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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Especialista do MPHU alerta para sintomas silenciosos do câncer de ovário

Especialista do MPHU alerta para sintomas silenciosos do câncer de ovário

 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer para o triênio 2026-2028 acendem um alerta para o câncer de ovário no Brasil. Considerado um tumor silencioso e de alta letalidade, a doença deve registrar cerca de 7.300 novos casos por ano no país, mantendo um cenário preocupante e reforçando a importância do diagnóstico precoce e da informação. 

De difícil identificação nas fases iniciais, o câncer de ovário segue como um dos principais desafios da saúde da mulher. De acordo com a ginecologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Caroline Xavier, a principal dificuldade está justamente na identificação precoce da doença. 

“O câncer de ovário é considerado silencioso porque, na fase inicial, ele costuma apresentar poucos ou nenhum sintoma específico. Quando aparecem, os sinais podem ser facilmente confundidos com situações comuns do dia a dia, como inchaço abdominal, dor pélvica, sensação de estômago cheio rapidamente e alterações intestinais. Por isso, muitas mulheres acabam ignorando esses alertas”, explica. 

A médica destaca que, diferente de outros tipos de câncer, ainda não existe um método de rastreamento eficaz para a população em geral.

“Não há um exame específico que funcione como rastreio padrão, como o Papanicolau para o câncer do colo do útero. Por isso, o acompanhamento ginecológico regular é fundamental, especialmente para mulheres com fatores de risco, como histórico familiar da doença ou mutações genéticas, como BRCA. Estar atenta ao próprio corpo faz toda a diferença”, ressalta. 

Entre os principais desafios no tratamento, está o diagnóstico tardio, que impacta diretamente nas chances de cura.

“Quando o câncer é descoberto em estágios iniciais, as chances de sucesso no tratamento são significativamente maiores. No entanto, como a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente, o tratamento se torna mais complexo, envolvendo cirurgia e, muitas vezes, quimioterapia. Por isso, reforçamos sempre a importância do diagnóstico precoce”, afirma a ginecologista. 

O Dia Mundial do Câncer de Ovário, lembrado em 8 de maio, reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado com a saúde feminina.


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