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sábado, 22 de julho de 2023

Como encontrar o equilíbrio perfeito quando se trata de compartilhar nossas vidas online

Soluções da Samsung trazem etapas simples para manter seus dados, privacidade e segredos seguros e protegidos

 


A geração Z, sendo a primeira em que as pessoas cresceram totalmente online, talvez tenha uma compreensão profunda do que pode ou não ser compartilhado em plataformas online, o que não significa que, às vezes, elas não publiquem conteúdo demais. Então a pergunta é: quanto compartilhamos além da conta sem perceber?

 

 

Esqueça os check-ins em locais conhecidos ou marcações nas contas dos seus amigos: seu smartphone pode já estar fornecendo essas informações, quer você saiba ou não. De acordo com um relatório de 2018, os dados de localização são relatados para aplicativos de smartphones até 14 mil vezes por dia. Além disso, estamos compartilhando dados involuntariamente de outras maneiras.

 

 

Em uma pesquisa recente da BDG Studios/OnePoll com mais de 1.000 pessoas da geração Z dos Estados Unidos1, 22% dos entrevistados relataram ter enviado acidentalmente a um colega de trabalho ou chefe uma mensagem embaraçosa ou pessoal que seria originalmente destinada a familiares ou amigos.

 


Para complicar ainda mais a situação, 36 entrevistados afirmam que o conteúdo enviado por engano era uma “mensagem íntima” destinada a um parceiro romântico.

 


Também estamos recebendo informações de forma involuntária. Já recebeu alguma transferência de arquivo instantânea indesejada? Você não está sozinho. Nessa mesma pesquisa, 46% dos entrevistados admitiram ter recebido um arquivo não solicitado de um estranho.

 

 

Além de ser indesejável, deixar seu Bluetooth aberto e desprotegido oferece a estranhos uma porta de entrada invasiva para seus dados privados.

 

 

Com a Samsung, as pessoas têm acesso a inúmeros recursos pensados para evitar essas e outras situações. Para começar, há o Private Share, que mantém facilmente todas as informações do seu smartphone criptografadas com segurança para proteger você e sua privacidade.

 

 

O recurso permite que os usuários escolham quais fotos, áudios e documentos enviar para pessoas específicas – e pode até definir uma data de validade para os dados –, para que você decida quem vê o quê e quando.

 

 

Outra ferramenta é o Painel de Segurança e Privacidade da Samsung, para decidir quem pode acessar seus dados e quando, permitindo que eles ativem e desativem facilmente as permissões de aplicativos ou até mesmo desativem o acesso à câmera e ao microfone.

 


 

Torne o compartilhamento excessivo não intencional uma coisa do passado com o futuro da Samsung.

 

 


Samsung Electronics Co. Ltd.
https://news.samsung.com/br



1 A Samsung colaborou com o Bustle Digital Group (BDG) para realizar uma pesquisa on-line entre novembro e dezembro de 2022 com uma amostra de 1.000 residentes dos EUA entre 18 e 25 anos de idade.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Elite Daily em 22 de dezembro de 2022. Clique aqui para saber mais.

 

Férias escolares: mais do que lazer, oportunidade de autoconhecimento, saúde mental e fortalecimento de vínculos

 A pausa do mês de julho não representa só descanso e lazer para as famílias: é um momento para ampliar os laços entre pais e filhos e valorizar os potenciais das crianças


As férias de julho chegaram e com elas a possibilidade de vivenciar novas experiências que envolvam toda a família, especialmente as crianças. Assim, pais, filhos e irmãos têm a oportunidade de fortalecer os vínculos, pois passam a conviver por mais tempo, o que favorece o autoconhecimento das crianças, incentiva e desperta habilidades e reforça a autonomia. 

E tudo isso pode ocorrer quando pais e responsáveis envolvem ao máximo as crianças nas atividades de lazer e cotidianas das férias, especialmente as famílias que vão viajar. Por exemplo, é prazeroso e produtivo conversar sobre o planejamento das atividades que serão desenvolvidas. “Um excelente começo para despertar o senso de pertencimento e de autoconhecimento das crianças”, recomenda a coordenadora de Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Bom Jesus, Isabel Cristina Marconcin. Entre as atividades estão a seleção da hospedagem, do translado, dos passeios e até da bagagem a ser levada. 

Outros pormenores que envolvem uma viagem também auxiliam no processo de ampliação da autonomia dos filhos, como verificar o custo da viagem e o orçamento disponível. “Assim, os pais aproveitam para mostrar o valor de planejar e de cuidar com os gastos, de modo a educar financeiramente os filhos”, orienta. Pesquisar em família sobre as informações do local a ser visitado, sobre as opções de lazer, de atividades culturais e de alimentação também fortalece os laços e contribui para reforçar o senso de responsabilidade das crianças. “Investir na autonomia das crianças e fortalecer a autoconfiança delas é muito importante”, analisa Isabel. 

A coordenadora recomenda que, durante a viagem, os pais fiquem o maior tempo possível com as crianças, para que elas percebam a dedicação, o carinho e o cuidado dispensados a elas. Isso pode ser demonstrado, por exemplo, durante uma conversa sobre a experiência do passeio, sobre os atrativos turísticos, as pessoas do local e a gastronomia.  

A especialista do Bom Jesus ressalta ainda que, assim, as férias acabam sendo um período importante para se criar memórias afetivas e não apenas para o descanso e o lazer. “Essas memórias nos acompanham durante toda a vida, contribuem para o desenvolvimento da autoconfiança e da saúde mental, além de fornecerem conforto, mesmo na idade adulta”, destaca. 

 

Para quem não vai viajar, opções para fazer em casa ou ao ar livre podem ser produtivas 

Caso a opção da família para aproveitar as férias seja ficar em casa, uma dica é visitar pontos turísticos da cidade, como parques e praças, ou, até mesmo, fazer passeios de um dia em locais mais próximos. Outra opção é visitar exposições em museus, ir ao teatro e ao cinema. “As atividades culturais contribuem para ampliar o repertório da criança e fornecem subsídios para boas conversas”, ressalta Isabel. E se os pais ou responsáveis não estiverem de férias, não há problema: a dica é investir na qualidade dos momentos juntos, “por meio da sua presença plena, da dedicação e da interação total com a criança”, recomenda Isabel. 

