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sexta-feira, 21 de julho de 2023

Manias que você tem no dia a dia que nem imagina que prejudica sua saúde bucal

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é um dos países com maior incidência de problemas de saúde bucal no mundo. Por isso, é fundamental que as pessoas estejam conscientes da importância de cuidar da saúde bucal e prevenir os hábitos parafuncionais. 

Essas manias se chamam hábitos parafuncionais, que são ações involuntárias e inconscientes que podem trazer prejuízos à saúde bucal, afetando a qualidade de vida das pessoas. Esses hábitos são muito comuns, e muitas vezes as pessoas nem sequer percebem que os estão realizando. A cirurgiã-dentista, especialista em saúde bucal e problemas parafuncionais, Dra. Buna Conde, aborda os principais hábitos parafuncionais, seus prejuízos para a saúde bucal e como preveni-los.

 

1. Morder objetos

Morder objetos como tampas de canetas ou ponta do lápis pode causar desgastes e trincas nos dentes, além de aumentar o risco de contaminação por bactérias.

 

2. Roer unhas (onicofagia)

Roer as unhas é um hábito muito comum, principalmente em momentos de ansiedade. Esse hábito pode causar desgastes nos dentes, dores musculares e auxiliar na alteração do hálito.

 

3. Apertar ou ranger os dentes 

“Apertar ou ranger os dentes é um hábito que muitas pessoas possuem durante o sono. Porém ele pode acontecer durante o dia também. Esse hábito pode causar desgastes e trincas nos dentes, além de problemas e dores na articulação temporomandibular (ATM)”, explica a Dra. Bruna Conde. 

 

4. Mastigar de um lado só

Mastigar de um lado só pode causar sobrecarga em certos dentes, é importante balancear e dividir as forças.

 

5. Chupar ou morder o dedo

Chupar ou morder o dedo pode causar alterações na arcada dentária e problemas na mordida.

 

6. Mordiscar os lábios ou as bochechas

Mordiscar os lábios ou as bochechas pode causar feridas na região bucal.

 

7. Mascar chiclete constantemente

Mascar chiclete constantemente pode sobrecarregar a musculatura da mandíbula, causando dores e problemas na articulação temporomandibular (ATM). E só mascara não resolve o mau hálito e não substitui a escovação.

 

8. Abrir objetos e embalagens com os dentes

Abrir objetos com os dentes pode causar desgastes e trincas nos dentes. Mesmo plasticos, elásticos não são recomendados.

 

9. Apoiar o telefone com o ombro

Apoiar o telefone com o ombro pode causar problemas posturais e dores musculares na região cervical.

 

10. Remover cutículas com os dentes

Remover cutículas com os dentes pode causar feridas no dedo e na região bucal.

 

11. Mastigar gelo

Mastigar gelo pode causar cansaço facial, queimar mucosa da boca e piorar a sensibilidade.  

 

12. Apoiar constantemente a mão no queixo

Apoiar constantemente a mão no queixo pode causar problemas posturais e dores musculares na região cervical. E já auxilia no apertamento dental sem tornar algo perceptível.

 

A Dra. Bruna Conde destaca que os hábitos parafuncionais podem prejudicar a saúde bucal e afetar a qualidade de vida das pessoas. Os prejuízos mais comuns incluem desgastes e trincas nos dentes, problemas e dores na articulação temporomandibular (ATM), comprometimento da mastigação, contaminação por bactérias, alterações na arcada dentária, sobrecarga em certos dentes, dores musculares e de cabeça, sensibilidade nos dentes e problemas na gengiva. 

Para prevenir esses hábitos, é importante identificar os momentos em que você realiza o hábito e os fatores que predispõem a sua ocorrência. O tratamento envolve duas frentes principais: a conscientização/educação para interrupção do hábito e a prevenção de novos hábitos e tratamento das consequências. Muitas vezes, será necessária atuação de uma equipe multiprofissional: dentista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e psiquiatra. 

“Portanto, é fundamental que as pessoas fiquem atentas aos seus hábitos parafuncionais e procurem ajuda caso estejam com algum sinal. É possível prevenir e tratar os prejuízos causados por esses hábitos, garantindo uma boa saúde bucal e uma melhor qualidade de vida. Além disso, é importante lembrar que a saúde bucal está diretamente relacionada à saúde geral do corpo, e, portanto, cuidar da saúde bucal é fundamental para manter o bem-estar geral”, ressalta a Dra. Bruna Conde. 


Dra. Bruna Conde - Cirurgiã-Dentista.
CRO SP 102038


Maior especialista brasileiro em prótese ocular explica o procedimento de reabilitação estética dos olhos

Perder a visão pode significar uma grande mudança no sentido da vida. Muitas pessoas entram em depressão e desacreditam da possibilidade de retornar à sociedade com autoestima e autoconfiança. A visão é a janela para o mundo. E quando tudo parece estar perdido, a oculoplástica, uma subespecialidade da oftalmologia, é que pode atuar com o que há de mais avançado para o tratamento e reabilitação.

