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terça-feira, 23 de julho de 2024

Instalações elétricas e antiquedas feitas dentro das normas evitam acidentes

Recomendação é do Seconci-SP, por ocasião do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho


Para evitar os acidentes de trabalho mais comuns na construção, como quedas e choques elétricos, não basta ter trabalhadores qualificados e conhecedores das normas de segurança. É preciso também dispor de instalações elétricas e antiquedas bem projetadas e feitas dentro das normas técnicas.

A recomendação é dos engenheiros José Bassili, gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), e Gianfranco Pampalon, consultor de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) da entidade, por ocasião do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (27 de julho).

Bassili e Pampalon têm realizado uma série de palestras de conscientização nas Regionais do Seconci-SP no interior do Estado de São Paulo, dentro da Campanha Choque Zero. Eles observaram que muitos participantes desconhecem a aplicação da Norma Regulamentadora (NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços Elétricos) e as normas técnicas de prevenção de riscos elétricos.

“Dos acidentes de origem elétrica no país, 51% são choques e 24% são efeitos, como queimaduras, do impacto de arco elétrico ou arco voltaico (descarga elétrica contínua de alta corrente que flui através de um espaço de ar entre condutores). Daí a importância de um painel adequadamente projetado e a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), tais como protetores faciais e vestimentas de proteção antitérmica”, afirma Pampalon.

De acordo com o consultor, a maioria dos acidentes com choques elétricos na construção atinge não os eletricistas, que adotam os cuidados preventivos, mas pedreiros e operadores de betoneiras, ao entrarem em contato com instalações mal feitas e fora do padrão das normas. Daí a necessidade de boas instalações.


Prevenção de quedas

Já em relação à prevenção de queda, responsável pela maioria dos acidentes de trabalho na construção, é diferente. “Os participantes das palestras da Campanha Queda Zero, que o Seconci-SP realizou no ano passado, mostravam bom conhecimento das medidas para evitar as quedas”, comenta Pampalon.

Segundo Bassili, a expectativa daqui para frente é de diminuição da ocorrência de quedas, após a recente publicação, em 3 de julho, pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de duas normas técnicas sobre redes de segurança contra quedas e uma sobre guarda-corpos em obras. Bassili secretariou os trabalhos da comissão de estudos da ABNT que as elaborou.


Acidentes em números

As estatísticas mais recentes do INSS, sobre acidentes de trabalho notificados em 2022, mostram que a indústria da construção registrou 3.494 acidentes não fatais no Estado de São Paulo.

Naquele ano, todos os setores econômicos juntos somaram 612 mil acidentes no Brasil, um terço dos quais (204 mil) no Estado paulista. Destes, a cidade de São Paulo respondeu por cerca de 50 mil (25%).

Tais acidentes provocaram 2.538 mortes no país, das quais 592 (20%) no Estado de São Paulo. Os choques elétricos causam acidentes fatais em 1,32% por milhão de habitantes no Estado de São Paulo – incidência relativamente baixa, comparada ao Estado que detém o maior percentual, o Acre, com 9,79%.

Essas estatísticas, que envolvem os episódios notificados, incluem acidentes de trajeto, que não necessariamente têm a ver com a situação do trabalho, alerta Pampalon. De outra parte, os números não incluem os acidentes não notificados, da construção informal.

Segundo o consultor, o Brasil sempre é citado como colocado entre quarto e quinto país que mais contribui com acidentes de trabalho. “Mas as estatísticas disponíveis sempre nos comparam com países como Estados Unidos, China, e Rússia, mas não mencionam países populosos em que há grande subnotificação, como Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Nigéria”.

“Medidas preventivas adequadas e contínuas evitam ou minimizam impactos negativos, para trabalhadores e empresas. O Seconci-SP está à disposição para fazer palestras e dar orientações às construtoras, além de oferecer treinamentos, realizar visitas técnicas e prestar diversos serviços em SST para seus clientes”, lembram Bassili e Pampalon.

 

Rodovias paulistas contam com mais de 2,4 mil quilômetros de rede Wi-Fi

Trechos concedidos que disponibilizam a conexão gratuita oferecem suporte e condições para uma viagem mais segura 

 

Para auxiliar os motoristas em situações emergenciais, como assistência mecânica e socorro médico, fornecer informações sobre o tráfego, entre outros serviços, as rodovias reguladas pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo)  oferecem uma ampla rede Wi-Fi para melhorar a comunicação entre usuários e operadoras. 

As conexões disponibilizadas são 3G e 4G, utilizadas, por exemplo, para solicitação de apoio a panes. Também é fornecida a rede 5G, que permite navegar na internet e até utilizar aplicativos de streaming. No total, são 2,4 mil quilômetros de conexão sem fio nos trechos concedidos, com mais de três mil pontos de transmissão.  

Confira, abaixo, as concessionárias que oferecem o serviço, o alcance da estrutura e como ter acesso às redes:

 

Eixo-SP

As 12 rodovias do Centro-Oeste Paulista, sob gestão da concessionária  Eixo-SP, contam com conexão 5G. A internet ultrarrápida abrange uma rede de 1,2 mil quilômetros em um raio de 62 cidades.  

Para cada usuário, o tempo limite na fase inicial é de 30 minutos diários. Seja o carona em deslocamento ou o motorista, com o veículo parado e em segurança, é possível estabelecer a conexão. São 1.964 pontos de transmissão por rede de fibra óptica instalada em todo o trecho concedido. Basta entrar na rede “Eixo SP” e seguir as orientações fornecidas para realizar o cadastro e liberar o sinal.  