Outra opção é buscar atividades interessantes e criativas para fazer em casa com os filhos, propiciando momentos de trocas e de conversas, como montar um quebra-cabeça coletivamente; selecionar livros para ler de modo compartilhado ou para contar histórias; cozinhar com auxílio das crianças, experimentando novos alimentos e sabores; brincar com jogos de tabuleiro. “Que tal mostrar a seu filho alguns dos jogos com os quais você brincava na infância? Pode ser uma excelente possibilidade para a interação e o fortalecimento de laços afetivos”, comenta. Outra atividade interessante para os pequenos é a jardinagem, que “contribui para a interação, para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade”, diz a especialista. 

Andar de bicicleta, brincar ou passear com os pets, fazer um piquenique, acampar na moradia ou no jardim parecem ser atividades simples, mas também promovem o envolvimento afetivo com as crianças. Visitar parentes é outra atividade agradável. Com a convivência, além de interagir com as pessoas, a criança tem a oportunidade de conhecer histórias da família e de criar novas histórias. “Independentemente da atividade escolhida, o importante é estar com a criança de forma plena e investir na qualidade da interação, valorizando cada momento de convivência, experienciando a riqueza do contato, das conversas, das risadas”, comenta a coordenadora. Outra dica valiosa é não descuidar da saúde. Manter os horários de alimentação saudável e de sono são fundamentais para que as férias sejam realmente produtivas.

 



Grupo Educacional Bom Jesus
https://www.grupoeducacionalbomjesus.com.br/


Colégio Bom Jesus
https://bomjesus.br/

FAE Centro Universitário
https://www.fae.edu/


FAE Business School - Curitiba (PR)
https://fae.edu/cursos/pos-graduacao-curitiba.vm


FAE Business School - Blumenau (SC)
https://fae.edu/cursos/pos-graduacao-blumenau.vm


10 filmes para assistir com as crianças nas férias

Encanto é uma produção da Disney - Oscar de Melhor Animação.
 Crédito: Disney Brasil.

O guia Assista Mais selecionou uma lista de títulos dos principais streamings para a criançada curtir com toda a família


Prepara a pipoca e chama a criançada, que o guia Assista Mais elaborou uma lista com 10 filmes para assistir nas férias de julho. Os títulos estão disponíveis nos principais streamings e são opções para divertir toda a família.  

O guia Assista Mais auxilia o usuário na busca de filmes e séries por streaming, categoria, gênero, ator e diretor, entre outras funções. O objetivo da plataforma é proporcionar facilidade, praticidade e organização da lista de prioridades do que se pretende assistir, além de agilizar a busca por títulos. Também oferece informações de produção, galeria de imagens e sugestões de atrações semelhantes. 

Para acessar, basta se cadastrar em assistamais.net.br. Na barra de buscas, digite o nome do filme ou série que quer assistir para descobrir em qual streaming este título está disponível. Também é possível fazer uma busca mais refinada usando filtros, selecionando as plataformas que o usuário assina ou ainda o gênero da produção.  

Outra vantagem é a possibilidade de fazer economia, por meio do acúmulo de pontos, como um clube de vantagens. Ao assistir a anúncios específicos é possível acumular pontos que podem ser trocados por produtos de parceiros e, até mesmo, assinaturas de streamings.

 Confira as dicas do Assista Mais para as férias:

 

Encanto 

Lançado em 2021, Encanto conta a história de Mirabel, uma jovem colombiana que precisa lidar com a frustração de ser a única em sua família a não ter poderes mágicos. Mirabel faz parte dos Madrigais, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia em um charmoso lugar… Encanto. A magia de Encanto abençoou todas as crianças da família com um presente único – um dom. Bem, todas as crianças, exceto Mirabel. No entanto, ela logo poderá ser a última esperança dos Madrigais quando descobrir que a magia em torno do Encanto está, agora, em perigo. Dirigido por Jared Bush (Moana), Byron Howard (Zootopia) e Charise Castro Smith (Raya e o Último Dragão), o filme é uma produção da Disney e conquistou o Oscar de Melhor Animação. 

 

Matilda: O Musical

O filme Matilda: O Musical foi lançado em 2022 e leva o nome da sua protagonista, uma garotinha de apenas seis anos, dona de uma imaginação fértil e mente afiada. Matilda cresceu em meio a pais tão egocêntricos, a ponto de esquecerem de matriculá-la na escola. Desta forma, Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, quando Matilda descobre que possui poderes mágicos, seu pai resolve enviá-la à escola. O local é controlado com mão de ferro pela diretora Agatha Trunchbull (Emma Thompson), mas Matilda tem a coragem de enfrentá-la e provocar mudanças na escola. As atrizes Alisha Weir (Não Saia de Casa), Lashana Lynch (007: Sem Tempo para Morrer) e Emma Thompson (Razão e Sensibilidade) contracenam no longa. 

 

Red: Crescer é uma Fera

Lançado em 2022, o filme Red: Crescer é uma Fera aborda a vida de Mei Lee, uma garota de 13 anos. Dirigido por Domee Shi (Divertida Mente), o longa também é uma produção da Disney em parceria com a Pixar. A animação reúne o que o estúdio tem de melhor e apresenta uma história que vai dos encantos mais infantis aos anseios mais adultos. Meilin é filha de imigrantes chineses e lida com a pressão e vigilância constante da mãe, Ming. Seu processo de amadurecimento fica mais complicado graças a uma “maldição” que recai sobre ela: a cada vez que Meilin sente emoções fortes demais (positivas ou negativas), ela se transforma em um panda-vermelho gigante - difícil de esconder.

