Pesquisar no Blog

domingo, 1 de setembro de 2024

Fim de semana em família: como entreter crianças e cães durante os dias sem aula?

Estimular brincadeiras amigáveis entre eles fortalece a relação e traz mais diversão para os dias livres; veterinária sugere 5 atividades

 

Dias de folga e sem aulas é sempre um ótimo momento para estreitar laços familiares, seja viajando ou permanecendo em casa. Com mais tempo livre, as crianças precisam de entretenimento, e as ideias dos pais e responsáveis podem ficar escassas. No entanto, se a família tiver pets, a diversão estará garantida; com um cãozinho, os pequenos podem encontrar os próprios meios de se entreter, rir, brincar e, além disso, fortalecer a relação familiar.

 

“Momentos de recreação e enriquecimento ambiental são muito importantes para os cachorros, que precisam ter suas características caninas incentivadas. Ao juntar-se com crianças, esse cenário pode ser ainda mais favorável para se divertirem juntos. Proporcionar momentos de contato pode garantir ainda mais confiança e segurança entre eles. Uma observação é que, a depender da idade da criança, é recomendado ter um adulto por perto”, comenta Marina Meireles, veterinária comportamentalista do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.

 

Pensando nisso, a especialista aponta cinco ideias para integrar crianças e cães. Confira:

 

Caça ao tesouro

A brincadeira pode ser útil tanto para pets quanto para as crianças. Os responsáveis podem esconder pelo jardim ou cômodos da casa os petiscos e brinquedos para os cães e outros brindes para os pequenos. Assim, eles podem fazer a caça acompanhados um do outro, estimulando a curiosidade da criança e aguçando o olfato do pet.

 

Receitas de alimentação natural

Muitos cães são favoráveis a frutas e snacks de legumes, e podem servir de incentivo para a criançada também se alimentar bem. Uma forma de diversão é cozinhar juntos, isto é, pedir para o pequeno fazer uma receita especial para o seu pet — claro, sempre com acompanhamento de um adulto durante o preparo.

 

Entre as opções, cães são receptivos a muffins de banana ou snacks de verduras como cenouras e brócolis. Também é recomendado estar bem alinhado com o médico-veterinário em relação a que alimentos oferecer.

 

Corrida de obstáculos

Tomando os devidos cuidados para evitar ferimentos, esta brincadeira estimula a atividade física. Com cones, caixas ou cadeiras, é possível criar um percurso para o pet percorrer. Funciona da mesma forma para as crianças, podendo adicionar bambolês no chão para elas pularem. Coloque os circuitos lado a lado e incentive uma competição amigável, recompensando o pet com um petisco e seu filho com uma guloseima.

 

Esconde-esconde

Um clássico das brincadeiras, o esconde-esconde estimula a inteligência e a habilidade de caça dos cães. Ao se esconderem, as crianças podem chamar pelo nome do pet para que as encontrem. Além de entreter ambos, é uma boa opção para ensinar o cãozinho sobre seguir instruções.

 

Adestrando o pet

Dias livres em casa podem ser perfeitos para treinar o pet que ainda não sabe algumas habilidades ou precisa aprender novas. Colocar as crianças para fazer essa educação pode ser uma experiência divertida; a atividade pode estreitar o laço entre eles, além de pôr em prática a comunicação e a coordenação da criança.

 

Nouvet


Vetnil® dá dicas de cuidados com os pets nos dias mais frios



Reforçar a imunidade, manter a higiene, aumentar o conforto térmico e garantir uma alimentação adequada estão entre as principais medidas a serem adotadas.


Nos dias mais frios, os pets precisam de atenção redobrada aos cuidados básicos, a fim de garantir sua saúde e bem-estar. A estação pede algumas mudanças de hábitos que ajudem a reforçar a imunidade, assim como aumentar o conforto para viver com tranquilidade os dias mais frios. Filhotes e idosos, que podem ter suas defesas reduzidas, precisam inclusive de um pouco mais de cuidado, conforme aponta Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®.

“Principalmente durante o inverno, é importante garantir que a vacinação esteja em dia, pois, nesse período, algumas doenças, como a rinotraqueíte felina e a tosse dos canis, acometem os pets com mais frequência. Vale também consultar o Médico-Veterinário sobre a necessidade de vermifugação e administração de prebióticos, probióticos e outros suplementos que ajudem a reforçar as defesas do organismo”, destaca o profissional.

 

Higiene no inverno

Pensando na higiene dos pets, especialmente dos cães, Ribeiro salienta que os banhos podem ser mantidos no período, no entanto, com frequência reduzida. “Manter o animal limpo é um ato de cuidado, mas nos dias frios o ideal é escolher um horário mais quente para dar o banho e secá-lo bem depois disso. As orelhas também merecem atenção e seus cuidados devem ser realizados conforme a indicação de um Médico-Veterinário, para evitar a proliferação de fungos e bactérias. Animais de pelo longo podem também ter as tosas espaçadas, pois isso ajuda a trazer mais conforto térmico”, explica. No caso dos felinos, banhos sem indicação de um Médico-Veterinário não são recomendados.

