Temperaturas mais
amenas e tempo seco aumentam condições favoráveis para infestações silenciosas
e inflamações na pele. Um dos maiores alertas para o outono é o aumento da
atividade do carrapato-estrela, elevando o risco de transmissão da
febre-maculosa.
Temperaturas mais amenas e tempo seco aumentam condições
favoráveis para infestações silenciosas e inflamações na pele de pets.
Pexels
Com a chegada do outono, aumenta a atividade do
carrapato-estrela no Brasil, elevando o risco de transmissão da febre maculosa
— uma doença grave que pode afetar tanto animais quanto humanos. Diante desse
cenário, especialistas alertam para a importância de manter a prevenção contra
parasitas ao longo de todo o ano¹, inclusive nos meses de clima mais ameno.
Apesar da percepção comum de que os riscos diminuem
após o verão, pulgas e carrapatos seguem ativos e problemas dermatológicos
tendem a se intensificar neste período. Mudanças climáticas têm contribuído
para alterar a sazonalidade desses parasitas, tornando sua presença mais
constante e reforçando a necessidade de uma abordagem preventiva contínua.
“Existe um mito de que pulgas e carrapatos
desaparecem com temperaturas mais amenas e tempo seco, mas isso não é verdade.
Esses parasitas permanecem ativos e podem transmitir doenças graves durante
todo o ano”, afirma Camila Camalionte, médica-veterinária, zootecnista e gerente
técnica da Elanco para Pet Health. “O outono, em especial, reúne condições
favoráveis para infestações silenciosas e maior incidência de dermatites.”
Um dos principais pontos de atenção é o aumento da
atividade do carrapato-estrela, especialmente na fase larval, conhecida como
“micuim”. Nesse estágio, os parasitas são quase imperceptíveis e podem aderir à
pele ou às roupas com facilidade, o que amplia o risco de transmissão da febre
maculosa brasileira. Áreas com vegetação alta e presença de hospedeiros, como
capivaras, exigem cuidado redobrado.
Após passeios, os cães podem carregar esses parasitas
para dentro de casa, expondo também os tutores. A interrupção do uso de
antiparasitários durante o outono é um erro comum que amplia essa exposição.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2013 e 2023, foram registrados
2.359 casos de febre maculosa no Brasil, com aumento de 62% no período.
“Quando o tutor interrompe a prevenção, cria uma
janela de risco não apenas para o animal, mas para toda a família. O controle
de parasitas precisa ser contínuo e estratégico”, reforça Camila.
Para reduzir esse risco, a Elanco recomenda o uso
regular de antiparasitários de ação rápida, como Credeli™ (lotilaner), uma
isoxazolina oral que atua contra pulgas e carrapatos, incluindo o
carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), auxiliando na
interrupção do ciclo do parasita antes da transmissão de doenças. O produto é
indicado para cães filhotes (a partir de 8 semanas de idade e 1,3 kg) e
adultos, com comprimido mastigável, pequeno e palatável.
Além dos parasitas, o outono também impacta
diretamente a saúde da pele dos animais. O clima mais seco, aliado à troca de
pelagem e ao maior tempo em ambientes internos, favorece o ressecamento, a
descamação e a queda excessiva de pelos.
Outro problema frequente é a Dermatite Alérgica à
Picada de Pulga (DAPP). Mesmo sem uma infestação aparente, uma única picada
pode desencadear uma reação intensa em animais sensíveis, com coceira
persistente, lesões e risco de infecções secundárias.
Nesses casos, o manejo adequado da inflamação é
fundamental para o bem-estar do animal. Uma das opções terapêuticas é Zenrelia™
(ilunocitinib), um inibidor da enzima JAK que atua no controle das vias
inflamatórias associadas à coceira, contribuindo para a melhora dos sinais
clínicos.
“Não basta tratar apenas os sintomas ou apenas a
causa. É preciso atuar de forma integrada, eliminando os parasitas e
controlando a resposta inflamatória da pele, garantindo proteção mais ampla e
duradoura”, explica a especialista.
Mesmo animais que não saem de casa devem manter a
prevenção, já que ovos e parasitas podem ser transportados em roupas, calçados
ou objetos.
A especialista recomenda alguns cuidados com os
pets durante o período:
- Manter
o uso regular de antiparasitários;
- Inspecionar
o pet após passeios;
- Observar
sinais de coceira ou alterações na pele;
- Consultar
um médico-veterinário ao menor sinal de problema;
- Manter
o ambiente doméstico limpo e higienizado.
Segundo Roberta Paiva, gerente de marketing de Pet
Health da Elanco, a conscientização é essencial para reduzir riscos ao longo do
ano. “Com informação e prevenção adequada, é possível atravessar as mudanças de
estação com mais segurança, protegendo os pets e toda a família”, afirma.
¹Silva, Luana Lima Fonseca
Bortolini da. O impacto das alterações climáticas na disseminação de
parasitoses: revisão bibliográfica. Centro Universitário de Belo Horizonte,
Belo Horizonte, 2023. Disponível em: https://repositorio-api.animaeducacao.com.br/server/api/core/bitstreams/1d3721e3-b85e-4339-b4ec-4915cec6cc2f/content
www.elanco.com.br
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