Com o fim do primeiro trimestre, o desânimo com a balança aumenta; Dr. Rafael Fantin revela como o mapeamento do DNA elimina a tentativa e erro, identificando exatamente os alimentos e suplementos que travam o seu metabolismo.
Segundo dados do Ministério da Saúde,
mais da metade da população brasileira está com excesso de peso, e a obesidade
continua em crescimento no país. Ainda assim, mesmo diante de um mercado cada
vez mais voltado para dietas, suplementações e promessas rápidas de
emagrecimento, grande parte das pessoas segue enfrentando dificuldade para
alcançar resultados consistentes e duradouros.
Passados os primeiros meses do ano, a
frustração costuma aumentar. Metas traçadas em janeiro começam a perder força
diante da balança estagnada, da falta de energia e da sensação de que nenhum
método realmente funciona. Dietas restritivas, treinos intensos entram na
rotina com a expectativa de acelerar resultados, mas, na prática, muitas vezes
provocam o efeito contrário.
Segundo o endocrinologista e
metabologista Dr. Rafael Fantin, o principal erro está em seguir estratégias
genéricas para um organismo que funciona de forma única. Nem sempre o alimento
considerado saudável para uma pessoa será o mais adequado para outra, assim
como suplementos populares podem não gerar benefício algum e até dificultar o
processo metabólico.
“Existe uma insistência muito grande em
fórmulas prontas, mas o metabolismo não funciona de forma padronizada. Quando
entendemos a individualidade biológica do paciente, o tratamento deixa de ser
baseado em tentativas frustrantes e se torna uma estratégia individualizada”,
explica o especialista.
É nesse cenário que a nutrigenômica
ganha espaço. Através do mapeamento genético, é possível identificar como o
organismo reage a determinados alimentos, nutrientes e estímulos metabólicos. O
exame avalia predisposições relacionadas à inflamação, resistência à insulina,
dificuldade de metabolização de gorduras, sensibilidade ao glúten, lactose,
cafeína e até a resposta individual a vitaminas e suplementações.
Na prática, isso significa descobrir
por que algumas pessoas mantêm dificuldade para emagrecer mesmo seguindo dietas
rigorosas ou treinando com frequência. Muitas vezes, o problema não está na
falta de esforço, mas em uma estratégia incompatível com o próprio corpo.
Para o Dr. Rafael Fantin, o
emagrecimento sustentável acontece quando há clareza sobre o funcionamento do
organismo e não apenas disciplina extrema. “Quando o paciente entende quais
alimentos favorecem ou sabotam seu metabolismo, ele deixa de lutar contra o
próprio corpo. O processo se torna mais eficiente e duradouro”, afirma.
Além da perda de peso, o acompanhamento
individualizado também contribui para melhora da disposição, performance
cognitiva, qualidade do sono, composição corporal e prevenção de doenças
metabólicas, reforçando uma visão mais ampla de saúde.
@dr.rafaelfantin
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