 

Espaços mais aconchegantes

Para garantir o bem-estar dos pets no inverno, é fundamental a atenção aos espaços que eles passam a maior parte do tempo e costumam dormir. Segundo o Médico-Veterinário da Vetnil®, se o pet fica na área externa da casa, o cuidado deve ser ainda maior. “Devemos garantir que o animal esteja abrigado do vento e das chuvas e que sua casinha ou caminha seja elevada para evitar a umidade e a friagem do chão. Colocar alguns cobertores ou vestir algumas roupas mais quentes também contribui para melhor conforto térmico do pet”, destaca.

 

Alimentação e exercícios

Sobre os cuidados com a alimentação no inverno, Ribeiro explica que é normal que os pets sintam mais fome e apresentem um comportamento mais sedentário. Nesse sentido, é importante estar atento para que a quantidade de alimento ingerido pelo animal não ultrapasse a sua recomendação diária e que exercícios físicos sejam incentivados. Em caso de mudanças significativas na rotina do pet nesse período do ano, é recomendado um acompanhamento com o Médico-Veterinário para que seja feito um ajuste da dieta, de acordo com fatores individuais do animal.

“A atenção com a obesidade deve ser constante. Por isso, garantir que os pets mantenham uma rotina de exercícios e passeios é essencial. Com o frio, alguns tutores acabam adiando essas atividades, mas isso deve ser evitado. Elas são importantes para manter a saúde física e mental, além de ajudar a controlar o peso dos animais”, conclui o Médico-Veterinário da Vetnil®. Pensando em auxiliar os tutores na rotina de cuidados com o seu pet durante o inverno, a Vetnil® possui em seu portfólio o Nutralogic®, um suplemento com ação antioxidante, indicado para as diversas fases da vida dos animais, e o Geripet®, um suplemento focado em atender as principais demandas de animais idosos. A empresa também conta com o Probiótico® Vetnil para Cães e Gatos, um aditivo probiótico destinado a auxiliar na regulação da microbiota intestinal. É fundamental consultar um Médico-Veterinário para orientações sobre o uso de suplementos e probióticos para a saúde e bem-estar dos pets em cada situação. 

Como marca parceira de quem cuida, a Vetnil® disponibiliza em blog e redes sociais conteúdos exclusivos com o propósito de esclarecer as principais dúvidas e orientar sobre os cuidados que os pets devem receber. Siga @vetniloficial.

 

Saiba como prevenir seu pet de gripe e pneumonia

Especialista fala sobre os cuidados com os animais neste período mais frio do ano
 

Com a chegada do frio, preocupações comuns entre os humanos, como gripes e resfriados, também se estendem aos pets. Segundo Lysandra J. Barbieri, médica veterinária da Cobasi, cães e gatos podem ser afetados por condições similares, incluindo gripes e até pneumonias. 

"A pneumonia é uma infecção pulmonar que pode ser causada por bactérias ou vírus, enquanto a gripe geralmente afeta as vias respiratórias superiores, podendo evoluir para pneumonia. Já o resfriado, similar à gripe, é mais brando e de curta duração", explica Lysandra. 

A transmissibilidade e gravidade dessas doenças variam de acordo com o vírus ou bactéria específicos que afetam o animal. Tanto cães quanto gatos são suscetíveis, sendo importante estar atento aos sintomas característicos como tosse, coriza, perda de apetite, febre e apatia. 

"Não é recomendado medicar o animal por conta própria ao perceber sintomas de gripe. É crucial consultar um veterinário de confiança para um diagnóstico preciso e tratamento adequado", aconselha a especialista.

Sobre a prevenção, Lysandra ressalta que embora a vacinação anual padrão para cães inclua proteções como V10 e contra raiva, a imunização contra gripe não é obrigatória. No entanto, desde cedo, é recomendado vacinar cães e gatos. 

"Os vírus responsáveis pela gripe em cães incluem Parainfluenza Canina e Bordetella, enquanto em gatos, destacam-se Calicivírus, herpesvirus felino tipo 1 e Clamidia", detalha Lysandra. Assim como ocorre com humanos, os períodos mais frios aumentam a circulação de vírus entre os pets, especialmente devido à mudança climática e ambientes fechados. Filhotes e animais com imunidade comprometida são mais vulneráveis. 

"Para prevenir complicações como pneumonia, é essencial a vacinação desde a fase filhote", enfatiza a veterinária. Em casos diagnosticados, o tratamento para gripe e pneumonia em pets geralmente inclui antibióticos, inalação e, em alguns casos, fisioterapia respiratória. Seguir as orientações do veterinário, incluindo ajustes na alimentação e repouso, é fundamental para uma recuperação rápida e eficaz.



