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sábado, 22 de julho de 2023

Uma perspectiva freudiana sobre os memes e a conexão social

Freud considerava o bom humor como um recurso valioso em nossa vida psíquica, ajudando-nos a lidar com o estresse, expressar nossos desejos de maneira socialmente aceitável e fortalecer nossos relacionamentos. Nessa perspectiva, os memes refletem as ideias de Freud, uma vez que eles estabelecem uma conexão imediata e um senso de pertencimento. 

Quando encontramos um meme que nos faz rir ou que captura perfeitamente uma situação em que nos encontramos, experimentamos um senso imediato de conexão com os outros. Através desses vídeos e imagens compartilhados, encontramos uma linguagem comum que transcende barreiras culturais e nos permite nos identificar com pessoas que compartilham experiências semelhantes.

Assim como Freud descrevia o bom humor como uma forma de comunicação social, os memes também atuam como uma linguagem de grupo. O humor, os trocadilhos inteligentes e as referências compartilhadas nos memes nos fazem sentir parte de uma comunidade virtual, onde nos sentimos compreendidos e aceitos. Essa conexão instantânea com pessoas que compartilham experiências semelhantes fortalece nossa sensação de pertencimento e contribui para o desenvolvimento de relacionamentos sociais mais fortes.


Memes como Mecanismos de Defesa Psicológica

Freud também destacou a função do bom humor como um mecanismo de defesa psicológica. Os memes desempenham um papel semelhante, oferecendo uma fuga temporária dos desafios diários e das tensões da vida. Ao nos depararmos com um meme engraçado, somos capazes de rir das dificuldades e encontrar alívio em momentos de estresse. Os memes nos ajudam a enfrentar os contratempos de uma maneira mais leve e nos permitem sublimar nossos sentimentos de uma forma socialmente aceitável. Essa função terapêutica dos memes contribui para o nosso bem-estar emocional, oferecendo um momento de escape e relaxamento em meio às demandas do dia a dia.


Fortalecimento dos Relacionamentos Interpessoais

Além de promover a conexão social e funcionar como mecanismos de defesa, os memes desempenham um papel crucial no fortalecimento dos relacionamentos interpessoais. Ao compartilhar memes com amigos, familiares ou colegas de trabalho, estabelecemos vínculos e criamos um senso de intimidade. Os memes são uma forma de comunicação afetiva, pois ao compartilhá-los, estamos transmitindo não apenas humor, mas também um senso de camaradagem e conexão. Essa interação baseada em memes fortalece os laços entre as pessoas, proporcionando um terreno comum para a expressão de sentimentos e pensamentos.

Apesar dos benefícios dos memes, é importante lembrar que eles não devem ser usados como uma forma de evitar o enfrentamento dos problemas ou de negar as emoções mais difíceis. Assim como Freud alertou sobre o bom humor saudável, é essencial manter um equilíbrio entre a diversão e uma abordagem realista das dificuldades da vida. Embora os memes possam trazer alegria e pertencimento, eles não são a única solução para lidar com as complexidades emocionais. Reconhecer a importância dos memes como ferramentas valiosas, mas complementá-los com estratégias adequadas de enfrentamento, é fundamental para o desenvolvimento de uma saúde mental equilibrada. 



Nathalia de Paula - psicanalista clínica e educadora parental especializada em terapia emocional de famílias e terapia integrativa do sono infantil. Além disso, ela é co-fundadora e gestora do Instituto Lumina Educacional desde 2017, uma escola de ensino regular com educação infantil e fundamental.
@nathaliadepaula.parental
@nasuapsique


Entenda como funciona a psicologia reversa


 

A psicologia reversa é uma ferramenta utilizada para influenciar a decisão de alguém tanto em âmbito pessoal quanto profissional. É uma técnica de persuasão que faz com que a pessoa realize o oposto do que pretendia fazer ao ser influenciada por outra pessoa.

 

Após o período de pandemia, a psicologia reversa pode ter se tornado ainda mais importante. Para se ter ideia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo.

 

Além disso, a pandemia provocou um aumento global em distúrbios como ansiedade e depressão. De acordo com um estudo publicado no periódico científico The Lancet, foram 53 milhões de novos casos de depressão e 76 milhões de ansiedade em 2020.

 

Também de acordo com a OMS, o índice global de transtorno de ansiedade e depressão aumentou 25%, durante o primeiro ano de pandemia. Nesse cenário, a psicologia reversa pode ser de grande ajuda. 


 

No que consiste a psicologia reversa?

 

As formas mais eficazes de utilizar a psicologia reversa consistem em: fazer perguntas que podem ou não ser desafiadoras e também sugestões. Exemplo: Aposto que você não consegue fazer este cálculo. Isso vai desafiar a pessoa e fazer com que ela prove que ela é capaz. Já as sugestões: será que você poderia me auxiliar? Essa pergunta vence a resistência de pessoas que não conseguem receber ordens. 


