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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Chuvas abaixo da média na região Sudeste podem afetar saúde respiratória da população

Especialista orienta sobre cuidados que podem ser tomados para evitar complicações durante o período

 

Apesar das temperaturas amenas e das chuvas registradas em junho na região Sudeste do Brasil, a previsão para os próximos meses indica que vai chover abaixo da média, segundo boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com especialistas, essa condição típica do inverno pode afetar diretamente a saúde respiratória da população. 

O professor da Escola de Saúde do Centro Universitário Facens, Bruno Moneta, explica que as variações do clima típicas do período já podem ser observadas. “A região Sudeste vem enfrentando estiagem, baixa umidade do ar e alta amplitude térmica, com noites e manhãs frias e dias quentes. Por esses motivos, as pessoas podem apresentar dificuldades respiratórias como secura e irritação nasal, reações alérgicas devido à poluição, aumento na produção e retenção de muco nas vias respiratórias, o que pode levar a infecções”. Isso ocorre, segundo o professor, devido ao ar seco, que desidrata as mucosas do nariz, garganta e faringe. 

A ocorrência de reações alérgicas também são comuns, de acordo com especialista, “o que pode acarretar no surgimento de rinite, sinusite, crises asmáticas e agudização de doenças respiratórias crônicas, principalmente em idosos”. Além disso, o professor ressalta que as temperaturas mais baixas favorecem a disseminação de microorganismos, cenário que amplia a transmissibilidade de doenças virais respiratórias como gripe comum, H1N1 e COVID. Ainda de acordo com ele, “poem haver complicações de doenças virais, como sinusite e pneumonias”.
 

Com o inverno já batendo à porta, o cuidado deve ser imediato. Moneta orienta que “neste período é de extrema importância a ingestão adequada de líquidos para manter a umidade nas vias aéreas”. Além disso, o profissional reforça a importância da alimentação balanceada e saudável e a prática de atividades físicas para manter a imunidade estável. “Devemos abusar de frutas cítricas ricas em vitamina C, alimentos ricos em glutamina como carnes, peixes, ovos, laticínios, grão de bico, soja, lentilha e feijão e alimentos ricos em ômega 3 e vitamina D”, enfatiza.
 

“Leva uma blusa”: a dica das mães também é válida

O especialista reforça a importância de evitar a exposição prolongada a temperaturas baixas, ao sereno e à poluição, por isso, recomenda o uso de roupas adequadas para que o corpo não perca calor. Além dos cuidados nutricionais e com as vestimentas, ele também sugere cuidados adicionais nos períodos mais intensos de estiagem, como a lavagem nasal com soro fisiológico para mantê-lo úmido e hidratado. “Também é importantíssimo evitar aglomerações, locais confinados e com baixa umidade e contato com pessoas com diagnóstico de doenças respiratórias transmissíveis. Caso tenha contato, é preciso usar máscara e higienizar as mãos”, comenta.



Umidificador de ar pode ser aliado, mas exige atenção

O tempo seco e a presença de muitas partículas de poluentes no ar podem agravar os problemas respiratórios. Por isso, manter o ambiente arejado e iluminado durante o dia é ideal, mas o uso de umidificadores de ar pode ser uma medida adicional benéfica se usado corretamente. “Quando o aparelho fica ligado por períodos longos, causa um excesso de umidade, o que pode trazer mais problemas do que alívio, uma vez que fungos e bactérias se proliferam em alta umidade”, explica. 

O profissional recomenda que ao utilizar o aparelho, é preferível ligá-lo com antecedência de três a quatro horas antes de dormir para alcançar uma boa umidade no ambiente. “Se for necessário manter o equipamento ligado durante a noite, ajuste-o para a intensidade mínima e mantenha uma porta aberta para permitir o escape do excesso de partículas de água. Uma toalha de rosto úmida perto da cama também pode ajudar a melhorar a umidade do ar, enquanto as bacias com água são ineficientes”, acrescenta. 

Atenção também deve ser dada aos aquecedores com resistência (calor seco) e aparelhos de ar condicionado na função quente, que são grandes vilões da umidade do ar. O professor ressalta que, nesses casos, o uso de umidificadores é imprescindível. “Manter o ambiente limpo, livre de poeira, e evitar cortinas e tapetes também contribuem para a saúde respiratória, especialmente para grupos de risco”, finaliza.



Centro Universitário Facens

 

Quais as doenças neurológicas mais comuns nas crianças?

Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil destaca os sintomas das 4 doenças neurológicas mais comuns na infância

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, as condições neurológicas infantis podem ser definidas como doenças que atingem não somente o cérebro, mas também a medula espinhal e o sistema nervoso. Dentre os vários sintomas destacam-se: dor de cabeça ou nas costas, disfunção muscular, tremor, paralisia, movimentos involuntários, problemas de aprendizagem, baixo rendimento escolar, entre outros. 

- Transtorno do Espectro Autista (TEA): É um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. Dentro do grupo das doenças neurológicas infantis podemos destacar o autismo como um dos mais frequentes.

- Transtorno de Déficit de Atenção Hiperatividade(TDAH): O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Em geral, o TDAH na infância se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com as outras crianças, pais e professores. Crianças e adolescentes com o transtorno podem apresentar mais problemas de comportamento, por exemplo, dificuldades com regras e limites. 

-  Cefaleia na Infância: As cefaleias primárias mais comuns em crianças são a enxaqueca e a cefaleia tensional. Já as secundárias decorrem de condições clínicas comuns, (gripes e infecções de vias aéreas superiores) e, mais raramente, de problemas graves de saúde (traumatismo, sangramento ou isquemia cerebral, tumores).

