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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Brasil forma médicos, mas não consegue mantê-los onde mais precisa

O alerta é do cardiologista e presidente da AHOSP, Anis Mitri, que defende políticas de fixação para garantir atendimento em todas as regiões

 

Mesmo com o crescimento constante no número de profissionais médicos no Brasil, a distribuição desigual desses profissionais continua comprometendo o acesso à saúde em diversas regiões do país. É o que alerta o cardiologista e presidente da Associação de Hospitais do Estado de São Paulo (AHOSP), Dr. Anis Mitri. 

De acordo com o estudo Demografia Médica no Brasil 2025, o país conta atualmente com uma média de 3,08 médicos por 1.000 habitantes, representando um aumento em relação a anos anteriores e um índice considerado adequado pelos padrões internacionais. Contudo, as desigualdades regionais continuam marcantes: na Região Norte, a razão é de apenas 1,70 médico por 1.000 habitantes, enquanto no Sudeste o índice chega a 3,77 e no Centro-Oeste a 3,44. Estados como o Maranhão (1,27) e o Pará (1,37) estão entre os que apresentam menor densidade médica. O relatório também mostra que municípios pequenos — especialmente aqueles com menos de 20 mil habitantes — enfrentam grave escassez de profissionais, com menos de 1 médico por 1.000 habitantes, revelando uma distribuição ainda desigual e uma carência persistente na Atenção Primária à Saúde. 

O grande gargalo não é apenas quantos médicos formamos, é onde estes profissionais estão. Formamos muitos médicos, mas não conseguimos mantê-los onde mais se precisa deles”, ressalta Mitri. O especialista destaca que as grandes capitais concentram mais de 50% dos médicos do país, enquanto o interior e as periferias seguem com escassez crônica de profissionais. 

Os dados mostram que, embora o número de médicos no Brasil tenha aumentado entre 2010 e 2025, a interiorização da medicina ainda avança lentamente. Muitos municípios enfrentam obstáculos para contratar e manter médicos, como salários insuficientes, falta de infraestrutura, insegurança e escassas oportunidades de crescimento profissional. “Não basta abrir mais vagas em faculdades. É preciso oferecer remuneração justa, infraestrutura adequada, segurança e oportunidades de desenvolvimento profissional para que o médico escolha permanecer onde é mais necessário”, defende o presidente da AHOSP. 

A desigualdade territorial também impacta a qualidade da assistência e o tempo de espera por consultas. Segundo. Mais da metade dos 576 mil médicos brasileiros está concentrada na região Sudeste, enquanto áreas remotas da Amazônia Legal, do Nordeste e do Centro-Oeste sofrem com a ausência de especialistas em pediatria, ginecologia e psiquiatria. 

Para o presidente da AHOSP, é necessário que o país adote políticas de fixação mais eficazes, com programas de incentivo à permanência e fortalecimento da rede regional de saúde. Além disso, ele ressalta que a qualidade da formação médica deve ser acompanhada por medidas que valorizem a carreira e garantam condições dignas de trabalho. “Um médico bem formado, mas desmotivado e mal remunerado, dificilmente ficará no interior ou em regiões vulneráveis. A fixação passa por reconhecimento e condições dignas de trabalho”, enfatiza. 

Mitri reforça que o Brasil precisa de um projeto nacional de valorização da medicina, que una educação, gestão pública e políticas de incentivo. “Falta médico, sim, e falta há muito tempo. Mas o que falta ainda mais é vontade política para transformar a profissão médica em uma escolha que faça sentido profissional, econômico e humano”, conclui.

 

Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo – AHOSP


O Cérebro é um pessimista cauteloso: por que a dor da perda vende mais que o prazer do ganho

É um erro comum e profundamente arraigado no mundo da comunicação e das vendas a crença de que, para persuadir, basta listar as maravilhas que aguardam o nosso interlocutor e potencial comprador. O instinto nos leva a construir situações de sucesso e ganhos. No entanto, por mais que nossa lógica se esforce para ser positiva, a verdade é que o cérebro humano é, por natureza, um pessimista cauteloso. 

A razão é que o cérebro humano contém um mecanismo projetado para dar prioridade a notícias ruins. Ele reage mesmo a ameaças puramente simbólicas. Palavras emocionalmente carregadas chamam rapidamente a atenção, sendo o ruim mais relevante. Por exemplo, palavras como guerra e crime ficam mais em destaque do que paz e amor. Não há ameaça real, mas o mero lembrete aciona a parte Reativa como algo ameaçador. Vários estudos nos mostraram como o nosso mecanismo cerebral evoluiu para priorizar a sobrevivência: ignorar uma ameaça (um rugido na caverna) era fatal, enquanto ignorar uma oportunidade (uma fruta extra) era apenas um pequeno inconveniente. Essa arquitetura neural criou o que chamamos de viés de negatividade. 

O psicólogo Daniel Kahneman, em Thinking, Fast and Slow, explica que nosso cérebro tem um viés chamado “aversão à perda”. Tememos mais perder algo do que desejamos ganhar algo novo. Essa premissa biológica se manifesta de forma poderosa na tomada de decisões através desse conceito de aversão à perda. Em termos simples, a dor de perder algo é sempre mais intensa do que a alegria de ganhar algo de valor equivalente. Usar essa alavanca emocional é a chave para uma persuasão sutil e eficaz. 

Veja um exemplo prático: Você acaba de comprar um carro. Qual é o item necessário agora? Resposta: Seguro. E o motivo de ser algo tão “essencial”, independentemente do tipo de carro, é nossa aversão a perda. Nós, seres humanos, enxergamos o incômodo da perda sendo mais forte do que o benefício de ganho equivalente. 

