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quinta-feira, 25 de julho de 2024

Câncer Ósseo: avanço tecnológico permite tratamento mais preciso


Terapias alvo, imunoterapias e radioterapia têm mostrado resultados promissores e com menos efeitos colaterais. No mês da Conscientização do Câncer Ósseo, ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista explica sobre os tipos e os possíveis tratamentos

 

O câncer ósseo, embora relativamente raro, apresenta desafios significativos tanto para pacientes quanto para a comunidade médica. Compreender suas variações, fatores de risco, sintomas e avanços no tratamento é crucial para o manejo eficaz desta doença complexa. 

Existem diversos tipos de câncer ósseo, cada um com características e comportamentos distintos. As metástases ósseas são os tipos mais comuns, frequentemente originárias de cânceres primários de órgãos como próstata, mama, pulmão, rim, tireóide e intestino. Esses tumores tendem a afetar indivíduos acima dos 40 anos, comprometendo os ossos do crânio, costelas, coluna, bacia, úmero e fêmur. 

Entre os cânceres ósseos primários, destacam-se:

  • Osteossarcoma: Geralmente afeta as metáfises dos ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero.
  • Condrossarcoma: Comum em ossos longos dos membros superiores e inferiores e da pelve.
  • Sarcoma de Ewing: Frequente nas diáfises do fêmur, úmero, tíbia, fíbula, pelve e ossos do tórax.
  • Mieloma Múltiplo: Afeta principalmente vértebras, costelas, crânio e ossos chatos das cinturas pélvica e escapular.

“Embora as causas exatas do câncer ósseo não sejam completamente compreendidas, alguns fatores de risco estão bem estabelecidos. Mutações genéticas esporádicas e síndromes hereditárias, como retinoblastoma e síndrome de Li-Fraumeni, aumentam significativamente o risco. O envelhecimento também é um fator contribuinte, especialmente em tumores secundários”, explica o Dr. Fabio Eloi, ortopedista especialista em câncer ósseo no Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas do câncer ósseo podem incluir dor intensa, inchaço ao redor do osso afetado, fraturas frequentes, vermelhidão, perda de peso inexplicável e sudorese noturna. O diagnóstico é realizado através de uma combinação de exame clínico, exames de imagem (radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea) e biópsia, que ajuda a determinar a natureza do tumor. 

Os cânceres ósseos secundários são mais comuns em adultos acima dos 50 anos, enquanto os primários tendem a afetar adolescentes e jovens adultos. Certos tipos, como o condrossarcoma, são mais frequentes em indivíduos com mais de 30 anos.

 

Tratamento mais precisos

“O tratamento do câncer ósseo varia conforme o tipo e estágio da doença, além do estado geral de saúde do paciente. As opções incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Recentemente, terapias alvo e imunoterapias têm mostrado resultados promissores, oferecendo tratamentos mais personalizados e com menos efeitos colaterais. Técnicas como radioablação e crioablação também estão se destacando como opções minimamente invasivas e eficazes”, acrescenta Dr. Fábio Eloi. 

Os avanços tecnológicos têm permitido maior precisão nos tratamentos. A radioterapia, por exemplo, tem se beneficiado de melhorias que permitem maior precisão no direcionamento do tumor, preservando tecidos saudáveis. Implantes protéticos modernos e expansíveis oferecem melhores resultados para pacientes, especialmente os mais jovens. 

Apesar dos desafios, o campo do tratamento do câncer ósseo tem avançado significativamente, trazendo novas esperanças para pacientes. A contínua pesquisa e inovação são essenciais para melhorar os resultados e a qualidade de vida dos afetados por esta doença.


Famosas com endometriose: especialista desmistifica distúrbio e dá dicas de tratamento

Atrizes, cantoras e influencers que passaram pelo problema e procuram incentivar seguidoras na busca pelo diagnóstico precoce


A endometriose atinge cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva. Cólicas, dores na relação sexual e infertilidade são alguns sintomas da doença. Sem tratamento, ela pode atingir formas graves, como a chamada endometriose profunda, que tem sintomas mais severos e deixam a mulher incapacitada para uma rotina normal. Por isso a importância do diagnóstico precoce, um dos grandes desafios da endometriose, já que as cólicas são confundidas com as dores do ciclo menstrual.
 