-  Epilepsia na Infância: As crises epilépticas ocorrem quando há descargas elétricas anormais nos neurônios. Elas podem ocorrer de forma isolada ou associada a outros problemas neurológicos, como paralisia cerebral, síndromes genéticas, malformações, traumatismos, tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso, dentre outros. 

 


SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEUROLOGIA INFANTIL (SBNi)
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Incidência de osteoporose é maior em mulheres após a menopausa, aponta Hospital Ortopédico AACD

Diminuição dos níveis de estrogênio é a principal causa ligada ao agravamento da condição

 

A incidência de osteoporose em mulheres aumenta significativamente após a menopausa devido à diminuição dos níveis do hormônio estrogênio, que são essenciais para a saúde óssea, indica o ortopedista do Hospital Ortopédico AACD Fernando Tamanaga. O médico explica que a osteoporose pode se manifestar de forma lenta e progressiva, muitas vezes sem sintomas evidentes até que ocorram fraturas ou deformidades ósseas, especialmente em regiões como quadril e coluna vertebral. 

O envelhecimento também contribui para a perda de densidade óssea. Estatísticas do Ministério da Saúde mostram que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens acima de 50 anos desenvolvem fraturas devido à osteoporose. 

O tratamento e a prevenção são fundamentais para minimizar os impactos da doença. Exames de densitometria óssea, usados para avaliar a saúde dos ossos, são indicados após o início da menopausa. Tamanaga enfatiza a importância da reposição hormonal, especialmente de estrogênio, e da suplementação adequada de cálcio e vitamina D, além do uso de bifosfonatos - medicamentos que previnem a diminuição da densidade mineral óssea - em casos específicos. 

"A osteoporose é uma doença progressiva e silenciosa que pode levar a fraturas graves e até mesmo óbito. É crucial adotar um estilo de vida saudável desde cedo e realizar exames preventivos regularmente para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz, principalmente a partir dos 50 anos", alerta o médico ortopedista. 



Hospital Ortopédico AACD
Para mais informações, acesse o site.


Conheça os exames que devem fazer parte do check-up de saúde do homem

O câncer de próstata é o que mais mata homens no Brasil, sendo a causa de quase 30% dos óbitos masculinos. Para evitar esse e outros problemas, o urologista Rodrigo Lima listou alguns procedimentos que não devem deixar de ser feitos 

 

Que homens precisam cuidar de sua saúde, todos sabem. Mas eles são os mais negligentes na hora de cuidarem de si próprios. É o que apontam as pesquisas:

  • Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na publicação mais recente da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada em 2019, as mulheres procuram mais os serviços médicos do que os homens. 
  • Já o Ministério da Saúde mapeou que pelo menos 31% de toda a população masculina não tem costume de ir ao médico.
  • Um levantamento da rede de saúde Dr. Consulta descobriu que para cada quatro consultas agendadas com o ginecologista, somente uma é agendada com urologista. Ou seja, os homens vão quatro vezes menos ao médico que as mulheres.
  • E, quando o fazem, segundo o Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, cerca de 70% precisam de um empurrãozinho das mulheres ou filhos. 

Enquanto isso, o câncer de próstata é o que mais mata homens no Brasil, sendo a causa de quase 30% dos óbitos masculinos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Isso sem falar nas demais doenças. 

O urologista Rodrigo Lima listou alguns procedimentos que não devem ficar de fora de um check-up, além dos problemas de saúde que mais afetam os homens, da infância à terceira idade. “Cuidar da saúde é um ato de amor próprio e responsabilidade. Realizar os exames preventivos é o primeiro passo para uma vida longa e saudável”, alerta o médico.


Principais problemas de saúde do homem

De acordo com Rodrigo, durante a infância, é essencial que os meninos realizem consultas regulares. “Problemas como fimose, malformações da via urinária e genital, e a ausência de descida do testículo para a bolsa testicular são comuns. Muitas vezes, as crianças visitam o pediatra, mas após perderem o acompanhamento, ficam sem um médico que cuide especificamente desses problemas”, diz. Portanto, é recomendável que os meninos tenham um urologista para realizar um acompanhamento contínuo.

Já na adolescência e na juventude adulta, há uma maior frequência de infecções sexualmente transmissíveis. “Além disso, o câncer de testículo é mais comum entre 15 e 35 anos e novamente entre 55 e 60 anos. A formação de cálculos renais também é frequente entre 20 e 40 anos. Dessa forma, é vital que jovens adultos mantenham consultas regulares com um urologista”, ressalta o médico.

Com o envelhecimento, a saúde masculina enfrenta novos desafios. A andropausa, caracterizada pela queda dos níveis de testosterona, é uma preocupação comum.

Rodrigo destaca que o crescimento benigno da próstata, câncer de próstata e tumores renais também são prevalentes. Assim, exames regulares se tornam ainda mais cruciais nessa fase da vida.

 

Confira os exames essenciais para os homens:

 

  • Ultrassonografia de Próstata, Rins e Vias Urinárias 

Rodrigo Lima: “Este exame ajuda a detectar alterações como o crescimento benigno da próstata, tumores na próstata e bexiga, além de cálculos urinários. É um procedimento não invasivo e fundamental para avaliar a saúde do sistema urinário masculino.”

 

  • PSA Total 

Rodrigo Lima: “O PSA (Antígeno Prostático Específico) é um marcador sanguíneo que avalia a saúde da próstata. Níveis elevados de PSA podem indicar inflamações, crescimento benigno e, principalmente, câncer de próstata. Homens com mais de 50 anos devem realizar este exame anualmente.”

 

  • Exame de Toque Retal 

Rodrigo Lima: “Embora muitos homens relutem em realizar este exame, ele é essencial. Cerca de 10-15% dos tumores malignos da próstata não afetam os níveis de PSA e só são detectáveis pelo exame de toque retal. Homens com mais de 50 anos devem fazer o PSA e o toque retal anualmente. Aqueles com fatores de risco (obesidade, negros e histórico familiar de câncer de próstata) devem iniciar essa avaliação aos 45 anos.”