Os usuários podem realizar uma série de atividades, desde videochamadas com a equipe de operações para obter informações ou suporte, até navegar na internet e utilizar aplicativos de streaming.

 

Entrevias

A Entrevias disponibiliza as conexões 4G e 5G em 570 quilômetros de rede no Trecho Existente (Sul), da cidade de Borborema até Florínea (divisa com o Paraná), e Trecho Remanescente (Norte), de Ribeirão Preto a Bebedouro e de Ribeirão Preto até Igarapava (divisa com Minas Gerais).

A cobertura é garantida por 991 pontos de transmissão. Para acessá-la, o usuário precisa se conectar à rede Wi-Fi denominada "Entrevias SOS” ou utilizar o aplicativo "Entrevias SOS". Enquanto estiver na rodovia, o motorista se manterá conectado. A conexão é apenas para atendimento ao usuário, ou seja, não é disponível para acesso à internet. 

De janeiro a 10 de junho de 2024, a concessionária registrou 19 chamados acionados via Wi-Fi. No mesmo período do ano passado, foram 34 registros.

 

ViaPaulista

A ViaPaulista fornece o serviço de Wi-Fi, exclusivamente, para atendimentos emergenciais, como auxílio mecânico ou socorro médico, informações da rodovia e dúvidas referentes aos meios de pagamento, valores de pedágio e trecho.  

O serviço está disponível na SP-255, a partir do km 78 até o km 356, além de toda a SP-281. As SPA’s (acesso) pertencentes a essas rodovias também são atendidas, totalizando 389 quilômetros com a tecnologia garantida por 454 pontos de Wi-Fi. 

A rede da ViaPaulista é a “SOS_ViaPaulista”. É necessário estar parado na rodovia para garantir a segurança e acionar, por meio do próprio navegador, o link sos.viapaulista.com.br ou o aplicativo “SOS ViaPaulista”.

 

Ecovias e Ecopistas

Os usuários do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e do Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto contam com internet gratuita por meio dos sites sos.ecovias.com.br e sos.ecopistas.com.br, em todos os trechos sob concessão da Ecovias e, em Ecopistas, no prolongamento da rodovia Carvalho Pinto, em um trecho de oito quilômetros, entre o km 126,1 e km 134,7. 

Os canais possibilitam que o motorista solicite apoio ou confira as condições de tráfego em dispositivos móveis, como celulares e tablets, sem gastar a franquia de dados de sua operadora, sem limite de tempo. Os atendimentos mais frequentes são os pedidos de socorro mecânico e médico, e guinchamento.  

Além do “SOS Ecopistas”, os usuários que utilizam o prolongamento da Rodovia Carvalho Pinto também contam com o serviço de Wi-Fi gratuito, destinado exclusivamente ao acionamento do Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária, para solicitação de auxílio em caso de emergência. Com relação às redes móveis, as duas concessões contam com 3G e 4G, sendo que a Ecovias apresenta 73,08% de conectividade geral e a Ecopistas, 77,72%.

 

Tamoios

Na Rodovia dos Tamoios, a extensão de Wi-Fi abrange 100 quilômetros de rodovias. São 232 antenas espalhadas pelos trechos de planalto, Serra Velha, Serra Nova (túneis) e Contorno Norte (acesso a Ubatuba), distribuindo o sinal para os usuários.  

É necessário conectar-se à rede disponível pelo celular pessoal, aceitando os termos que aparecerão na tela, o que habilita para acessar o portal web e/ou abrir o aplicativo “APP Tamoios”. O usuário pode utilizar o Wi-Fi durante todo o tempo que permanecer no perímetro do trecho da rodovia concedida. A rede é utilizada para pedidos de atendimento por pane mecânica.


Liderança feminina colabora para maior inovação e lucratividade

Especialista explica como empresas que praticam a equidade de gênero conseguem se sair melhor no mercado

 

As empresas já entenderam que inclusão e diversidade são pautas essenciais para que estejam alinhadas com as melhores práticas ESG e se destaquem no mercado como um todo. Aliado a isso, o pilar inovação vem formando a base dos novos negócios e a liderança feminina tem se mostrado um componente crucial para esse sucesso e transformação das organizações. 

Este é o caso de Bia Nóbrega, uma executiva com quase 30 anos de experiência, cuja carreira multifacetada como palestrante, mentora, conselheira, escritora e professora reflete e impulsiona a evolução do papel das mulheres em posições de liderança. "Em um mundo líquido, onde as mudanças são rápidas e constantes, a capacidade de adaptação e inovação das lideranças femininas tem sido fundamental”, explica a especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional. 

Ela conta que as mulheres trazem uma perspectiva única que enriquece a cultura organizacional, ampliando a capacidade das equipes em entender e atender às diversas demandas do mercado. Dados da segunda edição do estudo "Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil", realizado pelo IBGE, revelam que as mulheres ocupam 37,4% dos cargos gerenciais, ainda uma minoria em comparação aos homens, que detêm 62,6% desses postos. No entanto, elas são maioria no ensino superior, acumulando conhecimento teórico, técnico e científico que são essenciais para inovar e liderar no ambiente corporativo. 

O impacto da liderança feminina no desempenho das empresas é também tema do relatório "Women in Business and Management: The Business Case for Change", da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que conecta a redução da desigualdade de gênero no trabalho a um aumento significativo no PIB. Estudos mostram que uma redução de 50% na disparidade de gênero pode elevar o PIB em até 6% e que, se países como Alemanha e Estados Unidos alcançassem níveis de participação feminina no mercado de trabalho comparáveis aos da Suécia, o PIB global poderia aumentar em mais de 6 trilhões de dólares. 

