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quarta-feira, 25 de junho de 2025

ADA 2025: Ozempic® (semaglutida 1,0mg) recebe recomendação da União Europeia para doença arterial periférica, consolidando os amplos benefícios da semaglutida para pessoas com diabetes tipo 2 e comorbidades


  • Aguardando decisão da Comissão Europeia, Ozempic® (semaglutida 1,0mg) terá a bula mais abrangente aprovada na classe dos agonistas do receptor de GLP-1 (AR- GLP-1), demonstrando melhorias no controle glicêmico, peso, eventos cardiovasculares (CV), doença renal crônica e desfechos funcionais na doença arterial periférica (DAP)¹.
  • Ozempic® é o primeiro e único tratamento redutor de glicose com benefícios funcionais comprovados em pessoas com diabetes tipo 2 e DAP¹. A opinião positiva se baseia nos resultados do estudo STRIDE de fase 3b, que demonstrou uma melhora na capacidade de caminhada em pacientes com diabetes tipo 2 e DAP¹.
  • Dados adicionais dos estudos STRIDE e SOUL (desfechos CV com Rybelsus® em diabetes tipo 2) foram apresentados hoje na 85ª Sessão Científica da American Diabetes Association (ADA)²,³. 

 

Bagsværd, Dinamarca – A Novo Nordisk anunciou hoje que o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) emitiu uma opinião positiva para atualização da bula de Ozempic® (semaglutida 1mg) com base nos dados positivos do estudo STRIDE sobre desfechos funcionais na doença arterial periférica (DAP). 

STRIDE é o único estudo dedicado a desfechos funcionais em DAP com um agonista do receptor de GLP-1 (Ar-AR- GLP-1). A DAP é uma manifestação da doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA), na qual o acúmulo de depósitos de gordura nas paredes arteriais restringe o suprimento de sangue aos músculos, o que pode causar sintomas debilitantes, limitações físicas e baixa qualidade de vida⁴. 

“Pessoas com diabetes tipo 2 enfrentam múltiplos desafios cardiometabólicos, e ainda há escassez de tratamentos que abordem todo o espectro da doença”, afirmou Ludovic Helfgott, vice-presidente executivo de Estratégia de Produtos e Portfólio da Novo Nordisk. “Aguardando a decisão da Comissão Europeia, a atualização da bula com os dados do STRIDE completaria o panorama de indicações de Ozempic®, tornando-o o único AR-GLP-1 com redução de risco comprovada para morte cardiovascular, infarto, AVC, eventos renais importantes e melhora da capacidade funcional de caminhada em pessoas com diabetes tipo 2. Combinado com sua ampla base de evidências do mundo real, Ozempic® oferece os melhores benefícios da classe para pessoas vivendo com diabetes tipo 2 e suas comorbidades, ajudando a tratar a doença hoje, ao mesmo tempo em que potencialmente reduz complicações futuras.” 

Após a opinião positiva do CHMP, a Novo Nordisk espera que a Comissão Europeia implemente a atualização da bula em aproximadamente dois meses. A Novo Nordisk também solicitou a ampliação da bula de Ozempic® nos EUA, com decisão prevista para o último trimestre de 2025. 

Com base nos dados do estudo SOUL, a Novo Nordisk também submeteu pedidos de ampliação de bula para o Rybelsus® junto à EMA e ao FDA. Isso pode tornar o Rybelsus® o primeiro e único AR-GLP-1 oral com benefícios cardiovasculares comprovados. Uma decisão também é esperada para a segunda metade de 2025. No Brasil, Ozempic® (semaglutida 1,0mg) e Rybelsus® (semaglutida oral) são indicados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício. 

Na 85ª Sessão Científica da American Diabetes Association (ADA), foram apresentados dados secundários dos estudos com semaglutida STRIDE, SOUL e FLOW:

  • STRIDE: resultados secundários mostraram que Ozempic® (semaglutida 1mg) melhorou consistentemente a distância máxima de caminhada em pessoas com diabetes tipo 2 e DAP sintomática em comparação ao placebo, independentemente das características do diabetes tipo 2².
  • SOUL: resultados secundários indicaram que os benefícios cardiovasculares de Rybelsus® (semaglutida oral) em pessoas com diabetes tipo 2 e DCV e/ou DRC foram mais pronunciados em pessoas com níveis mais altos de HbA1c na linha de base. Os benefícios cardiovasculares foram consistentes entre as diferentes categorias de IMC³.
  • FLOW: resultados secundários mostraram que os benefícios de Ozempic® (semaglutida 1mg) na DRC em pessoas com diabetes tipo 2, independentemente do IMC , não parecem estar relacionados à perda de peso⁵. Uma análise adicional demonstrou que adicionar semaglutida ao tratamento padrão teve alta relação custo-benefício a longo prazo em pessoas com diabetes tipo 2 e DRC na Dinamarca⁶.

Esses resultados ampliam o conjunto de evidências que sustentam o uso da semaglutida em diversas condições cardiovasculares e metabólicas, incluindo diabetes tipo 2 e DRC⁷, esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH)⁸, obesidade e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP), com ou sem diabetes tipo 2⁹–¹². Eles também reforçam o perfil de segurança já bem estabelecido da semaglutida, com mais de 33 milhões de pacientes-ano de exposição desde seu lançamento em 201813.
 