Cobasi


Animais de estimação contribuem para a independência e a felicidade das pessoas com deficiência

Reconhecer o impacto positivo gerado pela relação com os pets na sociedade e no público PCD é um passo importante para construir uma sociedade mais empática, diz a especialista em temas de inclusão e diversidade, Natalie Schonwald


Seja um cão, gato, coelho, cavalo ou até mesmo uma tartaruga, os animais de estimação desempenham um papel crucial no dia a dia de muitas pessoas com deficiência (PCDs) ajudando-as a enfrentar desafios emocionais, psicológicos e físicos, sendo uma fonte constante de apoio e segurança que enriquece significativamente o seu bem-estar. Por isso a relevância do tema, que deve ser sempre debatido com o objetivo de conscientizar, cada vez mais, a sociedade sobre a importância dos pets e as necessidades específicas de seus tutores.

O conhecimento sobre a função dos pets no auxílio de pessoas com deficiência pode ajudar o público a entender que a presença dos animais em diversos ambientes sociais não tem a finalidade de incomodar. Afinal, nestes casos, os pets dão suporte para os indivíduos ganharem qualidade de vida. “A sociedade sabe que a convivência com os animais, na maioria das vezes, traz benefícios aos seres humanos. Mas algumas ainda não entendem que a presença do cão pode aumentar ou até definir o estado psicológico de seu tutor, principalmente os de apoio emocional. Por isso, é preciso ter a ciência que sua presença é essencial para que seu cuidador possa frequentar diferentes locais que provavelmente não iriam sem seu auxílio. Obviamente que, para frequentar estes ambientes, é importante que os cães estejam adequadamente adestrados”, explica a profissional em temas de inclusão e diversidade, Natalie Schonwald.

As limitações de locais para que os companheiros peludos possam participar de atividades cotidianas para se integrar à sociedade impedem esse objetivo. Espaços públicos abertos, como praças e parques, são propícios para a diminuição de ansiedade, estresse e incentivo às práticas de exercícios para ambos e precisam estar adequados para tal (com bebedouro com água corrente, parque cercado, saquinhos cata-caca, entre outros) - é o chamado ambiente pet friendly - aquele preparado para receber e proporcionar conforto e segurança para pessoas e animais.


É preciso falar sobre o assunto

Debater o tema contribui para a formação de uma rede de apoio mais sólida e para a redução do estigma associado às deficiências. “Acredito que não seja um assunto comumente abordado, e que a maioria desconhece tamanha importância dos pets ou tem uma ideia limitada e rasa sobre o tema. A elaboração de palestras e divulgação nas mídias sociais poderiam auxiliar nessa conscientização. Por parte dos profissionais da área da saúde e educação, imagino que a maioria vê com bons olhos essa relação e recomenda a convivência”, diz a bióloga e adestradora, Maria Celeste Sonna.

Ainda sobre a formação de uma sociedade mais inclusiva, é essencial reconhecer e apoiar a influência dos pets, que ajudam significativamente as pessoas com deficiência a superar barreiras e a ter um convívio social maior. Natalie acrescenta: “Campanhas e demonstrações da eficiência em relação aos benefícios para a saúde e educação, haveria mais aceitação deste tipo de tratamento claro, em determinadas situações, juntamente com a preparação adequada de profissionais da área da saúde e educação, ajudam nessa parte de esclarecimento de se construir uma sociedade mais empática, reconhecendo o impacto positivo dos pets no público PCD”.


Companheiros e terapeutas

A conhecida frase “O melhor amigo do homem” não é à toa. Leais e compreensivos, os cães demonstram amor incondicional e contribuem para uma estabilidade emocional e mental dos seus donos. É cientificamente comprovado que os animais, em especial os cães, por terem uma ligação mais próxima com os humanos, se comparados aos demais bichos, pois a sua domesticação é bem antiga, são aliados do nosso bem-estar, já que são responsáveis pela liberação de ocitocina, um importante hormônio para a diminuição do estresse e ansiedade, podendo auxiliar, inclusive, em tratamentos contra a depressão”, explica Maria Celeste Sonna.

Muito presentes no cenário de reabilitação e terapias para as pessoas com deficiência, os cães especialmente treinados também são um potencial mediador no processo terapêutico para quem tem déficits socioemocionais. “Por meio de terapias, o cão se torna coterapeuta e, de uma forma individualizada, incentiva o paciente (de todas as idades) em seu desenvolvimento e, por consequência, chegar ao máximo de sua autonomia”, conclui Natalie.

Também por esse motivo, Maria Celeste comenta que os animais de estimação precisam ser considerados fundamentais nas ações de organizações que trabalham com o tema de inclusão social. “A utilização da presença dos animais deveria ser amplamente explorada por essas políticas, tamanha a sua contribuição na capacidade de proporcionar benefícios e resultados positivos inquestionáveis”.


Humanização

Ano passado, o Projeto de Lei 276/23 instituiu a visita de animais domésticos a pacientes internados em hospitais da rede pública ou privada. Todavia, o ingresso do animal depende de autorização médica e de laudo veterinário atestando, dentre outros requisitos, suas boas condições de saúde. A medida é válida para animais como cães, gatos e hamsters, mas não será permitida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na quimioterapia, por exemplo.