 

Luca 

O filme Luca, lançado em 2021, acompanha a história da forte amizade entre um ser humano e um monstro marinho camuflado. Uma deliciosa viagem pela costa da Itália, com cenários inspirados na região da Ligúria, onde estão destinos como Cinque Terre e Gênova. Com direção do italiano Enrico Casarosa, Luca mostra em detalhes as paisagens e o maravilhoso clima que reina na Riviera Italiana. Luca Paguro é uma criança curiosa que, em meio a confusões, sorvetes, massas e emocionantes viagens de Vespa, aprende a viver uma nova realidade, bem diferente da que ele está acostumado. Isso porque Luca é um monstro marinho, que descobre ser possível tomar a forma humana ao sair do oceano. As aventuras, dentro e fora da água, são sempre compartilhadas com seu novo melhor amigo, Alberto Scorfano, além da espertíssima Giulia.

 

Viva: A Vida é uma Festa 

Uma celebração à cultura mexicana - que valoriza a morte não como o fim, mas como uma passagem intrínseca à nossa existência - neste tocante filme sobre honrar suas raízes e sua família. Viva: A vida é uma Festa conta a história de Miguel, que sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz — apesar de a música ter sido banida em sua família. Para provar seu talento, Miguel vai à pitoresca Terra dos Mortos, seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho, ele conhece o trapaceiro Hector e juntos partem em uma jornada para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel. O filme é dirigido por Lee Unkrich (Toy Story 3) e foi o vencedor nas categorias de Melhor Animação e Canção no Oscar 2018.

 

A Fera do Mar

A Fera do Mar é uma animação que conta a história da pequena Maisie Brumble, uma jovem ambiciosa e corajosa que foge do orfanato em que vive para embarcar clandestinamente em um navio de caçadores de monstros. Do mesmo diretor de Moana, Chris Williams, o filme cativa tanto o público adulto quanto os pequenos ao falar sobre amizades improváveis e gerar reflexões sobre o que ou quem os humanos consideram monstros.

 

Dia do Sim 

Baseado no livro infantil de mesmo nome de Amy Krouse Rosenthal e Tom Lichtenheld, Dia do Sim é uma comédia para toda a família. Na trama, o casal, formado por Jennifer Garner (‘De Repente 30’) e Edgar Ramirez (‘The Undoing’), decide fazer absolutamente tudo que seus filhos querem em um dia e o resultado é ótimo. Seguindo a linha de filmes como ‘Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso’ - que também tem Garner no elenco, esta produção da Netflix cativa tanto o público infantil quanto o adulto.

 

Raya e o Último Dragão

A Disney tem o poder de nos transportar para outros universos e nos fazer esquecer da realidade por algumas horas - Raya e o Último Dragão é um desses acertos do estúdio. Ambientado no mundo fictício de Kumandra, onde dragões e humanos viviam em harmonia, até que forças malignas ameaçam a vida de todos e os seres místicos resolvem se sacrificar pelo bem da humanidade. No entanto, anos depois, o mal volta a dizimar as pessoas e a esperança é que o último dragão possa novamente restaurar a paz. Neste contexto conhecemos Raya, uma princesa guerreira novata no universo da Disney, que tem fé de que  pode encontrá-lo. Como todo bom filme família, essa história é leve, divertida e desperta aquele sopro de esperança na sociedade.

 

Astro Kid 

Astro Kid é uma animação para entreter crianças e adultos, evocando mensagens positivas sobre a família, amizade e, principalmente, mostrando que há um belo mundo além dos aparatos tecnológicos, com muitas cores e diversão nas atividades ao ar livre.  Nesta aventura muito espacial, uma chuva de meteoros destrói a nave da família de Willy, e ele termina sozinho num planeta selvagem e inexplorado. Enquanto espera a missão de resgate, descobre as belezas do planeta e seus perigos!

 

Turma da Mônica: Laços

A Turma da Mônica é um dos maiores clássicos dos quadrinhos e das animações no Brasil. As criações de Mauricio de Sousa ganharam sua primeira adaptação live-action em 2019, com atores mirins que dão vida a Mônica, Cascão, Cebolinha e Magali A história é baseada na HQ de mesmo nome, de Vitor e Lu Cafaggi (que é parte da série Graphic MSP), e é sobre a busca do cachorro Floquinho, misteriosamente sequestrado. Reforçando valores familiares e de amizade, o longa é perfeito para pais e mães assistirem com os filhos e filhas, afinal as criações do Maurício atravessam gerações.


Por que precisamos identificar quando é sentimento ou emoção?

A diferença entre sentimentos e emoções é um assunto frequentemente discutido na área de saúde mental. Embora esses termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, eles têm significados diferentes e entender essa diferença pode ajudar a orientar o comportamento humano de maneira mais eficaz.

Numa análise superficial, podemos conceituar emoções como respostas psicofisiológicas imediatas a estímulos e emoções como interpretações cognitivas dessas emoções.

As emoções são respostas automáticas e instintivas que ocorrem em resposta a certos estímulos. São experiências psicofisiológicas intensos que envolvem alterações no corpo como o aumento da frequência cardíaca, elevação da sudorese e sentimentos de tensão ou relaxamento. exemplos de emoções incluem raiva, medo, alegria e amargura. As emoções são universais e têm fundamentos biológicos usuais em todas as culturas.

Os sentimentos por outro lado, são interpretações cognitivas das emoções, é individual e depende de fatores pessoais como experiências passadas, crenças, valores e percepções. Os sentimentos são mais complexos e duradouros do que as emoções porque envolvem uma avaliação consciente e uma atribuição de significado pessoal à experiência emocional. Por exemplo, uma pessoa pode sentir amargura após uma perda, mas a forma como ela interpreta e lida com essa amargura pode variar dependendo de seus sentimentos individuais sobre a perda.

Saber a diferença entre sentimentos e emoções pode ser benéfico para gerenciar melhor o comportamento. Ao reconhecer e compreender as emoções podemos identificar os gatilhos que desencadeiam certas reações emocionais e adotar estratégias de enfrentamento adequadas. Isso nos faz reagir com mais confiança em situações desafiadoras.

