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sexta-feira, 26 de julho de 2024

Entenda os direitos dos trabalhadores em caso de Burnout e como combater essa situação


O Ministério da Saúde recentemente atualizou a lista de doenças relacionadas ao trabalho, na ocasião incluiu a Síndrome de Burnout nesse grupo, como uma condição ocupacional. Ocorre que a situação é preocupante e o tema tem atraído crescente atenção no cenário global. 

Com o aumento dos casos, associado a outras condições de saúde mental como ansiedade e depressão, a compreensão desta síndrome se tornou crucial tanto para trabalhadores quanto para empregadores. 

Dr. Vicente Beraldi, médico especialista em psiquiatria da Moema Medicina do Trabalho, explica que a Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é caracterizada por um estado extremo de fadiga emocional, física e mental. 

Este fenômeno ocorre quando um indivíduo experimenta um estresse prolongado e mal gerenciado no ambiente de trabalho. Dr. Vicente Beraldi destaca que "a questão do Burnout é muito mais complexa do que as pessoas pensam. Há uma grande confusão sobre o que realmente é essa síndrome e o que são outras doenças relacionadas à saúde mental." 

A síndrome se manifesta através de vários sintomas, incluindo:

- Cansaço excessivo: Sensação constante de esgotamento que não melhora com descanso.

- Dores de cabeça: Frequentes e intensas dores na cabeça.

- Alterações no apetite: Perda ou ganho significativo de apetite.

- Insônia: Dificuldade em adormecer ou em manter um sono reparador.

- Dificuldades de concentração: Problemas para se concentrar em tarefas diárias.

- Sentimentos negativos: Sensação de desânimo e desmotivação em relação ao trabalho.

- Sintomas físicos: Problemas como pressão alta, dores musculares e gastrointestinais. 

Para as empresas, a presença da Síndrome de Burnout resulta em uma redução da eficácia profissional, exaustão de energia e uma mentalidade negativa em relação ao trabalho.

 

Desafios do diagnóstico e tratamento 

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é um processo complexo. De acordo com Dr. Beraldi, "a falta de um diagnóstico claro e o tratamento inadequado podem prejudicar tanto a empresa quanto o colaborador. É essencial diferenciar Burnout de outras condições como ansiedade e depressão para que o tratamento seja eficaz."

 

O diagnóstico adequado envolve: 

1. Avaliação médica: O primeiro passo é procurar uma avaliação médica, geralmente realizada por um psiquiatra ou psicólogo. O profissional analisará os sintomas apresentados e o histórico profissional e pessoal do trabalhador.

2. Exames complementares: Exames podem ser solicitados para descartar outras condições de saúde mental e garantir um diagnóstico preciso.

3. Documentação médica: Laudos e relatórios médicos são essenciais para validar o diagnóstico e acessar os direitos trabalhistas. 

A confusão com outras condições, como a ansiedade e a depressão, pode dificultar a identificação correta do Burnout. O acompanhamento por profissionais especializados é crucial para um tratamento eficaz e para evitar complicações tanto para o trabalhador quanto para a empresa.

 

Direitos dos trabalhadores com Síndrome de Burnout 

Com a inclusão da Síndrome de Burnout na lista de doenças relacionadas ao trabalho pelo Ministério da Saúde, os trabalhadores afetados têm acesso a uma série de direitos e benefícios, semelhantes aos de outras condições de saúde. Estes direitos incluem: 

1. Auxílio-Doença Acidentário: Também conhecido como benefício por incapacidade temporária, este auxílio é concedido pelo INSS aos trabalhadores que não conseguem desempenhar suas funções laborais. O valor do auxílio é calculado com base na média dos últimos salários e pode ser prolongado mediante reavaliações médicas. 

2. Aposentadoria por Invalidez: Se a síndrome impossibilitar a pessoa de retornar ao trabalho de forma permanente, a aposentadoria por invalidez pode ser concedida. Este benefício substitui a renda do trabalhador incapacitado e é calculado com base na média das contribuições previdenciárias feitas ao longo da carreira. 

3. Recolhimento do FGTS: Durante o afastamento, o trabalhador tem direito ao recolhimento do FGTS pelo empregador. Este pagamento garante a continuidade dos benefícios associados ao fundo, como o uso para compra da casa própria ou saque no futuro. 

4. Indenizações: Se a Síndrome de Burnout for causada por abusos ou condições inadequadas no ambiente de trabalho, o trabalhador pode reivindicar indenizações por danos morais, materiais e existenciais. Se for comprovado que a síndrome foi causada por abusos ou irregularidades no ambiente de trabalho, o trabalhador pode receber valores indenizatórios. 

5. Estabilidade no Emprego: Após o retorno ao trabalho, o empregado tem direito a um período de estabilidade de 12 meses. Se a empresa demitir o trabalhador sem justa causa durante esse período, ela deve readmiti-lo e pagar todos os direitos trabalhistas. Em alguns casos, a demissão pode resultar em indenização por demissão indevida. 