E nas negociações diárias, quando transmitimos uma mensagem, tentamos “vender” nossa opinião com argumentos. Neste processo, tendemos naturalmente a ressaltar as vantagens que a pessoa terá em seguir nosso caminho. Este é um grande erro. Para aumentar a chance da pessoa se impressionar, precisamos ressaltar o lado negativo caso ela siga a orientação. 

Pense, por exemplo, em um consultor tentando convencer um empresário a digitalizar um arquivo desorganizado. O método óbvio é falar sobre as horas que ele ganhará em produtividade. O método persuasivo, entretanto, tocaria na perda invisível. Seria mais eficaz dizer: "Pense na Maria do suporte. Quando ela gasta 5 horas toda semana caçando dados antigos, você está pagando o salário de uma 'vaga fantasma' dedicada apenas a lidar com o caos. Fechar este contrato é o mesmo que recuperar um funcionário produtivo que hoje está escondido debaixo de uma pilha de papel." O foco se move do ganho futuro para o custo silencioso que ele já está tolerando. 

Essa dinâmica não se limita ao mercado. Na vida pessoal, por exemplo, se quisermos convencer um amigo a parar de fumar, dizer que ele "ganhará dez anos de vida" é abstrato. Dizer: "Você está perdendo a capacidade de subir dois lances de escada sem ofegar" ou "Você está abrindo mão do dinheiro que te pagaria uma viagem por ano" é muito mais tangível e, portanto, mais poderoso. 

Em última análise, neutralizar o viés de negatividade não é sobre forçar um otimismo irrealista, mas sim sobre consciência e intervenção ativa. É entender que a primeira reação do cérebro é sempre a mais dramática e, portanto, a menos confiável. A mente humana é uma ferramenta de sobrevivência projetada para detectar perigos; cabe à nossa consciência usá-la como uma ferramenta de crescimento, insistindo que, para cada perda sentida, existe uma lição de igual, ou maior, valor a ser extraída. 

Em suma, a persuasão humana raramente é uma corrida para o futuro, mas sim uma fuga urgente do presente insatisfatório. Para influenciar de forma duradoura, precisamos parar de listar ganhos promissores e começar a iluminar, com clareza brutal, as perdas que a inação já está acumulando.  



Bruno Rosa - engenheiro eletricista e managing director da Domperf High Performance, empresa de treinamento de alto desempenho profissional. Há mais de uma década tem se dedicado ao estudo da neurociência e comportamento, estabelecendo padrões práticos baseados em conceitos dos maiores especialistas do mercado. A partir dessa experiência e vivências internacionais criou e aperfeiçoou uma metodologia inovadora baseada em situações de dentro e fora de empresas. ( https://domperf.com.br/)


Planejar o Green Card ainda na faculdade? Sim, e o ideal é começar com 5 anos de antecedência, alerta especialista em imigração

Murtaz Navsariwala orienta estudantes sobre como estruturar uma carreira de alto impacto desde a graduação para aumentar as chances de imigração legal aos EUA por mérito

 

Conquistar uma vaga no mercado de trabalho dos Estados Unidos e imigrar legalmente para o país com um Green Card exige mais do que um bom diploma e fluência em inglês. Segundo o advogado especialista em imigração Murtaz Navsariwala, é fundamental iniciar o planejamento ainda durante a faculdade – de preferência com uma antecedência de até cinco anos – para construir uma trajetória profissional que atenda aos critérios exigidos pelos vistos mais estratégicos, como o EB-2 NIW e o O-1.

 

“O processo imigratório não começa com o pedido do visto, começa com a construção de uma carreira que comprove, por meio de evidências sólidas e públicas, que o profissional tem impacto, mérito e contribuições relevantes em sua área”, afirma o advogado. “Esse preparo pode – e deve – começar ainda na universidade, com escolhas estratégicas de estágio, produção técnica, e até exposição midiática qualificada.”

 

Para estudantes brasileiros que desejam viver e trabalhar legalmente nos Estados Unidos, Murtaz sugere cinco frentes essenciais de preparação. A primeira delas é a escolha de uma área profissional com demanda concreta no mercado americano. Setores como engenharia, tecnologia, saúde, finanças e energia seguem com alto índice de contratação de estrangeiros qualificados. O segundo passo é a construção de um histórico técnico relevante, que pode incluir participação em pesquisas acadêmicas, premiações, atuação em projetos de impacto e qualquer atividade que comprove contribuição significativa na área. A terceira orientação é investir no domínio do inglês técnico, ou seja, compreender e saber aplicar o vocabulário específico da profissão — algo que vai além da fluência comum e faz diferença tanto em entrevistas quanto em processos de avaliação migratória.

 

O quarto pilar é a criação de uma presença pública sólida, que ajude a comprovar autoridade e reconhecimento. “Ter matérias publicadas em veículos jornalísticos confiáveis, que falem sobre o seu trabalho, é uma forma eficaz de mostrar impacto real e público. Isso tem peso como evidência nos vistos baseados em mérito, como o EB-2 NIW”, reforça o advogado. Por fim, Murtaz recomenda que o estudante consulte um advogado de imigração com antecedência, mesmo ainda na graduação. Isso ajuda a evitar decisões equivocadas e permite alinhar cada etapa da carreira com os requisitos legais de imigração de forma estratégica e realista.

 

Com o aumento da rigidez nas regras do visto H-1B e o crescimento na concessão de Green Cards por mérito, muitos brasileiros têm buscado antecipar sua preparação profissional. Segundo o especialista, quem começa cedo tem mais chances de atender aos critérios com naturalidade, sem precisar forçar uma narrativa de última hora.

