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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Alerta: novas campanhas de phishing via Amazon Web Services

Os pesquisadores da Check Point Software revelam que hackers estão agora utilizando buckets S3 em conta da AWS para enviar links de phishing e dão dicas de segurança aos usuários finais para evitarem ser vítimas


 

Os pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, continuam identificando novas campanhas de phishing nas quais os cibercriminosos se aproveitam de serviços legítimos e os utilizam para disseminação. A razão para isto é por ser fácil para os hackers criarem uma conta, muitas vezes gratuita, em vários sites.

 

“Os cibercriminosos contam com inúmeras ferramentas à sua disposição para realizar esses ataques, de modo a criarem contas gratuitas com esses serviços legítimos e enviá-las para vários alvos, incorporando um link de phishing em um documento legítimo e enviá-lo por e-mail diretamente do serviço”, relata Jeremy Fuchs, pesquisador e analista de cibersegurança na Check Point Software para solução Harmony Email.

 

Isso tem sido verificado pelos especialistas com Google, QuickBooks, PayPal, SharePoint, entre outros. “Agora, estamos vendo outra ferramenta legítima usada para esses propósitos—AWS. A partir dos serviços da ferramenta é enviado um e-mail – uma fatura, um documento. O e-mail vem diretamente do serviço e é encaminhado para a caixa de entrada, passando por todas as verificações típicas. Isto é fácil para os hackers fazerem, e difícil para os serviços de segurança detectarem e para os usuários finais perceberem”, alerta Fuchs.

 

A seguir, os pesquisadores explicam como os cibercriminosos estão usando a AWS para enviar links de phishing.

 

Ataque

 

Neste tipo de ataque, os cibercriminosos estão utilizando sites hospedados no Amazon Web Services (AWS) S3 Buckets para enviar links de phishing. 

 

• Vetor: E-mail

• Tipo: BEC 3.0

• Técnicas: Engenharia Social, Coleta de Credenciais

• Alvo: Qualquer usuário final

 

Exemplo de e-mail

 

O ataque começa com um e-mail de phishing de aparência padrão, solicitando a redefinição de senha. Para muitos usuários, esse e-mail pode ser suficiente para interromper o engajamento. Os serviços de segurança podem detectá-lo, dada a discrepância no endereço do remetente. Mas, o link no endereço vai para um bucket S3 da AWS (contêiner para armazenamento), que é legítimo. Caso o usuário clique no link, será redirecionado para a página seguinte.

 



 

 

Os pesquisadores informam o que deve ser observado no e-mail e seu conteúdo. Primeiro é a URL: é  um bucket S3, um site legítimo da AWS. Qualquer pessoa pode hospedar um site — estático ou dinâmico — na AWS. Requer um pouco mais de habilidades de codificação que alguns dos outros ataques BEC 3.0, mas não é um grande aumento.

 

Um segundo ponto é que os hackers recriam uma página de login da Microsoft. Além disso, o endereço de e-mail já está preenchido - o usuário só precisa digitar a senha. O usuário também notará na barra de URL que há uma parte borrada. É para lá que vai o endereço de e-mail da vítima, fazendo parecer que ela já está conectada.

 

Técnicas

 

Ao contrário de alguns dos ataques BEC 3.0 que os pesquisadores da Check Point Software registraram, esse ataque requer um pouco mais de habilidades técnicas do atacante. Dito isso, ainda é básico o suficiente para um cibercriminoso médio executar.

 

Os atacantes estão buscando credenciais. Depois de obtê-las, os cibercriminosos têm as “chaves do reino”. Nesse ataque de phishing via AWS, eles estão usando um bucket S3 para hospedar uma página da web que redirecionará as credenciais de volta para eles.

 

“É bastante convincente; seguem uma prática com a qual a maioria dos usuários está familiarizada que é a simples tarefa de redefinir uma senha. O atacante fornece uma página de login semelhante à da Microsoft, e o e-mail já está preenchido. Um truque dos hackers para dar legitimidade. Os usuários finais podem identificar esse ataque observando a URL, mas sabemos que nem sempre é assim. É muito mais fácil apenas digitar sua senha e redefinir”, explica Fuchs.

 

Melhores práticas: orientações e recomendações

 

Para se proteger contra esses ataques, os profissionais de segurança precisam:

 

● Implementar segurança que usa IA para analisar vários indicadores de phishing;

● Implementar segurança completa que também pode digitalizar documentos e arquivos;

● Implementar proteção de URL robusta que verifica e emula páginas da web.

 

 Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software



Check Point
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Etarismo e "age shaming": quando envelhecer gera vergonha e preconceito

Fran Winandy, especialista em diversidade etária, discute as origens e consequências da discriminação motivada pela idade


Símbolos de sensualidade de uma época, Madonna e Xuxa recebem enxurradas de comentários nas redes sociais sobre a aparência envelhecida. Elas são julgadas pelas rugas, roupas, comportamentos e relacionamentos amorosos. Essa discriminação, que não afeta apenas as celebridades, mas é consequência da longevidade, tem nome: idadismo.

Especialista em diversidade etária, a psicóloga e professora Fran Winandy reuniu amplo material de pesquisa sobre o tema no livro Etarismo – Um novo nome para um velho preconceito, publicado pela Matrix Editora. O medo de envelhecer, a origem do etarismo, como ele atinge as mulheres ao longo da vida, e o impacto do idadismo no mercado de trabalho, no cinema, nas redes sociais, na moda e nos esportes são algumas das questões abordadas.

A autora convida o leitor a revisitar medos e preconceitos a fim de combatê-los, e compila emocionantes depoimentos de vítimas do julgamento pela idade.  Ao longo da trajetória na área de recursos humanos, a ativista acompanhou manifestações diversas de empresas contra pessoas mais velhas e perdeu a conta das vezes em que questionou essa postura.

