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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Vozes do Advocacy e Associação dos Diabéticos de Cambuí promovem capacitação em diabetes para profissionais de saúde de Cambuí

 

Pensando em melhorar a adesão ao tratamento e assim prevenir as complicações do diabetes, o Vozes do Advocacy e a Associação dos Diabéticos de Cambuí, em parceria com a Secretaria de Saúde de Cambuí, farão o projeto Educar para Salvar, que consiste em uma atualização dos conhecimentos sobre diabetes e suas complicações, doença ocular da tireoide e lipodistrofia generalizada congênita, para os profissionais de saúde do SUS, no dia 31 de julho, das 7h30 às 12h, no Paço Municipal de Cambuí, em Minas Gerais.


O cenário de gastos relacionados com diabetes no Brasil chegou a 45 bilhões de dólares em 2025, sendo o terceiro país no mundo no ranking dos investimentos com a condição, segundo o Atlas 2025 da Federação Internacional do Diabetes. Dados da Pesquisa Vigitel, no conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico de diabetes foi de 10,2%, sendo maior entre as mulheres (11,1%) do que entre os homens (9,1%).

A pesquisa inédita do Vozes do Advocacy, publicada em maio, intitulada Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil, mostra que a principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é devido à falta do controle da glicemia de médio a longo prazos. A iniciativa teve uma amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.

A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter duas ou mais condições associadas.

Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de 38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia, doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não usuários atuais.

Com base neste cenário para ajudar a adesão ao tratamento, o Vozes do Advocacy e a Associação dos Diabéticos de Cambuí farão esta iniciativa para atualizar os profissionais de saúde. “Nós sabemos que o diabetes é uma condição que requer acesso aos insumos e aos medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e educação em diabetes para as pessoas, que convivem com a condição. Por isso, sabemos que por meio da educação, melhoraremos a adesão ao tratamento e, assim, diminuiremos os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”, explica Nelma Fonseca, presidente da Associação dos Diabéticos de Cambuí.

Nesta edição, o projeto conta com o apoio das empresas: Amgen, Bayer, Chiesi, Libbs, Merck e Sanofi.

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.


Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


Dia dos Avós

Férias escolares podem fortalecer laços entre gerações, inclusive quando há um idoso com Alzheimer


Convivência intergeracional favorece, entre outras coisas, a empatia em crianças e os vínculos afetivos em idosos

O mês de julho é o período em que muitas crianças e adolescentes desejam durante meses: as férias escolares. Porém, também representa um desafio enorme para muitas famílias. Enquanto pais e responsáveis precisam conciliar a rotina de trabalho com o tempo livre das crianças e adolescentes, os avós frequentemente assumem um papel ainda mais presente no cotidiano familiar. Neste contexto, a proximidade entre diferentes gerações pode se transformar em uma oportunidade valiosa de aprendizado, afeto e troca de experiências.

Christiano Barbosa, presidente da Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer (APAZ-RJ), ressalta que a convivência intergeracional beneficia todos os envolvidos: “Para as crianças, estar ao lado dos avós contribui para o desenvolvimento da empatia, do respeito às diferenças, da paciência e do sentimento de pertencimento à história da família. Já para os idosos, o contato com os mais jovens estimula a socialização, fortalece vínculos afetivos e proporciona momentos de alegria, fatores importantes para a manutenção da saúde emocional e da qualidade de vida”.

No entanto, quando o familiar idoso tem diagnóstico de Alzheimer ou outra forma de demência, essa interação exige alguns cuidados adicionais. A perda gradual da memória, a dificuldade de comunicação e as alterações de comportamento podem gerar situações de desorientação tanto para a pessoa idosa quanto para as crianças, especialmente quando elas não compreendem o que está acontecendo.

“O primeiro passo é conversar com os pequenos de forma simples e adequada à idade. Explicar que o avô ou a avó está doente, que pode esquecer nomes, repetir perguntas ou demonstrar confusão. Essas explicações evitam que a criança interprete essas mudanças como falta de carinho ou desinteresse, por exemplo”, explica o presidente da APAZ-RJ.

Também é importante escolher atividades compatíveis com as capacidades preservadas da pessoa idosa, como, por exemplo, ouvir músicas conhecidas, folhear álbuns de fotografias, desenhar, pintar, montar quebra-cabeças com poucas peças, cuidar de plantas, preparar uma receita fácil ou simplesmente conversar são atividades capazes de promover interação sem provocar sobrecarga.

Outro cuidado essencial é respeitar a rotina do idoso. Pessoas com Alzheimer costumam sentir-se mais seguras quando mantêm horários previsíveis para alimentação, descanso e medicação. “Durante as férias, a família deve evitar mudanças bruscas na rotina ou ambientes excessivamente barulhentos, com muitas pessoas falando ao mesmo tempo, pois esses estímulos podem aumentar a ansiedade e a confusão”, reforça Christiano Barbosa, que também é fisioterapeuta.

