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domingo, 10 de maio de 2026

Os 30 são os novos 20? O que cada fase da vida faz a mulher buscar na estética

 iStock
CO Assessoria
 A paciente de 20 anos normalmente quer prevenir e ajustar proporções. Aos 40, ela já busca manutenção, contorno e naturalidade”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Ana Penha Ofranti

 

A relação da mulher com a estética mudou. Se antes os procedimentos eram associados apenas ao envelhecimento, hoje eles acompanham diferentes fases da vida feminina, refletindo mudanças hormonais, corporais e comportamentais. O que uma mulher busca aos 20 anos dificilmente será o mesmo aos 40 ou aos 50, e isso já aparece de forma clara nos consultórios.

Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram que mulheres representam mais de 80% dos procedimentos estéticos realizados no mundo. Os números também ajudam a entender como essas prioridades mudam com o tempo. Entre os 20 e 30 anos, predominam tratamentos ligados à proporção, prevenção e qualidade da pele. Já entre os 35 e 50 anos, cresce a procura por procedimentos relacionados à contorno corporal, sustentação da pele e manutenção de uma aparência mais descansada e natural.

Na adolescência e no início da vida adulta, a estética costuma estar ligada à correção de traços específicos e à influência das redes sociais. É a fase em que aumentam buscas por rinoplastia, tratamentos para acne, textura da pele e procedimentos preventivos. Aos 30, o foco começa a mudar para sinais iniciais de flacidez, olheiras e equilíbrio corporal. Já os 40 marcam uma fase mais voltada à manutenção da estrutura, contorno e naturalidade, enquanto após os 50 cresce a busca por sustentação facial, excesso de pele e qualidade global dos tecidos.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Ana Penha Ofranti (CRM 203497 • RQE 127618), da Revion International Clinic, essas mudanças acompanham transformações naturais do corpo feminino. “A paciente mais jovem normalmente busca prevenção e proporção. Depois, entram questões relacionadas à maternidade, perda de colágeno, flacidez e manutenção da estrutura corporal. A estética passa a acompanhar o momento de vida da mulher”, explica.

A gestação também aparece como uma virada importante nessa relação com o corpo. Mudanças provocadas por gravidez e amamentação, como flacidez abdominal, alteração das mamas, diástase e perda de elasticidade da pele, ajudam a explicar por que muitas mulheres passam a procurar procedimentos diferentes após os filhos. Mais do que transformação estética, cresce a busca por recuperação de sustentação, contorno e funcionalidade corporal.

A cirurgiã plástica Dra. Thamy Motoki (CRM 166619 • RQE 81062), também da Revion International Clinic, explica que o principal erro é imaginar que existe um procedimento ideal para todas as idades. Segundo ela, o comportamento da paciente muda junto com o corpo, o metabolismo e a forma como ela se relacionam com o envelhecimento. “Hoje a mulher não busca apenas rejuvenescimento. Ela quer escolhas que façam sentido para a fase da vida que está vivendo, respeitando naturalidade.


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