Essa é mais uma medida de incentivo à inclusão dos animais na vida das pessoas, pois   proporciona momentos de alegria e conforto aos tutores. “Sou totalmente a favor de que os animais de estimação possam fazer visitas aos donos internados. É claro que levando em consideração a segurança do animal, do tutor e de todo o ambiente. Sabemos que em alguns casos, por questões sanitárias e alta vulnerabilidade de alguns pacientes, infelizmente essas visitas deixam de ser seguras. Mas seria interessante, independente do animal ou porte, que os hospitais pudessem abrir um espaço para que essas interações pudessem acontecer nas demais situações. Seria, com certeza, uma atitude altamente benéfica tanto para o paciente, quanto para o animal”, relata Maria Celeste.

O importante para uma boa convivência em sociedade é compreender que todo esse processo de entendimento da convivência sadia com os cães está ligado à área da saúde e educação. E que os animais desempenham um papel fundamental na facilitação das interações sociais e oferecem um suporte essencial para quem tem alguma dificuldade. É uma relação de apoio e benefício mútuo, contribuindo, assim, para a criação de uma sociedade mais inclusiva e acolhedora.

 

Natalie Schonwald - psicóloga, pedagoga, palestrante de inclusão e diversidade e autora dos livros “Na Cidade da Matemática” e “Na Cidade da Matemática – Bairro das Centenas”. É pós-graduanda em Psicopedagogia pelo Instituto Singularidades (SP). Na área da educação, trabalha com os anos finais da Educação Infantil e iniciais do Ensino Fundamental I. Nesta área, Natalie completa seu trabalho escrevendo artigos. A profissional também faz parte da direção da Associação dos AVCistas do Brasil - uma organização comunitária de acolhimento às vítimas de AVC e seus familiares, e da Comunidade Educadores Reinventares. Como atleta, participou do mundial de adestramento paraequestre em 2003 – pratica esporte desde seus 9 anos e também é embaixadora da equipe feminina de surfe adaptado. Após um AVC com 8 meses, enfrentou um caminho de superação. Sua história é marcada não apenas pela adversidade, mas pela resiliência e conquistas que a transformou em fonte de inspiração, destacando a importância da inclusão e da diversidade em todas as suas formas.


Época de escorpiões: o que fazer após um acidente com o animal

Setembro é o mês de reprodução do escorpião, saiba como evitar acidentes

 


Os meses de agosto e setembro são marcados por um aumento significativo no aparecimento de escorpiões no interior de São Paulo. As condições climáticas da região favorecem a sua proliferação e a chegada da primavera, com temperaturas mais altas e clima seco, comum nesse período, faz com que os escorpiões saiam de seus esconderijos em busca de alimento e água. Esse aumento continua no verão, época quente e chuvosa onde também ocorre a sua reprodução. 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alertou para um aumento de 13% nos casos de acidentes com escorpiões nos primeiro sete meses de 2023 e representa uma tendência de alta em relação aos anos anteriores. Nesse período, foram registrados mais de 24,2 mil casos, contra 21 mil registrados no mesmo período de 2022. 

No estado de São Paulo, as regiões de Araçatuba e de São José do Rio Preto registram o maior número de acidentes por escorpiões. Porém, dos 645 municípios do estado de SP, apenas em 9 não houve registro deste tipo de acidente, portanto a população deve ficar atenta, informar-se e tomar todas medidas de prevenção para a entrada de escorpiões e o contato com esse animal. 

O escorpião amarelo é a principal espécie causadora de acidentes graves, incluindo óbitos. Os escorpiões amarelos adultos têm cerca de 7 cm e vivem em buracos, troncos de árvores, cupinzeiros e sob as pedras. Também podem ser encontrados em subsolos, casas em construção e com entulhos.

 

O que fazer em caso de picada 

As picadas de escorpião podem ser perigosas, principalmente para bebês, crianças e idosos, que são mais vulneráveis aos efeitos do veneno. Em caso de picada, o primeiro passo é procurar imediatamente o atendimento médico de emergência. Segundo a enfermeira especializada em segurança e prevenção de acidentes com crianças, Juliana Muniz, além de levar a vítima ao hospital, o responsável deve tirar foto do animal para identificação, se for possível, e lavar o local da picada com água e sabonete neutro, desde que essa medida não atrase a ida ao serviço médico. Não aplique nada e não dê nada para a vítima, o uso de compressa de gelo pode ser usada para aliviar a dor enquanto a vítima está sendo levada para atendimento.

 

Como evitar o aparecimento de escorpiões em casa 

Para evitar o aparecimento de escorpiões dentro de casa, algumas medidas preventivas são essenciais. Manter o quintal e a casa sempre limpos é fundamental, evitando acúmulo de entulhos, folhas secas e materiais de construção, que servem de abrigo para esses animais.

Além disso, é importante vedar frestas e buracos nas paredes, pisos e portas, pois os escorpiões podem se esconder nesses locais. Também é aconselhável manter os ralos sempre tampados e revisar periodicamente calçados e roupas antes de usá-los. 

