Pesquisar no Blog

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Arraial 2025: preços dos ingredientes juninos apresentam alta na região Nordeste e queda no Norte



Ao analisar a cesta de festa junina como um todo, a região Norte registrou alta de 2,5% nos preços, enquanto o Nordeste apresentou uma leve queda de -0,1%, na comparação entre maio e abril

 

A festa junina é uma das mais tradicionais e aguardadas celebrações do calendário brasileiro. Além de valorizar a cultura local, o período tem grande importância para a economia regional do Norte e Nordeste, que concentram as maiores comemorações do país. O varejo alimentar se destaca nesse contexto, impulsionado pelas compras de ingredientes típicos para as comidas tradicionais. Segundo a Scanntech, plataforma de soluções tecnológicas e inteligência de dados, a cesta com itens típicos de festa junina registrou uma alta de 2,5% nos preços na região Norte e uma retração de -0,1% no Nordeste, no mês de maio em comparação com abril. 

Confira quais foram os itens juninos que mais aumentaram de preço e aqueles que apresentaram queda ao longo do mês de maio:


Nordeste:

  • Amendoim: +3,6%
  • Bolo pronto: +1%
  • Coco ralado: +1,4%
  • Doce de leite: +0,9%
  • Doce industrializado pronto: +2,3%
  • Leite de coco: +9,2%
  • Milho: +7,6%
  • Milho para pipoca: -1,4%
  • Mistura para bolo: +0,3%
  • Pão de hot dog: +0,3%
  • Pipoca: queda de -4,6%
  • Salsicha: +1,8%


Norte:

  • Amendoim: -0,5%
  • Bolo pronto: +4%
  • Coco ralado: -3%
  • Doce de leite: -2,9%
  • Doce industrializado pronto: +5,3%
  • Leite de coco: -0,4%
  • Milho: +6,9%
  • Milho para pipoca: -2,3%
  • Mistura para bolo: +1%
  • Pão de hot dog: -1,6%
  • Pipoca: -0,8%
  • Salsicha: +3,9%
     

Em relação ao volume de vendas, leite de coco registrou a maior queda na região Nordeste e Norte, com recuo de -53,5% e -10,1%, respectivamente. Já no Nordeste, o milho foi o produto que mais cresceu vendas, enquanto no Norte o destaque ficou para o doce de leite. 

Ao analisarmos dados gerais do Brasil, as variações de preço são menores.

  • Amendoim: +1,4%
  • Bolo: +1,3%
  • Coco ralado: +1,2%
  • Doce industrializado pronto: +2,8%
  • Leite de coco: -5,6%
  • Milho: +0,6%
  • Milho para pipoca: +1,7%
  • Mistura em pó para bolo: +0,7%
  • Pão de hot dog: +0,3%
  • Pipoca: -0,2%
  • Salsicha: +2,6%
  • Doce de leite: preço estável (sem variação)

Em relação às vendas no cenário nacional, o leite de coco foi o que mais apresentou queda nas vendas com recuo de - 33,7% seguido pelo coco ralado com -5%.. Assim como na variação das regiões, pipoca e doce de leite foram os produtos que mais apresentaram aumento nas vendas.
 


Scanntech Brasil



Sanidade Animal – Em São Paulo, primeiro período da campanha de vacinação contra Brucelose termina no próximo dia 30


A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que na próxima segunda-feira, dia 30 de junho, encerra-se o primeiro período da campanha de vacinação contra a Brucelose no Estado de São Paulo. Após a publicação da Resolução SAA nº 78/24 e das Portarias 33/24 e 34/24, a campanha passou a vigorar durante todo o ano e o produtor que não vacinar seu rebanho dentro do prazo estabelecido terá a movimentação dos bovídeos da propriedade suspensa até que a regularização seja feita junto às unidades da Defesa Agropecuária.

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.

Diferente das campanhas anteriores, a declaração de vacinação pelo proprietário ou responsável pelos animais não é mais necessária. A partir de agora, o médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração. 