Vale ressaltar que cabe aos adultos acompanhar esses momentos de perto. A supervisão permite orientar as crianças, intervir caso surja alguma situação de desconforto e adaptar a atividade sempre que o idoso demonstrar sinais de cansaço, irritação ou agitação. Da mesma forma, é fundamental acolher as emoções das crianças, que podem sentir tristeza ou estranhamento diante das mudanças provocadas pela doença.

Para crianças e adolescentes, aprender desde cedo a conviver com as limitações do envelhecimento representa uma importante lição de respeito, solidariedade e humanidade. “Transformar as férias escolares em um período de encontros, escuta e acolhimento pode fazer bem para todos. Afinal, as melhores lembranças nem sempre dependem da memória. Muitas vezes, elas permanecem vivas nos gestos, no carinho compartilhado e nos laços que unem diferentes gerações”, finaliza Christiano Barbosa, presidente da APAZ-RJ.

 

Proteína x carboidrato: extremismo nutricional pode colocar a saúde em risco, afirma especialista

 

Diretora Técnica da Abimapi e nutricionista desmistificam dietas restritivas e explicam por que a combinação dos nutrientes é o verdadeiro segredo para a saciedade

 

Nos consultórios, nas academias e, principalmente, nas redes sociais, o debate nutricional ganhou ares de arquibancada. De um lado, a proteína foi elevada ao status de heroína inquestionável da saúde, da saciedade e da boa forma. Do outro, o carboidrato passou a ser frequentemente colocado na posição de inimigo da balança. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), esse embate não só ignora o funcionamento biológico humano, como pode colocar a saúde em risco. A entidade afirma, portanto, que o importante é o equilíbrio nutricional. 

Sonia Romani, Diretora Técnica da Abimapi, engenheira de alimentos e agrícola, explica que tirar o carboidrato da rotina pode ser prejudicial. “O carboidrato é a nossa principal e mais rápida fonte de energia. Sem o glicogênio estocado, que é o combustível exclusivo para atividades de alta intensidade, o corpo sofre uma queda drástica de rendimento físico”, explica. 

A restrição de carboidratos sem uma necessidade específica não é saudável, é o que também pontua Bianca Naves, nutricionista e embaixadora da Abimapi. “Inclusive, porque o carboidrato é a principal fonte de energia para o nosso corpo, para o nosso cérebro, para os nossos músculos. E numa dieta com restrição de carboidrato, há risco de perda de massa muscular”, pontua a especialista. 

“Dietas restritivas extremas, como a cetogênica muito severa ou a zero carb, forçam o metabolismo a entrar em um estado de emergência chamado cetose para sobreviver”, alerta Sonia Romani. A especialista cita um estudo realizado pela Southwest Medical University que demonstrou que com a escassez de glicose, o fígado passa a converter gordura em corpos cetônicos, que funcionam como um combustível alternativo para manter o cérebro e os órgãos funcionando na ausência de carboidratos. "O cérebro, que consome cerca de 120 gramas de glicose por dia para funcionar perfeitamente, sofre o impacto imediato: a restrição gera desidratação acelerada, dificuldade de concentração, dores de cabeça constantes, irritabilidade e tontura”, pontua.

 

O boom das proteínas 

A preferência moderna pelas proteínas se apoia, em grande parte, na forma como o corpo as processa. Os carboidratos, especialmente os mais simples, possuem uma estrutura molecular que começa a ser digerida já na boca. Eles se transformam rapidamente em glicose, o que pode gerar picos de energia e insulina seguidos de quedas bruscas, trazendo a sensação de fome logo em seguida. 

As proteínas, por sua vez, são estruturas tridimensionais complexas que dão trabalho ao organismo. É o que defende a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN). “O corpo gasta entre 20% e 30% das calorias da própria proteína ingerida apenas para conseguir digeri-la e metabolizá-la. Esse processo demorado no ambiente ácido do estômago estimula a liberação prolongada de hormônios que inibem a fome, garantindo uma saciedade muito mais longa”, pontua. 

Mas a grande virada para o corpo humano não é escolher um ou outro. “Quando uma fonte de carboidrato e uma de proteína se encontram na mesma refeição, o organismo atinge um ritmo ideal de absorção”, defende Romani. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, a presença complexa da proteína faz com que o carboidrato passe muito mais devagar para o intestino. Na prática, essa combinação inteligente neutraliza os picos de açúcar no sangue, mantém a energia do corpo totalmente estabilizada e prolonga a sensação de estômago cheio por horas.

“O consumidor pode aplicar a combinação de carboidrato e proteínas, por exemplo, combinando macarrão com carne moída magra, pão com peito de frango ou ovos. Existem diversas combinações. O ideal mesmo é que haja algum alimento fonte de proteína para esse equilíbrio nutricional e também para o controle do índice glicêmico”, explica Bianca.
 

