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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Contrato social leonino: violência

Contrato: “pacto entre duas ou mais pessoas, que se obrigam a cumprir o que foi entre elas combinado sob determinadas condições” (Houaiss). A abrangência de “duas ou mais pessoas”, nos p ermite compreender a dimensão que pode alcançar um contrato. Tentemos trazer isso para os grandes acordos sociais, para as normas de convivência com as quais a grande maioria do povo concorde, sem as quais tudo seria barbárie.

Pensadores relevantes voltaram-se ao assunto entre os séculos XVI e XVIII. Época de Renascimento e Iluminismo. Que acontecia de estrutural, então? Caía o poder da igreja católica, o deus Jeová começava a periclitar e a humanidade dava-se conta de que urgia ela própria organizar a vida, mais especificamente, o viver em comum.

Firmou-se a Paz de Vestfália (1648): os governantes acordaram em não brigar mais por religião e em reconhecer, entre os diversos Estados nacionais, a soberania, a igualdade jurídica, a territorialidade e a não intervenção. A vida em paz entre nações tornou-se mais importante do que a vida guerreada por variedade de crenças em divindades, ou em quem falava em nome de divindades. A situação do povo dentro dos Estados, contudo, estava, como está ainda, pelo menos em alguns países, em aberto.

Aos que meditaram e escreveram sobre essas questões, denomina-se contratualistas. Contrato social era o termo usado para tratar, sobretudo, da relação entre governantes e governados. São “teorias que tentam explicar os caminhos que levam as pessoas a formar Estados e/ou manter a ordem social. Essa noção de contrato traz implícito que as pessoas renunciam a certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social” (Wikipédia).

Três filósofos se destacaram: Thomas Hobbes, John Locke, Jean-Jacques Rousseau. Teorizaram sobre a abdicação individual do estado de liberdade natural (selva) em troca dos ganhos da ordem política (civilização). Hobbes tinha o humano como violento e em constante disputa; dizia que ninguém estaria tão seguro que outros não lhe pudessem fazer mal. Para governar, a autoridade deveria ser inquestionável, todavia, poderia ser deposta, se governasse mal. Locke discrepa da malignidade e do absolutismo: defende limites constitucionais e o direito de rebelião no caso de o governante ultrapassá-los. Rousseau confia no humano natural e desconfia do governante. Avalia a colocação da vontade individual sob a direção da vontade geral válida porque, ao obedecer à vontade geral, a pessoa obedece a si mesma.

Considero o contrato social – na medida em que existe um contrato social – um pacto que extrapola, nas condições materiais da sua confecção, a relação governante-governado. Penso que o contrato social real é escrito por uma parte (pequena) da sociedade e a ele a outra (grande) parte da nação adere calada, ou dele fica à margem, podendo virar bandida e fazer confusão. Como é visto em largo noticiarismo, alguns brasileiros não se conformam em aderir ao contrato social vigente – aliás, nem receberam convite para tanto, antes, foram escorraçados – e estão fazendo um tumulto amedrontador. A sociedade ordeira, em angústia por segurança, clama pelo Leviatã hobbesiano, supondo que Hobbes ofereceria um Estado policial.

Ora, esses brasileiros demandados pela ordem vivem sob um acordo iníquo. Contrato leonino: “aquele em que uma das partes leva todas as vantagens, ou a maioria delas, em detrimento da(s) outra(s) parte(s)” (Aurélio). O Brasil disputa o último lugar do mundo em distribuição de renda. “Desigualdade: 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1%da população, diz relatório da Oxfam. Levantamento também aponta que os 50% mais pobres detêm apenas 2% do patrimônio do país” (Gabriel Garcia, CNN,14jan24). Tristemente, somos um exemplo de contrato leonino.

Chamar Hobbes? Sim, se autoridade severa resolvesse problema social; de toda sorte, Hobbes é peremptório: o conflito social se evita com o fim do excesso de riqueza e do excesso de pobreza. Que diria Locke? O estado de natureza está no humano; com excessiva desarmonia contratual esse estado aflora. Rousseau? Só por igualdade se renunciou à liberdade natural. Não houve renúncia aos direitos naturais; se uma parte da sociedade é enganada, ela pode opor resistência violenta.

É isso: não gosto de bandidos, tenho medo deles; gostaria de vê-los presos; no conflito, torço pela Polícia. Contudo, se juridicamente, com as normas do Estado leonino, posso culpá-los, historicamente, com os fatos do Estado excludente, creio que não. Ademais, socialmente não importa apontar culpado em um desfecho violento tão anunciado. É inútil responsabilizar consequências. Devemos responsabilizar o injusto que é o Brasil. 



Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.


