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sexta-feira, 26 de julho de 2024

5 perguntas que não devem ser feitas às mulheres durante um processo seletivo

Questionamentos sobre família e maternidade podem ficar de fora, explica especialista 

 

Conciliar a maternidade com a vida profissional historicamente sempre foi um grande desafio para as mulheres. Enquanto a presença feminina em cargos de alta liderança vem aumentando a cada ano - segundo dados da consultoria Grant Thornton, esse montante ultrapassa os 30% - por outro lado, o volume de mulheres entre 31 e 40 anos são as que mais possuem dificuldade em se recolocar no mercado de trabalho, conforme amostragem de uma pesquisa feita pela Condurú Consultoria. 

Por conta dessa disparidade, o olhar do mercado tem se voltado aos desafios que essas mulheres, muitas vezes mães, enfrentam no ambiente de trabalho e inclusive nos processos seletivos, sendo sabatinadas com perguntas inadequadas em relação à sua vida pessoal - o que inclui perguntas sobre maternidade. 

De acordo com Camila Marion, sócia da EXEC, consultoria especializada em Executive Search, muitas mulheres, ao tentarem retornar ao mercado de trabalho ou buscarem uma melhor colocação, ainda se deparam com entrevistadores fazendo perguntas e tecendo comentários inadequados. Segundo a recrutadora, falta empatia por parte das pessoas para se colocarem no lugar da entrevistada. “Eles não conseguem entender o quanto estão sendo invasivos ao proferirem algumas perguntas que podem afetar a privacidade da mulher que, além da vida profissional, tem um papel pessoal como mãe, esposa, filha, entre outros”. 

No entanto, a especialista afirma que muitos desses questionamentos podem ser feitos de forma diferente. “O recrutador precisa se questionar se a pergunta mais delicada que ele vai fazer à candidata vai influenciar na avaliação dela sobre a empresa”, complementa.


 

5 perguntas que devem ser evitadas em uma entrevista de emprego
 

Camila elencou 5 perguntas que não devem ser feitas a uma mulher durante uma entrevista de emprego.



1. Qual é a sua idade?

Para Camila, a idade hoje é um aspecto protocolar e não mais um elemento de eliminação. “A candidata talvez se sinta intimidada achando que sua idade fará diferença na contratação e fica receosa durante a conversa, o que pode prejudicar o seu desempenho no processo. O correto é perguntar sobre idade somente na fase final das etapas de seleção. Com a evolução do mercado, a idade deixou de ser um aspecto de peso na hora de escolher uma candidata”.


 

2. Você tem filhos?

No caso das posições de alta liderança, grande parte das candidatas já têm uma vida pessoal estabelecida e com filhos, ressalta Camila. De acordo com a pesquisa da Condurú, mais de 70% das mulheres na faixa etária entre 31 e 40 anos têm filhos.

“Essa pergunta não se faz necessária em grande parte das situações, especialmente quando falamos em posições de alta liderança, já que a maioria das candidatas têm filhos”, ressalta Camila. As poucas situações em que essa pergunta pode ser relevante para ambos os lados é quando a posição em questão demanda mudança de estado ou cidade.


 

3. Você pretende engravidar? Quando?

Na atual conjuntura do mercado, ter ou não filhos não é um fator eliminatório - por consequência, essa pergunta se torna defasada, além de invasiva e inapropriada. “Por mais que o seu cliente ou empresa não tenha isso como critério eliminatório, há um histórico longo de exclusão do mercado de trabalho de mulheres que pretendem ter filhos. Por conta disso, há um gatilho na mente da maioria das mulheres”, aponta Camila.


 

4. Se você tiver filhos, pretende não voltar da licença-maternidade para cuidar deles? Ou pretende colocá-los na creche?

Esse tipo de pergunta possui um cunho pessoal muito grande e busca eximir a empresa desde o início da responsabilidade de criar um ambiente inclusivo. Camila aponta que ainda há uma preocupação sobre como as mulheres vão conduzir a maternidade. “As empresas querem saber se vão poder contar com essas profissionais quando o período da licença terminar”.

No entanto, a cada ano que se passa, especialmente após a pandemia, ficou claro que mulheres que trabalham em empresas genuinamente inclusivas conseguem balancear maternidade e vida profissional e por vezes serem ainda mais engajadas.


 

5.Se seu filho precisa ir ao médico é você quem o leva ou outra pessoa?

Essa é outra pergunta inapropriada e invasiva que está relacionada ao item 4, sobre a disponibilidade que a mulher terá para se dedicar ao trabalho e não deve ser realizada. “Esse tipo de pergunta é de cunho pessoal significativo e busca eximir a empresa de criar um ambiente inclusivo desde o início da conversa com a candidata”.

A especialista afirma que as perguntas inadequadas ainda acontecem por falta de conexão com a pessoa que está sendo entrevistada. “É importante entender o que está acontecendo do outro lado. De repente, a profissional que está sendo sabatinada é mais fechada, pode se sentir invadida dependendo da pergunta que será feita. Se ela for mais aberta, o entrevistador pode inserir mais naturalidade aos questionamentos”.