 

Utilização do não: “Você não consegue me ajudar?”. Essa pergunta, faz com que se a pessoa não consegue dizer não, isso pode vir a gerar uma culpa nela. Então a pessoa venha a ter o desejo de ajudar. 


 

Utilização de recursos de privação: “Este produto está se esgotando, temos apenas duas peças”. Gera sensação de escassez, e faz com que a pessoa deseja adquirir o produto evitando que ela venha a pensar se realmente necessita deste produto. 

 

Uma outra pergunta ou forma de abordagem é fazer com que a pessoa possa reagir, por exemplo: “Será que esse é o melhor momento para você?”. A princípio pode parecer uma simples opinião, mas faz com que a pessoa queira provar, demonstrar ou não perder essa oportunidade. 

 

Outra forma muito importante é a autonomia pessoal, fazer com que a pessoa tenha plena consciência de que está agindo pelo seu próprio desejo. A abordagem sugerida é: “A decisão é sua”. Assim, a pessoa se sente no controle e se abre para aquilo que você está sugerindo. 

 

Ameaças não funcionam, geralmente são utilizadas em vendas, mas também podem ser usadas em relacionamentos visando sempre tirar o melhor das pessoas. Ameaças geram medo e privação, fazendo com que os objetivos não sejam alcançados.


 

A psicologia reversa pode ser perigosa?

 

Como qualquer técnica deve ser utilizada com o objetivo de extrair o melhor de uma pessoa ou público, melhores profissionais, no estudo, no condicionamento físico, relacionamento, alimentação e etc.

 

Deve ser evitada para manipulações como religiosa, utilizando erroneamente para obter proveito, manipulações de adolescentes, crianças, idosos, sempre com o objetivo de benefícios pessoais. Induções de atos que coloquem em risco a segurança física e psíquica de terceiros.

 

É preciso cautela com essas abordagens porque muitas pessoas com o desejo de se sentirem aceitas acabam entrando nesses desafios e acabam colocando em risco a sua saúde física ou psíquica. 


 

O impacto da personalidade da pessoa na psicologia reversa

 

A personalidade de um indivíduo ou de um público vai determinar como essa ferramenta deve ser aplicada. Daí a necessidade de se compreender um perfil e qual a melhor forma de abordá-lo.

 

Não se obter êxito, por exemplo, com abordagens extremamente competitivas com pessoas que tem o perfil altamente afetivo, onde colaborar é muito mais atraente do que competir e vencer. O troféu dessas pessoas é a colaboração. 

 

Em uma mesma situação, diferentes perfis vão achar uma forma de se sentirem vencedores, mas por meio diferentes, como colocado o exemplo de pessoas competitivas e pessoas afetivas. A moeda de troca dessas pessoas é completamente diferente. Daí a importância de se estudar e de se observar o público que se deseja fazer essa abordagem. 

 

Cabe dizer que é uma técnica bastante utilizada em campanhas de vendas, mas que requer cautela. O outro lado pode ter conhecimento dessa técnica e saber que está sendo manipulado e persuadido - o que não é agradável. 


 

 

Mara Leme Martins - PhD. Psicóloga e VP BNI Brasil - Business Network International, a maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do mundo.



Movimento consciente: a tendência crescente das práticas de exercícios mente-corpo

Freepik
A importância da conexão e do bem-estar pleno para amenizar o estresse e aliviar as tensões do dia a dia

 

O mundo está cada vez mais acelerado e com isso as pessoas buscam exercícios que beneficiam sua saúde física, mas também promovam o bem-estar mental e a redução do estresse. As práticas de atividades mente-corpo ganharam uma popularidade significativa, oferecendo uma abordagem holística ao condicionamento físico que combina movimento do corpo, atenção plena e equilíbrio emocional.

A essência do movimento consciente refere-se a uma forma de atividade física que enfatiza a integração do movimento físico, foco mental e percepção consciente. Combina os princípios da atenção plena com várias modalidades de exercícios para criar uma experiência holística e transformadora. Os princípios fundamentais do movimento consciente são: presença e conscientização, conexão mente e corpo, respiração consciente, consciência corporal, intenção e foco.

“Ao praticar o movimento consciente, os indivíduos podem não apenas melhorar sua aptidão física, mas também o bem-estar mental, o equilíbrio emocional e a integração geral mente-corpo. Oferecendo uma abordagem holística do exercício que vai além dos aspectos físicos, promovendo uma conexão mais profunda consigo mesmo e com o momento presente”, pontua Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech.

As práticas dão uma forte ênfase à conexão mente-corpo, reconhecendo que o movimento não é apenas um esforço físico, mas também uma experiência transformadora que abrange aspectos mentais, emocionais e espirituais.

Existem várias opções de exercícios mente-corpo que ganharam reconhecimento significativo por sua abordagem holística de condicionamento físico e bem-estar. Alguns dos exercícios mente-corpo mais conhecidos e amplamente praticados são os mais populares, Yoga, Pilates, Mat Pilates, Circuito Pilates e Tai Chi entre outras modalidades.