Muitas famosas têm feito seu papel em chamar a atenção e conscientizar mulheres sobre o tema, falando abertamente sobre seus diagnósticos. No Brasil, Malu Mader, Adriana Esteves e Tatá Werneck, entre outras, já deram depoimentos sobre o diagnóstico e a dificuldade que tinham para engravidar, que acabou sendo superada com o tratamento da doença.

A jovem atriz Larissa Manoela quando descobriu que tinha endometriose fez uma live no Instagram para estimular suas seguidoras a fazerem um acompanhamento médico adequado. 

“Nem sempre o diagnóstico é realizado da melhor forma e logo de início, podendo levar até 10 anos para ser feito. Essa é a maior dificuldade, já que as dores da endometriose podem ser confundidas com dores rotineiras do ciclo menstrual. Precisamos dar visibilidade ao assunto, conscientizar profissionais de saúde e orientar cada vez mais mulheres a observarem seu corpo, porque o diagnóstico precoce é capaz de prevenir sequelas e permitir um tratamento que pode garantir o controle da doença e a qualidade de vida”, explica o ginecologista Patrick Bellelis, especialista em endometriose.

 

Como identificar sinais de alerta 

Entre os principais sintomas da endometriose destacam-se as cólicas de forte intensidade e a dificuldade em engravidar. No segundo caso, é natural que as mulheres busquem ajuda profissional, quando desejam ter um filho. Mas no caso das cólicas, isso nem sempre acontece. Observar essas dores é importante para identificar se é o caso de recorrer a um médico. “Cólicas de maior intensidade, que afetam a rotina, ou com características diferentes das habituais devem ser encaradas como sinal de alerta”, frisa Bellelis. 

Outros sinais que não devem ser ignorados durante o ciclo menstrual são dor durante a relação sexual, dor e sangramento ao urinar ou evacuar e dores nas costas. Sintomas fora do período menstrual também merecem atenção. A indicação do especialista é que, ao sentir qualquer coisa fora do normal, durante o ciclo ou fora dele, a mulher procure um ginecologista para que o quadro seja investigado e se dê início a um tratamento o quanto antes, se necessário. 



Clínica Bellelis - Ginecologia

Patrick Bellelis - Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP); graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC; especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); além de ser especialista em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da USP. Possui ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) de 2007 a 2022, além de ter integrado a Comissão Especializada de Endometriose da FEBRASGO até 2021. Em 2010, tornou-se médico assistente do setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP; em 2011, tornou-se professor do curso de especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva — pós-graduação lato sensu, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês; e, desde 2012, é professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia.


Chegada das Olimpíadas: evento pode incentivar população a iniciar novas atividades físicas

Cardiologista reforça importância de exames cardiovasculares. Dentre pontos de atenção, está a cardiomiopatia hipertrófica, principal causa de morte súbita em atletas jovens[1]


No dia 26 de julho começam oficialmente os Jogos Olímpicos de 2024. Com a proximidade da data, há a expectativa de que as pessoas sejam incentivadas a iniciar novas atividades físicas. Uma pesquisa realizada pelo Governo da Inglaterra mostrou que a população se tornou mais ativa após o país sediar os jogos em 2012.[2]

Porém, antes de iniciar uma nova atividade esportiva é essencial a realização de um check-up médico, com atenção especial à saúde cardiovascular. Dentre os pontos de atenção, está a cardiomiopatia hipertrófica: a principal causa de morte súbita em atletas jovens[3] e causa da morte do empresário João Paulo Diniz e do jogador de futebol camaronês Marc-Vivien Foé.