Ao aumentar a consciência do que é sentimento ou emoção, gera na pessoa a oportunidade de ter mais controle sobre a situação que experimenta e com isso possibilita o alcance de melhores resultados comportamentais. Essa consciência emocional permite que a pessoa, por exemplo, reconheça suas reações automáticas e impulsivas, permitindo que ela refaça e pense antes de agir. Isso é especialmente importante em momentos de estresse, onde as emoções podem facilmente nos dominar e levar a comportamentos impulsivos ou prejudiciais.

Além disso, a pessoa reconhecer como se sente, faz com que ela trilhe a jornada do autoconhecimento, entendendo suas motivações, preferencias e necessidades. Neste sentido, abrimos o leque de oportunidades para o processo de tomada de decisões mais alinhadas com nossos valores e objetivos pessoais, evitando comportamentos impulsivos e depreciativos.

Aprender a distinguir entre sentimentos e emoções também nos faz desenvolver habilidades de comunicação e relacionamento mais eficazes. Aprendemos a expressar nossos sentimentos com clareza e confiança, o que facilita o entendimento recíproco e promove relacionamentos saudáveis. Além disso, a “leitura de pessoas” que é a capacidade de reconhecer e validar as emoções dos outros contribui para a empatia e para fazer conexões significativas.

Conhecer o que é emoção e sentimento, pode ser extremamente positiva no campo da inteligência comportamental, pois permite que as pessoas tenham uma compreensão mais profunda de si mesmas e de suas reações emocionais. Esse conhecimento certamente proverá uma base sólida para o autogerenciamento emocional e uma tomada de decisão mais acertada.

Por fim, entender a diferença entre sentimentos e emoções é a chave para uma maior autoconsciência e autogestão emocional. Isso nos capacita a gerenciar o comportamento de forma mais eficaz, promover relacionamentos saudáveis e uma melhor qualidade de vida. Ao cultivar esse entendimento, podemos adotar uma abordagem mais consciente e equilibrada para gerenciar nossas emoções e sentimentos, promovendo nosso bem-estar emocional e crescimento pessoal.

 

Renato Lisboa - neuropsicanalista, especialista em inteligência emocional, autor do best seller - 3 Segundos: Escolhas que transformam a vida.


Cleo revela diagnóstico de TDAH; entenda como lidar com o transtorno nos relacionamentos interpessoais

O psicólogo Fábio Borba explica desafios e estratégias de convivência em amizades, relações familiares e amorosas de pessoas diagnosticadas com o distúrbio


No início deste mês Cleo revelou, através das redes sociais, a descoberta do Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) depois de realizar diagnóstico com especialista. A condição pode afetar tanto o âmbito pessoal da artista e cantora, como os relacionamentos interpessoais, por isso é importante entender como ele funciona, além do impacto que tem nas relações, a fim de deixá-las mais leves e saudáveis.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurobiológico que afeta a atenção, o controle impulsivo e a hiperatividade. "Conhecer os sintomas de TDAH é aprender que não se trata de um problema de comportamento, mas de um transtorno psicológico", explica Fábio Borba, psicólogo com especialização em relacionamentos.

Além dos desafios acadêmicos e profissionais, as pessoas com TDAH também podem enfrentar dificuldades nas relações com amigos, familiares, parceiros românticos, além do ambiente escolar. 

Em relação às amizades, elas podem ter dificuldade em seguir conversas, lembrar-se de compromissos e lidar com interações sociais complexas. "Algumas estratégias úteis para construir e manter amizades incluem comunicação aberta sobre o TDAH, estabelecimento de rotinas e uso de lembretes, além de buscar atividades que interessem e estimulem a concentração"” ressalta o especialista.

Já dentro de um contexto familiar, o TDAH pode afetar a dinâmica e a comunicação entre os membros. As características do TDAH, como impulsividade e dificuldade de organização, podem gerar tensões e mal-entendidos. "É essencial para a pessoa com TDAH e sua família buscar uma compreensão mútua, promover a comunicação aberta e estabelecer estratégias de apoio", acrescenta o psicólogo.  

Os relacionamentos amorosos também podem ser afetados, uma vez que a pessoa com TDAH pode apresentar dificuldades de atenção, organização e controle emocional. "Mudanças rápidas e intensas de emoções, podem resultar em explosões emocionais imprevisíveis. Isso pode causar tensões e conflitos no relacionamento, pois o parceiro pode se sentir surpreso ou sobrecarregado com as reações emocionais intensas", diz Fábio. 

Em contraste com a impulsividade emocional, algumas pessoas com TDAH podem ter dificuldade em identificar e expressar suas emoções de forma clara. "Isso pode levar a uma comunicação deficiente e ao distanciamento emocional no relacionamento, pois o parceiro pode sentir dificuldade em entender as necessidades emocionais deste indivíduo", afirma o profissional. 

Quando falamos sobre o TDAH em ambientes escolares, ele pode afetar o desempenho acadêmico, assim como a organização e a interação com colegas e professores. "É importante que a escola esteja ciente do diagnóstico e forneça o suporte adequado, como planos de acompanhamento individualizados e adaptações curriculares"” enfatiza Fábio.

Além disso, a pessoa com TDAH pode se beneficiar de estratégias de gerenciamento de tempo, uso de técnicas de estudo eficazes e a busca de um ambiente de aprendizado com poucas distrações.

"A comunicação aberta, a compreensão mútua e a adoção de estratégias de convivência são fundamentais para promover uma melhor qualidade de vida para pessoas com TDAH. É importante lembrar que cada pessoa é única, e as necessidades e experiências podem variar. Com apoio, compreensão e as ferramentas certas, as pessoas com TDAH podem desenvolver relacionamentos significativos e bem-sucedidos em todas as áreas de suas vidas", finaliza Fábio.

 

Fábio Borba - psicólogo clínico, formado pelo Centro Universitário São Camilo e Pós-Graduado em Gerontologia, Sexualidade Humana com Atualização em sexualidade, identidade de gênero e orientação sexual pelo Instituto de Psiquiatria – HCFMUSP, Aprimoramento em Terapia de Casal e Relacionamentos com trabalhos realizados na área da psicologia social, sexualidade e psicoterapia.