Qualquer pessoa que tenha perdido o olho por acidente ou alguma doença pode ser tratada funcional e esteticamente com o uso de próteses oculares. Cada vez mais procurado, esse procedimento devolve à sociedade um cidadão mais confiante. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 60% a 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis e, no Brasil, há mais de 1,2 milhão de cegos. As principais causas que levam à cegueira e à perda do olho são infecções congênitas, catarata, retinopatia em bebês prematuros, glaucoma e tumores oculares. Além das doenças, a perda visual pode acontecer em casos de acidentes de trânsito, armas de fogo e até em atividades esportivas.

O processo de recuperação inicia-se com a cirurgia para reposição do volume perdido, adequada para cada caso e com o objetivo principal de tratar a falta do globo ocular ou os olhos cegos inestéticos e, por vezes, dolorosos. As cirurgias mais comuns são: evisceração, remoção do conteúdo ocular com preservação das camadas externas do olho; ou enucleação, que é a remoção do globo ocular, geralmente nos casos tumorais.

Em ambas as situações, durante a cirurgia coloca-se um implante esférico, devolvendo o volume perdido. Essa cirurgia é muito importante para restabelecer estética à cavidade orbitária, em uma reconstrução cirúrgica realizada por especialista que visa deixar a área preparada para a adaptação a uma futura prótese ocular.

Há ainda casos em que procedimentos menos invasivos podem ser realizados para diminuir a sensibilidade ocular, facilitando a adaptação da prótese sobre o próprio olho atrófico. Para que o paciente volte a levar uma vida normal após a cirurgia, arte e tecnologia unem-se como alternativa para mudar a realidade de quem vive esse drama – e a prótese ocular ou lente escleral pintada é confeccionada individualmente.

É este o trabalho do especialista em cirurgia reconstrutiva e estética das pálpebras, via lacrimal e Órbita, que possibilita que estes pacientes passem pela reabilitação funcional e estética da cavidade anoftálmica. “Atualmente, podemos contar com procedimentos cirúrgicos que devolvem o volume perdido, por meio de implantes orbitários ou a própria gordura do paciente. Além disso, após 45 dias da cirurgia os pacientes estão aptos à colocação de próteses oculares, ou lente escleral pintada, que imitam com perfeição a íris humana, desde cores até detalhes das características do outro olho”, relata Dr. André Borba, relator do livro Oculoplástica e Oncologia ocular, tema oficial do Conselho Brasileiro de Oftalmología 2021. A prótese ocular é uma forma de reabilitação funcional e estética da face, impacta diretamente na aceitação pessoal e social do paciente e não está longe do alcance do cidadão. Além disso, vale destacar que no último mês, entrou em vigor a Lei 14.126/2021, mais conhecida como "Lei Amália Barros", que viabiliza o reconhecimento legal das pessoas com visão monocular na qualidade pessoa com deficiência sensorial do tipo visual. Em outras palavras a nova lei reconhece o amparo legal da pessoa com visão monocular para fins de direitos das pessoas com deficiência. 



André Borba - professor e fundador da Oculoplastics Academy, médico-cirurgião Oculoplástico, especialista em Cirurgia Reconstrutiva e Estética das Pálpebras e Via Lacrimal pela UCLA – EUA, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP). Membro titular das Sociedades Brasileira, Americana, Pan-Americana e Europeia de Cirurgia Plástica Ocular, além da Sociedade Brasileira e Portuguesa de Medicina Estética. É professor da pós-graduação em Medicina Estética da Faculdade de Medicina da Universidade de Alcalá, em Madrid (Espanha).
Instagram: @drandreborba

 

Prótese ocular: oftalmologista explica como higienizar, colocar e remover olho artificial

COI Oftalmologia
As próteses oculares são um recurso que devolve a harmonia ao rosto de pessoas que perderam um olho. Veja os cuidados essenciais para o uso correto do acessório.

 

As próteses oculares desempenham um papel fundamental na vida de pessoas que não têm globo ocular, seja por conta de um acidente, de complicações de saúde como glaucoma e catarata ou por condições congênitas como a anoftalmia (ausência de um olho) ou a microftalmia (olho pequeno). 

Além do trauma de perder a visão - completa ou parcialmente - visualizar-se com a cavidade orbitária vazia também pode impactar negativamente a autoestima, já que a simetria do rosto fica comprometida. 

Os avanços tecnológicos na oftalmologia já permitem a criação de lentes esclerais com aparência bem natural. Confeccionadas de forma personalizada, as próteses imitam a íris - a parte colorida do olho - com perfeição. 

Diferentemente dos “olhos de vidro”, que caíram em desuso principalmente por terem uma aparência pouco natural, uma prótese ocular moderna pode preencher o volume do globo ocular apenas com uma camada fina, que se movimenta em conjunto com os músculos intra-orbitários.

Confortáveis e cada vez mais acessíveis, as próteses oculares demandam alguns cuidados simples para preservar a saúde da região dos olhos e também a durabilidade e integridade do acessório. O Dr. Ricardo Filippo, da COI Oftalmologia, explica como fazer.

Higiene: lavar as mãos antes de tocar nas próteses oculares é fundamental

A higiene adequada é crucial para a saúde ocular e a longevidade da prótese. De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, Berkeley, uma pessoa comum tem cerca de 3,2 milhões de micróbios por polegada quadrada na mão. Isso inclui uma variedade de bactérias, vírus e fungos. Alguns desses micróbios são inofensivos, mas outros podem causar doenças. 