A Síndrome de Burnout é uma condição desafiadora no ambiente de trabalho moderno, refletindo o impacto do estresse crônico e mal gerenciado. Reconhecida oficialmente como uma doença ocupacional, o Burnout exige uma abordagem cuidadosa tanto para diagnóstico quanto para a gestão dos direitos dos trabalhadores afetados. 

Dr. Vicente Beraldi destaca a importância de uma avaliação médica precisa para garantir que os trabalhadores afetados recebam o suporte necessário. A compreensão e o manejo adequados da Síndrome de Burnout são cruciais para promover um ambiente de trabalho saudável e garantir que os trabalhadores recebam o suporte necessário para sua recuperação e bem-estar.


28/07 - Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais

Data promove conscientização sobre doença silenciosa que causa 1,3 milhão de mortes anualmente

Hepatologista do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz detalha modos de transmissão e estratégias de prevenção

 

Visando conscientizar a população sobre os tipos de hepatites, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho e criado em 2010 pela OMS (Organização Mundial da Saúde), também lembra que a doença é a segunda maior causa de morte por infecção no mundo, com 3,5 mil óbitos diários e 1,3 milhão de mortes anuais. 

Segundo Dr. Luís Edmundo Pinto da Fonseca, hepatologista do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, as hepatites virais são causadas por infecções que podem não ter sintomas perceptíveis, afetando o fígado e podendo ser classificadas como agudas, que duram de até seis meses e crônicas, quando duram mais de seis meses. 

O hepatologista explica que elas se manifestam de diferentes formas, mas muitas vezes a evolução no quadro da infecção não é identificada por escassez de sintomas. Por isso, a importância de realizar exames de rotina para garantir o diagnóstico precoce e evitar a evolução para formas mais avançadas de doença hepática crônica, que incluem a cirrose hepática e o câncer de fígado. 

Os sintomas da doença, quando aparecem, podem incluir: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. “Reconhecer esses sinais é essencial para detectar precocemente a doença e buscar o tratamento adequado”, conta o médico. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, nas últimas duas décadas o Brasil notificou aproximadamente 720 mil casos de hepatites virais. Do total, cerca de 23% correspondem a casos de Hepatite A, 37% dos casos são de Hepatite B e a Hepatite C representa a maior incidência, com 39% dos casos. 

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais mais comuns no país são causadas pelos vírus A, B e C. A Hepatite D, comum na região Norte do Brasil, e a Hepatite E, mais diagnosticada na África e na Ásia, ocorrem com menos frequência no nosso país.
 

Tipos e prevenção

Hepatite A: ocorre por via fecal-oral: ingestão de água e/ou alimentos contaminados com fezes humanas, e por isso, costuma estar associada a baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal. 

A vacinação contra a Hepatite A está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e é altamente recomendada, devendo ser realizada em crianças de 15 meses até cinco anos incompletos. 

“É importante adotar práticas de higiene pessoal adequadas, como lavar as mãos regularmente após o uso do banheiro e antes de manipular alimentos. Além disso, certificar-se de consumir água tratada e alimentos devidamente cozidos também é uma medida preventiva eficaz”, explica o médico.
 

Hepatite B: pode ser transmitida por via vertical (de uma mãe portadora do vírus para o filho, sendo que a transmissão ocorre durante o parto), por via parenteral (ou seja, pelo compartilhamento de agulhas, seringas e outros itens pessoais contaminados com sangue infectado) e pela via sexual, sendo considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). 

A vacinação é a principal medida preventiva para a Hepatite B, que deve ser iniciada nos primeiros meses após o nascimento: aos dois, quatro e seis meses de idade. Para os adultos que não foram vacinados durante a infância, também são recomendadas três doses da vacina. 

Segundo o especialista, a prevenção da Hepatite B inclui a adoção de práticas sexuais seguras, como o uso de preservativos, além de evitar compartilhar objetos de uso pessoal que possam estar contaminados com sangue ou secreções pessoais. 

Existe também a vacina combinada da Hepatite A e B, que é indicada para crianças a partir dos 12 meses, adolescentes e adultos, sendo uma ótima opção para aqueles que não foram vacinados contra ambas as hepatites.
 

Hepatite C: considerada epidemia mundial, ainda sem vacina disponível, tem como característica alarmante que aproximadamente 60% a 85% das infecções agudas podem se tornar crônicas, com risco de evolução silenciosa para a cirrose hepática ao longo de vários anos. 

Assim como o tipo B, a Hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue infectado, por isso é preciso adotar medidas de prevenção “Evite o compartilhamento de objetos pessoais que possam estar contaminados com sangue, sempre utilize equipamentos estéreis em procedimentos médicos, de acupuntura e tatuagem e instrumentais bem higienizados em serviços de manicure e pedicure. Também nunca deixe de praticar sexo de forma segura, utilizando preservativos, quando indicado, nas relações sexuais”, conta o hepatologista, Dr. Luís Edmundo. 

O médico chama atenção para a hepatite C já que, diferentemente das hepatites A e B, ainda não há vacina disponível. Desta forma, sua prevenção baseia-se em medidas de redução de risco. 

