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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Dia das Mães: pesquisa TENA mostra que, dentre as grávidas com incontinência urinária, 82% relatam vergonha e desconforto após escapes

Escapes urinários levam grávidas com incontinência urinária a mudar
 hábitos do dia a dia, revela TENA
FOTO DIVULGAÇÃO TENA

Estudo inédito com gestantes e puérperas que convivem com perdas de urina aponta impacto emocional e mudanças na rotina; especialista destaca importância da informação e do acolhimento no período da maternidade.

 

No Dia das Mães, TENA, número 1 mundial em produtos para incontinência urinária em adultos, parte da Essity, líder global em higiene e saúde, chama a atenção para os impactos emocionais e comportamentais associados aos escapes de urina durante a gravidez e o pós-parto. Em pesquisa realizada pela marca, que ouviu mulheres brasileiras que convivem com incontinência urinária, é revelado que 82% das gestantes relataram sentimentos negativos, como vergonha, desconforto e medo, após o primeiro episódio de perda de xixi. 

O levantamento “TENA: o impacto das perdas de urina na gravidez e no puerpério” entrevistou gestantes e puérperas que vivenciaram escapes involuntários durante a gravidez e após o parto. O estudo combina etapas qualitativa e quantitativa e investigou impactos na rotina, percepção sobre a condição e acesso à informação. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária é comum em cerca de 40% das gestantes no Brasil. 

Entre as entrevistadas pela pesquisa TENA, 95% afirmam que os escapes urinários impactaram a rotina de alguma forma. Os dados mostram mudanças de comportamento relacionadas principalmente à prevenção de situações constrangedoras no dia a dia. Antes de sair de casa, 53% relatam ir ao banheiro preventivamente e 40% dizem procurar saber se haverá sanitário disponível no destino. 

O receio de episódios inesperados também aparece em diferentes contextos sociais. Entre as mulheres ouvidas, 84% afirmam já ter passado por escapes de forma desprevenida, em situações como no trabalho, na casa de terceiros ou em locais públicos. Muitas relatam compartilhar o assunto apenas com pessoas próximas, geralmente a mãe ou o parceiro. 

Para a enfermeira Maria Alice Lelis, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e consultora da marca TENA, o tema ainda é cercado por silêncio, apesar de ser frequente durante a gestação e o pós-parto. “Muitas mulheres acreditam que os escapes de urina fazem parte da maternidade e acabam não conversando sobre o assunto nas consultas ou com familiares. Informação e acolhimento são importantes para que elas entendam melhor o que está acontecendo com o corpo nesse período e saibam que existem diferentes formas de cuidado e acompanhamento”, afirma. 

A pesquisa também aponta que, embora 73% das entrevistadas já soubessem que escapes urinários poderiam acontecer durante a gravidez, muitas relatam falta de aprofundamento sobre o tema ao longo do pré-natal. Além disso, 50% afirmam não conhecer produtos desenvolvidos especificamente para incontinência urinária, com alto poder de absorção e controle de odor. 

Segundo Maria Alice, ampliar o diálogo sobre o tema pode contribuir para mais bem-estar e qualidade de vida durante a maternidade. “Quando a mulher recebe orientação adequada, ela consegue lidar melhor com as mudanças do corpo e buscar alternativas que tragam mais conforto e segurança para a rotina. O mais importante é que ela não precise passar por isso em silêncio”, considera. 

A pesquisa encomendada por TENA foi conduzida pela Okno Núcleo de Estudos com mais de 300 mulheres brasileiras que tiveram episódios de perdas espontâneas de urina durante a gestação e o pós-parto. Foram ouvidas gestantes com mais de 24 semanas, puérperas com filhos de até 1 ano e mulheres de 35 a 50 anos que desenvolveram os escapes durante a gravidez.

 

Essity
site da Essity


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