Engenharia de alimentos como mediadora 

Com a explosão da demanda por produtos ricos em proteínas, a indústria, apoiada pela engenharia de alimentos, precisou driblar barreiras físicas e químicas severas. Sonia explica que colocar muita proteína em um pão ou uma bebida tende a deixar o produto seco, duro, com textura de areia e um forte sabor residual amargo. “Os cientistas de alimentos utilizam tecnologias para resolver isso e entregar saudabilidade com sabor. Isso inclui a quebra enzimática das proteínas, o uso de moléculas bloqueadoras que ‘desligam’ os receptores de amargo na língua do consumidor, e softwares preditivos que calculam a quantidade exata de ingredientes necessária para manter a maciez e o corpo de um produto reformulado”, exemplifica Sonia. 

A especialista explica ainda que a corrida desenfreada pelo consumo de proteínas tem um limite claro imposto pela própria natureza. “A ciência da nutrição documenta que o corpo humano consegue utilizar eficientemente apenas entre 20g e 40g de proteína de alto valor biológico por refeição para a construção e reparação muscular”, pontua. Por isso, consumir quantidades exorbitantes de uma só vez, como 80g em um único prato, não fará os músculos crescerem em dobro. 

O ideal é que a alimentação seja equilibrada em todos os grupos alimentares, conforme pondera Naves. “Proteínas, carboidratos, gorduras e vitaminas minerais e fibras devem fazer parte da dieta. Mas, no caso das proteínas, o excesso não é bem-vindo. O ideal é que a pessoa, se ativa, consuma em torno de 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo de peso durante o dia. Esse total deve ser distribuído em todas as refeições e principalmente nas principais refeições”, reforça a nutricionista. 

A conclusão é clara: a saúde não é construída com exclusões sumárias ou extremismos, mas com uma sinergia inteligente entre os nutrientes disponíveis.


Boehringer Ingelheim para o tratamento de doenças fibrosantes do pulmão

Aprovado pelo órgão regulador¹, JASCAYD® (nerandomilaste) representa uma nova opção para pacientes e médicos que aguardavam uma inovação terapêutica há 10 anos em FPI e mais de cinco anos em FPP


A Boehringer Ingelheim anuncia a aprovação de JASCAYD® (nerandomilaste) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de adultos com fibrose pulmonar idiopática (FPI) e fibrose pulmonar progressiva (FPP)¹. O Brasil é um dos primeiros países a autorizar a disponibilização deste tratamento, que representa um marco histórico para as pessoas que vivem com estas graves condições clínicas. Agora, como próximo passo, caberá a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) conduzir o processo de definição de preços no país. Apenas após a conclusão desta etapa, o medicamento será disponibilizado para comercialização. 

A fibrose pulmonar idiopática e a fibrose pulmonar progressiva são doenças fatais, caracterizadas pela perda progressiva da função pulmonar e pela formação de cicatrizes irreversíveis nos pulmões²-³. Essas condições estão associadas à piora da qualidade de vida, limitação funcional e aumento da mortalidade³_⁴, com taxas de sobrevida que podem ser comparáveis às observadas em alguns tipos de câncer, como mama e próstata². Além disso, o diagnóstico é desafiador, podendo levar anos, o que contribui para atrasos no início do tratamento adequado⁵. 

Nerandomilaste é um inibidor oral preferencial da fosfodiesterase 4B (PDE4B), com propriedades imunomoduladoras, vasculares e antifibróticas⁶. 

“Com nerandomilaste, temos evidência científica de uma terapia que reduz o risco de mortalidade de pacientes com fibrose pulmonar quando comparado ao grupo placebo. Além disso, nestas doenças, a adesão ao tratamento pode ser desafiadora, com frequente descontinuação observada nos primeiros seis meses devido a efeitos colaterais. Nerandomilaste apresenta um perfil de tolerabilidade com taxas de descontinuação semelhantes ao placebo nos estudos clínicos. Isso simplifica o início e manejo do tratamento por médicos, assim como a adesão ao tratamento por pacientes, afirma Dr. Gabriel Fagundes, Diretor de Medicina da Boehringer Ingelheim Brasil. 

“Nesse cenário, esta aprovação representa um avanço importante, pois estamos falando de uma terapia que pode ajudar a retardar a perda progressiva da função pulmonar e impactar positivamente a trajetória de pessoas que convivem com essas doenças. Depois de 36 estudos clínicos voltados ao desenvolvimento de novos tratamentos para fibrose pulmonar não alcançarem seus desfechos principais, Nerandomilaste é a primeira inovação em uma década para FPI e em mais de cinco anos para FPP que atinge os resultados esperados”, complementa o executivo.