Conforme o Dr. Ricardo, utilizar água e sabão neutro, lavando bem as mãos por cerca de 20 segundos, é o suficiente para garantir um contato seguro com uma prótese escleral: 

“Sempre recomendo que o paciente lave bem as mãos antes de manusear a prótese ocular. Para limpar a prótese, o que deve ser feito diariamente, deve ser utilizada uma solução específica para esse fim, enquanto o enxágue é feito com água potável.

É importante também evitar o uso de produtos químicos agressivos e não dormir com a prótese, guardando-a sempre em recipiente próprio. Seque os acessórios com uma toalha de papel, removendo o excesso de água cuidadosamente.”, ensina. 

Colocando e removendo a prótese ocular corretamente

Ao inserir e retirar a prótese do globo ocular, é importante ter cuidado para evitar danos ou irritações. Quem nunca utilizou uma prótese deste tipo pode achar que é complicado colocá-la, mas o processo é bem simples. 

Posicione a prótese escleral higienizada no centro do olho e faça pequenos movimentos circulares para fixá-la adequadamente, até que esteja bem encaixada e confortável. Se algum desconforto permanecer, o mais indicado é procurar o oftalmologista que projetou a prótese: algum ajuste pode ser necessário.

Remover o olho artificial também inspira cuidados. Dr. Ricardo Filippo detalha o passo a passo: “Para remover a prótese, feche delicadamente os olhos e insira uma ventosa própria para esse fim no centro da prótese. Com movimentos suaves, puxe a prótese para frente e para fora, evitando puxar bruscamente, pois isso pode causar desconforto e danos à prótese ou aos tecidos oculares”.

O mais indicado é fazer esse procedimento apenas uma vez ao dia: de manhã, ao acordar, e à noite, antes de dormir, mas caso seja preciso armazená-la antes de colocar de volta no olho, o ideal é escolher um local fresco e protegido da luz solar direta, longe de objetos afiados ou que possam causar danos. Evite, também, colocar objetos pesados ou outros itens no topo do estojo: a pressão sobre a prótese pode deformá-la.


Cuidados no uso diário da prótese ocular

Não expor a prótese ocular a altas temperaturas e umidade excessiva e realizar visitas regulares ao especialista para avaliações e ajustes necessários são outras recomendações do oftalmologista. 

No dia a dia, algumas situações devem ser evitadas: “Ambientes empoeirados, com fumaça ou substâncias químicas agressivas podem causar irritação e danos à prótese. É importante ter cautela também em atividades que podem colocar a prótese em risco, como esportes de contato ou atividades físicas intensas”, alerta.

Lembre-se de que essas informações não substituem a consulta médica. Sempre consulte o seu oftalmologista para obter orientações específicas sobre seus cuidados individuais. Cuide adequadamente de sua prótese ocular e desfrute de uma vida com visão saudável e confiança renovada.

 

Inverno é a estação ideal para cuidar das microvarizes e telangiectasias com segurança e eficácia

Procedimentos avançados de escleroterapia, realizados por especialistas da área Vascular, proporcionam resultados preventivos e melhora a estética

 

As microvarizes, as veias reticulares e as telangiectasias, mais conhecidas como "teias de aranha" vasculares ou popularmente “vasinhos”, são pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície da pele, frequentemente encontrados nas coxas e pernas, onde são mais comuns. Além dessas áreas, eles também podem surgir em outros locais, como na face (asa de nariz e nas bochechas, próximo aos olhos). 

O surgimento dos vasinhos pode estar relacionado com causas hormonais, hepáticas, gestação, anticoncepcionais, ganho de peso, ortostase prolongada (permanecer por um longo período em pé) e a hereditariedade, que também favorece o risco.

Normalmente, os pacientes procuram o especialista por acharem ser apenas uma questão estética. Porém, o aparecimento das telangiectasias precisa ser investigado. Conforme explica o angiologista,  cirurgião vascular e diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Fábio José Bonafé Sotelo, é importante que o paciente seja avaliado por um cirurgião vascular ou angiologista para verificar a relação entre as veias colaterais e nutridoras, e para verificar as causas. “O tratamento vai depender do histórico de saúde do paciente, da quantidade de varizes e seus calibres, da relação com veias mais grossas, que nutrem os vasos menores, e do tipo de vaso a ser tratado”.

Depois da avaliação do especialista, o tratamento dos vasos finos e tortuosos, que ocorrem sobretudo nas pernas, pode ser realizado de forma química, com a glicose hipertônica e a espuma densa (polidocanol), por exemplo. “Os egípcios já realizavam a escleroterapia com resultados excelentes, sendo um procedimento historicamente consagrado. A utilização de técnicas combinadas com laser e escleroterapia química, o uso da espuma densa e a radiofrequência, associadas à escleroterapia química, são técnicas novas que têm sido aplicadas por especialistas vasculares com bons resultados”, afirma Dr. Sotelo.