Fran explica que, motivadas por pressões externas e dilemas internos, as pessoas não aceitam envelhecer. Pior: não desejam parecer velhas porque têm mais dificuldade para encontrar trabalho. Tornam-se invisíveis em sociedade, indesejáveis, e por isso a aparência é fundamental nessa batalha.

Como na publicidade, no cinema também existe a dificuldade de retratar o idoso de forma realista e tratar a velhice como uma fase normal da vida. Uma das causas para isso seria (também) a falta de representatividade nas produções de conteúdo (...). Porém, o aumento da expectativa de vida tem trazido novas demandas para esse mercado e algumas pequenas mudanças começam a aparecer.
(Etarismo – Um novo nome para um velho preconceito, pág. 115)

A obra trata, também, sobre age shaming, nome dado à vergonha de envelhecer. Esse fenômeno afeta a saúde física e mental das pessoas, especialmente das mulheres. Na outra ponta, segundo a especialista, movimenta a economia, seja pelo consumo de cosméticos, ou pelo salto na busca por procedimentos estéticos que escondam os sinais do tempo.

Conforme a autora, se “os 60 são os novos 40”, chegou o momento de mobilizar a sociedade para mudar as referências sobre idade, amadurecimento e velhice. Etarismo – Um novo nome para um velho preconceito é um ótimo ponto de partida, com informações e inspiração para deflagar ações no sentido de mudar a cultura construída a partir de “imagens de comerciais de televisão” que não representam a realidade.


Divulgação

Ficha técnica


Livro:
Etarismo – Um novo nome para um velho preconceito
Autoria:
Fran Winandy
Editora:
Matrix Editora
ISBN:
978-65-5616-353-6
Páginas:
168
Preço:
R$ 40,00
Onde encontrar: Matrix Editora e Amazon

 

Sobre a autora

Fran Winandy - psicóloga, com MBA em Recursos Humanos e mestrado em Administração de Empresas, com certificação em Conselho Social (ESG). Atua como consultora, palestrante e professora de pós-graduação nas áreas de Recursos Humanos e Diversidade Etária, conduzindo programas de integração geracional, mentorias para a longevidade e transição de carreira. É idealizadora do blog Etarismo nas Organizações e sócia da Acalântis Services.
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Matrix Editora
www.matrixeditora.com.br


Pesquisa mostra os métodos de estudo preferidos dos brasileiros

 

Entrevistados também apontam os melhores caminhos para se entrar no mercado de trabalho


 

Com o desenvolvimento acelerado da tecnologia, é normal que muitas metodologias consagradas, em diversas áreas, passem por transformações. Quando se fala em educação, não poderia ser diferente. A cada dia, surgem novas ferramentas que se propõem a auxiliar e facilitar o ensino e a aprendizagem. E por mais que a tecnologia ofereça diversas possibilidades, cada indivíduo possui uma forma própria de compreensão e absorção de conhecimento.

 

Para entender esse panorama, a plataforma Onlinecurriculo realizou uma pesquisa que buscou desvendar como os brasileiros estão se relacionando com formas diferentes ou alternativas de aprendizagem, e se a tecnologia realmente mudou o jeito que as pessoas vêm estudando e buscando informação. Também, relacionado a esse cenário, o estudo procurou entender se os caminhos habituais de construção de carreira e inserção no mercado de trabalho seguem sendo os preferidos.

 

Quanto à forma de estudo preferida dos brasileiros, a leitura do conteúdo a ser apreendido apareceu em disparada como a mais utilizada, sendo indicada por 59% dos entrevistados. Na sequência, aparecem a prática de assistir vídeos com explicação do tema, escolhida por 39% dos respondentes, e a resolução de exercícios práticos relacionados ao assunto estudado, com 31% de preferência.

 

Entre as demais formas de estudo que utilizam de ferramentas tecnológicas, também foram citadas o uso de aplicativos, indicado por 23% dos entrevistados; assistir filmes ou séries sobre os temas a serem entendidos, apontado por 20% dos perguntados; a prática de escutar podcasts sobre os assuntos de interesse, escolhido por 17%, e acompanhar influenciadores especialistas em temas de utilidade nas redes sociais, mencionado por 8%.

 


 

“É interessante que, de forma geral, podemos analisar que a leitura, talvez uma das formas mais acessíveis de estudo, segue sendo a preferida entre os brasileiros, mas que, na sequência, venha uma forma bastante atual, que utiliza de vídeos para apreensão do conteúdo. Podemos entender que as pessoas estão combinando o uso da tecnologia com formas consagradas de estudo, e que métodos mais tradicionais não parecem que vão deixar de ser utilizados tão cedo”, comenta Amanda Augustine, especialista em carreiras da Onlinecurriculo.

 

Quando perguntados sobre o contato com métodos de estudo que operem através de tecnologia, 54% dos entrevistados afirma que utiliza com frequência os meios tecnológicos para o aprendizado; 32% utiliza com alguma frequência, e apenas 14% diz não utilizar ou não conhecer os meios tecnológicos de estudo.

 


 

E, mesmo entre o público que não cresceu com a presença da internet, com idade a partir dos 40 anos, 84% dizem utilizar os métodos de estudo tecnológicos com alguma frequência, sendo que 45% usa regularmente.

 

Entrada no mercado de trabalho

 

No aspecto que toca a questão da carreira profissional, os ambientes acadêmicos ainda são os indicados como sendo a melhor forma de se inserir ou se aproximar do mercado de trabalho. 44% dos entrevistados acredita que, para algumas profissões, as universidades são e continuarão sendo a melhor forma de entrar no mercado; 40% pensa que essa é a forma mais eficiente para as profissões de forma geral, enquanto apenas 16% indicou que hoje já existem outros caminhos mais eficientes.

