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| iStock CO Assessoria |
A
relação da mulher com a estética mudou. Se antes os procedimentos eram
associados apenas ao envelhecimento, hoje eles acompanham diferentes fases da
vida feminina, refletindo mudanças hormonais, corporais e comportamentais. O
que uma mulher busca aos 20 anos dificilmente será o mesmo aos 40 ou aos 50, e
isso já aparece de forma clara nos consultórios.
Dados da International Society of
Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram que mulheres representam mais de 80%
dos procedimentos estéticos realizados no mundo. Os números também ajudam a
entender como essas prioridades mudam com o tempo. Entre os 20 e 30 anos,
predominam tratamentos ligados à proporção, prevenção e qualidade da pele. Já
entre os 35 e 50 anos, cresce a procura por procedimentos relacionados à
contorno corporal, sustentação da pele e manutenção de uma aparência mais
descansada e natural.
Na adolescência e no início da
vida adulta, a estética costuma estar ligada à correção de traços específicos e
à influência das redes sociais. É a fase em que aumentam buscas por
rinoplastia, tratamentos para acne, textura da pele e procedimentos
preventivos. Aos 30, o foco começa a mudar para sinais iniciais de flacidez,
olheiras e equilíbrio corporal. Já os 40 marcam uma fase mais voltada à
manutenção da estrutura, contorno e naturalidade, enquanto após os 50 cresce a
busca por sustentação facial, excesso de pele e qualidade global dos tecidos.
Segundo a cirurgiã plástica Dra.
Ana Penha Ofranti (CRM 203497 • RQE 127618), da Revion International Clinic,
essas mudanças acompanham transformações naturais do corpo feminino. “A
paciente mais jovem normalmente busca prevenção e proporção. Depois, entram
questões relacionadas à maternidade, perda de colágeno, flacidez e manutenção
da estrutura corporal. A estética passa a acompanhar o momento de vida da
mulher”, explica.
A gestação também aparece como uma
virada importante nessa relação com o corpo. Mudanças provocadas por gravidez e
amamentação, como flacidez abdominal, alteração das mamas, diástase e perda de
elasticidade da pele, ajudam a explicar por que muitas mulheres passam a
procurar procedimentos diferentes após os filhos. Mais do que transformação
estética, cresce a busca por recuperação de sustentação, contorno e
funcionalidade corporal.
A cirurgiã plástica Dra. Thamy
Motoki (CRM 166619 • RQE 81062), também da Revion International Clinic, explica
que o principal erro é imaginar que existe um procedimento ideal para todas as
idades. Segundo ela, o comportamento da paciente muda junto com o corpo, o
metabolismo e a forma como ela se relacionam com o envelhecimento. “Hoje a
mulher não busca apenas rejuvenescimento. Ela quer escolhas que façam sentido
para a fase da vida que está vivendo, respeitando naturalidade.

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