 

Identificação 

O modelo alternativo de identificação - o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) - de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

A partir da publicação das portarias, ficou estabelecido no Estado de São Paulo, o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul para identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação a fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

 

Felipe Nunes

 

Alta Tecnologia made in Brazil: o País como celeiro da inovação


Durante décadas, consolidou-se no imaginário coletivo brasileiro a crença de que apenas produtos e tecnologias estrangeiras oferecem qualidade e inovação. Essa mentalidade, conhecida por aqui como a ‘Síndrome do Vira-Lata’, muitas vezes ainda resiste. Empresas e principalmente consumidores neste país possuem uma inclinação natural para valorização de soluções importadas, subestimando assim, o grande potencial de desenvolvimento brasileiro na área de tecnologia. Mas esta postura está começando lentamente a mudar. 

No segmento da Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), nota-se que os números reforçam essa dependência externa. De acordo com o Comex Stat - sistema oficial de estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2024, o Brasil importou US$ 3,4 bilhões em equipamentos de telecomunicações da China, o que representa 57% do total de importações no setor. Seguindo a lista de países fornecedores de tecnologia para o Brasil, o Vietnã aparece com 15% (US$ 878 milhões) e Taiwan com 2,3% (US$ 138 milhões). 

No entanto, se por um lado mostra-se essa alta na dependência, por outro, há sinais claros de transformação deste cenário. O estudo ‘Mercado Brasileiro de Software: panorama e tendências 2025’ divulgado em março deste ano pela Associação Brasileira das Empresas de Softwares (ABES) em parceria com a consultoria global International Data Corporation (IDC), posiciona o Brasil como o 10º maior mercado do mundo em investimentos em softwares, hardwares e serviços de TI. 

Em 2024, o país investiu o montante de US$ 59 bilhões nessas áreas, refletindo a maturação do ecossistema nacional de inovação e digitalização.

 

Era da obsolescência programada e a força da alta tecnologia brasileira

 Produtos tecnológicos importados muitas vezes são desenvolvidos planejadamente com ciclos de vida curtos, é a chamada “obsolescência programada”. Isso resulta para o consumidor brasileiro custos recorrentes com substituições de peças/equipamentos e dificuldade de manutenção cada vez mais recorrentes. 

A crescente insatisfação com esse modelo abre espaço para questionamentos estratégicos: o Brasil tem capacidade para competir em tecnologia de ponta? A resposta, embasada em dados recentes, é positiva. 

Estamos investindo muito em tecnologia, e não obstante, partimos para o mercado da alta tecnologia que engloba o que há de mais moderno em inovação tecnológica em máquinas, equipamentos e softwares.

 Dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), divulgados neste ano, nos traz um recorte que é preciso ser enxergado com otimismo. A indústria de alta tecnologia no Brasil cresceu 6,6% em 2024, na primeira expansão após cinco anos seguidos de queda.

 O desempenho foi superior ao avanço de 3,8% da indústria de transformação no mesmo ano e aproximou-se da categoria de média-alta tecnologia, que registrou avanço de 6,9%. 

Vale destacar que os segmentos que mais cresceram no país incluem: fabricação de aeronaves; produtos farmoquímicos e farmacêuticos; equipamentos de informática, e eletrônicos e ópticos. Este último setor, por sinal, tem atingindo forte expansão com um intenso protagonismo de startups e centros tecnológicos. Todos os dados confirmam que o Brasil não apenas consome tecnologia, mas também a produz com excelência em nichos estratégicos.

 

É preciso reconhecer, apoiar e impulsionar a inovação nacional 

Uma coisa é fato, empreender no Brasil, especialmente em setores de alta complexidade tecnológica, exige resiliência e resistência. Mas a capacidade criadora de adaptação e o profundo conhecimento do mercado local têm incentivado soluções tecnológicas legitimamente brasileiras, muitas delas mais eficazes e aderentes à nossa realidade do que os equivalentes estrangeiros. 