Mantenha a cama e o berço afastados da parede, não coloque as mãos em buracos e use luvas para mexer no quintal. É preciso combater as baratas, alimentos para o escorpião. Não acumule lixo e vede bem os sacos de lixo. O aumento dos escorpiões em zonas urbanas ocorre pelo aumento de pessoas, lixos e falta de predadores naturais. Pesticidas não tem comprovação de eficácia para combater os escorpiões e o uso de galinhas em quintais é pouco eficiente, pois os escorpiões têm hábitos noturnos enquanto as galinhas têm hábitos diurnos.


Tudo que você precisa saber sobre os cuidados essenciais para cachorros de grande porte

Alimentação adequada e cuidados específicos são fundamentais para a saúde e bem-estar dos cães de grande porte


Ter um cachorro de grande porte em casa é uma experiência recompensadora, mas que exige responsabilidade e atenção especial. Cães maiores, como Golden Retrievers, Labradores, Pastores Alemães e Rottweilers, Pitbull, Doberman, Bernese, possuem características únicas que demandam cuidados específicos para garantir uma vida longa, saudável e feliz. Neste release, abordaremos os principais pontos para quem deseja adotar ou já possui um cachorro de grande porte e quer oferecer o melhor em termos de bem-estar. 

Pensando nisso, a médica veterinária da Brazilian Pet Foods, Dorie Zattoni, listou alguns cuidados essenciais para esse porte de cachorro:
 

Espaço adequado e exercício físico 

Cães de grande porte precisam de espaço para se movimentar e gastar energia. Idealmente, residências com quintal ou áreas externas são mais indicadas, mas isso não significa que apartamentos sejam inviáveis. O importante é garantir passeios diários e atividades físicas regulares para evitar o sedentarismo e problemas comportamentais. Esses animais têm muita energia acumulada, e isso precisa ser canalizado de forma saudável por meio de brincadeiras, corridas e caminhadas longas.
 

Alimentação balanceada e controle de peso 

A dieta dos cães de grande porte deve ser equilibrada e rica em nutrientes. Por terem tendência à obesidade, é essencial controlar a quantidade de ração e optar por alimentos específicos para o porte e a idade do animal. Rações de alta qualidade, formuladas para cães grandes, contêm os nutrientes necessários para fortalecer ossos e articulações, áreas que costumam ser mais sensíveis nesses cães. 

Inclusive, a Brazilian Pet Foods, entendendo essas necessidades, desenvolveu a Snow Dog Power Premium Especial, uma ração formulada especificamente para cães de grande porte. Com ingredientes naturais e uma combinação de nutrientes que promovem a saúde integral, essa ração é a escolha ideal para garantir que seu cachorro receba tudo o que precisa para uma vida longa e ativa.
 

Cuidados com a saúde das articulações 

Uma das principais preocupações com cachorros de grande porte é a saúde das articulações. Problemas como displasia coxofemoral e artrose são comuns, especialmente em raças como Labrador e Pastor Alemão. Visitas regulares ao veterinário, suplementos específicos e controle do peso ajudam a minimizar esses riscos. Além disso, pisos antiderrapantes e superfícies que proporcionam maior tração são recomendados dentro de casa para evitar escorregões e lesões.
 

Socialização e adestramento 

Devido ao tamanho, o comportamento de um cachorro de grande porte precisa ser gerenciado desde cedo. Investir em socialização e adestramento é fundamental para garantir que o cão seja obediente e não represente um perigo para outras pessoas e animais. Ensinar comandos básicos como ‘sentar’, ‘ficar’ e ‘vir’ ajuda a manter o controle, especialmente em situações onde o cão pode se sentir ameaçado ou excitado.
 

Higiene e cuidados específicos 

Banhos, escovação e cuidados com unhas e orelhas são importantes para manter a higiene e a saúde dos cães de grande porte. Dependendo da raça, a escovação do pelo pode ser mais frequente para evitar nós e a formação de bolos de pelos. Para raças com pelagem densa, como o Golden Retriever, é essencial escovar o pelo ao menos três vezes por semana para remover o excesso de pelos mortos e prevenir dermatites. 

“Ter um cachorro de grande porte é uma escolha que deve ser bem planejada. Ao entender as necessidades específicas desses animais, é possível proporcionar uma vida saudável e equilibrada, cheia de momentos de alegria e companhia. Como qualquer outro cão, eles precisam de amor, carinho e atenção, mas é fundamental estar preparado para lidar com o porte avantajado e as exigências que vêm junto”, finaliza a veterinária.


Brazilian Pet Foods


Casos frequentes de leishmaniose canina reforçam necessidade de prevenção nos cães

Divulgação 
Uso de coleira antiparasitária em cachorros é medida essencial para combater a doença que causa alerta em diversos estados brasileiros, como Minas Gerais e São Paulo

 

O mês conhecido como "Agosto Verde", visou conscientizar sobre a importância da prevenção e controle da leishmaniose canina, uma zoonose que não só afeta gravemente os cães, mas também representa um risco significativo para a saúde humana. Com a crescente incidência de casos em várias regiões do Brasil, é crucial que os tutores adotem medidas preventivas eficazes para garantir a proteção dos seus animais e a segurança das suas famílias. 