Normalmente, existe o receio das injeções e a queimação do agente químico ou do laser, mas, via de regra, a adaptação ao tratamento é muito rápida e a apreensão e o medo logo desaparecem. Além disso, deve ser realizado sempre por profissionais vasculares e ou angiologistas, certificados e que utilizam as técnicas corretas, que reduzem as sensações dolorosas, ardor, coceira, edema e manchas.  O procedimento é importante para o controle da progressão da doença e suas consequências e também promove melhora na estética.  Vale lembrar que, muitas vezes, o método é realizado em etapas, com número de sessões variáveis para se obter o efeito esperado.

A época mais indicada para realizar a ecleroterapia é no período de inverno, pois, no verão, a exposição solar na área tratada aumenta em demasia o risco de manchas definitivas, em geral hipercrômicas (escuras).

Após a intervenção, é fundamental manter alguns hábitos para evitar que os vasinhos voltem. Determinados cuidados podem ajudar, como o uso da meia elástica, o controle do peso, dieta saudável, alternância de posição de trabalho, repousar mais vezes com as pernas elevadas são medidas protetivas e importantes.

“É muito importante que a população compreenda que o tratamento dos vasinhos, apesar de aparentemente ser simples, é bem complexo e pode ser a primeira manifestação de doenças mais graves. Além disso, o entendimento anatômico, etiopatogênico, o treinamento e o domínio da técnica e a atenção às regras de assepsia e antissepsia são essenciais para o sucesso e a segurança do paciente. Não é incomum que os sistemas venosos mais profundos estejam envolvidos, inclusive pode haver comunicação direta entre o sistema venoso superficial e o profundo, podendo acontecer complicações graves como trombose venosa profunda, embolia pulmonar e até mesmo acidente vascular cerebral. Somente o angiologista e o cirurgião vascular possuem treinamento adequado e suficiente para executar de forma segura todas as etapas do procedimento e reconhecer e tratar rapidamente complicações que podem eventualmente surgir. Por isso, antes de iniciar o tratamento, é preciso verificar se o profissional possui título de especialista e se a clínica tem todos os requisitos sanitários para a realização da prática”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo, Dr. Fabio Rossi.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram). 



Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br


Cuidados preventivos com bebês, crianças e idosos podem evitar as doenças de inverno

Baixas temperaturas e relaxamento com medidas de proteção contribuem para a disseminação de doenças comuns da estação

 

O inverno vai até setembro e a incidência de doenças alérgicas e infecciosas transmitidas por vírus e bactérias aumentam nesta estação, como gripe, resfriado, bronquite, rinite alérgica, sinusite e pneumonia. Essas doenças respiratórias são potencializadas pelas temperaturas mais baixas associadas à baixa umidade do ar, o que pode fragilizar o sistema imunológico e favorecer a disseminação. Idosos, gestantes e crianças são potencialmente mais suscetíveis e necessitam de cuidados preventivos. 

Outros fatores como a permanência em ambientes fechados e pouco ventilados, aglomeração e relaxamento com cuidados de proteção, como o uso de máscaras, higienização das mãos e baixa procura por vacinas, também contribuem para que hospitais e pronto socorros tenham maiores taxas de atendimento e internação.

Idosos e crianças podem ser mais vulneráveis às doenças de inverno por terem um sistema imunológico mais frágil, o que os torna mais suscetíveis a infecções e por conta da presença de outras doenças. No caso dos mais velhos, doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas, renais, enfisema pulmonar e câncer, podem enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de infecções. Já as crianças podem ter doenças respiratórias crônicas, como asma, que aumentam o risco de complicações em caso de infecções respiratórias.

Com as gestantes e bebês, o sistema imunológico está em fase de atenção devido a alterações hormonais e de desenvolvimento do feto, o que pode aumentar o risco de infecções. “Este período faz com que as mucosas do sistema respiratório tenham a tendência de ficar irritadas com o clima frio e seco, o que pode aumentar o risco de infecções. Alguns grupos de pessoas estão mais suscetíveis a infecções por vírus e bactérias, como idosos, crianças, bebês, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como asma e diabete”, explica o Dr. Fernando Pompeu, diretor Médico e de Práticas Assistenciais da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. 

Nas últimas semanas, os leitos pediátricos tiveram alta taxa de ocupação. Este movimento é esperado para a população pediátrica por conta da queda na temperatura e as internações por quadros respiratórios representam a principal causa, sendo quase 60% das internações, englobando os diagnósticos de bronquiolite, crises de sibilância e pneumonia. O vírus sincicial respiratório (VSR) é o mais prevalente podendo ser encontrado em até 40% das pesquisas virais, de acordo com o especialista.

Medidas simples previnem as doenças de inverno

Por causa do grande impacto médico e social que estas infecções respiratórias trazem, o Dr. Pompeu reforça a necessidade de medidas preventivas para evitar os problemas de saúde típicos da estação. É importante evitar aglomerações em ambientes fechados, manter a alimentação saudável, ter noite de sono adequado, praticar atividades físicas regularmente, e destaque para:

  • Manter os ambientes arejados, mesmo com o frio, abrindo as janelas e deixando o ar circular;
  • Beber muita água para manter o organismo hidratado;
  • Higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou álcool em gel;
  • Evitar fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
  • Utilizar roupas adequadas para o frio, evitando aglomerações em ambientes fechados;
  • Realizar check-ups e manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe.

