aumentarem o risco de deficiências nutricionais, fadiga, piora do funcionamento intestinal, queda do desempenho físico e cognitivo e o conhecido efeito rebote. Em alguns casos, a pessoa emagrece, mas às custas da piora da composição corporal e do equilíbrio fisiológico", afirma. 

Outro aspecto frequentemente negligenciado é que o peso corporal, isoladamente, não representa um indicador completo de saúde. De acordo com Flávia, uma redução rápida pode mascarar problemas metabólicos ou agravar condições já existentes, especialmente em pessoas com resistência a insulina, alterações hormonais, doenças do intestino ou deficiências nutricionais ainda não diagnosticadas. 

“Resultados rápidos costumam durar pouco”, é o que ela afirma. Embora os resultados iniciais possam parecer animadores, a manutenção costuma ser um desafio. Isso acontece porque restrições intensas desencadeiam mecanismos naturais do organismo para preservar energia. 

O corpo tende a responder aumentando a fome, reduzindo o gasto energético e intensificando o desejo por alimentos altamente palatáveis. Como essas dietas normalmente não tratam as causas que levaram ao ganho de peso, como estresse, sono inadequado, alimentação emocional ou sedentarismo, o resultado costuma ser temporário. 

O impacto também atinge a saúde mental. Além das consequências físicas, a profissional alerta para os efeitos psicológicos dessas dietas sem personalização: "Quando a alimentação passa a ser guiada pelo medo, culpa e excesso de controle, cresce o risco de ansiedade relacionada à comida, episódios de compulsão, piora da autoestima e até desenvolvimento ou agravamento de transtornos alimentares”. 

Muitas vezes, o problema não é a falta de disciplina da pessoa, mas um método incompatível com sua realidade biológica e emocional. Antes de aderir a qualquer tendência das redes sociais, é fundamental compreender que a melhor estratégia alimentar é aquela construída de forma individualizada. 

"Mais importante do que perguntar se uma dieta funciona é perguntar para quem ela funciona, em qual contexto, com qual objetivo e a que custo para o organismo. Não existe fórmula pronta quando o assunto é saúde”, conclui Flávia. 

 

Flávia Lucena - nutricionista e psicóloga, especialista em comportamento alimentar e criadora do Método Nutrição com Acolhimento®. Sua abordagem integra nutrição clínica funcional, psicologia comportamental e escuta aprofundada da relação das pessoas com a alimentação, promovendo uma visão que considera não apenas aspectos físicos, mas também emocionais, sociais e comportamentais do ato de comer. Atua com foco na construção de uma relação mais consciente, flexível e sustentável com a alimentação, auxiliando pacientes em diferentes fases da vida por meio de atendimentos presenciais e online.


Além dos medicamentos: 5 estratégias para um emagrecimento saudável e sustentável

 

Imagem: Herbalife
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Os medicamentos injetáveis para perda de peso são apenas parte da estratégia para o emagrecimento saudável e sustentável. Entenda quais hábitos adotar para manter os resultados no longo prazo e preservar a saúde


Os novos medicamentos injetáveis para o tratamento da obesidade marcaram um avanço significativo ao possibilitar uma perda de peso mais expressiva. Porém, para alcançar resultados duradouros, é essencial associar o tratamento a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, além de estratégias que ajudem a prevenir o reganho de peso, afirma o médico nutrólogo e especialista em obesidade Nataniel Viuniski, mestre em Nutrição e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. 

Ao reduzir a fome e, consequentemente, a quantidade de alimentos ingeridos, a ingestão de proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes é impactada. Além disso, dos efeitos adversos como náuseas, vômitos, diarreia e constipação dificultarem ainda mais a alimentação. 

Por isso, cada vez mais especialistas defendem que o sucesso do tratamento depende de uma estratégia estruturada. “O objetivo não deve ser apenas emagrecer, mas preservar a massa muscular, evitar deficiências nutricionais e criar hábitos que permitam manter os resultados ao longo da vida”, explica o nutrólogo.

Dentro dessa abordagem, o especialista propõe cinco pilares que merecem atenção durante o uso desses medicamentos.
 

