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terça-feira, 22 de agosto de 2023

5 livros infantis sobre folclore para apresentar a cultura brasileira para as crianças

 


Para celebrar o Dia do Folclore, a SOMOS Literatura selecionou 5 livros infantis que abordam elementos importantes do patrimônio cultural brasileiro, das cantigas às lendas e crendices

 

Em 22 de agosto, é celebrado nacionalmente o Dia do Folclore, que busca reforçar a importância da cultura popular do Brasil, valorizando sua diversidade e riqueza educacional. A data foi criada em 1965 e oficializada por li com o objetivo de proteger as manifestações da criação popular e estimular os estudos sobre o tema, de modo a garantir sua continuidade. 

Por meio de manifestações artísticas diversas, como dramaturgia, danças, músicas e literatura, o folclore expressa a identidade social e a cultura popular, transmitidas individual ou coletivamente de geração para geração. Hoje, esse conjunto de manifestações culturais é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 

Da Inglaterra para o Brasil: a origem do folclore

A palavra “folclore” tem origem britânica — a junção do folk (“povo”, em inglês) e lore (que pode traduzir-se "ensinar”) — e hoje carrega o significado social de "conhecimento do povo" ou "aquilo que o povo faz". O termo foi originalmente proposto pelo pesquisador e antropólogo inglês William John Thoms, registrado por meio de uma carta publicada na revista The Atheneum, mas ganhou notoriedade apenas em 1878, com a criação da Sociedade do Folclore, em Londres. Os irmãos Grimm e Johan von Herder são considerados os pioneiros dessa área de pesquisa. 

Em contexto nacional, a preocupação em divulgar o folclore surgiu durante a Semana da Arte Moderna, em 1922, pois várias obras dos artistas que participaram dessa manifestação tinham como inspiração contos e mitos regionais. Em 1947 foi criada a Comissão Brasileira do Folclore e em 1951 foi realizado, na cidade do Rio de Janeiro, o I Congresso Brasileiro de Folclore.  

Nosso folclore tem raízes ligadas à cultura indígena, africana e europeia, e seus protagonistas são Iara, Saci-pererê, Mula sem Cabeça e Curupira — famosos personagens da cultura popular brasileira. 

Pensando em celebrar essa data tão importante para a preservação e para a perpetuação da cultura imaterial brasileira, a SOMOS Literatura separou 5 livros infantis que trazem como temática questões relacionadas ao folclore. Confira!

 

Quem canta seus males espanta

Theodora Maria Mendes de Almeida

 Editora Caramelo

Preço: R$ 80,00

Páginas: 88

Na edição comemorativa de 20 anos de “Quem canta seus males espanta”, Theodora Maria Mendes de Almeida reúne quarenta letras de canções infantis eleitas por internautas. Relembrando clássicas cantigas como “Fui no Itororó” e “O sapo não lava o pé”, as músicas, que são cantadas por crianças, podem ser apreciadas através do QrCode impresso na capa do livro.

 

Meu livro de Folclore

Ricardo Azevedo

Editora Ática

Preço: R$ 94,00

Páginas: 72

Voltada a crianças de 4 a 9 anos, a coletânea de Ricardo Azevedo apresenta contos, ditados, adivinhas, trava-línguas e personagens típicas do folclore brasileiro. Celebrando a cultura oral, a premiada obra introduz a criança ao mágico e diverso universo da cultura popular brasileira. 

 

Saci-Pururuca

Telma Guimarães Castro Andrade

Editora Atual

Preço: R$ 46,90

Páginas: 24

A história de Telma Guimarães acontece no Dia do Folclore, quando Pururuca, depois de desobedecer a seus pais, se esconde na mata com vestimentas iguais às do Saci, na esperança de esbarrar com o personagem folclórico. Acreditando ser seu primo, Saci leva pururuca para suas típicas confusões na festa da cidade, enganando o curioso menino. 

 

Crendices e Superstições

Marcelo Xavier

Editora Formato

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Preço: R$ 103,00

Páginas: 36

O terceiro livro da coleção “O folclore do Mestre André”, de Marcelo Xavier, é repleto de episódios vividos por João Boa-Sorte e seus amigos, que vivem no sertão do Ceará, narrados por Mestre André. Inteiramente ilustrada com figuras de massinha de modelar, a obra celebra manifestações, crendices e superstições (como entrega o seu título) do sertanejo cearense. 

 

Contos e lendas de um vale encantado

Ricardo Azevedo

Editora Ática

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Preço: R$ 94,00

Páginas: 128

Por meio de contos, lendas e até mesmo receitas, Ricardo Azevedo leva o leitor a uma incrível viagem literária pelo vale do Paraíba. Repleta de histórias escondidas nas curvas de suas serras, a região é vizinha de Minas Gerais, entre São Paulo e Rio de Janeiro. A leitura dá à criança a oportunidade de conhecer culturas e cenários tipicamente brasileiros.

 

The Developer 's Conference O TDC é o maior evento relacionado ao desenvolvimento de software no Brasil conectando organizadores de meetups e eventos, palestrantes, empresas e patrocinadores em uma plataforma única. O TDC é uma conferência dinâmica com objetivo de apresentar os tópicos mais importantes de acordo com as necessidades locais e internacionais e, por esta razão, existem mais do que dez trilhas paralelas por dia. Cada trilha é como um evento independente de um dia inteiro e organizado por especialistas no assunto que são responsáveis por selecionar sete ou mais palestrantes via plataforma de Call4Papers.

O mercado de tecnologia está em constante e acelerada evolução, o que torna o setor bastante desafiador para os profissionais. Por isso é crucial estar sempre atualizado com as tendências, ferramentas e linguagens de programação para atender as exigências do mercado e lidar com soluções e sistemas inovadores. 

Pensando nisso, Bruno Souza, evangelista Java e mentor do The Developer's Conference (TDC), maior conferência de comunidades de tecnologia do Brasil, elaborou uma lista de sugestões voltada para profissionais em diferentes estágios, desde iniciantes até os mais experientes para ajudar no seu crescimento pessoal e profissional. 