Em 2024, a Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou a primeira diretriz para tratamento da cardiomiopatia hipertrófica (CMH). O documento aponta tópicos importantes sobre a doença para orientar melhor os médicos sobre a fisiopatologia da cardiomiopatia hipertrófica, quadro clínico, diagnósticos diferenciais, métodos complementares, tratamentos clínicos e terapias de redução septal, bem como estratificação de risco de morte súbita. Dentre as orientações, está a importância de realizar exames de avaliação em atletas.

“Com a proximidade das Olimpíadas e o tema do esporte em alta, é importante reforçarmos a importância dos exames cardiovasculares para que a prática esportiva seja segura. Algumas doenças graves, e potencialmente letais, como a miocardiopatia hipertrófica podem inicialmente só se manifestar durante a prática de exercícios. Infelizmente, em algumas pessoas essa manifestação inicial já é a morte súbita. Por isso, o ideal é que a avaliação cardiológica pré-participação seja realizada em todos aqueles que iniciarão a prática de exercícios, e também periodicamente naqueles que já se exercitam regularmente”, defende a Dra. Renata Castro, cardiologista especialista em medicina esportiva.


Entenda a Cardiomiopatia Hipertrófica

A CMH causa um espessamento do músculo cardíaco, que provoca alteração da função diastólica do coração e em alguns casos prejudica a passagem adequada do sangue, a forma chamada de obstrutiva. A CMH é uma doença genética que afeta pessoas independentemente da idade, etnia e gênero, com risco de aproximadamente 50% aos descendentes[4]

Ainda que se trate de uma doença muitas vezes assintomática, algumas pessoas podem apresentar desmaios, falta de ar, cansaço, fadiga, palpitação e dor no peito, principalmente durante atividades físicas intensas. Vale ressaltar que esta é, inclusive, uma das principais causas de mortes súbitas em jovens. Os sintomas da doença costumam surgir a partir dos 20 anos de idade[5] e, normalmente, estão relacionados a esforços físicos intensos. A doença atinge 1 em cada 500 pessoas, mas estudos clínicos recentes sugerem que esse número pode ser maior[6]

Por décadas os médicos ficaram sem uma opção terapêutica específica para a doença, o tratamento até então era baseado apenas no alívio de sintomas. Hoje, o tratamento com um inibidor da miosina cardíaca, que normaliza a contratilidade, reduz a obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo e melhora as pressões de enchimento, já está aprovado no Brasil. Outra opção de tratamento disponível é a redução química ou remoção cirúrgica da obstrução da via de saída. 

Para o diagnóstico mais preciso, é necessário realização de exame Ecocardiograma com manobras provocativas, que irá identificar alterações no coração do paciente. Além disso, outros exames como o teste ergométrico e testes genéticos são importantes para complementar a avaliação do paciente e da sua família. [7]O tratamento adequado melhora a qualidade de vida dos pacientes e pode possibilitar, inclusive, que eles retornem às práticas esportivas.
 

 



[1] Cardiomiopatia hipertrófica, atividade física e morte súbita. Link: Link

[2] Learning from London 2012 to create lasting impact ten years on. Link: Link

[3] Cardiomiopatia hipertrófica, atividade física e morte súbita. Link: Link

[4] Maron BJ, et al. JACC Heart Fail. 2018;6(5):376-378.

[5] PebMed, Cardiomiopatia Hipertrófica: uma das principais causas de morte súbita em atletas, acesso em junho de 2024: Link

[6] AHA Journals, 2020 AHA/ACC Guideline for the Diagnosis and Treatment of Patients With Hypertrophic Cardiomyopathy: Link

[7] AHA Journals, 2020 AHA/ACC Guideline for the Diagnosis and Treatment of Patients With Hypertrophic Cardiomyopathy: Link


Tempo seco, o frio e a variação de temperatura baixam a imunidade, médica ensina como reverter em um shot


A médica a nutróloga Dra. Ana Luisa Vilela, médica especialista em emagrecimento da capital paulista, explica que estão nos alimentos a grande chave de sucesso para reforçar a proteção do organismo já que reúnem diferentes componentes importantes para aumentar a imunidade.


