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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Dezembro Vermelho

Estudo mostra que 89% das pessoas com HIV sem tratamento prévio optaram por medicamentos injetáveis de longa ação, após rápida supressão viral com pílulas diárias 1

Não ter que se preocupar em esquecer uma dose diária (80%) e não precisar carregar os medicamentos (68%) são os motivos mais citados; dados foram apresentados na Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), em Ruanda 1

 

A ViiV Healthcare, líder em pesquisa e desenvolvimento de prevenção e tratamentos para o HIV, acaba de anunciar os resultados do estudo de fase IIIb VOLITION, que mostram que 89% de pessoas vivendo com HIV, elegíveis e que não estavam em tratamento, optaram por migrar para Vocabria + Rekambys injetável de longa ação aplicado a cada 2 meses (CAB+RPV LA), após rápida supressão viral com Dovato diário (dolutegravir/lamivudina - DTG/3TC).¹ Outros estudos de vida real reforçam sua efetividade em diversas populações.2-5 No Brasil, Vocabria + Rekambys já foi aprovado pela ANVISA e deve estar disponível em 2026. 

 

“Os dados reforçam a eficácia e a tolerabilidade do DTG/3TC como uma opção de rápida supressão viral, além de demonstrar o valor de oferecer CAB+RPV LA como uma alternativa de tratamento que atenda às necessidades e preferências individuais. O Brasil possui um programa reconhecido mundialmente, do qual a GSK é uma aliada, e sabemos da relevância de trazer mais uma alternativa no tratamento para as pessoas vivendo com HIV. Os injetáveis de longa ação podem proporcionar alta eficácia, melhor tolerabilidade e maior adesão em comparação às pílulas diárias”, explica o infectologista Rodrigo Zilli, diretor médico associado HIV da GSK Brasil / ViiV Healthcare.

 

O estudo avaliou a experiência de indivíduos que ainda não estavam em tratamento e iniciaram com 1 comprimido diário de DTG/3TC, sendo posteriormente oferecida a opção de trocar para CAB+RPV LA a cada 2 meses após atingir a supressão viral.¹ Os participantes alcançaram rápida supressão viral com DTG/3TC (tempo mediano para supressão: 4,14 semanas), e após isso, receberam a opção de trocar.¹ Na próxima visita do estudo, 89% (n=129/145) dos elegíveis optaram por mudar para CAB+RPV LA, enquanto 11% (n=16) decidiram continuar com DTG/3TC.¹ Os motivos mais citados para escolher CAB+RPV LA foram não ter que se preocupar em esquecer uma dose diária (80%) e não precisar carregar os medicamentos (68%).¹

 

Dados de vida real:

 

Dados de estudos observacionais de vida real reforçam a alta efetividade, resultados favoráveis e elevada satisfação dos pacientes associados ao CAB+RPV LA.2-5 O estudo BEYOND acompanhou pessoas com HIV por 2 anos após a decisão de trocar para CAB+RPV LA em 27 locais nos EUA.²,³ Entre os 308 participantes, 97% mantiveram a supressão viral no mês 24 (com carga viral mais recente de <50 cópias/ml), com poucas interrupções devido a reações à injeção e sem novas falhas virológicas confirmadas após o mês 6, com relatos de redução do estigma e maior satisfação com o tratamento.²,³ 

 

De forma semelhante, o estudo CARLOS na Alemanha, com 351 participantes, mostrou 77,5% de supressão viral no mês 24, alta adesão (94,2% de injeções pontuais) e melhorias clinicamente relevantes na satisfação com o tratamento.4 Do total, 97,7% mantiveram a supressão na última carga viral registrada no mês 24 ou na descontinuação. Por sua vez, o COMBINE-2, com 956 pessoas com supressão viral que iniciaram CAB+RPV LA em sete países europeus, reportou 99% de supressão na última carga viral medida (10,2 meses), com baixas taxas de falha virológica confirmada (0,5%) e alta persistência (92% permanecendo na terapia).5 

 

IAS 2025:

 

Os estudos foram apresentados na 13ª Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), em Kigali, Ruanda, que reúne especialistas de todo o mundo para discutir os avanços e os desafios atuais no enfrentamento do HIV, sendo um dos principais congressos científicos globais dedicado à pesquisa e suas aplicações clínicas. “No evento, a GSK/ViiV reforçou sua liderança e atuação científica na área do HIV, colaborando com pesquisadores, profissionais e organizações internacionais para acelerar o acesso a medicamentos e soluções eficazes. Essa oportunidade também possibilitou a troca de conhecimentos e o fortalecimento de parcerias que podem gerar impacto positivo na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive no Brasil, com foco na prevenção e tratamento de HIV/AIDS”, reforça Zilli, que esteve presente no evento.