As modalidades oferecem diversas abordagens para o condicionamento físico holístico, enfatizando a integração do movimento físico, foco mental e percepção consciente. Cada prática tem seus próprios benefícios exclusivos, e os indivíduos podem escolher aquela que ressoa com seus interesses, objetivos e preferências.

Além dos benefícios mentais e emocionais, a prática fornece ferramentas eficazes para a redução do estresse, controle da ansiedade e melhora do humor e maior controle das emoções.

Segundo Eduardo, “à medida que nos esforçamos por uma abordagem mais equilibrada e holística do condicionamento físico, a tendência do movimento consciente continua a aumentar. A incorporação de práticas de exercícios mente-corpo na rotina de condicionamento físico não apenas contribui para a força física e a flexibilidade, mas também nutre o bem-estar mental, criando uma conexão harmoniosa entre o corpo e a mente”.


Liberdade de escolhas

A liberdade de escolha carrega consigo definições equivocadas, onde muitos acreditam que liberdade é fazer tudo que quer, muitas vezes sem considerar as consequências, ou quem será atingido por tal escolha. No entanto, o existencialismo entende como uma  definição clara de liberdade a possibilidade de fazer escolhas. Sartre diz “Estamos condenados a ser livres”, e isso significa que não há como não ser livre, pois não podemos não escolher. 

Fazer escolhas não é um processo fácil, pois implica avaliar as opções e também renunciar. Todos nós carregamos conosco a liberdade de escolha, porém cada um realiza suas escolhas a partir de suas perspectivas e experiências de vida.

 

O ato de escolher é algo totalmente inevitável, pois a todo momento precisamos decidir por alguma coisa. Por exemplo, ao se deitar, você escolhe fechar seus olhos e tentar dormir ou mexer no celular até pegar no sono. Ao ser convidado para um evento, você tem o direito de escolher aceitar ou recusar o convite, e o mesmo acontece em tantas outras realidades ao longo de apenas um dia.

A escolha nem sempre é algo agradável, pois pode ser muito angustiante refletir sobre os prós e contras de qualquer decisão a ser tomada. Pois, a partir do momento que conscientemente fazemos uma escolha, carregamos a responsabilidade sobre a mesma. Contudo, nem sempre acertamos em nossas escolhas, o que deveria nos garantir um certo aprendizado, pois como é de conhecimento popular “devemos aprender com nossos erros.”

Considerando o processo de escolha em cada faixa etária, devemos começar ensinando nossas crianças a refletir sobre a importância de uma boa escolha, a partir da avaliação dos desejos momentâneos, sem se deixar levar pelo imediatismo. Como dito anteriormente, ao fazermos uma escolha renunciamos uma possibilidade.

A liberdade de escolha é uma habilidade que deve ser estimulada ao longo de toda nossa existência, visto que a forma como vivemos é um ato de escolha. Por isso, é importante considerar nossas vivências ao ensinar nossos filhos, sejam eles crianças ou adolescentes, que “viver é isto: ficar se equilibrando todo o tempo entre escolhas e consequências” (Sartre).

Se um pai ou uma mãe mostra para o filho pequeno que se ele não guardar os brinquedos ficará sem assistir a um desenho, está levando a criança a refletir sobre a consequência. O mesmo deve ser feito com o filho adolescente quando ele pede para sair com os amigos, ou seja, é necessário que os pais apresentem os pontos que o levarão a refletir antes de dizer sim ou não (liberdade de escolha).

Nossas escolhas não devem ser feitas a partir de uma verdade absoluta, pré-determinada, mas de uma leitura consciente das possibilidades.

Não existe uma idade certa para estimular o que é certo ou errado, pois todos os dias nós somos modelo de escolha para o outro, principalmente para nossos filhos. Por isso, é importante, antes de tudo, conversar e deixar claras as opções, as consequências e a responsabilidade que eles têm sobre suas próprias escolhas.

 

Aline Tayná de Carvalho Barbosa Rodrigues - Psicóloga Escolar no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).



Dilemas do cotidiano

Por anos o pintor Paul Gauguin (1848-1903), que legou ao mundo uma bela e controvertida biografia, viveu um dilema: ser ou não ser artista. Levava vida confortável, ganhando dinheiro como corretor de valores. Para atender, talvez o pulsar da arte, talvez a vaidade, punha-se de artista nos fins de semana. 

Em 1882, o mundo econômico ruiu (crises não são novidades). Foi-se o dilema; havia um argumento imperioso recomendando o caminho do artista. Mais: havia fatos cogentes a desobrigá-lo da condição de, quem sabe, futuro próspero homem de negócios.

 

Dilema é uma figura da lógica: “raciocínio cuja premissa é alternativa, de sorte que qualquer dos seus termos conduz à mesma consequência”. O vocábulo foi furtado da acepção acadêmica, ganhando um sentido figurado: “situação embaraçosa com duas saídas difíceis ou penosas” (Aurélio).