 

Outro ponto relevante para estudantes é o uso estratégico da comunicação como evidência de competência. “Matérias em veículos respeitados funcionam como provas independentes da relevância do profissional, especialmente para vistos como o EB-2 NIW e o O-1”, explica Murtaz Navsariwala. “Não se trata de autopromoção, mas sim de documentação pública e verificável, que pode ser usada como parte do processo imigratório.” O especialista lembra que o processo de assessoria de imprensa é legítimo, ético e cada vez mais reconhecido como ferramenta de validação de autoridade técnica e profissional.

 


Murtaz Law


Dr. Murtaz Navsariwala - Advogado especializado em imigração para os Estados Unidos, Murtaz Navsariwala combina formação em Economia e História pela Northwestern University com doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington. Com mais de uma década de atuação na área, e uma taxa de aprovação de 99,5%, Murtaz lidera o Murtaz Law, escritório sediado em Illinois (EUA) e reconhecido por sua excelência em vistos de trabalho, com destaque para o EB-2 NIW. Sua formação multidisciplinar, que combina Direito, Economia e História, contribui para uma abordagem sistêmica e estratégica dos temas migratórios, oferecendo interpretações claras e fundamentadas mesmo diante de assuntos complexos ou controversos.


Quando acolher ou barrar define o futuro das migrações

De um lado, o Brasil amplia sua política humanitária; do outro, os Estados Unidos intensificam barreiras e deportações, em uma disputa que expõe modelos distintos de poder, economia e mobilidade global


Enquanto o Brasil amplia políticas de acolhimento humanitário, os Estados Unidos reforçam barreiras para entrada e permanência de imigrantes. A diferença de abordagem ganhou força nas últimas semanas com o endurecimento das medidas migratórias anunciadas pelo governo de Donald Trump e o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da solidariedade internacional e do respeito aos direitos humanos.

De acordo com dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o Brasil reconheceu mais de 77 mil pedidos de refúgio em 2024, um aumento de 60% em relação a 2022. A maior parte das solicitações partiu de cidadãos da Venezuela, Haiti e Afeganistão. O governo também informou que cerca de 35 mil brasileiros foram repatriados nos últimos dois anos, em um esforço de reintegração de quem vive em situação irregular no exterior.

Nos Estados Unidos, a política é inversa. Relatórios do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da agência Reuters mostram que, apenas nos primeiros nove meses de 2025, mais de 180 mil pessoas foram deportadas, o maior número desde 2019. O governo americano também ampliou as barreiras físicas e tecnológicas na fronteira com o México, retomando medidas suspensas em administrações anteriores.

Para o advogado Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional e fundador da Toledo e Advogados Associados, as duas posturas refletem visões opostas sobre o papel da imigração na construção de um país. “O Brasil aposta na inclusão e no acolhimento, enquanto os Estados Unidos seguem reforçando a lógica do controle e da exclusão. Ambas as estratégias têm impactos profundos sobre o capital humano, a inovação e a imagem internacional das nações”, analisa.

Toledo explica que políticas migratórias mais abertas tendem a impulsionar setores estratégicos, como tecnologia e empreendedorismo. Segundo estudo da National Foundation for American Policy, 45% das empresas de tecnologia listadas na Fortune 500 foram fundadas por imigrantes ou filhos de imigrantes. “A história econômica americana mostra que o país cresceu com base na diversidade. Ao restringir a entrada de talentos, o governo de Trump pode comprometer a própria competitividade global”, afirma o advogado.

Em contrapartida, o especialista ressalta que o Brasil ainda enfrenta desafios para transformar sua política humanitária em ganhos efetivos de desenvolvimento. “O país acolhe, mas ainda integra pouco. É preciso criar políticas que liguem o acolhimento à capacitação e à geração de renda. A solidariedade é fundamental, mas precisa ser acompanhada de planejamento”, defende.

As medidas adotadas pelo governo Trump também afetam diretamente brasileiros que vivem nos Estados Unidos. De acordo com o Migration Policy Institute, há cerca de 500 mil brasileiros com status legal no país e outros 180 mil em situação irregular. Com o aumento das deportações, cresce o temor entre quem aguarda a regularização. “Tenho recebido inúmeros relatos de brasileiros que pensam em retornar ao Brasil ou transferir seus investimentos. O clima de insegurança jurídica voltou a preocupar as famílias”, relata Toledo.

O endurecimento das regras migratórias já afeta categorias de vistos de trabalho e investimento. Dados do Departamento de Estado dos EUA apontam uma redução de 12% na emissão de vistos H-1B, voltados a profissionais qualificados, e atrasos de até 40% na análise de vistos EB-2 e EB-5, voltados a investidores e profissionais de interesse nacional. “Essas mudanças encarecem e dificultam o processo de imigração legal, criando um ambiente mais hostil mesmo para quem cumpre todas as exigências”, explica o especialista.

Enquanto isso, o governo brasileiro segue reforçando sua imagem no campo humanitário. Em setembro, Lula defendeu na Assembleia Geral da ONU a necessidade de “responsabilidade compartilhada” entre as nações no acolhimento de refugiados e criticou políticas migratórias que “criminalizam a pobreza”. A postura do Brasil tem sido elogiada por entidades como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Para Daniel Toledo, o contraste entre os dois modelos representa um retrato simbólico do cenário global. “De um lado, vemos governos que entendem a migração como parte natural da economia moderna; de outro, líderes que a tratam como ameaça. O resultado é uma disputa entre o medo e a esperança, entre muros e pontes. E quem vive no meio disso são pessoas reais, com sonhos e histórias que não cabem em políticas simplistas”, reflete.

O especialista defende que o futuro das migrações dependerá da capacidade dos países de equilibrar soberania e humanidade. “Nenhuma nação prospera isolada. O mundo precisa de regras, mas também de empatia. O desafio é construir políticas que enxerguem a imigração não como problema, mas como oportunidade”, conclui. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com quase 800 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site ou pelo Linkedin.