 

Papel das empresas 

As empresas desempenham um papel fundamental para tornar esse ambiente de recrutamento mais adequado para as mulheres que vão ocupar cargos de liderança. Camila afirma que um dos pontos mais importantes nesse sentido é que as companhias falem abertamente sobre o assunto e assumem responsabilidade sobre isso. “Elas podem criar uma dinâmica própria para lidar com o assunto, promovendo rodas de conversa, bate-papos, treinamentos, além de oferecer benefícios como auxílio creche, flexibilidade de jornada tanto para colaboradoras mães, quanto para colaboradores pais, contribuindo assim para uma mudança de mindset ao entender que a responsabilidade por um filho não é só da mulher. 

Dar voz às mulheres para que elas falem sobre como se sentem ao passarem por experiências desafiadoras durante os processos de seleção ajuda a promover o acolhimento. “Fica mais fácil para quem entrevista entender porque não é legal fazer uma determinada pergunta ou por que não é bacana fazer um determinado comentário no ambiente de trabalho”, enfatiza Camila. 

A sócia da EXEC reforça ainda a importância de falar sobre os vieses inconscientes. “Temos muitos deles que nos acompanham ao longo de toda a nossa carreira em virtude da cultura e do lugar onde vivemos. Tomando consciência disso, a seleção pode ser conduzida de forma diferente”. 

As empresas estão cada vez mais investindo em políticas internas para dar espaço às mulheres, na visão de Camila. “Já conduzi processos de recrutamento de executivos que, ao apresentar uma mulher como possível candidata ao cargo - entre uma maioria masculina devido ao segmento em questão - a empresa gostou tanto de seu perfil que criou políticas internas para poder dar espaço para ela, oferecendo trabalho híbrido, flexibilidade, ainda mais porque envolve mudança de cidade”.
 

Mudanças 

Maternidade, filhos, idade, planos pessoais para o futuro. Esses são apenas alguns dos assuntos que devem ser questionados com cuidado às mulheres durante um processo seletivo. No entanto, em algumas situações as perguntas são justificadas. "Atualmente as empresas querem saber o que o marido ou esposa da candidata ou candidato fazem, por exemplo, não para eliminá-los do processo de seleção, mas porque pode haver uma mudança considerável em sua vida - geográfica ou de rotina - e é preciso entender como será possível acomodar sua estrutura familiar. Ou seja, as empresas querem se certificar de que o que elas têm a oferecer se encaixa à realidade das candidatas ou candidatos", ressalta Camila.
 

A sócia da EXEC adota como estratégia fazer perguntas mais abertas para abordar a vida pessoal das mulheres em cargos de liderança. “Por exemplo, posso citar questões como ‘o que você pode me contar sobre sua estrutura familiar?’, entre outras.
 

Além disso, ainda há uma tendência, de acordo com Camila, de avaliar as profissionais mais pelo tempo em que elas ficam no escritório do que por sua produtividade, principalmente em empresas familiares. “É preciso quebrar esse paradigma. A profissional estará muito mais feliz, produtiva e comprometida se ela tiver tempo para levar o filho à escola, ao médico e depois voltar e trabalhar em outro horário”.

 

Cresce a violência financeira contra idosos no Brasil

Advogado explica as principais características e como se proteger
 

A violência financeira contra idosos tem se tornado um problema crescente no Brasil, exigindo atenção e ação imediata de toda a sociedade. Casos de abusos financeiros envolvendo pessoas na terceira idade são cada vez mais frequentes. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento significativo nos registros de crimes contra idosos no último ano. Os casos de apropriação de rendimentos de pessoas mais velhas aumentaram de 14 para 18, e as ocorrências de extorsões contra idosos subiram de 334 para 441, representando um crescimento alarmante de 32%. 

De acordo com Paulo Akiyama, advogado especializado em direito de família, a violência financeira contra idosos é uma violação grave dos direitos humanos, que muitas vezes ocorre dentro do próprio núcleo familiar, tornando-se uma questão delicada e complexa de se lidar. “O abuso financeiro contra a pessoa idosa é uma grave violação dos Direitos Humanos, frequentemente perpetrada por familiares, cuidadores ou profissionais financeiros”, explica. 

Esse crime abrange o uso indevido de cartões de crédito ou débito, apropriação indevida de bens, manipulação de contas bancárias, fraudes em investimentos e empréstimos consignados, além de coerção para alterar testamentos ou propriedades. 

“Além das perdas financeiras, o abuso causa impactos emocionais e físicos nos idosos, deixando-os vulneráveis e inseguros”, completa o especialista. Identificar sinais como mudanças repentinas nas finanças, contas desconhecidas e isolamento social é fundamental. Denúncias às autoridades também são essenciais para proteger os direitos dos idosos e garantir seu tratamento com dignidade e respeito. 

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Zona Sul, conhecida por sua significativa população idosa com boas aposentadorias e rendas de aluguéis, tem se tornado um alvo fácil para aproveitadores. Contudo, não são apenas aqueles de classe média que sofrem abusos; os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também estão em risco devido à facilidade na contratação de empréstimos consignados. 

A violência financeira é tipificada no artigo 102 do Estatuto do Idoso e a ação penal para este crime é pública, não dependendo de representação da vítima. “A denúncia e a conscientização são fundamentais para proteger os direitos dos idosos”, pontua o Dr. Paulo. É essencial que a sociedade se una para combater a violência financeira contra idosos, garantindo que vivam com dignidade e segurança. 

Em geral, denúncias podem ser feitas por meio dos canais apropriados, como o Disque 100 da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, e as autoridades competentes devem tomar medidas firmes para punir os responsáveis por esses abusos. 



Paulo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.