Valorizar essas iniciativas no Brasil é fortalecer a economia, gerar empregos qualificados, fomentar a pesquisa científica e ampliar a autonomia nacional em setores críticos. Trata-se de vestir, com orgulho, a camisa da tecnologia verde-amarela.

 A inovação ‘made in Brasil’ está em ascensão. Para consolidarmos nossa posição como celeiro tecnológico, é essencial romper paradigmas, fomentar políticas públicas eficazes e, principalmente, acreditar no potencial criativo, técnico e estratégico da indústria nacional. O futuro da alta tecnologia neste País não está mais distante. Ele já começou e é ‘brasileiro da gema’.

  

Paulo Sérgio Pires - jornalista, publicitário e professor de Comunicação. É gerente de atendimento da Vervi Assessoria de Comunicação. Possui mestrado e especialização pela USP, onde também foi pesquisador bolsista. Tem vivência em jornalismo industrial e novas tecnologias de produção e inovação.



Como evitar golpes ao contratar um software personalizado

 

Entenda os riscos e as melhores práticas ao escolher um fornecedor

 

No mundo digital, um software bem desenvolvido pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio. Sistemas personalizados são fundamentais para garantir eficiência, escalabilidade e segurança, adaptando-se às necessidades específicas de cada empresa. No entanto, a contratação de uma software house sem os devidos critérios pode resultar em prejuízos, como falhas no projeto, atrasos e até sistemas que não suportam o crescimento da empresa. 

A Plathanus Software & Design, especializada no desenvolvimento de soluções sob medida, tem recebido diversos clientes que enfrentaram problemas após contratar fornecedores sem a experiência necessária. “Muitas empresas buscam o menor preço e acabam recebendo um software desenvolvido em plataformas no-code ou low-code, que limitam o crescimento a curto prazo”, explica Pascoal Vernieri, CEO da Plathanus. Além disso, há casos de fornecedores que não entregam o que foi prometido ou desaparecem no meio do projeto. 

Felipe Pinto, diretor da Marmorizar, compartilha sua experiência ao contratar uma desenvolvedora de software com preço abaixo do mercado. “Por falta de experiência na busca por esse serviço, acabei caindo na armadilha do preço baixo — e em poucos meses percebi que o erro tinha custado caro. Não falo de dinheiro, mas de tempo”, relata. 

Ele explica que, ao investir em uma nova ferramenta para o negócio, a expectativa é de inovação e impacto positivo na área de atuação. No entanto, essa confiança pode desmoronar diante da falta de capacidade técnica da equipe contratada. “No meu caso, entendi que o melhor era romper o contrato, mesmo abrindo mão do tempo e dinheiro investidos, e buscar um time mais experiente, robusto e com ferramentas mais flexíveis, capazes de entregar um trabalho mais personalizado”, afirma.

 

Como escolher um fornecedor confiável? 

Antes de contratar uma empresa para desenvolver um software personalizado, é essencial avaliar alguns critérios: 

·         Experiência e qualificação: verificar cases de sucesso e projetos anteriores do fornecedor.

·         Reputação no mercado: pesquisar avaliações em sites especializados como Clutch e portais de reclamação.

·         Tecnologia utilizada: entender quais ferramentas e linguagens de programação a empresa usa no desenvolvimento.

·         Processo de trabalho: saber como o time será estruturado e como será o método de trabalho e acompanhamento do projeto.

·         Referências de clientes: conversar com empresas que já contrataram os serviços para validar a qualidade do trabalho.

 

Pascoal destaca que um dos principais sinais de alerta é o preço muito abaixo do mercado. “Se o valor parece bom demais para ser verdade, provavelmente há algo errado. Uma equipe qualificada e um processo bem estruturado têm um custo que precisa ser considerado na escolha do fornecedor. Afinal, não é só o código que está em jogo, mas também o atendimento, as ferramentas de acompanhamento, as horas de reuniões para entender as necessidades do projeto e o tempo dedicado ao alinhamento de expectativas. Enfim, há um conjunto de fatores que envolvem a entrega do produto ou do código”, reforça.