 

Sobre o Vocabria + Rekambys (cabotegravir + rilpivirina)


O regime completo combina o inibidor de transferência de cadeia de integrase (INSTI) cabotegravir com rilpivirina, esse último um inibidor da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (ITRNN). A combinação está indicada para tratamento da infecção pelo HIV-1 em adultos e adolescentes de 12 anos ou mais, com peso de pelo menos 35 kg, que estão virologicamente controlados (RNA do HIV-1 menor que 50 cópias/mL) em um regime estável, sem histórico de falha no tratamento e sem resistência conhecida ou suspeita a qualquer um dos medicamentos.6,7 

Os INSTIs inibem a replicação do HIV ao impedir que o DNA viral se integre ao material genético das células do sistema imunológico humano (células T). Essa etapa é essencial no ciclo de replicação do HIV e é responsável por estabelecer a doença crônica. A rilpivirina é um ITRNN que atua interferindo em uma enzima chamada transcriptase reversa, impedindo que o vírus se multiplique.6,7


                                                        

Sobre Dovato

Dovato é um medicamento completo, de dose única diária, podendo ser tomado até mesmo em jejum, para o tratamento de HIV em adultos e adolescentes acima de 12 anos de idade, com peso mínimo de 25 kg, sem histórico de resistência ao dolutegravir ou à lamivudina.8 O medicamento é composto por duas moléculas: o dolutegravir 50 mg atua ao impedir que o DNA viral se integre ao material genético das células humanas e a lamivudina 300 mg age interferindo na conversão do RNA viral em DNA, impedindo assim a multiplicação do vírus.8

 

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 


GSK
ViiV Healthcare


Referências:

  1.  FELIZARTA, F. et al. The power of choice: strong preference for CAB+RPV LA following rapid suppression with DTG/3TC in treatment naive people living with HIV. Apresentado na Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), de 13 a 17 de julho, Kigali, Ruanda. Disponível em: Link. Acessado em: Agosto de 2025.
  2. FELIZARTA, F. et al. Perspectives of people living with HIV (PWH) 24 months following a switch to cabotegravir and rilpivirine long-acting (CAB+RPV LA) in an observational real-world US study (BEYOND). Apresentado na Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), de 13 a 17 de julho, Kigali, Ruanda. Disponível em: Link. Acessado em: Agosto de 2025.
  3. BLICK, G. et al. Clinical outcomes at month 24 after initiation of cabotegravir and rilpivirine long acting (CAB+RPV LA) in an observational real-world study (BEYOND). Apresentado na Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), de 13 a 17 de julho, Kigali, Ruanda. Disponível em: Link. Acessado em: Agosto de 2025.
  4. WYEN, C. et al. 24-month outcomes of cabotegravir+rilpivirine long-acting every 2 months in a real‑world setting: effectiveness, adherence to injections, and participant-reported outcomes from people with HIV-1 in the German CARLOS cohort. Apresentado na Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), de 13 a 17 de julho, Kigali, Ruanda. Disponível em: Link. Acessado em: Agosto de 2025.
  5. POZNIAK, A. et al. High virologic suppression and few virologic failures with Long-Acting Cabotegravir + Rilpivirine in Treatment Experienced Virologically Suppressed Individuals from COMBINE-2 cohort in Europe. Apresentado na Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), de 13 a 17 de julho, Kigali, Ruanda. Disponível em: Link. Acessado em: Agosto de 2025.
  6. Vocabria (cabotegravir suspensão injetável de liberação prolongada). Bula do produto.
  7. Rekambys (rilpivirina suspensão injetável de liberação prolongada). Bula do produto.
  8. Dovato (dolutegravir/lamivudina). Bula do produto.

A dor de cabeça piora no calor? Neurologista explica as causas e quando o sintoma preocupa

Neurologista do Grupo Kora Saúde explica os gatilhos mais comuns da estação e como prevenir crises durante os meses mais quentes 

 

Durante os meses mais quentes do ano, muitos pacientes relatam aumento na frequência e na intensidade das dores de cabeça. Segundo a neurologista Vanessa Loyola de O. Marim, do Grupo Kora Saúde, esse comportamento já foi identificado em diversos estudos populacionais que mostram maior incidência de cefaleias em períodos de calor extremo e de variações bruscas de temperatura, especialmente entre pessoas predispostas.

A especialista reforça que o aumento das queixas durante o verão tem origem multifatorial. A vasodilatação provocada pelo calor é um dos mecanismos fisiológicos envolvidos, mas está longe de ser o único. A combinação de desidratação, perda excessiva de líquidos pelo suor e exposição a poluentes cria um cenário especialmente favorável às crises. “Quando calor, baixa ingestão de água e má qualidade do ar se somam, o organismo fica mais vulnerável, e a cefaleia aparece com maior frequência e intensidade”, afirma Vanessa.