O especialista enfatiza a importância de os homens realizarem consultas regulares em várias etapas da vida. "É crucial que meninos, adolescentes e adultos jovens tenham um médico para chamar de seu, e recomendamos que seja um urologista. Após os 30 anos, todos os homens devem fazer check-ups gerais e começar a se preocupar com a avaliação prostática", destaca o especialista. 



Rodrigo Rosa de Lima - médico urologista. Também é cirurgião robótico com pós-graduação no Hospital Israelita Albert Einstein com especialidade em Transplante Renal pela Universidade de Brasília (UnB). Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia seção Goiás 2024-2025. Integra as equipes de transplante renal do HGG e Hospital Urológico.



Entenda a autofonia, o fenômeno que "abafa" nosso ouvido nas viagens de avião

Motivo de queixas, principalmente entre as crianças, essa reação natural pode causar dor e desconforto em pessoas mais sensíveis; especialista do Hospital Paulista explica por que isso acontece e dá dicas de como minimizar o problema 

 

Para uns, apenas um incômodo passageiro. Para outros, um desconforto grande, que causa dor, atrapalha a audição e custa a passar! É numa escala bastante dissonante que as pessoas reagem às variações da pressão atmosférica em viagens de avião – ou mesmo de carro, em regiões serranas.

As crianças, geralmente, são as que mais se queixam, mas isso não é uma exclusividade delas. Há muitos adolescentes, adultos e idosos que também têm essa sensibilidade nos ouvidos.


Mas qual é a razão disso?

De acordo com a Dra. Bruna Assis, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta –, o motivo se dá em razão de um fenômeno chamado autofonia, também conhecido como ouvido abafado ou entupido.

"A mudança de altitude, quando subimos para pontos mais altos ou descemos, faz com que a pressão na parte média do ouvido tente se igualar à da parte externa. Só que isso não acontece imediatamente. Até que haja esse equilíbrio, temos essa sensação de audição abafada e, em algumas pessoas, essa reação vem acompanhada de dor e muito desconforto", destaca.

Ela explica que as crianças são mais sensíveis por uma questão anatômica que envolve a estrutura interna do ouvido na fase de crescimento. "Nas crianças, a tuba auditiva (ligação do ouvido com o nariz) ainda não está bem formada, sendo mais retificada e curta. Por isso, seus mecanismos para equalização de pressão na orelha média podem acontecer de maneira inadequada. Inclusive, existe maior facilidade de as secreções nasais irem para o ouvido, gerando maior suscetibilidade à sensação de ouvido entupido ou mesmo a desenvolver otites.”


Como solucionar?

Para minimizar o problema, a médica explica que há técnicas bastante simples. Uma delas é mastigar chicletes ou mesmo balas. "Dessa forma, você estimula o funcionamento da tuba auditiva através da mastigação. Isso também pode ser feito por meio de lavagens nasais com baixa pressão (isto é, sem fazer muita força com a seringa ou lavador nasal) - ou, em casos mais intensos, através do uso de descongestionantes nasais ou orais.”

Outra maneira de minimizar a autofonia é recorrendo à chamada “Manobra de Valsalva”, que é a técnica de se exalar o ar com o nariz tapado e a boca fechada, forçando o ar em direção ao ouvido médio via tuba auditiva. No entanto, a especialista ressalta que isso requer certo cuidado. "É necessário ter ponderação ao utilizar essa técnica, pois, se realizada com muita força, pode ocasionar traumas auditivos por pressão (barotraumas), evoluindo com dor intensa e até inflamações", alerta.


Se persistir, o que fazer?

Na grande maioria dos casos, segundo a Dra. Bruna, a sensação de entupimento do ouvido se resolve espontaneamente, sobretudo a partir da adoção das técnicas acima mencionadas. Mas, se ainda assim o problema persistir, a recomendação é buscar uma avaliação mais aprofundada junto ao otorrinolaringologista.

"Se o problema persiste, é importante passar por uma avaliação com o especialista para diagnóstico e tratamento adequado, pois podem ser indicativos de otites barotraumáticas e, até mesmo, perfurações timpânicas. Embora sejam quadros bem mais raros, eles também podem decorrer de alterações rápidas na pressão do ar. Mas não é algo comum de acontecer”, finaliza a especialista.


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Sintomas de hepatites virais podem ser facilmente confundidos com outras doenças

Sintomas iniciais de hepatites são comumente confundidos
com dengue e gripe e o diagnóstico acaba vindo tardiamente
 Pexels
Há cinco tipos de hepatites virais, que podem ser adquiridas de formas diferentes; entenda cada uma e veja como prevenir

 

28 de julho é o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. E é importante alertar sobre os sintomas, facilmente confundidos com gripe, dengue e outras doenças. O atraso no diagnóstico tem levado pacientes a sofrer com sintomas, sem saber o que de fato os acometem. Enquanto alguns pacientes são assintomáticos ou possuem sintomas brandos, outros evoluem para casos graves. E em quadros crônicos, o diagnóstico tardio pode evoluir para uma fibrose hepática. 

Conforme a médica gastroenterologista Juliana Ayres de Alencar Arrais Guerra, gastroenterologista do Centro de Cirurgia, Gastroenterologia e Hepatologia (Cighep), que fica no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, as hepatites virais são infecções que causam inflamação do fígado. As mais comuns são as hepatites A, B e C. Além destas, existem as hepatites D e E, que ocorrem em situações específicas.