“As empresas que investem em igualdade de gênero não só veem um aumento na rentabilidade, mas também benefícios em produtividade, criatividade e inovação, especialmente em áreas com maior diversidade”, pontua a especialista. Segundo outro estudo, que avaliou mais de 70 mil organizações em 13 países, foi constatado que as empresas com maior presença feminina na liderança registram aumentos de 10% a 15% na rentabilidade. 

“Nós, mulheres, fomos ensinadas a cuidar, o que pode ser a matriz de disparidades de gênero. Por outro lado, esse contexto nos ajudou a desenvolver soft skills importantes quando em comparação aos homens. Características distintas da liderança feminina, como evolução no trabalho em equipe, melhoria na comunicação interna e otimização dos resultados financeiros, contribuem para o desenvolvimento sustentável das empresas”, explica Bia. Além disso, a inteligência emocional e a nova perspectiva que as mulheres trazem para os negócios permitem uma gestão mais inclusiva e inovadora. 

Encorajar a liderança feminina e combater a discriminação no ambiente de trabalho são passos fundamentais para promover uma verdadeira transformação nas empresas. O Fórum Econômico Mundial sugere medidas práticas como a melhoria dos processos de recrutamento e a definição de políticas salariais justas e transparentes para garantir que as lideranças femininas não apenas prosperem, mas também impulsionem suas organizações para novos patamares de sucesso e inovação. 


Bia Nóbrega - com mais de 25 anos de experiência como Executiva de Gente & Cultura e reconhecida como LinkedIn Top Leadership Voice, é uma especialista dedicada ao Desenvolvimento Humano e Organizacional. Sua trajetória profissional é marcada por liderar equipes em variados setores e empresas de diferentes tamanhos, além de conduzir projetos internacionais e enfrentar desafios complexos. A partir de 2019, Bia expandiu seu campo de atuação para incluir Experiência do Cliente, Excelência e Governança Operacional, utilizando Metodologias Ágeis para promover um crescimento sustentável. Atuando também como palestrante, mentora, conselheira,escritora e professora, Bia tem impactado inúmeras empresas e indivíduos, fornecendo orientações valiosas em temas como Liderança, Governança e Desenvolvimento Pessoal, sempre enfatizando o potencial ilimitado do ser humano.
Para mais informações, acesse o Linkedin ou pelo instagram.

 

Quanto os C-Levels devem ganhar em uma movimentação de carreira?

O aumento salarial é um dos pontos mais observados por muitos profissionais em uma movimentação de carreira. Mas, isso não significa que deva ser o único ponto levado em consideração ao tomar essa escolha – principalmente, em cargos cruciais para o desempenho corporativo, como o C-Level. Existem muitos outros aspectos mais importantes que precisam ser ponderados por esses profissionais.

Em uma análise mais superficial sobre o processo de recrutamento e seleção, as melhores práticas desta categoria profissional direcionam um aumento de 20% a 30% neste aspecto salarial ao considerar por uma nova oportunidade de carreira, segundo estimativas da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência. Porém, em um olhar mais crítico sobre o tema, este deveria ser o último ponto considerado por um C-Level ao cogitar outra vaga.

Isso porque, além de existir uma imensa variação salarial conforme cada cargo, as chances de sucesso ou insucesso deste executivo em uma empresa dependerão muito mais de sua compatibilidade com a cultura e valores do negócio, assim como outros fatores que influenciam, diretamente, em suas funções diárias. Aqueles que não cogitam esses aspectos, certamente, poderão se deparar com surpresas desagradáveis ao longo de sua trajetória no ambiente corporativo e, consequentemente, se frustrar com a escolha tomada.

Afinal, cada empresa possui seu modo operandis, conforme as metas e estratégias tomadas frente aos objetivos traçados, e todo esse projeto precisa ser “comprado” pelo C-Level ao assinar este contrato. Na prática, isso se traduz em uma análise profunda sobre todos os pontos que influenciarão em suas rotinas, em uma dinâmica que faça sentindo com base em seu perfil e expectativas profissionais.

Listando os aspectos essenciais que devem ser avaliados, podemos destacar: o tipo da governança corporativa, com capital aberto ou fechado, familiar ou profissionalizado; investida de fundos ou não e, caso houver, qual o seu tipo; a visão dos stakeholders perante o futuro da organização, compreendendo quem são, seu histórico de carreira e expectativas; crescimento orgânico da empresa ou se há recorrência de aquisições nesse sentido; além de ocasionais eventos de liquidez via fundo, IPO ou venda.

Essas são apenas algumas das opções de tamanhas outras variações complexas que precisam ser verificadas pelos C-Levels ao receberem uma outra oportunidade profissional. E, todas elas pesam, indiscutivelmente, muito mais em uma decisão de carreira do que o salário que será recebido todo mês. O propósito da empresa como um todo, assim com sua estrutura operacional e identificação com os valores promovidos no dia a dia, serão de grande peso para contribuir – ou não – com essa contratação.

No final, um bom projeto de trabalho pautado no dinamismo, foco em alta performance, na valorização de cada um dos membros daquele ambiente e nas contribuições deste profissional para o crescimento da marca, favorecerão não apenas para a construção de um ambiente atrativo e recompensador para estes executivos, como também para sua retenção, satisfação e produtividade, visando a construção de uma marca referência no segmento atuado.