Resultados dos estudos clínicos FIBRONEER™

A aprovação da Anvisa é baseada nos resultados dos estudos clínicos de fase III FIBRONEER™, incluindo os estudos FIBRONEER™-IPF e FIBRONEER™-ILD, que avaliaram o nerandomilaste em pacientes com fibrose pulmonar idiopática e fibrose pulmonar progressiva⁶,⁹.

Nestes estudos, o nerandomilaste demonstrou reduzir significativamente o declínio da função pulmonar, medido pela capacidade vital forçada (CVF), em comparação ao placebo⁶. Os pacientes tratados apresentaram menor perda de função pulmonar ao longo de 52 semanas, evidenciando o potencial do medicamento em retardar a progressão da doença⁶.Sem tratamento adequado, estas doenças evoluem progressivamente, levando à piora da função pulmonar e à redução da sobrevida dos pacientes⁷.

Em relação à segurança, os estudos demonstraram um perfil de segurança semelhante ao placebo. No FIBRONEER™-IPF, eventos adversos levaram à descontinuação em 14,0% dos pacientes tratados com nerandomilaste 18 mg, 11,7% com 9 mg e 10,7% no grupo placebo⁸. Já no FIBRONEER™-ILD, essas taxas foram de 10,0%, 8,1% e 10,2%, respectivamente⁹.

Além disso, não foram observadas diferenças relevantes entre os grupos tratados com nerandomilaste e placebo em relação a eventos adversos de interesse⁸-⁹, reforçando o perfil de tolerabilidade do medicamento.


Boehringer Ingelheim



Referências:
¹ Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diário Oficial da União: aprovação de JASCAYD® (nerandomilaste). 2026. Disponível em https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-2.732-de-9-de-julho-de-2026-718442111

² Cottin V, Hirani NA, Hotchkin DL, et al. Eur Respir Rev. 2018;27(150):180076.

³ Flaherty KR, Brown KK, Wells AU, et al. BMJ Open Respir Res. 2017;4:e000212.

⁴ Mathai SC, Danoff SK. BMJ. 2016;352:h6819.

⁵ Cosgrove GP, Bianchi P, Danese S, Lederer DJ. BMC Pulm Med. 2018;18:9.

⁶ Boehringer Ingelheim. JASCAYD® (nerandomilast) Prescribing Information. 2025.

⁷ Zheng Q, et al. Ann Med. 2024;56:2406439.

⁸ Richeldi L, Azuma A, Cottin V, et al. Nerandomilast in Patients with Idiopathic Pulmonary Fibrosis. N Engl J Med. 2025. doi:10.1056/NEJMoa2414108.

⁹ Maher TM, Assassi S, Azuma A, et al. Nerandomilast in Patients with Progressive Pulmonary Fibrosis. N Engl J Med. 2025. doi:10.1056/NEJMoa2503643.


Amplitude térmica: como a alta variação de temperatura pode afetar a saúde respiratória

 

Especialista explica como os dias quentes e as noites frias enfraquecem as defesas do corpo e ensina a combater os primeiros sintomas de gripes e resfriados, como a dor de garganta

 

O Brasil tem enfrentado semanas de intensas variações de temperatura, com previsões que misturam geadas e altas temperaturas até no mesmo dia. Esse fenômeno, conhecido como amplitude térmica, vai além de confundir a escolha das roupas: ele desafia diretamente o nosso sistema imunológico. Não por acaso, os casos de gripe no país quase dobraram antes mesmo da chegada oficial do inverno. 

Mas o que acontece no nosso corpo durante essas viradas de tempo? Quando respiramos ar muito frio ou enfrentamos uma mudança brusca de temperatura, as nossas vias aéreas sofrem um choque. O tempo seco e o frio ressecam as mucosas do nariz e da garganta, que atuam como a principal porta de entrada e barreira de proteção contra agentes infecciosos. Sem essa lubrificação natural, a defesa local cai, facilitando a invasão de vírus. 

Quando a imunidade oscila devido à amplitude térmica, o corpo rapidamente envia sinais. Os primeiros indícios costumam ser o desconforto para engolir, coceira e irritação na garganta. A forma como reagimos nesses momentos iniciais da dor de garganta pode determinar o bem-estar dos dias seguintes. 

A convite de Strepsils, o médico otorrinolaringologista Dr. Fabrizio Romano (CRM: 90795-SP RQE: 61920) explica que é fundamental entender o que o corpo está sinalizando para tomar a atitude certa. Segundo o especialista, a dor de garganta é, geralmente, o sintoma de “estreia” de um resfriado, tratando-se de uma infecção viral que costuma ser acompanhada de congestão nasal, coriza e tosse. 