 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

Habilidades para o mercado de trabalho do futuro: Nem soft nem hard, para o futuro você precisará das human skills

Com o avanço da tecnologia e a automação de muitas tarefas que antes eram realizadas por seres humanos, é cada vez mais importante desenvolver habilidades que são exclusivamente humanas. Essas habilidades são conhecidas como "human skills" e são competências interpessoais fundamentais para se destacar no mercado de trabalho atual e futuro. 

Mas afinal, o que são as habilidades humanas e por que elas são tão importantes? A especialista em carreira e CEO Madalena Feliciano explica que as habilidades humanas são habilidades que envolvem a capacidade de se relacionar com outras pessoas, trabalhar em equipe, lidar com emoções e resolver problemas complexos. Essas habilidades são essenciais em um mundo cada vez mais digital, acelerado e automatizado, onde a interação humana é cada vez mais importante. 

As habilidades humanas incluem habilidades como inteligência emocional, colaboração, criatividade, pensamento crítico, resiliência e capacidade de adaptação. Essas habilidades são habilidades que a tecnologia não pode substituir e são fundamentais para a construção de um ambiente de trabalho saudável, eficiente e produtivo. 

As competências interpessoais são tão importantes que, segundo o Relatório “Futuro dos Empregos” do World Economic Forum, as habilidades mais importantes para os próximos cinco anos são: autogerenciamento, resiliência, tolerância ao estresse, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas.

Além disso, Madalena Feliciano comenta sobre a existência de outras habilidades humanas essenciais para a construção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo, tais como:

 

1. Inteligência emocional corporativa: é a habilidade de lidar com emoções, "ler" o outro e saber falar de uma forma que o outro entenda e acalme a emoção do outro. 

2. Dialeto executivo: é a comunicação efetiva no ambiente corporativo e um bom profissional precisa ter a capacidade de expressar ideias de forma clara e concisa, ouvir ativamente e transmitir informações de maneira adequada em diferentes contextos e meios de comunicação. 

3. Colaboração executiva: é a habilidade de trabalhar em equipe, compartilhar responsabilidades, resolver conflitos e alcançar objetivos em conjunto. 

4. Visão holística do negócio: é a capacidade de ter um pensamento crítico e conseguir analisar informações e avaliar argumentos diversos. 

5. Criatividade: é a habilidade de encontrar soluções inovadoras, gerar ideias originais e pensar fora da caixa. 

6. Autoconsciência: é a habilidade de se conhecer a ponto de conseguir compreender e gerenciar as próprias emoções e as emoções das pessoas com quem trabalha. 

7. Flexibilidade e adaptabilidade: é a habilidade de se ajustar a mudanças, saber lidar com situações imprevisíveis e com cenários que mudam em um piscar de olhos. 

Desenvolver essas habilidades é essencial para acompanhar a velocidade da transformação em tecnologia e no mercado de trabalho. As organizações devem se concentrar mais nas competências do que em meros conjuntos de habilidades técnicas para acompanhar a velocidade da transformação do mercado, ou seja, big data, IA e robótica.

“Mas não é apenas a responsabilidade das organizações desenvolver as habilidades humanas nos funcionários. Os próprios funcionários devem estar cientes da importância dessas habilidades e trabalhar para desenvolvê-las. Isso pode incluir autoconhecimento, questionamento de suas próprias atitudes e comportamentos, reconhecimento de limites pessoais e abertura para ouvir e aprender com outras pessoas”. Finaliza Madalena Feliciano.

 

Madalena Feliciano - Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. Estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Master Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: Fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros.

 

Comprar, financiar ou assinar carro? Conheça vantagens e desvantagens de cada opção

Divulgação Envato
Levantamento revela que 69% dos brasileiros apreciam o ato de dirigir. Dentre os perfis e hábitos de consumo dos motoristas no país, entenda os prós e contras em comprar, financiar e assinar um automóvel


O Brasil é mesmo um país apaixonado por carros? Durante muitos anos, o “carro próprio” era o sonho de muitos brasileiros. Contudo, os avanços tecnológicos, as flutuações financeiras e mudanças de comportamento do consumidor têm alterado o cenário e o desejo pelo carro próprio não é mais tão dominante. Isso ocorre porque arcar com os custos e as burocracias que um veículo próprio representa pode ser dispendioso. Inclusive, um estudo realizado em 2021  pela consultoria britânica Scrap Car Comparison revelou que o Brasil é o quinto país mais caro para compra e manutenção de carros zero-quilômetro, com as despesas impactando 441,89% da renda média do brasileiro.

Diante dessa realidade, muitos motoristas têm considerado a opção de financiamento. No entanto, para avaliar se essa modalidade vale a pena, é preciso analisar as taxas de juros, os valores das parcelas e o custo total do investimento, especialmente em compras a longo prazo. Vale lembrar que, além do aumento do preço dos veículos devido a motivos como a valorização do dólar, aumento nos custos de insumos e incorporação de novas tecnologias, a alta das taxas básicas de juros (Selic) tem limitado o acesso ao financiamento. 