 

Desde que se tornou artista, aliás, sem reconhecimento ao seu tempo, Gauguin jamais padeceu dessa desagradável aflição de viver para enricar. Por escolha, levou vida devassa. Teria dispensado indagações morais por uma razão simples: exonerara-se de qualquer submissão à moral vigente.

 

Não obstante esse estado de desprendimento dos costumes e independência intelectual que os espíritos ilustrados alcançam, nas anotações de suas memórias, publicadas como livro em 1903, intitulado Antes e Depois, ele confessa um dilema.

 

“Tenho um galo. Ele é bonito e me diverte. Tenho uma galinha cinza prateado, de penas arrepiadas; ela cavoca, bica, estraga as minhas flores. Não faz mal, ela é engraçada sem ser pudica: o galo lhe faz sinal com as asas e com as patas, e logo ela oferece o seu sobrecu.

 

Lentamente, vigorosamente, ele monta nela. As crianças riem; eu rio. Que penúria, nada pra comer. Se eu comesse o galo? Ele estaria muito duro. A galinha, então? Mas eu não me divertiria mais vendo meu galo de asas púrpuras, de pescoço dourado, de rabo preto, montar na sua galinha. As crianças não ririam mais. Continuo com fome!!!” (Editado).

 

Seu dilema, ainda que tangido pela fome, suponho de entretenimento: um gracejo de si para consigo. Há quem saiba motejar com própria penúria: Gauguin continuou com vontade de comer diante da “insolúvel” dúvida sobre qual galináceo seria a comida que, afinal, não comeu.

 

Não era dilema elevado, hamletiano: “Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre em nosso espírito sofrer pedras e setas com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja, ou insurgir-nos contra um mar de provações e em luta pôr-lhes fim?” (A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, Shakespeare).

 

Talvez essa seja a reflexão (ou ameaça metafórica) mais famosa da literatura universal. Famosa, ainda que “reduzida” à sua introdução: “Ser ou não ser, eis a questão”. Sobre o contexto do dito ou o significado do dizer pouco se sabe, dado que o sabê-los exigiria frequentar a obra.

 

Bem, quero dizer que as angústias da humanidade não costumam alcançar alta indagação; não são kierkegaardianas (compreensão da possibilidade de ser livre), ou heideggerianas (percepção do nada absoluto sobre o qual se configura a existência).

 

A vida soe ser afeita a muitas certezas e poucas dúvidas. Os dilemas da vida corrente, em geral, não são filosofia. Nem alcançam a interrogação (talvez, de fato, uma afirmação) do dramaturgo inglês. Eles são tais e quais a jocosa indecisão do artista francês.

 

Na vida cotidiana, já com sobrepeso, temos prazer e culpa ao comer; ficamos horas satisfeitas e culpadas nas redes sociais; mulheres trabalham e se acusam (ainda, muitas) em dívida com os afazeres da vida doméstica; homens (alguns) se dividem entre mais trabalho ou mais dedicação aos afetos do lar.

 

Moralismos e conformações: ardoroso prazer de dormir com outro alguém, culpa por crer que “traiu” o alguém contratual; pagar feliz pela busca de aparência, sofrer por não alcançar o tipo ideal; alegria de beber para fugir da mediocridade, ressaca moral por encontrar-se consigo mesmo ao fim do efeito do porre.

 

Todos estamos sujeitos a circunstâncias dilemáticas. Grandes ou pequenas, elas nos podem deixar boquiabertos. Existe, contudo, quem controle melhor as coisas e não se deixe apanhar pasmado numa “sinuca de bico”; perspicazes sabem divisar situações de saída difícil.

 

Dilemas: há quem saiba identificá-los, medi-los e eleger os seus. Rendo-lhes reverência. Gauguin, para seus fins, escolheu um pequeno. Não ouso concluir se com ele se divertia, ou se exprimia rancor à ingratidão que a sua época lhe dedicou. Mas ele o escolheu.

 

Há, todavia, quem não tenha uma boa medida dessas coisas e se deixe levar de atropelo, pondo-se titubeante a deliberar mais sobre o que seriam os custos de uma escolha difícil do que a respeito do encurralamento existencial que um dilema propriamente dito nos traz.

 

Escolha implica perdas, porém, contempla solução. Dilema é a gravidade que não tem saída satisfatória. Quem não suporta perdas idealiza dilemazinhos: decisões de não decidir. Covardias do sobreviver diário. Gente assim pega gosto disso e nisso leva a vida. Fazer o quê? 

 

Léo Rosa de Andrade

Doutor em Direito pela UFSC.

Psicanalista e Jornalista.

Por que nutrir boas amizades é tão importante?