Confira abaixo as dicas que vão contribuir para impulsionar sua carreira, estabelecer novos contatos profissionais e alcançar seus objetivos. 

Aprenda constantemente, mas com foco Escolha uma área de atuação e se aprofunde no assunto. Isso te ajudará a se tornar uma referência, e abrirá oportunidades. Invista em cursos, treinamentos, workshops. Participe de eventos e conferências relacionadas ao seu campo de atuação para aprimorar suas habilidades técnicas e manter-se relevante no mercado.

Faça Network – Ter um bom Network é essencial para as carreiras técnicas. Uma boa rede de contatos proporciona oportunidades de emprego, insights sobre o mercado e até mesmo parcerias em projetos.  Mas, o objetivo não é ter muitos seguidores na rede social, mas sim criar confiança e relacionamentos. O mercado é para aqueles que sabem trabalhar em equipe, ou seja, quanto mais você se envolver, contribuir com as pessoas e compartilhar ideias, mais chances terá de ser notado e requisitado. 

Seja bom negociador – Negociar não é apenas discutir salário: é uma habilidade fundamental para o trabalho em equipe e a solução de problemas. Bons negociadores sabem ouvir as necessidades e veem a negociação como uma forma de encontrar caminhos para solucionar impasses e trazer resultados para todos os envolvidos. Essas competências farão você se destacar no mercado e irão ampliar seu impacto e influência nos projetos e na sua empresa. 

Saiba lidar com desafios A resolução de problemas e a capacidade de lidar com desafios são habilidades valiosas no campo da tecnologia. Ao longo de sua carreira você irá enfrentar muitos desafios, então não tenha medo de sair da zona de conforto e encarar as dificuldades. 

Busque mentoria: Faça contato com mentores ou profissionais mais experientes na área de tecnologia que possam orientá-lo na carreira, além de ajudá-lo a visualizar novos caminhos e aprimorar seu potencial e habilidades. Aprender com aqueles que têm experiência pode ser extremamente enriquecedor no futuro profissional. 


O evento

A 17° edição do The Developer's Conference na cidade de São Paulo, o TDC BUSINESS, acontece entre os dias 19 e 21 de setembro, e online na plataforma Hopin. O evento contará com uma trilha exclusivo sobre Carreira e Mentoria, com conteúdo exclusivos para preparar os profissionais e ajudar a se especializarem na sua área de atuação. 

The Developer 's Conference 

O TDC é o maior evento relacionado ao desenvolvimento de software no Brasil conectando organizadores de meetups e eventos, palestrantes, empresas e patrocinadores em uma plataforma única. O TDC é uma conferência dinâmica com objetivo de apresentar os tópicos mais importantes de acordo com as necessidades locais e internacionais e, por esta razão, existem mais do que dez trilhas paralelas por dia. Cada trilha é como um evento independente de um dia inteiro e organizado por especialistas no assunto que são responsáveis por selecionar sete ou mais palestrantes via plataforma de Call4Papers.

 

Dias: Entre 19 e 21 de setembro 

Horários: Das 9h às 19h 

Presencialmente: Pro Magno   
Endereço: Avenida Professora Ida Kolb, 513 - Jardim das Laranjeiras- São Paulo

Online: Plataforma Hopin


Vestibular Unicamp 2023: confira as matérias mais cobradas e saiba o que estudar para a prova

 De eletricidade a geopolítica, veja quais são os 5 temas mais cobrados de cada matéria nas provas da Unicamp dos últimos 14 anos, segundo levantamento do SAS Plataforma de Educação

 

Com inscrições abertas até dia 31 de agosto e previsto para acontecer no dia 29 de outubro, o vestibular da Unicamp (Universidade de Campinas) contará com 72 questões sobre disciplinas do ensino médio. Mas, afinal, quais os temas que mais aparecem na prova e merecem uma atenção especial dos estudantes?

Para ajudar os milhares de alunos que concorrerão a uma vaga na instituição, o SAS Plataforma de Educação preparou um Raio-X da Unicamp, que traz um levantamento realizado por especialistas com os temas mais cobrados nas provas nos últimos 14 anos, em todas as disciplinas. 


Ciências Humanas e suas Tecnologias:

Na Unicamp, as questões de história focam em: mundo contemporâneo, mundo moderno, história do Brasil com foco no sistema colonial, problemas sociais, onde questionam a reforma agrária e desigualdade social, e por último, conhecimentos gerais, que muitas vezes caminha pelo universo da história política. Já na parte de geografia, os alunos encontrarão perguntas sobre geopolítica, questões ambientais, população e urbanização. As questões trataram bastante do contexto atual, envolvendo guerras, globalização, relações comerciais e suas influências. Por isso, os especialistas do SAS Plataforma de Educação preveem que os vestibulandos encontrarão assuntos como a guerra da Ucrânia e seus impactos na Europa, escassez da água e muito mais. 

Tanto na Unicamp, quanto em outros vestibulares, a maior temática da filosofia é ética e justiça, assim como a filosofia antiga, e nessa com destaque, especialmente, para os filósofos que discutem a questão ética. Por último, as questões de sociologia exploram a relação do trabalho e quais são seus impactos na vida cotidiana e organização social. Por exemplo, como o capitalismo se vincula à sociedade e como essas organizações e as cidades se manifestam frente a isso. 


Ciências da Natureza e suas Tecnologias:

“A prova da Unicamp possui um fator de diferenciação em relação ao Enem, que é o fato de ter 4 alternativas de respostas em vez de 5. Para o aluno, é uma questão de treino, pois a experiência de prova conta muito para a familiarização com os conteúdos,” comenta Idelfranio Moreira, Gerente de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. "A prova de Ciências da Natureza terá, ao todo, 21 questões, sendo 7 de cada disciplina (Física, Química e Biologia). Por serem contextualizadas e aparecem embaralhadas na prova, identificar a disciplina correspondente a cada questão pode exigir, antes de mais nada, bastante concentração." finaliza o professor.