 

Hepatite A

Transmitida via fecal-oral, a hepatite A pode ser contraída através de água e alimentos contaminados. “Para pessoas infectadas é recomendável o uso de banheiros separados e utensílios próprios para evitar a disseminação”, explica a Dra. Juliana. Os sintomas incluem febre, mal-estar, cansaço, náuseas, vômitos, diarreia e icterícia (pele e olhos amarelados). Embora seja raro, pode evoluir para um quadro grave, necessitando até de transplante hepático ou levando a óbito. A vacina contra hepatite A está disponível no SUS para crianças com menos de 5 anos, pacientes imunossuprimidos ou portadores de outras doenças hepáticas. Em Curitiba, por causa do surto, a prefeitura abriu a vacinação para trabalhadores do sistema de educação. No sistema privado, a vacina está disponível para todos.

 

Hepatite B

A hepatite B é principalmente transmitida por via sexual, contato com sangue contaminado e de mãe para filho durante a gestação e o parto. Nos casos agudos, os sintomas incluem mal-estar, náuseas, vômitos, inapetência e icterícia. A maioria dos casos agudos resolve-se sozinho dentro de seis meses, mas o vírus pode causar hepatite aguda fulminante. Em casos crônicos, os pacientes geralmente são assintomáticos e diagnosticados em exames de rotina. Hepatite B tem tratamento medicamentoso, porém, na sua forma crônica, as chances de cura são mínimas. Há somente vacina, disponível para todas as idades, oferecida gratuitamente pelo SUS.

 

Hepatite C

Transmitida principalmente por contato com sangue contaminado (transfusão de sangue, tatuagem, uso drogas injetáveis, alicate de cutícula, etc.). A maioria dos infectados cronifica e permanece assintomática, sendo diagnosticada em exames de rotina. A doença tem medicamentos que proporcionam alta taxa de cura. Não há vacina para Hepatite C.

 

Hepatite D

A hepatite D só ocorre em pacientes com hepatite B e não tem cura. As vias de transmissão são as mesmas e a maioria dos casos são assintomáticos. E quando apresentam sintomas, são inespecíficos, como mal estar, náusea, vômito, icterícia, etc. “A prevenção é feita pela vacinação contra a hepatite B,” enfatiza a Dra. Juliana.

 

Hepatite E

A hepatite E é uma causa frequente de hepatite viral no mundo, mas no Brasil, os casos são raros. Transmitida via fecal-oral, geralmente apresenta um quadro agudo e autolimitado, com sintomas semelhantes aos da hepatite A e permanece entre duas a seis semanas. Em gestantes, especialmente no segundo e terceiro trimestres, pode evoluir para um quadro grave e fulminante. Pacientes imunossuprimidos (transplantados, em quimioterapia, portador de HIV, etc.) podem desenvolver hepatite E crônica. Não existe vacina contra hepatite E. A prevenção pode ser feita por meio de melhora do saneamento básico e medidas de higiene. 

A prevenção das hepatites inclui vacinação (para hepatites A e B), uso de preservativos, não compartilhar objetos pessoais que possam ter contato com sangue e garantir boas práticas de higiene. Entre elas, a de lavar as mãos muito bem depois de ir ao banheiro, cozinhar bem os alimentos e higienizar bem os alimentos crus.

 

Cansaço extremo e diagnóstico errado

O consultor imobiliário Eric Schneider Zanfelice, 44 anos, e a orientadora educacional Rosane Vargas, 43 anos, estão se curando de hepatite A. Ambos relatam a demora no diagnóstico, que só conseguiram após insistir e buscar outros médicos. 

Eric conta que começou a sentir-se mal após uma viagem no feriado de Corpus Christi, em maio. Pensou que estava com dengue, pois apresentava mal-estar, indisposição e calafrios, mesmo sem ter febre. Mas os exames de dengue e influenza deram negativo. 

Logo surgiu amarelamento do corpo, urina escura (amarelo forte, quase laranja), enjoo com vários cheiros (comida e produtos de limpeza) e cansaço extremo. Após quase três semanas e quatro médicos diferentes, ele foi finalmente diagnosticado com hepatite A no Cighep e ficou internado por três dias. 

“Os sintomas se manifestam entre 15 a 50 dias após infecção pelo vírus. Foi antes da minha viagem, não sei como peguei hepatite”, relata Eric, que só depois de 40 dias muito debilitado voltou às atividades do dia a dia, ainda com restrições. 

Diferente de Eric, Rosane teve como primeiro sintoma a febre. Por duas vezes tomou paracetamol, ficou melhor e voltou à vida normal. Até que a urina dela começou a ficar escura. Como não costuma tomar água, ignorou. Mas aí veio muita dor abdominal, nas costas e indisposição. Seu marido pensou que era dengue. E numa primeira consulta, o diagnóstico foi infecção urinária.

 

Rosane não acreditou no diagnóstico e procurou outro hospital. Descobriu a hepatite A e ficou uma semana internada com muita dor abdominal, ânsia e o corpo amarelado. Os sintomas da orientadora educacional começaram dia 6 de maio e ela não sabe onde pegou a doença, já que em sua casa e na escola onde trabalha, ninguém teve hepatite A.

 

Hepatite no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil teve pouco mais de 28.500 novos diagnósticos de hepatites virais em 2023. E entre 2000 a 2022, foram 750.651 novos casos. Desse total, o maior percentual é de hepatite C (39,8%), seguido de hepatite B (36,9%) e hepatite A (22,5%). Porém estima-se que mais de 1,5 milhão de brasileiros convivam com hepatites sem saber, pela falta de diagnóstico correto. Em relação aos óbitos, foram 85.486 entre 2000 e 2021. 