Alentejo no inverno: charme, sabores e paisagens únicas em Portugal



A estação mais fria do ano revela um destino autêntico e acolhedor, perfeito para quem busca experiências gastronômicas, culturais e cenários encantadores


Quando as temperaturas caem na Europa, o Alentejo se transforma em um refúgio tranquilo, cheio de charme e autenticidade. Com seus campos dourados que ganham tons mais suaves, vilas medievais cobertas por uma luz dourada e dias ensolarados mesmo no frio, a maior região de Portugal convida a viver um inverno de experiências únicas.

O clima ameno, típico do sul do país, é ideal para quem quer aproveitar o frio europeu sem enfrentar as temperaturas extremas de outros destinos. Durante o inverno, o Alentejo oferece dias ensolarados e noites perfeitas para um bom vinho diante da lareira. Cenário irresistível para relaxar e apreciar o melhor da vida alentejana.

Visitar o Alentejo nesta época é descobrir seu lado mais autêntico. Com menos turistas, o ritmo desacelera e as tradições se tornam ainda mais evidentes. É o momento perfeito para provar pratos típicos como o ensopado de borrego, conhecer olivais centenários, visitar vinícolas e se deixar envolver pela hospitalidade do povo alentejano.

Entre vinhos premiados, azeites de excelência e cidades que parecem ter parado no tempo, o inverno no Alentejo é um convite para viver Portugal de forma genuína. 


Experiências ao ar livre

Mesmo no inverno, o sol brilha com frequência e torna irresistível explorar as planícies e colinas da região. Caminhar por trilhas entre vinhedos e olivais centenários, pedalar por estradas cênicas ou passear de jipe por vilarejos como Mértola, Beja, Alandroal e Serpa são experiências que revelam a essência do Alentejo. O pôr do sol, com seus tons dourados e avermelhados, é um espetáculo grandioso e um dos encantos da estação.


Patrimônio e cultura

Para os que preferem programas culturais, o Alentejo guarda verdadeiras joias históricas e arquitetônicas. Évora, classificada como Patrimônio Mundial pela Unesco, encanta com sua Catedral e a famosa Capela dos Ossos. Em Elvas, o Forte de Nossa Senhora da Graça impressiona pela grandiosidade, e em Vila Viçosa, o Paço Ducal revela a riqueza da herança nobre da região. Já as vilas de Monsaraz e Marvão, com seus castelos e ruas de pedra, parecem ter parado no tempo e são ideais para passeios tranquilos e inspiradores.


Sabores do inverno

O frio é o convite perfeito para saborear os pratos típicos da culinária alentejana. O tradicional ensopado de borrego, preparado com hortelã e ervas aromáticas, é uma verdadeira iguaria. Também é nessa época que os visitantes podem conhecer de perto o processo de produção do azeite, um símbolo da gastronomia local. Uma visita ao Lagar do Marmelo, em Ferreira do Alentejo, revela a modernidade e a tradição por trás dos azeites premiados da região.


Rota dos vinhos e experiências de enoturismo

Nenhuma viagem ao Alentejo no inverno está completa sem uma imersão no enoturismo. A região é uma das mais prestigiadas do mundo na produção de vinhos, com experiências que vão desde degustações em caves e adegas até visitas a vinícolas que produzem rótulos inovadores, como o vinho da talha, o vinho d’água e o curioso vinho invisível. Uma taça de tinto encorpado diante da lareira é o complemento perfeito para o clima frio.


Hospedagem com conforto e autenticidade

A hotelaria alentejana é um capítulo à parte. A região abriga hotéis e herdades charmosas que combinam luxo, conforto e tradição. Muitos oferecem spas, piscinas aquecidas, jacuzzis e lareiras, ideais para relaxar após um dia de passeios e degustações.

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.


Quando a tecnologia trava a inovação?

A tecnologia deveria ser um dos maiores motores da inovação, mas, ao invés disso, em muitas empresas, acaba se tornando um freio deste desenvolvimento. Em uma era intensa de transformações digitais, a corrida desenfreada pelo destaque competitivo impulsiona o investimento massivo desses recursos, muitas vezes, sem inteligência ou real conhecimento de como funcionam. E, o que acontece quando essa adoção é puramente reativa e carece de profundidade estratégica? A tecnologia, ao invés de alavancar, passa a travar a inovação.

Para entendermos melhor essa correlação, vamos utilizar o exemplo da inteligência artificial, um dos recursos que mais vem se destacando nesse sentido. Segundo uma pesquisa da McKinsey, a adoção de IA subiu de 55% para 72% globalmente entre 2023 e 2024. No Brasil, outro estudo da IDC apontou que 58% das empresas nacionais já utilizam esse recurso, além de 32% que se consideram preparadas para aproveitá-la nos próximos dois anos.

Essa virou uma das tecnologias mais presentes em nosso cotidiano, em soluções amplamente utilizadas pela população como o ChatGPT, Gemini e demais ferramentas de conversação. Mas, e se disséssemos que os exemplos acima não são, de fato, inteiramente desenvolvidos com base na IA? São classificados, na verdade, como modelos de linguagem de grande porte (LLM), os quais se utilizam de deep learning e redes neurais para processar e gerar linguagem natural.