Na física, há um peso muito grande para os conteúdos de Mecânica e Eletricidade, assuntos que sempre serão recorrentes. Em química, assim como em outros vestibulares, físico-química e química geral são os conteúdos mais cobrados, porém, a Unicamp tem o dobro de questões sobre o meio ambiente em relação às questões de química orgânica. Por fim, em biologia, apesar dos muitos assuntos, zoologia e botânica estão entre os mais cobrados, porém, são os mais desafiadores em relação ao nível de dificuldade.


Linguagens, Códigos e suas Tecnologias:

Para as questões da língua portuguesa, a Unicamp conta com obras literárias indicadas previamente que permitem que os alunos antecipem os principais movimentos literários que serão abordados, bem como o senso crítico esperado pela leitura e interpretação desses textos. Há uma grande variedade de obras sugeridas pela Unicamp, de poesia a sermões, diários, teatro e diversas narrativas. A gramática aparece de forma contextualizada e as figuras de linguagem são recorrentes em questões sobre literatura e análise do discurso. 

Na parte de língua inglesa, a prova traz textos atuais de diversos veículos de imprensa. Portanto, o aluno deve esperar encontrar gêneros textuais variados e questões que não solicitam a análise e compreensão do vocabulário, e sim um entendimento global das ideias presentes no texto. Tal como na Fuvest e no Enem, os textos são em inglês, mas os enunciados são em língua portuguesa.


Matemática e suas Tecnologias:

“Antes de tudo, é bom entender um pouco sobre o modelo dos vestibulares. A Unicamp e Fuvest são vestibulares tradicionais, semelhantes em grau de dificuldade, enquanto o Enem apresenta questões mais amplas e contextualizadas para estimular o pensamento crítico. Apesar disso, há temas em comum nos três vestibulares, como funções,” comenta Ademar Celedônio, Diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. Deste jeito, Funções é, sem dúvidas, o tema mais cobrado na Unicamp, seguido por Geometria Plana, Grandezas Proporcionais e Trigonometria. 


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segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Atraso na fala: seu filho tem dificuldades de brincar com outras crianças?

Divulgação - Literare Books International
Descubra como lidar com o atraso na fala e promover a interação saudável

O desenvolvimento da fala é um marco importante na vida de uma criança, mas para algumas famílias, esse processo pode ser um desafio. Se o seu filho está enfrentando dificuldades para se comunicar e interagir com outras crianças porque ainda não sabe falar, é essencial entender a importância de uma intervenção adequada para garantir um futuro mais positivo.

Segundo a fonoaudióloga Camila Koszka, especialista no desenvolvimento da fala em crianças, a falta de estímulo e orientação corretos pode acarretar em consequências significativas para o desenvolvimento infantil. "Se os pais não estimularem corretamente seu filho, ajudando-o a superar essa dificuldade, a criança terá muitas outras em sua trajetória. Socialização e alfabetização são as primeiras barreiras a serem enfrentadas", alerta Koszka.

A fala desempenha um papel crucial na interação social e na capacidade de uma criança se comunicar efetivamente com seus colegas. Crianças com atraso na fala frequentemente enfrentam desafios ao se envolver em atividades de grupo e brincadeiras com outras crianças. Essas dificuldades podem resultar em isolamento social, baixa autoestima e até mesmo dificuldades de aprendizado.

Camila explica que a criança que possui atraso na fala tenta se comunicar de uma forma gestual e motora. A especialista esclarece que, quando ela não consegue falar ela pode ir “para cima” de outra criança para pegar o brinquedo porque ela não sabe dizer aquilo o que ela quer e pode ser interpretada por outras crianças ou até adultos como uma criança que não tem limites e isso vai acarretar na interação e socialização. “Por isso, dar um modelo, nomear o que ela quer, é muito importante para que os pais possam direcionar esse comportamento e para que a criança possa copiar posteriormente”, comenta.

Camila Koszka, que é autora do capítulo "Estimulação da fala na rotina diária: passo a passo para a interação" no livro "Simplificando o Autismo" (Literare Books International), ressalta a importância de abordar o atraso na fala de maneira adequada desde cedo. "A intervenção precoce é fundamental para ajudar a criança a desenvolver habilidades de comunicação e interação. Os pais desempenham um papel vital nesse processo, proporcionando um ambiente rico em estímulos e oportunidades de aprendizado", destaca a fonoaudióloga.

O livro, no qual Camila Koszka contribui com seu conhecimento sobre estimulação da fala, oferece recursos valiosos para pais, cuidadores e profissionais da área. Através de estratégias práticas e insights embasados na pesquisa, o livro visa auxiliar as famílias a entenderem as necessidades das crianças com atraso na fala e a oferecerem o suporte necessário para o seu desenvolvimento saudável.

Se o seu filho está enfrentando dificuldades na fala e interação social, não hesite em buscar orientação profissional. Com intervenção adequada e apoio dos pais, é possível superar esses obstáculos e garantir um futuro repleto de oportunidades para a criança.


Campanha reforça importância do trabalho do médico dermatologista e alerta sobre os perigos das práticas inadequadas

Divulgação
Campanha "#Não_é_Bonito" é uma iniciativa desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS 



A Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) promove a campanha #Não_é_Bonito, dedicada a ressaltar a importância da saúde da pele e a atuação dos médicos dermatologistas como os profissionais mais capacitados para cuidar da saúde e beleza da pele.

A iniciativa está no ar desde o início de julho e vem contando com adesão de profissionais de diversas regiões do estado e de outras unidades federativas. A ação é promovida através dos canais digitais da SBD-RS, buscando conscientizar a população sobre os riscos de complicações decorrentes de tratamentos de pele realizados por não médicos sem a devida qualificação.