Toledo e Advogados Associados
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Novembro Azul alerta para prevenção e reforça direito à isenção do Imposto de Renda para pacientes com câncer de próstata

Campanha destaca a importância dos exames regulares, do cuidado integral à saúde masculina e dos direitos garantidos por lei a aposentados, pensionistas e militares diagnosticados com neoplasia maligna

 

O mês de novembro é marcado pela campanha Novembro Azul, movimento global dedicado à conscientização sobre a saúde do homem, com foco principal na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o INCA. Conforme a entidade, são esperados cerca de 72 mil novos casos por ano, sendo que o diagnóstico precoce pode garantir até 90% de chance de cura.

O médico imunologista Marco Túlio, do Centro Universitário Mauá, reforça que o maior desafio ainda é superar o preconceito e o medo que afastam muitos homens dos cuidados médicos. “Ainda há resistência entre muitos homens em procurar o médico regularmente. O Novembro Azul tem justamente o papel de quebrar esse tabu e mostrar que a prevenção salva vidas. A consulta anual e os exames de rotina são fundamentais para detectar alterações antes que causem sintomas”, explica.

Ele destaca que os exames mais indicados são o toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico), recomendados para homens a partir dos 50 anos — ou 45 anos, quando há histórico familiar da doença. O especialista, que também é  professor de Anatomia e Histologia do Centro Universitário Mauá, Marco Túlio, ressalta que o cuidado deve ir além da próstata. “Falar sobre saúde masculina é abordar o corpo como um todo. Além do câncer, os homens precisam estar atentos às doenças cardiovasculares, à obesidade e à saúde mental, que muitas vezes são negligenciadas. A prevenção é uma forma de autoconhecimento e respeito com o próprio corpo”, conclui.


Direito garantido: pacientes com câncer têm isenção do Imposto de Renda


Durante o Novembro Azul, a conscientização vai além da saúde física, alcança também os direitos legais e tributários dos pacientes. O advogado tributarista Fabrício Klein, especialista em isenção do Imposto de Renda para portadores de doenças graves, destaca que aposentados, pensionistas e militares inativos diagnosticados com câncer de próstata — mesmo em remissão ou já curados — têm direito à isenção do imposto, conforme a Lei nº 7.713/88.

“A Justiça reconhece que aposentados, pensionistas e militares inativos que são ou foram portadores de câncer, ainda que em remissão, possuem direito à isenção do pagamento do Imposto de Renda, sem a necessidade de comprovar sintomas no momento do pedido”, afirma Klein. Mas ele reforça que o benefício não é automático, exigindo requerimento formal e documentação médica, como biópsia e laudos comprobatórios.

“É essencial que essas pessoas saibam que o benefício precisa ser solicitado. Em muitos casos, é possível até pedir a restituição de valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos”, explica. 

Além de representar um alívio financeiro, Klein pontua que o direito é também uma forma de reconhecimento da vulnerabilidade e do impacto emocional e físico que o câncer causa na vida do paciente. “Fazer exames regulares e buscar o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença, tanto para o tratamento quanto para garantir o acesso a direitos como esse. Informação e prevenção caminham juntas”, finaliza Dr Fabrício.

 

Black November: E-commerce registra 4,3 milhões de compras e 39 mil tentativas de fraude na primeira semana do mês, aponta Serasa Experian

• Levantamento da datatech aponta a movimentação de R$ 2,4 bilhões em compras entre os dias 1º e 8 de novembro;

• 39,2 mil tentativas de fraude evitadas, que poderiam gerar prejuízo de R$ 29 milhões;

• Ticket médio das compras legítimas subiu 3%, alcançando R$ 558.


A Black Friday deixou de se concentrar na última sexta-feira de novembro e hoje se estende por todo o mês, com promoções que antecipam a movimentação do varejo. A Serasa Experian¹, primeira e maior datatech do Brasil, analisou 4,3 milhões de pedidos na primeira semana do mês (1º a 8 de novembro), que movimentaram R$ 2,4 bilhões. Com o aumento da atividade digital, cresce também o volume de ataques. Nesse mesmo período, foram detectadas 39,2 mil tentativas de fraude, que, se efetivadas, poderiam gerar perdas de até R$ 29 milhões para os varejistas.

 

Ainda de acordo com os dados da datatech, houve retração de 15% no volume de pedidos e de 12% no valor movimentado, em comparação com a primeira semana de novembro de 2024. Apesar disso, o ticket médio dos pedidos legítimos apresentou alta: passou de R$ 540 para R$ 558, registrando crescimento de 3%. No sentido oposto, o valor médio das tentativas de fraude caiu 36%, indo de R$ 1.165 em 2024 para R$ 748 neste ano.

 

Confira os dados no infográfico abaixo:  


 

¹O levantamento realizado considera somente as transações realizadas entre 1 e 8/11/2024 e 1 e 8/11/2025 analisadas pela Serasa Experian. 

Experian
experianplc.com



Enem 2025 é alternativa para concluir o ensino médio

Mais de 98 mil inscritos optaram por usar o exame como via de certificação. Para essa modalidade, participantes devem obter o mínimo de 450 pontos em cada área de conhecimento e 500 pontos na redação 

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a ser uma alternativa para quem não concluiu a educação básica em idade regular. Opção escolhida por 98.558 inscritos em 2025, nessa modalidade o participante deverá atingir o mínimo de 450 pontos em cada área de conhecimento, 500 pontos na redação e, posteriormente, solicitar o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência. A iniciativa é do Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

A primeira prova do Enem 2025 foi aplicada no domingo, 9 de novembro, quando os participantes resolveram questões de linguagens e ciências humanas, além da redação com o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Já o segundo dia de provas está marcado para o próximo domingo, 16 de novembro, nas 27 Unidades da Federação, com questões de ciências da natureza e matemática.