Outro ponto crucial que poucos se questionam é a origem dos dados compartilhados por essas ferramentas. Muitos deles captam as informações provenientes das plataformas melhor ranqueadas nos buscadores online – porém, até que ponto são, realmente, verídicas e confiáveis? Tudo que está disponível online nesses sites pode ser totalmente acreditado? Quem os inseriu, e de onde também os capturaram?

Falta esse senso crítico quanto ao entendimento do que é, ou não, uma inteligência artificial, assim como a veracidade de tudo que é compartilhado por essas redes neurais. Sem esse olhar e critérios rigorosos, sua adoção massiva pela ânsia em também contar com benefícios de uma IA poderá, certamente, gerar muito mais uma dependência perigosa do que um investimento inteligente e vantajoso ao crescimento corporativo.

Imagine esse movimento desenfreado dentro de cada vez mais organizações ao redor do mundo, direcionando essa tecnologia nos processos internos na busca por um maior lucro, destaque competitivo, e demais conquistas que elevem a imagem e reputação da marca em seu segmento. Ao invés de se tornar um apoiador fundamental nessa prosperidade, tenderá, na verdade, a engessar um planejamento realmente estratégico, assim como intensificar uma dependência tecnológica sem nenhuma geração de valor.

Com isso, ao invés de entendermos a tecnologia como um copiloto do ser humano, de forma que impulsione nossa criatividade e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, muitas vezes, ela assume um protagonismo por completo nas tarefas de diversos profissionais, de forma que tome todas as decisões sozinha do que deve ser feito e, com isso, elevando os riscos de engessar processos e métodos que poderiam melhorar a eficácia das operações.

Para evitar esses riscos de utilizar a tecnologia como substituta do pensamento crítico e criatividade de cada um de nós, é essencial que, antes de tudo, haja um maior entendimento de que forma cada recurso realmente funciona, até que ponto suas informações são 100% verídicas e qual a melhor forma de explorá-los a favor de um melhor desempenho e produtividade. É como se fosse o copiloto de um avião: nunca irá comandar totalmente a aeronave, mas apoiar em um voo seguro que chegue ao destino.

Faça, também, diagnósticos periódicos nas empresas, em termos de cultura corporativa, aplicando métricas direcionadas a esse sentido que sinalizem de que forma os times estão compreendendo os pontos acima e o que ainda pode ser melhorado para que consigam gerar valor com as ferramentas investidas. A gestão de conhecimento é parte fundamental para o máximo proveito de cada tecnologia, de forma que as equipes saibam como manusear soluções disruptivas entendendo seu papel como auxiliadoras, e não que substituirão o trabalho humano.

Ter tempo de qualidade fora das telas é outro fator importante. O brasileiro passa, em média, mais de nove horas navegando na internet, segundo dados da pesquisa Consumer Pulse, o que não apenas pode agravar transtornos mentais como a ansiedade, mas também prejudicar nosso poder criativo. Quanto mais tempo de ócio desconectados tivermos, maior será o descanso de nossas mentes e, consequentemente, as chances de termos ideias inovadoras.

O fato de a tecnologia poder travar a inovação não é uma crítica às ferramentas digitais em si, mas sim à falta de entendimento e estratégia quanto a seus funcionamentos e aplicações. O futuro da inovação não será definido por quem investe mais em hardwares ou softwares robustos, mas sim por quem conseguir integrar a digitalização com real geração de valor. Em uma comparação, a tecnologia é como se fosse o motor de um veículo, e a estratégia o mapa. Sem este último, o motor apenas nos fará andar em círculos. 

 

Alexandre Pierro - mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina

 

Enem e vestibulares: foco e disciplina são indispensáveis na reta final

Especialista dá dicas para a preparação dos estudantes perto da data dos exames

 

À medida que se aproximam as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de outros vestibulares, como o da Fuvest (USP), os alunos entram na reta final da preparação, um período que exige tanto foco quanto resistência. Assim como um corredor que se prepara para uma maratona, por exemplo, o estudante precisa manter constância, alternar momentos de treino intenso e descanso e construir, pouco a pouco, o desempenho que levará à linha de chegada.

 

De acordo com Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, o segredo está em um planejamento bem estruturado, que ajude o aluno a administrar o tempo e acompanhar a evolução do aprendizado: “Organizar o tempo de estudo e seguir um cronograma são etapas essenciais para alcançar um bom desempenho. A disciplina é o que mantém o aluno focado e produtivo, mesmo quando a motivação diminui”, explica.

 

A especialista reforça que definir horários fixos e reservar momentos de revisão contribui não apenas para a aprendizagem, mas também para o desenvolvimento da autoconfiança e da autonomia. “Ter uma rotina planejada ajuda o aluno a manter a concentração e a eficiência, além de reduzir a ansiedade típica desse período”, afirma.