"A campanha #Não_é_Bonito visa não apenas valorizar a expertise dos médicos dermatologistas, mas também alertar sobre as potenciais complicações, uma vez que profissionais não capacitados podem desconhecer os detalhes técnicos e as normas de biossegurança, expondo os pacientes a sérios riscos", afirma a presidente da SBD-RS, Rosemarie Mazzuco.


Divulgação

A SBD-RS ressalta que a saúde da pele vai além da busca por estética, envolvendo conhecimento científico, responsabilidade e ética médica. Apenas um dermatologista qualificado pode garantir tratamentos seguros e eficazes, reconhecendo não apenas questões estéticas, mas também diagnósticos precisos de doenças cutâneas.

“Nos consultórios, temos testemunhado um aumento preocupante de complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados por profissionais não qualificados. Essa preocupação não se limita somente à execução dos procedimentos, mas também à capacidade de lidar com possíveis complicações que possam surgir. A pele, como o maior órgão do corpo humano, é um sistema complexo, que envolve anatomia, imunologia, nervos e vasos sanguíneos, que devem ser minuciosamente avaliados. Portanto, a campanha “Não é bonito arriscar a saúde da sua pele” tem justamente o propósito de conscientizar sobre todos esses aspectos", acrescenta a dermatologista membro da SBD-RS, Valéria Rossato.

A população é orientada a não arriscar sua saúde com soluções genéricas ou dicas de beleza encontradas online. Confiança em profissionais qualificados, com especialização comprovada, é fundamental para receber tratamentos respaldados pela ciência e pela ética.

Para conhecer as peças da campanha acesse o Instagram da SBD-RS (@dermatologiars).

 

Marcelo Matusiak


Estação Osasco da ViaMobilidade recebe campanha de prevenção ao câncer de boca

A Estação Osasco das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo recebe, na próxima quinta-feira (24), uma ação gratuita de prevenção ao câncer de boca.

 

Das 10h às 16h, uma van do Hospital de Amor de Barretos estará posicionada no local para realizar exames e apresentar orientação de cuidados aos passageiros. Aqueles que apresentarem algum sintoma da doença serão encaminhados para uma unidade do hospital.

 

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto CCR, Hospital de Amor de Barretos e ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo.

 

Serviço

Data: 24 de agosto

Horário: das 10h às 16h

Local: Estação Osasco

 

Famílias gastam até R$ 15 mil por mês para cuidar de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal no Brasil

 Conta de luz elevada, despesas com especialistas qualificados e equipamentos adaptados estrangulam orçamento doméstico  

 

No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas vivem com doenças raras. De acordo com dados do Instituto Jô Clemente, os cuidados e tratamentos médicos associados a essas enfermidades têm um custo quatro vezes maior para o sistema de saúde, por conta, principalmente, do diagnóstico tardio e da evolução de comorbidades. Mas para além dos gastos gerados aos cofres públicos, qual o impacto financeiro das doenças raras para a sociedade brasileira? No caso da Atrofia Muscular Espinhal (AME), famílias podem gastar entre R$ 11 mil a R$ 15 mil por mês para garantir qualidade de vida aos afetados pela condição. A estimativa é do Universo Coletivo AME, maior coalizão em prol da causa no Brasil.

 

A AME é uma doença rara e degenerativa que compromete o funcionamento do sistema nervoso motor e dos músculos de forma acelerada. Fátima Braga é mãe de Lucas, de 21 anos, que possui AME 1, forma mais grave da doença. Na casa em que mora, em Fortaleza, são 12 aparelhos que precisam de energia para garantir o bem-estar do filho. Lucas necessita de respirador, máquina de tosse, bombas de alimentação, aspirador portátil e uma central de ar-condicionado ligada 24 horas por dia, entre outros equipamentos. Por conta disso, a conta de luz chega a R$ 1,5 mil por mês. “Quando ele era bebê e estava no hospital, não fazia ideia de que seria assim. Uma vez em casa, este custo passou para mim. É injusto com quem cuida e já passa por tanta coisa. Meu gasto mensal total varia em torno de R$ 14 a R$ 15 mil”, conta.

 

No país, são aproximadamente 300 novos casos por ano da doença. Cuidar de uma criança com AME requer uma abordagem multidisciplinar, que demanda o acompanhamento de diversos especialistas. Também envolve suporte para os responsáveis que, muitas vezes, desenvolvem seus próprios problemas de saúde física e mental. “Passei muitos anos vivendo a vida do meu filho. Desenvolvi várias doenças psicossomáticas, como obesidade, depressão e ansiedade. Adoeci junto e isso também teve um custo”, diz Fátima, que já se submeteu a uma bariátrica e a uma cirurgia na coluna durante este período.

 

Uma das cinco mulheres à frente do Universo Coletivo AME e presidente da Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal (Abrame), Fátima é administradora de empresas e hoje se divide entre seu papel de ativista nas instituições e os cuidados com o filho. Seu sustento vem do prolabore de uma distribuidora de alimentos da qual é sócia, junto com seu ex-marido. Entre os muitos sacrifícios financeiros que vieram com a AME, Fátima precisou vender seu carro para arcar com um veículo totalmente adaptado, que inclui um elevador de R$ 50 mil - também custeado por ela. Mesmo com homecare, ainda paga R$ 2,7 mil mensais a uma cuidadora particular, uma vez que o plano de saúde só disponibiliza uma equipe de enfermagem. “Meu filho é pesado e grande, uma equipe apenas não dá conta”, explica.

 

Também integrante do Universo Coletivo AME e presidente da Associação de Amigos e Portadores de Doenças Neuromusculares (Donem), Suhellen Oliveira é mãe de duas crianças com a doença: Lorenzo, 10 anos, e Levi, 3 anos. Assim que o primogênito foi diagnosticado, teve que mudar de casa e de emprego para ficar mais próxima de um centro de reabilitação. Mas com as intercorrências e desafios que acompanham a AME, pediu demissão após dois anos. Desde então, a agente de turismo atua de forma remota, enquanto seu marido faz trabalhos temporários para complementar a renda. “Até hoje nossa vida financeira vive na corda bamba. Muitas vezes as contas atrasam. Ter um filho atípico representa uma diferença financeira muito grande em relação a um filho completamente saudável. Tudo é mais caro, do carrinho de bebê à banheira. Estamos falando de um gasto de no mínimo R$ 11 mil para pessoas nesta situação”, destaca Suhellen que comprou a primeira cadeira de rodas de Lorenzo no valor de R$ 12 mil através de uma vaquinha.