Por outro lado, a modalidade de assinatura de veículos está em alta. Segundo dados do relatório Data Bridge Market Research, o mercado global de assinatura de veículos deve atingir US$ 12,2 milhões até 2028, com um crescimento anual estimado em 14%. Os motivos? Esse serviço, que já era oferecido por locadoras há alguns anos, se tornou ainda mais popular com a entrada de fabricantes na modalidade. Com vantagens atraentes como inclusão de seguro, IPVA, manutenção e licenciamento, o carro por assinatura possui uma única taxa de  contrato, sem a necessidade de enfrentar a burocracia da compra de um carro novo e sem se preocupar com a sua desvalorização.


O futuro paradigma do estilo de vida automotivo: 

A seguir, confira um comparativo de como a assinatura tem transformado a maneira como as pessoas veem a posse e o uso de veículos, influenciando o estilo de vida automotivo e proporcionando maior flexibilidade aos consumidores. 


  • Assinatura: prós e contras

Prós

Contras

Não é necessário se preocupar com revisão, manutenção e depreciação do veículo. 

Ao final da assinatura, o usuário não possui a propriedade total do carro, ou seja, está pagando por algo  que não será seu.

As  despesas com impostos, documentação, emplacamento, IPVA, licenciamento, revisões e seguro já estão incluídas na parcela mensal.

A quilometragem é limitada, e caso o motorista exceda o limite contratado  por mês, haverá um custo adicional.

O usuário sempre terá um carro novo na garagem.

O custo mensal da assinatura geralmente é maior que o de um financiamento em poucas parcelas.

Ao invés de usar as economias para comprar um carro à vista ou arcar com um financiamento, o assinante pode aplicar o dinheiro e obter rendimentos (custo de oportunidade).

Algumas empresas restringem o uso do veículo por assinatura para motoristas de aplicativo.

A modalidade ainda oportuniza que o motorista adquira um carro superior do que ele conseguiria arcar, se comprasse integralmente.

 

O valor da mensalidade é fixo, sem juros e sem necessidade de entrada. Assim, o usuário consegue se planejar financeiramente.

 

  • Compra à vista: prós e contras

Prós

Contras

O proprietário  pode percorrer qualquer distância desejada, sem restrições contratuais. 

Além do valor pago pelo bem, é necessário calcular outros  encargos, como licenciamento, seguro, emplacamento, documentação, etc.

O proprietário pode vender o carro quando desejar, inclusive em caso de financiamento.

O veículo próprio está sujeito à depreciação constante.

Não há comprometimento com dívidas a médio ou longo prazo.

Exige busca de crédito e muita burocracia na compra. 

Possibilidade de obter desconto no valor total, geralmente concedido pelos fabricantes para pagamento integral do veículo.

Abre mão dos custos de oportunidade, ou seja, a possibilidade de ganhos com outros investimentos. Vale ressaltar que os custos envolvidos na aquisição de um automóvel são elevados e podem gerar benefícios a médio e longo prazo se investidos corretamente no mercado financeiro.

Menores taxas de juros e de serviços na compra à vista.

Os custos de manutenção também são altos, como revisões, troca de peças, etc. 

  • Financiamento: prós e contras 

Prós

Contras

É possível adquirir um veículo mesmo sem ter o valor integral, pois muitos bancos e empresas financiam 100% do valor.

Incidência de juros,resultando em um valor muito mais alto que o custo total do veículo. 

Parcelas fixas e pré-estabelecidas,  sem riscos de atualizações contratuais.

A alta da taxa básica de juros (Selic) pode tornar o financiamento menos acessível.

Quanto maior a entrada paga, menores serão as parcelas, e é possível fazer pagamentos antecipados.

O financiamento é um tipo de crédito e deve ser analisado com cautela, avaliando a capacidade de arcar com as parcelas integralmente, sem correr o risco de perder o bem.

 

Durante o financiamento, há menos oportunidades de aplicar o dinheiro de forma a obter rendimentos, o que pode resultar na desvalorização do capital investido em relação ao valor  do bem adquirido no momento da compra.

 

Muita burocracia, visto que as instituições financeiras exigem vários documentos para avaliar o pedido e aprovar o crédito.

Comparando com o financiamento, a modalidade de assinatura tende a ser mais vantajosa para quem procura um carro zero-quilômetro. No entanto, a escolha entre a compra, financiamento ou assinatura  depende das condições específicas de cada modalidade. “É importante destacar que um carro sempre gerará despesas, independentemente da forma como é adquirido. Para reduzir as perdas, é necessário considerar as opções disponíveis no mercado. Em termos de precificação, a modalidade assinatura apresenta uma vantagem, pois o valor pago mensalmente inclui diversos itens, como IPVA, licenciamento, seguro, depreciação, custo de manutenção, entre outros. Algumas empresas ainda oferecem assistência 24 horas, seguro, emplacamento e impostos”, explica a gerente comercial do V1, Caroline Milanez. 

Na compra de um carro, é essencial considerar que o valor anunciado pela concessionária ou proprietário é apenas o primeiro aspecto a ser considerado. Outros custos como manutenção, impostos, seguro, revisões, emplacamento e licenciamento, também incidem sobre o bem. “Na ponta do lápis, é possível comprovar que a assinatura é mais vantajosa, pois evita a necessidade de se comprometer com várias despesas ou buscar crédito em instituições financeiras”, finaliza Caroline.