Ela destaca que, embora estudos internacionais apontem aumentos importantes nesses períodos, os números variam bastante e dependem do contexto ambiental, climático e cultural de cada país. “Há pesquisas asiáticas que relatam elevações próximas de 35% nos episódios de cefaleia durante ondas de calor, mas não podemos aplicar esses dados de maneira automática ao Brasil. As realidades são muito diferentes em clima, poluição, genética e hábitos”, pontua.

Apesar dessa variação, um ponto é amplamente consistente na literatura: a hidratação adequada influencia diretamente a redução dos sintomas. Estudos mostram que aumentar a ingestão diária de água em cerca de 1,5 litro pode diminuir até 21 horas de dor em um período de duas semanas em pessoas predispostas. “É uma intervenção simples, acessível e muitas vezes subestimada, mas com impacto real na prevenção de crises associadas ao calor”, reforça.

Embora a maioria das dores de cabeça ligadas ao calor seja benigna e melhore com medidas como hidratação, descanso e controle da exposição ao sol, alguns sinais exigem atenção imediata. Vanessa alerta que a busca por avaliação médica é recomendada quando a dor vem acompanhada de alterações visuais, febre persistente, rigidez no pescoço, náuseas intensas, vômitos, fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, ou quando o sintoma se intensifica progressivamente ao longo dos dias. “Reconhecer quando a dor foge do padrão habitual é fundamental, principalmente no verão, quando os gatilhos ambientais estão mais presentes”, ressalta.

Para atravessar a estação mais quente do ano com mais conforto, a neurologista do Grupo Kora Saúde recomenda atenção constante à hidratação, evitar exposição solar prolongada, manter hábitos regulares de sono e minimizar contrastes extremos de temperatura entre ambientes internos e externos. “Não controlamos o clima, mas podemos controlar os gatilhos. E essa é a chave para reduzir o impacto das cefaleias no verão”, conclui.



Kora Saúde


Calor extremo e tempestades: médico alerta para riscos à saúde no verão 2026

Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, explica como as altas temperaturas e as chuvas intensas previstas para este verão podem afetar o corpo e orienta formas simples de prevenção.

 

O verão que se aproxima deve ser um dos mais intensos dos últimos anos. Previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam a presença simultânea de ondas de calor mais fortes e períodos de chuva acima da média em várias regiões do país, o que pode afetar diretamente a saúde da população.

Embora calor e chuva façam parte da estação, especialistas têm chamado atenção para a intensidade dos extremos. E, segundo o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, esse clima combinado exige mais cuidado do que se imagina. 

“O corpo humano funciona como um sistema delicado de equilíbrio. Quando o calor é muito intenso, ou quando temos umidade e chuvas constantes, esse equilíbrio se rompe com facilidade, e isso pode gerar desde mal-estar leve até quadros graves, especialmente em pessoas vulneráveis”, explica o médico. 

Durante ondas de calor, o organismo perde água mais rápido, o sistema cardiovascular trabalha sob pressão e a temperatura interna aumenta, podendo levar a desidratação, tontura, alteração da pressão arterial, exaustão e até desmaios. Já em períodos chuvosos, há maior circulação de vírus, contaminação de água, aumento de arboviroses e risco de infecções respiratórias. 

O problema é que, muitas vezes, os sinais são sutis e passam despercebidos.

“Um pouco de dor de cabeça, urina mais escura, cansaço fora do comum… muita gente ignora, achando que é só cansaço do dia a dia. Mas esses sinais mostram que o corpo está pedindo ajuda. Quanto mais cedo a pessoa se hidrata, se protege do sol e reorganiza sua rotina, menor a chance de desenvolver algo mais sério”, afirma Dr. Armindo. 


Grupos mais vulneráveis: idosos e crianças sentem primeiro

Entre todos os impactos do calor e da umidade, idosos e crianças merecem atenção especial, e não apenas porque são mais sensíveis às variações climáticas, como o especialista detalha: 

“O corpo das crianças ainda está em desenvolvimento e não consegue regular a temperatura com a mesma eficiência de um adulto. Já os idosos, por terem menor reserva hídrica e, muitas vezes, doenças associadas, desidratam mais rápido e percebem os sintomas mais tarde. Com eles, a prevenção precisa ser ainda mais rígida.” 

Em ambos os grupos, sinais como irritabilidade, sonolência excessiva, choro sem motivo, cansaço extremo e pouca urina podem indicar que o organismo já está entrando em sobrecarga.

 

O corpo sente o calor antes de você perceber

Quando a temperatura sobe demais, o organismo precisa fazer um esforço maior para se resfriar. É nesse processo que muitos sintomas aparecem, conforme lista o Dr. Armindo Matheus:

  • suor excessivo e perda acelerada de líquidos;
  • queda da pressão ou aumento repentino;
  • taquicardia;
  • fadiga e sensação de corpo “pesado”;
  • piora de problemas renais;
  • aumento do risco de arritmias ou AVC em pessoas predispostas.