1. Invista em proteínas, vitaminas e minerais

Perder peso não significa apenas reduzir gordura corporal. Quando a ingestão de proteínas é insuficiente, parte da perda pode acontecer às custas da massa muscular. 

“Como a pessoa come menos, também tende a consumir menos proteínas e micronutrientes. Por isso, recomenda-se aumentar o consumo de proteínas durante o tratamento para ajudar a preservar a massa magra, principalmente associado à prática de exercícios de força”, orienta Viuniski. 

Além das proteínas, vitaminas e minerais continuam sendo indispensáveis. Nutrientes como vitamina B12, vitamina D, ferro, cálcio, magnésio e zinco participam da produção de energia, da imunidade, da saúde óssea e da manutenção muscular. 

“Cada refeição precisa entregar mais qualidade nutricional. Portanto, torna-se ainda mais importante priorizar alimentos com alta densidade nutricional, ou seja, que oferecem uma grande quantidade de nutrientes em relação à quantidade de calorias, como os shakes nutritivos”, explica o nutrólogo.
 

2. Aposte no colágeno certo

Perdas de peso rápidas costumam trazer mudanças importantes na composição corporal. Embora o excesso de pele dependa principalmente da idade, genética e quantidade de peso perdido, manter uma ingestão adequada de proteínas também contribui para a produção natural de colágeno. 

“Mas os peptídeos de colágeno hidrolisado também podem ajudar melhorar a elasticidade, hidratação e firmeza da pele quando associados a vitamina C e a uma alimentação adequada”, comenta o nutrólogo. Embora não eliminem o excesso de pele decorrente de grandes perdas de peso, podem contribuir para a saúde cutânea.
 

3. Creatina para mais força

A creatina é frequentemente associada à hipertrofia, mas seu papel durante o emagrecimento pode ser ainda mais relevante. 

Como existe risco de perda de massa muscular, preservar a força e a capacidade funcional torna-se uma prioridade. Nesse contexto, a creatina pode ajudar a manter o desempenho nos exercícios de resistência e favorecer a preservação da massa magra quando combinada ao treinamento de força. “Lembre-se que, quanto mais massa muscular for preservada durante o emagrecimento, melhores tendem a ser o metabolismo, a funcionalidade e a manutenção dos resultados no longo prazo".
 

4. Dá-lhe fibras

A prisão de ventre é um dos efeitos adversos mais frequentes durante o uso dos agonistas do GLP-1. Isso acontece porque esses medicamentos retardam o esvaziamento gástrico e diminuem a motilidade intestinal. 

As fibras ajudam justamente nesse cenário. Além de favorecerem o funcionamento intestinal, contribuem para a saúde da microbiota, auxiliam no controle glicêmico e aumentam ainda mais a sensação de saciedade. 

Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas devem fazer parte da alimentação diária. “Quando necessário, fibras solúveis e suplementos de fibras também podem ser utilizadas com orientação profissional”, acrescenta Viuniski.
 

5. Hidratação e energia para ter disposição

Náuseas, vômitos e redução da ingestão alimentar aumentam o risco de desidratação durante o tratamento com medicamentos injetáveis para emagrecer. 

Manter um consumo adequado de água ajuda não apenas o funcionamento intestinal, mas também a circulação, o transporte de nutrientes e a prevenção de sintomas como fadiga, dor de cabeça e tontura. 

Outro ponto importante é garantir energia suficiente para manter a prática de atividade física e o bem-estar, uma vez que comer pouco demais pode comprometer o desempenho nos treinos e favorecer maior perda de massa muscular. 

“O desafio é encontrar um equilíbrio entre o controle do apetite promovido pelo medicamento e uma alimentação capaz de fornecer água, energia e nutrientes suficientes”, finaliza o médico. 

Nesse caso, o especialista recomenda consumir um copo de água a cada hora, a partir do momento em que a pessoa acorda, e fazer pequenas refeições ao longo do dia, respeitando a tolerância individual e priorizando alimentos nutritivos.