Akiyama Advogados Associados
Para mais informações acesse o site ou ligue para (11) 3675-8600.


Desafios no mercado de trabalho após os 50 anos

De acordo com estudos, durante o ano passado, 70% das empresas contrataram poucos profissionais acima dos 50 anos

 

Encontrar trabalho após os 50 anos pode ser um desafio significativo. Essa fase da vida, que deveria ser de estabilidade e realização profissional, muitas vezes se transforma em um período de incertezas e dificuldades no mercado de trabalho. Apesar de muitos profissionais nessa faixa etária possuírem vasta experiência e conhecimento, a realidade é que enfrentam barreiras consideráveis ao buscar novas oportunidades de emprego.

 

Segundo um estudo realizado por organizações como a Robert Half e a Labora, durante o ano passado, 70% das empresas contrataram poucos profissionais acima dos 50 anos. Em termos práticos, isso se traduz em apenas 5% das novas contratações envolvendo pessoas dessa faixa etária. Essa situação é preocupante, pois revela uma tendência crescente de discriminação etária no mercado de trabalho brasileiro.

 

As empresas muitas vezes preferem contratar profissionais mais jovens, presumindo que eles têm habilidades técnicas mais atualizadas ou maior flexibilidade para se adaptar a novas tecnologias. No entanto, essa abordagem ignora o valor que os profissionais mais experientes podem trazer, como habilidades de liderança, experiência em resolução de problemas complexos e uma perspectiva mais madura sobre questões empresariais.

 

Desafios 

Os profissionais acima de 50 anos enfrentam uma série de desafios específicos ao procurar emprego. Entre os principais obstáculos estão:

 

Preconceito: muitos empregadores acreditam que trabalhadores mais velhos são menos adaptáveis ou menos dispostos a aprender novas habilidades.

 

Atualização: manter-se atualizado com as mudanças tecnológicas e de mercado pode ser um desafio, especialmente se os profissionais não tiverem acesso a treinamento contínuo.

 

Expectativas: muitas vezes, as expectativas salariais de profissionais mais experientes são vistas como incompatíveis com as práticas salariais atuais das empresas.

 

Dicas

 

André Minucci, mentor de empresários oferece algumas sugestões para profissionais nessa situação:

 

Atualização contínua: é essencial manter-se atualizado com as novas tecnologias e tendências do mercado. Investir em cursos de aperfeiçoamento e buscar certificações relevantes pode aumentar as chances de contratação.

 

Networking: construir e manter uma rede de contatos sólida pode abrir portas para novas oportunidades. Participar de eventos do setor e utilizar plataformas como LinkedIn pode ser extremamente benéfico.

 

Flexibilidade: demonstrar disposição para adaptar-se a novos ambientes de trabalho e aprender novas habilidades pode quebrar barreiras e preconceitos em relação à idade.

 

Mentoria e consultoria: para empresas, Minucci sugere a implementação de programas de mentoria, onde profissionais mais experientes podem compartilhar seu conhecimento com colegas mais jovens. Isso não só beneficia os mais novos, mas também valoriza a experiência dos mais velhos.

 

Empreendedorismo: Considerar o empreendedorismo como uma opção. Com a experiência acumulada, muitos profissionais têm o conhecimento necessário para iniciar seus próprios negócios ou atuar como consultores.

 

“É crucial que as empresas reavaliem suas práticas de contratação, com a ajuda de uma mentoria empresarial podem ajudar a promover uma cultura de inclusão”.

 

Embora encontrar trabalho após os 50 anos seja um desafio, é possível superar as dificuldades com a abordagem correta. Com foco na atualização contínua, networking eficaz e disposição para se adaptar, os profissionais mais velhos podem encontrar novas oportunidades e continuar a contribuir de forma significativa para o mercado de trabalho.


Estudo mostra que 74% dos pais procurariam um novo emprego se fossem obrigados a se deslocar longas distâncias para o escritório cinco dias por semana

Levantamento mostra que para 90% deles o trabalho híbrido proporcionou um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, além de 84% relatarem ter mais tempo para seus filhos;

 

Pais agora passam cinco horas extras por semana com suas famílias, além de economizarem $7.000 anualmente com cuidados infantis;
 

Um estudo realizado pelo International Workplace Group, líder mundial e nacional em espaços de trabalho híbrido como coworking e escritórios e que conta com a presença de mais de mil pais nesse regime de trabalho, revelou como o modelo se tornou um dos principais fatores para a melhoria da felicidade familiar, oferecendo tempo adicional com os filhos, proporcionados pela redução dos longos trajetos diários para deslocamentos. 

A pesquisa apontou que 74% dos pais procurariam um novo emprego se fossem obrigados a se deslocar por grandes distâncias para um escritório central cinco dias por semana. Destes respondentes, 83% afirmaram que suas relações com a paternidade e maternidade melhoraram como resultado da flexibilidade oferecida pelo trabalho híbrido. Outros 89% confirmam que estão mais próximos de seus filhos e mais presentes (92%). 

Outro dado relevante é o fato de que a maioria (86%) também observou uma melhora na qualidade de vida de sua família, além de 84% apontarem que o trabalho híbrido os permitiu passar mais tempo com seus filhos e 85% afirmarem que agora estão mais envolvidos nas responsabilidades diárias dos cuidados parentais. 