“Pacientes hipertensos ou diabéticos são especialmente vulneráveis. O calor altera glicemia, pressão e o funcionamento dos rins. Pequenas oscilações que seriam toleráveis no inverno viram riscos reais no verão”, explica.

 

Chuvas fortes trazem outros perigos

As chuvas intensas previstas para este verão também representam riscos, e não apenas de enchentes.

O aumento da umidade e das áreas alagadas favorece doenças como:

  • dengue,
  • hepatite A,
  • leptospirose,
  • diarreias infecciosas,
  • infecções respiratórias.

A combinação de água parada e altas temperaturas forma um ambiente perfeito para vetores e microrganismos.

“Mesmo quem não entra em contato com enchentes pode adoecer. Água contaminada, alimentos mal higienizados e proliferação de mosquitos são riscos silenciosos. A prevenção precisa estar no dia a dia das pessoas”, reforça o diretor médico.

 

Sinais de alerta — procure atendimento se tiver:

  • tontura persistente ou desmaio;
  • febre alta que não melhora;
  • vômitos intensos;
  • falta de ar;
  • urina escura ou quantidade reduzida;
  • confusão mental;
  • batimentos acelerados.

“Esses sintomas mostram que o corpo está entrando em sobrecarga. Quanto mais cedo a pessoa é atendida, menores os riscos”, orienta o Dr. Armindo.

 

Como se proteger neste verão

  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede.
  • Evite sol direto entre 10h e 16h.
  • Prefira alimentos leves e ricos em água.
  • Use roupas frescas e de cores claras.
  • Evite atividades físicas nas horas de maior calor.
  • Se chover muito, não entre em contato com água acumulada.
  • Ferva ou filtre a água sempre que houver dúvida sobre a qualidade.
  • Mantenha vacinas e exames em dia, especialmente para quem tem doenças crônicas.
  • Redobre a atenção com idosos e crianças, eles desidratam mais rápido. 

“O verão é uma estação linda, mas também exige cuidado. Pequenas atitudes salvam vidas, e a informação correta é sempre o primeiro passo”, conclui o especialista.

 

Calor extremo: uma ameaça crescente à saúde dos brasileiros

Freepik
 Especialista do Sírio-Libanês alerta que exposição prolongada a altas temperaturas pode desencadear desidratação e até falência térmica

 

O Brasil vive uma escalada preocupante de calor extremo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)1, o número de dias com ondas de calor saltou de 7 para 52 ao longo de 30 anos, evidenciando que o fenômeno deixou de ser isolado para se tornar rotina. No cenário global, um relatório do World Weather Attribution2 aponta que, em apenas 12 meses, cerca de 4 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial, enfrentaram ao menos 30 dias adicionais de calor extremo devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem. 

Diante desse cenário, Luis Fernando Penna, clínico-geral e coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, reforça que o impacto das temperaturas elevadas na saúde ainda é subestimado. “Muitas pessoas acreditam que o calor causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais que incluem desde quedas de pressão até falência térmica. Em dias de temperaturas extremas, o corpo trabalha no limite”, afirma. 

Penna explica que, para dissipar o calor, o organismo aumenta a sudorese, acelera os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. Esses mecanismos, porém, têm limite e, quando falham, instala-se a falência térmica, uma emergência médica caracterizada por confusão mental, fala arrastada, pele quente e seca, e temperatura corporal acima de 40°C. “Se esses sinais aparecem, é fundamental procurar atendimento imediato”, alerta o médico. 

O calor extremo também agrava doenças crônicas como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doença renal crônica. O uso de determinados medicamentos pode aumentar ainda mais a vulnerabilidade, já que diuréticos favorecem desidratação e queda de pressão; anti-hipertensivos somam seus efeitos à vasodilatação natural do calor; antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos podem reduzir a sudorese ou alterar a regulação térmica. “Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa ao organismo”, explica o especialista. 

Os efeitos, porém, não se restringem ao corpo. Altas temperaturas interferem no sono, prejudicam o humor, aumentam a irritabilidade e reduzem a produtividade, já que a privação de descanso adequada afeta a atenção, memória e tomada de decisão. 

Nesse contexto, Penna explica que a hidratação apropriada, incluindo reposição de eletrólitos, é essencial, mas não suficiente. Segundo ele, a recomendação é evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados ou climatizados e evitar exercícios intensos durante períodos de calor extremo. “Trabalhadores expostos ao sol, como profissionais da construção civil, coleta de lixo e entregadores, devem fazer pausas frequentes nos horários mais quentes”, ressalta. 