 

Herbalife Ltd
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Dia dos Pais: 5 cuidados para eles se sentirem mais bonitos

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 Especialista reúne orientações que vão da rotina em casa aos tratamentos voltados à pele, aos cabelos e ao corpo

 

Perfumes, roupas e acessórios costumam aparecer entre os presentes mais procurados para o Dia dos Pais, mas experiências voltadas ao autocuidado também podem ajudar a valorizar a saúde, a aparência e a autoestima. A mudança acompanha um público mais atento ao próprio bem-estar: 54% dos brasileiros se consideram vaidosos e 64% dos homens afirmam utilizar produtos de skincare, segundo uma pesquisa da MindMiners de 2024.

 

Para a Dra. Angela Helena Perretto, médica responsável técnica nacional da Homenz, o autocuidado masculino deixou de estar associado apenas à correção de uma queixa específica. “Os homens passaram a enxergar os cuidados com a aparência como parte da saúde, do desempenho e da longevidade. O Dia dos Pais pode ser uma oportunidade para incentivar esse olhar, respeitando as necessidades e as preferências de cada pessoa”, afirma.

 

A seguir, a especialista apresenta cinco cuidados que podem ajudar os pais a se sentirem mais bonitos e confiantes:


1.    Comece pelos cuidados com a pele


Limpeza, hidratação e proteção solar ajudam a controlar a oleosidade, prevenir manchas e preservar a barreira cutânea. Além da rotina em casa, procedimentos como limpeza de pele, peeling de diamante, revitalização facial e skinbooster podem complementar os resultados após uma avaliação. “O primeiro passo é entender as características da pele. Nem todo homem precisa dos mesmos produtos ou técnicas, por isso a indicação deve considerar sensibilidade, oleosidade e sinais de envelhecimento”, explica a Dra. Angela.

 

2.          Dê atenção à barba


Manter a região limpa, aparar os fios e utilizar produtos calmantes após o barbear ajuda a prevenir irritações e pelos encravados. Quando existem falhas, recursos como o Pulso Eletro-Renovador, também conhecido como alta frequência, e a Infusão Atômica Folicular podem fazer parte de uma estratégia individualizada. “Antes de indicar qualquer protocolo, é necessário investigar fatores genéticos, hormonais, nutricionais e dermatológicos que podem interferir no desenvolvimento dos fios”, orienta.

 

3.          Observe a saúde dos cabelos


Queda excessiva, afinamento e entradas podem indicar alterações que precisam ser investigadas. Tecnologias regenerativas e procedimentos como a microinfusão de medicamentos na pele, conhecida como MMP capilar, podem ser recomendados conforme a origem e o estágio do quadro. “Quanto mais cedo o paciente busca uma avaliação, maiores são as possibilidades de preservar os folículos e definir uma conduta adequada”, destaca a médica.

 

4.          Cuide também do corpo


Alimentação equilibrada e atividade física são essenciais, mas alguns procedimentos podem complementar os cuidados com depósitos localizados. Entre as opções estão enzimas lipolíticas, ultrassom de alta potência e técnicas minimamente invasivas. “Esses recursos podem auxiliar na redução de medidas, mas não substituem hábitos saudáveis nem representam um tratamento isolado para sobrepeso ou obesidade”, esclarece.

 

5.           Considere a depilação para aumentar o conforto


A depilação pode ser uma alternativa para homens que enfrentam irritações frequentes, foliculite ou incômodo com o excesso de pelos. A tecnologia de LED permite tratar áreas como costas, peito, abdômen, barba e pescoço, conforme a avaliação da pele e dos fios. “Além da questão estética, a redução dos pelos pode facilitar a rotina e trazer mais conforto, principalmente para quem apresenta sensibilidade após o uso constante de lâminas”, afirma.

 

Na Homenz, esses cuidados podem ser reunidos em protocolos personalizados, definidos após uma avaliação do histórico clínico e das expectativas de cada paciente. “Presentear com autocuidado também é uma forma de incentivar os pais a reservarem tempo para a própria saúde, aparência e qualidade de vida”, conclui a Dra. Angela.



No domingo, seu filho não vai te dar um presente. Vai te observar recebendo

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A criança entrega o pacote mal embrulhado e não sai de perto. Fica ali, a meio metro, com o corpo virado para o pai. Não está esperando agradecimento, porque agradecimento ela já sabe que vem. Está lendo o rosto dele, que chega sempre antes da frase.