Com a redução dos grandes deslocamentos diários, a pesquisa também apontou que 90% dos entrevistados consideram o trabalho híbrido um aliado para um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, o que, por sua vez, lhes permitiu dedicar mais tempo às atividades familiares. Isso foi particularmente perceptível pela manhã, com os pais relatando que têm mais tempo para tomar café da manhã juntos (67%), preparar as crianças para a escola (54%) e fazer o trajeto escolar (53%). 

Outro ponto relevante é o da formação acadêmica, no retorno dos filhos das escolas, os pais disseram que agora podem ajudar as crianças com a lição de casa com mais regularidade (46%) e jantar com a família (49%), enquanto 90% afirmaram que estão mais presentes em marcos importantes e eventos, como reuniões de pais (52%), aniversários familiares (48%) e férias escolares (51%). 

Em média, esse público agora tem cinco horas adicionais por semana para passar com suas famílias, o que equivale a 260 horas por ano ou uma hora adicional a cada dia útil. Além disso, 23% dos pais relataram uma economia de tempo de mais de cinco horas por semana. 

Mark Dixon, CEO do International Workplace Group, aponta que a mudança contínua e irreversível para o trabalho híbrido está tendo um impacto transformador na vida de milhões de pessoas globalmente. “O levantamento destaca como os pais que trabalham no modelo híbrido estão desfrutando de um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Em vez de desperdiçar horas diariamente em longos trajetos, agora trabalha, localmente, aproveitando mais aqueles momentos importantes entre família.” 

O estudo realizado pelo grupo detentor das marcas como Regus e Spaces também revelou que, em média, os pais estão economizando quase $7.000 por ano em cuidados infantis, com mais da metade (56%) apontando que teriam dificuldades para pagar por esses serviços para cobrir uma semana de trabalho completa em um escritório central. 

"Isto mostra que a flexibilidade é um fator cada vez mais decisivo na escolha de como e onde os pais optam por trabalhar. No Brasil, o modelo híbrido já é utilizado por 86% das empresas, com mais de 45% delas oferecendo aos seus colaboradores a opção de trabalhar dois dias presenciais e três dias remotos, de acordo com a última pesquisa da JLL. De forma geral, a maioria dos trabalhadores também demonstra preferência por este modelo, com 88% deles considerando o trabalho híbrido como um fator determinante na escolha de um novo emprego, segundo nossos levantamentos anteriores", comenta Tiago Alves, CEO do grupo no Brasil.
 



International Workplace Group
Para conhecer melhor visite o site ou clique aqui para obter mais informações sobre a parceria.

 

Programa estimula o potencial turístico de mais de 30 municípios do oeste paulista

Objetivo é divulgar as atrações de cada cidade nos setores de ecoturismo, gastronomia, lazer e cultura

 

Em um trecho de 834 quilômetros, sendo 444 no eixo principal e 390 de vicinais, de Bauru e Presidente Epitáfio, é possível explorar cascatas, morros, parques ecológicos, jardim botânico, museus, entre outros atrativos traçados na rota do programa Turismo da Gente, iniciativa da concessionária CART que busca destacar o potencial turístico e econômico do oeste paulista.

 

São mais de 30 municípios mapeados com atividades segmentadas por áreas de interesse do viajante (Ecoturismo e natureza; Sol, praia e náutico; Bem-estar e lazer; Cultural; Gastronomia; Religioso e Vale uma parada), reunindo informações disponíveis no site turismodagente.com.br. Os turistas também podem acompanhar as programações atualizadas na rede social @turismodagente.

 

“O principal objetivo do programa é apoiar o desenvolvimento do setor na região. Por meio do turismo, é possível fortalecer os empreendimentos público e privado, gerando emprego e renda, além de melhorar a qualidade de vida da população”, explica Viviane Soares Ramos, analista de Responsabilidade Social da CART.

 

Os pontos fortes da rota são os recursos hídricos, que oferecem esportes náuticos e pesca esportiva. Para o público que busca turismo de aventura, o trecho é repleto de atrativos com acesso a trilhas, áreas para camping e resorts. A gastronomia regional é outro destaque com as comidas típicas. 

 

Seja para passeio de fim de semana ou férias, a rota pode ser percorrida por três rodovias: a João Batista Cabral Rennó (SP-225), de Bauru a Santa Cruz do Rio Pardo; a Orlando Quagliato (SP-327), de Santa Cruz do Rio Pardo a Ourinhos; e pela Raposo Tavares (SP-270), de Ourinhos a Presidente Epitácio, que tem papel fundamental como equipamento de transporte e que liga todas as cidades listadas no programa.

 

Rodovia inclusiva


Baseado nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU, o Turismo da Gente traz na sua essência o conceito de rodovia inclusiva, onde os atrativos turísticos, bem como o potencial de cada município da área de abrangência da concessionária, poderão ser explorados e desenvolvidos à medida que absorvam o turismo como atividade econômica.

 

ARTESP – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo


Emprego Educação SP: Inscrições para profissionais que queiram atuar em classes do Ensino Técnico vão até 5 de agosto

 

Para próximo ano letivo, Seduc-SP vai ampliar em 140% número de vagas para estudantes interessados em umas das nove opções de cursos profissionalizantes

 

Áudio do coordenador pedagógico da Educação, Daniel Barros: https://on.soundcloud.com/FyG6gZAdZjDfHGHm9 

 

Profissionais graduados e/ou que possuam notório saber com experiência comprovada em uma das opções de cursos técnicos oferecidos pela rede estadual de São Paulo têm até dia 5 de agosto para se inscrever no Processo Seletivo Simplificado para o próximo ano letivo. O cadastro é on-line no site da FGV, responsável pelo concurso, no link https://conhecimento.fgv.br/concursos/seducsp24. A expectativa é que sejam contratados 3.000 profissionais para essas vagas em 2025.