 

Para garantir que seus clientes recebam um software seguro, escalável e funcional, a Plathanus Software & Design adota um modelo de desenvolvimento baseado em acompanhamento contínuo e metodologias consolidadas. Os principais diferenciais incluem: 

·         Liderança experiente: profissionais com passagens por grandes empresas como Oracle e Totvs, garantindo uma comunicação transparente e eficaz ao longo do projeto.

·         Equipe altamente qualificada: time multidisciplinar composto por desenvolvedores, gerentes de projetos, designers e analistas de negócios, especializados em soluções digitais aceleradas por IA.

·         Acompanhamento completo: uma equipe dedicada desde a definição da estratégia do produto até o desenvolvimento e entrega.

·         Gestão de projetos eficiente: uso de uma metodologia autoral que mescla uma gestão híbrida fundamentada em conceitos do PMBOK, Método Kanban, Framework SCRUM e orquestrado pelo Management 3.0.

·         Garantia de 30 dias: suporte contínuo após a entrega do projeto.

·         Acompanhamento semanal: comunicação direta com o cliente para ajustes e alinhamentos.

 

Além disso, enquanto muitas empresas realizam apenas o desenvolvimento do software sem oferecer suporte posterior, a Plathanus mantém uma equipe dedicada à sustentação e evolução do produto, mesmo após a conclusão do projeto. Isso garante que a solução permaneça atualizada, acompanhando as demandas do mercado, além de permitir ajustes contínuos e a correção de possíveis problemas que possam surgir no futuro.

 

Escolher um fornecedor confiável pode ser o fator decisivo para o sucesso da sua empresa no ambiente digital. Antes de fechar contrato, pesquise, avalie e invista na qualidade do desenvolvimento.



80% das empresas brasileiras não cumprem a Lei da Aprendizagem, constata estudo da Santo Caos e do IOS


  • O estudo “Jovens Periféricos no mercado de trabalho brasileiro” teve acesso aos dados do Ministério do Trabalho e Emprego via Lei de Acesso à Informação, além de uma análise quantitativa e rodas de conversas qualitativas com jovens
  • A pesquisa tem como base 2.154 jovens de todo o Brasil, sendo 1.929 jovens da classe CDE e de 225 jovens da classe AB
  • Dos jovens periféricos que tiveram a experiência de trabalhar formalmente, ¾ começaram antes da maioridade

 

Cerca de 80% das empresas brasileiras não cumprem a cota da Lei de Aprendizagem, popularmente conhecida como Lei do Aprendiz, que visa promover a qualificação profissional e o acesso de jovens ao mercado de trabalho. A informação foi revelada no estudo “Jovens Periféricos no mercado de trabalho brasileiro”, elaborado pela consultoria Santo Caos e pelo IOS – Instituto da Oportunidade Social. A pesquisa, que tem como objetivo entender como os jovens periféricos entendem e enxergam o mercado de trabalho, teve acesso aos dados do Ministério do Trabalho e Emprego via Lei de Acesso à Informação, constatando que ¼ das empresas fiscalizadas ao longo de 2024 (37.098 ao todo) não possuem nenhum aprendiz. 

O estudo constatou que 1% das empresas fiscalizadas são responsáveis por 47% das cotas não preenchidas, escancarando uma real barreira da inclusão do jovem periférico no mercado de trabalho. O cumprimento da cota nas empresas fiscalizadas elevaria em 10% o número de aprendizes em atividade. 

“Enxergamos a Lei da Aprendizagem como uma ferramenta para gerar valor, tanto para a empresa que tem um menor custo de contratação, quanto para o jovem que obtém uma oportunidade para ascender profissionalmente. Porém, quando temos acesso a esses dados, o sentimento da falta de oportunidade dos jovens com os quais nos relacionamentos e atendemos torna-se palpável. É preciso ter uma conscientização das empresas de que o custo da multa não pode sobrepor a contratação desses jovens que têm tanto para agregar”, destaca Alecsandra Neri, gestora de Operações do IOS. 