 


 

Amanda Augustine acredita que, no Brasil, o ambiente das universidades ainda é muito consagrado, e que novas formas de construção de carreira serão mais consideradas com o passar do tempo. “Sabemos que no Brasil o acesso às universidades ainda é bastante limitado a uma pequena parcela da população, por isso é difícil desvincular a visão de que esse lugar, tão prestigiado, vai ser substituído”, analisa ela.

 

Considerando os caminhos para a construção desta carreira, diversas opções foram escolhidas pelos entrevistados com porcentagens bastante próximas. Em primeiro lugar aparece o curso superior, com 17%, seguido, com  porcentagem similar de 16%, do curso superior com pós-graduação e a realização de cursos de aperfeiçoamento profissional de menor duração sobre assuntos específicos. Também foram citadas a busca direta por emprego após a conclusão do ensino médio para aquisição de experiência profissional (15%); a busca por emprego através do programa Jovem Aprendiz durante a escola (13%), e a realização de cursos técnicos (12%).

 

“Podemos ver que o brasileiro ainda vê na educação a principal porta de entrada para o mercado de trabalho, e que, dentro desse cenário, considera diversas possibilidades”, comenta Augustine.

 


 

Por outro lado, existem aqueles profissionais que construíram uma carreira sem necessariamente passar pelo ambiente acadêmico. Quando perguntados sobre as profissões que acreditam que podem ter sucesso no mercado de trabalho sem a exigência de uma formação pós ensino médio, as atividades mais citadas foram funções ligadas ao marketing, influenciadores digitais e vendedores.

 



Metodologia

 

A Onlinecurriculo ouviu 500 pessoas de diversos segmentos produtivos, faixas etárias, classes sociais e regiões do país entre os dias 24 e 31 de julho de 2023. Mulheres e homens foram entrevistados respondendo cinco perguntas através de questionário estruturado em formato online.

 

 

Onlinecurriculo


Crise de leitura: como adaptar a tecnologia no material didático?

Shutterstock
Pedagoga explica como trabalhar com o digital na rotina dos alunos sem afetar o ensino


Recentemente, a decisão feita pelo governo de São Paulo de disponibilizar livros digitais nas escolas estaduais pegou a comunidade educativa de surpresa. Nas últimas semanas, porém, o governador Tarcísio de Freitas recuou na decisão e disse que o estado vai disponibilizar o material didático de forma impressa e digital, ficando a critério do aluno escolher.

Em paralelo, um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra as preocupações sobre o uso excessivo de smartphones nas escolas. De acordo com a explicação da organização para ‘Educação, Ciência e Cultura Unesco’, o uso excessivo de celulares impacta o aprendizado. No “Relatório de monitoramento global da educação, resumo, 2023: a tecnologia na educação: uma ferramenta a serviço de quem?”, a Unesco aponta a necessidade de uma “visão centrada no ser humano”.

Para Marizane Piergentile, pedagoga e diretora de educação do Colégio Adventista da região do ABCDM e Litoral, os livros físicos possuem uma longa história como fonte de conhecimento, oferecendo uma experiência imersiva que a tecnologia, sozinha, ainda não conseguiu replicar totalmente. “Além dos livros físicos serem um direito constitucional dos educandos, acredito que este seja o momento perfeito para pensar e trabalhar a coexistência do material didático e tecnologia, onde juntos eles possam proporcionar uma abordagem educacional mais rica e equilibrada”, afirma a diretora.

Atualmente, os alunos do Fundamental II e do Ensino Médio das unidades do ABCDM e do Litoral do Colégio Adventista trabalham com um material digital que complementa os livros. “Os alunos têm acesso ao material complementar do material didático e a uma biblioteca virtual onde diversos títulos ficam disponíveis”, explica a diretora. “Desde a pandemia, esta foi uma das várias maneiras que encontramos de inserir a tecnologia na rotina dos educandos e dos professores sem substituir o padrão de aulas”.

Até o momento, os professores observaram que a estratégia adotada em unir o físico e o digital, não apenas enriqueceu o processo de aprendizagem e ajudou na adaptação das diferentes necessidades e estilos de aprendizado dos alunos, mas também facilitou a prática de interpretação.

“Os materiais de aprendizagem digital têm certas vantagens quando são usados corretamente, como por exemplo a leitura de imagem, texto e som na hora de interpretar”, destaca Marizane. “É impossível retirar a tecnologia da rotina das pessoas e não seria diferente nas escolas. Muitas vezes ela pode ser um auxílio e para isso, a comunidade escolar deve trabalhar junta para que o resultado seja satisfatório para todos”, finaliza.


Carros usados: tíquete recua 8,6% em julho

Levantamento baseado em dados de 2.410 concessionárias mostra que, no mês passado, o valor médio das vendas ficou em R$ 74.706,00, o menor dos últimos 12 meses


O tíquete médio das vendas de veículos usados ficou em R$ 74.706,00 em julho, recuo de 8,6% em comparação ao mês anterior e atingiu o menor patamar dos últimos 12 meses. A maior queda de preço após as medidas governamentais de redução de impostos para os carros 0km foi verificada em automóveis com mais de três anos de uso. Quanto aos seminovos, a desvalorização foi mais forte nos segmentos de veículos premium e sedans médios, enquanto os compactos hatch aumentaram a representatividade nas vendas. Os dados são do Estudo Performance de Veículos Usados PVU, realizado pela MegaDealer com base nos dados da Auto Avaliar e Instituto AAV. A pesquisa abrange 2.410 concessionárias, de 21 marcas, cadastradas em todo o Brasil, que representam cerca de 65% do volume total de vendas do país.