 


Ricardo Haag - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


Wide
https://wide.works/


Dia dos Avós: qual a relação da data com a Igreja Católica e o aumento da longevidade no país?

Divulgação
Aumento da longevidade no país pode trazer popularidade para a data

 

Dia 26 de julho, é celebrado o Dia dos Avós, data que vem ganhando espaço nos calendários das famílias a cada ano que passa. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos representam a parcela da população que mais cresce no Brasil, com o aumento de 57,4% em 12 anos. 

Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que a efeméride que antes não recebia tanto destaque alcance cada vez mais relevância. A longevidade brasileira não era um assunto relevante na década de 40, uma vez que sua expectativa de vida era de 69,1 anos na época. A cada mil pessoas que atingiram 15 anos, apenas 535 chegariam aos 60 anos de idade. Já em 2019, essa expectativa passou para 76,6 anos. 

Com as mudanças na expectativa de vida, o comportamento da população também se alterou. As pessoas passaram a se cuidar mais e a planejar seu futuro. Criando tradições e mudando os papéis sociais que os idosos ocupam em suas famílias, alcançando valorização e destaque por serem os vovôs e as vovós favoritas da casa. 

Para Antonio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade MAG, a efeméride e os dados reforçam que é possível ter uma vida mais longeva, com realizações como estudos, trabalho, fortalecimento de amizades e relacionamentos. ”Para as famílias comemorarem essa data tão bonita, se faz necessária a mudança de comportamento, em que se coloque à saúde e a longevidade financeira nos planos, pois cuidar do envelhecimento desde cedo é o que fará a diferença no futuro”, conclui Leitão.

 

A origem do Dia dos Avós 

O Dia dos Avós foi criado para homenagear Santa Ana e São Joaquim, que, segundo a tradição da Igreja Católica, são os avós de Jesus Cristo. Por isso, os dois personagens históricos foram enaltecidos no século XVI pelo papa Gregório VIII. 

Segundo a tradição cristã, mediante uma ação milagrosa, o casal concebeu Maria, mesmo sendo estéreis. Santa Ana e São Joaquim receberam muitas comemorações festivas em diversas datas, porém o papa Paulo VI determinou que dia 26 de julho seria a data definitiva. 

"Apesar da data não ser amplamente celebrada como o Dia das Mães ou dos Pais, o Dia dos Avós é uma efeméride importante para ser comemorada, especialmente considerando que a maioria da população brasileira é composta por idosos. Além disso, é uma oportunidade para promover a luta pelo reconhecimento e pelos seus direitos", complementa Leitão. 

No Brasil e em Portugal a data é celebrada no dia 26 de julho, mas outros países celebram em períodos variados.

 

Instituto de Longevidade MAG


Especialista apresenta 6 dicas para aprimorar a gestão em consultorias de RH

De acordo com Alisson Souza, CEO e fundador da abler, pequenas mudanças podem maximizar a eficiência e os resultados, fazendo uma grande diferença a longo prazo


O sucesso dos clientes é essencial para as consultorias de RH, refletindo diretamente a qualidade dos serviços oferecidos no recrutamento, seleção e nos treinamentos. Uma gestão eficiente não só impulsiona o sucesso das consultorias, mas também fortalece as parcerias estratégicas, assegurando resultados ainda mais promissores.

A gestão de recursos humanos abrange diversas funções essenciais relacionadas aos colaboradores. Isso inclui recrutamento e seleção de talentos, treinamento e desenvolvimento, gestão de desempenho, administração de pessoal, relações trabalhistas, benefícios e o cultivo de uma cultura organizacional saudável. Enquanto algumas dessas responsabilidades são realizadas internamente, outras são frequentemente terceirizadas para consultorias especializadas, como o recrutamento e o treinamento de pessoas.


Responsabilidades das consultorias na gestão de RH

De acordo com Alisson Souza, CEO e fundador da abler, startup que tem o propósito de gerar empregabilidade, oferecendo soluções de alto custo-benefício para Consultorias de RH e PMEs, as consultorias desempenham um papel fundamental no recrutamento e seleção, identificando perfis adequados às necessidades das empresas. “São profissionais que avaliam candidatos com base em competências técnicas e comportamentais, recomendando os mais qualificados para os seus clientes”, relata 

As consultorias também podem ser responsáveis pela integração de novos colaboradores, garantindo que eles se sintam bem-vindos, compreendam a cultura organizacional e suas responsabilidades. “Um onboarding eficaz contribui para a retenção de talentos, aumentando a produtividade e satisfação dos colaboradores desde o início dessa nova jornada”, pontua.

Alisson aponta que o desenvolvimento dos colaboradores pode ser outra responsabilidade das consultorias de RH. “Essas empresas identificam necessidades de treinamento e elaboram programas para desenvolver competências técnicas e comportamentais, promovendo o crescimento pessoal e profissional desses colaboradores. Ajudando na definição de indicadores, avaliações periódicas, feedbacks e planos de desenvolvimento individual, as consultorias são parte fundamental na busca por talentos mais produtivos”, afirma.


Consolidando objetivos

Garantindo que as empresas-clientes contem com colaboradores qualificados, com as habilidades e a motivação necessárias para impulsionar o crescimento sustentável da organização, as consultorias também fornecem orientações estratégicas, implementam melhores práticas e oferecem soluções personalizadas para atender às necessidades específicas de cada cliente, ajudando as empresas a alcançarem um ambiente de trabalho mais eficiente.