Além da perda de potenciais colaboradores, não cumprir com a lei pode trazer impactos financeiros significativos nas empresas. De acordo com o estudo, apenas em 2024, o valor potencial de multas impostas para as mais de 63 mil cotas não cumpridas, seria entre cerca de R$ 26 milhões (valores de multa mínimos) até mais de R$ 133 milhões (em casos de multas nos valores máximos previstos na lei), um custo que não deve ser desprezado, principalmente para o caso de empresas de grande porte.

 

Geração Z x Geração Z periférica do Brasil 

Este levantamento tem como intuito trazer uma nova visão sobre como a Geração Z da periferia do Brasil, que se difere da Geração Z que teve acesso a instituições de ensino particulares e oportunidades como trainee ou estágios de forma “automática”, entende e enxerga o mercado de trabalho. Isso porque, a amostra do estudo tem como base 2.154 jovens de diferentes classes sociais, com a faixa etária de 15 a 29 anos. 

A partir das rodas de conversas e pesquisas quantitativas, o estudo apurou, por exemplo, que 42% têm como principal motivação para procurar trabalho ajudar financeiramente em casa. Já 30% têm o desejo de adquirir experiência profissional e desenvolver habilidades, enquanto 24% desejam ter o seu próprio dinheiro. 

Outro ponto alto do estudo é a percepção de equidade das oportunidades. Apenas 35% dos jovens de classe CDE acreditam que apenas com esforço e dedicação é possível ter as mesmas oportunidades, independente da origem. Isso significa que cerca de 2/3 dos entrevistados não creem na meritocracia como principal ou única forma de ascensão profissional. 

“Durante a nossa apuração, percebemos que grande parte dos entrevistados ressaltam não só a falta de acesso à educação de qualidade, mas a falta de apoio para que possam sequer escolher sua carreira, já que o apoio a família é o principal gatilho de busca a um trabalho. Ouvimos discursos pessimistas e pesados, apontando como a cultura corporativa da maior parte das empresas não promove a real inclusão do jovem periférico brasileiro, e escancarando a diferença entre o que se diz sobre geração Z e a realidade dessa população no cenário brasileiro.”, afirma Jean Soldatelli, sócio fundador da Santo Caos. 

Esses jovens também demostraram uma maior procura por vagas administrativas (63%) do que por vagas operacionais (17%), o que demonstra o desejo do jovem periférico por cargos mais técnicos. Depois, aparecem os empreendedores (11%) e, por último, a busca por empregos informais ou de forma autônoma (9%). No entanto, é preciso destacar que entre os jovens que tiveram a experiência de trabalhar formalmente, ¾ começaram antes da maioridade.

 

Perfil do público no detalhe 

O estudo ‘Jovens Periféricos no mercado de trabalho brasileiro’ tem como base 2.154 jovens de todo o Brasil participantes no estudo, sendo 1.929 jovens da classe CDE (que a renda familiar é composta por menos de 2 até 10 salários-mínimos) e de 225 jovens da classe AB (de 10 a mais de 20 salários-mínimos). Nota-se que o estudo utilizou como base a classificação do IBGE e presente no Estatuto da Juventude, que define jovens aqueles com idade entre 15 e 29 anos. 

O público foi dividido em três grandes grupos: “Não entraram no mercado de trabalho”, pesquisa quantitativa online com 518 jovens de classe CDE de 15 estados brasileiros, realizada entre jan-fev/25 e mais quatro rodas de conversa com 47 jovens de classe CDE em SP, BH e Recife, realizadas em mar/25; “Entraram no mercado de trabalho”, pesquisa quantitativa online com 1.636 jovens de todas as classes e de todos estados, ao longo de 2023 e 2024 e mais quatro rodas de conversa com 47 jovens de classe CDE em SP, BH e Recife, realizadas em mar/25; e “O mercado de trabalho e os jovens”, análise de 37.098 empresas fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego ao longo de 2024, em todos os estados do Brasil, disponibilizados via Lei de Acesso à Informação (LAI).