Especialista compartilha dicas para melhorar sua expressão corporal e causar boa impressão

Fonoaudióloga ressalta a importância da comunicação não verbal, especialmente no ambiente corporativo


A comunicação corporal é uma forma de expressão que desempenha um papel fundamental na comunicação humana. Por meio de gestos, posturas, expressões faciais e movimentações, nosso corpo transmite o que estamos sentindo. Fernanda de Morais, Fonoaudióloga Mentora e Especialista em Comunicação e Oratória, pontua que a linguagem corporal é responsável por mais de 90% das informações transmitidas em uma interação. 

 

A expressão corporal não influencia apenas na forma como somos vistos, mas também pode ser utilizada para transmitir sentimentos.  “É importante que a comunicação corporal seja coerente com o que está sendo falado. Por exemplo: um assunto sério pede menos gestos, movimentos mais firmes e certeiros; já uma conversa alegre pede mais gesticulação e movimentos mais rápidos”, relata a fonoaudióloga.

 

Para melhorar a comunicação em grupo, principalmente no ambiente corporativo, a expressão corporal também pode ser utilizada. Ao investir nessa área, é possível aumentar o poder de influência, trazer clareza e credibilidade ao que é falado, aprimorar a imagem pessoal e profissional, engajar os ouvintes, transmitir emoções e fortalecer relacionamentos pessoais e profissionais.

 

Para iniciantes que buscam informações sobre o assunto, existem várias maneiras de aperfeiçoar essa habilidade. “A leitura de livros, a observação de pessoas que são referência em comunicação, como professores, palestrantes e apresentadores de TV e a autoanálise por meio de gravações de vídeos são algumas opções. Fazer uma gravação e assistir, observando a sincronia da linguagem corporal e das palavras, pode ser uma forma enriquecedora de aprender e aprimorar a comunicação do corpo”, declara a especialista.

 

Podemos utilizar a comunicação não verbal como forma de transmitir emoções e sentimentos. Através da postura corporal, segundo Fernanda, podemos revelar confiança, desleixo, desconforto, receptividade ou insegurança. A expressão facial também desempenha um papel fundamental, com o sorriso indicando felicidade e a testa franzida expressando preocupação ou descontentamento.

 

O contato visual é outra maneira de transmitir emoções, demonstrando interesse, sinceridade e confiança. Além disso, os gestos devem apoiar as ênfases, ressaltando ideias e emoções. “Quanto mais sincronia houver entre o que se fala e como se movimenta, mais emoção e verdade serão transmitidas”.

 

Para aprimorar a expressão corporal, a fonoaudióloga Fernanda de Morais separou dicas importantes. Confira:

 

- Consciência corporal: quanto mais você tiver consciência de como senta, de como anda, de como permanece em pé e como se movimenta, melhor será a sua expressão corporal, por isso, esteja atento e concentre sua atenção nisso.


- Observe outras pessoas: preste atenção aos gestos, posturas e expressões faciais que elas usam para transmitir emoções e sentimentos. Isso pode ajudar você a desenvolver uma maior compreensão da maneira como se expressa.


- Treinamento: se você deseja aprimorar ainda mais suas habilidades de expressão corporal, considere a possibilidade de fazer uma mentoria ou participar de treinamentos específicos de comunicação e oratória.

Aprimorar a expressão corporal é um processo contínuo. Quanto mais você praticar e se dedicar a entender seu próprio corpo, mais habilidades de comunicação não verbal poderá desenvolver. 




Fernanda de Morais - Diretora Voice Care Treinamentos e Palestras. Fonoaudióloga Mentora e Especialista em Comunicação e Oratória
Instagram: @fe.demorais



Desmistificando a terapia: descubra os motivos para investir em sua saúde mental

Psicóloga fala sobre os benefícios do tratamento psicológico e quando é a hora de procurar ajuda


A terapia é uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. No entanto, ainda existem muitos estigmas e preconceitos para buscar um profissional que ajudará a lidar com questões emocionais e mentais. 

 

O tratamento psicológico oferece uma série de benefícios para a saúde mental. Segundo a Psicóloga Clínica Tatiane Paula, a terapia pode ajudar a lidar com problemas como ansiedade, depressão, estresse, traumas e transtornos alimentares. “A terapia promove o autoconhecimento, melhora os relacionamentos interpessoais, auxilia na tomada de decisões, ajuda a lidar com traumas e eventos difíceis e contribui para o bem-estar geral. Cada pessoa pode ter necessidades diferentes, por isso, o tratamento é valioso para promover o crescimento pessoal e cultivar um maior senso de propósito na vida”.

 

Existem diferentes tipos de terapia disponíveis para tratar problemas de saúde mental. A especialista explica que a escolha da terapia mais adequada depende das necessidades e preferências do indivíduo, bem como da recomendação de profissionais de saúde mental. Alguns tipos comuns de terapia incluem a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que se concentra na identificação e modificação de padrões de pensamento negativos; a Psicanálise, que busca compreender estruturas inconscientes; a Terapia Psicodinâmica, que explora experiências passadas e relações interpessoais; a Terapia Familiar, que envolve a participação de membros da família; e a Terapia de Casal, que ajuda casais a resolver problemas de relacionamento. 

 

Além das mencionadas acima, existem outras abordagens terapêuticas, por isso é importante consultar um profissional qualificado para determinar qual é a mais indicada para cada caso. Cada uma tem suas próprias características e benefícios, e a escolha deve ser feita com base nas necessidades individuais do paciente.

 

Existem alguns estereótipos negativos sobre a terapia que precisam ser desmistificados. “Primeiro, a terapia não é apenas para pessoas com problemas graves de saúde mental, mas pode beneficiar qualquer pessoa que esteja enfrentando desafios emocionais ou buscando crescimento pessoal. Além disso, a terapia não oferece soluções rápidas e instantâneas, mas é um processo contínuo que requer tempo, esforço e compromisso. Os terapeutas não dizem aos pacientes o que fazer, mas são facilitadores do processo de autoconhecimento, oferecendo suporte e orientação”, relata a psicóloga. 