Em Belo Horizonte (MG), segundo dados do Controle da Leishmaniose Visceral Canina da Prefeitura Municipal, o total de cães soropositivos para a doença aumentou em 53,7% entre 2021 e 2023, e já são 1.483 sorologias caninas positivas entre janeiro e abril deste ano. No estado de São Paulo, a cidade de Tupã registrou, em maio, o primeiro caso de 2024 de leishmaniose visceral em ser humano.  

Doença grave e que gera preocupação, a leishmaniose pode ocasionar diversas manifestações clínicas, que, inclusive, podem ser confundidas com outras enfermidades. “As reações em cães envolvem febre, aumento dos linfonodos, baço e fígado, anemia, emagrecimento, alterações dermatológicas e perda de sangue pelo nariz, além de poder levar a óbito. Atualmente, existe tratamento para a doença, no entanto, não promove a cura parasitológica”, afirma Márcio Barboza, médico-veterinário e gerente de vendas técnicas e geração de demanda da MSD Saúde Animal. 

Por isso, a prevenção é o melhor caminho. Para os cães, o especialista destaca a importância de os tutores serem informados nas consultas de rotina sobre a gravidade da doença e as ações que devem ser tomadas. A doença é causada pelo protozoário Leishmania infantum que é transmitido, principalmente, por meio da picada de um flebótomo, que é um mosquito pequeno de hábito crepuscular e noturno. O método principal de prevenção da infecção é por meio do uso de inseticida tópico com propriedade repelente, como a coleira antiparasitária. 

“Estudos têm demonstrado a efetividade do uso de coleiras impregnadas com inseticidas na prevenção e no controle da leishmaniose canina. No entanto, é importante estar atento na hora de escolher a coleira antiparasitária, isso porque o tutor precisa entender se o produto utilizado tem, em sua formulação, componentes citados pelos especialistas no assunto e se a sua eficácia é comprovada”, ressalta o médico-veterinário. 

A coleira antiparasitária produzida pela MSD Saúde Animal, por exemplo, possui em sua composição a Deltametrina a 4% e é indicada para proteger os cães contra os vetores da leishmaniose. “Cachorros a partir de três meses de idade já podem utilizar a Scalibor, e a recomendação é que a troca seja feita a cada quatro meses. Além de alta eficácia e segurança, o produto não tem cheiro e não é necessário retirá-lo para dar banho no pet”, pontua Márcio. 

Dada sua relevância na prevenção, a coleira antiparasitária Scalibor foi incorporada pelo Ministério da Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2021, como parte do processo nacional de controle da leishmaniose. Cerca de 133 municípios prioritários, de 16 estados, classificados com taxa de transmissão alta, intensa e muito intensa, disponibilizaram o produto na ocasião.

 

Tudo limpo

Além do uso da coleira, a limpeza do ambiente é mais uma ação de suma importância na prevenção da doença. O profissional da MSD Saúde Animal destaca: “O ambiente deve estar livre de matéria orgânica, pois é onde o flebótomo transmissor se prolifera; deve-se fazer o uso de telas de proteção específicas, principalmente no local em que o cão mais fica; é indicado evitar passeios com o cachorro ao entardecer e à noite, quando o flebótomo é mais ativo; e é preciso seguir sempre as orientações de um médico-veterinário, que é o profissional que fornecerá todas as informações que o tutor precisa para preservar a saúde do cão e de toda a família”. 

Lembre-se: ao notar qualquer alteração em seu cão é importante levá-lo o quanto antes para consulta com um médico-veterinário, para que ele possa fazer o diagnóstico correto e orientar em relação aos cuidados.

 

Ações de encoleiramento

A MSD Saúde Animal está promovendo algumas ações de conscientização em várias regiões do Brasil, como São Paulo, Brasília, também do Nordeste brasileiro como Feira de Santana, Camaçari, Alagoinhas, Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Juazeiro, Barreiras, Teixeira de Freitas, Porto Seguro, Irecê, Itaberaba - localizadas na Bahia, e Aracaju, Lagarto e Itabaiana em Sergipe. Além destas, foram promovidas também em Pernambuco, Recife, e nas regiões de Ceará, Maranhão e Piauí. O objetivo dessas ações é auxiliar na propagação de informações da Leishmaniose e na importância do Agosto Verde para o combate e prevenção da doença.  

Os eventos tiveram início no começo de Agosto e vão até o final do mês, com destaque pela presença de veterinários para esclarecer dúvidas dos tutores e promover a prevenção da doença, além de ações de encoleiramento com a coleira Scalibor®, e da experiência do Bravecto® Experience, que tem como objetivo educar e conscientizar, de uma maneira imersiva, acerca da importância da prevenção no combate a pulgas e carrapatos. 