Outro fator para ficar de olho é que o surgimento de sintomas não é muito frequente: cerca de 80% das pessoas com o vírus não apresentam qualquer manifestação. Além disso, segundo o Ibrafig (Instituto Brasileiro do Fígado), a hepatite C é a hepatite mais letal, sendo relacionada a 74% das mortes pela doença.
 

Prevenção é o melhor caminho

A prevenção dessas doenças requer não apenas um esforço coletivo, mas também um entendimento sobre suas formas de transmissão e as medidas preventivas eficazes. Segundo Dr. Luís Edmundo, a educação e a conscientização desempenham um papel crucial nesse processo. 

“É fundamental enfatizar a importância da conscientização sobre as diferentes formas de transmissão das hepatites virais e da adoção de medidas preventivas adequadas. A promoção de informações precisas e o acesso a serviços de saúde são fundamentais para reduzir a incidência e o impacto das hepatites virais”, diz o especialista.



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Coqueluche: o que é, quais as fases e como prevenir?

Crédito: Thiana Perusso
Crianças menores de 1 ano de vida representaram mais de 52% das ocorrências no Brasil e Pequeno Príncipe reforça a importância da vacinação


A coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou tosse convulsa, é uma doença infecciosa aguda. Ela é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta as vias respiratórias, que levam o oxigênio até os pulmões. No Brasil, a coqueluche é controlada devido à vacinação em massa. Entretanto, o aumento dos casos no país e no mundo chamam a atenção para o tema. Diante desse cenário, o Pequeno Príncipe, o maior e mais completo hospital pediátrico do país, alerta mais uma vez para a importância de manter o calendário vacinal das crianças em dia. 

Os dados nacionais de 2019 a 2024 mostram que as crianças menores de 1 ano de vida representaram mais de 52% dos casos de coqueluche. Em seguida, crianças entre 1 e 4 anos, com cerca de 22%. De 2019 a 2023, todas as 27 unidades federativas do Brasil notificaram casos da enfermidade. O Paraná foi o quarto estado com maior registro e, entre janeiro e junho de 2024, contabilizou 16 ocorrências da doença.

A médica e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino, explica que a doença é considerada um problema de saúde pública. Isso devido à longa duração do quadro dos pacientes infectados. “Pessoas de todas as faixas etárias podem contrair a coqueluche, mas as crianças menores de 1 ano são mais suscetíveis a desenvolvê-la com graves sintomas”, aponta.

 

Fases e sintomas da coqueluche

O contágio ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas na tosse, espirro ou até mesmo na fala, com o contato direto da pessoa infectada com um indivíduo não vacinado. Os sintomas da coqueluche podem variar conforme a idade do paciente e a gravidade da infecção. Em geral, a enfermidade apresenta três estágios: 

- Estágio catarral: assemelha-se a um resfriado comum, com coriza, febre baixa, espirros e uma tosse leve e ocasional.

- Estágio paroxístico: caracterizado por episódios de tosse intensa e incontrolável, seguidos por um som agudo ao inspirar. Esses episódios podem ser tão severos que causam vômito, exaustão e até mesmo morte súbita em crianças menores de 1 ano.

- Estágio de convalescença: a tosse gradualmente diminui em frequência e intensidade.

 

Complicações da doença

A coqueluche pode levar a complicações sérias, especialmente em crianças até 1 ano, como pneumonia, engasgos, fraturas de costelas devido à tosse intensa, lesão cerebral e até óbito. Em adolescentes e adultos, a doença pode causar complicações como incontinência urinária, desmaios e pneumonia.

 

Qual é a vacina para coqueluche?

O Ministério da Saúde reforça que a principal forma de prevenção da coqueluche é por meio da vacinação de crianças ainda nos primeiros meses de vida. A vacina tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São três doses: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de idade. Depois, um reforço aos 15 meses e um aos 4 anos.

Além disso, há recomendação de imunização de gestantes, a partir da 20.ª semana, e puérperas, em todas as gestações. A vacinação evita o contágio ao recém-nascido, pois permite a transferência de anticorpos ao feto e protege o bebê nos primeiros meses de vida, até que possa ser imunizado.

Na rede privada, há uma versão acelular da tríplice bacteriana, feita com proteínas, que diminui as chances de efeitos colaterais após a aplicação. Na versão infantil, é aplicada em crianças a partir dos 4 anos de idade, com reforço a cada dez anos. Já o tipo adulto é recomendado como reforço para crianças entre 9 e 11 anos, adolescentes, adultos e idosos.


Você sabe a diferença entre as lentes de policarbonato e resina?

Conheça mais sobre os principais materiais utilizados para confeccionar lentes e a recomendação para cada tipo de necessidade

 

Na hora de confeccionar um par de óculos, todas as etapas têm sua importância e é fundamental garantir que a necessidade de cada pessoa seja atendida. Um dos processos é a escolha do material da lente. Existem diferentes tipos de matéria-prima para a fabricação de lentes de grau e cada um deles possui suas vantagens e recomendações. 