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil estima que o Dia dos Pais movimente R$ 29,7 bilhões no comércio e nos serviços neste ano, com 104 milhões de consumidores e gasto médio de R$ 286. Sessenta e três por cento pretendem presentear, o que significa que quase quatro em cada dez chegarão ao domingo sem nada nas mãos. E fica uma pergunta que nenhuma dessas pesquisas mede: por que tanto filho brasileiro tem vergonha de demonstrar afeto ao próprio pai?

A resposta começa no jeito como os homens aprenderam a receber. Existe um repertório masculino para desmontar carinho, e ele é rápido. A piada, que transforma o momento em brincadeira antes que ele fique sério demais. A minimização, aquele "não precisava, você gastou dinheiro à toa". A correção, que repara na letra torta antes de reparar na frase escrita. E a atenção dividida, o pai que recebe o abraço sem largar o telefone. Nenhuma dessas reações é agressiva. Todas comunicam a mesma coisa, que é um leve constrangimento com o que acabou de acontecer.

A frase mais comum das quatro merece atenção separada. "Não precisava" parece humildade e costuma ser dita com carinho verdadeiro. Só que, ouvida do outro lado, ela informa literalmente que o gesto não era necessário. Uma criança de oito anos leva isso ao pé da letra. Um adolescente também, ainda que finja o contrário. E, depois de algumas repetições, todo mundo naquela casa aprende que aquele tipo de demonstração dá um trabalho desnecessário ao pai.

Quem chega sem presente está numa situação ainda mais exposta. Muitos filhos não vão comprar nada neste domingo, por orçamento apertado, por distância ou porque simplesmente não pensaram nisso. Alguns vão chegar com uma frase e um abraço, e para uma parte deles dizer aquilo custou mais do que custaria qualquer objeto. Um suspiro do pai, uma sobrancelha, um "só isso?" dito em tom de gracejo já basta para precificar o gesto. No ano seguinte, vem só a mensagem no aplicativo.

O que acontece depois também é lido. O caneco horroroso que fica na prateleira, o desenho que vai para a parede do escritório, a carta que continua na gaveta anos depois dizem à criança que aquilo teve peso. O presente esquecido dentro da sacola atrás do sofá diz outra coisa, e ela não precisa ser dita em voz alta.

Cinco atitudes ajudam, e nenhuma delas custa dinheiro. Pare o que estiver fazendo e largue o telefone antes de receber. Não faça piada nos primeiros dez segundos, porque é ali que o filho decide se aquilo pode acontecer de novo. Descreva em vez de avaliar, dizendo o que você viu, como o nome escrito inteiro ou a cor escolhida, em vez de julgar se ficou bonito. Faça uma pergunta sobre o gesto, do tipo quando foi que você fez isso, que estende o momento e demonstra interesse real. E risque "não precisava" do vocabulário deste domingo. Um pai não controla o que vai receber no dia 9, mas controla inteiramente o que o filho vai encontrar no rosto dele quando entregar.

 

Cássio Mori - educador, escritor e consultor em gestão escolar, comunicação e relação entre família e escola. Autor de O filho que chega em casa.


As mulheres que carregam vaga-lumes no estômago iluminam a História


Todas as mulheres carregam vaga-lumes no estomago, segundo um antigo ditado galego. Em algumas, estes vaga-lumes estão adormecidos, mas podem acordar a qualquer momento, em outras, por vezes cansados da luta, deitam-se para repousar. E há aquelas movidas por uma inquietação que não se apaga, por uma luz interior que insiste em brilhar mesmo quando o mundo lhes pede discrição. Não se acomodam diante das injustiças, desafiam convenções e transformam a realidade.

Os vaga-lumes simbolizam a coragem de iluminar caminhos em meio à escuridão. Na história das mulheres, essa luz frequentemente nasce da necessidade de resistir. Durante séculos, elas foram privadas da educação, da participação política, da autonomia sobre o próprio corpo e sobre o próprio destino.

A História costuma destacar generais, presidentes e grandes conquistadores. Entretanto, junto a cada transformação social existem mulheres que desafiaram o medo. Algumas tiveram seus nomes registrados nos livros. Outras permaneceram anônimas, mas foram igualmente decisivas.