V1
O app está disponível na Apple Store e Google Play


Profissões do futuro: 5 dicas para ser um bom influenciador digital

Criadores de conteúdo dominam o ambiente digital, mas você já se perguntou como eles chegaram lá? Confira um passo a passo que pode te ajudar com sua carreira virtual 

 

 

Seja no trabalho, no lazer ou até mesmo antes de dormir, é impossível navegar na internet e não se deparar com algum criador de conteúdo que atende pelo título de “influenciador digital”. Cada vez mais presentes, e mais influentes, essas figuras dominam o ambiente digital e movimentam uma imensidão de fãs e haters por onde passam. 

 

Porém, para cada Whindersson Nunes e Felipe Neto que obtêm sucesso, há inúmeros outros canais de YouTube ou perfis de Instagram que não conseguem sair do anonimato. Há, no entanto, uma luz no fim do túnel. 

 

A profissão de influenciador digital não é fácil, mas isso não significa que não existam caminhos e dicas capazes de orientar e ajudar alguém em busca do sucesso virtual. A Vivae, plataforma de educação da Vivo e do grupo Ânima, oferece um curso capaz de te ensinar os macetes da carreira. Ficou curioso? Confira 5 dicas de como ser um bom influenciador digital: 

 

- Crie uma marca pessoal: Em um mundo repleto de influenciadores digitais, ser autêntico é um valor inestimável. Se você quer se destacar, procure em si mesmo algo que te diferencie dos demais influenciadores — talvez seja o seu bom humor, talvez seja sua habilidade em editar vídeos ou talvez seja seu conhecimento sobre determinado assunto. 

 

- Encontre o seu nicho: Entender qual é o público que você deseja atingir com seu conteúdo é um passo importante no caminho para o sucesso. Estabeleça quem são as pessoas com quem você quer falar e, a partir disso, elabore o seu conteúdo e sua estratégia de divulgação. Você gosta de falar de futebol? Saiba como os boleiros falam. Vai falar sobre novelas? Procure entender quem assiste novela no Brasil. Quer discutir algum filme cult? Encontre espaços onde esse tipo de debate seja bem-vindo. 

 

- Busque conhecimento: O improviso é fundamental na frente das câmeras, mas ser um influenciador digital requer mais do que somente feeling. Estudar o funcionamento das plataformas em que você vai atuar é essencial para saber como direcionar o seu conteúdo em cada rede social. Dicas de como se organizar, lidar com o público, com anunciantes e com marcas também vem a calhar. 

 

- Se posicione (ou não): Nos dias atuais, um influenciador digital que não se posiciona tende a ser execrado nas redes. Cada vez mais, é esperado que produtores de conteúdo tenham posicionamentos fortes em relação às mais variadas causas e opiniões. Ao produzir seu conteúdo, sempre fique atento aos posicionamentos que seu produto pode passar. Procure se posicionar em assuntos que são importantes para você e, caso não queira opinar sobre certo tema, é bom evitar conversas que sejam polêmicas. 

 

- Engaje com seu público: Ao final do dia, a comunidade que você cria enquanto influenciador digital é a sua grande conquista. Lidar com o público pode ser cansativo, mas é primordial para uma carreira digital de sucesso. Responda comentários, interaja com seguidores e, sempre que possível, dê atenção às demandas daqueles que te seguem. Isso não significa que eles são seus chefes, mas é sempre bom lembrar que a influência digital é uma via de mão dupla. Dar atenção para quem te segue é uma forma de cativar sua audiência. 

 


Vivo e a Ânima Educação

 

Faturamento real do comércio paulista atinge R$ 96,7 bilhões em abril

 
Com crescimento de 1,8% no período, resultado é o melhor em 15 anos, revela FecomercioSP


 
Fomentado principalmente pela atividade de farmácias e perfumaria, no mês de abril, o faturamento real do varejo paulista alcançou R$ 96,7 bilhões, valor R$ 1,7 bilhão acima do apurado no mesmo período de 2022. No mês, o crescimento foi de 1,8%, ao considerar a mesma base comparativa. Esse é o melhor resultado para o período em 15 anos. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 
A variação acumulada nas vendas varejistas no ano foi de 5,1%, o que representa um faturamento R$ 18,3 bilhões superior ao obtido entre janeiro e abril do ano passado. O resultado mostra a força das vendas no comércio e acompanha a melhora das condições econômicas das famílias, com mais emprego e renda. Das nove atividades pesquisadas, seis obtiveram aumento no faturamento real no quarto mês do ano: farmácias e perfumarias (17,2%); lojas de eletrodomésticos eletrônicos e L.D. (10,9%); supermercados (9,6%); concessionárias de veículos (9,6%); autopeças e acessórios (6,8%); e lojas de vestuário, tecidos e calçados (6,3%).

 

De acordo com a Federação, apesar dos juros elevados, o crédito continua amplo e farto no sistema financeiro às pessoas físicas, com acesso tanto por meio dos cartões de crédito quanto pelos carnês. No entanto, segundo o Banco Central (Bacen), a inadimplência para o consumidor paulista tem aumentado, cenário que pode gerar algum risco para o ritmo de crescimento do segmento em um futuro próximo. Por outro lado, as possibilidades de renegociação de dívidas em atraso — com poder de barganha maior, frente à estabilidade no empego — representam um ponto favorável ao consumidor.
 