Escolher o material adequado é uma medida essencial para o tratamento e necessidade de cada pessoa. Além disso, o cuidado com a saúde ocular inclui a realização de visitas periódicas ao oftalmologista, exames preventivos e adoção de bons hábitos, protegendo os olhos da exposição à luz solar, por exemplo”, destaca Dr. Celso Cunha, médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, empresa japonesa que produz lentes de óculos de alta tecnologia desenvolvidas para a correção de problemas da visão. 

Conheça mais sobre os principais materiais utilizados para a confecção de lentes oculares e suas recomendações:

 

Policarbonato

O policarbonato é um material extremamente resistente e seguro. É caracterizado por ser um termoplástico utilizado em janelas de avião, escudos policiais e óculos industriais. Por conta do processo de confecção, as lentes de policarbonato podem ser até 30% mais leves do que uma de acrílico e dez vezes mais resistentes a impactos. Devido a essas características, esse tipo de lente é indicado para óculos infantis e para pessoas que praticam esportes, por exemplo. 

Adicionalmente, com índice de refração de 1,59, lentes feitas com esse material são recomendadas para quem possui até 4 graus de miopia ou hipermetropia e até 2 graus de astigmatismo.

 

Resinas

A resina utilizada em óculos é obtida a partir de uma liga plástica baseada em carbono. Apesar de ser um material encontrado na maioria dos objetos de plástico usados no dia a dia, a resina oftálmica recebe uma série de outros produtos químicos que aumentam sua qualidade e a torna mais resistente.

As vantagens de confeccionar lentes em resina são a durabilidade e o conforto que elas oferecem ao usuário. Além disso, elas também são resistentes contra impactos. Existem dois tipos de resinas utilizadas para confeccionar óculos: comum e superior. 

A resina comum possui um índice menor, por isso, é indicada para correção de graus baixos. Em graus mais altos, a lente fica muito grossa, o que não é interessante esteticamente. Com índice de refração de 1,5, as lentes de resina comuns são recomendadas para quem tem problemas visuais com baixo grau de correção. 

Em paralelo, a resina superior possui índice de refração maior. Deste modo, as lentes feitas com esse tipo de material entregam um excelente padrão estético, mesmo em casos de correções de graus elevados. Elas podem ser até 40% mais finas se comparadas às de resina comum, garantindo óculos mais leves. Os índices de refração de 1,67 e 1,74 tornam a resina superior ideal para pessoas com alto grau de correção. Esse tipo de lente é recomendado para aqueles com mais de 4 graus de miopia ou hipermetropia e mais de dois graus de astigmatismo. 

“A escolha do material das lentes é um processo que exige atenção e cuidado, pois está diretamente ligada ao grau de refração e ao tipo de correção. Desta maneira, é sempre importante consultar um oftalmologista para que ele indique a melhor lente para cada caso e necessidade. Além disso, a escolha do aro, como tamanho e design, influencia totalmente no material das lentes que será utilizado. Assim, é sempre importante consultar uma ótica de confiança que esclareça todas as dúvidas e indique os aros mais adequados às suas necessidades”, conclui Dr. Celso. 



Hoya Vision Care
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27 de julho é o dia conscientização do câncer de cabeça e pescoço. Confira como identificar e tratar esses tumores

Fatores como excesso de bebidas alcoólicas, tabagismo e relações sexuais sem proteção podem ser comportamentos de risco em relação a esses tumores


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os cânceres de cabeça e pescoço atingem mais de 40 mil brasileiros ao ano, em sua maioria, homens com mais de 60 anos. A campanha Julho Verde tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância dos cuidados e do combate a esses tumores, que se desenvolvem nos lábios, na boca, na garganta, na laringe, na faringe, nas glândulas salivares, na fossa nasal e nos seios paranasais, além da pele. “A iniciativa permite divulgar informações sobre sinais que podem levar a um diagnóstico precoce, além de orientações quanto à prevenção e tratamento”, define a médica oncologista da Oncoclínicas e do Hospital Edmundo Vasconcelos, Malu Viter.

No Brasil, o câncer de boca e laringe é o segundo mais frequente entre homens, enquanto o de tireoide é o quinto mais comum entre mulheres. A médica cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Edmundo Vasconcelos, Rafaella Falco Bruhn, explica que essas doenças possuem características diferentes, mas compartilham alguns sintomas iniciais que requerem atenção das pessoas. “Feridas na boca ou na língua que sangram, não cicatrizam em 15 dias e continuam crescendo podem ser indícios de câncer de boca. Nódulos no pescoço ou mesmo alguma ferida na pele na região da cabeça e do pescoço também podem ser sinais de alerta. Dificuldade para engolir, alteração na voz, rouquidão que não melhora e até falta de ar podem ser indicativos de tumor de laringe, por exemplo. Outras manifestações clínicas poderão surgir a depender do tipo de câncer”, afirma.

Malu Viter ainda complementa que sintomas persistentes por mais de três semanas são um alerta para a busca por uma avaliação médica adequada, visto que essas neoplasias quando diagnosticadas precocemente, possuem chance de cura de 90%. “Caso a doença seja detectada, o paciente pode passar por diversos tratamentos, dependendo do tipo, localização e volume do tumor e do seu perfil clínico. A maioria requer tratamento cirúrgico, porém alguns podem ser abordados com quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e iodoterapia, como no caso de câncer de tireoide”.