A literatura médica mostra que cerca de 90% das dores de garganta são de origem viral. "A primeira reação deve ser de acolhimento ao corpo. Hidratação constante para manter as mucosas protegidas, repouso e evitar o esforço vocal são medidas essenciais", orienta o Dr. Fabrizio. Como a grande maioria dos casos provém de vírus, o uso de antibióticos não é eficaz e pode ser prejudicial se feito por conta própria.
 

Como tratar o desconforto de forma eficaz 

Para quem precisa seguir com a rotina apesar da amplitude térmica, buscar o alívio seguro e imediato é a melhor saída. No entanto, é preciso escolher o tratamento correto. O especialista ressalta que a maioria das pastilhas para a garganta age apenas como anestésico por alguns minutos e não apresenta efeito anti-inflamatório, obrigando o paciente a usar o produto repetidas vezes. 

O ideal é contar com formulações que combinem ação anti-inflamatória. Pastilhas com Flurbiprofeno, por exemplo, atuam diretamente no processo inflamatório e proporcionam um alívio duradouro contra a dor. O uso de antigripais também pode ser recomendado no caso de mais sintomas, como congestão nasal e dor de cabeça. 

A avaliação de um profissional de saúde, no entanto, permanece indispensável caso surjam sinais de alerta, como dores intensas e persistentes ou episódios de febre alta.

 

Dr. Fabrizio Romano - graduado e possui doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é coordenador de otorrinolaringologia do Sabará Hospital Infantil e do Hospital Moriah, ambos na capital de São Paulo. Foi presidente da Academia Brasileira de Rinologia (ABR) no biênio 2020-2021 e presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) em 2024.


Strepsils®
STREPSILS® (flurbiprofeno) M.S. 1.7390.0003. Indicado para alívio da inflamação da garganta. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. JUN/2026.


¹IQVIA, FMB, base Mai/24, MAT Mai/24, em valores R$ CPP, canal farmácia, total Brasil, mercado montado “Dor de Garganta”.

²Looze, Shepard, Smith. Journal of Pain Research 2019:12 3477–3509.

³Strepsils é o único medicamento disponível no Brasil contendo flurbiprofeno no formato pastilha. Pesquisa realizada na base de dados da Anvisa em 19/11/2025

4Início do efeito suavizante após administração

5Bula do produto.


Uso excessivo do celular pode causar dores e desgastes nas mãos, alerta ortopedista. Jovens buscam cada vez mais ajuda médica

 Estudos apontam que usuários intensivos de celulares apresentam maior incidência de dores musculoesqueléticas, especialmente em pescoço, ombros, mãos e punhos. O uso repetitivo dos polegares, associado ao tempo prolongado segurando o aparelho, tem sido relacionado ao aumento de processos inflamatórios e sobrecarga articular

 

O smartphone se tornou uma ferramenta indispensável na rotina moderna, seja para trabalhar, estudar, fazer compras, assistir vídeos ou interagir nas redes sociais, milhões de pessoas passam horas com o aparelho e realizando movimentos repetitivos com os polegares.  

O que poucos percebem é que esse hábito pode ter consequências para a saúde das mãos e dos punhos, o que favorece dores, inflamações e até agrava quadros de artrose já existentes. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a artrose afeta aproximadamente 528 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das principais causas de dor e incapacidade física. Embora joelhos, quadris e coluna estejam entre as regiões mais acometidas, as mãos também figuram entre as articulações frequentemente afetadas, especialmente entre mulheres após os 50 anos. 

Estudos apontam que usuários intensivos de celulares apresentam maior incidência de dores musculoesqueléticas, especialmente em pescoço, ombros, mãos e punhos. O uso repetitivo dos polegares, associado ao tempo prolongado segurando o aparelho, tem sido relacionado ao aumento de processos inflamatórios e sobrecarga articular.

Segundo o médico ortopedista Dr. Mateus Jerônimo, o celular não causa artrose diretamente, mas pode acelerar sintomas e agravar condições já existentes. “O polegar humano não foi projetado para realizar milhares de movimentos repetitivos diariamente com a intensidade exigida pelos smartphones. Quando esse uso se torna excessivo, ocorre uma sobrecarga importante sobre articulações, tendões e músculos das mãos, favorecendo dores e inflamações”, explica. 

Uma das áreas mais afetadas é a articulação localizada na base do polegar, responsável por boa parte dos movimentos realizados durante a digitação e navegação nas telas. O esforço contínuo também pode contribuir para o surgimento de tendinites e da tenossinovite de De Quervain, inflamação que provoca dor na lateral do punho e dificulta atividades simples do cotidiano, como abrir embalagens, segurar objetos ou até mesmo escrever. 

“A artrose é uma doença multifatorial, associada ao envelhecimento, predisposição genética, traumas e alterações biomecânicas. No entanto, movimentos repetitivos e sobrecarga mecânica podem acelerar o aparecimento dos sintomas em pessoas predispostas ou que já apresentam algum grau de desgaste articular”, afirma o especialista. 