 

O especialista aponta 6 dicas para melhorar a gestão de RH da em uma consultoria

 

Estabeleça metas claras e alcançáveis: Ter uma visão bem definida é essencial. Ainda assim, é importante estabelecer metas mensuráveis e alinhadas aos objetivos;


Desenvolva uma equipe competente e engajada: Invista no desenvolvimento dos colaboradores, oferecendo programas de liderança e oportunidades de crescimento. Isso incentiva o engajamento e a retenção da equipe;


Priorize o relacionamento com os clientes: Cultive relacionamentos sólidos, oferecendo atendimento personalizado e comunicação transparente. Busque feedbacks para melhorar os serviços prestados;


Promova a inovação e a melhoria contínua: Fomente a criatividade e o pensamento inovador na equipe. Um bom exemplo é a realização de sessões de brainstorming e a criação de um plano de reconhecimento para contribuições mais criativas.


Mantenha-se atualizado com as tendências do mercado: Para ser uma referência, é preciso manter-se atualizado com as tendências e inovações em RH. Participe de workshops e cursos, e adapte-se às novas demandas e oportunidades.

Invista em tecnologia e ferramentas adequadas: Automatize processos burocráticos com soluções tecnológicas eficientes. Isso permite que a equipe foque em atividades estratégicas, melhorando os resultados da consultoria.

 

Para o CEO da abler, implementar essas dicas pode facilitar o sucesso em consultorias de RH, fortalecendo a gestão e promovendo o crescimento sustentável do negócio. “Pequenas mudanças fazem uma grande diferença a longo prazo, transformando por completo a eficiência e os resultados de uma empresa”, finaliza. 



Alisson Souza - Trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, onde foi Gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. Pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University, é apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S. No final de 2017 co-fundou a abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 110 mil vagas na média, em 15 dias.



abler
software de recrutamento e seleção
Para mais informações, acesse o site.

 

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Doutor Tontura fala sobre doenças no cérebro que causam labirintite

 Com a meta de ajudar a população neste Dia Internacional do Cérebro – 22 de julho, o neurologista Dr Saulo Nader - conhecido como Doutor Tontura - explica melhor sobre diversas doenças neurológicas que geram tonturas e vertigem, sintomas esses que são apelidados popularmente de “Labirintite”.

A vertigem é uma delas, que é a sensação das coisas girando ou balançando, uma percepção anormal de movimento. Segundo Dr. Saulo, cerca de 25 % das causas podem estar no cérebro e não no labirinto.

“Existem áreas do cérebro que controlam o equilíbrio e a coordenação, a principal é chamada de Cerebelo. Doenças que atingem essas áreas do cérebro, casando machucados ou até mesmo desajustes químicos, podem levar a Tontura. AVC, Esclerose múltipla, tumores cerebrais ou meningites, quando atingem essa área geram a vertigem de origem central, por exemplo”, enfatiza Nader.

Agora, Dr. Saulo ressalta também que se os neurotransmissores cerebrais (as substâncias químicas que produzidas pelo cérebro como serotonina) estão desalinhados, podemos ter grandes doenças químicas cerebrais levando a “Labirintite”. São elas: Cinetose (enjoo dentro de veículos), a Tontura Perceptual (ou Vertigem Fóbica), a Migrânea Vestibular (uma enxaqueca que gera vertigem), Vertigem Visual e a Desorientação Vestibular do Motorista.

Atras de uma tontura existem mais de 40 doenças escondidas e elas são muito, muito incômodas, atrapalham a qualidade de vida e são pouco reconhecidas (muita gente sofre delas e não descobre).

Mas a boa notícia é que têm tratamento: “E vai um alerta: sua “labirintite” pode não estar melhorando por algum probleminha ocorrendo dentro da sua cabeça e não nos labirintos. Procure um médico especializado”, finaliza o Doutor Tontura @doutortontura.


Duas estações da CPTM recebem Unidade Móvel LGBTI nesta semana

A iniciativa vai acontecer nas estações Vila Aurora e Piqueri, da Linha 7-Rubi

 

As estações Vila Aurora e Piqueri da CPTM recebem a 'Unidade Móvel LGBTI' nesta terça (23/07) e quarta-feira (24/07), respectivamente, com objetivo de oferecer atendimento especializado e informações sobre direitos LGBTI ao público. 

Das 11h às 16h, as unidades móveis divulgam os serviços de assistência social, jurídica, pedagógica e psicológica e faz encaminhamento, quando necessário, para atendimento no Centro de Cidadania. 

A iniciativa tem a finalidade de ampliar a divulgação de serviços que são oferecidos gratuitamente ao público LGBTQIAPN+ e ações permanentes de combate à homofobia e em favor do respeito à diversidade sexual.
 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço

Unidade Móvel LGBTI+

Data: terça-feira, 23 de julho
Local: Estação Vila Aurora, que atende a Linha 7-Rubi da CPTM
Horário: 11h às 16h

Data: quarta-feira, 24 de julho
Local: Estação Piqueri, que atende a Linha 7-Rubi da CPTM
Horário: 11h às 16h


Creatina causa pedra nos rins? Saiba de uma vez por todas como tomar esse suplemento


A creatina é um suplemento amplamente utilizado por atletas e entusiastas do fitness para melhorar o desempenho e aumentar a massa muscular. Encontrada naturalmente em alimentos como carnes vermelhas e peixes, a creatina desempenha um papel crucial na produção de energia nas células musculares. No entanto, há um mito persistente que preocupa muitos usuários: a creatina pode causar pedras nos rins?
 