 

Segurança eletrônica 4.0: como a IA está transformando a proteção em tempo real

 

Os sistemas de segurança eletrônica prometem proteção constante, mas o que se vê na prática é uma vigilância reativa, que é limitada por falhas humanas e excesso de informações. Na prática, câmeras gravam e sensores disparam alertas, mas a análise e a tomada de decisão ainda dependem, em grande parte, de operadores sobrecarregados, diferentes turnos e processos manuais, ou seja, os recursos tecnológicos são subaproveitados. 

Essa realidade impõe, portanto, uma pergunta desconfortável, mas urgente: até que ponto o atual modelo de monitoramento realmente protege? 

Em um setor que fatura mais de R$ 12 bilhões ao ano e cresce cerca de 18% anualmente no Brasil, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), o desafio já não é mais instalar equipamentos, mas sim garantir que eles cumpram seu papel com eficiência. 

E é nesse ponto que a Inteligência Artificial (IA) se torna o divisor de águas no setor. Não como substituta da operação humana, mas como reforço essencial para transformar dados em respostas imediatas e ações preventivas. 

Com algoritmos que reconhecem padrões, detectam movimentos suspeitos e interpretam comportamentos atípicos, a IA elimina ruídos e reduz o tempo entre o alerta e a ação. Soluções mais recentes incorporam análise de vídeo em tempo real, capazes de identificar pessoas, objetos e veículos, mesmo em ambientes complexos. É uma camada adicional de inteligência que filtra o que importa e antecipa o que está por vir. 

Na prática, isso significa monitoramento contínuo com menos desperdício e mais segurança real, o que se torna um ganho direto tanto para empresas de grande porte quanto para operações menores que antes não acessavam esse nível de tecnologia. 

O diferencial, no entanto, não está apenas no uso da IA, mas em como ela se integra ao ecossistema de segurança. A convergência entre videomonitoramento, redes corporativas e softwares para a gestão dessas plataformas cria uma estrutura robusta e escalável, que pode ser adaptada ao varejo, agronegócio, condomínios, indústrias ou centros educacionais. Ao unificar hardware e software, o sistema, além de ser um conjunto de câmeras, também é uma plataforma de inteligência operacional com gestão centralizada. 

Com a tecnologia assumindo tarefas operacionais, o profissional foca em decisões estratégicas enquanto o sistema atua em segundo plano, processando dados em tempo real e aumentando de forma significativa a capacidade de prevenção. 

Segurança não se resume apenas em monitorar, mas, sim, em antecipar riscos, reagir com precisão e garantir proteção efetiva. A aplicação da Inteligência Artificial nesse contexto deixou de ser diferencial para se tornar uma necessidade. Quem entende essa mudança não apenas eleva a eficiência da operação, mas constrói ambientes mais seguros e preparados para os desafios do presente e do futuro.

 

Ricieiri Piovezan - gerente sênior da operação da VIGI by TP-Link, marca B2B do sistema de vigilância corporativa inteligente.



Manutenção automotiva: principais cuidados para uma viagem segura

Com a chegada das férias escolares e até mesmo de feriados prolongados, muitos brasileiros começam a planejar suas viagens de carro. Com roteiro definido, malas prontas e reservas realizadas, é necessário verificar se a manutenção automotiva está em dia, garantindo que o veículo esteja preparado para pegar estrada. 

De acordo com o Panorama de Acidentes Rodoviários da Confederação Nacional de Transportes (CNT), mais de 70 mil acidentes foram registrados em 2024, em diferentes rodovias do Brasil. Já uma pesquisa do Instituto Scaringella Trânsito, a falta de manutenção preventiva dos veículos está relacionada a cerca de 30% dos acidentes rodoviários no país, muitos deles evitáveis com simples ações de manutenção. 