De acordo com Rafaella Falco Bruhn, existem alguns fatores de riscos mais frequentes para esse tipo de tumor, como a ingestão de bebida alcoólica, o tabagismo, incluindo o uso de cigarro eletrônico, a exposição solar sem proteção e uma higiene oral inadequada. “Vale lembrar que manter uma alimentação saudável, fazer exercício físico e manter o peso adequado também contribuem para a prevenção”, detalha a médica.

A médica Malu Viter ainda destaca que o uso de preservativo durante o sexo oral é importante para prevenir a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), um dos agentes etiológicos do câncer de orofaringe.  Além disso, a vacina tetravalente contra o HPV está disponível gratuitamente nos postos de saúde para meninas e meninos entre nove e 14 anos, homens imunossuprimidos de nove a 26 anos, pacientes oncológicos e mulheres de nove a 45 anos, além de pacientes usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP).

 

Hospital Edmundo Vasconcelos
www.hpev.com.br


Oncoclínicas&Co.
http://www.grupooncoclinicas.com


Olimpíadas: Por quê lesões são mais comuns em atletas amadores?

Especialista em fisioterapia alerta para cuidados com o corpo; preparação ineficiente pode desencadear contusões

 

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos Paris 2024 – que serão realizados de hoje (26/07) a 11/08 – e a enorme visibilidade das grandes competições esportivas nos meios de comunicação, muitas pessoas se empolgam e aproveitam a ocasião para iniciar atividades físicas. 

Apesar de todos os benefícios que o esporte traz para a qualidade de vida, não basta apenas ter boa vontade e sair fazendo os exercícios de qualquer jeito. O alerta é da fisioterapeuta Lucilei Gomes, coordenadora de graduação, responsável técnica da Clínica Escola e colaboradora da pós-graduação em Fisioterapia Traumato – Ortopédica e Esportiva do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). 

“Os sedentários ou os ‘atletas de fim de semana’ são mais suscetíveis às lesões do que os esportistas olímpicos. Quem se aventura por conta própria e sem orientação adequada pode ter contraturas, espasmos musculares, câimbras, inflamações, tendinites, distensões e outros problemas mais graves”, explica.


Conheça seus limites

Como a prática de qualquer esporte requer resistência aeróbica e muscular, tanto os atletas de alta performance, quanto os amadores devem tomar cuidados. Profissionais especializados em fisioterapia podem ajudar os iniciantes a entender a importância do equilíbrio musculoesquelético e cardiovascular. 

“É fundamental conhecer os próprios limites e desenvolver ganhos diários, dentro de seus objetivos. Essa recomendação também vale para quem ‘bate uma bolinha só de vez em quando’. Mesmo assim, é importante aquecer antes, alongar após os exercícios e manter-se hidratado durante toda prática”, ressalta Lucilei.

Falta de aquecimento é um dos fatores que
 provocam danos ao organismo
 Freepik

“É fundamental conhecer os próprios limites e desenvolver ganhos diários, dentro de seus objetivos. Essa recomendação também vale para quem ‘bate uma bolinha só de vez em quando’. Mesmo assim, é importante aquecer antes, alongar após os exercícios e manter-se hidratado durante toda prática”, ressalta Lucilei.

 

Conheça seus limites

Como a prática de qualquer esporte requer resistência aeróbica e muscular, tanto os atletas de alta performance, quanto os amadores devem tomar cuidados. Profissionais especializados em fisioterapia podem ajudar os iniciantes a entender a importância do equilíbrio musculoesquelético e cardiovascular.

 

Tenha calma

A especialista salienta que o aumento de pessoas envolvidas com práticas esportivas – influenciados por grandes competições, como as Olimpíadas de Paris 2024, traz como consequência a maior procura de profissionais para recuperação ou reabilitação em virtude de lesões.

Lucilei explica que há uma enorme diferença entre sair para uma leve corrida ou caminhada no parque e jogar futebol como se você estivesse em plena capacidade física. “A preparação ineficiente pode desencadear lesões e trazer prejuízos severos ao corpo. É necessário haver uma transição segura e eficaz, de tal modo que o organismo ‘perceba’ o nível de condicionamento físico e vá se habituando gradualmente”, completa.

 

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Busque ajuda profissional

Mesmo os esportistas de alto rendimento – já acostumados a competir em diferentes países e continentes – sabem a importância desses cuidados e se previnem em todas as ocasiões.

“Em 14 anos de carreira, já tive lesões e me recuperei com a ajuda da fisioterapia. Recomendo que todas as pessoas busquem o apoio de um profissional capacitado, conheçam seus limites e respeite seu corpo”, conta a atleta paranaense Flávia Maria de Lima, que vai disputar os Jogos Olímpicos Paris 2024 na modalidade dos 800 metros rasos e estuda Nutrição no Centro Universitário Integrado.