Desvendando o mito: a ciência por trás da creatina

Para abordar essa questão, é essencial entender o funcionamento da creatina no organismo. A creatina é convertida em fosfocreatina e armazenada nos músculos, onde é usada para produzir ATP (adenosina trifosfato), a principal fonte de energia para atividades de alta intensidade e curta duração.

Pesquisas científicas têm consistentemente mostrado que, quando usada corretamente, a creatina não causa danos aos rins. Um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition acompanhou atletas que usaram creatina por longos períodos e não encontrou evidências de problemas renais . Outro estudo da Clinical Journal of Sport Medicine reforça que a suplementação de creatina é segura e não está associada à formação de pedras nos rins.
 

Como Tomar Creatina de Forma Segura e Eficaz

A representante da Nutra Gold e CEO, Simone Coria, comenta que para garantir os benefícios da creatina e minimizar qualquer risco potencial, estas são algumas orientações práticas:

  1. Dosagem correta: A dose diária recomendada de creatina monohidratada é geralmente de 3 a 5 gramas. Exceder essa quantidade não oferece benefícios adicionais e pode sobrecarregar os rins.
     
  2. Hidratação adequada: Manter-se bem hidratado é fundamental. A creatina pode aumentar a retenção de água nos músculos, portanto, é essencial beber água suficiente ao longo do dia.
     
  3. Escolha de produto: Opte por creatina de alta qualidade, como a monohidratada da Nutra Gold, que é purificada e livre de contaminantes. Produtos de qualidade inferior podem conter impurezas que podem ser prejudiciais à saúde.
     
  4. Supervisão profissional: Sempre consulte um médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação, especialmente se você tiver histórico de problemas renais ou outras condições de saúde.

     

Benefícios comprovados da creatina

Além de não causar pedras nos rins, a creatina oferece diversos benefícios comprovados, como:

  • Aumento da força e potência muscular: Estudos mostram que a creatina pode melhorar significativamente a força muscular, permitindo que os atletas treinem mais intensamente .
     
  • Melhoria na recuperação: A creatina ajuda a reduzir o dano muscular e a inflamação após exercícios intensos, acelerando a recuperação .
     
  • Aumento da massa muscular: A creatina promove a retenção de água intracelular, o que pode aumentar a massa muscular visível .
     

Na Nutra Gold, estamos comprometidos em fornecer suplementos de alta qualidade com base na ciência mais atualizada. Nosso processo de produção garante pureza e eficácia máximas, e estamos continuamente investindo em pesquisa para oferecer produtos inovadores que atendam às necessidades de nossos clientes. 

A creatina é um suplemento seguro e eficaz quando utilizado corretamente. “Com a dosagem adequada, hidratação correta e escolha de produtos de qualidade, você pode aproveitar todos os benefícios da creatina sem preocupações. Consulte sempre um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação para garantir que ela seja adequada para você”, conclui Simone Coria.


Insta: nuragoldnutrition
CEO: Simone Coria


Dormir com as pernas elevadas pode prevenir varizes? Descubra!

 

Uma pessoa que tem o hábito de ficar em pé ou sentada por longos períodos já pode ter se deparado com pés e tornozelos inchados ao final do dia. Outros sintomas possíveis são dores, desconforto, sensação de perna cansada ou pesada, coceira na pele, dormência etc. Eles são frequentes em quem sofre com varizes.
 

As reclamações são recorrentes e as causas das varizes podem ser variadas. Muitas pessoas ainda acham que essa é uma preocupação apenas estética. No entanto, ela vai além. Trata-se de uma doença que compromete a qualidade de vida. É preciso entender sobre ela para saber, por exemplo, se dormir com as pernas elevadas resolve o problema. 

Será verdade? Confira as informações deste post!

 

Dormir com as pernas elevadas é eficaz contra varizes? 

Depois de saber um pouco mais sobre as varizes, você acha que é possível fazer algo para evitar que elas apareçam? Dormir com as pernas elevadas seria bom para prevenir o surgimento delas? 

A verdade é que, até o momento, não há um método que evite o aparecimento das varizes. O que se faz é tratar os sintomas e as consequências depois que elas surgem. Ou seja, elas vão aparecer em quem tiver a tendência, independentemente do que a pessoa faça. Atitudes pessoais, no entanto, ajudam muito na qualidade e intensidade dos sintomas, além de colaborarem com a saúde da perna como um todo. 

Logo, dormir com as pernas elevadas não previne varizes. Porém, o hábito costuma trazer benefícios para quem já tem o problema: ele ameniza os sintomas (reduzindo o edema de pés e tornozelos). Isso, claro, deve ser aliado a outros cuidados e ao tratamento cuidadoso para que as dificuldades não piorem com o tempo.

 

Quais hábitos podem amenizar os sintomas? 

Embora ainda não existam informações sobre aspectos que previnam as varizes, sabe-se de fatores que oferecem maior risco para desenvolver a doença ou aumentar os sintomas, por exemplo, elementos genéticos e ocupacionais, sedentarismo, obesidade etc. 

Então, confira algumas medidas que podem agregar mais qualidade de vida e aliviar os incômodos. 

 

Praticar exercícios físicos regularmente 

A prática de exercícios físicos é muito importante para amenizar os desconfortos das varizes, já que o sedentarismo oferece maior risco para o agravamento do problema. Além disso, as atividades mantêm as pernas ativas e aliviam dores. Elas também ajudam na perda de peso e previnem a obesidade. 