Este volume de acidentes, em consequência da falta de manutenção, pode estar atrelado à questão de alguns motoristas só perceberem a importância da revisão quando já enfrentam problemas durante a viagem, relevando o fato de que a maioria dessas ocorrências poderiam ser evitadas com uma manutenção preventiva focada na verificação de componentes essenciais.
 

O que verificar na manutenção automotiva antes de pegar estrada? 

Mesmo quando a manutenção é realizada, grande parte dos motoristas prioriza a verificação de itens como pneus, pastilhas de freio, luzes e outros itens visíveis, mas nem sempre se lembram da importância dos lubrificantes e fluídos automotivos. 

O mercado investe constantemente em tecnologia para lubrificantes, aumentando consideravelmente o padrão de qualidade destes produtos. Diante disto, não basta apenas a verificação das partes visíveis do automóvel, a manutenção dos sistemas internos é tão relevante quanto para o seu funcionamento. 

Desta maneira, torna-se fundamental revisar os fluidos que mantêm o funcionamento do veículo em condições ideais, incluindo no checklist da manutenção não só o óleo do motor, que reduz o atrito e protege o conjunto mecânico contra desgaste, mas também o líquido de arrefecimento, que contribui para regular a temperatura do motor, o fluido de freio, para garantir a eficiência da frenagem com uma resposta rápida e segura, e o óleo de transmissão, tanto em câmbios manuais quanto em automáticos, para assegurar trocas suaves e evitar falhas graves.
 

Escolha adequada de lubrificantes e fluidos 

A escolha correta dos produtos também é determinante para o desempenho do veículo e a segurança dos passageiros. Além da realização da manutenção, é fundamental a utilização de produtos automotivos desenvolvidos para atender às especificações de cada modelo e com desempenho comprovado. 

Cada veículo possui características próprias e por isso é imprescindível consultar o manual antes de realizar qualquer substituição. O uso de produtos fora das especificações recomendadas, ou de baixa qualidade, pode comprometer o desempenho do automóvel, acelerar o desgaste de componentes e até mesmo provocar danos irreversíveis ao motor e à transmissão. 

Além disso, o acompanhamento com um profissional qualificado permite diagnósticos mais precisos, inclusive de falhas incipientes que podem passar despercebidas em inspeções visuais. A utilização de ferramentas adequadas e a leitura de parâmetros eletrônicos com scanners automotivos são exemplos de recursos importantes para uma análise técnica eficaz.
 

Manutenção automotiva como estratégia de economia 

Embora alguns motoristas ainda enxerguem a manutenção preventiva como um gasto evitável, trata-se, na prática, de uma estratégia eficiente para evitar prejuízos maiores no futuro. Uma falha mecânica em meio a uma viagem pode representar, além de risco à segurança dos ocupantes, custos elevados com guincho, hospedagem inesperada e reparos emergenciais, muitas vezes realizados em locais com estrutura limitada. 

O planejamento prévio da revisão também permite maior controle financeiro, já que o proprietário pode agendar os serviços com antecedência, comparar orçamentos e adquirir peças e produtos de qualidade. 

Estar com o carro em condições ideais é uma responsabilidade compartilhada com todos os demais usuários das vias. Pneus desgastados, falhas no sistema de freios ou superaquecimento do motor podem provocar acidentes com múltiplos veículos, afetando vidas que nada tinham relação com aquela negligência. 

Portanto, ao programar as férias, é essencial incluir a manutenção automotiva como etapa obrigatória do planejamento. Isso significa não apenas verificar itens básicos, mas considerar o conjunto completo que assegura o desempenho, a eficiência e a confiabilidade do veículo ao longo de todo o trajeto.
 


Marcelo Martini - Gerente de Vendas do Aftermarket da FUCHS, maior fabricante independente de lubrificantes e produtos relacionados do mundo.