Situação parecida acontece com Gabrielly Cristina dos Santos. “Faço acompanhamento com fisioterapeuta para evitar lesões e, duas vezes por semana, realizo fortalecimento muscular. Atividade física é essencial para todos, mas sempre com o auxílio de um profissional para que não ocorra lesões, desidratação entre outras coisas”, explica a atleta que também estuda no Integrado e está no 4º período de fisioterapia 



Centro Universitário Integrado oferece
Campo Mourão (PR)


Dia dos Avós: Como envelhecer bem e aproveitar a vida ao lado dos netos

Aproveitar bem a vida ao lado dos netos, com saúde
 e vitalidade, depende de hábitos saudáveis desde a juventude
Pexels


Idosos ainda são muito resistentes a algumas orientações médicas. Portanto, quanto mais cedo na vida a pessoa adotar hábitos saudáveis, maiores as chances de envelhecer bem e feliz ao lado dos netos

 

Cerca de 71% dos avós que convivem com os netos possuem hipertensão arterial e 51% deles têm diabetes. São doenças evitáveis e que podem levar a outros problemas de saúde. Os dados são de uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais. Dia 26 de julho comemora-se o Dia dos Avós. E a data reforça não só os benefícios da relação entre avós e netos, mas também das pessoas cuidarem bem do corpo desde cedo, para estarem bem e curtirem a vida com os netos quando for o momento. 

O geriatra Dr. Cesar Leoni, do Eco Medical Center, destaca a importância de adotar hábitos saudáveis ao longo da vida para garantir um envelhecimento de qualidade. "A alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos são pilares fundamentais para prevenir doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Proteínas magras, frutas, verduras e grãos integrais devem estar presentes na dieta diária desde a juventude. Mas nunca é tarde para começar a se cuidar", aconselha o especialista. 

Ele mostra ainda que, em qualquer idade, é preciso evitar os alimentos processados. Preferir sempre os alimentos naturais e buscar montar refeições mais coloridas possíveis, o que indica a variedade de nutrientes no prato. E por mais que o corpo tenha alguma limitação por conta da idade, ainda assim é preciso praticar atividade física regular e programada. Esforçar-se todos os dias, ou a cada dois dias, em fazer exercícios. Além da caminhada, a musculação é indicada para evitar a perda de massa muscular, que é normal com a idade. Músculos mais fortes evitam quedas e demais problemas ortopédicos que chegam com a idade.

 

Saúde física e mental do idoso

Além dos cuidados com a alimentação, Dr. Leoni enfatiza a necessidade de manter a mente ativa e saudável. "Gerenciar o estresse, controlar a ansiedade e tratar a depressão são passos essenciais. Atividades que proporcionam um propósito na vida, como cuidar dos netos ou realizar um trabalho voluntário, ou o próprio trabalho profissional, contribuem significativamente para a saúde mental dos idosos", explica o geriatra, mostrando ainda que muitos idosos negligenciam o tratamento da depressão, achando que “é normal”. 

O sono de qualidade e as relações sociais também desempenham um papel crucial no bem-estar dos idosos. "Manter uma rede de apoio, seja através da família, amigos ou atividades comunitárias, frequentar espaços para desenvolvimento da espiritualidade é vital para a saúde mental e física", acrescenta o geriatra, mostrando que o idoso não deve se isolar em casa. Mesmo que a família não possa estar presente sempre, por causa dos compromissos do dia a dia, é preciso sair, ter amigos, conversar, movimentar o corpo e a mente. E claro, estar sempre em contato com os netos faz muito bem à saúde mental. 

Apesar das orientações em consultório, muitos idosos enfrentam desafios ao tentar adotar esses hábitos saudáveis. "A resistência em abandonar o consumo de açúcar e gorduras, e a dificuldade em incorporar uma rotina de exercícios físicos são obstáculos comuns. Mesmo pacientes diabéticos muitas vezes não seguem as recomendações de dieta", revela e lamenta o médico.

 

Envelhecimento da população

O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno crescente. De acordo com o Censo 2022, o Brasil conta com 31,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando 14,7% da população. Estima-se que em 2050, esse número chegue a 66 milhões de idosos. 

Estudos internacionais corroboram os benefícios da convivência regular entre avós e netos. Uma pesquisa alemã com 500 idosos entre 70 e 103 anos, feita ao longo de 19 anos, revelou que aqueles que passam tempo com os netos têm uma redução de 37% no risco de mortalidade, prolongando suas vidas em até dez anos. No entanto, o estudo considerou apenas avós que não eram os principais responsáveis pelos cuidados diários dos netos. Ou seja, os idosos que cultivavam uma relação saudável com seus netos, com atividades lúdicas e prazerosas, alcançaram a longevidade. Mas, para alcançar essa boa convivência, ter boa saúde é fundamental. 



Eco Medical Center
Para saber mais, acesse o site
Rua Goiás, 70 - bairro Água Verde.


BOLETIM DAS RODOVIAS

Motoristas encontram pontos de lentidão nas rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castello Branco e Ayrton Senna/Carvalho Pinto

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira (26). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), no sentido interior, tem tráfego normal, sem congestionamento. Já no sentido capital há pontos de lentidão do km 110 ao km 109 da pista marginal e do km 12 ao km 11+360 da pista expressa. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamento. E no sentido capital, o tráfego é lento do km 15 ao km 13+360, por conta do excesso de veículos. 