  1. Alho:

Por conter propriedades antioxidantes proteger o corpo contra danos causados pelos radicais livres, além de ser rico em compostos de enxofre, como a alicina, que têm propriedades antimicrobianas e antivirais e aumentam a produção de glóbulos brancos, que são cruciais para o combate a infecções.


  1. Cúrcuma:

Os principais compostos ativos da cúrcuma, especialmente a curcumina, são responsáveis por propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo, melhorando a resposta imunológica, aumentando a produção de anticorpos e a prevenindo as respostas exageradas que podem levar a doenças.


  1. Frutas cítricas:

Frutas como laranjas, limões, limas, toranjas e tangerinas, possuem altos teores de vitamina C e outros nutrientes que desempenham um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico além de contêm outros antioxidantes, como flavonoides, que ajudam a proteger as células do corpo contra danos oxidativos e reduz a duração e a gravidade dos sintomas.


  1. Água:

A água ajuda a manter o volume sanguíneo, o que facilita o transporte de nutrientes e oxigênio para as células imunológicas e elimina as toxinas através da urina – uma ação crucial para a saúde imunológica, pois reduz a carga sobre o sistema imunológico.


  1. Gengibre

Por ser rico em compostos bioativos como gingerol, que possuem potentes propriedades anti-inflamatórias, o gengibre pode ajudar a combater infecções causadas por bactérias e vírus por conter ainda propriedades expectorantes que podem ajudar a limpar o muco das vias respiratórias, aliviando sintomas de resfriados e gripes e permitindo uma respiração mais fácil.

Para ajudar a consumir tudo isso de um jeito simples e eficaz, Dra. Ana ensina a fazer o shot da imunidade:

  • 1 dente de alho pequeno descascado;
  • 1 colher de chá de cúrcuma;
  • Suco de ½ limão
  • 1 colher de chá de gengibre ralado
  • 200ml de água

Misture tudo e beba todos os dias.




FONTE: Dra. Ana Luisa Vilela - Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá – MG, especialista pelo Instituto Garrido de Obesidade e Gastroenterologia (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e pós graduada em Nutrição Médica pelo Instituto GANEP de Nutrição Humana também na Beneficência Portuguesa de São Paulo e estágio concluído pelo Hospital das Clinicas de São Paulo – HCFMUSP. Atualmente, dedica-se à frente da sua clínica especializada em emagrecimento, para melhorar a autoestima de seus pacientes com sobrepeso com tratamentos personalizados que aliam beleza e saúde.
draanaluisavilela

 

Hipoacusia: Especialista comenta sobre a perda auditiva

Doença pode trazer perda total ou significativa da capacidade de audição

 
Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, apontam que 5% da população brasileira é composta de pessoas que têm alguma deficiência auditiva. Mais de 10 milhões de cidadãos apresentam perda de audição e 2,7 milhões têm surdez profunda. 

De acordo com Dr. Celso G. S. Savioli, otorrinolaringologista do São Cristóvão Saúde e especialista em cirurgia nasossinusal e rinologia funcional, hipoacusia é o nome de quem está ouvindo menos do que as outras pessoas, não importando o grau de dificuldade de audição. Pode ser unilateral, isto é, quando atinge somente um dos ouvidos, ou bilateral, quando ocorre em ambos. Também pode ser temporária; porém, somente um profissional consegue avaliar cada caso. Dentre as causas mais comuns, estão:

  • Acúmulo de cera;
  • Envelhecimento;
  • Infecções bacterianas ou virais que afetam a região;
  • Doenças como otite, meningite ou diabetes, entre outras;
  • Infecções adquiridas na gravidez;
  • Exposição prolongada a ruídos altos;
  • Traumas acústicos ou cranianos.

O diagnóstico é feito por meio do exame de audiometria: “Existem causas que podem ter tratamento clínico ou cirúrgico e existem casos que não há tratamento específico. Quando o nível de perda auditiva é maior, é indicado correção com aparelhos auditivos”, aponta o médico.