Entre os grupos mais vulneráveis estão: idosos, que têm menor percepção de sede e regulação térmica menos eficiente; crianças, que desidratam mais rapidamente; gestantes; pessoas com doenças crônicas; e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Hábitos comuns como dormir pouco, manter ambientes fechados sem ventilação, ignorar sinais de sede ou tontura e aumentar o consumo de álcool ampliam ainda mais os riscos. 

Para Penna, a prevenção continua sendo a principal ferramenta diante de altas temperaturas. “Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas. Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria. Reconhecer sinais precoces e adotar medidas preventivas é essencial para evitar situações de risco”, conclui.

 

Erros mais frequentes ao tentar se refrescar 

  • Usar roupas escuras e tecidos pesados, que retêm calor e dificultam a ventilação;
  • Tomar banhos gelados, que provocam efeito rebote e fazem o corpo aumentar a produção de calor;
  • Exagerar no uso do ar-condicionado, criando ambientes excessivamente frios e favorecendo choques térmicos;
  • Aumentar o consumo de álcool acreditando que ajuda a relaxar, quando na verdade ele acelera a desidratação;
  • Permanecer em ambientes fechados e sem circulação de ar, onde o calor se acumula e pode ser mais intenso do que ao ar livre;
  • Deixar de priorizar a hidratação adequada ao longo do dia, confiando apenas em soluções imediatistas como ventiladores ou duchas.

 

Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link


Gripe, laringite ou amigdalite? Saiba como diferenciar as causas da dor de garganta

 Especialista do Hospital Paulista explica os sinais que ajudam a identificar cada doença e dá dicas de prevenção

 

Dor de garganta é um sintoma que todo mundo já teve — e que costuma levantar a mesma dúvida: afinal, é gripe, laringite ou amigdalite? Embora as três condições afetem a região da garganta, cada uma delas tem causas e manifestações diferentes, o que exige cuidados específicos. 

Segundo a Dra. Anike Nascimbem, médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em ouvido, nariz e garganta —, a gripe costuma vir acompanhada de dor de cabeça, tosse, obstrução nasal, mal-estar e febre. Já a laringite tem como sinais mais típicos a irritação na garganta, rouquidão e tosse seca. A amigdalite, por sua vez, é uma inflamação nas amígdalas, geralmente marcada por dor intensa ao engolir, febre e mal-estar. 

“A dor de garganta está presente nas três condições, mas os outros sintomas ajudam a identificar qual é a causa”, explica a especialista. “Quando há rouquidão, por exemplo, pensamos em laringite. Já se a dor for muito forte e houver dificuldade para engolir, é mais provável que seja uma amigdalite.” 

A médica reforça que é sempre importante procurar atendimento médico em caso de dúvida ou quando os sintomas pioram. “Febre persistente por mais de 48 horas, falta de ar, dor de garganta intensa ou dificuldade importante para engolir são sinais de alerta que merecem avaliação imediata”, alerta. 

Para prevenir essas infecções, especialmente nos períodos de tempo seco ou frio, a recomendação é simples: hidratação, alimentação saudável e descanso adequado. “Beber bastante água, fazer lavagem nasal, manter os ambientes úmidos e praticar atividades físicas ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a proteger as vias respiratórias”, orienta a Dra. Anike.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Desmistificando a FIV: oito passos para entender o tratamento e evitar expectativas irreais

Especialista esclarece dúvidas e mitos que ainda confundem quem inicia a busca por tratamento de fertilidade 

 

A Fertilização in Vitro (FIV) é um dos tratamentos mais conhecidos quando o assunto é dificuldade para engravidar — mas também um dos mais cercados de dúvidas, expectativas irreais e mitos propagados nas redes sociais. Para muitas pessoas, a FIV ainda é vista como um procedimento que garante a gravidez independentemente da idade ou das condições de saúde do casal. 

Para ajudar a esclarecer o que realmente importa, Viviane Santana, especialista em reprodução humana e gerente médica da Organon, reúne oito passos fundamentais para desmistificar o tratamento e orientar quem está dando os primeiros passos nessa jornada. 

 

1. Nem todo casal com dificuldade para engravidar precisa de FIV 

Segundo Viviane, o primeiro mito a ser quebrado é o de que a FIV é indicada automaticamente para qualquer casal com dificuldade de concepção. 
“Muitos casos conseguem bons resultados com tratamentos mais simples, medicamentos orais ou mudanças no estilo de vida. Cada indivíduo é único, e a indicação depende totalmente da avaliação médica”, afirma. 

Ela reforça que não há sinais “óbvios” de que alguém vá precisar de FIV: 
“Há casais com exames totalmente normais que não engravidam naturalmente, e outros com diversos fatores que conseguem. O ideal é buscar orientação quando não há sucesso após o período recomendado de tentativas.”  