 

A seguir, Mariana lista algumas dicas práticas para uma preparação mais eficiente na reta final.

 

1. Montar um cronograma de estudos

É essencial que o estudante organize o tempo até a data da prova, distribuindo todas as disciplinas de forma equilibrada. A inclusão de revisões e simulados contribui para manter o ritmo e consolidar o conteúdo.

 

2. Conhecer a prova

Cada vestibular apresenta particularidades, como formato, tempo de prova e tipo de questão. Estudar provas anteriores e realizar simulados ajuda o candidato a se familiarizar com o estilo da instituição escolhida.

 

3. Identificar os pontos fracos

É importante que o aluno avalie seu desempenho em cada disciplina e dedique tempo adicional às matérias em que apresenta maior dificuldade. Reforçar os conteúdos que ainda geram insegurança é fundamental para garantir equilíbrio na preparação.

 

4. Manter o foco e a concentração

Ter um ambiente de estudo organizado e livre de distrações é essencial. Evitar o uso de celular e redes sociais durante o estudo e realizar pequenas pausas entre os períodos de aprendizado contribui para preservar a atenção e o rendimento.

 

5. Equilibrar estudo e descanso

Nenhuma maratona é vencida sem pausas. Dormir bem e reservar momentos de lazer auxiliam o cérebro na assimilação do conteúdo e evitam a sobrecarga emocional. O apoio de familiares e amigos também tem papel importante na manutenção da confiança e do equilíbrio até o dia da prova.

 

A rotina com o método Kumon favorece o desenvolvimento de um estudo com mais disciplina e organização. De forma objetiva, o método privilegia o aluno de modo que ele consiga se organizar e ter uma rotina clara e leve para realizar suas atividades. O material didático é autoinstrutivo e dividido em estágios, fazendo com que seja facilmente incluído no planejamento preparatório.

 

O método desenvolve a habilidade acadêmica e outras mais, como: autodidatismo, concentração, capacidade de leitura, raciocínio lógico, independência, hábito de estudo, responsabilidade e autoconfiança. O Kumon oferece as disciplinas de matemática, português, inglês e japonês, para todas as idades.

 

 

Para mais informações acesse o site kumon.com.br

 

Estação Brás da CPTM recebe ação para prevenção ao HIV e outras ISTs nesta quinta (13)

Divulgação/CPTM
Entre 9h30 e 13h30, os passageiros poderão realizar testes e receber orientações da equipe de saúde

 
A Estação Brás da CPTM recebe ação de saúde para prevenção e tratamento ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nesta quinta-feira (13/11).

Em parceria com o Programa Estadual IST/Aids (Secretaria de Saúde), agentes de saúde disponibilizarão testagem rápida de HIV e sífilis por meio de punção digital com o objetivo de diagnosticar precocemente pessoas que não saibam seu status sorológico. 

Serão feitos também testes de hepatite B e C, oferta das profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PEP), respectivamente, para pessoas que possam ter se exposto por meio de relações sexuais.

Caso haja resultado positivo, a pessoa será encaminhada ao serviço de saúde. Também serão distribuídos preservativos, gel lubrificante, autoteste para o HIV, além de orientação à saúde sexual. 

 

Serviço

Ação de saúde com testagem gratuita de HIV e ITS
Data: quinta-feira (13/11)
Local: Estação Brás (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)
Horário: das 9h30 às 13h30


Ação de saúde em referência ao Dia Mundial do Diabetes acontece na estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM nesta semana

Divulgação
CPTM
A ação em parceria com a Associação ADJ Diabetes Brasil acontece nos dias 13 e 14 de novembro

 
Nos dias 13 (quinta-feira) e 14 (sexta-feira) de novembro, das 9h às 17h, a CPTM e a Associação ADJ Diabetes Brasil realizarão uma ação especial em referência ao Dia Mundial do Diabetes na Estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM.
 

A atividade tem como objetivo conscientizar e informar os passageiros sobre a importância do controle e da prevenção do diabetes. Além disso, a iniciativa também irá oferecer gratuitamente diversos serviços de saúde. 

Durante o evento, serão realizados 1.000 testes de glicemia (500 por dia), com resultado na hora, sem a necessidade de jejum prévio. Os passageiros terão orientações de nutricionistas, em um self-service ilustrativo, onde apresentarão escolhas alimentares saudáveis, enquanto professores de educação física fornecerão dicas de exercícios para incentivar a prática de atividades físicas regulares. Para os passageiros que apresentarem resultados alterados, profissionais de saúde estarão disponíveis para orientações e esclarecimentos.
  