 

“A duração e frequência da terapia variam de acordo com as necessidades e objetivos individuais. É importante buscar profissionais qualificados e ter uma compreensão profunda dos benefícios que ela pode trazer para o autocuidado e bem-estar emocional”, completa.

 

Alguns desafios podem ser enfrentados na busca por tratamento psicológico. Tatiane pontua que as principais dificuldades são lidar com o compromisso de manter a assiduidade e gerenciar a expectativa de resultados imediatos, enfrentar o estigma social associado à terapia, resistir à mudança de padrões de pensamento e comportamento, abrir-se emocionalmente e confrontar traumas passados, além de manter a consistência e o compromisso com o processo terapêutico. “É importante reconhecer isso e buscar apoio adequado para superá-los, pois você vai estar em um caminho valioso para o crescimento pessoal e o bem-estar emocional”.

 

Para pessoas de baixa renda ou sem plano de saúde, existem formas de acessar a terapia por um valor baixo ou gratuito, como mostra a especialista. Clínicas em universidades, Posto de Saúde (SUS), Caps (centro de Referência Psicossocial) e grupos de apoio em comunidades não governamentais sem fins lucrativos são algumas opções.

 

A terapia pode ser integrada a outros tratamentos, como medicamentos psiquiátricos e atividades físicas, para proporcionar um cuidado abrangente e eficaz. “ pode ser combinado com medicamentos para potencializar os efeitos e fornecer suporte emocional. A atividade física regular também pode ser integrada à terapia, pois tem mostrado benefícios significativos para a saúde mental. É fundamental que haja uma comunicação aberta entre o psicólogo e o médico responsável pelos medicamentos, além de colaboração na indicação de profissionais de educação física”.

 

Saber a hora certa de buscar tratamento é uma decisão pessoal, mas existem alguns sinais que podem indicar a necessidade de terapia. Algumas dicas da psicóloga é observar se você está lidando com emoções intensas, conflitos frequentes em relacionamentos, eventos estressantes ou traumáticos, sintomas psiquiátricos crônicos ou uma sensação de estagnação na vida, a terapia pode ser benéfica. “É importante conversar com um profissional de saúde mental para obter uma avaliação personalizada e orientação sobre a melhor abordagem para suas necessidades individuais”.

 

Ao buscar tratamento para questões de saúde mental, a especialista ressalta que é essencial procurar um psicólogo devidamente qualificado e registrado no conselho profissional. “A escolha cuidadosa do terapeuta é fundamental para receber orientações adequadas e um tratamento efetivo, garantindo um melhor prognóstico e cuidado específico para sua saúde mental”, conclui.


 

Fonte
Tatiane Paula - Psicóloga Clínica
@tatianepaula.psi


5 regras de autocuidado que toda mulher deveria seguir


As taxas de distúrbio do sono são mais elevadas nas mulheres, estimando um risco 40% maior em comparação aos homens

 

Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada cinco mulheres apresenta Transtornos Mentais Comuns (TMC), sendo que elas têm duas vezes mais chances de desenvolver transtornos de ansiedade em relação aos homens, e três vezes mais chances de serem acometidas por transtornos depressivos. 

Diante deste cenário, e em homenagem ao Dia Internacional do Autocuidado (26/07), especialistas listaram dicas de como cuidar de si mesma, dedicando-se com mais atenção à sua saúde física e mental, e ao conforto que tanto lhe falta:

 

Tire um dia da semana só para você

Qual mulher não sonha em ter um dia inteiro só para fazer o que bem entender? Segundo a psicóloga Monica Machado, fundadora da Clínica Ame.C e pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; esse tempo será sua válvula de escape para as pressões e demandas da vida diária. 

“Determine um dia da semana para fazer tudo aquilo que você sempre quis, mas nunca teve tempo. Vale se jogar na cama com um balde de pipoca e finalizar suas séries que você nem lembra onde parou; marcar uma massagem que você estava se devendo; ler um daqueles livros que estão se amontanhando na estante; ou tomar um banho quente e demorado de banheira, com direito a sais e óleos relaxantes. A escolha é sua”. 

De acordo com Monica Machado, colocar-se em primeiro lugar de vez em quando significa respeitar sua integridade física e mental. “Esquecer o check-list, olhar para si mesma e fazer algo que não esteja vinculado a responsabilidades, não deve ser um privilégio, mas um direito seu”.

 

Pratique exercícios físicos moderados

Segundo o estudo “O exercício físico e os aspectos psicobiológicos”, publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, a prática sistemática do exercício físico está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade. 

“Durante o exercício físico, o corpo libera hormônios e neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina, endorfina e dopamina. Nos níveis ideais, estes hormônios aumentam a sensação de leveza e bem-estar, regulam o humor, a memória, a concentração, além de proporcionarem relaxamento e efeitos analgésicos”, pontua Danielle H. Admoni, psiquiatra geral, supervisora na residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). 

No entanto, quando o nível de estresse está muito elevado, os músculos tendem a ficar enrijecidos. “Daí a importância de optar por atividades de baixo impacto, como andar de bicicleta, fazer caminhada ou hidroginástica. Vale lembrar que o foco aqui não é o emagrecimento ou o ganho de músculos, ainda que o exercício estimule ambas as funções. O objetivo é buscar uma atividade que proporcione prazer e relaxamento”, lembra Danielle Admoni. 

Nas atividades coletivas, há componentes biológicos psicossociais, culturais e comportamentais. “Tudo isso faz do exercício físico uma ferramenta imprescindível para a promoção da saúde mental”, completa Monica Machado.

 

Varie seu cardápio

Toda mulher passa por diferentes fases ao longo da vida. Cada uma com características específicas, mas todas com alterações hormonais que afetam tanto a saúde física como mental. Para amenizar os sintomas, nada melhor do que apostar numa aliada eficaz: a alimentação equilibrada. 