MSD Saúde Animal  
Para obter mais informações, visite nosso site
LinkedIn, Instagram e Facebook


Ronronar: 5 curiosidades sobre o som característico emitido pelos gatos

Cordas vocais dos felinos emitem som que podem caracterizar bem-estar, conexão com o tutor ou estado de alerta, explica veterinário do CEUB


Semelhante a um motor, o ato de ronronar dos gatos é um dos comportamentos mais enigmáticos dos felinos. Apesar de ser um som comum para quem convive com gatos, o comportamento multifacetado vai além de um simples sinal: o que gera curiosidades sobre seus motivos e funções. Bruno Alvarenga, professor de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica os mitos e verdades que circundam este ato praticado pela maioria dos gatos domésticos.  

Alvarenga explica que o fenômeno é um som característico dos gatos, que ocorre em uma frequência de 25 a 30 Hz. Pesquisadores de diferentes países, como Austrália, Suíça e República Tcheca, estudaram as cordas vocais dos gatos domésticos e descobriram estruturas semelhantesa “almofadinhas” que adicionam uma camada extra de tecido nas cordas vocais. “Isso permite que elas vibrem em baixas frequências, produzindo o som clássico do ronronar”.

 

Confira 5 curiosidades sobre o ato de ronronar

 

1. Frequentemente associado ao bem-estar e à felicidade dos gatos, contribui para o bom funcionamento de seu sistema imunológico. Ouvir um gato ronronar gera uma sensação de sucesso ao perceber que o animal está feliz e saudável. "O gato que ronrona expressa contentamento, reforçando a relação benéfica que existe entre ele e seu tutor. Essa troca de carinho e companhia é mutuamente vantajosa, promovendo bem-estar tanto físico quanto mental para ambas as partes", destaca.

 

2. Não se preocupe se o seu gato não ronrona! Nem sempre é motivo de alarme, adianta o médico veterinário do CEUB: "Muitos gatos não ronronam simplesmente porque não aprenderam a fazê-lo. O importante é garantir que o ambiente do animal seja saudável e seguro, promovendo uma relação feliz e equilibrada entre o gato e seu tutor."

 

3. O ronronar também pode ocorrer em situações de dor ou desconforto, como uma forma do felino se acalmar. O ato pode acompanhar vocalizações de pedido, como quando o gato solicita comida ou atenção. "Os gatos são mestres em condicionar seus tutores. Muitos combinam o ronronar com miados para conseguir o que desejam, seja um petisco ou água fresca da torneira", comenta o professor.

 

4. O comportamento de ronronar é, em grande parte, aprendido pela convivência com a mãe nos primeiros dias de vida. Segundo o docente do CEUB, as gatas ronronam para se comunicar silenciosamente com seus filhotes, evitando chamar a atenção de predadores. “Filhotes que não tiveram contato com a mãe ou que pertencem a linhagens menos domesticadas podem não aprender a ronronar, ou o fazem de maneira menos evidente.”

 

4.   Esse comportamento multifacetado que vai além de um simples sinal vindo dos gatos. Alterações como mudanças na alimentação, na eliminação de fezes ou urina, ou no nível de atividade podem indicar problemas de saúde que devem ser avaliados por um veterinário. “Embora ainda existam questionamentos sobre o ronronar, o que sabemos é que ele desempenha um papel importante na vida dos gatos e na conexão que compartilham com seus tutores”, finaliza Bruno.


Sanidade Animal – Campanha de vacinação contra brucelose no Estado de São Paulo vai até 31 de agosto


A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa ao setor produtivo que a campanha de vacinação contra a Brucelose chega ao fim no próximo dia 31 de agosto no Estado de São Paulo. A campanha, que geralmente acontece semestralmente, sofreu prorrogação devido ao desabastecimento da vacina B19 em todo o país.

Além do prazo para vacinação, o período para o(a) produtor(a) declarar a vacinação no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) também foi prorrogado e estende-se até o dia 6 de setembro.

Nesta etapa, devem ser vacinadas todas as fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link. A emissão do atestado de vacinação contra brucelose pelo médico-veterinário cadastrado não dispensa a obrigatoriedade da declaração da vacinação.

Para manter e preservar o rebanho, a Defesa Agropecuária atua de diversas maneiras, sendo elas a obrigatoriedade da vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas contra a brucelose; o abate sanitário ou eutanásia de animais acometidos pela doença; a exigência de atestado de exames para brucelose e tuberculose para o trânsito de animais destinados à reprodução ou para participação em feiras, exposições, leilões e provas esportivas como rodeios, além de medidas voluntárias como a certificação de propriedades livres.

Além disso, também é responsável pela realização de inquéritos epidemiológicos para determinar a prevalência da doença no Estado de São Paulo.


Atualização dos rebanhos

Após o fim da obrigatoriedade da vacinação contra a Febre Aftosa no Estado de São Paulo, o produtor rural passou, também em caráter obrigatório, a ter que atualizar seus rebanhos junto ao GEDAVE. Os proprietários têm até dia 6 de setembropara declarar todas as espécies, além dos bovídeos, presentes em suas propriedades

Devem ser atualizados os rebanhos de bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.

A declaração pode ser feita diretamente no sistema GEDAVE. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária distribuídas nas 40 regionais e também, através do envio por e-mail do formulário que está disponível em Link.