 

Reaplicação – Inscritos afetados por desastres naturais terão a reaplicação do exame garantida nos dias 16 e 17 de dezembro. O prazo para solicitar a reaplicação, por meio da Página do Participante, vai do dia 17 de novembro até às 12h do dia 21 de novembro (horário de Brasília). O recurso atende às pessoas que faltaram por problemas logísticos ou doenças infectocontagiosas, como prevê o edital. Vale ressaltar que o inscrito só poderá fazer a prova referente ao dia em que a participação foi inviabilizada.
 

Cartão de Confirmação – Dados como número de inscrição, local de prova e direito a atendimento especializado ou ao uso do nome social, quando for o caso, podem ser conferidos no Cartão de Confirmação de Inscrição, também disponível na Página do Participante. Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda levar o cartão impresso no dia do exame. 

Em Belém, Ananindeua e Marituba (PA), o Enem 2025 será aplicado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. Nessas cidades, o Cartão de Confirmação de Inscrição será disponibilizado posteriormente na Página do Participante. As novas datas foram definidas em virtude da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém no período da aplicação regular do exame.
 

Enem O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.


Processos que estimulam autonomia e confiança ajudam estudantes a enfrentarem os vestibulares com menos ansiedade

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Segundo especialista, metodologias que incentivam o protagonismo e o pensamento crítico fortalecem o equilíbrio emocional e o preparo dos jovens para o Enem e outros vestibulares

 

Com a chegada de novembro, o clima de expectativa toma conta das salas de aula em todo o país. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 09 e 16 de novembro de 2025, é o principal vestibular brasileiro e porta de entrada para universidades públicas e privadas. Na sequência, vêm provas concorridas com a Fuvest, da USP, a Unicamp, a Unesp e o Vestibular PUC-SP, além de seleções tradicionais de outros estados. É o ápice de um ciclo de estudos que, para muitos jovens, pode ser também um dos períodos mais desafiadores emocionalmente. 

De acordo com a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), mais de 60% dos jovens relatam sintomas de estresse ou ansiedade durante o período de preparação para o vestibular, fator emocional que se mostra tão importante quanto o domínio de conteúdo no desempenho dos alunos. 

Diante desse cenário, escolas que adotam metodologias voltadas à autonomia e ao protagonismo dos estudantes têm se destacado por preparar jovens. É o caso do Colégio Leonardo da Vinci, rede de ensino que possui 7 unidades na Grande São Paulo e referência em aprovação nos vestibulares, que prioriza práticas que partem da premissa de que o aprendizado é mais sólido quando o aluno se reconhece como agente do próprio processo. 

“Metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos (ABP) e a aprendizagem por investigação, além do acompanhamento individualizado e da gestão colaborativa do tempo, estimulam o pensamento crítico junto ao conhecimento e a tomada de decisão. Ao entender suas metas e seu ritmo, o estudante ganha segurança e passa a lidar com os desafios com mais maturidade e equilíbrio, o que faz enorme diferença em momentos de pressão, como o vestibular”, explica Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio. 

Além do impacto no desempenho, a autonomia contribui diretamente para a saúde mental. Conforme o diretor, é importante integrar o desenvolvimento socioemocional à rotina escolar para ter um ambiente que acolhe, orienta e estimula o protagonismo dos estudantes. Com isso, quando o jovem se sente capaz e apoiado, ele naturalmente consegue performar melhor. 

“Na prática, isso significa desenvolver habilidades que vão além do conteúdo acadêmico, como a capacidade de gerenciar o tempo, organizar rotinas de estudo, lidar com frustrações e buscar ajuda quando necessário. A ideia é que o aluno aprenda a reconhecer o que o motiva, o que o desafia e o que o acalma. Esse repertório emocional é o que sustenta o sucesso no vestibular e nas próximas etapas da vida acadêmica”, ressalta Wagner. 

Ainda segundo o especialista, o resultado desse trabalho é visível nas semanas que antecedem as provas. Enquanto muitos estudantes enfrentam noites mal dormidas e sintomas de estresse, os jovens acostumados a gerir suas próprias metas e reconhecer seus limites demonstram mais serenidade e foco. 

“É muito importante lembrar aos jovens que o vestibular é apenas uma etapa e não o ponto final. Queremos que os alunos saibam se posicionar, construir caminhos e enfrentar desafios com confiança dentro e fora da sala de aula, mas de acordo com seu perfil. Cada aluno é único”, conclui Wagner.


Geração solar em telhados e no solo pode aumentar em até 20% com manutenção e limpeza dos equipamentos, aponta especialista

Para Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, que constrói e opera usinas fotovoltaicas, a ausência de manutenção, por outro lado, traz riscos à eficiência, à segurança e ao retorno financeiro dos projetos 


As instalações de energia solar nos telhados e terrenos de empresas podem elevar o nível de geração fotovoltaica entre 5% e 20% com a manutenção constante dos equipamentos, segundo aponta a TTS Energia, empresa de engenharia e construção de usinas solares e tecnologias sustentáveis.  
 
De acordo com a empresa, o monitoramento contínuo da geração, manutenções preventivas e corretivas, zeladoria das áreas de solo e limpeza de painéis solares garantem mais eficiência, segurança e retorno do investimento para os consumidores com projetos instalados.   
 
Por outro lado, conforme pontua o CEO da TTS Energia, Jacques Hulshof, a ausência de manutenção adequada pode gerar perdas expressivas de produção, reduzir a vida útil dos equipamentos e até causar acidentes graves, como incêndios e queda de módulos em telhados.   
 