 

2. A idade reprodutiva continua sendo determinante  

Casos de celebridades grávidas após os 40 anos alimentam falsas expectativas. 
“Esses casos de exceção acabam se sobressaindo e criando a impressão de que a idade não é um fator relevante. Mas a realidade é que a reserva ovariana cai com o passar dos anos, especialmente após os 30”, explica Viviane. 

De acordo com Viviane, a idade da mulher é, possivelmente, o fator de maior impacto para as chances reais de gravidez  

“Há uma falsa ideia de que a FIV garante gravidez independentemente da idade. Mas mesmo com alta tecnologia, as chances caem muito após os 40 anos. É fundamental buscar avaliação o quanto antes para evitar atrasos que agravem o quadro”, afirma.  

 

3. A fertilidade masculina também importa 

Por muitos anos, acreditou-se que a infertilidade era um tema essencialmente feminino, o que ainda hoje atrasa diagnósticos e tratamentos. Segundo Viviane Santana, essa percepção equivocada continua presente em diversos atendimentos. 

“Mesmo com produção contínua de espermatozoides, existem muitos fatores masculinos que podem levar a alterações de fertilidade. A avaliação dos dois parceiros é essencial para definir o melhor tratamento. Quando apenas a mulher é avaliada, perdemos um tempo precioso”, explica. 

 

4. O ciclo da FIV não é igual para todos 

Um ciclo de FIV costuma acompanhar o ritmo do ciclo menstrual, mas cada paciente responde de maneira diferente. 
“Um ciclo convencional leva de 10 a 14 dias até a coleta dos óvulos, mas a resposta aos estímulos hormonais é individual. Em alguns casos, sobretudo com reserva ovariana baixa, é esperado que mais de um ciclo seja necessário”, explica Viviane. 

Esse ponto é fundamental para evitar frustrações. 
“Muitas situações interpretadas como ‘fracasso’ são, na verdade, parte natural do processo. O alinhamento de expectativas evita abandono e sofrimento emocional desnecessário”, completa.  

Viviane reforça que também não existe uma “taxa de sucesso” universal. 
“Os fatores são múltiplos e individuais. Não há uma taxa de sucesso única que se aplique a todos os casos”, diz. 

 

5. Desconfortos e riscos: nem tudo é tão grave ou tão leve quanto parece 

As redes sociais podem amplificar medos ou minimizar riscos. 
“Há pacientes que sentem mais desconfortos, outras menos. É muito individual. Os efeitos mais comuns são inchaço, dor nas aplicações e alterações de humor”, diz Viviane. 

Ela explica que alguns medos ficaram ultrapassados. 
“O receio de gravidez gemelar após FIV é muito superdimensionado. Hoje, a transferência de embriões é ajustada e, na maioria dos casos, é feito com apenas um embrião”, destaca. 

Por outro lado, alguns riscos merecem mais atenção. 
“Complicações como reações exageradas aos hormônios ou torções ovarianas existem e precisam de acompanhamento rigoroso. Seguir a orientação médica é crucial para evitar problemas”, orienta.  

 

6. Custos: avanços tornaram o acesso mais diverso, mas ainda limitado 

Os avanços recentes trouxeram novas opções de medicamentos e técnicas, permitindo adaptar o tratamento às condições de cada paciente. 
“Hoje existem alternativas para reduzir custos, sempre conforme a indicação médica. Alguns centros também têm programas com valores mais acessíveis para determinados perfis”, explica Viviane. 

Mas ela lembra que o cenário ainda é desafiador no Brasil. 
“Infelizmente, temos poucos centros públicos e a maioria dos planos não reembolsa o tratamento. A ampliação do acesso ainda é um ponto importante a ser desenvolvido”, afirma.  

 
7. A tecnologia evoluiu, mas nem toda novidade é solução 

O avanço da reprodução assistida nos últimos anos é significativo. 
“Hoje temos medicamentos mais seguros, laboratórios de última geração e maior individualização dos tratamentos, o que aumenta as chances de sucesso”, explica Viviane. 

Mas é importante cautela com supostas “inovações” populares nas redes. 
“Modismos que prometem resultados milagrosos não têm respaldo científico. Cada caso deve ser avaliado para entender o que realmente agrega ao tratamento”, alerta.  

 
8. O fator emocional é tão importante quanto o clínico 

Viviane destaca que a jornada da infertilidade traz forte impacto emocional. 
“Há altos índices de ansiedade, estresse e depressão entre pacientes que enfrentam dificuldades para engravidar. Esses sentimentos aparecem em todas as etapas, desde as tentativas naturais às fases da FIV”, explica. 

O acompanhamento psicológico pode ser decisivo para o sucesso. 
“A taxa de abandono do tratamento é alta, e a maior causa é o esgotamento emocional. Quando o casal tem apoio psicológico, enfrenta melhor o processo e tem mais chance de permanecer até o fim, o que aumenta as chances de sucesso”, afirma.  
 