Além da diminuição do preço médio, observou-se uma melhora significativa no giro de estoque das revendas que, no mês de julho ficou em 41 dias, o menor patamar em 12 meses. Para efeito de comparação, em junho o giro era de 48 dias e em maio, de 50. Dezembro de 2022, foi o mês cujo desempenho das vendas mais se aproximou, com giro de 43 dias. “O giro de julho ficou abaixo de dezembro, o que chama a atenção, pois o final do ano costuma ter um giro de estoque mais rápido por conta da sazonalidade”, observa Fábio Braga, Country Manager da MegaDealer.

A queda no preço médio explica o aumento da velocidade de venda de veículos usados e seminovos, pois os revendedores precisam buscar formas de se desfazer mais rapidamente dos estoques adquiridos a valores maiores. “O giro maior é consequência de ações promocionais das concessionárias, sensíveis quanto à necessidade de aumentar o fluxo de vendas para manterem a rentabilidade de suas operações”, explica.

A atitude de realizar ações promocionais, aliás, trouxe resultados positivos, pois mesmo com a diminuição do tíquete médio, as concessionárias conseguiram recompor a margem bruta do faturamento, que ficou em 11%, o maior percentual desde março deste ano (11,2%). Em junho a margem bruta era de 10,6%.

Nas vendas de veículos usados seminovos, o segmento de compactos Hatch cresceu em representatividade, de 31% em junho para 35% em julho, após as medidas governamentais de redução de preços e impostos para veículos 0km. Na ponta negativa, perderam participação os modelos Compact Sedan, SUV, Pickup e Midsize Sedan.

 

Quanto mais velho, mais desvalorizado

Segundo o levantamento, os veículos de 2012 a 2015 foram os que apresentaram as maiores reduções de preços em julho na comparação com junho, de 8,7%. Em seguida estão os fabricados entre 2016 e 2019 (-7,5%) e, por fim, aqueles entre 2020 e 2022, ou seja, os seminovos, com recuo de 4,7%. 

Entre os seminovos, os veículos do segmento premium apresentaram recuo em seus preços da ordem de - 5,3%, enquanto nos sedans compactos a queda ficou em - 2,7%. Completam a lista os sedans médios (-2%), hatches compactos (-1,4%) e SUVs e picapes (-1,2%). “A redução de preços foi geral, mas o segmento de veículos premium e sedans compactos foram aqueles que sofreram a maior queda de preços em julho, especialmente após o anúncio do programa do governo de redução de impostos e preços dos veículos 0km”, conclui Fábio Braga.

 

Tecnologia para a educação: não são só telas, é mudança intencional de mentalidade

             O período de pandemia que vivenciamos intensificou o uso das telas e tecnologias, pois, por medidas de saúde, se tornou o meio de contato das crianças e adolescentes com as escolas e única forma de socialização por um longo momento. É de se entender que, a partir dessa visão, as famílias possam ter um certo receio de que a retomada às salas esteja ocorrendo exatamente como se via dentro de casa, em que estudantes ficavam 100% do tempo de aula conectados a uma tela.

            Mas é importante destacar que o uso da tecnologia hoje nas escolas vai muito além da exposição a telas e de um uso intensivo do digital. Ela aparece como uma ferramenta pedagógica de apoio e potencialização ao processo de aprendizagem e, vale ressaltar, com uma intensidade menor, em comparação ao que aconteceu naquele período.

            Ao nos depararmos com receios familiares do uso da tecnologia em sala de aula, ou até refletirmos sobre a questão, vale nos provocarmos sobre o quanto a tecnologia é usada no nosso dia a dia. O quanto as famílias a utilizam? E vale questionar, também, o quanto esse uso é feito de forma consciente, influenciando de maneira positiva as ações das crianças e adolescentes. Sabemos que esses são recursos dos quais não podemos mais dissociar da nossa vida. E, a partir disso, vale refletir de maneira conjunta entre famílias, escolas e estudantes se a preocupação é apenas com a proibição de algo que já está inserido de uma maneira sem volta ou se diz respeito ao uso consciente e moderado da tecnologia na educação.

            Acreditamos que o uso da tecnologia na educação traz inúmeros benefícios. Mas, para isso, é importante que ela seja implementada conscientemente e com intencionalidade pedagógica, de modo a potencializar a jornada de cada estudante, melhorar o processo de aprendizagem coletivo e facilitar rotinas, de forma balanceada com as relações, interações e dinâmicas em classe. Não basta inserir a tecnologia pela tecnologia, pois tal movimento não irá causar inovação ou evolução no processo de aprendizagem e poderá surtir outros tipos de efeitos e abordagens. Tal qual em nossas vidas pessoais, é preciso um uso moderado, consciente e não prejudicial desses recursos.

            Na educação, não se trata, portanto, de substituir integralmente papéis, canetas, trabalhos manuais e atividades “mão na massa” por um dispositivo. Mas, sim, de fazer a inserção gradual e consciente de ferramentas digitais em sala de aula que possam servir de suporte a tais práticas e dosar os recursos com o propósito de promover o desenvolvimento de múltiplas linguagens, habilidades e competências. É nesse contexto, intencional e focado no desenvolvimento personalizado de cada estudante, que se propõe um ensino híbrido.

            Se bem implementado, ele pode ser um caminho viável e produtivo para a educação, pois tem como benefícios otimizar o tempo de sala de aula, potencializar o processo de ensino e aprendizagem e desenvolver a autonomia dos estudantes. E essa integração de tecnologia e educação não partiu da experiência com a pandemia, mas já é tema debatido e estudado há muito tempo no cenário educacional. Anos antes, docentes e pesquisadores já escreviam sobre o ensino híbrido e suas potencialidades para a educação (Lilian Bacich, Adolfo Neto e Fernando Trevisani).

