Com sinais iniciais inespecíficos, diagnóstico
precoce depende da atenção a sintomas persistentes e consultas ginecológicas
regulares; Hospital e Maternidade Santa Joana alerta para fatores de risco como
genética e maternidade tardia
No
próximo dia 8 de maio, o mundo se une para o Dia Mundial do Câncer de Ovário,
data dedicada à conscientização sobre a segunda neoplasia ginecológica mais
comum no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é
de que surjam cerca de 7.310 novos casos por ano no país. O grande desafio está
no diagnóstico: como os sintomas costumam se confundir com desconfortos digestivos,
cerca de 75% dos casos são descobertos em estágio avançado.
"O
câncer de ovário é frequentemente chamado de 'assassino silencioso' porque seus
sintomas são muito vagos. A grande diferença está na persistência. Se a mulher
notar inchaço abdominal, dor pélvica ou rápida saciedade ao se alimentar quase
todos os dias e por mais de duas semanas, ela deve investigar. O diagnóstico
precoce aumenta drasticamente as chances de sucesso no tratamento", afirma
a Dr. Rodolpho Truffa, oncoginecologista do Grupo Santa Joana.
Para
desmistificar a doença, a especialista do Santa Joana esclarece dúvidas
frequentes
- O Papanicolau detecta câncer de ovário?
(MITO): Este é um dos erros mais comuns. O
Papanicolau identifica alterações no colo do útero, não nos ovários.
- O ultrassom transvaginal de rotina ajuda?
(VERDADE): Embora não seja um rastreio universal como a
mamografia, é a principal ferramenta para avaliar alterações suspeitas nos
anexos uterinos.
- Câncer de ovário só ocorre em idosas? (MITO):
Embora a incidência aumente após os 60 anos, fatores genéticos podem
antecipar a doença, exigindo atenção precoce.
Fatores de Risco e a Jornada Preventiva
Além
da idade e da obesidade, a medicina moderna aponta para fatores de risco
específicos que merecem atenção redobrada:
- Predisposição genética:
Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 (os mesmos do câncer de mama) aumentam
significativamente o risco.
- Histórico familiar:
Parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama, ovário ou colorretal
são um alerta.
- Maternidade tardia ou nuliparidade:
Mais ciclos ovulatórios ao longo da vida podem elevar discretamente o
risco.
- Endometriose: a
condição inflamatória crônica está associada a tipos específicos de
tumores ovarianos.
Quando investigar e o papel do Ginecologista
A
investigação geralmente começa com o exame clínico e o ultrassom transvaginal,
podendo ser complementada pela dosagem do marcador tumoral CA-125
no sangue em casos específicos. "A consulta anual não serve apenas para
exames preventivos de rotina, mas para que o médico conecte os sintomas
relatados pela paciente com seu histórico familiar", explica Dr. Rodolpho.
"Conhecer o próprio corpo e não normalizar desconfortos abdominais crônicos
é o primeiro passo para um desfecho positivo."
www.santajoana.com.br
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