Conhecido como um dos tumores ginecológicos mais difíceis de diagnosticar precocemente, o câncer de ovário ganha destaque neste mês com a campanha Maio Verde. O Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) reforça a importância da conscientização sobre os sintomas sutis e os fatores de risco da doença, que ocupa a segunda posição entre as neoplasias ginecológicas mais comuns no Brasil.
De
acordo com a Dra. Renata Justa, Cirurgiã Oncológica do CRIO, o grande desafio
reside na ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. "Muitas
vezes, as queixas são confundidas com problemas gastrointestinais, como inchaço
abdominal, saciedade precoce ou alterações intestinais. Quando a paciente busca
ajuda, a doença frequentemente já está em estágio avançado", explica a
especialista.
Embora
não exista um exame de rastreamento de rotina tão eficaz quanto o Papanicolau
(para colo do útero), a atenção ao histórico familiar é crucial. Cerca de 15% a
25% dos casos de câncer de ovário estão ligados a mutações genéticas
hereditárias, como nos genes $BRCA1$ e $BRCA2$.
Os
principais sinais de alerta para o câncer de ovário incluem o inchaço abdominal
persistente, a dificuldade de comer ou a sensação de saciedade precoce, além de
dor constante na região pélvica ou abdominal e a urgência frequente para
urinar. Por serem sintomas que facilmente se confundem com desconfortos
digestivos comuns, é fundamental que a mulher procure orientação médica caso
essas manifestações se tornem recorrentes.
O
CRIO destaca que o tratamento é multidisciplinar, envolvendo cirurgia de
retirada completa do cisto e quimioterapia. "A cirurgia oncológica bem
executada é o pilar principal para o prognóstico da paciente. Aliada às novas
terapias alvo, temos conseguido aumentar significativamente a sobrevida e a
qualidade de vida", pontua Dra. Renata.

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