Novos casos de hepatite no Brasil em 2023:

  • Hepatite A - 2.080
  • Hepatite B - 10.091
  • Hepatite C - 16.173
  • Hepatite D - 109
  • Hepatite E - 59

Curitiba enfrenta surto de Hepatite A. Conforme a prefeitura, nos seis primeiros meses de 2024, a capital registrou 366 casos e cinco óbitos. A cidade não tinha mortes por hepatite A desde 2012 e nem tantos casos. Em 2023, foram cinco casos de janeiro a junho e, em 2022, quatro registros no ano todo. E antes, a doença acometia crianças com sintomas leves. Agora, os casos estão vindo em adultos, com quadros agravados: 60% dos infectados foram internados e 3,2% foram para a UTI.


“Text Neck”: má postura no uso do celular pode gerar problemas na coluna

Médico do Hospital Ortopédico da AACD explica como uma postura inadequada pode levar ao desconforto, dores e até alterações permanentes na coluna

 

O uso de dispositivos móveis se tornou uma parte integral da vida das pessoas, contudo, em excesso, pode comprometer a saúde. Segundo o ortopedista Alexander Rossato, do Hospital Ortopédico AACD, "text neck", ou “pescoço de texto”, é a expressão que descreve a dor e desconforto no pescoço resultantes da postura inadequada no uso de celulares e tablets, por exemplo. 

O médico indica que a cabeça humana pesa por volta 5 quilos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e quando se mantém a cabeça ereta, a coluna cervical pode sustentar esse peso de maneira adequada. Já quando se inclina a cabeça para frente, a equivalência de peso exercida sobre a coluna cervical, com o tempo, pode chegar a 22 quilos, devido à alteração angular. 

Além do desconforto e dor, essa sobrecarga constante pode levar a uma série de outros problemas, incluindo desgaste precoce das vértebras cervicais, hérnias de disco e alterações posturais permanentes, segundo o ortopedista. 

“O problema surge quando passamos longos períodos com a cabeça inclinada para frente, geralmente olhando para telas. Essa postura cria tensão excessiva e dores nos músculos e nas vértebras do pescoço e ombros. Caso persista, algumas alterações degenerativas podem ser irreverssíveis”, explica Rossato. 

Para evitar os efeitos prejudiciais na coluna cervical, a mudança e reeducação postural são essenciais. Usar o celular na altura dos olhos ajuda a reduzir a inclinação do pescoço. Outra alternativa é utilizar mais o computador, se possível, pois oferece uma melhor ergonomia e gera menos flexão cervical.



Hospital Ortopédico AACD
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Desvendando Mitos e Verdades sobre o Câncer de Cabeça e Pescoço

Campanha Julho Verde, que acontece durante todo o mês, tem como objetivo alertar e conscientizar a população sobre esse tipo de câncer

 

O mês de julho é marcado pelo movimento “Julho Verde”, uma campanha cujo objetivo é conscientizar a população sobre os cânceres de cabeça e pescoço, que são aqueles que surgem na tireoide, boca, garganta, laringe, faringe, traqueia e nos seios paranasais. Existem diversos fatores que podem desencadear esses tipos de tumores, sendo a infecção por HPV um importante fator de risco associado ao câncer de orofaringe, por exemplo.

Em geral, segundo dados do instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023 - 2025 serão registrados aproximadamente 40 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço. Se somarmos o câncer de pele (melanoma), que também pode atingir a região da cabeça e pescoço, esse número pode ultrapassar os 48 mil casos. 

O câncer de cabeça e pescoço é uma preocupação séria de saúde pública e a detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para aumentar as taxas de sobrevivência e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Conhecer mais sobre a doença é o caminho mais adequado e, dessa forma, a MSD Brasil listou oito pontos que geram dúvidas na população.

 

1. O câncer de cabeça e pescoço não está relacionado ao HPV.

Mito: Estudos científicos comprovam que o HPV é um fator em risco significativo para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Embora o tabagismo e o consumo excessivo de álcool sejam conhecidos por aumentar o risco dessa doença, o HPV tem sido identificado como uma causa cada vez mais comum, principalmente em pessoas mais jovens.

 

2. Tabagismo e consumo de bebidas alcóolicas estão relacionados ao câncer de cabeça e pescoço

Verdade: As pessoas que abusam do álcool ou usam tabaco têm maior probabilidade de desenvolver câncer de cabeça e pescoço e, ao ser diagnosticado, o paciente deve interromper o seu uso. Entretanto, essa não é a única causa, quando relacionados ao HPV, os tumores independem do consumo de bebidas alcóolicas e/ou tabaco.

 

3. O câncer de cabeça e pescoço tem baixa taxa de sobrevida.

Mito: As taxas de sobrevivência têm aumentado significativamente nos últimos anos. Detectar o câncer precocemente e buscar tratamento adequado são fatores-chave para melhores resultados. Além disso, avanços médicos e terapias direcionadas, como a imunoterapia, têm contribuído para o aumento das chances de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes.

 

4. Próteses dentárias não têm relação com o câncer na boca.

Verdade: A utilização de próteses dentárias não provoca câncer. Porém, caso esteja solta e machuque continuamente a boca, pode causar um traumatismo crônico, lesão com possibilidade de predispor ao câncer. A boca deve ser higienizada corretamente, pois a boa higiene oral está associada à redução no risco de câncer de cabeça e pescoço.

 

5. Ter HPV altera meu tratamento e pode diminuir minhas chances de cura.

Mito: Pessoas com câncer de cabeça e pescoço causado pelo HPV possuem melhor prognóstico em comparação com pessoas que têm câncer causado por outros motivos. Ambos os tipos de câncer são tratados da mesma maneira. As decisões de tratamento são baseadas no tamanho e localização do tumor, no estágio da doença e na saúde geral da pessoa.

 

7. Câncer de boca e câncer de laringe são os tipos mais comuns de tumores na região da cabeça e pescoço.

Verdade: Os cânceres de cavidade oral e laringe são os mais comuns nessa região, e mais de 60% deles ocorrem na glote.