            Por mais que quiséssemos associar o termo ensino híbrido ao que vivemos durante a pandemia, é preciso esclarecer que o que ocorreu, na verdade, não pode ser considerado como ensino híbrido, mas, sim, uma adaptação diante do desafio que estávamos passando. E que por uma questão de necessidade e segurança neste contexto em que não tínhamos a possibilidade de realizar interações presenciais, construções e dinâmicas em grupos nem podíamos aproximar o docente com a turma, a tecnologia foi utilizada de modo muito mais intensivo do que propomos habitualmente em sala de aula.

            E mesmo no momento seguinte de retomada gradual às escolas, com uma parte da turma em casa e outra parcela na escola, o ensino híbrido foi aplicado de maneira adaptada, sem representar realmente o que ele é. Para além da potencialização da aprendizagem, o ensino híbrido é, também, uma nova forma de pensar a educação, uma mudança de mentalidade, em que se integram tecnologia e intenção pedagógica para possibilitar que cada estudante alcance seu potencial.

            E foi pensando justamente em evoluir para a aprendizagem híbrida da maneira que acreditamos ser a mais eficiente e que traz melhores resultados no ensino que nós, da Geekie, desenvolvemos o Geekie One. Seguindo o nosso DNA de inovação e pioneirismo no uso da tecnologia para a educação, nós desenvolvemos e integramos uma plataforma digital com momentos práticos de vivências e experiências de construção do conhecimento pelos estudantes. Aliando a intencionalidade pedagógica aos objetivos de aprendizagem planejados para serem alcançados pelos docentes, nossa tecnologia integra o processo para gerar visibilidade, conexão e uma aprendizagem ativa e personalizada.

            Mas, reforçamos, que a adoção do Geekie One por uma escola não representa que as aulas serão 100% diante das telas e que estudantes estarão simplesmente trocando livros e cadernos por um dispositivo. Pelo contrário, nossa proposta pedagógica incentiva os educadores a alcançarem uma nova era da educação promovendo uma aprendizagem ativa, conectada, visível e personalizada.

            Assim, combinamos um material didático digital e físico (na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental) com o uso de dados para dar visibilidade à aprendizagem de cada estudante, com propostas de práticas ativas, diálogos, rodas de conversa, experimentos, rotinas de pensamento e atividades “mão na massa”. Dessa forma, podemos apoiar nossos docentes e direcionar os estudantes para que eles possam trilhar seus próprios caminhos rumo ao conhecimento e preparação para o futuro.

 

Carolina Brant - Diretora Pedagógica da Geekie (www.geekie.com.br). Fundada em 2011, a empresa de educação é referência em inovação e tecnologia e já alcançou mais de cinco mil escolas públicas e privadas e 12 milhões de estudantes de todo o país. A especialista foi professora de Educação Digital e idealizou e implementou a disciplina de Educação Digital no Geekie One. Formada em Direito, Carolina também cursou o programa de Social-Emotional Learning pela Rutgers School e certificou-se em Instrução Diferenciada pela Escola de Educação de Harvard.

 

Mais facilidade para o MEI emitir a nota fiscal eletrônica

Novas funcionalidades dos emissores públicos já estão disponíveis


Os microempreendedores individuais (MEI) terão mais agilidade para emitir a Nota Fiscal de Serviço eletrônica de padrão nacional (NFS-e) com as novas funcionalidades dos emissores públicos da NFS-e. As mudanças estão disponíveis tanto na versão Web, para navegador, quanto para a versão Mobile, para dispositivos móveis.

A primeira novidade é a permissão para que o MEI faça o login via integração com a plataforma GOV.BR. Essa funcionalidade, disponível nas duas versões de emissores, permite que o responsável legal de um CNPJ MEI que possua os selos Prata ou Ouro do GOV.BR possa emitir suas NFS-e sem a necessidade de criação de uma senha com preenchimento de formulário. Dessa forma, todos os MEI passam a contar com mais uma opção de acesso para utilizarem os emissores públicos da NFS-e.

Adicionalmente, no emissor Web, foi criada a possibilidade de uma emissão simplificada da NFS-e pelos MEI. Essa nova opção facilita o procedimento de emissão, que poderá ser feito via formulário a ser preenchido com apenas três informações, semelhante ao formulário da versão Mobile.

Ainda em relação ao emissor Web, destaca-se a evolução no sistema para que outros portes de prestadores de serviço, não enquadrados como MEI, possam também realizar as suas emissões, desde que o município de estabelecimento esteja com convênio ativo na plataforma.

Em relação ao emissor Mobile, foi desenvolvida também nova funcionalidade para permitir a geração do Documento Auxiliar da NFS-e (DANFSE) em formato PDF, com a possibilidade de compartilhamento do documento.

É importante relembrar que, de acordo com a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) nº 169/22, a partir de 1º de setembro de 2023, todos os Microempreendedores Individuais prestadores de serviços estarão obrigados a emitir as notas fiscais de serviço no padrão nacional nas prestações de serviços a pessoas jurídicas.

Essas entregas fazem parte dos esforços da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para simplificar e facilitar o cumprimento de obrigações tributárias acessórias, em respeito ao contribuinte e ao princípio da eficiência da Administração Pública.