Depois de desmistificar as principais crenças sobre o tema, Viviane reforça que informação e tempo são aliados fundamentais ao longo de toda a jornada reprodutiva. 

“Mulheres com até 35 anos e sem histórico de problemas reprodutivos podem tentar engravidar naturalmente por até um ano, porque esse é o tempo considerado normal de tentativas. Já para mulheres acima de 35 anos ou com histórico familiar, o ideal é buscar orientação médica após seis meses sem sucesso. Quanto mais cedo vier a avaliação, maiores são as chances de um tratamento assertivo e de transformar o sonho em realidade”, conclui. 

 

Organon
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Novo medicamento para câncer cerebral já está disponível no Brasil

Terapia-alvo representa primeira inovação para o tratamento de gliomas de baixo grau em duas décadas¹

 

Pacientes brasileiros diagnosticados com um tipo de tumor cerebral conhecido como glioma difuso de baixo grau com mutação IDH 1/2 já podem ter acesso ao medicamento Voranigo® (vorasidenibe)2. Disponível em comprimidos de uso diário, o medicamento foi aprovado pela Anvisa3 em agosto deste ano e acaba de ter seu preço publicado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)4. Com isso, o produto da farmacêutica Servier está oficialmente autorizado a ser comercializado no Brasil, mediante indicação médica, atendendo a uma população que ficou mais de 20 anos sem inovações para o tratamento e manejo dessa doença¹. 

Indicado para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos com astrocitomas ou oligodendrogliomas de baixo grau (grau 2), o medicamento é destinado a pacientes que já passaram por cirurgia e não possuem necessidade imediata de quimioterapia ou radioterapia. O vorasidenibe age bloqueando as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas, responsáveis pela produção de substâncias que estimulam o crescimento de células tumorais.2 O tratamento é uma terapia-alvo e demonstrou resultados promissores no estudo clínico INDIGO, ao reduzir em 61% o risco de progressão da doença e retardar a necessidade de novas intervenções terapêuticas.5

O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve principalmente no cérebro e pode surgir de diferentes tipos de células gliais que circundam as células nervosas.6,7,8 A nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021 considera três categorias de gliomas difusos do tipo adulto.8 O prognóstico desses tumores está intimamente ligado às mutações ou ausências delas, sendo a realização de testes laboratoriais para pesquisa da presença da mutação na enzima IDH essencial para o correto diagnóstico e tratamento desses pacientes.6,8 

Os gliomas difusos com mutações no IDH representam os tumores cerebrais malignos primários mais comuns diagnosticados em adultos com menos de 50 anos de idade. Sem tratamento, continuam a crescer e infiltrar o tecido cerebral normal. 9,10,11 Entre os sintomas mais comuns estão alterações na função mental, convulsões, dificuldades da fala, fraqueza ou dormência em uma ou mais parte do corpo como dedos, pernas, ou até um lado do rosto, dores de cabeça persistentes, náusea e vômito.6,7,12

Até então, as opções de tratamento eram restritas principalmente à cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Com a chegada do vorasidenibe, os pacientes com glioma do tipo adulto com mutação de IDH grau 2 passam a contar com uma terapia-alvo, possibilitando o adiamento de novas intervenções mais invasivas. 6,9,13

 

 

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Referências

1. WAHNER, A. Vorasidenib Breaks Through as the First Systemic Therapy for Select Patients With Glioma. OncLive, New Jersey, 6 sept. 2024. Disponível em: https://www.onclive.com/view/vorasidenib-breaks-through-as-the-first-systemic-therapy-for-select-patients-with-glioma. Acesso em: 02 jan. 2025.

2. SERVIER do Brasil. Bula profissional: VORANIGO® (vorasidenibe) comprimidos revestidos 10 mg e 40 mg. São Paulo: Laboratórios Servier do Brasil Ltda., set. 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 11/11/2025.

3. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2ª Diretoria. Gerência Geral de Medicamentos. Resolução Normativa nº 3024, de 8 de agosto de 2025. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 11 ago. 2025.

4. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Lista de preços de medicamentos. Brasília, DF, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 11 nov. 2025.

5. O'LEARY, Karen. A new targeted therapy for low-grade glioma. Nature Medicine, 2023.

6. WELLER, M. et al. Glioma. Nature Reviews Disease Primers, v. 10, n. 1, p. 33, 2024.

7. MAYO CLINIC. Glioma: Symptoms and Causes, Mayo Clinic, 19 dec. 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 02 jan. 2025.

8. LOUIS, D. N. et al. The 2021 WHO classification of tumors of the central nervous system: a summary. Neuro-oncology, v. 23, n. 8, p. 1231-1251, 2021.