Eram mães que protegeram seus filhos em tempos de guerra, professoras que ensinaram quando educar era um ato de resistência, cientistas que precisaram assinar pesquisas com nomes masculinos, escritoras que romperam o silêncio, enfermeiras e médicas que apostaram pela vida em meio a guerras e epidemias, e ativistas que enfrentaram regimes autoritários, muitas vezes lado a lado com os homens nas trincheiras, para defender direitos.

Essas mulheres tinham algo em comum: recusavam-se a aceitar que o impossível fosse definitivo. Seus vaga-lumes não eram feitos de ingenuidade, mas de convicção. Sabiam que toda mudança começa como uma pequena centelha, quase invisível, até que sua luz encontre outras capazes de multiplicá-la.

Na literatura, encontramos inúmeras personagens movidas por essa mesma chama. São heroínas imperfeitas, que sentem medo, fracassam e duvidam de si mesmas, mas continuam caminhando. Elas nos lembram que coragem não significa ausência de medo, e sim a decisão de seguir apesar dele, desvelando uma verdade profundamente humana.

Também na vida cotidiana existem mulheres com vaga-lumes no estômago. São empreendedoras que recomeçam depois de uma derrota, pesquisadoras que dedicam anos à busca de respostas, voluntárias que acolhem desconhecidos, artistas que transformam dor em beleza, mulheres que insistem em dançar mesmo obrigadas a usar véus. Infelizmente nem todas aparecerão nas manchetes.

A sociedade precisa da sensibilidade destas mulheres, da sua inteligência e da sua coragem de imaginar futuros diferentes, pois quem carrega vaga-lumes no estômago continua lembrando que a esperança não é um sentimento passivo. Ela exige ação, compromisso e perseverança. Cada mulher que decide romper barreiras acende um novo vaga-lume, tornando o caminho menos escuro para quem virá depois.

A História não é movida apenas pelos grandes acontecimentos. Ela também avança pelas pequenas luzes que se recusam a se apagar. E são as mulheres com seus vaga-lumes no estômago que, geração após geração, continuam iluminando essa aventura terrestre.

 

Paula Caleffi - doutora em História da América e autora de “Sob o Céu dos Andes”, romance que narra a história de uma mulher comum envolvida em um universo brutal nos territórios entre o Peru e o Equador


Uso de celular entre crianças cai pela primeira vez no Brasil e reforça busca por experiências que vão além das telas

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Mudança inédita no comportamento das famílias impulsiona o interesse por atividades que estimulam desenvolvimento cognitivo, social e cultural desde a infância; na Minds Idiomas, cursos de inglês para crianças cresceram 53,5% em dois anos

 

Pela primeira vez desde o início da série histórica, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, registrou uma queda na proporção de crianças de 10 a 13 anos que possuem celular próprio no Brasil. Em apenas um ano, o índice passou de 56,7% para 55,2%, sinalizando uma mudança no comportamento das famílias e um novo olhar sobre o papel das telas durante a infância. 

Embora a redução seja discreta, ela acompanha um debate que ganhou força nos últimos anos sobre os impactos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos no desenvolvimento infantil. Questões como concentração, interação social, criatividade e saúde emocional passaram a ocupar espaço nas decisões de pais e educadores, que busca um equilíbrio entre o uso da tecnologia e experiências capazes de estimular outras habilidades. 

Isso não significa afastar a tecnologia da educação. Pelo contrário. O avanço das ferramentas digitais transformou a forma como crianças aprendem e se relacionam com o conhecimento, tornando o ensino mais dinâmico, personalizado e conectado às novas gerações. O desafio das escolas, hoje, é utilizar esses recursos como aliados do aprendizado, sem que eles substituam a interação humana, a comunicação e o desenvolvimento de competências socioemocionais. 

Nesse contexto, cresce também a procura por atividades que promovam experiências presenciais, contato com outras culturas e desenvolvimento de habilidades para o futuro. O aprendizado de um segundo idioma vem ganhando espaço entre essas escolhas por estimular comunicação, raciocínio, criatividade e confiança desde os primeiros anos de vida. 

Esse movimento já é percebido na rede Minds Idiomas. Entre o primeiro semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2026, as matrículas nos cursos de inglês para crianças cresceram 53,5%, passando de 1.529 para 2.347 alunos. No mesmo período, a participação desse segmento no total de vendas da rede avançou de 26,6% para 44,6%, consolidando-se como uma das principais frentes de crescimento da escola. 