 

Tanto ela quanto Fátima observam que os gastos vão aumentando conforme a idade. Enquanto Lorenzo agora precisa de um guincho de R$ 8 mil para ser levantado da cama, Lucas necessita de um modelo de cadeira de rodas mais adequado ao seu tamanho, que custa quase R$ 80 mil. “Quando a criança é bebê, o custo de vida ainda é menor, porque estamos na fase das descobertas. Minha ficha caiu quando meu filho saiu da pediatria”, complementa Fátima.



Desafio de qualidade na saúde suplementar

 

Embora tenham plano de saúde, ambas reconhecem que o desconhecimento da maioria dos profissionais conveniados sobre a doença torna o atendimento particular uma necessidade. “Os melhores médicos, infelizmente, não estão no convênio. E as consultas particulares podem chegar a R$ 3 mil reais”, revela Fátima. 

 

Lucas faz uso de Spinraza, um dos medicamentos hoje disponíveis no SUS para tratamento da AME. Como o remédio é administrado por injeção intratecal (diretamente na medula espinhal), para garantir segurança ao filho, Fátima paga R$ 2 mil reais a cada quatro meses a um anestesista e ortopedista particulares. “Tive muitos problemas com os profissionais disponibilizados pelo convênio. Prefiro não correr mais este risco”, ressalta. 

 

Suhellen, que mora em Recife, passou por situação semelhante quando Lorenzo se tornou paciente de homecare. “Quando ele ainda estava no hospital, notamos que a equipe não tinha familiaridade com a doença. Resolvemos bancar a vinda de profissionais do Rio de Janeiro para treiná-la. Como o plano não aceitou pagar, tivemos que recorrer, mais uma vez, à vaquinha”, revela. Foram R$ 8 mil para viabilizar todo o processo de vinda dos especialistas.

 

Atualmente, 14 profissionais cuidam de Lorenzo, incluindo fisioterapeutas, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionistas. Ela acrescenta que grande parte das demandas do filho mais velho tiveram que ser judicializadas. “É um desgaste muito grande. Às vezes a gente prefere tirar do próprio bolso, mesmo tendo direito. Sou uma defensora do SUS e muitos especialistas que atendem meus dois filhos hoje são do sistema público. Mas as filas são enormes para conseguir serviço de reabilitação. Uma vaga pode levar de seis meses a um ano para ficar disponível. Até lá temos que dar nosso jeito”.


 

O presente e o futuro da AME

 

Já existem três terapias medicamentosas incorporadas ao SUS para tratamento da AME: Spinraza, Risdiplam e Zolgensma. Os tratamentos são promissores, caso administrados em um recém-nascido pré-sintomático. Daí a luta das famílias e, especificamente, do Universo Coletivo AME, para a inclusão da enfermidade no Teste do Pezinho. “Quanto antes se inicia o tratamento menos terapias e homecare a criança precisará”, destaca Suhellen.

 

O diagnóstico do seu filho mais novo, realizado ainda na gravidez, por meio da amniocentese, possibilitou que todos os cuidados terapêuticos fossem rapidamente iniciados. Os efeitos positivos são evidentes no desenvolvimento de Levi, que é mais independente e só utiliza respirador para dormir e não tem perfil de homecare.

 

Fátima argumenta que, à medida em que a medicina é capaz de dar maior sobrevida aos afetados pela doença, é necessário um olhar cuidadoso no longo prazo. “Lá atrás não se falava em vida longa ou em tratamento para quem tem AME. Cada ano que a criança sobrevivia era uma vitória. A política pública não avançou junto com os avanços terapêuticos relacionados à doença. Precisamos tratar o paciente no presente, mas olhar também para o futuro, visando melhores condições para ele e àqueles ao redor. A doença é muito mais do que um diagnóstico e um tratamento. É uma nova condição de vida para toda a família”.




Sobre o Universo Coletivo AME

O Universo Coletivo AME é a maior coalizão no Brasil pela causa da Atrofia Muscular Espinhal (AME), doença genética rara que, se não diagnosticada nos primeiros dias de vida, compromete o funcionamento do sistema nervoso motor e dos músculos de forma acelerada. O país tem cerca de 300 novos casos por ano da doença, que é hoje a maior causa genética de mortalidade infantil. O Coletivo foi fundado em 2019 pela união de cinco instituições que atuam há mais de 20 anos em diferentes regiões do país e são lideradas por mães que vivenciam a AME no dia a dia: Donem (Associação de Doenças Neuromusculares), Instituto Viva Íris, Iname (Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal), Instituto Fernando e Abrame (Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal). O grupo atua no acolhimento, educação, conscientização e, principalmente, em ações voltadas para políticas públicas. Um dos objetivos é acelerar a cobertura da AME no Teste do Pezinho, visando o diagnóstico precoce e para garantir o acesso de todos os pacientes aos medicamentos disponíveis no SUS.
Site: https://universocoletivoame.com.br/


Agosto Laranja: como Terapia Ocupacional ajuda pacientes de Esclerose Múltipla a terem mais qualidade de vida

   

Mês marca campanha de conscientização sobre EM. Doença neurológica autoimune atinge cerca de 40 mil brasileiros, conforme estimativa

 

Agosto é marcado como o mês de conscientização da Esclerose Múltipla, doença neurológica, crônica e autoimune que atinge cerca de 40 mil brasileiros, conforme estimativa da Associação Brasileira de EM (ABEM). Na EM, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, o que provoca lesões cerebrais e medulares.