Celebre o Dia da Infância com brincadeiras lúdicas com latas de aço

Data, que é comemorada em 24 de agosto, é uma ótima oportunidade de estreitar laços entre pais e filhos

 

Em 24 de agosto é celebrado internacionalmente o Dia da Infância. Diferente do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, a data foi instituída pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e tem como propósito a promoção de uma reflexão sobre em que condições as crianças vivem no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Por não ser uma data com viés comercial, o Dia da Infância pode ser uma oportunidade interessante para pais e filhos estreitarem seus laços. É pensando nisso que a Associação Brasileira de Embalagens de Aço (Abeaço) trouxe algumas sugestões de brincadeiras antigas, que não envolvem tecnologias, e que podem ficar ainda mais lúdicas usando latas de aço.

“As latas de aço fazem parte do nosso cotidiano, e por serem resistentes e versáteis, as gerações passadas reutilizavam essas embalagens de maneira bastante criativa. Porém, isso foi se perdendo com o tempo, mas nunca é tarde para se resgatar ou criar tradições. Além de tudo, como mãe, eu penso que um intercâmbio de gerações pode ser muito saudável para estreitar relações entre pais e filhos”, pontua Thais Fagury, presidente da Abeaço e da Prolata Reciclagem.

Confira algumas ideias de brincadeiras antigas que as latas podem ajudar a tornar ainda mais divertidas e trazer boas lembranças da infância.

Telefone sem fio

Abeaço
Divulgação


Para as crianças da geração atual, falar em “telefone sem fio” pode parecer algo sem sentido, já que para eles, que cresceram com os smartphones, estranhos são os telefones com fio. Mas que tal, além de relembrar a infância, dar uma aula sobre a história da telefonia para os pequenos?

A montagem do brinquedo é simples e prática, sendo necessárias apenas duas latas de aço e um barbante: com esses dois objetos em mãos, faça um pequeno furo no fundo de cada lata. Depois disso, passe o barbante pelos buracos e dê um nó em cada ponta do fio dentro das latas.

Em seguida, se posicione a uma distância considerável das crianças e deixe a diversão rolar solta! Quando uma pessoa falar na lata, a vibração percorrerá o fio e a mensagem será transmitida para a outra ponta, mas não exatamente sem ruídos. Parte da graça está em observar como as palavras se transformam ao longo do caminho.


Corrida de Lata

Um pouco menos conhecida, essa brincadeira é um excelente treino para o equilíbrio e a coordenação motora, principalmente para aqueles pequenos que já não são tão pequenos assim. A preparação também é simples e não exige muita coisa para ser realizada.

Faça dois furos na parte de baixo de duas latas de aço do mesmo tamanho, vazias e limpas. Em seguida, passe uma corda firme e resistente pelos furos. Depois disso, os competidores devem segurar a corda de maneira firme e se equilibrar sobre as latas. Nessa posição, dê passos firmes, mas com cuidado, com as latas. Quem chegar primeiro à linha de chegada, sem cair ou derrubar as latas, é o vencedor.


Jogo da Memória Sonoro

Este último é a adaptação de uma brincadeira muito comum, mas revisitada para estimular outro de nossos sentidos. Enquanto o jogo da memória clássico visa exercitar nossa memória visual, esta nova versão tem como objetivo ser um exercício para nossa memória sonora.

Para montar o tabuleiro, pegue entre seis e 12 latas de aço e as preencha, em pares, com diferentes materiais, como pedrinhas, arroz, milho de pipoca ou areia. É importante se certificar de que cada par de latas contenha a mesma quantidade de material e esteja bem vedada.

Depois disso, misture as latas e posicione-as em um tabuleiro. Os jogadores devem agitar duas latas por vez e tentar encontrar os pares correspondentes pelo som que elas produzem. É um jogo desafiador que estimula a percepção auditiva e a memória.

 

Associação Brasileira de Embalagem de Aço – Abeaço
www.abeaco.org.br


A polícia desarmada de São Paulo

Policiais penais vão ao STF para derrubar norma que dificulta porte de arma; em 15 meses, cinco policiais foram executados quando se dirigiam a unidades prisionais


A antiga briga dos servidores do sistema penitenciário pelo porte de armas ganhou um novo capítulo. O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (SIFUSPESP) ingressou com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma norma da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) que dificulta o acesso dos policiais penais a armas de fogo. “Nossa função policial nos deixa muito vulneráveis à violência. Apesar disso o Estado ainda não fornece armas acauteladas aos policiais penais. Diante do perigo, muitos optam por comprar as próprias armas e portá-las, conforme estabelece a legislação federal, que é soberana, mas a norma da Secretaria de Administração Penitenciária extrapola o papel do Estado e cria dificuldades e custos a mais para esses policiais", relata Fábio Jabá, presidente do SIFUSPESP.

Pela legislação em vigor, todos os policiais podem comprar armas com autorização da Polícia Federal e Certificado de Registro de Arma de Fogo. A própria função policial já autoriza o porte, mas a Resolução 27, de 2019 da SAP, cria uma norma adicional, que tenta se sobrepor à lei federal e ameaça servidores de punição. Pela norma, além dos requisitos federais, policiais penais também são obrigado a solicitar autorização da SAP para o porte da arma. “Isso gera uma situação complicada: o policial penal tem uma arma legalizada, atende aos requisitos da legislação para portá-la, mas uma norma funcional o obriga a deixá-la em casa. Enquanto isso perdemos cinco colegas nos últimos 15 meses, atacados e mortos enquanto se deslocavam de casa para as unidades prisionais. Não foram vítimas de assaltos que saíram do controle e sim assassinados por vingança, exclusivamente por serem policiais penais. Somos policiais 24 horas por dia e não só quando estamos no local de trabalho, por isso que não podemos prescindir do porte de armas”, ressalta Jabá.