 

Felipe Nunes

Veja dicas para transportar seu pet em segurança – e evitar multas

Uso de cadeirinha ou caixa não é obrigatório, mas evita acidentes e infrações por ter o animal à esquerda do motorista ou com parte do corpo fora do carro; multa é de até R$ 195 


Tutora de cachorros desde a infância, a paulista Roberta Dias fez da relação com os animais uma forma de vida. Mesmo depois de estudar e se formar em arquitetura, carreira que percorre há vinte anos, ela mantém sempre em paralelo uma pequena matilha. Hoje, são dez chihuahuas, cinco dos quais leva para cima e para baixo a exposições em que recebem prêmios por sua conformação e beleza. Uma das estrelas do grupo, Audrey (ao lado, na foto de Johnny Duarte), se sagrou jovem campeã mundial aos 12 meses, no World Dog Show (WDS), realizado em São Paulo, em 2022. Mas leva com todo o cuidado – o mesmo que a fez voltar à faculdade e encarar uma graduação em veterinária, agora no sétimo semestre. Cadeirinhas, caixas de transporte e cintos de segurança estão sempre à mão para garantir uma viagem segura e, de quebra, blindar Roberta de infrações que podem resultar em pontos na carteira nacional de habilitação (CNH) e multa de até R$ 195,23. O Dia Mundial do Cachorro, comemorado na última segunda-feira, 26 de agosto, vale reforçar as orientações para o transporte seguro de pets. Mas, para quem preza os bichinhos e a própria vida, saber cuidar é fundamental o ano todo.  

 “Aprendi desde pequena, com a minha mãe, a transportar os cachorros com cuidado. Ela dizia que era prudente, caso houvesse uma freada brusca, e tinha toda a razão. Na época, tínhamos uma caixa de madeira para levar a minha primeira cachorra, uma poodle. Hoje, existem caixas mais leves, mais fáceis de transportar, mais confortáveis e ainda mais seguras para pets. Em trajetos curtos, eu também uso a cadeirinha, sempre acoplada à coleira peitoral pelo mosquetão do próprio aparelho. Estradas de terra e buracos podem até causar fraturas nos cães menores, que são mais sensíveis”, diz.   

No caso de um cachorro maior, lembra a criadora, o risco é o animal colocar a cabeça para fora pela janela, bater o rosto, tentar pular ou até mesmo perder o equilíbrio e cair. Mais: com a cabeça fora do carro, o cachorro pode contrair um cisco, um problema ocular e uma infração para o motorista. 

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não indica como obrigatório o uso de cadeirinhas ou caixas de transporte desenvolvidas para pets, até pela diversidade dos animais domésticos e pela dificuldade de indicar dimensões e formatos a adotar, como lembra Sheyla Siqueira, gerente de fiscalização e infrações do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Mas prevê duas punições que podem ocorrer quando um bichinho está solto no automóvel. 

À deriva no veículo, o cachorro pode se aventurar pela janela, subir no colo ou se esgueirar entre os braços e pernas do condutor, o que, por elevar os riscos de distração, perda de controle ao volante e acidente, configura infração média, com quatro pontos na CNH e multa de R$ 130,16 segundo o artigo 252 do CTB


A médica veterinária Ana Beatriz Fonseca (foto ao lado) reforça sempre aos tutores que utilizem cinto de segurança apropriado para manter seus bichinhos seguros – assim como a si mesmos e aos outros. “O cinto é um instrumento simples de usar no carro, vale a pena. Outro dia, uma cliente minha bateu o carro depois que o cachorro pulou no colo dela”, conta. “Infelizmente, muita gente ainda tem o hábito de levar o animal no colo, quando dirige.”

A veterinária tem razão: dados do Detran-SP mostram que, só neste ano, já foram autuados cerca de novecentos motoristas pelo transporte de bichinhos à esquerda ou entre pernas e braços, a infração prevista no artigo 252. Desde 2020, o total de multas lavradas chega a 6.301. 

A punição é ainda mais salgada, com cinco pontos na habilitação e multa de R$ 195,23, no caso de outra infração, considerada grave no artigo 235 do CTB: transportar animais na parte externa do veículo – nem pense em fazer seu cachorro surfar sobre o capô. Os casos de bichinhos com o focinho para fora da janela se enquadram aqui. 

Neste ano, oitenta motoristas foram autuados no estado por essa infração, número que sobe a 119 no acumulado desde 2020. 

“Vale sempre ressaltar que o ponto principal é a segurança do bichinho. O importante é que ele esteja preso e bem acomodado para que, quando o carro frear, não seja arremessado de um ponto para outro”, diz Sheyla, do Detran-SP. 

Experiente no trânsito com cachorros, a tutora Roberta Dias concorda. “Eu viajo bastante para as exposições e nunca tive nenhum tipo de problema transportando a Audrey na caixinha, porque tenho a certeza de que ela estará protegida e eu também, e posso guiar sem a preocupação de, numa eventualidade, ter de tentar segurá-la e perder o controle ao volante.” 

 


Posts mais acessados