9. REES, J. et al. Volumes and growth rates of untreated adult low-grade gliomas indicate risk of early malignant transformation. European journal of radiology, v. 72, n. 1, p. 54-64, 2009.

10. MANDONNET, E. et al. Continuous growth of mean tumor diameter in a subset of grade II gliomas. Annals of Neurology: Official Journal of the American Neurological Association and the Child Neurology Society, v. 53, n. 4, p. 524-528, 2003.

11. MILLER, J. J. et al. Isocitrate dehydrogenase (IDH) mutant gliomas: a Society for Neuro-Oncology (SNO) consensus review on diagnosis, management, and future directions. Neuro-oncology, v. 25, n. 1, p. 4-25, 2023.

12. POSTI, J. P. et al. Presenting symptoms of glioma in adults. Acta Neurologica Scandinavica, v. 131, n. 2, p. 88-93, 2015.

13. MELLINGHOFF, Ingo K. et al. Vorasidenib in IDH1-or IDH2-mutant low-grade glioma. New England Journal of Medicine, v. 389, n. 7, p. 589-601, 2023.


Energético + álcool: o coquetel de risco para o coração nas festas de fim de ano


O final de ano chegou e, com ele, as confraternizações e celebrações. É um período de alegria, reencontros e, muitas vezes, de exageros que podem passar uma conta alta para a saúde. Entre os riscos que se intensificam nesta época está o consumo, muitas vezes combinado, de bebidas energéticas e álcool – uma mistura aparentemente inofensiva, mas que pode ser uma ameaça silenciosa ao coração. 

Dados apresentados recentemente em um fórum médico mostram que mais de 50% dos adultos já experimentaram energéticos, e até 10% consomem diariamente em algumas regiões. O público jovem é o principal alvo. "É uma questão de saúde pública urgente. Os energéticos são vendidos com uma aura de vitalidade e performance, mas seu uso, principalmente quando associado ao álcool, esconde riscos cardiovasculares sérios que a população desconhece", alerta o Dr. Gilberto Ururahy, médico especialista em medicina preventiva e diretor da Med-Rio Check-up. 

O especialista explica que o perigo reside na composição. Uma única lata pode conter até 300mg de cafeína – o equivalente a vários cafés expressos –, além de substâncias como taurina e açúcar em excesso. "No contexto das festas, esse coquetel estimulante é frequentemente misturado ao álcool. O álcool é um depressivo, e o energético tenta mascarar seus efeitos, fazendo a pessoa perder a noção de seus limites. Para o coração, é um estresse duplo: taquicardia, aumento abrupto da pressão arterial e risco de arritmias", detalha Ururahy. 

Os efeitos podem ser desde imediatos (palpitações, ansiedade, insônia) até crônicos, contribuindo para hipertensão e desbalanceamento do sistema nervoso. "Os jovens, que são os maiores consumidores, acreditam estar invulneráveis. Mas estamos vendo um aumento preocupante de eventos cardíacos em pessoas mais novas, e o abuso de estimulantes é um fator que não pode ser ignorado", complementa o médico, que é membro honorário da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação. 

Como celebrar com consciência? O Dr. Gilberto Ururahy dá dicas simples para aproveitar as festas sem descuidar da saúde:

  1. Hidrate-se primeiro e sempre: Intercale cada drink alcoólico com um copo grande de água. A hidratação é fundamental para metabolizar o álcool e reduzir a sobrecarga no organismo.
  2. Desconfie das misturas: Evite combinar energéticos, destilados e bebidas açucaradas. Prefira drinks mais simples e diluídos.
  3. Coma antes e durante: Nunca beba de estômago vazio. Alimentar-se bem ajuda a retardar a absorção do álcool.
  4. Conheça seu limite: Respeite seu corpo. A pressão social não deve falar mais alto que o bom senso.
  5. Planeje a "ressaca pós-festa": No dia seguinte, priorize descanso, alimentação leve e muita hidratação. Evite o consumo de mais cafeína ou álcool para "melhorar" o mal-estar.

"A medicina preventiva não proíbe que você seja feliz, mas te ensina a fazer escolhas inteligentes. É perfeitamente possível celebrar a vida, o Natal e a chegada do Ano Novo com alegria e, ao mesmo tempo, com responsabilidade cardiovascular. Que na chegada de 2026 possamos brindar à saúde, de verdade", finaliza Dr. Gilberto Ururahy. 

A Med-Rio Check-up, referência há 35 anos em medicina preventiva, reforça a importância do check-up regular como parte fundamental de um estilo de vida consciente, capaz de identificar riscos individuais e permitir que a prevenção seja personalizada.

 

Dr. Gilberto Ururahy - Médico há mais de 40 anos com foco em medicina preventiva, é diretor-médico da Med-Rio Check-up. É membro honorário da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação, foi condecorado com a Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e atua como Conselheiro Estratégico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil).


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