Entre os principais sinais de alerta estão dor ao movimentar os dedos, desconforto ao segurar objetos, perda de força, sensação de rigidez, estalos articulares, inchaço e dificuldade para realizar tarefas rotineiras. Em muitos casos, os sintomas surgem inicialmente apenas após o uso prolongado do celular, mas podem evoluir para dores mais frequentes e persistentes. 

O médico ressalta que o problema não está apenas no tempo de uso, mas também na forma como o aparelho é utilizado, “muitas pessoas passam horas com o celular sempre da mesma maneira, utiliza apenas um polegar para digitar ou navegar. Essa repetição constante gera microtraumas que, ao longo do tempo, podem desencadear processos inflamatórios e aumentar o desgaste das articulações”, observa. 

Para reduzir os impactos, o ortopedista recomenda pequenas mudanças de hábito, como fazer pausas regulares durante o uso do aparelho, alternar as mãos, utilizar recursos de comando por voz quando possível e realizar exercícios de alongamento para mãos e punhos. 

“Assim como fazemos pausas quando trabalhamos em frente ao computador, também é importante criar intervalos durante o uso do smartphone. Essas medidas simples ajudam a reduzir a sobrecarga e podem prevenir o aparecimento de dores e limitações futuras”, orienta. 

O especialista destaca ainda que os consultórios têm recebido cada vez mais pacientes jovens com queixas relacionadas ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, um cenário que antes era mais comum em pessoas de idade avançada. “Observamos um aumento significativo de dores nos polegares, mãos e punhos associadas ao uso prolongado de smartphones. Nem sempre se trata de artrose, mas muitas vezes são inflamações e lesões por esforço repetitivo que, sem tratamento adequado, podem comprometer a qualidade de vida e a funcionalidade das mãos”, conclui. 

 

Dr. Mateus Jerônimo - Especializado em prótese total do quadril, o médico realiza cirurgias em hospitais de excelência como Sírio-Libanês, Vila Nova Star, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Santa Casa de Santos. É membro titular da Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Foi coordenador de ortopedia em hospitais de referência. Além da prótese do quadril, tem experiência em cirurgias complexas da pelve e do acetábulo, área restrita a poucos especialistas. Ao longo de sua formação, também serviu como médico no Exército Brasileiro e no Batalhão da Guarda Presidencial.

 

Julho Turquesa: Olho Seco afeta 34% dos adultos brasileiros e exige atenção diante de múltiplas causas1

 

  • 34% dos brasileiros com idade acima de 18 anos experimentam algum sintoma ou nível de Olho Seco¹.
  • A secura ocular é causada por múltiplos fatores, como o uso prolongado de telas digitais­, a menopausa e a exposição a ambientes secos ou a mudanças climáticas.
  • O Systane® Complete Sem Conservantes foi desenvolvido para oferecer alívio integral e prolongado dos múltiplos sintomas do Olho Seco, proporcionando conforto por até 8 horas2-4.

    No mês da campanha Julho Turquesa, de conscientização e combate da Síndrome do Olho Seco, a Alcon, líder global em cuidados com a visão, destaca que 34% dos adultos experimentam algum sintoma ou nível de secura ocular no Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (APOS)¹. E que as causas dessa condição são multifatoriais e podem estar relacionadas ao uso prologado de telas, à menopausa, à exposição a ambientes secos ou a mudanças climáticas, entre outras variações.


Alguns desses fatores estão relacionados a tendências observadas na sociedade e a características sazonais desta época do ano. O Brasil é o segundo país em que a população mais passa tempo em frente às telas no mundo, atrás apenas da África do Sul, segundo dados da Data Report referente a 45 nações5. Além disso, 61% das mulheres na menopausa ou perimenopausa convivem com a doença6. Já durante o inverno, as baixas temperaturas e a menor umidade do ar podem agravar os sintomas7. 

O Olho Seco é um dos componentes da fadiga ocular digital8 e representa um problema crescente, que afeta pessoas de todas as idades e gêneros. A condição pode causar sintomas como desconforto, irritação, visão embaçada e sensação de ardência8-10, e pode ir além da visão, com impacto direto na qualidade de vida das pessoas8,11,12. A síndrome pode provocar queda no desempenho no trabalho ou nos estudos12,13, dificuldades para ler ou dirigir14, e até mesmo a redução da visão noturna15. 

Diante desse cenário, o tratamento adequado é fundamental para aliviar os sintomas e evitar prejuízos no bem-estar cotidiano O diagnóstico normalmente é realizado pelos oftalmologistas, sendo os colírios lubrificantes o tratamento mais utilizado. Nas farmácias, há uma grande variedade de opções disponíveis, mas é um erro achar que colírio é tudo igual. Por isso, é fundamental que o paciente siga sempre as recomendações do seu oftalmologista. 