“Em períodos como a TPM e a menopausa, quando há queda do estrogênio, alguns nutrientes são especialmente importantes para a mulher, e sua ingestão regular pode ser essencial para minimizar ou até evitar desequilíbrios emocionais”, afirma Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, membro da FEBRASGO e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre. 

De acordo com o estudo “Evaluation of the Triptolife Product”, publicado na Scientific Journal of Health, alimentos ricos em triptofano (como banana, ovo, leite, chocolate amargo, sementes, grãos, entre outros) ajudam na síntese e no controle da serotonina no organismo, auxiliando a regular o bem-estar da mulher. 

“Também é importante incluir na dieta alimentos ricos em potássio, magnésio e vitaminas do complexo B, controladores do equilíbrio iônico, necessário às reações orgânicas. Quando esses elementos estão estáveis, promovem relaxamento e um sono tranquilo, condição ideal para a liberação de mais serotonina”, explica Claudia Chang, doutora e pós-doutora em Endocrinologia e Metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

 

Sono de qualidade, sempre!

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland e pela Universidade Chinesa de Hong Kong comprovou que as taxas de distúrbio do sono são mais elevadas nas mulheres, estimando um risco 40% maior em comparação aos homens. 

Já um estudo feito pela National Sleep Foundation mostrou que quase 70% das entrevistadas alegaram ter tido problemas para dormir durante algumas noites, no decorrer do mês anterior à pesquisa, o que significa uma taxa bem significativa. 

Uma das razões pelas quais as mulheres têm menos qualidade de sono é o fato de terem que lidar com maiores demandas, conciliando trabalho, família, casa e vida pessoal. Ou seja, mais um desafio para o bem-estar da mulher. 

“É durante o sono que o cérebro entra em um estado de atividade reduzida, se refaz, consolida memórias e se prepara para absorver novas informações, além de promover o equilíbrio dos sistemas endócrino, imunológico e neurológico”, aponta a endocrinologista Claudia Chang. “Isso sem falar que uma noite mal dormida prejudica sua produtividade no dia seguinte. Em longo prazo, a privação do sono pode levar a depressão, obesidade, entre outras doenças crônicas”, ressalta Danielle Admoni.

 

Para reverter esse quadro, confira as dicas:

- Ao dormir, evite celular, tablet, notebook e TV. Além dos estímulos prejudicarem o relaxamento do corpo e da mente, as luzes comprometem a liberação da melatonina, o hormônio do sono. Aliás, o ideal é manter o quarto o mais escuro possível. 

- Mantenha a temperatura do quarto equilibrada. Isso quer dizer que você não pode sentir frio ou calor. Nas duas situações, seu corpo ficará em estado de alerta, impedindo que o sono atinja seus níveis mais profundos. 

- Use roupas leves e confortáveis para dormir, e opte por lençóis de algodão ou malha, que são mais aconchegantes do que os sintéticos. 

- Se você transpira muito à noite, prefira os travesseiros mais frescos, como os de látex ou aqueles com manta em gel, que proporcionam maior conforto térmico devido à ventilação entre a parte interna e externa. 

- Hidrate-se bem ao longo do dia, mas pegue leve na hora de se deitar. Tomar muita água antes de dormir fará com que seu sono seja interrompido pela necessidade de urinar. 

- Não ter um horário definido para dormir é um forte gatilho para a ansiedade e insônia. Deite todos os dias no mesmo horário, com uma diferença de, no máximo, 30 minutos. O hábito regula o relógio biológico e o ritmo circadiano, fundamentais para o organismo ajustar o sono.

 

Aposte na terapia

“O caminho para lidar com o desequilíbrio emocional é o autoconhecimento, que pode ser aprofundado por meio da terapia. Ao se conhecer melhor, entender seus gatilhos, conflitos internos e padrões de comportamento, você estará mais preparada para equilibrar suas emoções e, consequentemente, suas atitudes”, finaliza Monica Machado.


Entenda a importância dos pais estarem atentos ao bem-estar psicológico de seus filhos

 

Psicóloga explica o impacto positivo do tratamento psicológico nas crianças como prevenção a situações de caos

 

A saúde mental tem recebido cada vez mais atenção nos últimos anos, e a necessidade de cuidar do bem-estar psicológico das crianças é um tema importante. Na busca por uma vida saudável e equilibrada, é fundamental que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos como um todo e reconheçam a importância de tratar da saúde mental desde cedo. A infância é uma fase crucial do desenvolvimento humano, e investir no cuidado com a saúde mental nessa etapa pode prevenir uma série de problemas futuros. Ao oferecer um ambiente emocionalmente seguro, proporcionar apoio emocional e ensinar habilidades de regulação emocional, as crianças aprendem a lidar com as adversidades, desenvolvendo resiliência e fortalecendo sua saúde mental.

No Brasil, apesar de poucos dados concretos, estima-se que a incidência de transtornos mentais varie entre 7 e 20% na população infantil, ou seja, ao menos 7 a cada 100 crianças sofrem de algum sofrimento mental o suficiente para causar vários problemas e desafios para os pais. O tema é relevante, pois, sem o tratamento adequado, o desenvolvimento saudável da criança pode ser afetado, e por consequência, a sua vida adulta.

A psicóloga Talita Padovan explica que o bem-estar psicológico está diretamente ligado ao desempenho acadêmico e ao desenvolvimento cognitivo das crianças. “Quando as crianças estão emocionalmente equilibradas, são capazes de se concentrar melhor nas tarefas, assimilar novos conhecimentos e ter um desempenho mais satisfatório na escola. Além disso, um bom estado emocional também facilita a socialização saudável e o estabelecimento de relacionamentos interpessoais positivos”, pontua.

Segundo a Psicóloga, muitos transtornos mentais têm suas raízes na infância e na adolescência. “Investir no cuidado com a saúde mental nessa fase da vida pode contribuir significativamente para a prevenção dessas condições. A detecção precoce de sinais de ansiedade, depressão e outros problemas emocionais possibilita uma intervenção adequada e o encaminhamento para profissionais especializados, quando necessário”, alerta. 