Na mira do crime, policiais penais têm acesso dificultado ao porte de armas
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Um desses policiais penais é o Heleno* (nome fictício), que aguarda a renovação da autorização de porte da SAP há 1 ano e meio. “Não é um novo processo, é uma renovação e estou esperando há 1 ano e meio. Atuo na profissão mais perigosa da segurança pública, lido com o risco diariamente e não posso portar a arma sob o risco de responder criminalmente por porte ilegal. É uma situação desesperadora, porque me sinto desprotegido e desamparado”, comenta.

O departamento jurídico do sindicato alega que a resolução estadual é uma usurpação de uma competência exclusivamente federal para estabelecer normas para o porte de armas no país. Há relatos de policiais penais enfrentando procedimentos disciplinares por portar armas legalizadas, mas que ainda não teriam sido autorizadas pela SAP.

O acautelamento de armas pelo Estado está previsto na regulamentação da Polícia Penal, processo que está atrasado desde 2019, quando a Constituição Federal incluiu a instituição entre as forças de segurança pública do país, além de determinar que os estados fizessem a regulamentação. São Paulo, dono da maior população carcerária do país, com quase 200 mil detentos, só se movimentou depois de determinação do STF e ainda é um dos mais atrasados do país. “A regulamentação da Polícia Penal estabelece o acautelamento de armas, coletes balísticos e algemas, mas essa demora tem custado vidas. Pela Constituição Federal nós já somos policiais. Para o crime, também. Essa norma irregular da SAP trouxe mais dificuldades para quem já está prejudicado com o atraso da regulamentação”, completa Jabá.


Desperte: O mundo não gira só ao redor do seu umbigo

O Umbigocentrismo e a Arte de Olhar o Outro

 

Numa tarde cinza e tediosa, encontrei-me, por acidente, observando o meu próprio umbigo. Sim, meu caro leitor, estava ali, deitado no sofá, mergulhando no mistério daquele pequeno redemoinho que todos nós temos no centro da barriga. Aquele buraco negro miniatura parecia ter um magnetismo estranho. Enquanto me perdia na contemplação umbilical, tive um estalo: Quantas vezes nos vemos hipnotizados por nossos próprios problemas, opiniões e dilemas, esquecendo completamente do mundo ao redor?

Nos ambientes corporativos, não é diferente. João, do departamento de vendas, irritado porque o café estava frio, esquece que a Maria, do RH, passou a noite inteira acordada cuidando do filho doente. Maria, por sua vez, não entende por que a Roberta, da contabilidade, não deu um "bom dia" mais entusiasmado – e desconhece que Roberta se divorciou recentemente.

E não é só no escritório! Em uma era de selfies e postagens de "eu fiz", "eu conquistei", "olha onde eu estou", muitos de nós adquirimos uma miopia emocional. Estamos tão centrados em nosso próprio universo que esquecemos de olhar para as estrelas – ou seja, as outras pessoas.

Mas, eis que surge a empatia, essa palavra que, apesar de estar na moda, muitos ainda confundem com simpatia ou, pior, antipatia. A empatia é a habilidade de sair do próprio corpo, flutuar por alguns segundos e pousar suavemente no corpo do outro, vendo o mundo através de seus olhos, sentindo com o seu coração. Parece mágica? Talvez seja. Mas é também uma necessidade vital no mundo de hoje.

Agora, imagina se, ao invés de nos preocuparmos com o nosso próprio umbigo, começássemos a olhar para o umbigo alheio? Calma, não estou sugerindo uma revolução de voyeurs de umbigos! Falo da capacidade de perceber e compreender o outro.

No trabalho, isso se traduziria em equipes mais coesas, líderes mais inspiradores e, quem sabe, até um café sempre quentinho. Na vida pessoal? Ah, as possibilidades são infinitas: vizinhos que se cumprimentam, amigos que se escutam de verdade e, quiçá, menos discussões em jantares de família sobre política.

Desafio você, caro leitor, a começar essa revolução. No próximo encontro, no próximo e-mail, na próxima reunião via Zoom, olhe para o "umbigo" do outro. Deixe a empatia te guiar. E, se por acaso você se pegar de novo hipnotizado pelo próprio centro, lembre-se: até os umbigos, com suas diferenças e peculiaridades, têm muito a nos ensinar.

Te desejo uma semana fantástica!!!!

 


Francisco Carlos
CEO Mundo RH


Vestibular Unicamp 2023: confira as matérias mais cobradas e saiba o que estudar para a prova

De eletricidade a geopolítica, veja quais são os 5 temas mais cobrados de cada matéria nas provas da Unicamp dos últimos 14 anos, segundo levantamento do SAS Plataforma de Educação

 

Com inscrições abertas até dia 31 de agosto e previsto para acontecer no dia 29 de outubro, o vestibular da Unicamp (Universidade de Campinas) contará com 72 questões sobre disciplinas do ensino médio. Mas, afinal, quais os temas que mais aparecem na prova e merecem uma atenção especial dos estudantes?

Para ajudar os milhares de alunos que concorrerão a uma vaga na instituição, o SAS Plataforma de Educação preparou um Raio-X da Unicamp, que traz um levantamento realizado por especialistas com os temas mais cobrados nas provas nos últimos 14 anos, em todas as disciplinas. 


Ciências Humanas e suas Tecnologias:

Na Unicamp, as questões de história focam em: mundo contemporâneo, mundo moderno, história do Brasil com foco no sistema colonial, problemas sociais, onde questionam a reforma agrária e desigualdade social, e por último, conhecimentos gerais, que muitas vezes caminha pelo universo da história política. Já na parte de geografia, os alunos encontrarão perguntas sobre geopolítica, questões ambientais, população e urbanização. As questões trataram bastante do contexto atual, envolvendo guerras, globalização, relações comerciais e suas influências. Por isso, os especialistas do SAS Plataforma de Educação preveem que os vestibulandos encontrarão assuntos como a guerra da Ucrânia e seus impactos na Europa, escassez da água e muito mais. 

