
Crédito: Andrea Nestrea
Espetáculo com
texto de Newton Moreno fica em cartaz no Sesc Bom Retiro, de 14 de
maio a 14 de junho, com direção de Luiz Carlos Vasconcelos e trilha
inédita de Chico César
Quase
duas décadas depois de marcar o teatro brasileiro com as interpretações de
Marieta Severo e Andréa Beltrão, a peça As Centenárias, de Newton
Moreno, acaba de ganhar uma nova montagem, com estreia em abril, no Rio de
Janeiro. O espetáculo dirigido por Luiz Carlos Vasconcelos tem, agora,
sua temporada de estreia paulistana no Sesc Bom Retiro, de 14 de maio a 14
de junho.
Desta
vez, a peça, em versão musical inédita, é protagonizada por Juliana Linhares
e Laila Garin, que revisitam a obra a partir de uma perspectiva
contemporânea, sem perder a força da tradição que consagrou o texto. O elenco
conta ainda com o ator Leandro Castilho, que interpreta mais de seis
personagens na montagem.
A nova encenação aprofunda a relação da dramaturgia com a cultura popular ao incorporar 16 canções originais que passam a conduzir a narrativa, compostas por Chico César, que também assina a direção musical, ao lado de Elísio Freitas.
A
trama acompanha duas mulheres centenárias que percorrem o sertão realizando
rituais de despedida — uma história que equilibra humor e emoção ao retratar a
força das tradições, da oralidade e da ancestralidade nordestina.
Para
Laila Garin, assumir uma personagem marcada na história do teatro brasileiro é
também um processo de reinvenção. “É muito doido tirar do papel essas personagens
muito inspiradas, pela montagem de Aderbal Freire Filho, com Marieta Severo e
Andréa Beltrão. Inclusive, fui pedir a bênção de Marieta Severo para encarnar
Dona Socorro e ela me deu essa bênção, graças a Deus. E agora nos ensaios
estamos descobrindo o nosso caminho, qual é a cara dessa montagem”, afirma a
atriz, que destaca o processo de construção da personagem como uma jornada de
descobertas.
Juliana
Linhares ressalta que a nova leitura nasce do encontro entre teatro, música e
identidade regional. “Eu já tinha vontade de fazer algum projeto com a Laila há
muito tempo, e um dia surgiu a ideia: e se a gente fizesse ‘As Centenárias’?
Com duas atrizes nordestinas e cantando. Como o carpir está ligado ao canto,
pensei que as canções poderiam surgir desse choro. A música para mim é um motor
dessa montagem”, comenta.
Leandro
Castilho, que interpreta mais de seis personagens na trama, relata as
dificuldades desse tipo de atuação. “É sempre um desafio porque cada peça tem uma
linguagem diferente. A transição entre eles é uma coisa que não dá nem para
pensar muito. Nesse espetáculo, eu estou no processo de desenhar cada
personagem, porque trabalho muito a partir do corpo. O corpo sugere uma voz,
que sugere um trejeito, e assim vou criando esse desenho desse personagem, esse
contorno. Mas agora, estou no momento de dar uma suavizada nesses contornos
todos, trazer um pouco mais para mim”.
Responsável
pela trilha inédita, Chico César explica que o processo de composição partiu diretamente
da dramaturgia de Newton Moreno. “Eu recebi o texto do Newton Moreno já com
indicações de lugar onde ele queria as canções, já com letra. No geral,
respeitei aquilo, alterei uma coisa ou outra. O texto é muito bonito, muito
forte. Acho que trazer essa voz da mulher brasileira com essência nordestina é
uma alegria para mim”, diz o compositor.
À
frente da direção, Luiz Carlos Vasconcelos reforça a importância do acesso à
cultura. “Para que mais brasileiros consumam teatro, é fundamental investir em
políticas públicas. Ninguém gosta do que não conhece. É fundamental que,
desde a escola, as crianças tenham acesso à arte, ao teatro e ao cinema, e
sejam estimuladas a assistir. Assim, podem desenvolver esse interesse e ter a
possibilidade de escolha. É necessário incentivar esse contato desde cedo e
facilitar a circulação das obras: que o poder público, federal, estadual e
municipal, promova espetáculos, festivais e mostras. Só assim as pessoas terão
mais acesso e poderão consumir arte, teatro e cinema”.
O
autor, Newton Moreno, destaca que se interessou pela adaptação musical da obra
assim que a ideia lhe foi sugerida. “É importante considerar que as carpideiras
realizam uma base relevante de seu trabalho por meio de cantos, rezas,
ladainhas. Há uma demanda musical muito forte na orquestração do
luto”.
Apresentado por:
Lei Rouanet | Bradesco Seguros
Correalização:
Ágapa – Criação e Produção Cultural |
Sarau – Cultura Brasileira
Realização:
Sesc | Ministério da Cultura | Governo
do Brasil
Ficha Técnica
Texto e letras: Newton Moreno
Letras e músicas: Chico César
Uma encenação de Luiz Carlos Vasconcelos
Direção Musical e Arranjos: Elísio Freitas
Direção de Movimento e Assistente de Direção: Vanessa Garcia
Direção Geral e Produção artística: Andréa Alves
Diretora de Projetos: Leila Maria Moreno
Com: Laila Garin e Juliana Linhares
Ator convidado: Leandro Castilho
Desenho de som: Gabriel D’Angelo
Iluminadora: Elisa Tandeta
Cenógrafa: Aurora Campos
Figurinistas: Kika Lopes e Heloisa Stockler
Visagista: Mona Magalhães
Coordenadora de produção: Hannah Jacques
Produção Executiva: Matheus Castro
Projeto gráfico: Beto Martins
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de
Comunicação
Sinopse
A peça acompanha duas carpideiras
profissionais do sertão nordestino – que, ao longo da narrativa, encontram
muitos personagens e expõem suas histórias, amores perdidos, fragilidades e
tensões.
Serviço
Temporada: 14 de maio a 14 de junho (exceto nos dias 23 e 24 de maio)
De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h – exceto
dias 23, 24/5 e 13/6.
*Sessões extras dias 5, 12 e 13 de junho, às 15h.
Sesc Bom Retiro - Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada) e R$18 (credencial
plena).
Vendas online em sescsp.org.br ou
presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo.
On line – a partir de 5/5, às 17h.
Off line – a partir de 6/5, às 17h.
Classificação: 12 anos
Duração: 110 minutos
Capacidade: 291 lugares.
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade
reduzida.
Sessão com Acessibilidade:
6/6 - Audiodescrição.
7/6 - Libras.
ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO - (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço
para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do
estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e
motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por
hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora
adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11 (Credencial
Plena). R$ 21 (Outros).
Horários: Terça a sexta: 9h às 20h.
Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h.
IMPORTANTE: Em dias de evento à noite
no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.
TRANSPORTE GRATUITO
O Sesc Bom Retiro oferece transporte
gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorrem
na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.
Consulte os horários disponíveis de
acordo com a programação no link http://tinyurl.com/3drft9v8
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