 

8. Apenas pessoas acima dos 50 anos são vítimas do câncer de cabeça e pescoço, não atingindo os jovens.

Mito: Até o final do último século, o câncer de cabeça e pescoço era mais comum em homens acima dos 50 anos, mas os dados recentes mostram que a incidência desses tumores tem crescido em mulheres e jovens de 20 a 40 anos.

 

9. Até 2025, o Brasil pode ter em torno de 120 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço.

Verdade: Segundo o Oncoguia, até 2025 são esperados aproximadamente 120 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. Esse dado mostra que precisamos falar mais sobre prevenção e tratamentos adequados, para que a incidência diminua na população.



MSD no Brasil


Hetrin orienta pais e responsáveis sobre como prevenir acidentes com crianças durante as férias

O mês de julho exige atenção redobrada para prevenir acidentes domésticos e garantir a segurança das crianças

 

As tão aguardadas férias de julho chegaram, trazendo um período de descanso para as crianças e um desafio adicional para os pais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca de 200 mil acidentes domésticos envolvendo crianças ocorrem anualmente no Brasil. Este número alarmante tende a aumentar em média 25% durante as férias escolares.

Para auxiliar os pais e responsáveis durante esse período, o Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), unidade do Governo de Goiás, traz orientações e cuidados essenciais para ajudar na prevenção de acidentes domésticos. 


Exames e vacinas atualizados

A médica do Pronto-Socorro do Hetrin, unidade com administração do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento - IMED, Thayse Viana, explica que antes de viajar é essencial ir ao médico. “É importante realizar um check-up para garantir a saúde. Além disso, é fundamental manter as vacinas em dia, pois elas podem prevenir a contaminação por doenças, muitas das quais são obrigatórias antes de viajar”, explica.

A médica também enfatiza a importância dos cuidados com a alimentação e hidratação durante as férias. "Devido ao calor e às atividades físicas, há uma perda de líquidos, então é essencial que os pais e responsáveis ofereçam água e líquidos regularmente às crianças. Além disso, é fundamental cuidar da alimentação, garantindo uma variedade de alimentos que incluam fibras, proteínas e gorduras saudáveis", destaca Thayse Viana.


Acidentes domésticos

Os acidentes domésticos se tornam muito frequentes nesse período, incluindo quedas, queimaduras e afogamentos. "Esses incidentes podem e devem ser prevenidos com medidas simples, como limitar o acesso à cozinha sem supervisão, utilizar protetores de tomadas e manter vigilância constante em piscinas e praias", orienta a médica. Ela também ressalta a importância de os pais orientarem as crianças. "É essencial explicar para elas que certas ações são perigosas e devem ser evitadas ou realizadas somente na presença de um adulto."

Outro cuidado essencial, segundo Thayse Viana, é a proteção solar. "Durante as brincadeiras ao ar livre, na praia ou na piscina, é crucial aplicar protetor solar com frequência, priorizando os produtos específicos para cada faixa etária e que ofereçam proteção contra raios UVA e UVB", explica a médica. Ela recomenda que o protetor seja aplicado à sombra, aproximadamente 20 minutos antes da exposição ao sol.


O que fazer em caso de acidente?

Em caso de acidente, é fundamental levar imediatamente a criança para a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Se não for seguro mover a criança, é recomendado acionar o SAMU pelo número 192 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193. O Pronto-Socorro do Hetrin está disponível 24 horas com uma equipe capacitada para prestar atendimento inicial e, se necessário, encaminhar a criança para uma unidade com serviço de pediatria.


Miomas Uterinos: a importância de conhecer e tratar essa condição feminina


Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 80% das mulheres em idade fértil possuem miomas uterinos. Embora seja um tema recorrente em conversas entre mulheres, muitas dúvidas ainda pairam sobre essa condição e seus impactos na saúde feminina.

Recentemente, a apresentadora Cariúcha foi internada de emergência para a retirada de 17 miomas. Ela revelou que chegou a ficar quatro meses menstruada, vivendo à base de antibióticos e anti-inflamatórios. 

A Dra. Bianca Bernardo, ginecologista e especialista em reprodução da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, explica que o mioma uterino, ou fibroma uterino, é um tumor benigno originado de uma célula alterada do miométrio, a camada muscular do útero. "O mioma surge de uma célula modificada que perde sua capacidade de controle de divisão celular e, sob estímulo dos hormônios esteroides, começa a crescer. Eles possuem receptores para estrogênio e progesterona, que induzem esse crescimento formando nódulos", explica Bianca. 

Em 2023, de acordo com o Ministério da Previdência Social, os miomas foram a principal causa de afastamento de mulheres do trabalho no primeiro semestre, afetando mais de 21 mil pessoas. 

Fatores de risco, como genética e raça, podem favorecer o aparecimento de miomas. Estudos mostram que mulheres negras são mais propensas a desenvolver miomas do que mulheres de outros grupos raciais. Outros fatores incluem hábitos de vida, consumo de álcool, obesidade e hipertensão. 

Enquanto 75% das mulheres não apresentam sintomas e só descobrem a doença em exames de rotina, 25% sofrem com sintomas como sangramentos, cólicas, dores, alterações no ciclo menstrual, volume abdominal, dores durante o ato sexual, prisão de ventre, incontinência urinária e infertilidade. "O tratamento do mioma depende da gravidade dos sintomas de cada paciente. Se os sintomas forem leves, é possível apenas acompanhar com o ginecologista. Mas, se forem intensos e afetarem a qualidade de vida, é preciso tratá-los", afirma Bianca. 

Para mulheres que não desejam engravidar, o uso de medicamentos, como pílulas contraceptivas, DIU ou anti-inflamatórios, pode ser recomendado para alívio dos sintomas. Caso o tratamento conservador não melhore o quadro clínico, cirurgias como retirada do útero, laparotomia, laparoscopia, cirurgia robótica, histeroscopia, ablação dos miomas por radiofrequência ou embolização das artérias que nutrem esses tumores podem ser opções. 