Os números mostram que o ensino de inglês para crianças deixou de ocupar um espaço secundário no portfólio da rede e passou a integrar de forma estratégica o desenvolvimento da operação. Em apenas dois anos, a diferença de matrículas entre os cursos infantis e o curso de inglês de 18 meses voltado a jovens e adultos foi reduzida em 78,8%, refletindo uma demanda cada vez maior das famílias por iniciar o contato com o idioma ainda na infância. 

Para Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas, a mudança acompanha uma transformação na forma como os pais enxergam a educação complementar. "Percebemos que as famílias estão buscando experiências que realmente contribuam para o desenvolvimento das crianças. O inglês deixou de ser visto apenas como uma atividade extracurricular e passou a fazer parte da formação desde cedo. Quando aliado a metodologias modernas e ao uso inteligente da tecnologia, ele estimula autonomia, comunicação, criatividade e prepara os alunos para um mundo cada vez mais conectado", afirma. 

Segundo a executiva, a tecnologia continuará desempenhando um papel importante na educação, mas seu maior potencial está em fortalecer, e não substituir, a aprendizagem. "As novas gerações nasceram conectadas e a escola precisa dialogar com essa realidade. A tecnologia deve tornar o ensino mais interessante, personalizado e interativo, mas o aprendizado continua acontecendo por meio das relações, da troca de experiências e da vivência prática. O grande desafio é usar esses recursos para potencializar o desenvolvimento das crianças, sem abrir mão das habilidades humanas que serão cada vez mais valorizadas no futuro", conclui Leiza. 

O cenário observado pela rede acompanha uma tendência mais ampla: à medida que as famílias repensam o tempo de exposição às telas, cresce a valorização de experiências que combinam inovação, interação e desenvolvimento integral, colocando o ensino de idiomas entre as prioridades da formação das novas gerações.



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Solidão, ansiedade e depressão: atividades em grupo ganham força como aliadas da saúde mental

Vínculos sociais e práticas coletivas ajudam muito na prevenção e enfrentamento de transtornos psicoemocionais, afirma o médico Ulysses Francisco Buono, da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP).

 

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a prevalência de ansiedade e depressão aumentou mais de 25% globalmente desde a pandemia. Além disso, estudo do órgão aponta que uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão, condição associada ao agravamento de transtornos mentais e ao isolamento social. Com o crescimento desses casos e o esgotamento emocional na sociedade contemporânea, observa-se um fator subestimado no cuidado com a saúde mental: o isolamento social. 

Da síndrome do ninho vazio ao burnout profissional, especialistas apontam que a ausência de vínculos e rotinas compartilhadas pode agravar quadros emocionais. Nesse cenário, atividades em grupo, como caminhadas, pilates, danças, leitura, saraus e cursos de artes e artesanatos, vêm sendo cada vez mais associadas à melhora do bem-estar psicológico, especialmente entre pessoas em situação de solidão, com destaque para a população idosa. 

O problema também cresce entre adolescentes e jovens adultos. Segundo o relatório da OMS, cerca de 21% das pessoas entre 13 e 17 anos e 17,4% na faixa de 18 a 29 anos relatam sentir solidão com frequência. Fatores como excesso de tempo em telas, dificuldade de interação social presencial e pressão emocional contemporânea têm contribuído para o aumento do isolamento nos dois segmentos etários.  

“A convivência em grupo, a prática de esportes e atividades culturais ajudam no desenvolvimento emocional e reduzem sentimentos de isolamento, ansiedade e insegurança”, afirma o médico pediatra Ulysses Francisco Buono, coordenador de Assistência à Saúde da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP). Ele explica que o fortalecimento dos vínculos sociais é especialmente importante durante a adolescência, período marcado por mudanças emocionais e construção da identidade. 

Em um contexto de transtornos mentais e fragilidade dos vínculos sociais, iniciativas simples ganham relevância como parte de uma abordagem mais ampla de cuidado com a saúde mental. Para Artur Marques, presidente da entidade, promover momentos de integração é fundamental para o bem-estar e a qualidade da vida da população. “As atividades em grupo fortalecem os vínculos sociais, incentivam a participação coletiva e contribuem para uma rotina mais saudável e equilibrada. Criar oportunidades de interação e pertencimento é uma forma importante de cuidado com a saúde mental”, afirma.