Com uma abordagem baseada na aceitação, a Terapia Comportamental Dialética (DBT) é uma terapia focada nas emoções e em um tipo de treinamento e psicoterapia que incorpora estratégias de mudança. Existem quatro componentes do DBT: atenção plena, regulação emocional , tolerância ao sofrimento, efetividade e eficácia interpessoal. O principal objetivo da terapia é ensinar às crianças habilidades que lhes permitam lidar com emoções difíceis ou perturbadoras, reduzindo o conflito em seus relacionamentos, além de ajudá-las a entender e aceitar os seus próprios sentimentos.

A terapia comportamental dialética para crianças pode ser útil para a prevenção de jovens e adultos que sofrem de depressão, ansiedade, TDAH, transtorno bipolar, transtornos alimentares e até abuso de drogas. A terapia comportamental dialética para crianças cria um repertório capaz de auxiliar em vários contextos da vida.

A eficácia interpessoal ensina as crianças a estabelecer limites , defender suas próprias necessidades e respeitar a si mesmas. Por exemplo, aprender a dizer “não” é uma habilidade essencial de eficácia interpessoal que as crianças podem usar para mostrar a outras pessoas o que elas realmente querem enquanto cuidam de si mesmas”, explica a especialista.

Além disso, a DBT ensina mindfulness às crianças - uma técnica de atenção plena capaz de aumentar a consciência da experiência de forma consciente e intencional, gerando maior concentração e atenção ao momento presente de cada um. As crianças também aprendem tolerância ao sofrimento, aumentando a capacidade de conviver com situações difíceis enquanto abraçam a realidade para responder às indagações com mais habilidade. “A terapia pode começar aos 7 anos de idade e é uma terapia que pode ser realizada durante a adolescência e a idade adulta”, conclui a psicóloga.

É fundamental, portanto, os pais estarem atentos aos filhos como uma forma de prevenir e remediar possíveis complicações no futuro. Por serem mais adaptativas ao aprendizado, as crianças podem, com a ajuda da terapia comportamental dialética, desenvolver capacidades para enfrentar os desafios da vida com equilíbrio e bem estar. 


O sabor do conhecimento

Bem se expressa o pedagogo Rubem Alves quando diz que o saber sem prazer é como a comida sem sabor. Vem dele a inspiração desta metáfora que envolve escritores e cozinheiros: “só aprende quem tem fome”. Por certo, com pouca motivação ninguém comeria uma refeição que não lhe desperta o paladar. Arrisco dizer que, da mesma forma, ninguém ficaria entusiasmado em provar algo que não lhe estimula outros sentidos, como o olfato ou a visão - talvez daí venha, inclusive, a expressão “comer com os olhos”.

Curiosa pelas novidades da cozinha, li dias atrás sobre a neurogastronomia e um estudo sobre como o cérebro estabelece o gosto, apontando, inclusive, que fatores sociais têm uma forte e importante influência nessa percepção. Mágico, não é? Para mim, enquanto educadora, a descoberta soou como um convite a refletir sobre quanto da relação “saber e sabor” está presente no ato de aprender. Afinal, aprendemos o tempo todo, mas aprendemos mais e de forma mais significativa e duradoura quanto mais estivermos encantados e provocados a experimentar e saborear novos conhecimentos.

Quem teria animação em frequentar a escola se não espera ter experiências agradáveis com o processo de ensino e aprendizagem? Com certeza, para que tenhamos motivação e vontade de manter essa rotina, precisamos de muitos estímulos. Essa energia precisa vir das mais diversas maneiras, por meio de nossos olhos, ouvidos, mãos, nariz, paladar.

Para que frequentar a escola seja prazeroso para pais, crianças e educadores; é necessário haver preparação de todas as partes. Assim, para os professores, planejar as aulas seria o ato de aguçar o paladar de nossos alunos. Um envolvimento mútuo, que inclui responsabilidade e criatividade. Uma boa dose de participação coletiva que acrescentará um tempero especial ao ensino, despertando o sabor do aprendizado ao longo de cada semestre. Começar bem um prato não é garantia de sucesso, mas já nos dá uma boa perspectiva de que teremos algo delicioso para provar no final.

Pensando assim, o cuidadoso planejamento desse retorno requer preparação, cuidado e muito amor. Precisamos nos dedicar à escolha dos melhores ingredientes, os mais coloridos e mais saborosos, assim como fazem os grandes cozinheiros de todo o mundo. A escola mantém esse processo ao longo do ano letivo. Ela nunca para de repensar seus métodos e abordagens.

A equipe de gestores precisa se mobilizar a fim de receber seus professores e organizar as receitas de aula. Criar um ambiente acolhedor e prazeroso, pensar no cardápio e escolher os melhores elementos para produzir os pratos mais saborosos. Da mesma forma, do outro lado, os pais e estudantes devem se dedicar à preparação para essa rotina. Todos devem estar engajados na cerimônia e nos preparativos para tornar o aprender o mais especial possível. 

Importante também, nesse contexto, é o papel da família em amenizar as dificuldades que os meninos e meninas podem enfrentar na escola. Enquanto estão em casa, é momento de relaxar, conhecer lugares e pessoas, fazer novas descobertas. Porém, durante as aulas, é preciso ficar atento para que a rotina seja flexível, mas não imprópria.

O sabor prazeroso do saber é uma responsabilidade de todos os envolvidos no processo de construção do conhecimento. Esse conjunto determina o rito de preparo dos pratos e sua forma de apresentação à mesa. Do começo ao fim do ano letivo, é necessário que os participantes da produção do saber estejam comprometidos. Só assim, como declara o educador Paulo Freire, a escola será mais do que prédios, salas, quadros, programas, horários e conceitos. Ela será, sobretudo, gente que trabalha, estuda, se alegra, se conhece e se estima. Gente que tem fome de “descobrir”, ávida por sentir o sabor agradável da Educação.


Claudia Saad - pedagoga e gerente executiva do Sistema Positivo de Ensino.


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