“Embora o Brasil seja um dos países com maior potencial solar do mundo, muitos empreendimentos fotovoltaicos ainda tratam a operação e manutenção (O&M) das usinas com a mentalidade de ‘instalar e esquecer’. Na prática, a O&M não deve ser vista como custo e sim como investimento, já que a fase de operação e manutenção é a mais longa no ciclo de vida de uma usina solar, de cerca de 30 anos, e tem papel fundamental na performance e segurança das instalações”, explica. 
 
Além de reduzir riscos, o serviço de O&M contribui para otimizar o payback dos sistemas. “Um contrato especializado nesse serviço pode representar um aumento significativo na geração e ainda reduzir falhas que comprometem o retorno do investimento. Já registramos casos de usinas que voltaram a operar de forma rentável após assumirmos a manutenção”, ressalta Hulshof.
 
Com dezenas de contratos de O&M no Brasil, a TTS Energia mantém investimentos constantes em inovação e qualificação técnica para garantir desempenho, segurança e confiabilidade nas usinas atendidas. 
 
A TTS Energia possui ainda um conjunto de drones para as inspeções necessárias, que ajuda a identificar falhas térmicas, pontos quentes e anomalias em módulos e inversores, sem necessidade de desligar o sistema, além de robôs de limpeza dos painéis solares, utilizados para garantir maior uniformidade e eficiência na limpeza, reduzindo o consumo de água e evitando danos aos painéis.
 
“A combinação de boas práticas com tecnologias de ponta assegura maior confiabilidade, reduz custos de manutenção e amplia a vida útil dos equipamentos, mantendo também a validade das garantias dos fabricantes de módulos e inversores”, conclui o CEO da TTS Energia.


QUER COMEÇAR 2026 ESTUDANDO NOS EUA? VEJA AS DICAS PARA APLICAR O SEU VISTO

 Saiba como se planejar para transformar o sonho de estudar nos EUA em um projeto concreto.

 

Com a chegada do fim do ano, muitos brasileiros já começam a planejar 2026 com um grande objetivo: estudar nos Estados Unidos. Seja para fazer uma graduação, pós-graduação ou curso técnico, o sonho de estudar fora exige mais do que vontade, é preciso planejamento e atenção aos detalhes, especialmente na hora de aplicar para o visto.

De acordo com a advogada de imigração, Dra. Larissa Salvador, advogada de imigração e CEO da Salvador Law, o primeiro passo é escolher o tipo de programa e a instituição de ensino. “Antes de pensar no visto, o estudante precisa ser aceito por uma escola ou universidade americana. Somente instituições autorizadas pelo governo dos Estados Unidos podem emitir o formulário necessário para a solicitação do visto de estudante”, explica.

A especialista também destaca que o processo de solicitação de vistos passou por mudanças importantes recentemente. Agora, a análise das redes sociais dos candidatos ganhou um peso ainda maior na avaliação dos pedidos dos vistos F-1 (para universidades) e M-1 (para escolas técnicas).

Além disso, o governo norte-americano anunciou uma proposta para restringir a duração dos vistos estudantis, limitando o tempo máximo de permanência de estudantes estrangeiros nos Estados Unidos a quatro anos, independentemente da duração do curso. Caso o estudante precise permanecer no país por mais tempo, deverá solicitar uma extensão do visto ao USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA), apresentando um pedido formal e justificando a necessidade da prorrogação. A medida faz parte de uma política de reforço no controle migratório e pode impactar diretamente quem planeja cursar programas de graduação ou pós-graduação mais extensos.

Em agosto, o Departamento de Estado anunciou que havia revogado o visto de 6.000 estudantes estrangeiros no país por violações das leis americanas, incluindo casos de “apoio ao terrorismo”. A decisão reflete o aumento da vigilância e o endurecimento das políticas de imigração estudantil, evidenciando a necessidade de atenção redobrada durante todo o processo de solicitação e permanência nos EUA.

Diante desse novo cenário, Larissa alerta que é fundamental ter cuidado durante todas as etapas. “Cada detalhe conta, desde a escolha da instituição até a coerência das informações apresentadas”, reforça.

Para facilitar a jornada de quem sonha em estudar nos Estados Unidos, a advogada reuniu orientações práticas que podem fazer toda a diferença na hora de conquistar esse objetivo.


De olho nas redes sociais

Desde 2019, o formulário DS-160 passou a exigir que o solicitante informe os nomes de usuário utilizados nas redes sociais nos últimos cinco anos. Isso permite ao governo americano um mapeamento mais detalhado do perfil do candidato, mas agora os solicitantes estão sendo obrigados a manter seus perfis ativos e visíveis (não privados) durante todo o processo, pelo menos até a aprovação do visto.

Saiba o que evitar para não gerar suspeitas e comprometer a aprovação do visto:

  • Não desative, torne privado ou modifique o perfil fornecido no formulário durante o período de análise do visto;
  • Revise com antecedência todo o conteúdo público disponível em suas redes sociais e remova postagens que possam gerar interpretações negativas por parte do consulado;
  • Mantenha o perfil transparente e sem alterações durante o processo de análise.

Para Larissa, a preparação para o visto vai muito além da documentação. “Hoje, sua presença digital é quase um reflexo do seu perfil imigratório. Não adianta dizer uma coisa para o consulado e mostrar outra nas redes. A coerência entre o que você vive, pública e declara é fundamental para evitar problemas e garantir que seu sonho americano não vire um pesadelo”, esclarece a advogada.