Essa lesão pode ser bem significativa na idade adulta, principalmente entre os idosos, uma vez que pode levar à demência se não detectada. De acordo com Dr. Celso, é possível ainda que a perda auditiva evolua e chegue a um nível de surdez completa, mas isso depende de alguns fatores, como a causa, a genética pessoal, a idade do indivíduo e se há doença associada e exposição a ruídos ambientais, dentre outros.

É comum que muitos indivíduos não percebam que estão ficando surdos e demoram para procurar um médico. Dentre os sintomas de hipoacusia, os mais comuns são:

  • Dificuldade de entender o que as outras pessoas falam;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Necessidade de aumentar o volume de aparelhos de som, celular e TV;
  • Incapacidade de identificar a direção do som.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que, até 2050, o mundo terá cerca de 1 bilhão de pessoas com deficiência auditiva, sendo também um problema bastante comum no Brasil. Contudo, “há diversos tratamentos disponíveis para eliminar ou, pelo menos, amenizar os seus sintomas”, finaliza o otorrinolaringologista do São Cristóvão Saúde.

 

Grupo São Cristóvão Saúde



Doenças respiratórias típicas do inverno podem ser gatilhos para infartos

 A pneumonia, a bronquite e até a gripe propiciam alterações metabólicas que comprometem os vasos sanguíneos, causando sérios problemas cardiovasculares

 

As doenças respiratórias – garganta inflamada, tosse, febre e dor facial -, comuns nas épocas de baixas temperaturas, afetam quase metade da população brasileira. Agravadas pelo tempo frio e seco, elas podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como os infartos, principalmente em quem já passou dos 60 anos. 

A relação entre estas doenças respiratórias esquenta a discussão sobre o aumento do número de infartos no inverno. De acordo com o cardiologista do Hcor, Dr. Leopoldo Piegas, o fenômeno pode ser explicado pelo fato de o quadro respiratório favorecer a formação de coágulos sanguíneos, de inflamações, de alterações no fluxo do sangue e de toxinas que danificam os vasos. “Com isso, ocorrem determinadas alterações agudas na parede da artéria coronária, responsável por irrigar o músculo cardíaco, que provoca a obstrução da passagem de sangue, levando ao infarto”. 

Somado ao comprometimento causado pelas doenças respiratórias, em temperaturas mais baixas, ocorre um estreitamento do diâmetro das artérias, que pode prejudicar o fluxo adequado de oxigênio ao coração. “Com o desequilíbrio, começa a acontecer um processo de morte do músculo cardíaco (necrose), que também pode resultar no infarto agudo do miocárdio”, completa o médico. 

Segundo Dr. Piegas, é importante ter ciência de que uma doença respiratória e o frio podem, sim, ocasionar um infarto. “Como o número de casos de gripe, por exemplo, cresce exponencialmente nessa época do ano, as complicações cardiovasculares acompanham essa curva e podem ser fatais para milhares de pessoas. Para prevenir que isso aconteça, é fundamental que todas as pessoas estejam com a vacinação antigripal em dia. A imunização é capaz de reduzir o risco de sofrer um infarto em cerca de 30%”, alerta. 

Para aqueles que fazem parte de um grupo de risco mais suscetível, que possuem doença coronariana pré-existente, que já sofreram infarto e/ou que têm mais de 60 anos, os cuidados devem ser redobrados. “Além da vacinação e da proteção contra o frio, com o devido acompanhamento com o cardiologista, pode ser necessário um ajuste na medicação, a fim de estabilizar as doenças e prevenir graves complicações nessa época fria do ano”, explica o especialista.

 

Fique atento aos sinais mais comuns de um infarto:

  • Dor súbita no peito, que irradia para pescoço, costas, ombro e braço;
  • Falta de ar;
  • Suor frio;
  • Tontura e desmaio;
  • Náusea, falta de apetite e indigestão;
  • Fadiga repentina.