 

Serviço

Ação de saúde em prol do Dia Mundial do Diabetes
Data: 13 (quinta-feira) e 14 (sexta-feira) de novembro
Horário: das 9h às 17h
Local: Estação Palmeiras-Barra Funda (Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 11-Coral)

 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita (12/11)

 Arritmias silenciosas podem afetar até jovens saudáveis

Cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça a importância da prevenção e do diagnóstico

 

Correr, pedalar ou praticar exercícios com frequência é sinônimo de saúde, mas nem sempre de segurança cardiovascular, principalmente quando em excesso. Mesmo entre pessoas jovens e aparentemente saudáveis, arritmias cardíacas podem surgir de forma silenciosa e, em casos mais graves, levar à morte súbita. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), a doença pode acometer uma em cada quatro pessoas ao longo da vida e é responsável por cerca de 300 mil mortes súbitas por ano no Brasil. 

Um estudo publicado em 2025 no JAMA Network Open analisou casos de parada cardíaca súbita em jovens atletas, entre 2017 e 2022, mostrando que quase metade (49%) dos episódios resultou em morte, mesmo entre pessoas sem histórico de doença cardíaca prévia. A pesquisa reforça que, embora rara, a condição pode ocorrer em indivíduos aparentemente saudáveis, o que evidencia a importância do diagnóstico precoce e da avaliação cardiológica regular. 

“Há uma percepção equivocada de que apenas pessoas idosas ou com doenças cardíacas conhecidas estão em risco. Mas a verdade é que arritmias podem acometer qualquer pessoa, inclusive atletas amadores e corredores de rua. O impacto social é enorme quando eventos como esses acontecem em indivíduos jovens”, explica o Dr. Leandro Costa, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

As arritmias surgem quando há uma alteração no ritmo normal do coração, ele passa a bater rápido demais, devagar demais ou de forma irregular. Em muitos casos, o paciente não apresenta sintomas ou sente apenas palpitações ocasionais, tonturas e cansaço, o que dificulta o diagnóstico. 

“Em boa parte das mortes súbitas, o primeiro sintoma é o próprio evento fatal. Por isso, o acompanhamento médico é essencial, especialmente para quem tem histórico familiar, hipertensão, diabetes, obesidade ou pratica exercícios intensos sem avaliação prévia”, destaca.

 

Atividade física é aliada, mas exige cuidado

O médico lembra que a prática regular de exercícios continua sendo um dos pilares para a saúde cardiovascular, e que o risco não está na atividade em si, mas na falta de avaliação adequada. 

“A prática esportiva é uma das melhores formas de prevenção de doenças cardíacas, mas deve ser acompanhada de uma avaliação periódica. Exames como o eletrocardiograma, o teste ergométrico e o ecocardiograma ajudam a detectar alterações que passam despercebidas”, afirma o cardiologista. 

Entre atletas de alta performance e corredores de longa distância, o estresse cardíaco causado por treinos intensos pode, em casos raros, revelar arritmias pré-existentes. A combinação entre esforço físico extremo e alterações elétricas silenciosas aumenta o risco de eventos súbitos, o que torna a cardiologia esportiva uma especialidade cada vez mais relevante.

 

Excelência em prevenção e tratamento

Na Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a área de Cardiologia atua de forma multidisciplinar na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares. O espaço conta com infraestrutura moderna, com salas de teste ergométrico, ultrassonografia e consultórios dedicados ao acompanhamento clínico de pacientes, incluindo praticantes de atividades físicas. 

“A diferença está em antecipar o problema. Quanto antes a arritmia é identificada, maiores são as chances de controle e tratamento, muitas vezes com procedimentos minimamente invasivos que devolvem qualidade de vida ao paciente”, complementa. 

O hospital também reforça a importância de mudanças de estilo de vida, como manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool e cafeína, fatores que contribuem para o bom funcionamento do coração. 

A mensagem do Dr. Leandro Costa é clara: prevenir é sempre o melhor tratamento. Para pessoas entre 25 e 45 anos que praticam atividades físicas regulares, a recomendação é incluir o check-up cardiológico na rotina. 

“Falar de arritmias em jovens não é alarmismo, é realismo. O objetivo é evitar o evento que não deveria acontecer. E isso só é possível quando a prevenção faz parte da rotina, mesmo de quem se sente saudável”, finaliza.

 


Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link


Emagrecer rápido demais traz riscos à saúde

Emagrecer rápido demais pode ser perigoso à saúde e
gerar o ‘efeito sanfona’, de emagrecer e engordar novamente
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Biomédica explica os perigos da perda de peso imediata e orienta cuidados para o emagrecimento gradual e saudável



As ‘canetas para emagrecer’ viraram febre no Brasil. Os dispositivos contêm remédios injetáveis que reduzem a velocidade da digestão dos alimentos, diminuem o apetite e são indicados para casos de obesidade ou sobrepeso. A promessa de emagrecimento rápido transformou o medicamento em objeto de desejo de quem busca uma silhueta mais magra e em pouco tempo, mas isso pode trazer riscos à saúde. 

