Também conhecida como "verme do coração", a enfermidade pode ser prevenida com medidas simples, incluindo o controle de mosquitos no ambiente
Em muitas casas, o zumbido de um mosquito é apenas
um incômodo passageiro, algo resolvido com um gesto rápido ou um repelente no
ambiente. Mas, para os cães, a picada aparentemente inofensiva do inseto pode
ser a porta de entrada para uma doença complexa, progressiva e potencialmente
fatal: a dirofilariose.
Ainda pouco conhecida por muitos tutores, a
enfermidade é causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que se instala no
sistema cardiovascular do animal, principalmente nas artérias pulmonares e no
coração. Ao longo do tempo, esses parasitas podem comprometer a circulação
sanguínea, sobrecarregar o coração e desencadear uma série de alterações
sistêmicas.
"O que torna a dirofilariose especialmente
preocupante é o fato de ela evoluir de forma silenciosa. O animal pode
permanecer meses infectado sem apresentar sinais evidentes, enquanto o parasita
se desenvolve e amadurece no organismo", explica Bianca Fenner,
médica-veterinária e coordenadora de marketing da Unidade Pet da Ceva Saúde
Animal.
O ciclo da doença ajuda a entender por que o
mosquito é peça-chave nesse processo. Ao picar um cão infectado, o inseto ingere
microfilárias – formas imaturas do parasita presentes na corrente sanguínea.
Dentro do mosquito, essas larvas evoluem até um estágio infectante e, ao picar
outro animal, são transmitidas para um novo hospedeiro. No organismo do cão,
migram pelos tecidos e, ao longo de semanas, atingem a circulação, onde
amadurecem e se instalam nos vasos pulmonares e no coração.
Esse processo é gradual e pode levar meses até que
o parasita atinja a fase adulta. Essa evolução lenta é um dos fatores que
dificultam o diagnóstico precoce. Quando os sinais clínicos surgem, em geral a
carga parasitária já está bem estabelecida.
Entre os sintomas mais comuns estão cansaço fácil,
intolerância ao exercício, tosse persistente e dificuldade respiratória. Em
estágios mais avançados, o comprometimento da função cardíaca pode levar a
quadros de insuficiência cardíaca, acúmulo de líquido e piora do estado geral
do animal.
Do ponto de vista fisiopatológico, a presença dos
vermes nas artérias pulmonares provoca inflamação, aumento da resistência
vascular e alterações hemodinâmicas. Isso resulta em sobrecarga cardíaca
progressiva, especialmente do ventrículo direito, além de comprometer a troca
gasosa e a oxigenação tecidual.
O tratamento da dirofilariose é um processo longo,
custoso e que exige acompanhamento veterinário rigoroso, com riscos associados
à morte dos parasitas no organismo do animal.
"Não se trata apenas de um parasita presente
no organismo, mas de um impacto direto e contínuo sobre o sistema
cardiovascular. Por isso, a prevenção é sempre mais segura e eficaz do que o
tratamento", reforça a profissional.
Diferente de outras verminoses, a dirofilariose
depende exclusivamente da presença do vetor, o mosquito, para se disseminar.
Isso amplia o risco de exposição, inclusive em áreas urbanas. Vale destacar que
uma das espécies envolvidas na transmissão é o Aedes aegypti – o
mesmo mosquito responsável pela dengue em humanos –, o que reforça a
importância do controle de criadouros como medida de saúde para toda a família.
Nesse cenário, o controle ambiental é uma etapa
essencial da prevenção. Os mosquitos se reproduzem em água parada, e pequenas
quantidades já são suficientes para manter o ciclo ativo. Por isso, é
importante eliminar recipientes que possam acumular água, como vasos de plantas,
calhas obstruídas, ralos externos, baldes, lonas, brinquedos deixados no
quintal e até tampas de garrafa.
Caixas d'água devem estar sempre bem vedadas, e
áreas com drenagem deficiente precisam de atenção redobrada. Em ambientes
externos, a limpeza frequente e o manejo adequado de locais úmidos ajudam a
reduzir criadouros. O uso de telas em portas e janelas também funciona como uma
barreira física importante, especialmente em horários de maior atividade dos
mosquitos, como ao entardecer.
"Quando reduzimos os criadouros, diminuímos
diretamente a população de mosquitos no ambiente. Isso tem impacto não só na
dirofilariose, mas em outras doenças transmitidas por vetores", explica
Bianca.
Ainda assim, medidas ambientais isoladas não são
suficientes, principalmente em regiões com alta infestação. Por isso, a
proteção do animal precisa ser reforçada com estratégias que atuem diretamente
sobre o vetor.
O Vectra® 3D é um antiparasitário tópico indicado
para cães que combina ativos como permetrina, dinotefuran e piriproxifen,
oferecendo ação contra pulgas, carrapatos, flebótomos e mosquitos, incluindo os
responsáveis pela transmissão da dirofilariose.
Ao atuar tanto na eliminação quanto na repelência
dos mosquitos, o produto contribui para reduzir o contato do mosquito com o
animal, interrompendo o ciclo antes que a transmissão aconteça.
"Quando conseguimos impedir ou reduzir a
picada do mosquito, atuamos diretamente na prevenção da doença. Esse é um dos
pilares no controle da dirofilariose", destaca a médica-veterinária.
Outro ponto importante é a continuidade da
proteção. Em países de clima tropical, como o Brasil, a presença de mosquitos
ocorre ao longo de todo o ano, o que mantém o risco constante e exige
estratégias preventivas contínuas.
Em um cenário em que doenças transmitidas por
vetores continuam avançando, a informação e a prevenção ganham um papel ainda
mais relevante. No caso da dirofilariose, cada picada evitada pode ser
decisiva.
Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br

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