 

Hcor


Ministério da Saúde confirma primeiras mortes por febre Oropouche no Brasil

Crédito: witsawat sananrum
Sem precedentes na literatura científica mundial, as mortes por febre Oropouche apresentam sintomas semelhantes aos da dengue grave e preocupam autoridades de saúde devido à sua rápida expansão territorial


A febre Oropouche, transmitida por mosquitos, está se espalhando rapidamente pelo Brasil, causando preocupação entre especialistas em saúde. O Ministério da Saúde (MS) confirmou duas mortes pela doença, além de já ter registrado, este ano, 7.236 casos em 20 estados brasileiros. Até o momento, não havia relatos na literatura científica mundial sobre óbitos causados pela doença. Em comparação com o ano passado, houve um aumento de cerca de 690% no número de casos. A descentralização dos testes de PCR para laboratórios estaduais têm contribuído para a maior detecção de casos. Embora endêmica na Amazônia desde os anos 1960, a transmissão local do vírus Oropouche agora também foi confirmada em estados como Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Piauí. 

Carolina Lázari, infectologista e patologista clínica membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), explica que os sintomas da febre oropouche são muito semelhantes aos da dengue, com febre, dores no corpo, dores musculares e articulares, dor de cabeça, náuseas e, ocasionalmente, vômitos. "No entanto, manchas na pele, comuns na dengue, são raras na febre Oropouche. As complicações neurológicas, como meningite e encefalite, embora raras, podem ocorrer", ressaltou. 

De acordo com a especialista, a diferenciação entre a oropouche e outras arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, é um desafio. "Os sintomas são compartilhados por várias arboviroses. A oropouche e a dengue têm dores articulares difusas, sem sinais inflamatórios marcantes, ao contrário da chikungunya e do vírus Mayaro, que costumam causar dores articulares intensas com inchaço e vermelhidão", explicou Lázari acrescentando que a confirmação do diagnóstico só é possível por meio de exames laboratoriais. 

A patologista clínica da SBPC/ML enfatiza que o diagnóstico da doença é feito inicialmente por PCR, detectando o RNA do vírus até o quinto dia após o início dos sintomas. "Após o sétimo dia, a sorologia com pesquisa de anticorpos IgM e IgG torna-se a técnica recomendada. A sorologia para febre Oropouche é bastante específica, sem reatividade cruzada com outros arbovírus", explicou Lázari. 

No Brasil, o vírus oropouche circula tanto em ciclos silvestres quanto urbanos. No ciclo silvestre, mosquitos arborícolas infectam humanos acidentalmente ao picá-los em áreas de mata, mas primatas não humanos e bichos-preguiça são os reservatórios naturais que sustentam a circulação do vírus. No ciclo urbano, os mosquitos adaptados ao ambiente urbano transmitem o vírus de humano para humano, sem necessidade de reservatórios animais. O principal vetor é o mosquito Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim ou mosquito pólvora. 

A disseminação do vírus está ligada a fatores como desmatamento, atividades de garimpo, avanço agrícola, construção de infraestruturas e crescimento urbano desordenado, que aproximam humanos de mosquitos silvestres e reservatórios naturais. Além disso, o aquecimento global e mudanças climáticas têm criado condições favoráveis para a reprodução dos mosquitos em novas áreas. Em 2023, foram registrados 835 casos da doença no Brasil. Em 2024, de acordo com o Ministério da Saúde, esse número já passa de 6,6 mil. Segundo ainda o Ministério, quatro mortes no Brasil estão sendo investigadas na Bahia, no Maranhão e em Santa Catarina. 

Sobre a prevenção, a especialista da SBPC/ML reforça que as medidas são semelhantes às da dengue, como controle ambiental para evitar criadouros de mosquitos e uso de repelentes e roupas protetoras em áreas de mata. "Não há vacina disponível para a febre oropouche, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas, com hidratação e medicação para dor e náuseas", ressaltou Lázari.