A doença é mais comumente registrada entre os 20 e 40 anos de idade, com os pacientes tendo sintomas como fadiga, problemas de coordenação e equilíbrio, além de espasticidade (rigidez de um membro, como as pernas). Os quadros podem levar a dificuldades motoras, sensitivas e até mesmo cognitivas. Por isso, os surtos podem levar a uma perda de autonomia e qualidade de vida.

Ainda sem conhecer as causas e também sem cura, os tratamentos disponíveis são voltados para a inibição do processo inflamatório e redução das crises ao longo do tempo. Para garantir estes objetivos, a Terapia Ocupacional (T.O) pode ser uma importante aliada para os pacientes com Esclerose Múltipla.

“A Terapia Ocupacional trabalha com a conservação de energia, porque é o esforço excessivo que pode ser muito prejudicial para os pacientes. O nosso desafio é fazer o exercício, porque é preciso manter as atividades, mas sem levar à exaustão. O objetivo é manter e preservar ao máximo as funções”, explica a terapeuta ocupacional Syomara Cristina, que tem mais de 30 anos de experiência.

Segundo ela, atividades que podem parecer muito simples, como escovar os dentes ou fechar um botão de roupa, podem ser um trabalho árduo para um paciente com Esclerose Múltipla. Contudo, o acompanhamento de um terapeuta ocupacional pode garantir mais autonomia ao paciente.

“Nas crises, o corpo vai ficando sem força e rígido, muitas vezes até com tremor.  O T.O oferece dispositivos e técnicas que ajudam o paciente a entender como conservar energia e reconectar corpo e mente nas funções. É preciso fazer o movimento fluido e suave, e isso acontece com preparo cognitivo, ou seja, antecipação desse movimento”, complementa Syomara.


Métodos utilizados

Diferentes métodos são utilizados pela Terapia Ocupacional para o acompanhamento de pacientes com Esclerose Múltipla. Entre eles, de acordo com Syomara, está o Perfetti. “Ele faz com que o paciente entre em conexão com o próprio corpo, o que muitas vezes é perdido por conta da EM. Às vezes, a pessoa não tem noção de como está sentada, por exemplo. Com o Perfetti, treinamos o paciente para que ele faça o movimento mais próximo do normal possível. É um treinamento árduo, exaustivo cognitivamente, mas que tem apresentado bons resultados nos pacientes”, afirma.

Outro método também bastante utilizado é o Bobath, que trabalha com adaptações, e a Terapia da Mão, que consta em alongamentos passivos que, com a evolução, também passam a ser ativos.

“Muitos pacientes pensam que é força, mas costumamos falar no consultório que não é força, é jeito. Com os exercícios, é possível entender que, com jeito, com antecipação, entendendo a trajetória, entendendo todo o movimento do corpo, não é preciso força, mas sim o movimento fluido e suave”, reforça Syomara.

 

Syomara Cristina Szmidziuk - atua há 33 anos como terapeuta ocupacional e tem experiência no tratamento em reabilitação dos membros superiores em pacientes com lesões neuromotoras. Faz atendimentos com terapia infantil e juvenil, adultos e terceira idade. Desenvolve trabalhos com os métodos Bobath, Baby Course Reabilitação Neurocognitiva Perfetti, Reabilitação de Membro Superior-Terapia da Mão, Terapia Contenção Induzida (TCI) e Imagética Motora entre outros.

 

Sintomas da menopausa são subestimados no relacionamento.

Especialista explica como a falta de libido pode ser encarada por homens e mulheres


Cólicas e tensão pré-menstrual, geralmente não são entendidas e até menosprezadas pelos homens. Mas e os sintomas da menopausa? Como fica o relacionamento nessa fase da mulher?

 

A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato, autora do pocket com o título “Onde está a minha libido”, acompanha inúmeras pacientes que estão passando por esse processo dos sintomas da menopausa e observa que as ondas de calor, a oscilação de humor, o cansaço e até a depressão, muito comum nesse período, são subestimadas pelos parceiros.

 

“É muito difícil o outro compreender, porque ele não vivencia tão intensamente esses sintomas. A mulher pode ter um calor absurdo e querer ligar o ar-condicionado, daqui a pouco vem o frio e ela quer desligá-lo. Vem a sudorese, a insônia. O sono fica perturbado e prejudicado, afetando também a qualidade do sono do parceiro”, comenta a especialista.

 

Abaixo, Dra. Lorena comenta como os casais podem passar pelo período da menopausa com mais empatia e qualidade de vida.

 

A diminuição da libido é um sintoma comum da menopausa. Como um casal pode abordar esse aspecto e manter uma vida sexual saudável e satisfatória?


Lorena Amato - É sempre importante que homens e mulheres, quando perceberem que a houve diminuição da libido, informem seus médicos para que passem por avaliações hormonais. Inclusive, os homens devem ficar atentos a isso e não sentir vergonha de buscar ajuda. É possível ter diagnóstico e tratamento para a causa de perda da libido.

 

Já na mulher, a perda da libido na faixa etária entre 45 e 55 anos está, principalmente, relacionada ao climatério, menopausa e pós-menopausa. Ressecamento e atrofia vaginal, comum nesse período, influenciam na libido. A boa notícia é que tem tratamento.

 

Quais estratégias podem ser úteis para um parceiro lidar de forma eficaz e empático com as mudanças que a parceira está passando durante a menopausa?


L.A. - Compreensão e paciência. O tratamento para os sintomas da menopausa não tem resultado imediato. Portanto, forçar uma situação para que haja relação sexual sem vontade pode machucar fisicamente e emocionalmente, e pode se tornar uma bola de neve negativa.

 

O homem também pode ter diminuição da libido e questões hormonais com o passar dos anos? Quais os sintomas?