 

Solidão na terceira idade preocupa

Dentre os grupos mais vulneráveis está a população idosa. Com filhos adultos, aposentadoria e redução da convivência social, muitos enfrentam o chamado ninho vazio e o isolamento progressivo. 

Monalise do Carmo, geriatra no Ambulatório Médico da AFPESP, destaca que a solidão nessa fase da vida pode ter impactos amplos na saúde. “É um fator emocional associado ao declínio cognitivo, piora da saúde física e maior risco de depressão. Incentivar a participação em atividades comunitárias é uma estratégia fundamental de prevenção”, afirma. 

Isso se reflete na vida de Cleide Marino, de 80 anos, funcionária pública aposentada. Ela relata que há 15 anos participa de encontros poéticos e culturais, passeios, exposições e aulas de bordados e que essas ações a ajudam até mesmo a fazer novas amizades. “É importante pensarmos em outras formas de melhorar a nossa vida. Para mim, essas atividades sociais são uma renovação que faz muito bem para a nossa convivência e para o nosso dia a dia com as pessoas”.

 

Burnout e vida moderna: o excesso também isola

No ambiente profissional, o burnout também aparece como reflexo de uma rotina marcada por pressão, excesso de trabalho e pouca convivência social de qualidade. Dr. Buono frisa que o esgotamento emocional vem acompanhado de desconexão social.  

“O burnout não é só cansaço. É uma ruptura com o sentido do trabalho e, frequentemente, com a vida social. Recuperar espaços de convivência fora do ambiente profissional é parte importante da recuperação”, diz o médico.

 

Atividades coletivas como estratégia de cuidado

Projetos comunitários, grupos de exercício e atividades culturais têm sido ferramentas complementares no cuidado com a saúde mental. Além dos benefícios físicos, essas iniciativas ajudam a reduzir a sensação de isolamento e estimulam o convívio social. 

Ana Maria Villela Alvarez Martinez, coordenadora de Educação e Cultura da AFPESP, reforça que ações culturais como coral, teatro e danças são importantes para o convívio em sociedade. “Quando as atividades são feitas em grupo, há um componente social que potencializa os resultados. As pessoas criam laços, sentem-se motivadas e mais comprometidas”, explica. 

Para o coordenador de Esportes da entidade, Antonio Luiz Pires Neto, a atividade física é sempre uma aliada para o fortalecimento social. “A prática regular de algum esporte, como corridas por exemplo, traz benefícios para a saúde, enriquece laços com entes queridos e gera oportunidades para conhecer novas pessoas”. 

Embora essas práticas não substituam o acompanhamento médico ou psicológico, os especialistas são unânimes em dizer que as ações em grupo podem ser um importante fator de proteção emocional.

Nesse sentido, a AFPESP mantém um calendário de ações para os associados, funcionários e familiares, visando estimular a interatividade em comunidade, com programas como trilhas ecológicas, palestras motivacionais e atividades físicas variadas. “A convivência e o contato entre as pessoas são essenciais para uma vida mais equilibrada”, finaliza Artur Marques, presidente da entidade.

Dia dos Pais: leitura compartilhada fortalece o vínculo entre pais e filhos

Separar alguns minutos do dia para ler com os filhos pode
 fortalecer a relação familiar e incentivar o gosto pelos livros 
 Foto: Anna Pou/Pexels
Estudos recentes reforçam que ler em família favorece o desenvolvimento infantil e cria momentos de conexão entre pais e filhos

 

Ler uma história antes de dormir, dividir um livro no sofá ou acompanhar as primeiras descobertas de uma criança por meio das páginas pode parecer um gesto simples, mas faz diferença no desenvolvimento infantil. Uma revisão científica publicada em 2025 na revista Frontiers in Psychology, que reuniu resultados de diversos estudos sobre leitura compartilhada, concluiu que esse hábito fortalece o desenvolvimento da linguagem, das habilidades cognitivas e socioemocionais, além de estreitar a relação entre pais e filhos.