Apesar da maioria dos casos terem evolução favorável, a doença pode apresentar recaídas após uma melhora inicial, e as complicações neurológicas, embora raras, podem ser graves, necessitando de cuidados intensivos. Carolina Lázari alerta para a importância de monitoramento da doença e controle de sua disseminação, especialmente em áreas urbanas, para evitar epidemias de larga escala.




SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Corrida das compras internacionais: golpe via SMS cobra taxa de importação

Empresa de cibersegurança encontra mais de 50 domínios maliciosos com links de supostos rastreios de pacote, que pedem pagamento para a liberação



A Kaspersky descobre novo golpe que envolve pagamento de uma suposta taxa alfandegária dos Correios para liberação de compras. A empresa encontrou mais de 50 domínios maliciosos em que criminosos enviam um link por SMS um link para que a vítima efetue o pagamento. O esquema foi visto com diferentes valores de taxas, em que a pessoa precisa colocar os dados do cartão de crédito ou efetuar o pagamento via QRcode do PIX – ambos ocasionando perdas financeiras. Veja como reconhecer a fraude. 

Mensagem inicial do golpe, enviada via SMS


Os golpistas iniciam a campanha enviando uma mensagem SMS para a vítima, com o aviso de que uma compra online foi barrada pela fiscalização alfandegária. No texto, eles enviam um link para mais informações, a mensagem chega através de short numbers (números curtos) – os mesmos canais usados por bancos e outros serviços para se comunicar com os clientes via SMS.

Exemplo de site falso, que simula o site de rastreio


Após, o indivíduo clicar no link da mensagem, será redirecionado para um site falso que simula o rastreio da encomenda. Alguns destes domínios pedem dados pessoais, como e-mail, nome completo e CPF, solicitando que a pessoa pague uma taxa para a liberação da compra. Dentre as taxas verificadas pela Kaspersky, foram encontradas desde o valor R$1,50 até mais de R$80.



 



Sequência do golpe, com a solicitação de informações e pagamento via PIX

Alguns dos domínios usados nos golpes são:


Para o pagamento, os criminosos utilizam duas formas diferentes: para taxas de valores mais baixos, os golpistas solicitam o cadastro do cartão de crédito, que possibilita a realização de futuras fraudes bancárias online, uma vez que eles estarão com acesso aos dados do cartão. Já para taxas com valores mais altos, a fraude é feita com o pagamento via PIX, através de um QR Code – ambos os casos com perdas financeiras para a vítima.

Acreditamos que essa campanha maliciosa esteja relacionada a corrida de compras nos sites de e-commerce chineses, uma vez que muitas compras estão sendo realizadas sem o imposto de 50 dólares, que entra em vigor em primeiro de agosto. É um alerta para que todos sejam muito cautelosos com as compras online e, não apenas na realização do pagamento, mas em qualquer mensagem que receber durante esse processo”, comenta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

Para não ser vítima desse tipo de golpe, a Kaspersky recomenda:

  • Suspeite sempre de links desconhecidos em e-mails, redes sociais, SMSs ou mensagens de WhatsApp, principalmente quando o endereço parece suspeito ou estranho.
  • Sempre verifique o endereço do site para onde foi redirecionado, endereço do link e o e-mail do remetente para garantir que são genuínos antes de clicar, além de verificar se o nome do link na mensagem não aponta para outro hyperlink.
  • Verifique se a notícia é verdadeira acessando o site oficial da empresa ou organização – ou os perfis nas redes sociais.
  • Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais.

Acesse o blog da Kaspersky para mais informações de segurança.




Kaspersky
Mais informações no site.



A Importância de Buscar Novas Experiências e Desafios para Impulsionar o Crescimento Profissional

 

Buscar novas experiências e desafios é fundamental para impulsionar o crescimento profissional. A rotina pode ser confortável, mas também limitadora, impedindo o indivíduo de expandir seus horizontes e desenvolver novas habilidades. Ao se expor a novas situações e desafios, é possível aprender, evoluir e se destacar no mercado de trabalho.