No caminho inverso, o grupo de outras atividades registrou queda de 18,6% no contraponto anual. A redução expressiva nos preços dos combustíveis, quando comparados com o mesmo período de 2022, é um dos motivos para esse resultado. Contudo, vale lembrar que isso não implica queda de consumo, mas compras em valores menores. Também apresentaram quedas os setores de móveis e decoração (-5,8%) e materiais de construção (-5,3%). Essas atividades estão ligadas diretamente à indústria da construção civil — que, diante de juros elevados, segue lidando com vendas limitadas.
 
Segundo a FecomercioSP, é importante ressaltar que, apesar do recorde de faturamento para o mês, os varejistas enfrentam dificuldades financeiras. Apesar de a receita estar mais alta, o lucro não segue, necessariamente, a mesma tendência. O custo de crédito elevado, o aumento da inadimplência e os preços dos fornecedores nas alturas são fatores que dificultam o dia a dia das empresas — mesmo que toda a conjuntura não seja negativa.
 
Ainda assim, a tendência é positiva para os próximos meses, com recomposição da renda real permitindo um avanço do consumo. A PCCV de maio, mês do Dia das Mães, deve comprovar a solidez do setor varejista, ao apontar crescimento na maioria das regiões do Estado.


 
Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades). Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.


 
FecomercioSP

Virada tecnológica no agronegócio já é realidade, e quem não se atualizar tende a ficar para trás

Quando se pensa em agronegócio, o imaginário popular associa ao cenário rústico do campo e o oposto da agilidade do cenário urbano. Entretanto, o avanço do setor no Brasil, hoje, já pode ser relacionado ao uso de tecnologia e de dados. Parte relevante das empresas do segmento estão recorrendo a ferramentas tecnológicas para oferecer os serviços e produtos de forma mais limpa e em consonância com a sustentabilidade, em especial as empresas brasileiras, que têm liderado essa transformação, tanto no crédito, como na compra de matéria-prima e venda de insumos.

O setor de agtechs se expandiu significativamente nos últimos dois anos. Em 2020, 84% dos produtores agrícolas brasileiros já adotavam algum tipo de técnica digital na plantação, segundo um estudo realizado pela Embrapa. Já em 2021, o volume de investimentos em ferramentas tecnológicas chegou a 126 milhões de reais, de acordo com o Radar Agtech Brasil.

Sensores, sistemas de informação geográfica (SIG), drones, robótica e inteligência artificial, da preparação do solo à colheita, e da distribuição dos produtos, são algumas das ferramentas que auxiliam no monitoramento e gerenciamento das operações agrícolas. Além disso, essas inovações permitem que os agricultores monitorem de perto a qualidade e a quantidade de produção, evitando desperdícios. 

E o uso de tecnologia nesse setor não está apenas relacionado ao maquinário utilizado na plantação e na colheita. O sistema de dados facilita o acesso a informações e é cada vez mais indispensável, seja para potencializar a produtividade, pois auxilia os produtores a tomar decisões assertivas sobre quando plantar, quando colher e como cuidar das lavouras, como também para garantir um agronegócio ainda mais sustentável. 

A digitalização de processos e a análise inteligente de informações é o caminho principal para as organizações criarem uma agenda ESG na prática e em larga escala, pois é por meio dos meios digitais que se torna possível uma coleta qualificada de dados e o monitoramento de territórios e cadeias produtivas de forma eficaz, garantindo o cumprimento dos critérios sustentáveis.

A preocupação com esses temas não impacta diretamente apenas o produtor, mas também a rede de instituições e pessoas envolvidas nas jornadas corporativas das empresas. Isso porque os hábitos de consumo da população estão se transformando e as pessoas estão cada vez mais atentas à origem dos alimentos e produtos que adquirem. 

Um estudo da Nielsen mostrou que 42% dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir seu impacto no meio ambiente, e os investidores estão de olho nisso. Nesse sentido, a assertividade no campo depende de transparência, eficiência e práticas adequadas em todos os âmbitos da palavra.

Apesar das inúmeras vantagens, a agricultura digital ainda deve evoluir, tanto no sentido de dados, IA e ferramentas tecnológicas, quanto no acesso por parte dos agricultores, incluindo principalmente os pequenos. Pegar esse movimento desde o início tende a ser uma alavanca para o mercado. 

Nesse cenário, fica claro que, cada vez mais, quem não investir em tecnologia vai ficar obsoleto. 

 

Sergio Rocha - CEO da Agrotools. Com mais de 30 anos de experiência em áreas como commodities agrícolas, serviços financeiros, tecnologia, comércio internacional, dados e geotecnologia, Sergio também investiu em startups e reestruturou empresas em setores como finanças, commodities e tecnologia. Estudou planejamento estratégico na escola de negócios IMD, na Suíça, e trabalhou na Rússia. Antes de fundar a Agrotools, Sergio trabalhou na Costa Pinto Trading Company, na OPE Investments e foi presidente da Tecpar Technology Investment Partners nos EUA.


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