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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Especialistas explicam por que o autoconhecimento e o histórico familiar são as maiores armas contra a doença

 

Com sinais iniciais inespecíficos, diagnóstico precoce depende da atenção a sintomas persistentes e consultas ginecológicas regulares; Hospital e Maternidade Santa Joana alerta para fatores de risco como genética e maternidade tardia
 

No próximo dia 8 de maio, o mundo se une para o Dia Mundial do Câncer de Ovário, data dedicada à conscientização sobre a segunda neoplasia ginecológica mais comum no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que surjam cerca de 7.310 novos casos por ano no país. O grande desafio está no diagnóstico: como os sintomas costumam se confundir com desconfortos digestivos, cerca de 75% dos casos são descobertos em estágio avançado.

"O câncer de ovário é frequentemente chamado de 'assassino silencioso' porque seus sintomas são muito vagos. A grande diferença está na persistência. Se a mulher notar inchaço abdominal, dor pélvica ou rápida saciedade ao se alimentar quase todos os dias e por mais de duas semanas, ela deve investigar. O diagnóstico precoce aumenta drasticamente as chances de sucesso no tratamento", afirma a Dr. Rodolpho Truffa, oncoginecologista do Grupo Santa Joana.

Para desmistificar a doença, a especialista do Santa Joana esclarece dúvidas frequentes

  • O Papanicolau detecta câncer de ovário? (MITO): Este é um dos erros mais comuns. O Papanicolau identifica alterações no colo do útero, não nos ovários.
  • O ultrassom transvaginal de rotina ajuda? (VERDADE): Embora não seja um rastreio universal como a mamografia, é a principal ferramenta para avaliar alterações suspeitas nos anexos uterinos.
  • Câncer de ovário só ocorre em idosas? (MITO): Embora a incidência aumente após os 60 anos, fatores genéticos podem antecipar a doença, exigindo atenção precoce.


Fatores de Risco e a Jornada Preventiva

Além da idade e da obesidade, a medicina moderna aponta para fatores de risco específicos que merecem atenção redobrada:

  1. Predisposição genética: Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 (os mesmos do câncer de mama) aumentam significativamente o risco.
  2. Histórico familiar: Parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama, ovário ou colorretal são um alerta.
  3. Maternidade tardia ou nuliparidade: Mais ciclos ovulatórios ao longo da vida podem elevar discretamente o risco.
  4. Endometriose: a condição inflamatória crônica está associada a tipos específicos de tumores ovarianos.


Quando investigar e o papel do Ginecologista

A investigação geralmente começa com o exame clínico e o ultrassom transvaginal, podendo ser complementada pela dosagem do marcador tumoral CA-125 no sangue em casos específicos. "A consulta anual não serve apenas para exames preventivos de rotina, mas para que o médico conecte os sintomas relatados pela paciente com seu histórico familiar", explica Dr. Rodolpho. "Conhecer o próprio corpo e não normalizar desconfortos abdominais crônicos é o primeiro passo para um desfecho positivo."

 

Santa Joana
www.santajoana.com.br

 

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