“Emagrecer muito rápido pode causar a redução do metabolismo, perda de massa muscular, deficiências nutricionais, problemas no fígado e no sistema imunológico, cansaço, fraqueza e desidratação. Também pode levar a um ‘efeito sanfona’ de emagrecer e engordar novamente”, explica a biomédica, doutora em Medicina Interna e membro do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6), Valéria Avanzi. 

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Perda de peso saudável

Ela ressalta que o desejo por resultados imediatos – na busca pelo ‘corpo perfeito’ - ainda pode causar danos à saúde física e mental, incluindo o desenvolvimento de transtornos alimentares como anorexia, bulimia, ansiedade, depressão e baixa autoestima. 

“A perda de peso sustentável envolve uma combinação de alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento adequado. O ideal é isso acontecer de maneira gradual, saudável e orientada por profissionais de saúde para garantir que o organismo se adapte de modo seguro ao processo. Não acredite em promessas de soluções rápidas e milagrosas”, enfatiza Valéria.

 

Ajuda especializada

Para quem deseja emagrecer com segurança, os biomédicos realizam análises clínicas que identificam fatores como alterações hormonais, metabólicas e nutricionais que podem dificultar a perda de peso. 

Ao mesmo tempo, os biomédicos podem fornecer orientações nutricionais personalizadas e atuar de forma integrada com outros profissionais de saúde, como nutricionistas, para garantir um processo de emagrecimento eficaz e duradouro. Na área da estética, realizam procedimentos para reduzir a gordura localizada e remodelar o corpo. 

“Existem quase 6 mil biomédicos registrados no CRBM6, que são devidamente fiscalizados e realizam os trabalhos com ética e segurança. Por isso, antes de tomar qualquer decisão na área da saúde, é importante que as pessoas verifiquem se os profissionais têm registros em seus conselhos de classe”, ressalta Valéria Avanzi.

 

O que contribui para a obesidade

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no organismo, que causa diversos prejuízos à saúde. As causas são variadas e incluem o sedentarismo, a falta de atividades físicas regulares, alterações hormonais ou metabólicas e a má alimentação com alto consumo de alimentos ultra processados, açúcar e gordura. 

Predisposição genética, desequilíbrio crônico entre o aporte e a queima calórica e o sono inadequado - dormir pouco ou ter um sono de má qualidade – também pode afetar o metabolismo e o equilíbrio energético, aumentando o risco de obesidade. “Questões emocionais como estresse, ansiedade e depressão também podem levar à ‘fome emocional’”, explica Valéria.

 

Números que assustam

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde atuais. Em 2025, a estimativa é de que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso. Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, um a cada três brasileiros vive com excesso de gordura no organismo. 

“Para alertar sobre os perigos desta doença crônica e a importância da adoção de hábitos saudáveis, existe o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro. Temos que falar sobre isso e informar as pessoas que é possível ter boa qualidade de vida, sempre com a ajuda de profissionais de saúde para orientar com segurança”, destaca a doutora em Medicina Interna.

 

Cuidados

A biomédica alerta que “as ‘canetas para emagrecer’ são apenas parte de um tratamento mais abrangente, que inclui mudanças na mentalidade, na dieta e aumento na atividade física. Elas devem ser usadas somente com prescrição médica. O uso desenfreado ou por conta própria pode ser prejudicial”. 

Também são considerados perigosos o uso de substâncias ilícitas, laxantes em excesso, dietas radicais ou restritivas. “Da mesma forma, cirurgias bariátricas em pessoas que não se enquadram nos critérios preconizados também trazem sérios riscos”, complementa a biomédica, Valéria Avanzi.

  

Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região - CRBM6

 

Postura e dor: mito ou realidade?

Professora de Fisioterapia da Anhanguera explica por que o corpo humano é mais adaptável do que se imagina e dá orientações para evitar dores no dia a dia 


Muitas pessoas ainda acreditam que ter uma postura “ruim” seja sinônimo de dor ou até mesmo de lesão. Mas as pesquisas recentes mostram que essa relação é bem menor do que se imaginava. O corpo humano é diverso, cada pessoa tem uma estrutura óssea diferente, e isso muda o jeito que cada um fica em pé ou sentado. Ou seja, não existe uma postura ideal única que sirva para todos. 

Segundo a professora Mariana Santos, professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, o corpo é feito para se movimentar, e não para permanecer estático. “Ficar parado em uma única posição não diz quase nada sobre a capacidade do nosso corpo. Já que foi projetado para se movimentar, dobrar, torcer, suportar peso e gerar força. É por isso que hoje defendemos a ideia de que a melhor postura é sempre a próxima postura”, explica. 

Em outras palavras, segundo a professora, o que mais importa não é ficar reto o tempo todo, mas sim se movimentar com frequência. “Levantar da cadeira, mudar de posição, alongar e caminhar são atitudes simples que ajudam a evitar dor e rigidez. Quanto mais movimento, melhor o corpo funciona”. 