Tanto na Unicamp, quanto em outros vestibulares, a maior temática da filosofia é ética e justiça, assim como a filosofia antiga, e nessa com destaque, especialmente, para os filósofos que discutem a questão ética. Por último, as questões de sociologia exploram a relação do trabalho e quais são seus impactos na vida cotidiana e organização social. Por exemplo, como o capitalismo se vincula à sociedade e como essas organizações e as cidades se manifestam frente a isso. 


Ciências da Natureza e suas Tecnologias:

“A prova da Unicamp possui um fator de diferenciação em relação ao Enem, que é o fato de ter 4 alternativas de respostas em vez de 5. Para o aluno, é uma questão de treino, pois a experiência de prova conta muito para a familiarização com os conteúdos,” comenta Idelfranio Moreira, Gerente de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. "A prova de Ciências da Natureza terá, ao todo, 21 questões, sendo 7 de cada disciplina (Física, Química e Biologia). Por serem contextualizadas e aparecem embaralhadas na prova, identificar a disciplina correspondente a cada questão pode exigir, antes de mais nada, bastante concentração." finaliza o professor.

Na física, há um peso muito grande para os conteúdos de Mecânica e Eletricidade, assuntos que sempre serão recorrentes. Em química, assim como em outros vestibulares, físico-química e química geral são os conteúdos mais cobrados, porém, a Unicamp tem o dobro de questões sobre o meio ambiente em relação às questões de química orgânica. Por fim, em biologia, apesar dos muitos assuntos, zoologia e botânica estão entre os mais cobrados, porém, são os mais desafiadores em relação ao nível de dificuldade.


Linguagens, Códigos e suas Tecnologias:

Para as questões da língua portuguesa, a Unicamp conta com obras literárias indicadas previamente que permitem que os alunos antecipem os principais movimentos literários que serão abordados, bem como o senso crítico esperado pela leitura e interpretação desses textos. Há uma grande variedade de obras sugeridas pela Unicamp, de poesia a sermões, diários, teatro e diversas narrativas. A gramática aparece de forma contextualizada e as figuras de linguagem são recorrentes em questões sobre literatura e análise do discurso. 

Na parte de língua inglesa, a prova traz textos atuais de diversos veículos de imprensa. Portanto, o aluno deve esperar encontrar gêneros textuais variados e questões que não solicitam a análise e compreensão do vocabulário, e sim um entendimento global das ideias presentes no texto. Tal como na Fuvest e no Enem, os textos são em inglês, mas os enunciados são em língua portuguesa.


Matemática e suas Tecnologias:

“Antes de tudo, é bom entender um pouco sobre o modelo dos vestibulares. A Unicamp e Fuvest são vestibulares tradicionais, semelhantes em grau de dificuldade, enquanto o Enem apresenta questões mais amplas e contextualizadas para estimular o pensamento crítico. Apesar disso, há temas em comum nos três vestibulares, como funções,” comenta Ademar Celedônio, Diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. Deste jeito, Funções é, sem dúvidas, o tema mais cobrado na Unicamp, seguido por Geometria Plana, Grandezas Proporcionais e Trigonometria.  



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Recuperação de crédito, novas tendências e ferramentas tecnológicas

Como sabemos, os credores encontram severas dificuldades quando falamos em inadimplemento e recuperação de crédito, seja pela via judicial ou extrajudicial. Não muito raro, encontra-se cotidianamente os chamados “devedores profissionais”, que, com o objetivo de não arcar com aquilo que é devido, utilizam-se de artimanhas e ações fraudulentas na tentativa de esconder qualquer patrimônio penhorável.

Com isso, o poder judiciário tem inovado e instituído novas ferramentas que visam facilitar a recuperação de crédito. Do mesmo modo, tem proferido decisões alterando posições retrógadas que em grande parte beneficiavam os devedores.

Além dos já conhecidos sistemas de consulta de bens utilizados pelo judiciário (Banco Central; Detran e Receita Federal), recentemente o Conselho Nacional de Justiça lançou a ferramenta “Sniper – Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Ativos e Recuperação de Ativos”, ainda em fase de implantação. Trata-se de uma solução tecnológica que agilizará e facilitará a investigação patrimonial para os tribunais brasileiros, permitindo, em segundos, a identificação de grupos econômicos e participações societárias, unificando todas as bases de dados que possuem informações patrimoniais.

Temos ainda a possibilidade de pedido de consulta de ativos financeiros via Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), agora com possibilidade de reiteração automática pelo prazo de 30 dias. Trata-se da ferramenta intitulada de “teimosinha”, que permanece automaticamente, pelo prazo estabelecido, vasculhando quaisquer ativos financeiros em nome dos devedores, evitando, assim, movimentações programadas e fraudulentas, uma vez que ocorre de maneira sigilosa.

E no mesmo sentido, recentemente, o Supremo Tribunal Federal declarou constitucional dispositivo no Código de Processo Civil que autoriza os juízes a determinarem medidas coercitivas necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, em ações que cobram valores inadimplidos, como a apreensão da CNH e de passaporte, a suspensão do direito de dirigir e a proibição de participação em concurso e licitação pública.  

Portanto, nota-se que as ferramentas, bem como as recentes decisões das cortes superiores, quebram paradigmas, visando a solução de um dos principais gargalos processuais: a execução e o cumprimento de sentença, especialmente quando envolvem o pagamento de dívidas, devido a dificuldade de localizar bens e ativos financeiros. 

 


Luís Pereira - advogado e coordenador da célula de Recuperação de Crédito da Duarte Tonetti Advogados, com experiência em recuperação de crédito e cobrança administrativo e judicial


DUARTE TONETTI ADVOGADOS
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