No Dia do Amigo, especialista do CEJAM explica a importância da relação para a saúde e qualidade de vida

 

Manter vínculos sociais é uma parte essencial da vida em sociedade e, indiscutivelmente, as relações de amizade ocupam uma parcela significativa nessa esfera. O rapper Emicida estava certo ao cantar que "quem tem um amigo, tem tudo", pois, quando se trata desse laço afetivo, aqueles que têm uma base sólida são os que mais prosperam.

Tema de músicas, poesias, filmes e livros, a relação ganhou até uma data comemorativa no Brasil, celebrada em 20 de julho, conhecida como Dia do Amigo. E convenhamos, a verdade é que as dimensões de ser e ter um amigo são inúmeras e refletem bastante na qualidade de vida e saúde de ambas as partes.

Estudos realizados pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indicam que ter boas amizades pode aumentar em até 10 anos a expectativa de vida de uma pessoa. "A amizade sólida ajuda na longevidade e pode ser entendida como uma fonte de felicidade, já que produz neurotransmissores capazes de gerar bem-estar, como aquela sensação que alcançamos ao praticar exercícios físicos, por exemplo", afirma Marcus Malavasi, psicólogo do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim".

Não só isso, acredita-se que o fato de ter amigos contribua para o bom humor, fortaleça o sistema imunológico e reduza a ansiedade. "A troca de afeto ajuda a diminuir a liberação de alguns hormônios relacionados ao estresse, como cortisol e adrenalina, o que influencia nesses tópicos", complementa o psicólogo.

Poder contar com um amigo também é uma forma de prevenir doenças de diferentes graus. De acordo com a Associação Americana do Coração, o isolamento social e a solidão podem estar diretamente ligados a um aumento de cerca de 30% no risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Da mesma forma, estudos do New King's College, de Londres, sugerem que a solidão também pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Ao mesmo tempo, as amizades são convenientes para o desenvolvimento positivo da saúde mental e para a construção de identidade e autoestima. "Isso ocorre porque o sentimento de pertencimento a um grupo gera uma sensação de responsabilidade com relação aos outros, o que, por sua vez, confere significado à vida do indivíduo, permitindo que ele cuide melhor de si mesmo e se sinta útil e importante na vida de alguém. E isso, consequentemente, favorece o amor-próprio", explica Marcus.

Mas, apesar de todas essas vantagens, a população brasileira ainda vem sofrendo com os reflexos da pandemia de Covid-19, já que o isolamento dos últimos três anos enfraqueceu muitos laços, ou definitivamente os romperam.

Em 2021, o levantamento Perceptions of the Impact of Covid-19, realizado pela Ipsos em 28 países, constatou que o país ocupava o primeiro lugar no ranking de pessoas que mais se sentiam sozinhas, o que reforça ainda mais a importância de criar e nutrir um bom círculo de amigos.

O fato é que a necessidade desse tipo de relação para a humanidade não vem de hoje e, há muito tempo, exerce um papel primordial para a nossa evolução. "As amizades são uma parte significativa da vida e estão entre os relacionamentos mais valiosos que temos. A presença de amigos nos ajuda a lidar com traumas ou situações difíceis e a enxergar as coisas sob uma nova perspectiva, além de deixar tudo mais bonito", finaliza o profissional.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
(@cejamoficial)
cejam.org.br/noticias.


Especialista em frio dá dicas sobre como aquecer o corpo nas baixas temperaturas do inverno

 

Marco Brotto, O Caçador de Aurora Boreal, tem mais de 10 anos de experiência em expedições ao Ártico e ensina truques para a hora de se vestir


Os termômetros despencaram no Brasil e nem todo mundo está preparado para as baixas temperaturas. Afinal, como ficar aquecido sem ter roupas térmicas ou específicas para o frio? Marco Brotto, conhecido como O Caçador de Aurora Boreal, é um especialista em viagens aos países do Ártico em busca das tão sonhadas Luzes do Norte, as auroras boreais. Nas expedições, Brotto aprendeu as melhores formas de manter o corpo aquecido mesmo em temperaturas negativas.

“É preciso organização para encarar a neve e as situações climáticas bem diferentes do Brasil. Geralmente os brasileiros não fazem ideia de roupas e dicas para combater o frio”, explica. Para quem deseja ver a aurora boreal é preciso saber de antemão que a temperatura média tem muita amplitude. Nos meses de setembro chega a 18ºC positivos e no inverno até -40ºC.

Atualmente morando em Curitiba, Brotto enfrenta na capital paranaense um inverno rigoroso para os padrões brasileiros com a temperatura abaixo dos 10ºC nos dias mais gelados. "As pessoas precisam entender o papel da escolha adequada dos tecidos das roupas e a importância de cobrir as extremidades do corpo, isto faz toda a diferença", detalha.

Confira as dicas do Caçador de Aurora Boreal:


Cubra sempre a cabeça
A cabeça é o lugar do corpo que mais perde calor e nessas horas quem não tem cabelo sente mais frio. A dica é sempre cobrir a cabeça com gorros, lenços, bonés, tudo para não deixar a temperatura no corpo se dissipar. E, ao lavar os cabelos, seque sempre com secador. Cabelo úmido é sinônimo de frio.