Sobre o estudo STRIDE

STRIDE é um estudo clínico fase 3b, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, que avalia o benefício da semaglutida injetável 1,0 mg semanal (comercializada como Ozempic®) na capacidade funcional. O estudo incluiu 792 participantes com diabetes tipo 2 e DAP sintomática com dor nas pernas induzida por caminhada. O desfecho primário foi a distância máxima de caminhada em esteira com carga constante após 52 semanas de tratamento com semaglutida comparado ao placebo. STRIDE é o único estudo dedicado a desfechos funcionais em DAP com um análogo de GLP-1. 

O estudo STRIDE atingiu seu desfecho primário, com Ozempic® (semaglutida 1mg) demonstrando uma melhora superior e clinicamente relevante de 13% na distância máxima de caminhada e uma diferença média de 39,9 metros em inclinação acentuada (12%) em comparação ao placebo na Semana 52.
 

Sobre o estudo SOUL

SOUL foi um estudo de desfechos cardiovasculares fase 3, multicêntrico, internacional, randomizado, duplo-cego, paralelo e controlado por placebo, com 9.650 participantes. O objetivo foi avaliar o efeito da semaglutida oral (comercializadoa como Rybelsus) em comparação ao placebo nos desfechos CV em pessoas com diabetes tipo 2 e DCV e/ou DRC estabelecida. O estudo começou em 2019. O principal objetivo foi demonstrar que a semaglutida oral reduz o risco de eventos cardiovasculares maiores (MACE; desfecho composto de morte CV, infarto não fatal e AVC não fatal) quando ambos os tratamentos são adicionados ao padrão de cuidado em pacientes com diabetes tipo 2 e DCV e/ou DRC estabelecida¹⁴. 

O estudo SOUL demonstrou uma redução significativa de 14% no risco de MACE em adultos com diabetes tipo 2 e DCV e/ou DRC em comparação ao placebo, tornando o Rybelsus® (semaglutida oral) o primeiro e único análogo de GLP-1 oral com benefício CV comprovado¹⁵.
 

Sobre o estudo FLOW

FLOW foi um estudo de superioridade, randomizado, duplo-cego, paralelo e controlado por placebo, comparando Ozempic® (semaglutida 1mg) com placebo como adjuvante ao tratamento padrão. O estudo avaliou os efeitos do tratamento nos desfechos renais para prevenção da progressão da doença renal e risco de mortalidade renal e cardiovascular em pessoas com diabetes tipo 2 e DRC (definida como taxa de filtração glomerular estimada [TFGe] ≥50 e ≤75 mL/min/1,73 m² com relação albumina-creatinina urinária [RACU] >300 e 100 e 

O objetivo principal foi demonstrar não progressão da DRC e redução do risco de mortalidade renal e CV por meio de um desfecho primário composto com cinco critérios: início de redução persistente ≥50% da TFGe (equação CKD-EPI) em relação à linha de base; início de TFGe persistente 

O estudo FLOW demonstrou uma redução de risco estatisticamente significativa e superior de 24% na progressão da doença renal, bem como redução em MACE e mortalidade por todas as causas nos pacientes tratados com Ozempic® ( semaglutida 1mg) em comparação ao placebo⁷.
 

Sobre a DAP

A DAP nos membros inferiores é uma forma grave de DCVA que é pouco rastreada e subdiagnosticada, afetando aproximadamente 230 milhões de pessoas no mundo todo¹⁶. O sintoma clássico é a claudicação intermitente, associada à limitação na capacidade de caminhada e à baixa qualidade de vida relacionada à saúde⁴. O diabetes tipo 2 é um dos principais fatores de risco para DAP; cerca de um em cada três indivíduos com DAP tem diabetes tipo 2¹⁷. Embora sejam recomendadas terapias antiateroscleróticas e mudanças de estilo de vida, não existem terapias eficazes que melhorem especificamente os desfechos funcionais na DAP e no diabetes tipo 2¹⁸.
 

Sobre Ozempic®

Ozempic® (semaglutida 1,0mg) injetável 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg ou 2,0 mg é um AR- GLP-1 de aplicação semanal indicado, junto com dieta e exercícios, para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2 e para reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores, como infarto, AVC ou morte CV, em adultos com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida¹⁹,²⁰. Ozempic® (semaglutida 1,0mg) é o único AR-GLP-1 indicado para reduzir o risco de piora da doença renal e morte por eventos cardiovasculares em adultos com diabetes tipo 2 e DRC²⁰. Atualmente, Ozempic® (semaglutida 1,0mg) é comercializado em 72 países e 7 milhões de pessoas com diabetes tipo 2 são tratadas com Ozempic® (semaglutida 1,0mg) no mundo todo²¹.
 