Entretanto, preste atenção na hora de escolher os exercícios. Deve-se priorizar os que mantêm suas panturrilhas em movimento, como caminhadas, ciclismo, natação, hidroginástica e pilates. A flexão do tornozelo, se você fica muito sentado, é outro exercício muito recomendado, pois as panturrilhas são fundamentais para a boa circulação e diminuição do inchaço nos membros inferiores.

 

Diminuir o consumo de sal 

O consumo de sódio em excesso faz com que as células retenham líquido, eleva a pressão arterial e dificulta a circulação sanguínea. As consequências para quem tem varizes podem ser: desconforto, pois as pernas podem ficar mais inchadas. Por isso, o ideal é reduzir o seu consumo. 

Tente manter distância de alimentos industrializados e processados, que contêm níveis elevados de sal e são vilões da boa saúde. Leia os rótulos para detectar a presença deles e prefira consumir alimentos ricos em fibras. As frutinhas vermelhas, como cerejas, cranberry são boas amigas na alimentação de quem sofre com varizes. 

 

Usar meias de compressão 

Em vários casos, os médicos especialistas em varizes orientam seus pacientes a usarem meias de compressão para alívio dos sintomas. Elas ajudam melhorando o retorno venoso, reduzindo dor e inchaço. 

Geralmente, as meias de compressão são indicadas para quem tem varizes ou já teve trombose, para gestantes e em outros casos específicos. Siga as recomendações do seu médico para utilizá-las adequadamente. Também são usadas durante as caminhadas e corridas. Existem modelos específicos para este fim. As meias hoje são modernas, elegantes, confortáveis e podem ser usadas sem medo em situações sociais. Seu médico poderá lhe dar estas dicas! 

Agora você sabe que dormir com as pernas elevadas não previne varizes, mas pode melhorar o desconforto, junto com outras medidas que citamos. É importante seguir as dicas e as recomendações dos especialistas sobre esse assunto. Coloque essas orientações em prática e tenha mais qualidade de vida! 

 

Fonte: Dr. Eduardo Toledo de Aguiar, Professor Livre Docente em Cirurgia Vascular - FMUSP, Diretor Médico da Spaço Vascular, Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.


Compra centralizada de medicamentos para tratamento de câncer e a política pública no combate à doença


Recentemente, o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, revelou durante uma entrevista a intenção do órgão ampliar a compra centralizada de medicamentos para tratamento de câncer, de modo a utilizar o poder de compra do Estado, inspirando-se na estratégia adotada no Programa de HIV-Aids. O propósito é garantir tratamentos mais acessíveis e abrangentes aos pacientes, associando essa medida a políticas de desenvolvimento produtivo.

Mencionado como modelo, o Programa de HIV-Aids é reconhecido nacional e internacionalmente por sua eficácia. O programa de compra centralizada de medicamentos permitiu a negociação de preços mais baixos de medicamentos, além de assegurar a distribuição de tratamentos eficazes a uma população vulnerável. A estratégia também envolveu incentivos à produção local, o que fortaleceu a indústria farmacêutica nacional e promoveu a sustentabilidade do abastecimento de medicamentos.

Dado o sucesso, é válida a iniciativa de replicá-lo como estratégia em outras doenças. No contexto atual, o tratamento do câncer representa um desafio significativo para o sistema de saúde pública no Brasil. Os custos elevados dos medicamentos oncológicos, aliados à crescente demanda por tratamentos, têm imposto uma carga substancial sobre os recursos públicos. Assim, tal proposta busca não apenas a redução de custos, como também a garantia de um fornecimento contínuo e de qualidade, beneficiando diretamente os pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma importante política pública que integre o poder de compra do Estado com estratégias de desenvolvimento produtivo.

A centralização das compras perme ao Ministério da Saúde negociar com maior eficácia junto aos fabricantes, obtendo melhores condições de preço, além de assegurar a disponibilidade de medicamentos essenciais. Como vantagem, também vale citar o incentivo à produção nacional, reduzindo a dependência de importações. Isso certamente fortalece a capacidade produtiva interna.

A experiência positiva do Programa de HIV-Aids serve como um indicativo de que a centralização das compras, associada a políticas de incentivo à produção local, pode resultar em benefícios significativos tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde como um todo.

Contudo, a implementação dessa estratégia requer uma análise cuidadosa dos aspectos jurídicos e operacionais envolvidos, a fim de assegurar que os objetivos pretendidos sejam alcançados de maneira eficaz e dentro dos parâmetros legais vigentes.

Entre os principais pontos a serem considerados estão a viabilidade legal da centralização das compras, os impactos sobre a concorrência no mercado de medicamentos, a garantia de qualidade e segurança dos produtos adquiridos e a compatibilidade da medida com as normas e diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Além disso, é necessário avaliar como a centralização das compras pode afetar os contratos existentes e as relações com os fornecedores de medicamentos.

Dentro desse contexto, é importante ressaltar que a centralização de compras pelo Estado encontra respaldo no artigo 37 da Constituição Federal de 1988, que estabelece os princípios da administração pública, incluindo a eficiência, a legalidade, a moralidade, a publicidade e a impessoalidade. Para isso, deve ser implementada de maneira transparente e com mecanismos adequados de controle e fiscalização, a fim de prevenir possíveis irregularidades e garantir a lisura do processo.

A Lei nº 8.666/1993, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública, é a base legal que regula a aquisição de bens e serviços pelo poder público. A centralização das compras de medicamentos oncológicos deve, então, observar os procedimentos licitatórios previstos na referida lei, garantindo a competição justa entre os fornecedores e a obtenção da melhor proposta para a Administração Pública.