Evite roupas jeans
Nada pior do que roupas de algodão nos dias frios, então evite calças jeans ou qualquer traje nesse tecido. “O algodão é péssimo para reter calor. O melhor tecido é a lã”, diz Brotto. Blusas, meias, gorros e outras roupas de lã vão garantir um inverno quentinho.


Frio no pé? Use as mãos
Você é daqueles que sente muito frio no pé? Então esqueça a sobreposição de meias. A dica é bem fácil de seguir: tire as meias e com as mãos faça movimentos que deixem o pé quente. Após sentir o pé aquecido, vista a meia. “Esta dica é ótima! O aquecimento dos pés com as mãos faz o sangue circular e a pessoa se sente mais confortável imediatamente”, informa Brotto.


Toda atenção quando sair do banho
A temperatura no banheiro deve ser a mesma fora dele para que o calor do corpo se mantenha. “O ideal é deixar um aquecedor ligado para que a pessoa não perca o calor do corpo enquanto se seca e troca de roupa”, conta Brotto. Caso não tenha aquecedor em casa, se vestir ainda dentro do banheiro é uma boa opção.


Mantenha a pele aquecida
Você tem aquecedor em casa, lareira ou forno a lenha? Então vale a pena sentar uns minutinhos em frente a estas fontes de calor usando pouca roupa. Desta forma a pele vai aquecer e, de quebra, o corpo todo fica quente. Só quando sentir a pele quente vista uma roupa. Manter a pele quente é a garantia de um corpo aquecido.


Beba líquidos quentes
Optar por alimentos termogênicos, ou seja, aqueles que ajudam o corpo a produzir mais calor, como a canela, o gengibre, café, chocolate e o chá verde são uma excelente opção. Agrada ao paladar e aquece o corpo, ou seja, perfeito!


Sexualidade de pessoas com Síndrome de Down: desejos e individualidades devem ser respeitados

Debate aberto entre as famílias e a sociedade é a melhor solução contra o preconceito e a desinformação

 

A sexualidade das pessoas com síndrome de Down ainda é um tabu para a sociedade. Apesar do aumento da expectativa de vida, da melhoria dos indicadores de saúde e da gradativa inclusão social, o sexo ainda é um assunto pouco debatido ou visto com preconceito até mesmo pelas famílias. Nícolas Cayres, ginecologista e professor do curso de Medicina do CEUB, esclarece que – apesar desses indivíduos terem graus variados de déficit cognitivo, dependência e infantilidade – os hormônios seguem em pleno desenvolvimento.  

O especialista explica que o surgimento da curiosidade e do desejo acontece para eles naturalmente, como para qualquer outro jovem e adolescente. “Isso implica que a questão reprodutiva e sexual é algo que não pode ser ignorado. Apesar de muitas famílias sequer tocarem neste assunto”, comenta Nícolas. No mês Internacional da Síndrome de Down, o CEUB compartilha análises de especialistas que buscam ampliar o debate sobre as particularidades e necessidades dessa população ainda bastante invisibilizada no país.  

Um dos mitos mais difundidos é o da hipersexualização das pessoas com Down. “A frequência da masturbação para o Down pode ser compreendida como um reflexo da falta de atividades, sobretudo prazerosas. Isto não significa, portanto, que eles tenham necessidades sexuais exageradas, mas sim uma restrição a outras fontes de prazer e alegria”, comenta o professor do CEUB. “Além disso, aqueles que são muito dependentes, dificilmente chegarão a praticar sexo, podendo a masturbação vir a ser a única forma de expressão sexual”, acrescenta Cayres. 

O professor indica como melhor caminho trabalhar atitudes que eduquem para uma sexualidade saudável. “A depender do grau de déficit cognitivo, pode ser interessante o uso de contraceptivos, pois muitas garotas com Down podem levar uma vida bem próxima do normal, chegando a namorar e casar. A escolha de método e via de administração deve ser feita de forma individualizada, juntamente com o ginecologista, levando-se em conta o perfil da paciente”, comenta o professor. “Se você tem um filho com Down, não ignore suas necessidades”, acrescenta. 

 

Orientações para pais de pessoas com Down: 

• A sexualidade é algo natural e acontece para as pessoas com síndrome de Down do mesmo modo que acontece para os demais jovens e adolescentes. 

• É importante compreender que o sexo é uma necessidade de todo ser humano. As pessoas com Down precisam ser respeitadas na sua individualidade e no seu desejo.

• A melhor prática é a educação sexual. Conversar e orientar sobre o corpo e partes íntimas que não devem ser tocadas por estranhos. 

• No caso das meninas, o acompanhamento regular do ginecologista após o início da puberdade é fundamental. 

• É importante um debate aberto entre as famílias, os médicos e as pessoas com Down sobre o método contraceptivo mais indicado para cada caso.