STJ decidirá se planos de saúde devem fornecer bomba de insulina a pacientes com diabetes tipo 1

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar, nas próximas semanas, uma questão que pode gerar impacto direto na vida de milhares de pessoas que convivem com o diabetes tipo 1: a obrigatoriedade — ou não — de os planos de saúde cobrirem o fornecimento de bombas de infusão de insulina, dispositivo considerado essencial no controle da doença. 

O tema tem repercussão nacional. Tanto que o processo tramita sob o rito dos recursos repetitivos, mecanismo utilizado quando a decisão de um caso servirá como orientação obrigatória para as instâncias inferiores em processos semelhantes. 

A discussão teve início a partir da negativa de uma operadora de plano de saúde que se recusou a fornecer a bomba de insulina a uma paciente diagnosticada com diabetes tipo 1. A justificativa foi a ausência de previsão contratual para esse tipo de cobertura, além de cláusulas que excluem medicamentos e dispositivos para uso domiciliar. 

A paciente recorreu à Justiça, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu ganho de causa a ela. Para os desembargadores, negar o fornecimento de um dispositivo fundamental ao tratamento fere o direito à saúde, garantido pela Constituição. 

Diante da relevância do tema, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do recurso no STJ, propôs que o julgamento fosse realizado sob o rito dos repetitivos, o que foi aceito por unanimidade pela 2ª Seção da Corte. O objetivo é uniformizar o entendimento sobre o assunto e dar segurança jurídica a pacientes, operadoras e ao mercado de saúde suplementar. 

O ministro também convocou uma audiência pública, que será realizada antes do julgamento, para ouvir especialistas, entidades médicas, associações de pacientes e representantes do setor de planos de saúde. O objetivo é colher contribuições técnicas, clínicas, jurídicas e sociais que possam embasar a decisão. 

O resultado do julgamento pode mudar a forma como as operadoras de saúde estruturam seus contratos e atendem às demandas de pacientes que dependem de tecnologias para o controle de doenças crônicas. 

Se o STJ decidir que há obrigação de fornecer a bomba de insulina, o impacto será duplo: por um lado, fortalecerá a proteção dos pacientes, que passarão a ter respaldo legal para obter o equipamento sem enfrentar longas batalhas judiciais; por outro, exigirá das operadoras uma revisão dos modelos de cobertura e da precificação dos planos. 

Atualmente, o entendimento majoritário na Justiça brasileira é de que itens indispensáveis ao tratamento, ainda que não previstos expressamente no contrato, devem ser custeados pelos planos, desde que haja indicação médica e respaldo científico. Contudo, a ausência de uma decisão definitiva gera insegurança tanto para pacientes quanto para operadoras. 

A possibilidade de participação de entidades como amicus curiae (amigos da Corte) amplia o debate. Organizações como associações de pacientes com diabetes, sociedades médicas e até representantes do setor de planos de saúde poderão apresentar argumentos técnicos, jurídicos e sociais. 

Além disso, o julgamento pode provocar reflexos na regulação do setor. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) poderá ser chamada a rever diretrizes e atualizar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que estabelece as coberturas obrigatórias dos planos. 

A decisão do STJ será decisiva não apenas para pacientes com diabetes tipo 1, mas para todos que dependem de dispositivos médicos de uso contínuo e, frequentemente, enfrentam negativas dos planos de saúde. 

O fornecimento da bomba de insulina não é um luxo, nem um tratamento experimental. É um recurso terapêutico reconhecido pela medicina, capaz de garantir maior controle glicêmico, reduzir complicações e proporcionar qualidade de vida a quem convive com a doença. 

O debate que chega ao STJ transcende cláusulas contratuais: envolve o equilíbrio entre os direitos fundamentais à saúde e à dignidade humana e os limites econômico-financeiros das operadoras. O caminho que a Corte escolher terá repercussões diretas na vida de milhares de brasileiros.

 

José dos Santos Santana Jr. - advogado especialista em Direito Empresarial e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados



Posts mais acessados