Para mulheres com sintomas de infertilidade, onde o mioma pode atrapalhar uma possível gestação, o tratamento cirúrgico pode ser necessário. "Não há uma relação direta entre mioma uterino e infertilidade feminina, mas a condição pode dificultar uma gestação dependendo do tamanho e localização dos miomas, especialmente os maiores que 5 cm ou aqueles que afetam a cavidade endometrial. Eles podem gerar abortos de repetição ao distorcer a anatomia uterina e impedir a implantação adequada do embrião no endométrio", aponta Bianca.


Julho agora é, oficialmente, o Mês das Olimpíadas Científicas no país


Neste ano, a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) decidiu, com aprovação do PL 3.650/2023, que julho seria o mês dedicado às Olimpíadas Científicas no Brasil. Este mês especial celebra a ciência e o conhecimento, inspirando milhões de jovens a participarem de competições em áreas como Matemática, Biologia, Física e Robótica.

 

A escolha do mês não foi aleatória. No dia 20 de julho de 1981, o estudante Nicolau Corção Saldanha, com apenas 17 anos, conquistava a medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática, realizada nos Estados Unidos. Este marco histórico simboliza, até hoje, o potencial e a capacidade dos jovens brasileiros em competições científicas de alto nível.  

 

No Brasil, essas competições têm se destacado como um dos principais instrumentos de popularização da Ciência. Ao longo deste ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estima que cerca de 20 milhões de jovens participarão destas iniciativas, abrangendo diversas áreas do conhecimento, como Matemática, Biologia, Física e Robótica. Esse número impressionante reflete o crescente interesse dos estudantes e a eficácia dessas iniciativas em despertar a curiosidade. 

 

A participação em Olimpíadas Científicas vai além da competição 

 

Em 2024, mesmo estando ainda no meio do ano letivo, a rede de escolas Anglo Alante já acumula centenas de conquistas notáveis em diversas competições, demonstrando a eficácia de seu programa educacional.  

Apenas na Olimpíada Canguru de Matemática, por exemplo, os alunos conquistaram, ao todo, 315 medalhas, sendo 21 de ouro, 64 de prata, 107 de bronze e 123 de honra ao mérito. Fica evidente que o sucesso dos resultados nas Olimpíadas Científicas é um reflexo do empenho e dedicação de seus alunos e professores.  

 

“Nosso compromisso é com a formação de mentes críticas e informadas, capazes de contribuir para uma sociedade mais justa e esclarecida”, afirma Magna Assis, Coordenadora de Segmentos da Rede Anglo Alante. “As olimpíadas científicas são uma ferramenta poderosa nesse processo e continuaremos a apoiar e promover essas iniciativas”, acrescenta Magna. 

 

Essas competições promovem um ambiente de aprendizado colaborativo e estimulam o desenvolvimento de habilidades críticas, como resolução de problemas e de pensamento analítico. "A Rede Anglo Alante incentiva a participação dos alunos desde o Ensino Fundamental, desenvolvendo uma ‘cultura olímpica’ que os familiariza com o formato das competições”, aponta a coordenadora.  

 

A instituição oferece, também, aulas preparatórias, tanto síncronas quanto assíncronas, listas de exercícios específicas para as olimpíadas e os estudantes são homenageados em eventos com a entrega das medalhas. 

Em resumo, ao trabalhar as olimpíadas desde o Ensino Fundamental Anos Iniciais, o Anglo Alante consegue criar um ambiente favorável ao estudo e à dedicação dos alunos. “Além disso, ao celebrar e divulgar os resultados e conquistas dos nossos alunos, reconhecemos seu esforço e os incentivamos a continuar participando das competições, promovendo um ciclo contínuo de aprendizado e excelência”, conclui Magna. 


 

Anglo Alante

 

O atentado contra Trump e a corrida à Casa Branca

Opinião


No sábado, 13/07, um evento chocou a comunidade internacional e exacerbou as tensões políticas internas nos Estados Unidos: o candidato presidencial e ex-presidente Donald Trump foi alvo de um atentado a tiros durante um comício eleitoral na Pensilvânia. Este incidente, ocorrido em um cenário já polarizado, pode definir de uma vez por todas o pleito à Casa Branca deste ano.

Os atentados contra líderes não são um fenômeno raro na história mundial. Esses atos frequentemente refletem as tensões políticas, sociais e econômicas dentro de uma nação, tendo claras implicações para a estabilidade nacional e global. Em 1865, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, foi vítima de um ataque em um teatro em Washington. Em 1914, o assassinato do arquiduque austro-húngaro Francisco Ferdinando e sua esposa Sophie desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Em 1948, Mahatma Gandhi foi vítima de um extremista hindu, e em 1963, John Kennedy foi assassinado por Lee Harvey Oswald enquanto desfilava em um carro aberto em Dallas, Texas. Yitzhak Rabin, de Israel, e Benazir Bhutto, do Paquistão, também foram vítimas de ataques diretos. Considerando apenas os Estados Unidos, outros presidentes foram alvo de ataques, como Andrew Jackson (1835), James A. Garfield (1881), William McKinley (1901) e Ronald Reagan (1981). 

Como pode ser observado, os atentados contra líderes políticos não são novidade. São eventos que moldam a história de nações inteiras, destacando as fragilidades e tensões dentro de suas sociedades. Nos Estados Unidos, a série de atentados contra presidentes e candidatos ao longo da história sublinha a natureza vulnerável do processo democrático, assim como a necessidade constante de vigilância e segurança. O que diferencia o recente ataque a Trump dos demais é o momento de intensa polarização em que o ato ocorreu.