 

Os selecionados vão ministrar aulas presenciais aos estudantes conforme habilitação de nível superior e os componentes curriculares correspondentes. São nove cursos: administração, agronegócio, ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, farmácia, hospedagem, logística e vendas.

 

Na inscrição, o candidato deve escolher uma Diretoria de Ensino da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) de sua preferência dentre as 91 regionais de todo o estado para eventual alocação. Deverá também indicar um Eixo de Prova, de acordo com os cursos em que pretende lecionar. A taxa de inscrição é de R$ 49.

 

As provas objetiva e discursiva estão marcadas para 29 de setembro. O processo engloba ainda avaliação de títulos (diplomas de formação e experiência profissional) e prova prática (envio de videoaula gravada). Quem não for chamado na primeira seleção terá o nome incluído no cadastro de reservas. 

 

“Podem participar do processo seletivo não apenas professores, mas também profissionais formados, entre outros cursos, em economia, engenharia, direito e na área da saúde. Todos são bem-vindos e serão importantes na formação de nossos estudantes”, ressalta o coordenador pedagógico da Educação, Daniel Barros.

 

Ampliação de vagas e escolas em 2025


A partir de uma pesquisa com as unidades que ofertam o Ensino Médio na rede pública, a Seduc-SP deve ampliar das atuais 1.393 para 1.911 escolas estaduais que ofertam o itinerário de ensino técnico para o ano de 2025. Neste ano, 71,9 mil alunos estão matriculados nesse modelo e o número pode crescer para 170 mil matriculados no próximo ano.

 

As 170 mil matrículas previstas para o próximo ano letivo contemplam os estudantes que estarão na 2ª e 3ª série do Ensino Médio, período dedicado aos aprofundamentos previstos no Novo Ensino Médio.

 

A Secretaria da Educação ampliará, ainda, o número de cidades que terão a oferta de ensino técnico na rede — das atuais 349 para uma perspectiva de estar em 463 municípios, um aumento de 32,6%. Em 2022, o técnico era oferecido a alunos de 161 cidades paulistas.

 

“Um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado no ano passado aponta que a educação profissional é essencial para o desenvolvimento do Brasil. Aqui em São Paulo, estamos caminhando para oferecer ao estado e ao país estudantes formados em áreas importantes para aumentar a empregabilidade dos jovens e melhorar a produtividade do país”, afirma o secretário da Educação, Renato Feder. 



Mesada ou conversa: como negociar com crianças

Enquanto algumas tarefas podem ser recompensadas, outras precisam fazer parte da rotina diária dos pequenos, sugerem especialistas 

 

Negociação, acordo, combinado. Os nomes são muitos, mas o significado é um só: conseguir que as crianças participem das tarefas domésticas, façam o dever de casa ou, simplesmente, parem de brigar com seus irmãos. Oferecer benefícios e recompensas é uma forma eficaz de conseguir a atenção dos pequenos, mas, segundo educadores, nem sempre é recomendável apelar para esse tipo de recurso.

De acordo com o embaixador da Aprende Brasil Educação, Marcos Meier, dar “prêmios” sempre que a criança cumpre com obrigações comuns à vida doméstica pode fazer com que ela entenda que só precisa trabalhar quando é recompensada. “Isso não desenvolve o sentimento de pertencimento à família, nem um sentimento saudável em relação a trabalhar. Então, é um grande malefício, a criança fica sempre dependente de algum tipo de retorno e acaba não incorporando aquela vontade e desejo de progredir, crescer e fazer as coisas cada vez melhor”, alerta.


O que pode e o que não pode ser negociado

Embora tudo, em uma família, deva ser fruto de combinados e diálogos, algumas tarefas do dia a dia não devem ser negociadas, nem recompensadas, diz o especialista. “Tarefas domésticas como lavar a louça, varrer ou juntar os brinquedos nunca devem ser premiadas porque são obrigações da criança, ela precisa participar. Podemos elogiar, brincar, dar um abraço, tudo isso serve como incentivo e faz com que ela se sinta pertencente à família. Mas premiar a tarefa, nunca”, detalha.

O cenário é outro quando se fala de situações que não são corriqueiras e que fogem às rotinas diárias da criança. Ajudar o tio a lavar o carro é uma dessas tarefas que não estão no dia a dia, mas podem aparecer e, aí sim, serem recompensadas. “Pode ser em dinheiro, pode ser um passeio, pode ser um brinquedo. Isso precisa ser combinado com a criança. Assim, ela vai entender que aquilo é um extra, não faz parte das tarefas comuns que ela tem”, explica.


Como conseguir ajuda sem precisar de recompensas?

Nem sempre é necessário dar uma recompensa física ou simbólica para que os pequenos colaborem com as atividades de casa. O ideal é que eles se sintam incluídos ao ponto de que participar dessas atividades se torne um impulso natural. Uma das formas de fazer isso é por meio dos elogios ao esforço contínuo da criança. “Quando você elogia uma criança por sua beleza ou inteligência, ela entende que essas são características que ela já tem como garantidas. Mas, se você elogia pelo esforço em realizar uma tarefa, então ela entende que será elogiada sempre que se esforçar e sente mais vontade de colaborar”, diz Meier.