 

L.A. - Sim, os homens também podem ter, é o que chamamos de andropausa e está relacionada à queda da testosterona. Disfunção erétil, doenças crônicas - como diabetes e hipertensão - podem afetar a libido. Comprovando-se a queda nos níveis de testosterona e iniciando-se o tratamento adequado vai melhorar não apenas a libido, mas outros aspectos de saúde também.

 

Quais são algumas maneiras pelas quais um relacionamento pode se fortalecer durante a fase da menopausa/andropausa, à medida que ambos os parceiros enfrentam essas mudanças? 

L.A. - O casal passa por diversas dificuldades e a menopausa não é a única. O período do pós-parto e puerpério também são situações que podem colocar o relacionamento à prova. Vencer essas fases e manter a estabilidade é um verdadeiro desafio. Muita cumplicidade, conversa, ouvir o parceiro/parceira, compreensão, paciência são elementos fundamentais para a saúde do relacionamento e em qualquer fase da vida 



Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
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Menopausa: laser de CO2 é alternativa para alterações vaginais

Tratamento não-hormonal é opção para atrofia vaginal, condição comum nesse período da vida da mulher

 

Irritabilidade, ondas de calor e cansaço são apenas alguns dos sintomas que uma mulher pode ter quando chega ao fim de sua idade reprodutiva. Porém, a queda hormonal característica desse período pode causar a atrofia vaginal, que envolve a secura, coceira, dor no ato sexual, ardência, infecções do trato urinário e incontinência urinária.

Para o Dr. Marcos Tcherniakovsky, Ginecologista e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), a menopausa não deve ser sinônimo de mal-estar e baixa qualidade de vida: "Existem vários tratamentos que podem minimizar os efeitos da deficiência na produção de estrogênio durante a menopausa. O laser de CO2 tem se destacado nos benefícios, principalmente pelo fato de ser uma opção não-hormonal, que também pode ser indicado para pacientes que não podem ou não querem fazer o uso de hormônios".


Como funciona o laser vaginal?

"Nas sessões de laser, um tubo emite o CO2 (dióxido de carbono), que quebra o colágeno da parede vaginal, melhorando a elasticidade desta região e estimulando as glândulas vaginais, diminuindo a secura", explica Tcherniakovsky.

Segundo o ginecologista, o laser melhora todo o ambiente vaginal de forma fracionada, revertendo os impactos da atrofia e tratando a incontinência urinária. Vale destacar que são necessárias de três a quatro sessões para se ter algum tipo de benefício. E, dependendo da resposta de cada mulher, um ano ou dois anos para se obter um bom resultado.

"Cada vez mais recebo em meu consultório mulheres que se informaram e estão querendo ter o benefício do laser ginecológico para a melhora de toda sua função vaginal. Asseguro a vocês que a melhora é impressionante e, muitas vezes, acaba sendo mais efetivo do que o uso hidratante vaginal, que a mulher irá usar praticamente de duas a três vezes por semana durante toda a sua vida", finaliza Tcherniakovsky.

 

Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista e Obstetra - Especialista em Endometriose e Vídeoendoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). Atualmente é Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. É Médico Responsável na Clínica Ginelife. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Membro da Comissão Nacional de Especialidades em Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Instagram: @dr.marcostcher   


Declaração de Simone Biles reacende discussão sobre a saúde mental dos atletas


A discussão sobre a saúde mental dos atletas e as cobranças por uma alta performance, veio à tona, novamente essa semana, após a norte-americana Simone Biles, declarar em uma entrevista que sofre com TDAH e que aprendeu a não ter medo de ser julgada por expor sua condição mental.

 

Quem não se lembra que em 2021, em plena Olímpiada do Japão, a atleta abandonou a final por equipes da ginástica artística, mesmo sendo uma das favoritas à medalha de outro, deixando em aberto sua presença na decisão? Naquele momento, Biles declarou: “Eu apenas não queria continuar. Não houve lesão, mas sim um pouco de orgulho ferido por uma prova ruim e um tanto mais de cuidado com a minha saúde mental”.

 

A declaração de Biles só reforça que, não adianta estar 100% preparado fisicamente se a mente não estar equilibrada e saudável. A saúde mental precisa estar em dia, do contrário, a performance do atleta estará comprometida. Estamos lindando com seres humanos e não máquinas preparadas apenas para conquistar títulos.

 

Em uma competição é inevitável que a tensão e pressão atinjam níveis surreais para o atleta que vem se preparando a alguns anos para conquistar resultados positivos e levar medalhas para seu país. A grande questão é: será que estes atletas estão mesmo sendo preparados de forma adequada para esse turbilhão emocional que vai da euforia (quando a medalha chega) ou a frustração e tristeza (quando a medalha não vem)? Estão preparados para as perdas?

 

O emocional saudável do competidor também é fundamental para que, nos momentos mais decisivos, este consiga se sentir seguro e preparado psicologicamente para trabalhar questões internas que influenciam no seu alto rendimento e na performance esperada por todos.

 

Neste rol de dores emocionais entram: a insegurança, o estresse, a ansiedade, a frustração, o pânico, a exaustão, os distúrbios alimentares, a insônia, as mudanças bruscas de humor, falta de autoconfiança, falta de autocontrole, falta de concentração, falta de motivação e a saudade pelo distanciamento da família, dos amigos e a geração infinita de expectativas, além do medo do monstro impiedoso do fracasso.

 

Claro que, não podemos nos esquecer que, por sermos seres individuais, cada um irá reagir e responder de forma individualizada a cada desafio que for surgindo. Inclusive, alguns competidores até preferem vivenciar situações de pressão, por se sentirem ainda mais motivados, enquanto outros entendem que, tanto a pressão quanto a ansiedade, são grandes vilões do seu desempenho pessoal.

 

A performance ideal do atleta, segundo especialistas do esporte e da saúde mental, passa por uma equação que contemple motivação, autoconfiança, autocontrole, concentração, foco e suporte emocional adequado para gerir emoções e administrar as frustrações, comuns em um ambiente competitivo.