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em ambos os sentidos, apresenta tráfego normal, sem congestionamento. Já na Rodovia Castello Branco (SP-280), o sentido capital apresenta lentidão do km 16+460 ao km 13+700, por conta do excesso de veículos. E no sentido interior do km 57 ao km 59 e do km 20 ao km 26.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor, sentido capital, apresenta tráfego lento do km 20 ao km 14 e no sentido interior, o tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Dia dos avós: Conviver com os avós ajuda no desenvolvimento infantil, afirma neurocientista

Freepik

“Os avós não devem ter ligação apenas genética com os netos, é preciso conviver para desenvolver habilidades comportamentais importantes para o futuro da criança”, afirma o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela


O dia 26 de julho é uma data dedicada a destacar a importância dos mais experientes na vida de todos. O “Dia dos Avós”, mostra como esse convívio é especialmente recomendado para as crianças, ajudando no desenvolvimento de habilidades fundamentais como a empatia, respeito e desenvolvimento cognitivo.

 

É o que explica o Pós PhD em neurociências e membro da Society for Neuroscience nos EUA e da Sigma XI, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

 Os avós podem oferecer muito mais do que uma simples herança genética, algo que, apesar de ser muito importante, não é a principal contribuição que eles podem dar ao desenvolvimento das crianças. O convívio com os avós, especialmente na infância, é fundamental para uma melhor educação e direcionamento, que são feitos de forma diferente pelos avós do que pelos pais”.

 

Os benefícios do convívio com os avós durante a infância


- Compartilhar experiências com as crianças;


- Fortalecimento de laços sociais e familiares;


- Transmissão de valores de uma forma diferente dos pais;


- Suporte emocional;


- Exemplos de resiliência que oferecem suporte ao desenvolvimento comportamental.

 

O cérebro dos jovens e seus avós


A ligação entre avós e seus netos pode ir muito além do sangue, entrando no campo do cérebro, é o que indicaram estudos conduzidos pelo antropólogo americano James Rilling, da Universidade de Emory em Atlanta, Estados Unidos.

 

Rilling recrutou aproximadamente 50 avós com netos biológicos entre 3 e 12 anos para participar do experimento. Utilizando ressonância magnética funcional, que monitora mudanças no fluxo sanguíneo cerebral, ele observou atividades em áreas do cérebro relacionadas à empatia emocional, como a ínsula e o córtex somatossensorial secundário, quando as avós viam imagens de seus netos. 

Isso indica que as avós tendem a sentir as mesmas emoções que seus netos, seja alegria, tristeza, euforia ou dor, o que pode resultar, por exemplo, em um cuidado mais direcionado às necessidades da criança.

 

A experiência para a formação comportamental


De acordo com Dr. Fabiano, a convivência com os avós durante a infância ajuda as crianças a ampliarem suas perspectivas sobre a vida.

Os avós, justamente pela sua experiência de vida, oferecem à criança um suporte importante para ter perspectivas diferentes sobre a vida e desenvolver habilidades importantes como empatia, respeito, desenvolvimento cognitivo e capacidade prática”.

A verdadeira inteligência se reflete de verdade nas ações. Valorizar os idosos é uma escolha sábia, pois nos permite aproveitar seu conhecimento e experiência enquanto ainda estão conosco. Cada momento com eles é precioso e não deve ser desperdiçado”, afirma Dr. Fabiano de Abreu Agrela.  



Dr. Fabiano de Abreu Agrela - Pós PhD em Neurociências eleito membro da Sigma Xi, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos , membro da Royal Society of Biology no Reino Unido e da APA - American Philosophical Association também nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia e filosofia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Membro das sociedades de alto QI Mensa, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society, Numerical e HELLIQ Society High IQ. Autor de mais de 250 artigos científicos e 23 livros.


Testamento de guarda aumenta segurança e amparo para os filhos, afirma advogada

O mecanismo ajuda a planejar e direcionar para uma vida segura e estável para os pequenos, mesmo nas circunstâncias mais adversas

 

Quem é pai ou mãe se preocupa o tempo todo com a segurança e bem-estar dos filhos, mas o que pode acontecer com os pequenos em caso de falecimento de um dos pais ou até mesmo dos dois é uma dúvida que tira o sono de muitos. Um outro cenário temido é que o menor fique sob a responsabilidade de um genitor ausente, abusivo ou com parentes que não possuem os mesmos valores. Em todas essas situações, o testamento de guarda pode ajudar a planejar o futuro dos pequenos, com a finalidade de que sejam criados por alguém específico, digno de confiança da mãe, do pai ou de ambos. 

Segundo a advogada e empresária Andressa Gnann, que também é mãe, palestrante, mentora de empreendedoras, escritora, sócia fundadora e gestora do escritório Gnann e Souza Advogados, considerado como Referência Nacional e Melhores do Ano em Advocacia e Justiça, responsável pelo projeto Papo de Leoa, o Testamento de guarda é um instrumento jurídico de grande importância. “O mecanismo ajuda a planejar e direcionar para uma vida segura e estável para os filhos, mesmo nas circunstâncias mais adversas”, aconselha. 