Adicionalmente, a Lei nº 12.349/2010, que alterou a Lei de Licitações, introduziu o conceito de margem de preferência para produtos manufaturados e serviços nacionais, que pode ser utilizado para incentivar a produção local de medicamentos. Essa política pode ser aplicada no contexto da centralização das compras de medicamentos oncológicos, promovendo o desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional e reduzindo a dependência de importações.

Como outro item balizador, a Resolução RDC nº 16/2014 da ANVISA estabelece os requisitos para a fabricação, comercialização, importação e exportação de medicamentos no Brasil, garantindo a qualidade, segurança e eficácia dos produtos. A centralização das compras deve assegurar que todos os medicamentos adquiridos cumpram rigorosamente essas exigências, o que previne riscos à saúde dos pacientes.

Mais um aspecto relevante é a necessidade de assegurar que a centralização das compras não comprometa a diversidade de opções terapêuticas disponíveis para os pacientes. É fundamental que a medida permita a aquisição de medicamentos inovadores e eficazes, que possam atender às necessidades específicas de cada paciente e contribuir para a melhoria dos resultados clínicos no tratamento do câncer.

O sucesso da centralização das compras depende ainda de uma articulação eficaz entre os diversos atores envolvidos, incluindo o Ministério da Saúde, a ANVISA, os gestores estaduais e municipais de saúde, os fornecedores de medicamentos e as associações de pacientes. A colaboração entre esses atores é essencial para garantir que a medida seja implementada de forma coordenada e que os benefícios esperados sejam efetivamente alcançados.

A proposta de centralização de compras também precisa ser acompanhada de políticas complementares que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento de novos medicamentos oncológicos no Brasil, bem como a produção local de medicamentos genéricos e biossimilares. Essas políticas podem contribuir para reduzir a dependência do país em relação às importações e promover a sustentabilidade do SUS a longo prazo.

Ademais, é importante considerar as implicações econômicas e sociais da centralização das compras de medicamentos oncológicos. A medida deve ser avaliada em termos de seu potencial para gerar economia de recursos, melhorar o acesso aos tratamentos, reduzir as desigualdades no atendimento oncológico e fortalecer a capacidade do SUS de responder às necessidades de saúde da população.

Desse modo, a viabilidade legal da centralização das compras de medicamentos oncológicos deve ser analisada à luz da Lei Complementar nº 141/2012, que regulamenta a Emenda Constitucional nº 29/2000 e estabelece critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas três esferas de governo. A centralização deve observar os limites e as condições estabelecidas por essa legislação, o que garante a correta aplicação dos recursos públicos.

Para além das questões legais e administrativas, é essencial considerar os impactos sobre a concorrência no mercado de medicamentos. A centralização das compras pode alterar a dinâmica competitiva do setor, influenciando os preços e a disponibilidade de medicamentos. A Lei nº 12.529/2011, que estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, deve ser observada para evitar práticas anticompetitivas e garantir que a medida não resulte em monopólios ou oligopólios que possam prejudicar os pacientes e o SUS.

A centralização das compras de medicamentos oncológicos também deve ser compatível com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Assistência Farmacêutica, que visa assegurar o acesso da população aos medicamentos essenciais e promover o uso racional desses produtos. A medida deve ser integrada às políticas de assistência farmacêutica, garantindo a continuidade e a qualidade do atendimento aos pacientes.

Aqui, também merece destaque a essencial vigilância acerca da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000). Ela estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, que devem ser observadas para garantir a viabilidade econômica da centralização das compras.

A implementação da centralização das compras de medicamentos oncológicos deve ser igualmente acompanhada de um robusto sistema de governança, que inclua mecanismos de transparência e responsabilidade. A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) garante o direito de acesso às informações públicas, e sua aplicação é essencial para que todos os atos relacionados à centralização das compras sejam de conhecimento público. Ele permite o controle social e a fiscalização por parte dos órgãos competentes.

A centralização das compras também deve observar o princípio da economicidade, previsto no artigo 70 da Constituição Federal, que impõe a eficiente gestão dos recursos públicos. A eficiência é um dos princípios da administração pública e deve ser buscada em todas as etapas do processo de aquisição de medicamentos. A adoção de uma estratégia de centralização deve resultar em economias de escala que permitam a obtenção de medicamentos a preços mais baixos, sem comprometer a qualidade dos produtos adquiridos.

Dados os detalhes e bastidores que envolvem essa iniciativa pensada pelo Ministério da Saúde, de fato ela apresenta um potencial significativo para melhorar o acesso aos tratamentos, otimizar o uso dos recursos públicos e promover a sustentabilidade do SUS. No entanto, a implementação dessa medida requer uma análise cuidadosa das questões jurídicas, administrativas, econômicas e sociais envolvidas, bem como uma articulação eficaz entre os diversos atores do setor de saúde.

A experiência do Programa de HIV-Aids oferece importantes lições, mas é fundamental adaptar essas lições às especificidades do tratamento do câncer e do mercado de medicamentos oncológicos. Esse mercado é caracterizado por um rápido avanço tecnológico e pela constante introdução de novos tratamentos. Portanto, a centralização das compras deve ser flexível o suficiente para incorporar medicamentos inovadores que possam oferecer melhores resultados clínicos aos pacientes.

Todo o processo deve ser conduzido de maneira transparente, eficiente e sustentável, garantindo que os pacientes oncológicos tenham acesso aos medicamentos necessários para o tratamento do câncer e que os recursos públicos sejam utilizados de forma responsável e eficaz.

 

Natália Soriani - especialista em Direito da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia


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