 

Por Que Buscar Novas Experiências?

 

A busca por novas experiências proporciona ao profissional a oportunidade de adquirir conhecimentos e competências que seriam difíceis de alcançar na zona de conforto. Afinal, são nos momentos de desafios que somos instigados a buscar soluções criativas e inovadoras para os problemas que surgem.

 

 "Novas experiências são a chave para o desenvolvimento profissional. Elas nos forçam a sair da zona de conforto e a buscar soluções inovadoras," afirma Madalena Feliciano.

 

Além disso, novas experiências ajudam a ampliar a visão de mundo, favorecendo a capacidade de adaptação e a tomada de decisões mais assertivas. Envolver-se em diferentes projetos, aprender novas habilidades e explorar áreas desconhecidas não só enriquecem o currículo, mas também desenvolvem um profissional mais completo e versátil.


 

O Papel dos Desafios no Crescimento Profissional

 

Os desafios são essenciais para o crescimento profissional, pois permitem que o indivíduo teste seus limites, supere obstáculos e desenvolva a resiliência necessária para lidar com as adversidades do mundo corporativo. A superação de desafios também gera uma sensação de realização e confiança, fortalecendo a autoestima e a motivação para alcançar novos objetivos. 

 "Enfrentar desafios é uma maneira poderosa de construir resiliência e autoconfiança. Cada obstáculo superado nos deixa mais fortes e preparados para o próximo," diz Madalena Feliciano.


Dicas para Buscar Novas Experiências e Desafios

 

  1. Participe de Cursos e Workshops: Investir em educação contínua é uma excelente maneira de adquirir novas habilidades e conhecimentos. Procure cursos que desafiem suas capacidades atuais e ofereçam novas perspectivas. 
  1. Envolva-se em Projetos Inovadores: Participar de projetos fora da sua rotina habitual pode proporcionar uma nova visão e habilidades práticas. Esses projetos muitas vezes exigem pensamento criativo e habilidades de resolução de problemas. 
  1. Busque Oportunidades de Voluntariado: Trabalhar como voluntário em diferentes setores pode expor você a novas experiências e formas de trabalho. Além disso, é uma maneira de retribuir à comunidade enquanto desenvolve novas competências. 
  1. Faça Networking: Conectar-se com profissionais de diversas áreas pode abrir portas para novas oportunidades e desafios. Participe de eventos, conferências e grupos de interesse para ampliar sua rede de contatos. 
  1. Considere Mudanças de Emprego: Às vezes, a melhor maneira de se desafiar é mudando de ambiente de trabalho. Um novo emprego pode oferecer diferentes responsabilidades e oportunidades de crescimento.

 

 Benefícios de Sair da Zona de Conforto

 

Sair da zona de conforto pode parecer assustador, mas os benefícios superam os desafios. Profissionais que se expõem a novas experiências tendem a ser mais adaptáveis, criativos e capazes de enfrentar mudanças com confiança. 

 

 "Sair da zona de conforto é essencial para o crescimento. É onde a verdadeira magia acontece, onde descobrimos do que realmente somos capazes," destaca Madalena Feliciano.


Conclusão 

Portanto, é importante estar sempre em busca de novas experiências e desafios, seja por meio de cursos, projetos inovadores ou mesmo mudanças de emprego. Com coragem, determinação e um espírito de curiosidade e aprendizagem constante, é possível impulsionar o crescimento profissional e alcançar o sucesso almejado.

 

 "Não tenha medo de sair da sua zona de conforto e se desafiar a ir além, pois é somente assim que você poderá alcançar todo o seu potencial," conclui Madalena Feliciano. 


Buscar novas experiências e enfrentar desafios não só enriquece sua vida profissional, mas também pessoal. A cada nova experiência, você se torna uma versão melhor e mais capacitada de si mesmo, pronta para conquistar qualquer objetivo que deseje.

 

Madalena Feliciano - Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. Estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Master Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: Fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros.



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