Especialista do MPHU alerta para sintomas silenciosos do
câncer de ovário
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer para o triênio 2026-2028 acendem um alerta para o câncer de ovário no Brasil. Considerado um tumor silencioso e de alta letalidade, a doença deve registrar cerca de 7.300 novos casos por ano no país, mantendo um cenário preocupante e reforçando a importância do diagnóstico precoce e da informação.
De difícil identificação nas fases iniciais, o câncer de ovário segue como um dos principais desafios da saúde da mulher. De acordo com a ginecologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Caroline Xavier, a principal dificuldade está justamente na identificação precoce da doença.
“O câncer de ovário é considerado silencioso porque, na fase inicial, ele costuma apresentar poucos ou nenhum sintoma específico. Quando aparecem, os sinais podem ser facilmente confundidos com situações comuns do dia a dia, como inchaço abdominal, dor pélvica, sensação de estômago cheio rapidamente e alterações intestinais. Por isso, muitas mulheres acabam ignorando esses alertas”, explica.
A médica destaca que, diferente de outros tipos de câncer, ainda não existe um método de rastreamento eficaz para a população em geral.“Não há um exame específico que funcione como rastreio padrão, como o Papanicolau para o câncer do colo do útero. Por isso, o acompanhamento ginecológico regular é fundamental, especialmente para mulheres com fatores de risco, como histórico familiar da doença ou mutações genéticas, como BRCA. Estar atenta ao próprio corpo faz toda a diferença”, ressalta.
Entre os principais desafios no tratamento, está o
diagnóstico tardio, que impacta diretamente nas chances de cura.
“Quando o câncer é descoberto em estágios iniciais, as chances de sucesso no tratamento são significativamente maiores. No entanto, como a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente, o tratamento se torna mais complexo, envolvendo cirurgia e, muitas vezes, quimioterapia. Por isso, reforçamos sempre a importância do diagnóstico precoce”, afirma a ginecologista.
O Dia Mundial do Câncer de Ovário, lembrado em 8 de maio,
reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado
com a saúde feminina.


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