Por conta da crescente demanda por tratamentos mais seguros e adequados para olhos sensíveis, a Alcon lançou no Brasil o Systane® Complete Sem Conservantes. O lubrificante ocular foi desenvolvido para oferecer alívio integral e prolongado dos sintomas do Olho Seco3,4. Sua tecnologia atua em todas as camadas do filme lacrimal, proporcionando hidratação e proteção da superfície ocular. Estudos demonstram conforto por até oito horas após a aplicação2. 

Como explica o médico oftalmologista Gabriel Gorgone, o Systane é qualificado e completo para todos os pacientes, diariamente. “O produto possui nanopartículas de lipídeos em sua formulação. Com isso, é possível estabilizar o filme lacrimal por mais tempo e, com essa ação estendida de até oito horas, proporcionar uma sensação duradoura de alívio para o paciente”, explica o especialista. 

Segundo o médico, a tecnologia do Systane®️ Complete Sem Conservantes permite atuar em todas as camadas do filme lacrimal, estrutura responsável por proteger e manter a hidratação da superfície ocular16,17. “Como não tem conservantes, ele pode ser utilizado por pacientes, inclusive em avaliações pré-operatórias, para um melhor resultado cirúrgico e experiência pós-operatória. O Olho Seco acaba comprometendo o resultado de uma cirurgia, por exemplo, e podemos utilizar esse colírio para homogeneizar a superfície ocular, a fim de obter um resultado cirúrgico adequado”, continua. 

A orientação médica é fundamental para o manejo adequado da doença. A identificação correta do tipo de Olho Seco e dos fatores associados ao seu desenvolvimento ajuda a direcionar o tratamento mais indicado para cada paciente, contribuindo para o controle dos sintomas e para a proteção da superfície ocular.

 

Alcon


Registro ANVISA: SYSTANE COMPLETE SEM CONSERVANTES n° 81869420139

06/2026 BR-SYX-2600070

 

Referências

  1. Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS).
  2. Silverstein S, YeuE, Tauber J, et al. Symptom Relief Following a Single Dose of Propylene Glycol-Hydroxypropyl Guar Nanoemulsionin Patients with Dry Eye Disease: A Phase IV, MulticenterTrial. Clin Ophthalmol. 2020;14:3167-3177.
  3. Davitt WF, Bloomenstein M, Christensen M, Martin AE. Eficácia em pacientes com olho seco após tratamento com uma nova formulação de colírio lubrificante. J Ocul Pharmacol Ther. Agosto de 2010; 26(4):347-53.
  4. Bickle K, Miller JR, Tauber J, et al. Alívio de múltiplos sintomas com colírio lubrificante de nanoemulsão de propilenoglicol-hidroxipropil-guar em indivíduos com doença do olho seco: um estudo prospectivo pós-comercialização. Opthalmol Ther. 2024; 13(2): 481-494.
  5. REF-29999 Digital 2023 Global Overview Report
  6. Lazarus R – Dry Eye and Menopause, 2020 – Optometrists Network
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Uso exclusivo por profissionais da saúde. O dispositivo médico pode trazer riscos, consulte seu oftalmologista para eventuais esclarecimentos, dúvidas e definição da opção de tratamento mais adequada. O desenvolvimento deste material foi baseado em informações que estão de acordo com as normas regulatórias locais.


Temperaturas baixas acendem alerta para atualização da carteira de vacinação

Freepik 
Aglomerações em ambientes fechados aumentam o risco de transmissão de vírus respiratórios, afirma especialista UniFacens; imunização é proteção 

  • Especialista desmente mitos sobre efeitos adversos e reforça a segurança das vacinas gratuitas oferecidas nas UBS;
  • Baixa adesão aos imunizantes coloca grupos vulneráveis em perigo e ameaça superlotar o sistema de saúde;
  • Ambientes fechados aumentam o risco de transmissão de vírus respiratórios, reforçando a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada.

 

A queda das temperaturas muda o comportamento de todos, aumentando a preferência por ambientes fechados para fugir do frio. Ambientes pouco ventilados e com aglomeração favorecem a transmissão de vírus respiratórios. De acordo com Fabiana Momberg, docente do curso de Enfermagem da UniFacens, a mudança de estação exige atenção redobrada, já que há um aumento significativo na circulação de vírus respiratórios, como os vírus influenza, o SARS-CoV-2 e o vírus sincicial respiratório (VSR). 

"Durante os meses mais frios, as pessoas tendem a permanecer por mais tempo em ambientes fechados e com menor circulação de ar, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Isso eleva o risco de surtos e de complicações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis", explica a especialista. 