Guia essencial para ajudá-lo a entender o que realmente importa

Descubra neste lançamento da Latitude como enfrentar conflitos diários e refletir sobre valores e metas realistas


Saúde, família, amigos, amor, paixão, educação, trabalho... são as respostas usuais para a pergunta: o que importa na vida? Apesar da explicação estar na ponta da língua, ela não resolve o problema central: como valorizar essas coisas? A renomada professora de Filosofia da Universidade de Minnesota, Valerie Tiberius, convida os leitores a refletirem sobre seus valores, metas e conflitos internos no guia filosófico O que você quer da vida?, lançamento da Latitude.

Com base em sua experiência acadêmica e pesquisas sobre bem-estar e valores humanos, Valerie explora questões fundamentais que ajudam a compreender o que realmente importa em meio a um mundo caótico e impiedoso. A filósofa auxilia o leitor a identificar e gerenciar conflitos, aborda temas como conexão consigo mesmo, influência social, resiliência e superação, além de discutir temas como preconceito de gênero e discriminação.

Mesmo os que não gostam de Filosofia poderão realizar uma autorreflexão e aprender com a especialista. “Quando digo que ensino Filosofia, fazem aquela cara de desespero. Eu tentei escrever este livro sem jargões e voltado para não especialistas”, confessa Valerie. Em termos simples, O que você quer da vida? é um livro sobre realização de valores e estratégias para alcançá-los diante das adversidades.

Os conflitos entre nossas metas e o mundo frustram
nossas buscas e nos distanciam da conquista.
Nossa vida se torna melhor quando sabemos de
que forma podemos gerenciar esses conflitos,
e a boa gestão exige primeiro um bom entendimento
do que é importante para nós
.

(O que você quer da vida?, p. 16)

Ficha técnica:

Título
: O que você quer da vida?
Subtítulo: Um guia filosófico para refletir sobre o que realmente importa Autora: Valerie Tiberius
Tradução: Luciane Gomide
Páginas: 224
ISBN: 978-65-89275-42-8
Selo: Latitude
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 64,90
Onde encontrar:
Amazon 

Sobre a autora: Valerie Tiberius é professora de Filosofia na Universidade de Minnesota, Estados Unidos, e cátedra Paul W. Frenzel, em Artes Liberais. Suas pesquisas estão voltadas principalmente sobre a temática de como as pessoas podem viver melhor. Seus trabalhos acadêmicos lhe renderam publicações importantes como The reflective life: living wisely with our limits (Oxford, 2008) e Well-Being as value fulfillment: how we can help each other to live well (Oxford 2018).


Latitude
@latitudelivros


Sabor e Desejo: Como os alimentos afrodisíacos podem aumentar sua libido

Em meio aos desafios da vida moderna, a nutricionista Vanessa Costa revela como a saúde e o bem-estar influencia na libido feminina 

 

Que tal aproveitar o mês para falar sobre um assunto que costuma ficar em silêncio no universo feminino: a sexualidade feminina. Infelizmente, a falta de espaços seguros e acolhedores para discutir abertamente a sexualidade feminina pode fazer com que as mulheres se sintam desconfortáveis ou envergonhadas para falar do assunto. Pensando nisso, a nutricionista Vanessa Costa, Especializada em Nutrição Estética e Saúde da Mulher - Criadora do Método Reset, revela como a alimentação influencia na libido feminina. 

Em diversos momentos da nossa vida como o período pós-parto e na menopausa as oscilações hormonais em grande parte afetam a nossa libido, mulheres com ovário policístico (SOP), hipotireoidismo e outras condições hormonais também podem sofrer com a falta de libido em algum momento da vida. “Níveis altos de estresse e sobrecarga de trabalho, bem como a falta de sono adequado e o cansaço crônico vão com certeza diminuírem o seu desejo sexual”, relata Vanessa. 

Algumas condições crônicas como diabete, doenças cardíacas além de uso de medicações como antidepressivo e até os próprios contraceptivos podem levar você a ter uma baixa de libido. Mas porque estamos apontando todos esses fatores aqui? 

“O excesso de informação nos leva a crer que consumir três chás, cinco frutas ou dois alimentos específicos irão resolver o problema e ajudar a aumentar a libido e eu preciso te dizer que isso não é verdade. Existem alimentos sim que combinados podem ajudar o seu corpo a funcionar melhor e com isso contribuir para melhorar a sua libido, mas você entende que o problema é muito mais complexo, você é um ser complexo e precisa de cuidados como um todo?”, revela a nutricionista.

É importante destacar que a falta de libido pode ter causas diversas do que a simples diminuição do desejo sexual e precisa ser diagnosticada e tratada na sua totalidade. 