 

Por este motivo, a preparação física deve andar de mãos dadas com a preparação mental, desde o primeiro momento em que o indivíduo opta por participar de eventos esportivos, para evitar adoecimentos psíquicos que suscitem sofrimento por ansiedade, surgimento de distúrbios alimentares, transtornos depressivos, transtornos de estresse pós-traumático, devastação da autoestima ou até mesmo pensamentos suicidas.

 

Portanto, o desabafo da ginasta Simone Biles sobre suas dores emocionais, não pode passar despercebido. Que sirva de lição e exemplo para que outros percam o medo encarar doenças psíquicas e buscar autocuidado e orientação médica.

 

A conexão mente e físico e a valorização do modo de gerir emoções, estruturas mentais e comportamentais, é a mola mestra para uma compreensão correta da prevenção do adoecimento emocional do indivíduo, seja ele um competidor ou não.

 

Afinal, por trás de cada atleta existe um indivíduo único que busca no esporte, a superação de seus limites e a vitória como recompensa pelo seu desempenho, porém essa busca deve ser melhor trabalhada considerando a saúde mental de cada um.     

                                         

Andrea Ladislau - graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.

 

Aneurisma é uma ameaça silenciosa às artérias do corpo humano

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Entenda os tipos, onde ocorrem, fatores de risco e importância do diagnóstico precoce


O aneurisma é uma dilatação da artéria ou veia que ocorre quando há um aumento anormal de seu diâmetro. Esse alargamento pode ser observado em diferentes partes do corpo e exige atenção médica para evitar complicações.

A especialidade Vascular trata diferentes tipos de aneurismas, incluindo: aneurismas das artérias periféricas, que ficam localizados nos braços ou pernas; aneurismas viscerais ou esplâncnicos, que afetam as artérias que irrigam os rins, baço, fígado ou intestinos; aneurismas de aorta torácica ou abdominal, que ocorrem na aorta, a maior artéria do corpo, localizada na região torácica ou abdominal. Esses tipos de aneurismas se diferem por sua localização anatômica, o que influencia o risco cirúrgico e a possibilidade de ruptura.

Há estudos estatísticos em grandes grupos populacionais que revelam que o aneurisma da aorta abdominal afetam mais homens do que mulheres (4:1); sua ocorrência é maior à medida que os indivíduos ficam mais idosos, pois são pouco frequentes em pessoas abaixo dos 50 anos e mais comuns após os 80, quando apresenta uma prevalência em torno de 6%; acometem brancos e asiáticos mais do que negros; e em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, o aneurisma da aorta abdominal é a terceira maior causa de morte.

De acordo com o cirurgião vascular e membro da Comissão de Aneurismas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular da Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Marcelo José de Almeida, os aneurismas degenerativos são formados por uma fragilidade da parede arterial. Atualmente, há evidências de que esta fragilidade apresente uma tendência familiar e, portanto, geneticamente induzida, há áreas que são mais suscetíveis à dilatação como, por exemplo, a aorta abdominal infrarrenal responsável por mais de 30% dos aneurismas degenerativos.  Já os Pseudoaneurismas, que são aqueles que ocorrem por trauma ou procedimentos médicos invasivos, são mais comuns em artérias femorais, umerais ou radiais  (Não se considerou o aneurisma cerebral que apresenta outras características em sua origem e são tratados pela neurocirurgia ou neurointervenção).

Pressão arterial (PA) elevada e o tabagismo contribuem para o enfraquecimento das paredes arteriais e aumentam o risco de um aneurisma. O especialista explica que quando a pressão arterial está constantemente elevada, ela exerce uma força maior nas paredes das artérias. Isso pode causar estresse mecânico e aumentar a pressão sobre as áreas já enfraquecidas, com o tempo, esse estresse adicional pode contribuir para a formação e crescimento de um aneurisma.

No caso do tabagismo, ele estimula células presentes na parede da artéria que produzem substâncias que destroem a elastina (fibras elásticas) que conferem resistência e elasticidade à parede arterial. Como a elastina é destruída ou alterada, a fragilidade se torna maior.  Segundo o Dr. Marcelo, idade avançada, histórico familiar de aneurismas, colesterol elevado, obesidade, dieta não saudável, sedentarismo e certas condições médicas, como a aterosclerose, também são fatores de risco. E ainda, mais raramente, existem os fatores infecciosos da parede arterial que, da mesma forma, podem ocasionar aneurismas. “Estas infecções normalmente são provocadas por bactérias como tuberculose, sífilis, ou ainda infecções fúngicas”.

Na maioria das vezes, os pacientes são assintomáticos, entretanto, os sintomas ocorrem quando há uma expansão abrupta do aneurisma e ruptura, levando ao sangramento. Nesses casos, observa-se dor, queda da pressão arterial devido à perda de sangue, que provoca palidez e mal-estar generalizado.

Dr. Marcelo recomenda que, após os 40 anos, seja realizado um ultrassom de abdome, que é um exame com acesso mais simples. “Além disso, é essencial adotar um estilo de vida saudável, controlar os fatores de risco e realizar exames médicos regulares para identificar e tratar problemas potenciais precocemente. E se houver suspeita de um aneurisma, é fundamental procurar avaliação médica imediatamente para o diagnóstico e tratamento adequado”, reforça o cirurgião vascular.

O cirurgião vascular e presidente da SBACV-SP, Dr. Fabio Rossi, também faz a mesma orientação quanto à prevenção e detecção precoce desse problema de saúde: “A prevalência do aneurisma de aorta abdominal aumenta com a idade, especialmente em pacientes portadores de fatores de risco, como hipertensão arterial, tabagismo, colesterol alto e diabetes. Como medida preventiva, é recomendado que todos os homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 75 anos, que possuam ao menos um fator de risco, realizem uma ecografia com doppler vascular. Esse método é não invasivo e amplamente disponível em consultórios vasculares. Além disso, indivíduos com histórico familiar de aneurismas devem realizar o exame, independentemente da presença de outros fatores de risco”.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br


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