Sobre Rybelsus®

Rybelsus® (semaglutida oral) é um AR- GLP-1 indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 inadequadamente controlado, com o objetivo de melhorar o controle glicêmico como adjuvante à dieta e ao exercício²²,²³. Rybelsus® (semaglutida oral) é administrado uma vez ao dia e aprovado para uso em três dosagens terapêuticas: 3 mg, 7 mg e 14 mg²⁴,²⁵. Rybelsus® (semaglutida oral) oferece redução superior da glicemia em comparação a outros anti-hiperglicemiantes, além de promover perda de peso consistente²⁴–²⁶ e redução de fatores de risco cardiometabólicos²⁶. Atualmente, Rybelsus® (semaglutida 1,0mg) é comercializado em 45 países. Mais de 2,1 milhões de pessoas com diabetes tipo 2 estão sendo tratadas com Rybelsus® (semaglutida oral)no mundo todo²¹.
 



Novo Nordisk
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* Com base na estimativa do estudo para adesão total: efeito do tratamento se todas as pessoas tivessem seguido corretamente o uso do medicamento

 

Referências

  1. Bonaca MP, et al.Lancet. 2025;405:1580–1593.
  2. Rasouli N, et al.Oral presentation at the AmericanDiabetes Association 2025; 20–23 Junho2025. Oral presentation 291.
  3. Inzucchi SE, et al. Oralpresentation at the American DiabetesAssociation 2025; 20–23 Junho 2025. Oral presentation 292.
  4. Aronow WS. Peripheralarterial disease of the lower extremities. Arch Med Sci. 2012;8:375–388.
  5. Mann JFE, et al. LB posterpresentation at the American DiabetesAssociation 2025; 20–23Junho 2025. LB poster presentation 1971.
  6. Rossing P, et al.Poster presentation at the AmericanDiabetes Association 2025;20–23 Junho 2025. McCormick Place Convention Center Chicago, US. Poster presentation 72.
  7. Perkovic V, et al. N Engl J Med. 2024;391:109–121.
  8. Sanyal AJ, et al. N Engl J Med. 2025;392:2089–2099.
  9. Kosiborod MN, et al. N Engl J Med. 2023;389:1069–1084.
  10. Butler J, et al. Lancet. 2024;403:1635–1648.
  11. Davies M, et al. Lancet. 2021;397:971–984.
  12. Kosiborod MN, et al. N Engl J Med.2024;390:1394–1407.
  13. McGuire DK, et al. Diabetes Obes Metab. 2023;25:1932–1941.
  14. McGuire DK, et al. N Engl J Med. 2025;392:2001–2012.
  15. Gornik HL, et al. Circulation. 2024;149:e1313-e1410.
  16. Thiruvoipati T, et al. World J Diabetes. 2015;6:961–969.
  17. Sillesen H, et al. Eur Heart J. 2021;42:ehab724.2027.
  18. EMA. Ozempic® (once-weekly semaglutide) SmPC. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/ozempic. Acessado em Junho 2025.
  19. FDA. Ozempic® (once-weekly semaglutide) USPI. Disponível em: https://www.novo-pi.com/ozempic.pdf. Acessado em Junho 2025.
  20. FDA. Rybelsus® (oral semaglutide) USPI. Disponível: https://www.novo-pi.com/rybelsus.pdf. Acessado em Junho 2025.
  21. EMA. Rybelsus® (oral semaglutide) SmPC. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/rybelsus. Acessado em Junho 2025.
  22. Rodbard HW, et al.Diabetes Care. 2019;42:2272–2281.
  23. Rosenstock J, et al. JAMA. 2019;321:1466–1480.
  24. Husain M, et al.NEngl J Med. 2019;381:841–851[ES1] .
  25. Bula de Ozempic, aprovada pela ANVISA em 26/09/2024. Acessado em Junho 2025.
  26. Bula de Rybelsus, aprovada pela ANVISA em 26/09/2024. Acessado em Junho 2025

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Esfriou? Saiba como prevenir gripes, resfriados e doenças respiratórias no inverno com dicas do Hospital HSANP

Divulgação
A queda de temperatura, o ar seco e a poluição aumentam os riscos de doenças respiratórias; especialista orienta como fortalecer a imunidade e evitar complicações


A chegada do inverno no mês junho favorece o aumento de casos de resfriados, gripes e alergias respiratórias. A queda nos termômetros, a baixa umidade do ar, o ar seco e poluído são fatores que contribuem para esse cenário. Além disso, durante os períodos de frio, é comum que as pessoas mantenham os ambientes fechados, o que facilita a proliferação de vírus e bactérias presentes no ar. 

Segundo Ulisses dos Santos, Diretor do Hospital HSANP, durante as baixas temperaturas algumas medidas simples podem ajudar na prevenção. “A queda da imunidade na virada do tempo é algo comum, e alguns hábitos básicos da rotina como a hidratação constante, a higienização das mãos, o uso de máscaras e manter as vacinas em dia são essenciais para evitar casos graves e prevenir um resfriado forte, gripe ou sintomas de rinite, sinusite e outras doenças respiratórias”, orienta. 

Na maioria dos casos, os sintomas são leves e incluem congestão nasal, tosse, espirros e coriza, caracterizando doenças não infecciosas. Quando se trata de infecções, o quadro pode apresentar febre, dor de cabeça, dores intensas no corpo e indisposição. Grupos como crianças e idosos estão mais suscetíveis a complicações, como explica o médico. 