Prepare-se para a entrevista presencial

É importante lembrar de manter a calma e ser honesto sobre as razões pelas quais se quer fazer a viagem. “Tente praticar as possíveis perguntas previamente com o auxílio de um espelho, pode fazer com que você fique mais consciente de suas reações e te ajudará a ficar mais confiante no momento de dar as respostas”, sugere a advogada. “Lembre-se que o agente consular não é um inimigo, ele apenas precisa entender o que de fato você irá fazer no país. Então mantenha a calma e seja sincero”, acrescenta.

Além disso, o mais indicado é que o entrevistado tenha todos os documentos em mãos e de forma organizada:

  • Comprovante de pagamento da taxa SEVIS (sistema de registro de estudantes estrangeiros);
     
  • Formulário DS-160;
     
  • Carta de aceitação da escola;
     
  • Extratos bancários e comprovantes de renda.

     

A importância do planejamento

A Dra. Larissa Salvador reforça ainda a importância de contar com acompanhamento jurídico especializado durante toda a jornada, já que o processo envolve particularidades legais e eventuais mudanças na legislação americana que podem impactar diretamente o sucesso do visto.

Muitas pessoas acabam desperdiçando tempo por se planejarem de forma incorreta. “Por isso, para quem sonha em começar 2026 estudando nos Estados Unidos, o ideal é iniciar o processo com vários meses de antecedência. Essa preparação envolve pesquisar escolas, reunir e enviar documentos, pagar as taxas necessárias e agendar a epntrevista consular, e não deixar de lado o apoio juridico” Conclui a Dra. Larissa Salvador.



Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Saiba mais em: Link

 

Black Friday deve movimentar cerca de R$ 15 bilhões com cartões sendo os meios de pagamento mais usados, com 58% das intenções de compra

 

Levantamento da Abecs e do Instituto Datafolha mostra que brasileiro deve gastar em média R$ 1.422 em compras no período, com eletrodomésticos e eletrônicos no topo da lista dos desejos


Mais de 40% dos brasileiros deverão fazer compras na próxima Black Friday, que ocorrerá em 28 de novembro, e vem se tornando uma das datas comerciais de destaque no varejo. É o que mostra a mais recente pesquisa da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, feita em parceria com o Instituto Datafolha. Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros devem realizar compras de produtos ou serviços nesta data. Em média, os consumidores planejam gastar R$1.422, montante 3% superior ao visto em 2024. No total, o valor movimentado no período deverá chegar a R$14,9 bilhões. 

O consumidor brasileiro dá preferência ao uso de cartões (crédito e débito) como principal meio de pagamento. Os cartões são citados por mais da metade dos entrevistados (58%), somando-se crédito e débito. As demais formas de pagamento, juntas, contemplam os 42% restantes. A preferência pelo cartão chega a 69% quando se leva em conta somente os consumidores das classes A/B. No geral, entre aqueles que preferem pagar com cartão de crédito, 85% pretendem parcelar sua compra.

 

Eletrodomésticos e eletrônicos têm preferência 

Eletrodomésticos (33%) e eletrônicos (28%) lideram as intenções de compra. De acordo com os entrevistados da pesquisa da Abecs, 6% das compras deverão ser destinadas à aquisição de geladeira/refrigerador e 4% para máquina de lavar. Dentre os eletrônicos, o celular ainda lidera a intenção de compra, com 9%. A televisão aparece em segundo lugar, com 8%, mesmo índice dos eletrônicos em geral. 

No que se refere ao ítem vestuário, o porcentual chega a 26% da intenção de compra, principalmente camisas e calças. Outros 10% pretendem investir em calçados. Demais itens vistos na pesquisa são móveis (13%) e produtos de beleza/cosméticos (4%).

 

Perfil do consumidor 

Os consumidores mais jovens se destacam nas intenções de compra: entre aqueles com até 34 anos, 53% planejam aproveitar as promoções, percentual que sobe para 57% na faixa de 18 a 24 anos. Quando o foco é o valor gasto, os maiores tíquetes médios aparecem entre pessoas de 45 a 59 anos (R$ 1.539) e de 25 a 34 anos (R$ 1.486). 

Entre os consumidores que pretendem comprar na Black Friday, 46% são homens e 38% mulheres. A principal diferença está no valor médio de gasto: R$ 1.621 entre eles e R$ 1.185 entre elas.

 

Loja física ou e-commerce 

Em relação ao local de compra, 55% (50% em 2024) dos entrevistados afirmaram preferir as lojas físicas, enquanto 48% dão preferência ao e-commerce. Entre os entrevistados, uma minoria (2%) afirma ainda não saber. 

Entre aqueles que preferem as lojas físicas para realizar suas compras estão as mulheres (58%), pessoas entre 45 e 59 anos (65%) e acima de 60 (64%), além de consumidores das Classes C (57%) e D/E (69%). 

O e-commerce é a primeira opção dos homens (52%), das pessoas de 25 a 34 anos (61%) e 18 a 24 anos (51%) e das classes A/B (63%).

 

Análise regional 

As regiões Norte (56%) e Centro-Oeste (46%) lideram as intenções de compra de produtos e serviços. Em seguida está o Sudeste com 38% de intenção de compra. Nordeste (44%) e Sul (37%) apresentam os menores índices. 

Apesar de liderar a intenção de compra, a região Norte é a que apresenta menor estimativa de valor a ser gasto: R$1.146. Nordeste (R$ 1.321) registrou valor abaixo da média nacional. Por outro lado, os valores das regiões Sudeste (R$ 1.436), Sul (R$ 1.524) e Centro-Oeste (R$ 1.888) estão acima. 