Em casos de família totalmente disfuncional e desequilibrada, é natural que os pais queiram que seus filhos sejam criados por um casal de amigos ou alguma pessoa em que confiam, para evitar que o convívio comprometa a formação de uma personalidade ainda em construção. “ É justamente para isso que serve o Testamento de guarda, para expressar o desejo de deixar quem mais amamos e cuidamos com tanto zelo protegidos diante de uma eventualidade”, exemplifica. 

Andressa Gnann lembra que, em seu escritório, já pode ver de perto a dor e a desestruturação que a falta deste documento pode gerar. “Já observamos casos de irmãos separados pelos pais e histórias em que o pai pegou a criança com a avó materna e depois a deixou com os avós paternos pois não queria pagar pensão, por exemplo. São muitas as situações e elas geralmente acontecem de forma repentina. É muito triste”, lamenta. 

De acordo com a sócia fundadora e gestora do escritório Gnann e Souza Advogados, não planejar o futuro pode gerar uma série de riscos que as pessoas desconhecem. “Um deles é familiares serem forçados a aceitar condições injustas ou enfrentar chantagens para manter a guarda das crianças, o que é muito comum”, ressalta. 

Andressa ainda alerta que, em situações assim, irmãos podem ser separados ou os filhos podem ser levados para ambientes desconhecidos, para viver com pessoas com quem não tem qualquer tipo de vínculo afetivo. “Também percebemos que há quem busque a guarda apenas por motivações financeiras, como evitar o pagamento de pensão ou para controlar eventuais bens ou direitos deixados de herança. Por tudo isso, contar com um Testamento de guarda é fundamental para ter a tranquilidade de saber que, se algo acontecer, os filhos estão acolhidos por alguém que os pais, sejam em conjunto, ou não, confiam”, conclui.

 

Andressa Gnann - palestrante, empresária, empreendedora serial, advogada, mentora, professora, Coach, consultora de negócios e responsável pelo projeto PAPO DE LEOA que tem o compromisso em instruir, inspirar e empoderar mulheres, promovendo uma vida plena, equilibrada, próspera e feliz. Além de sócia e investidora em microempresas, também é sócia fundadora do escritório Gnann e Souza Advogados, classificado como referência nacional, reconhecido como Melhores do Ano em Advocacia e Justiça e com prêmio Quality Justiça. Andressa Gnann é uma figura multifacetada com habilidades e competências em várias áreas distintas, equilibrando com maestria os seus diversos papéis e liderando iniciativas voltadas para o público feminino. Para mais informações, acesse o instagram e pra conhecer o projeto Papo de Leoa acesse: instagram.

 

A Reforma tributária e as alterações do ITCMD: Um olhar crítico sobre as novas mudanças


A Reforma Tributária tem sido um dos tópicos mais debatidos no Congresso Nacional, especialmente no que se diz aos impostos sobre o consumo. Recentemente, a Constituição Federal foi reformada para incluir novos tributos, como a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo, que substituirão o ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS. Este movimento marca a primeira fase da reforma, focada no consumo. A próxima etapa, a ser regulamentada por lei complementar, envolverá a tributação sobre patrimônio e renda.
 

Uma das recentes discussões gira em torno do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações). Este tributo incide sobre a transferência de heranças e doações de bens móveis e imóveis. Projetos de lei na Câmara dos Deputados sugerem a progressividade da alíquota do ITCMD conforme o valor do patrimônio transferido, aplicando o Princípio da Capacidade Contributiva e promovendo Justiça Fiscal. Em outras palavras, quem possui maior patrimônio, pagará mais imposto.
 

Atualmente, as alíquotas propostas variam de 2% a 8%, sendo que no estado de São Paulo, por exemplo, a alíquota vigente é de 4%. Essa mudança significativa reforça a importância de os contribuintes adotarem medidas jurídicas preventivas para mitigar os impactos tributários futuros.
 

Estratégias de proteção patrimonial
 

Para aqueles que desejam se preparar para essas possíveis alterações, o primeiro passo é consultar um advogado especializado em proteção patrimonial. Algumas estratégias incluem:

  1. Antecipação de doações em vida: Estruturar operações para antecipar doações pode ser uma forma eficaz de evitar alíquotas mais altas no futuro.
     
  2. Criação de holdings familiares: Transferir e administrar bens por meio de uma pessoa jurídica criada especificamente para essa finalidade pode proporcionar vantagens fiscais e administrativas.
     
  3. Mandado de segurança contra ITBI: Na transferência de bens, pode haver a incidência do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Neste caso, um processo judicial de Mandado de Segurança pode ser uma alternativa para reduzir o impacto econômico deste imposto.

Estas são algumas das considerações que compartilhamos com nossos clientes no momento. A Reforma Tributária está em constante evolução, e é crucial estar bem informado e preparado para qualquer mudança legislativa. Para mais informações ou dúvidas sobre direito e legislação, entre em contato pelo e-mail contato@ragazzi.adv.br.
 


Claudio Vestri - advogado especialista no setor tributário e financeiro da Ragazzi Advocacia e Consultoria.

 

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