Essa lógica vale também para outras condições musculoesqueléticas. A ciência mostra que a dor não depende apenas da postura ou de alterações anatômicas vistas em exames. “Muitas pessoas apresentam rupturas, desgastes ou sinais de artrose e vivem sem dor. Outras, mesmo com exames normais, sofrem com dores constantes. Isso demonstra que a dor é um fenômeno muito mais complexo, que envolve fatores físicos, emocionais e até comportamentais”, explica Mariana.

A professora cita um exemplo comum na prática clínica. “Um em cada três adultos acima dos 60 anos tem uma ruptura no manguito rotador do ombro e nunca sentiu nada por causa disso. Essas pessoas só descobririam o problema se fizessem um exame de imagem, porque na vida real continuam mexendo o braço normalmente, sem dor nem limitação”, afirma.

Para ela, essa constatação é uma boa notícia. “Significa que o corpo é muito mais forte e adaptável do que imaginamos. Uma alteração no exame não define quem você é, nem condena você a viver com dor. O que precisamos é entender que o corpo quer se mexer, variar e se adaptar. Ficar parado por muito tempo, mesmo em uma postura considerada ‘correta’, gera fadiga muscular e desconforto”, destaca.

A especialista reforça que não existe uma postura perfeita capaz de eliminar as dores. “O que realmente importa é o movimento. No fim das contas, o movimento sempre vence a rigidez”, conclui.

Como orientação prática, a fisioterapeuta recomenda inserir pequenas pausas de movimento ao longo do dia: levantar-se a cada hora, fazer alongamentos leves, alternar o apoio dos pés e ajustar a altura da cadeira e da tela do computador. “Essas mudanças simples ajudam a distribuir melhor a carga muscular e mantêm o corpo em equilíbrio. Dor não é castigo da postura, e sim um sinal de que o corpo precisa de movimento”, finaliza.


Cuidar do cérebro é cuidar da vida: Estratégias para uma mente saudáve

Especialista aponta o impacto do estresse, da ansiedade e da falta de sono no cérebro e oferece dicas de como melhorar a saúde do mesmo 

 

Com o aumento dos casos de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, a saúde do cérebro tem ganhado cada vez mais destaque nas discussões sobre qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 970 milhões de pessoas convivem com algum transtorno mental no mundo,  o equivalente a, aproximadamente, uma em cada oito pessoas.


Esse cenário é agravado pelo estilo de vida moderno, marcado por rotinas aceleradas, excesso de estímulos e alta carga emocional, que tem levado milhões de pessoas ao limite do esgotamento físico e mental. O cérebro, órgão mais complexo do corpo humano, é diretamente afetado por esses fatores. 


“O estresse contínuo altera profundamente o funcionamento cerebral. Ele muda a forma como pensamos, sentimos, reagimos e até como nosso corpo responde a doenças”, explica o neurologista André Carvalho Felício, professor do Departamento de Neurologia da Afya Educação Médica de Ribeirão Preto. 


De acordo com o especialista, viver sob constante tensão ativa a amígdala, estrutura que funciona como um sistema de alarme interno, colocando o cérebro em estado de alerta, como se a pessoa estivesse diante de uma ameaça real. Isso leva a reações intensas de medo, raiva ou ansiedade, muitas vezes sem o devido controle racional.


Além disso, o estresse crônico reduz a atividade do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo pensamento lógico, planejamento, empatia e tomada de decisões. “Com essa parte funcionando menos, tendemos a agir por impulso e a tomar decisões das quais podemos nos arrepender depois. É como se perdêssemos temporariamente a capacidade de pensar com clareza”, afirma o neurologista.


No entanto, há caminhos para fortalecer a saúde cerebral, e um dos principais está na neuroplasticidade,  a capacidade do cérebro de se reorganizar, formando novas conexões neurais ao longo da vida. Essa habilidade é especialmente estimulada por meio de experiências sensoriais no desenvolvimento infantil, mas também pode ser potencializada em qualquer fase da vida por meio de hábitos saudáveis. O especialista indica alguns desses hábitos:

 

1. Reduza o estresse com pausas e respiração consciente

Faça pausas curtas durante o dia, respire fundo, e pratique atividades que relaxem o sistema nervoso, como meditação, ioga ou caminhadas ao ar livre.


2. Alimente-se bem 

Inclua alimentos ricos em ômega-3 (como peixes e sementes), antioxidantes (frutas vermelhas, vegetais verde-escuros) e evite ultraprocessados, que inflamam o corpo e afetam o humor.


3. Priorize o sono de qualidade

Evite telas antes de dormir, mantenha horários regulares e garanta um ambiente escuro e silencioso. O ideal são 7 a 9 horas de sono por noite.


4. Exercite o cérebro com novos aprendizados

Aprender um idioma, tocar um instrumento ou resolver desafios cognitivos estimula a formação de novas conexões neurais.