“As crianças ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento, mas, em contrapartida, apresentam rápida recuperação. Já os idosos têm a imunidade fragilizada devido à idade, e a resposta imunológica mais lenta favorece o desenvolvimento de bactérias ou vírus. É importante ter atenção redobrada também com pessoas imunocomprometidas, seja por doenças crônicas ou tratamentos recentes”, alerta Ulisses. 

“Em caso de persistência ou piora dos sintomas, o ideal é procurar orientação médica para avaliação e tratamento adequado”, finaliza. 

Confira dicas para cuidados essenciais durante o inverno:

  • Beber água ajuda a manter as mucosas hidratadas, o que fortalece a proteção natural do corpo;
     
  • Incluir chás e caldos leves, mas lembrar que água pura é indispensável;
     
  • Trocar de roupa adequadamente ao sair de ambientes aquecidos;
     
  • Usar cachecóis ou máscaras em dias muito frios para proteger nariz e boca;
     
  • Lavar as mãos com frequência;
     
  • Utilizar álcool em gel ao sair de casa;
     
  • Manter os ambientes bem ventilados e, se possível, evitar locais fechados e aglomerados;
     
  • Evitar compartilhar objetos pessoais;
     
  • Incluir alimentos ricos em vitamina C, zinco e antioxidantes na alimentação;
     
  • Priorizar frutas, legumes, oleaginosas e alimentos fermentados (como iogurte natural);
     
  • Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe (Influenza) e COVID-19.

Entenda como identificar e controlar alergias podem melhorar a qualidade de vida

Freepik
Alimentos, cosméticos, poeira e até o intestino estão por trás de reações alérgicas graves; diagnóstico precoce e cuidados simples no cotidiano são fundamentais para evitar crises, afirma especialista do CEJAM

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as alergias afetam mais de 60 milhões de brasileiros e podem ter origem em alimentos, cosméticos, poeira, medicamentos e até no desequilíbrio da microbiota intestinal. Entre 2019 e 2022, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a busca por médicos alergistas e imunologistas cresceu 42,1%, refletindo a crescente preocupação da população com o tema. 

A prevenção e o diagnóstico precoce são as principais ferramentas para garantir qualidade de vida e evitar crises graves, como o choque anafilático, de acordo com o Supervisor da Medicina do Trabalho do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), Dr. Gustavo Vinent. 

“Muitas vezes, o simples contato com um resíduo de alimento desencadeia uma reação severa. Por isso, a clareza nos rótulos é uma questão de segurança, não apenas de informação”, alerta o especialista. 

Entre os principais alimentos causadores de alergias estão leite de vaca, ovos, amendoim, castanhas, frutos do mar, peixes, trigo e soja, esses dois últimos com maior incidência em crianças. Já as alergias mais raras, como as provocadas por carne vermelha, milho, especiarias e vegetais crus, também exigem atenção redobrada e cuidados específicos. 

Além da alimentação, cosméticos e produtos de higiene pessoal podem provocar reações como dermatite de contato, urticária e até feridas. Para identificar os gatilhos alérgicos, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, mediante solicitação médica, exames como o Prick Test (teste de puntura), Patch Teste (teste de contato), teste de provocação oral e análise sanguínea para detecção de anticorpos IgE total e IgE específico. 

“Não há uma idade mínima e limite fixo para realizar testes de alergia. Alguns exames podem ser feitos em bebês, especialmente em casos de suspeita de alergia alimentar, mas, habitualmente, a chance de dar resultado positivo é maior a partir dos 2 anos de idade”, explica o médico. 

Segundo Vinent, ao identificar os alérgenos, por meio de testes específicos e associá-los às crises, é possível evitá-los e até prevenir novas reações. Já o controle envolve o uso adequado de medicamentos como anti-histamínicos e corticoides e, em alguns casos, a imunoterapia (vacinas contra alergias), que pode reduzir ou até eliminar a sensibilidade a certos agentes. 

O médico ressalta que medidas simples no cotidiano também são grandes aliadas na prevenção, como manter ambientes limpos e arejados, evitar acúmulo de poeira, adaptar a alimentação, utilizar capas antialérgicas e manter-se hidratado. 

“Ignorar os sintomas, suspender o tratamento por conta própria ou não adaptar o ambiente às necessidades do paciente são erros que agravam muito o quadro clínico.” 

A saúde intestinal também desempenha papel central na prevenção das alergias. “A microbiota intestinal estimula o sistema imunológico, especialmente na infância. Fatores como tipo de parto, amamentação, uso de antibióticos e dieta são determinantes para o equilíbrio desses microrganismos. Um desequilíbrio favorece o aparecimento de alergias alimentares”, esclarece o Dr. Gustavo. 

O impacto das alergias vai além do físico, afetando também o sono, a produtividade no trabalho, a vida social e o bem-estar emocional. “A recorrência de sintomas pode gerar ansiedade e até quadros de depressão. Por isso, é fundamental que o paciente tenha acesso à informação, acompanhamento médico e apoio no seu ambiente.”

Em ambientes escolares e corporativos, estar preparado para lidar com situações alérgicas é decisivo e, em muitos casos, salva vidas. Medidas como manter um kit emergencial acessível, conhecer o histórico médico das pessoas e garantir a identificação correta dos alimentos são essenciais para evitar crises. 