  • Consuma uma variedade de alimentos ricos em nutrientes, como frutas, legumes, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Esses alimentos fornecem os nutrientes essenciais para a produção de hormônios sexuais e a manutenção da saúde sexual.
  • Inclua fontes de ômega-3, como peixes gordurosos, sementes de chia e nozes, que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular, fundamentais para a função sexual saudável.
  • Evite o consumo excessivo de alimentos processados, açúcares refinados e gorduras trans, que podem ter efeitos negativos na saúde geral e na libido.
  • Pratique atividade física regularmente, pois ela vai ser a responsável por aumentar a circulação sanguínea, melhora a saúde cardiovascular e promove a liberação de endorfinas, hormônios do bem-estar, que podem estimular a libido.
  • Gerencie o estresse uma vez que o estresse crônico pode afetar negativamente a libido. Encontre maneiras saudáveis ​​de gerenciar o estresse, como meditação, ioga, técnicas de respiração, massagens ou hobbies relaxantes.
  • Priorize o autocuidado e reserve tempo para si mesmo. Aproveite atividades prazerosas, como ler um livro, tomar um banho relaxante ou ouvir música, para aliviar o estresse e promover o bem-estar emocional.
  • Estabeleça limites saudáveis ​​e aprenda a dizer "não" quando necessário, para evitar sobrecarregar-se e priorizar sua saúde e bem-estar.


Vanessa Costa - nutricionista especializada em Nutrição Estética e Saúde da Mulher, é a criadora do Método Reset. Além disso, desde os 21 anos é empreendedora e fundadora de uma federação esportiva. Diariamente, Vanessa compartilha em suas redes sociais estratégias, receitas e seu estilo de vida, inspirando mais de 80k mulheres a alcançarem a felicidade e recuperarem o controle de suas vidas.


Especialista indica 5 atividades para crianças com autismo nas férias escolares

Divulgação/Genial Care
Previsibilidade e planejamento trazem mais conforto para os pequenos


As férias escolares de julho estão em andamento, e essa é uma época em que as crianças ficam com bastante tempo livre durante alguns dias. É também uma oportunidade para que a família aproveite mais a presença dos pequenos. No caso das crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista), alguns cuidados e dicas podem tornar esse momento ainda mais divertido e agradável. 

“As férias são um momento primordial para que a criança passe mais tempo com cuidadores ou outras pessoas a quem ela não tem tanto acesso”, explica a psicóloga da Genial Care, healthtech multidisciplinar para tratamento da criança com autismo, Julia Amed. “Além disso, é também um período para explorar e estimular os interesses e vontades da criança”.

No entanto, a psicóloga da Genial Care alerta que é preciso que os cuidadores compreendam que a pausa nas atividades escolares e a rotina diferente tendem a gerar desconforto para a criança. Por isso, as ações com a criança devem ser planejadas e realizadas com os cuidados necessários.  

“Uma dica importante que os cuidadores devem ter em mente é sobre o planejamento da rotina, considerando as particularidades da criança. Se há uma sensibilidade maior a sons altos, por exemplo, o ideal é buscar lugares abertos e que não tenham muitos barulhos imprevisíveis, como música alta e pessoas gritando ", ressalta a psicóloga.

A seguir, a especialista indica cinco atividades para aproveitar melhor as férias com as crianças, confira!


Atividades sensoriais

Brincadeiras com massinha e argila podem ser uma boa opção, caso a criança se interesse e não se sinta incomodada. Levar a criança a jardins sensoriais, piscinas aquecidas ou de bolinhas também são alternativas interessantes. 


Cozinhando em família

Que tal incluir a criança no preparo das refeições? É possível tornar esse momento divertido propondo brincadeiras de adivinhação dos sabores, em que a criança com os olhos fechados tenta adivinhar qual é o alimento que está provando ou mesmo o sabor que está percebendo: doce, salgado, azedo… Sempre lembre que a escolha das comidas depende do gosto das crianças, mas pode ser uma ótima forma de introduzir novos sabores e texturas de forma divertida.


Passeios ao ar livre

Parques, praças, jardins e praias podem ser uma excelente opção, e contam com diversos estímulos visuais, táteis e auditivos, além do contato com a natureza. Deixe que a criança explore esses espaços de acordo com suas capacidades e interesses. 


Passeios culturais

Para crianças que gostam de arte, ciências e outras atividades culturais, a visita a museus, centros culturais e estações de ciência pode ser uma ótima oportunidade de proporcionar diversão e entretenimento para os pequenos, considerando os limites de cada um. 


Interação com animais

A interação de crianças com TEA e animais estimula a manifestação afetiva e a expressividade de emoções. Além da interação com animais de estimação da família e de amigos, a visita a espaços como aquários e sítios pode ser muito interessante para os pequenos. 

“Cada criança é única, e é muito importante respeitar os limites e as experiências de cada uma. É fundamental levar em consideração os gostos e escolhas dela na hora de decidir quais atividades realizar durante as férias. Além disso, o ideal é planejar qualquer uma das atividades com antecedência, comunicando à criança quais são os planos, o que ela vai encontrar, mostrando imagens relacionadas à atividade e reforçando o quanto será divertida a experiência”, conclui Julia.


Genial Care
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