Desde sua saída da Casa Branca, Trump continuou a ser uma figura central e controversa no cenário político estadunidense, com uma base de apoio fervorosa e uma oposição igualmente determinada — embora menos unida. A tentativa de assassinato não só intensifica o clima de divisão, mas também levanta questões sobre a segurança dos candidatos presidenciais neste momento em que a própria estabilidade do processo democrático está sendo posta em xeque. Não podemos esquecer que em uma de suas falas, Trump chegou a afirmar que poderia haver um “banho de sangue” caso ele não fosse eleito.

Por isso, a segurança de Trump durante eventos públicos sempre foi uma preocupação, dada a sua capacidade de mobilizar grandes multidões e a natureza polarizadora de sua retórica. Joe Biden, em um pronunciamento após o atentado, condenou — como já era esperado — o ato de violência contra Donald Trump, destacando que a violência política não tem lugar em uma democracia. Biden enfatizou a necessidade de unidade nacional, pedindo aos americanos que rejeitem a violência e trabalhem juntos para resolver as diferenças políticas de maneira pacífica.

Ainda que a resposta do candidato Democrata tenha sido rápida, sua campanha muda drasticamente a partir de agora: imediatamente, propagandas eleitorais com ataques a Trump foram suspensas, tornando tudo mais difícil para Biden, que já enfrentava oposição à própria candidatura dentro de seu partido. Assessores diretos do atual presidente chegaram a afirmar que, agora, é mais complexo apresentar críticas diretas a Trump, seja ressaltando suas falas polêmicas, seja apontando suas condenações na Justiça. Além disso, a forte imagem do candidato ensanguentado, com os punhos em riste em frente a bandeira dos Estados Unidos, certamente se tornará um ativo para a campanha.

Fato é que a estabilidade interna dos EUA é vital para a segurança global e para a manutenção das alianças estratégicas da maior economia do planeta. Um país em desordem interna pode ter sua capacidade de liderança internacional comprometida, afetando questões que vão desde a segurança coletiva até o comércio internacional — ambos em um momento bastante crítico.

O incidente de sábado também pode influenciar a percepção global sobre os Estados Unidos. Já fragilizada por eventos recentes, como a invasão do Capitólio em 2021, a imagem dos EUA como um baluarte da democracia está mais uma vez em risco. Países adversários podem usar este evento para promover narrativas que questionam a estabilidade e a eficácia do modelo democrático americano.


João Alfredo Lopes Nyegray - doutor e mestre em Internacionalização e Estratégia. Especialista em Negócios Internacionais. Advogado, graduado em Relações Internacionais. Coordenador do curso de Comércio Exterior e do Observatório Global da Universidade Positivo (UP). Instagram: @janyegray


Especialista explica o que causou apagão cibernético e sugere forma para diminuir riscos

Segundo Reinaldo Boesso, CEO da TMB Educação, problema foi causado por sistema da Microsoft, que armazena boa parte dos dados mundiais


Na madrugada desta sexta-feira, 19 de julho, um apagão cibernético prejudicou uma série de serviços bancários e de comunicação em todo o mundo e ainda provocou atrasos em voos. O problema teria sido causado pela CrowdStrike, empresa que fornece serviços de segurança digital. Mas como entender esse cenário e também se precaver?

Segundo Reinaldo Boesso, especialista em tecnologia e CEO da fintech TMB Educação, empresa que atua com inteligência de crédito, é preciso compreender inicialmente que, no cenário atual, todos os sistemas de bancos, aeroportos e grandes empresas estão na nuvem. “E quem são as nuvens que respondem por abrigar a maior parte desses sistemas? São duas grandes empresas americanas, uma é a Amazon, com o AWS, e a outra é a Microsoft, com o Azure. Juntas, elas armazenam os dados mundiais, controlam praticamente todos os sistemas”, explica. 

De acordo com Reinaldo Boesso, o que aconteceu foi um problema técnico com o CrowdStrike. “Essa empresa teve um problema e derrubou o sistema da Microsoft que, por sua vez, acabou derrubando bancos, aeroportos e aplicativos que o utilizam. Ou seja, tratou-se de um impacto global, mas que já está se estabilizando”, afirma o especialista em tecnologia. 

O CEO da TMB Educação ressalta que os sistemas mais usados no mundo costumam ser super estáveis e raramente têm qualquer tipo de problema, mas naturalmente estão sujeitos a riscos. Para ele, a melhor forma das empresas se precaverem contra eventuais falhas de um ou de outro é optarem pela redundância, ou seja, contratarem ambos. 

“Alguns bancos grandes até fazem algo nesse sentido, mas a questão é que contratar os dois gera um custo extremamente alto, já que há um custo dobrado de sistema, de equipe, de manutenção de software e atualização. Com esse custo tão elevado, a maioria opta por uma ou outra alternativa e não pelas duas”, diz Reinaldo Boesso. 

O especialista em tecnologia conta que, apesar do ocorrido ter causado alguns inconvenientes, a Microsoft prontamente trabalhou para resolver o problema. “Por volta das 2h da madrugada a empresa já estava lançando um protocolo de correção. Pode ser que, em razão da complexidade de alguns sistemas, alguns bancos ainda estejam instáveis porque é preciso mais tempo para aplicar todas as mudanças sugeridas. Ainda assim, acredito que ao longo do dia tudo já estará resolvido”, finaliza Reinaldo Boesso.  

 



Reinaldo Boesso - É CEO da TMB Educação, uma fintech especializada em crédito educacional, que tem como grande missão democratizar o conhecimento para transformar a economia através da educação. É formado em Análise de Sistema e possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos. Também é especialista financeiro liderando times de M&A em fundos de investimento. Linkedin https://www.linkedin.com/in/rboesso/



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