A dica para os pais é elogiar sempre o trabalho, o esforço, a dedicação e a persistência. Elogiar quando a criança fala a verdade, ainda que esteja com medo, enfim, elogiar os princípios dos pequenos. O mesmo vale para as críticas. “Elas sempre devem ser feitas em particular e sem ofender a criança. Busque criticar o comportamento e não o indivíduo. Não diga coisas como ‘você é relaxado, agressivo ou maldoso’, mas substitua por ‘o quarto que você arrumou ficou muito bagunçado’. Isso é criticar o comportamento, o que preserva a personalidade da criança”, finaliza.




Aprende Brasil Educação
aprendebrasil.com.br

 

Organizando as finanças no meio do ano? Saiba se é o momento certo de pegar um empréstimo consignado

Balanço do primeiro semestre pode evidenciar gastos e gerar apertos; veja como manter as despesas em ordem até o fim do ano

 

A metade do ano é o momento perfeito para fazer uma cuidadosa revisão das finanças pessoais; com o fim do primeiro semestre, torna-se viável analisar o desempenho ao longo dos meses e identificar possíveis ajustes a serem feitos na rotina. Esse cuidado importa para evitar o endividamento, uma preocupação nacional — em maio, 44% dos brasileiros (72,54 milhões de pessoas) estavam inadimplentes, segundo levantamento mensal do Serasa.

 

“Ainda há tempo para se organizar e verificar se os objetivos financeiros do ano estão sendo alcançados. Se necessário, é possível implementar mudanças para corrigir a rota, como cortar gastos, renegociar dívidas e revisar metas”, comenta Túlio Matos, co-fundador e CEO da fintech iCred.

 

Se a ideia é quitar dívidas mais caras, como cartões de crédito, ou fazer investimentos que tragam retorno financeiro, como educação ou reformas residenciais, pode ser interessante obter um empréstimo. “Considerando os juros baixos e a facilidade de aprovação do consignado, a modalidade pode ser financeiramente estratégica. Mas é importante avaliar a própria capacidade de pagamento e ter um plano claro para utilizar o dinheiro de forma eficaz e evitar novas dívidas”, continua Matos.

 

O consignado é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente do contracheque do usuário. A seguir, o especialista compartilha dicas para organizar a vida financeira e decidir se este é o momento certo para recorrer a esse tipo de empréstimo. Confira:

 

1. Registro adequado de receitas e despesas


Para monitorar as finanças de forma eficaz, comece certificando-se de que todas as fontes de renda estão sendo registradas devidamente. Isso inclui salários, rendimentos extras e quaisquer outras entradas. Verifique também, regularmente, se houve mudanças significativas nessas fontes de renda.

 

Em relação às despesas, é essencial categorizá-las para entender melhor como o dinheiro está sendo usado. Identifique áreas onde é possível reduzir gastos, focando especialmente nas contas desnecessárias ou impulsivas, que podem ser eliminadas. Considere cortar assinaturas não utilizadas e ajustar hábitos de consumo.

 

2. Revisão do orçamento


No início do ano, você estabeleceu um orçamento com metas específicas para controlar os gastos e atingir objetivos financeiros. Agora, avalie a execução desse plano. Isso inclui verificar se o orçamento inicial está sendo seguido, analisando todas as categorias de despesas e receitas para identificar desvios em relação ao planejamento original. 

 

Além de destacar as categorias que tiveram gastos maiores ou menores do que o previsto, ajuste o orçamento conforme necessário para refletir mudanças nos gastos ou prioridades financeiras. Essa avaliação contínua e ajustes são essenciais para garantir o domínio das finanças e o cumprimento dos objetivos.

 

3. Poupança e investimentos


Para reforçar a reserva de emergência, garanta que ela possa cobrir imprevistos, idealmente contendo o suficiente para cobrir de três a seis meses de despesas. Isso proporciona uma rede de segurança contra eventos inesperados, como perda de emprego ou gastos médicos.

 

Além disso, revise periodicamente os investimentos para garantir que estejam alinhados com as metas de longo prazo. Avaliar o desempenho dos investimentos existentes e fazer ajustes para maximizar os retornos ajuda a manter a consistência com os objetivos.

 

“Depois de organizar as contas, fica bem mais fácil de entender como o empréstimo consignado pode contribuir com a estratégia pessoal. Ao oferecer prazos mais longos de pagamento e ser descontado no holerite, ele permite fazer planos futuros com mais espaço de manobra, diminuindo as chances de pressa e os apertos”, finaliza Túlio.


iCred 


Queda no desempenho da educação: dados apontam notas piores do que durante a pandemia

divulgação


Especialista reitera a importância de aprender matemática e português 

 

Os números da última avaliação do Saresp1 (Sistema de Avaliação de Rendimento do Estado de São Paulo) indicaram uma piora do desempenho da educação dos alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º a 9º ano) no ano de 2023. A média caiu 10 pontos em português e 2 pontos em matemática em relação a 2022.

 

O resultado, de 234,4 em português e de 246,3 em matemática, foi ainda pior do que o registrado em 2021 - 241,4 e 246,8 respectivamente - durante a pandemia de covid-19, em que os alunos estudavam de forma remota. A nota também é considerada a mais baixa dos últimos 10 anos.