Com diagnóstico preciso, ações preventivas no dia a dia e espaços adequadamente adaptados, aconvivência com as alergias de forma segura, plena e com qualidade de vida se torna uma realidade. “A informação, aliada ao cuidado e à empatia, pode salvar vidas”, ressalta Vinent.


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


No Amazonas, 25% das mulheres e 21% dos homens estão obesos, aponta OMS

De acordo com a endocrinologista Milene Guirado, o ambiente em que a pessoa está inserida exerce influência direta nos hábitos alimentares


O ambiente em que a pessoa está inserida – incluindo os aspectos físicos, sociais e emocionais – exerce influência direta sobre os hábitos alimentares e pode ser um grande sabotador do emagrecimento. De acordo com o Mapa da Obesidade, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de que, em 2025, 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estarão acima do peso, sendo 700 milhões com obesidade.

No Brasil, o número de pessoas com essa condição cresceu 72% nos últimos 13 anos, passando de 11,8% da população em 2006 para 20,3% em 2019. No Amazonas, os índices preocupam: 25,7% das mulheres e 21% dos homens estão obesos. Diante desses números, a endocrinologista Milene Guirado alerta que o processo de emagrecimento vai além da dieta e da prática de exercícios físicos.

“Por ‘ambiente’, não estamos falando apenas de espaço físico, mas do meio como um todo. É possível estar num parque, com todos os elementos ideais para se exercitar, mas cercado de pessoas cujo hábito é tomar cerveja e comer frituras. Esse meio não favorece quem está tentando mudar de estilo de vida”, explica a endocrinologista.


Pressão Social e Familiar

Segundo a endocrinologista Milene Guirado, o ambiente social e familiar pode ser um dos principais obstáculos no processo de emagrecimento.

“Convites frequentes para happy hours, rodízios e aniversários expõem a pessoa a constantes excessos calóricos. Já em casa, a falta de apoio e o convívio com hábitos alimentares pouco saudáveis, como o consumo frequente de fast food, dificultam ainda mais a mudança de comportamento”.

O ambiente familiar também pode dificultar o processo, principalmente quando não há colaboração entre os moradores da casa.

“Se uma pessoa decide mudar os hábitos alimentares, mas o parceiro continua comprando bolachas, salgadinhos e doces, será muito mais difícil manter o foco. O ideal é que todos se apoiem, mesmo que nem todos estejam no processo de reeducação alimentar”, defende Guirado.


Falta de organização e alimentação por impulso

A falta de organização, tanto em casa quanto no trabalho, como esquecer a marmita, por exemplo, favorece decisões alimentares impulsivas, como pedir comida por aplicativo.

“Se você chega em casa cansado e não tem nada pronto, a tendência é pedir comida pelo aplicativo”, alerta a endocrinologista Milene Guirado. Supermercados e restaurantes também exigem atenção: doces e ultraprocessados são estrategicamente posicionados para estimular o consumo.

“Ao final das compras, a pessoa já está cansada e vulnerável. Ver um doce à disposição pode levar à famosa frase: ‘só hoje, eu mereço”, explica.

Já nos restaurantes, especialmente os do tipo buffet, o excesso de opções calóricas exige atenção. “É preciso desenvolver autocontrole para não exagerar. Nem todos os restaurantes são vilões, mas é importante saber fazer escolhas dentro do cardápio disponível”, completa Milene Guirado.


Estresse no ambiente de trabalho

O estresse é outro fator que pode comprometer o emagrecimento. Situações de alta pressão, comuns no ambiente profissional, provocam a liberação do hormônio cortisol, que aumenta o apetite e favorece o acúmulo de gordura abdominal.

“Chegar em casa estressado e encontrar um bolo e uma salada na geladeira. Qual você escolhe? Provavelmente o bolo. Isso não é apenas psicológico, é fisiológico. O estresse altera nossos mecanismos hormonais e, com o tempo, pode dificultar a perda de peso e favorecer doenças metabólicas”, explica a endocrinologista.

O ambiente digital também se mostra um fator de risco, com o fácil acesso a alimentos por aplicativos de entrega e a exposição constante a conteúdos alimentares nas redes sociais.

“É muito mais fácil pedir comida pronta do que preparar algo saudável após um dia cansativo. Isso se torna um hábito. A praticidade tem um peso grande nesse processo de auto sabotagem”, observa.


Estratégias para um ambiente favorável ao emagrecimento

Para quem busca emagrecer, a endocrinologista orienta que o primeiro passo é adaptar o ambiente doméstico. Outra recomendação é se alimentar antes de eventos sociais focados em comida. Para tornar o ambiente doméstico um aliado no processo de emagrecimento, a endocrinologista Milene Guirado orienta evitar o armazenamento de alimentos ultraprocessados, que são de fácil acesso e alto valor calórico.

Ainda de acordo com Milene Guirado, em contrapartida, é importante deixar frutas e lanches saudáveis sempre visíveis e prontos para consumo. O planejamento das refeições com antecedência também é fundamental, especialmente para evitar decisões impulsivas em momentos de cansaço ou estresse.