Em relação a produtos e serviços que pretendem comprar, assim como na visão nacional, eletrodomésticos e eletrônicos lideram na preferência do consumidor em todas as regiões. No Nordeste, 38% escolhem eletrodomésticos e 24% eletrônicos. No Centro-Oeste, 31% optam por eletrodomésticos e 38% por eletrônicos. No Sudeste, os números são de 32% para eletrodomésticos e 31% para eletrônicos. Na região Sul, 29% dos entrevistados pretendem comprar eletrodomésticos enquanto 24% escolheram eletrônicos. Na região Norte, a maioria dos consumidores afirmam aproveitar a Black Friday para comprar eletrodomésticos (31%) e (38%) eletrônicos.

 

Cuidados para evitar fraudes em locações por temporada para as festas de final de ano e férias

Orientações práticas que asseguram contratos seguros


Com a chegada das festas de fim de ano e das férias, cresce a procura por imóveis para aluguel de temporada, especialmente em destinos litorâneos. No entanto, junto com a alta demanda, aumentam também os riscos de golpes e fraudes, que podem transformar momentos de lazer em grandes prejuízos. Especialista destaca cuidados essenciais para evitar surpresas. 

Com a popularização de anúncios em redes sociais e plataformas online, os riscos de fraude aumentaram.  O advogado Kevin de Sousa, especialista em Direito Imobiliário e membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (IBRADIM), sócio do escritório Sousa & Rosa Advogados, diz que é importante verificar a reputação do locador e do imóvel em sites confiáveis e analisar avaliações de outros inquilinos. Entre as recomendações estão:

  • Realizar pagamentos apenas por plataformas seguras, que ofereçam garantia de reembolso.
  • Checar a existência do imóvel por ferramentas como Google Maps e consultar outros sites para evitar anúncios duplicados.
  • Confirmar registro do corretor no Creci, quando houver intermediação.
  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado, sinal clássico de golpe.

“Golpes envolvendo contas de laranjas podem configurar crime de estelionato, previsto no art. 171 do Código Penal. Em caso de fraude, registre boletim de ocorrência e busque orientação jurídica”, alerta o advogado.

Outra dica é formalizar o contrato por escrito para evitar problemas. “O documento deve detalhar todas as condições pactuadas, incluindo período da locação, valor total, forma de pagamento, condições do imóvel e itens disponíveis”, orienta.

O especialista recomenda anexar fotos recentes do imóvel ao contrato e verificar a identidade do locador, solicitando documentos que comprovem a titularidade ou direito de locação. “É fundamental conferir se o contrato está de acordo com a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), que permite locações temporárias de até 90 dias”, enfatiza.

Caso o imóvel não corresponda ao anúncio ou apresente defeitos, o inquilino pode exigir rescisão contratual e reembolso integral ou parcial, além de reparação por danos, como despesas com hospedagem emergencial. “O locador tem obrigação legal de entregar o imóvel em condições adequadas de uso, conforme previsto no art. 22 da Lei do Inquilinato”, ressalta.

Outro ponto essencial de atenção é a condições do imóvel. “Problemas estruturais ou a ausência de itens anunciados podem caracterizar vícios redibitórios, o que assegura ao inquilino o direito de rescindir o contrato ou solicitar abatimento proporcional do valor do aluguel”, aconselha o advogado.

Por fim, Sousa reforça algumas orientações importantes para garantir segurança jurídica na locação de imóveis para temporada. “É fundamental documentar todas as comunicações realizadas com o locador e guardar os comprovantes de pagamento, pois esses registros podem ser decisivos em caso de litígio. Além disso, contratos assinados digitalmente possuem a mesma validade jurídica que os físicos, desde que sejam firmados por meios seguros e em conformidade com a Medida Provisória 2.200-2/2001”.

 

Fonte:

Kevin de Sousa: especialista em Direito Imobiliário e membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (IBRADIM), sócio do escritório Sousa & Rosa Advogados.

 

Dívidas, compras e gastos extras: veja como aproveitar o 13º com equilíbrio

Especialista dá orientações para usar o benefício de forma consciente e evitar o sufoco nas contas de início de ano

 

Com a chegada do fim do ano e o pagamento do 13º salário, cuja primeira parcela deve ser depositada até 30 de novembro, muitos brasileiros começam a pensar em como usar o dinheiro extra. A gratificação pode ser uma grande aliada na organização das finanças, no pagamento de dívidas e no planejamento para 2026, desde que seja utilizada com equilíbrio.

 

De acordo com Guilherme Nunes, gerente de Experiência do Cliente do Banco Mercantil, o primeiro passo é revisar o orçamento e entender a real situação financeira antes de decidir o destino do valor. “O ideal é dar um passo para trás e entender como estão as contas. Se há dívidas em aberto, priorize quitá-las, especialmente as que têm juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial. Essa é uma maneira eficaz de aliviar o orçamento e evitar novos endividamentos”, explica.

 

O especialista recomenda, ainda, uma divisão prática para o uso do benefício: 50% para pagamento de dívidas, 30% para despesas sazonais, como IPVA, IPTU e material escolar, e 20% para reserva financeira ou investimentos. Esse equilíbrio ajuda as famílias a passarem pelas despesas de início de ano sem apertos e a criarem o hábito de poupar, mesmo que com valores pequenos.

 

Para quem deseja usar parte do 13º para presentear ou organizar as festas de fim de ano, o planejamento também faz diferença. “Liste as pessoas que quer presentear, defina um valor máximo e evite compras por impulso. Quando possível, prefira pagamentos à vista, isso permite negociar descontos e garante um consumo mais consciente”, orienta Guilherme.

 

Mais do que um valor extra, o 13º salário é uma oportunidade para reorganizar o orçamento e começar o ano com tranquilidade. “Aqui no Mercantil, acreditamos que o equilíbrio financeiro começa com informação e pequenas mudanças de comportamento. O 13º pode ser o ponto de partida para um novo ciclo, mais estável e consciente”, conclui Nunes.

  

Banco Mercantil


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