Embora a campanha contra a gripe (Influenza) ganhe mais destaque neste período do ano, Fabiana alerta que a proteção deve ser ampla.É fundamental verificar o Calendário Nacional de Vacinação e manter as vacinas em dia, incluindo as vacinas recomendadas contra influenza, COVID-19 e outras vacinas indicadas conforme a faixa etária, as condições de saúde e os grupos prioritários. 

A atenção deve ser voltada prioritariamente aos mais vulneráveis: idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos, além de profissionais de saúde e povos indígenas. "Esses grupos apresentam maior probabilidade de desenvolver formas graves das doenças, necessitar de internação ou evoluir para complicações. A vacinação reduz significativamente esses riscos e contribui para a proteção coletiva", pontua a professora da UniFacens. 

Quando a população não se vacina, o impacto vai muito além do adoecimento individual. O sistema de saúde sofre um efeito cascata. Momberg adverte que a baixa cobertura vacinal abre brechas para o retorno de doenças que já estavam controladas ou eliminadas e coloca em risco as pessoas que, por motivos clínicos graves, não podem receber os imunizantes. 

"Para o sistema de saúde, isso resulta em maior demanda por atendimentos, ocupação de leitos hospitalares, aumento dos custos assistenciais e sobrecarga dos profissionais de saúde", ressalta.
 

Informação promove saúde pública

Apesar da disponibilidade e segurança dos imunizantes, o combate às fake news ainda é um desafio diário nos consultórios e postos de saúde. A docente elenca os principais mitos disseminados nas redes sociais que afastam as pessoas das campanhas. “Existe uma falsa ideia de que vacinas causam as doenças que previnem, de que provocam efeitos adversos graves com frequência ou de que não são necessárias para pessoas saudáveis, nada disso é verdade”, explica. 

Para reverter esse cenário, a estratégia passa pela educação. "O combate à desinformação deve ocorrer por meio da educação em saúde, da divulgação de informações baseadas em evidências científicas e do fortalecimento da confiança entre a população e os profissionais", orienta Fabiana. O caminho mais seguro é sempre buscar esclarecimentos com profissionais capacitados e consultar fontes oficiais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. 

“As vacinas que compõem o calendário nacional são seguras, testadas, continuamente monitoradas e oferecidas de forma gratuita para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, finaliza a profissional. Para saber sobre as vacinas, acesse o Calendário Nacional de Vacinação.

 

UniFacens

 

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais é lembrado em 28 de julho

     O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais é na próxima semana, 28 de julho.  A data traz um alerta sobre as hepatites B e C – doenças infecciosas causadas por vírus que atingem o fígado, órgão que executa várias funções vitais para o nosso corpo. “Em geral, não apresentam sintomas e ao longo dos anos, a doença pode causar dano ao fígado evoluindo para cirrose e até mesmo câncer”, destaca a gastroenterologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Cláudia Ivantes.

         A hepatite C pode ser classificada em aguda e crônica e na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. Apenas 6% dos portadores da doença apresentam indícios, sendo a fadiga o mais comum. “No entanto, a maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada”, esclarece a Dra. Cláudia.

         As hepatites virais podem ser transmitidas através de relação sexual sem o uso de preservativo, o uso compartilhado de agulhas, seringas, navalhas, materiais para manicure e pedicure, aparelho de barbear, por equipamentos não esterilizados em procedimentos médico-odontológicos, tatuagem, colocação de piercing e acupuntura. “A mãe infectada com o vírus da hepatite B também pode transmitir a doença para o bebê”, enfatiza.


Diagnóstico

            Para diagnosticar a Hepatite C, o teste é rápido. O exame utiliza uma pequena quantidade de sangue e o resultado fica pronto em dez minutos. “As pessoas que fazem ou já fizeram parte de algum grupo de risco ou mesmo aqueles que desejam saber mais sobre a sua saúde, devem fazer o teste”, explica a Dra. Cláudia.

A doença possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de cerca de 48% dos casos. “Com a nova opção terapêutica, as taxas de cura são significativamente melhores”, acredita a médica.

         De acordo com a Dra. Cláudia a hepatite C possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de aproximadamente 50%. Já a hepatite B pode ser prevenida com a  vacina. “Pessoas com 29 anos de idade que ainda não tomou as três doses da vacina, pode procurar uma Unidade de Saúde”, destaca a médica.


Grupo de risco

São considerados grupos de risco pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 (quando não existiam exames como os de hoje, que oferecem segurança aos doadores de sangue), usuários ou ex-dependentes de drogas e trabalhadores da área de saúde. “Pessoas dos grupos de risco devem realizar o teste de screeening, que diagnostica a doença”, orienta a Dra. Cláudia. A médica ressalta que atualmente, a transfusão de sangue não é mais um fator de risco para transmissão de hepatite C, pois, a pesquisa do vírus já é feita no sangue dos doadores.

 

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