 “Além disso, optar por locais que ofereçam opções equilibradas no cardápio ajuda a manter o foco nas escolhas saudáveis. Por fim, é essencial construir uma rede de apoio com pessoas que compartilhem ou respeitem os mesmos objetivos, criando um ambiente social mais favorável e motivador. Se você vai a uma festa recheada de tentações, coma algo proteico antes de sair. Isso ajuda a evitar exageros. E, claro, aproveite o momento com moderação e sem culpa. O problema não é comer um doce, é comer como se não houvesse amanhã”, orienta a especialista.


Como se controlar nas festas juninas

Para aproveitar as festas juninas sem sair do foco, a dica é simples: não vá em jejum, mantenha-se bem hidratado e, antes de sair, faça uma refeição leve e rica em proteínas para evitar exageros. Durante o evento, coma com consciência, sem repetir, e, no dia seguinte, retome sua rotina saudável normalmente.

 “É perfeitamente possível aproveitar as festas e continuar no processo de emagrecimento. O segredo é o equilíbrio. O corpo consegue lidar com um dia fora da rotina, desde que isso não vire uma regra”, finaliza Milene Guirado.

 


LD Comunicação


Vício em descongestionante nasal: o alívio que pode virar armadilha

 Sensação de alívio rápido pode esconder uma dependência química com sérias consequências à saúde. Médico explica como identificar o uso abusivo e o que fazer

 

Os descongestionantes nasais são uma solução comum para quem sofre com a obstrução nasal, proporcionando alívio em situações como resfriados, alergias e sinusites. Entretanto, o uso indiscriminado e prolongado desses medicamentos pode levar a problemas de saúde sérios, conforme alerta o Dr. Ramon Terra, médico otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

"Embora esses medicamentos sejam eficazes para aliviar a congestão, seu uso excessivo pode causar uma série de efeitos colaterais indesejados, como elevação da pressão arterial, palpitações, dores de cabeça e sintomas de ansiedade. E isso vale para todos, sejam os orais (como a pseudoefedrina e a fenilefrina) ou os tópicos (como a nafazolina e a oximetazolina)", explica o especialista.


Dependência

Além dos efeitos colaterais sistêmicos, o médico explica que o uso contínuo de descongestionantes pode prejudicar a mucosa nasal e, o pior, causar dependência. "O efeito vasoconstritor dessas substâncias pode comprometer a circulação sanguínea nas mucosas, levando ao ressecamento e à irritação. Isso pode criar um ciclo vicioso: à medida que a congestão retorna, muitos recorrem novamente aos medicamentos, intensificando essa relação compulsiva.

Dr. Ramon também alerta para os sinais de que alguém pode estar usando descongestionantes em excesso. "A utilização prolongada pode resultar em rinite medicamentosa, uma condição caracterizada pela vasodilatação e obstrução nasal persistente”, destaca.

Nesse contexto, o especialista explica que o ideal é sempre priorizar as alternativas mais seguras. "A lavagem nasal com soluções salinas é uma abordagem eficaz, que promove a limpeza mecânica e melhora a função mucociliar, não apenas tratando a obstrução, mas também aliviando sintomas. Portanto, ela pode servir sempre como uma primeira tentativa e pode ser executada a longo prazo, sem qualquer problema", orienta.


Oral ou nasal?

Já para os casos que envolvem doenças infecciosas das vias aéreas superiores ou doenças inflamatórias do nariz e seios paranasais (ou seja, mais graves), o médico concorda que é necessário o uso de medicação. "Elas são de extrema importância para esse tipo de tratamento, em que pesem os efeitos destacados acima. Por isso, devem ser utilizadas com muito cuidado – de preferência, com indicação médica.”

A mesma recomendação vale para os sprays de corticosteroides nasais, que, segundo o especialista, também se destacam como opções viáveis – mas, igualmente, exigem precauções.

"Esses medicamentos agem, principalmente, reduzindo a inflamação nas vias aéreas e, inclusive, podem ser utilizados durante um prazo mais longo, pois têm menos efeitos colaterais. Porém, da mesma forma, é preciso seguir as instruções corretamente", reforça o Dr. Ramon, ao concluir que, seja qual for o meio utilizado, o uso consciente de descongestionantes é crucial para evitar complicações.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia.

 

Quarta edição da Corrida e Caminhada Um Só Sangue é promovida pelo Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) em parceria com a ABRALE e a ABRASTA e acontece no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo

  

No próximo domingo (29), o Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, será palco da 4ª edição da Corrida e Caminhada Um Só Sangue. Organizado pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), em parceria com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) e a Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA), a iniciativa integra as ações do Junho Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de sangue. 

Com modalidades para todas as idades e níveis de preparo físico, os participantes podem escolher entre Caminhada de 3 km, Corridas de 5 km e 10 km e Corrida Kids (com percursos de 400m, indicado para crianças de 4 a 6 anos; 600m, para 7 a 9 anos; e 800m, para 10 a 12 anos). 

Além de incentivar a prática esportiva, o evento busca quebrar paradigmas e estimular a população a se tornar doadora regular de sangue. Para isso, oferece 30% de desconto nas inscrições.