 

A gerente do setor da disciplina de português do Kumon, que é formada em Letras e pós-graduada em psicopedagogia, Mariana Bruno Chaves, diz que os dados são preocupantes, pois, “se o aluno não tem a capacidade de interpretar textos e fazer cálculos, não é possível avançar em qualquer campo do conhecimento”.

 

Em relação ao estudo de português, a especialista explica que “as vantagens de ter conhecimento pleno da sua língua pátria vão muito além de desenvolver escrita e leitura, mas também de capacidade de pensamento, e de compreender a língua como parte da manifestação cultural e social, melhorando a percepção de mundo do aluno”, conta.

 

Já em matemática, a educadora reitera a importância deste conhecimento para o desenvolvimento do raciocínio lógico: “A matemática estimula a formação do raciocínio lógico e analítico, prepara a mente para a resolução de problemas e melhora a capacidade de concentração do aluno em todas as outras disciplinas”, explica.

 

Porém, Mariana conta que as duas matérias se interligam em suas funcionalidades: “Uma alta habilidade linguística leva a um melhor desempenho em matemática. Já o domínio da língua portuguesa garante uma melhor assimilação dos problemas propostos pela matemática”, relata.

 

O aprendizado das disciplinas de português e matemática no Kumon é feito por meio de um método exclusivo que ajuda o aluno a dominar os conteúdos, além de favorecer o desenvolvimento de habilidades essenciais, proporcionando um aprendizado com mais disciplina, foco e organização. De forma objetiva, o estudo privilegia o aluno de modo que ele consiga se organizar e ter uma rotina clara e leve para realizar suas atividades.

 

Além disso, o método favorece o autodidatismo, a concentração, capacidade de leitura, raciocínio lógico, independência, hábito de estudo, responsabilidade e autoconfiança, por meio do material didático próprio e exclusivo que é autoinstrutivo e dividido em estágios, fazendo com que seja facilmente incluído no planejamento preparatório. O Kumon oferece as disciplinas de matemática, português, inglês e japonês, para todas as idades. 





kumon.com.br
http://www.kumon.com.br/franquia



1 Notas dos alunos da rede estadual de SP pioram em 2023: média caiu 10 pontos em português e 2 em matemática do 6º ao 9º ano

 

Maioria dos brasileiros diz adotar iniciativas sustentáveis, mostra pesquisa

 Estudo mostra que 66% se engajam em práticas sustentáveis; 62% apontam falta de políticas públicas e incentivo governamental como principal barreira 

Comprometimento ambiental por parte das marcas é critério importante para 70% dos consumidores na hora da compra

 

 Freepik


Sustentabilidade é um dos grandes temas da atualidade. O termo está ligado ao uso consciente dos recursos naturais, de forma que não se comprometa o bem-estar dos ecossistemas. Seja a partir de perspectivas econômicas, sociais ou climáticas, as questões relacionadas ao meio ambiente atingem a população de todo o mundo.  

Neste cenário, ações tidas como sustentáveis são criadas por parte de governos e de empresas como iniciativas que visam encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e tecnológico com a preservação ambiental. Além disso, também existem as ações individuais por parte dos cidadãos que buscam suas formas de contribuir. Uma pesquisa da Descarbonize Soluções, empresa especializada em soluções de energia, revelou que 66% dos entrevistados se sentem comprometidos com ações sustentáveis.

 

Ações sustentáveis 

Ações sustentáveis são algumas práticas que podem ser realizadas de maneira individual ou coletiva, e que têm como principal objetivo a preservação dos recursos ambientais e a redução do avanço das mudanças climáticas. Algumas iniciativas são mais simples e conseguem ser facilmente inseridas no cotidiano, já outras, envolvem passos maiores, como o investimento, por exemplo, em “tecnologias limpas”. 

Em relação às ações sustentáveis, o brasileiro parece estar engajado. 39% dos entrevistados da pesquisa disseram que se sentem suficientemente comprometidos com ações sustentáveis e 27% afirmaram que se consideram muito comprometidos. Por outro lado, 30% dos respondentes acham que são pouco comprometidos e outros 4% entendem que não são nem um pouco comprometidos.

 

Entre as ações mais praticadas, aparecem com destaque a busca pelo não desperdício de alimentos (82%), a economia de água (81%) e a redução no consumo de energia (73%). Na sequência, aparecem atitudes como a utilização de embalagens e sacolas reutilizáveis (58%); separação do lixo para coleta seletiva e reciclagem (55%); consumo de alimentos de produtores locais (33%); tentativa de evitar o consumo de plástico e industrializados (32%), e o consumo de marcas comprometidas com questões sustentáveis (30%). 

No entanto, existem algumas barreiras que tornam mais difícil a prática das iniciativas sustentáveis individuais. Entre os obstáculos, os mais citados foram a falta de iniciativas governamentais ou de políticas públicas (62%); a falta de informação para que os brasileiros se identifiquem com a sustentabilidade e melhorem suas ações (57%); a falta ou inexistência de coletas seletivas e pontos de reciclagem (51%), e o fato de marcas e produtos sustentáveis serem mais caros e difíceis de encontrar (47%). 