Outro estudo, publicado em 2026 na revista Pediatric Research, acompanhou crianças desde o nascimento e observou que aquelas que tiveram mais momentos de leitura compartilhada apresentaram melhores indicadores de desenvolvimento na primeira infância.

Para a psicóloga clínica Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa, esses resultados reforçam o que já é percebido na prática. "Ler para uma criança é muito mais do que apresentar histórias. É dizer, sem palavras: 'eu tenho tempo para você'. A leitura oferece presença, segurança e fortalece a conexão entre pais e filhos, algo essencial para o desenvolvimento saudável", afirma

Segundo a especialista, quando pais e filhos compartilham esse momento, a criança associa a leitura a uma experiência de acolhimento e segurança. "Quando um adulto lê para uma criança, ambos compartilham atenção, imaginação e afeto. Esse momento cria memórias de segurança emocional e faz com que a criança associe a presença dos pais ao acolhimento e à escuta", analisa. 

O hábito pode começar ainda nos primeiros meses de vida. Mesmo sem compreender as palavras, o bebê reconhece a voz, o ritmo e a entonação de quem está lendo."Essas experiências estimulam o cérebro, fortalecem o vínculo afetivo e contribuem para o desenvolvimento da linguagem", explica Anastacia.

As histórias também ajudam a criança a compreender o que sente. Ao acompanhar personagens enfrentando desafios, medos, alegrias e frustrações, ela encontra referências para lidar com as próprias emoções. "As histórias permitem que a criança entre em contato com diferentes sentimentos de forma segura. Ao acompanhar personagens que sentem medo, tristeza, alegria ou frustração, ela aprende a reconhecer as próprias emoções e percebe que todas elas podem ser acolhidas e elaboradas", afirma.

Para Carmen Pareras, diretora da Distribuidora Librum, a leitura compartilhada é uma oportunidade de criar momentos de qualidade entre pais e filhos. "Quando um pai lê para o filho, ele demonstra interesse pelo universo daquela criança. A história acaba, mas a conversa continua. São esses momentos que ajudam a construir vínculos, despertam a curiosidade pelos livros e criam lembranças que permanecem por muitos anos", observa.


Histórias aproximam e abrem espaço para  conversar

Entre os títulos mais procurados pelas famílias está a coleção "O Lobo", conhecida por unir humor e situações que fazem parte da infância.

Em "O lobo que domou suas emoções", o personagem aprende a identificar e lidar com diferentes sentimentos."Esse é um dos livros mais queridos da coleção porque ajuda pais e filhos a conversarem sobre emoções de forma leve. Muitas vezes, a história facilita um diálogo que seria mais difícil começar sem esse apoio", comenta Carmen.

Em "O lobo que queria ser artista", o personagem experimenta diferentes formas de criar e expressar suas ideias, mostrando que errar faz parte do aprendizado e estimula a criatividade.

"O lobo que descobriu o país dos contos" leva o leitor por uma viagem aos clássicos da literatura infantil, despertando o interesse por novas histórias e personagens.

Outro destaque é "O lobo que queria ser super-herói", que mostra que coragem também está presente em atitudes simples do dia a dia. "A obra apresenta uma ideia de heroísmo muito próxima da realidade das crianças. Ser herói também é cuidar, respeitar, dividir e ajudar quem está ao nosso lado", destaca Carmen.


Dez minutos já fazem diferença

Para Anastacia, criar o hábito da leitura não exige uma rotina complicada. O mais importante é que esse momento aconteça com frequência e sem cobranças.

"O exemplo é o maior incentivo. Quando a criança vê os adultos lendo e percebe que os livros fazem parte da rotina da família, ela entende que a leitura tem valor. Criar pequenos momentos diários, mesmo que sejam apenas dez minutos antes de dormir, costuma ser mais eficaz do que transformar a leitura em uma obrigação", destaca.

Em uma época em que celulares, tablets e televisores disputam a atenção das famílias, abrir um livro também significa reservar um tempo para conversar, ouvir e compartilhar experiências.

"Enquanto a leitura convida à conversa, à imaginação e à concentração, ela também aproxima pais e filhos de uma forma que poucas atividades conseguem proporcionar", conclui a psicóloga.


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