5. Mantenha o corpo em movimento

A atividade física libera substâncias benéficas como endorfinas e BDNF, uma proteína que protege os neurônios.”


6. Construa vínculos afetivos

Relacionamentos saudáveis reduzem o risco de depressão e oferecem suporte emocional essencial ao equilíbrio cerebral.


7. Pratique atividades prazerosas 

Ouvir uma boa música, assistir a um filme agradável, estar com outras pessoas, passear com seu pet, cozinhar seu prato favorito, entre outras são atividades às quais estimulam a dopamina, serotonina ou prolactina, fundamentais para nossa saúde mental. 



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Por que o bruxismo tende a se intensificar no fim do ano? Como tratar?

Com o fim do ano se aproximando, cresce o número de pessoas que voltam ao consultório do dentista com queixas de dor na mandíbula, tensão nos músculos da face e desgaste nos dentes — sintomas clássicos do bruxismo. O hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes está fortemente relacionado ao estresse e à ansiedade, e tende a se intensificar nos últimos meses do ano, quando as demandas profissionais e pessoais se acumulam, os prazos apertam e o corpo sente o peso da rotina corrida. 

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% dos brasileiros sofrem de bruxismo, seja durante o sono ou em vigília, índice considerado um dos mais altos do mundo. Além do estresse, fatores como sono irregular, maior consumo de álcool e cafeína e mudanças na rotina contribuem para o aumento dos casos neste período. 

Segundo a cirurgiã-dentista da Oral Sin, Dra. Fernanda Marur, o fim do ano é uma época de atenção redobrada. “Com o aumento do estresse e das exigências nessa fase, observamos um crescimento significativo dos pacientes que relatam apertamento ou ranger dos dentes. O bruxismo pode parecer inofensivo no início, mas quando não tratado, pode levar a fraturas dentárias, retrações gengivais e dores crônicas na face e cabeça”, explica. 

Os sinais mais comuns são dores na mandíbula, têmporas ou cabeça, músculos faciais tensos, desgaste visível nos dentes e sensação de cansaço ao acordar. Em muitos casos, é o parceiro de sono quem percebe o ranger noturno. Além do desconforto físico, o bruxismo pode fragmentar o sono, aumentar a fadiga, alterar o humor e afetar o bem-estar geral. 

O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um dentista, que avaliará os sintomas e o grau de comprometimento dos dentes e músculos. O tratamento geralmente envolve o uso de placas miorrelaxantes, técnicas de controle do estresse, fisioterapia e, em casos mais severos, aplicação de toxina botulínica para relaxamento da musculatura. 

“É importante lembrar que pequenas mudanças na rotina podem fazer muita diferença. Dormir bem, evitar o consumo de cafeína e álcool à noite e praticar atividades relaxantes ajudam a reduzir o risco”, orienta a especialista. A seguir, 5 dicas práticas da Dra. Fernanda Oliani para evitar o agravamento do bruxismo no fim do ano:

  1. Durma bem e preserve sua rotina de sono.
    O descanso é essencial para o equilíbrio do corpo e da mente. Dormir pouco ou mal intensifica a tensão muscular e aumenta a chance de ranger os dentes durante a noite. Tente manter horários regulares para dormir e acordar, reduza o uso de telas antes de deitar e crie um ambiente propício ao sono, com pouca luz e temperatura agradável.
     
  2. Reduza o consumo de cafeína e álcool, principalmente à noite.
    O café, os refrigerantes, os energéticos e as bebidas alcoólicas são estimulantes que dificultam o relaxamento e afetam a qualidade do sono. Além disso, o álcool pode aumentar os episódios de bruxismo noturno. Prefira bebidas calmantes, como chás naturais, e evite ingerir estimulantes nas horas que antecedem o descanso.
     
  3. Inclua atividades relaxantes na sua rotina.
    O corpo responde diretamente ao estado emocional. Práticas simples, como alongamentos, meditação, respiração profunda, leitura ou até uma caminhada leve, ajudam a liberar a tensão acumulada ao longo do dia. Dedicar alguns minutos a essas atividades antes de dormir pode diminuir significativamente a intensidade do apertamento noturno.
     
  4. Evite mascar chicletes e alimentos muito duros.
    O ato de mastigar de forma constante sobrecarrega os músculos da mandíbula, o que pode agravar a dor e o cansaço facial. Além dos chicletes, é bom ter cuidado com alimentos que exigem muita força para mastigar, como torresmos, balas duras e castanhas cruas. Dar descanso à musculatura é essencial para quem sofre com o problema.
     
  5. Procure ajuda profissional ao perceber sinais persistentes.
    Desgaste nos dentes, dor ao acordar, estalos na articulação da mandíbula ou dor de cabeça frequente são sinais de alerta. O acompanhamento com um dentista é fundamental para identificar o grau do problema e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir placas miorrelaxantes ou outras terapias. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor a resposta do organismo.

 

Oral Sin

 

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