As inscrições estão abertas até o dia 22 de junho de 2025 pelo link: Link



Guia abandonou a trilha: é crime? E se for fora do Brasil?

Caso da brasileira que morreu em trilha na Indonésia levanta discussão sobre responsabilidade penal e civil de guias turísticos em atividades de risco 

 

A morte da brasileira Juliana Marins durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, reacendeu um debate fundamental: pode um guia turístico ser responsabilizado criminalmente por abandonar um viajante em situação de risco? A depender das circunstâncias, a resposta é sim — inclusive fora do Brasil.

A queda de aproximadamente 600 metros aconteceu no último sábado (20), e o corpo da jovem foi localizado apenas quatro dias depois com auxílio de drones térmicos utilizados pelas equipes de resgate locais. O episódio trágico levantou questionamentos sobre a conduta dos profissionais responsáveis por esse tipo de atividade, principalmente em experiências que envolvem risco físico elevado.

Segundo o advogado criminalista Vinícios Michael Cardozo, especialista em Ciências Criminais e sócio do GMP Advogados & Associados, situações como essa podem configurar o chamado crime por omissão imprópria, com base na figura da “posição de garante”. “Nem todo guia turístico ocupa essa posição. Mas em atividades de risco concreto, como trilhas noturnas em áreas remotas, o guia assume o dever de agir para proteger os participantes. Se ele abandona alguém em vulnerabilidade, pode sim responder criminalmente”, explica.

Nesses casos, a omissão pode configurar homicídio culposo, previsto no artigo 121, §3º do Código Penal Brasileiro. “Contudo, é preciso cautela: o Direito Penal exige nexo de causalidade. É necessário demonstrar que a omissão do guia contribuiu diretamente para o desfecho fatal”, ressalta o especialista.


E quando o caso acontece fora do país?

Por ter ocorrido na Indonésia, a responsabilização penal está, em regra, sob jurisdição local. “A princípio, o caso deve ser apurado e julgado pela Justiça da Indonésia. A legislação brasileira só se aplica em situações muito específicas, previstas no artigo 7º do Código Penal, como quando a vítima é brasileira, o autor está em território nacional e o crime é punível nos dois países”, aponta Cardozo.

No campo cível, no entanto, há mais caminhos. Se o serviço turístico foi contratado por meio de uma agência ou operadora brasileira, pode haver responsabilização solidária. “Se for comprovado que houve falha na escolha do prestador estrangeiro ou negligência na prestação do serviço, a empresa brasileira pode responder por danos morais e materiais no Brasil”, explica o advogado.

Além das responsabilidades jurídicas, o especialista reforça o papel institucional do Estado brasileiro. “Cabe ao Itamaraty garantir comunicação com os familiares, exigir investigações adequadas e prestar assistência consular desde o início. Em tragédias internacionais, o apoio jurídico e diplomático é indispensável”, conclui.

Casos como o de Juliana evidenciam lacunas na fiscalização global e reforçam a urgência de regulamentações mais rígidas para turismo de aventura. Para o GMP Advogados & Associados, a tragédia expõe não apenas falhas operacionais, mas a necessidade de garantir que vidas não sejam colocadas em risco pela falta de preparo, zelo ou compromisso com a segurança.

 

Guerra no Oriente Médio: especialista explica quais são os direitos de quem tem viagem marcada para Dubai, Catar e região

 

Cancelamento de voos, fechamento do espaço aéreo e risco humanitário levantam dúvidas sobre direitos de passageiros. A advogada Renata Abalém esclarece o que fazer para garantir reembolso, remarcação ou outras alternativas 

 

O avanço dos conflitos no Oriente Médio, que levou ao fechamento temporário do espaço aéreo em países como Catar e Emirados Árabes, gera preocupação entre pessoas com viagens programadas para a região, seja como destino final ou conexão. Afinal, quais são os direitos de quem se vê diante de cancelamentos, alterações de rota ou simplesmente não quer viajar por medo? 

A resposta, segundo a advogada, Diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC), Renata Abalém, começa pelo entendimento de como o direito enxerga esse tipo de situação. “O fechamento do espaço aéreo por razões de segurança nacional ou guerra caracteriza-se como caso fortuito ou força maior, ou seja, um evento imprevisível e alheio à vontade das partes”, explica a especialista. 

Isso significa que a guerra isenta as companhias aéreas de responsabilidade sobre o fato em si, mas não as desobriga de prestar assistência aos passageiros. “A excludente de responsabilidade não afasta o dever de assistência ao consumidor”, reforça ela. 

Na prática, quem teve o voo cancelado tem três alternativas garantidas: “A companhia aérea deve oferecer, à escolha do passageiro: reembolso integral do valor pago; remarcação sem custos ou crédito para uso futuro, com validade mínima de 12 meses”, afirma.

A advogada ressalta, porém, que não há obrigação de pagar indenização por danos morais ou materiais, se comprovada a força maior. “Mas a empresa ainda responde pela adequada prestação de informações e alternativas”, acrescenta Abalém. 

Mas a situação se complica quando o voo está mantido, mas o passageiro não se sente seguro para embarcar. Nesse caso, não há uma regra única, diz a especialista. “Se há fato superveniente e grave que comprometa a finalidade da viagem, pode-se pleitear resolução do contrato por motivo de força maior subjetiva”, diz.