Tatiana Fischer, CMO da Descarbonize Soluções, reflete sobre a dificuldade de se conseguir inserir ações sustentáveis na rotina dos brasileiros. “Se grandes empresas e instituições que são referência no mercado não são vistas praticando iniciativas benéficas para o meio ambiente, é difícil esperar que os cidadãos insiram as práticas em sua rotina. As dificuldades estão principalmente relacionadas com a falta de informação e de políticas públicas. É preciso que existam bons exemplos a serem seguidos”, explica Fischer. 

 

Mas de quem é a responsabilidade? 

Em um cenário em que eventos climáticos extremos já são percebidos em diversos locais do planeta, cada vez mais se criam estratégias sustentáveis para minimizar os impactos da ação do homem na natureza. Ações tidas como sustentáveis são criadas por parte de governos, de empresas e dos cidadãos como iniciativas que visam encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e tecnológico, com a preservação ambiental. 

Quando se fala na responsabilidade sobre medidas que podem minimizar os impactos das mudanças climáticas, 40% dos entrevistados pensam que o dever está, principalmente, na mão dos governos. Contudo, a parcela considerável de 37% entende que a obrigação é, sobretudo, dos cidadãos. As empresas foram indicadas por 17% dos respondentes.


Indo ao encontro do dado que coloca os governos como peça central frente às ações ambientais, foram indicadas as iniciativas que são tidas como principais no combate ao avanço dos impactos climáticos. Foram mais citados os incentivos fiscais para a utilização de fontes energéticas limpas, com a promoção e o barateamento de tecnologias como placas solares e carros elétricos (66%); incentivo às empresas para adotarem práticas sustentáveis por meio de benefícios fiscais, subsídios, financiamento acessível e programas de certificação (65%), e o maior investimento em infraestrutura sustentável, como transporte público eficiente e sistemas de gestão de resíduos (62%). 

“Neste ponto, vemos a utilização de energias limpas citadas como formas de evoluirmos nas questões ambientais. Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de países que mais geram energia elétrica renovável no mundo. A popularização dessas tecnologias se apresenta como uma oportunidade de investimento por parte dos governos, através de subsídios e benefícios fiscais, para que também vire um produto de investimento acessível para a população. São as forças se aliando para o alcance de um objetivo comum”, completa ela.

 

Tecnologias sustentáveis 

Em um panorama em que a evolução do mercado aconteça de forma que não se comprometa os ecossistemas, é necessário que, cada vez mais, se desenvolvam tecnologias pensadas para isso. Atualmente, existem produtos tecnológicos que visam diminuir os impactos ambientais, chamados de tecnologias sustentáveis.  

Dentro desse aspecto, de forma geral, 77% dos entrevistados veem as tecnologias sustentáveis sendo pouco utilizadas; 12% consideram que sejam bastante utilizadas; 8% não veem as tecnologias sendo utilizadas, e 2% acham que elas devem vir a ser utilizadas em alguns anos. 


 

Em relação aos produtos que utilizam de tecnologias sustentáveis, os participantes da pesquisa indicaram aquelas que são mais viáveis para utilização no dia a dia. As placas solares para captação de energia da luz do sol foram as mais indicadas, com 77% das respostas. Na sequência, aparecem as lâmpadas de LED, citadas por 68% dos respondentes; os veículos e meios de transporte elétricos, como carros, motos e bicicletas, conforme 58%, e as baterias de lítio ou cobalto, para 33%.



“Mesmo que algumas tecnologias, como as lâmpadas de LED, sejam mais baratas e acessíveis, pois podem ser encontradas em supermercados, as placas solares ainda são as mais lembradas quando se fala de tecnologia sustentável. É muito positivo perceber que a matriz energética solar já está inserida no conhecimento do brasileiro e que é vista como um facilitador no cotidiano. Trazer todos os benefícios da energia solar para a rotina diária de forma simples é um dos objetivos da tecnologia”, comenta Fischer. 

 

Consumo consciente 

O consumo consciente é indispensável para que o mercado evolua de forma mais sustentável. Como demonstrado ao longo da pesquisa, os brasileiros estão interessados pelo tema e se mostram engajados em iniciativas ecológicas. 

Em relação ao consumo de marcas comprometidas com o meio ambiente, 70% dos respondentes indicam que o comprometimento ambiental é critério a ser considerado no momento da compra de um produto. Desses, 40% consideram que a responsabilidade ambiental é fator determinante no momento de uma compra, enquanto apenas 2,4% disseram que o critério é nada importante. 



Neste cenário, as principais ações sustentáveis que deveriam ser praticadas pelas empresas a partir da visão dos consumidores, são: redução da emissão de gases poluentes (65%); investimento em energias renováveis e eficiência energética (64%); implementação de políticas de redução de resíduos e reciclagem (60%); promoção do uso de matérias primas sustentáveis (60%), e o investimento em inovação para o desenvolvimento de produtos ecológicos (58%).  

“De uma visão mercadológica, para além dos benefícios ambientais e da inspiração social, as ações sustentáveis por parte das empresas também funcionam como um incentivo ao consumo das marcas. Da parte das energias renováveis, além da contribuição ecológica, o investimento em matrizes energéticas limpas ainda gera uma economia a médio e longo prazo. São oportunidades que exigem, sim, um planejamento institucional, mas que trazem inúmeras contribuições, tanto para o futuro da empresa quanto do coletivo”, finaliza Fischer.

 

Metodologia 

Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 16 anos e de todas as classes sociais. 

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. 

Data de coleta: entre os dias 03 e 06 de junho de 2024.



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