Especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica explicam os efeitos da perda de peso acelerada na saúde cutânea e reforçam a importância de acompanhamento médico
O aumento pela procura por medicamentos para perda de peso com
resultados rápidos acende um novo ponto de atenção nos consultórios
dermatológicos: os reflexos do emagrecimento para a saúde da pele, dos cabelos
e das unhas.
De acordo com Anna Cecília Andriolo, dermatologista especialista
em doenças do cabelo e do couro cabeludo e membro da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Dermatológica (SBCD), embora essas medicações, como as famosas
“canetas emagrecedoras”, sejam eficazes no controle do apetite e contribuam
para a redução de peso, é a velocidade desse processo que acende o alerta
clínico.
“Quando há uma mudança brusca, o organismo pode reagir com sinais
que se manifestam justamente nos tecidos mais sensíveis às variações
nutricionais e metabólicas”, explica.
Entre as manifestações mais comuns está a queda difusa de cabelo,
conhecida como eflúvio telógeno, condição geralmente temporária, associada a
estresse físico e a mudanças importantes no organismo. O quadro pode estar
relacionado tanto à perda de peso acelerada quanto a desequilíbrios
nutricionais. “A redução significativa de peso pode levar à deficiência de
nutrientes como ferro, vitaminas do complexo B, vitamina D e zinco,
comprometendo o crescimento e a resistência dos fios”, reforça Andriolo.
Cuidados com a pele
Esse mesmo cenário também pode afetar a qualidade da pele, que tende
a apresentar ressecamento e perda de viço, além de alterações nas unhas, que
podem se tornar mais frágeis e crescer de forma mais lenta. “As unhas são
estruturas sensíveis que respondem rapidamente a desequilíbrios internos e
agressões externas. Qualquer mudança persistente merece atenção”, explica
Nilton Gioia, dermatologista e membro da SBCD.
Esses sinais não estão diretamente ligados ao uso da medicação,
mas às adaptações do organismo diante da perda de peso acelerada. Além das
alterações que podem aparecer em cabelos, pele e unhas, o emagrecimento rápido
também pode afetar a estrutura do rosto, com redução da gordura de sustentação
e perda de colágeno. Como consequência, podem surgir flacidez e perda de volume
facial. “Em alguns casos, preenchimentos e bioestimuladores podem ser indicados
já no início do processo para preservar a estrutura de suporte da pele,
minimizar esses impactos e evitar procedimentos mais agressivos no futuro, como
cirurgia plástica”, explica Sylvia Ypiranga, dermatologista e membro da SBCD.
“É importante observar a pele regularmente e, ao notar mudanças
como ressecamento intenso, perda de elasticidade, flacidez ou manchas, buscar
avaliação com um dermatologista”, orienta.
Diante da alta procura por estratégias de emagrecimento rápido, a
orientação é clara: o processo deve ser com acompanhamento médico, que garanta
não apenas os resultados esperados, mas também a preservação da saúde da pele,
dos cabelos e das unhas ao longo do tratamento.
Como escolher um médico habilitado
A SBCD ressalta a importância de a população buscar um
profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para
isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de
Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina
(CRM).
A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do
profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!
Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados
por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD

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