No entanto, Abalém alerta que, na maioria das vezes, vale o que está no contrato: “Por padrão, a desistência voluntária segue as regras contratuais: possibilidade de remarcação com multa, oferta de crédito ou reembolso parcial”. 

Quando há risco evidente, como o atual, com escalada de tensões, ameaças e até fechamento de fronteiras, o caminho judicial se torna uma possibilidade real. “Em casos extremos de risco humanitário iminente, a interpretação pró-consumidor pode justificar reembolso integral judicialmente”, afirma. 

Abalém também lembra que as companhias aéreas não estão sozinhas na responsabilidade. As agências de viagem compartilham do dever de atender o consumidor. “Ambas integram a cadeia de fornecimento, respondendo solidariamente pelos danos e pela prestação de informações claras”, explica. E isso inclui informar com transparência sobre riscos, mudanças ou cancelamentos, além de ajudar na reacomodação ou nos pedidos de reembolso. 

O seguro-viagem também entra nesse cenário e exige atenção redobrada. Eventos como guerra, terrorismo e conflitos armados costumam estar fora da cobertura tradicional. “É essencial atenção a cláusulas de exclusão de responsabilidade por guerras, atentados e terrorismo; limites de cobertura para despesas médicas emergenciais em zona de conflito; regras de cancelamento involuntário ou por motivo de força maior; e possibilidade de inclusão de coberturas adicionais para zonas de risco”, alerta a especialista.

 

Sem saída

E quando a companhia aérea ou a agência de viagem não oferece nenhuma solução? O caminho é buscar apoio nos órgãos de defesa do consumidor e, se necessário, na Justiça. “O consumidor pode acionar o Procon de seu Estado, registrar reclamação na ANAC e na Plataforma Consumidor.gov.br, e propor ação judicial para os pleitos que julgar necessários”, orienta. 

Sobre indenizações, Abalém esclarece que não existe compensação automática em casos de força maior, mas isso não significa que a empresa pode se eximir de tudo. “Se a companhia não prestar assistência - hospedagem, alimentação, realocação - poderá responder por danos materiais e morais. Se houver demora excessiva na comunicação ou omissão de informações relevantes, também se configura falha no dever de informação”, avisa.

Ela também reforça que, mesmo em casos em que as companhias se recusam a oferecer reembolso, o consumidor pode buscar seus direitos. “Penso que, não havendo reembolso pela empresa e nem acordo razoável, o consumidor pode pleitear a devolução do seu dinheiro por força maior subjetiva. Com certeza o judiciário vai olhar com condescendência para essa situação”, conclui. 

Para quem pergunta se é prudente manter viagens para a região nas próximas semanas, a advogada é categórica: “Não vá. Ainda esses dias vimos um novo grupo extremista explodindo uma igreja cristã e matando muitas pessoas na Síria e, em comunicado, ameaçando todos os povos politeístas, inclusive em outros países”, relata.

  

Fonte:

Renata Abalém - advogada, Diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC) e membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/SP


Nascente Azul é destino completo para curtir durante o inverno


divulgação


O clima típico do inverno transforma as paisagens de Bonito, no Mato Grosso do Sul, o que faz da estação um momento imperdível para visitar o destino. Com menor incidência de chuvas durante este período, as águas de Bonito atingem o grau máximo de limpidez, ficando ainda mais cristalinas.

Mesmo no inverno, os dias são, em sua maioria, ensolarados em Bonito, com uma temperatura que pode chegar aos 25ºC. Ainda assim, quando esfria, a flutuação da Nascente Azul continua como uma excelente experiência, pois o rio deste complexo de ecoturismo se mantém em torno de 24ºC o ano todo. Nos dias mais frios, o rio da Nascente Azul chega a ficar coberto por uma névoa, um visual mágico criado graças à diferença entre a temperatura do meio externo (mais baixa) e a da água (mais alta).

Para que a experiência dos visitantes seja ainda mais confortável, a Nascente Azul fornece para a flutuação roupas de neoprene, material que ajuda a manter a temperatura corporal, além de transporte fechado com proteção contra o vento, duchas aquecidas no receptivo e chá e café com bolachas servidos após a atividade.

A Nascente Azul é o passeio ideal para aqueles que buscam uma reconexão com a natureza, com atrações que todos da família podem curtir juntos. O balneário da Nascente Azul – cujo acesso está incluso no ingresso da flutuação – também tem como diferencial uma série de atividades fora da água, como um incrível conjunto de trilhas autoguiadas, a delicada e imponente cachoeira das tufas calcárias para contemplação, paisagens panorâmicas da Serra da Bodoquena e muitos pontos instagramáveis para fotos memoráveis.

Para os mais aventureiros, o complexo da Nascente Azul oferece ainda o Adventure, com uma tirolesa de tirar o fôlego ao longo de 450 metros de extensão e uma vista privilegiada e o emocionante pêndulo humano, que leva o participante a desafiar os limites da gravidade.




Nascente Azul
Rodovia Bonito Bodoquena, km 22 – Bonito/MS
Mais informações em: nascenteazul.com.br


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