A volta às aulas traz uma série de desafios para os
pais, que precisam garantir que as crianças voltem a uma rotina saudável de
estudos. Entre as aulas e toda uma mudança de horários que acontece com o fim
das férias, uma questão importante deve ser considerada: os cuidados com a
saúde na retomada do ano escolar.
Dados mais recentes do Censo Escolar (2024) indicam
que o Brasil possui um número aproximado de 23,9 milhões de estudantes entre 0
e 10 anos matriculados nos ensinos público e privado. Apenas nos iniciais do
ensino fundamental, que compreende alunos entre 6 e 10 anos, são 14,4 milhões
de crianças que começam as aulas em fevereiro.
Desta forma, o contato entre uma grande quantidade
de crianças envolve noções básicas de higiene e cuidados com possíveis doenças.
Especialmente para alunos mais novos, que ainda estão aprendendo a fazer a sua
higiene pessoal de forma correta, os pais devem ficar atentos na hora de
orientar os seus filhos. A alimentação feita no ambiente escolar também deve
ser observação, com o objetivo de evitar o consumo de produtos inadequados.
Haroldo Torres Alves, pediatra da Afya Educação Médica
Curitiba, pontua que algumas medidas simples podem ser tomadas no dia a dia,
tanto pelos adultos quanto pelas crianças. O início das aulas, porém, traz uma
série de desafios aos quais os pais devem ficar atentos.
O
uso do banheiro
Um dos maiores desafios de crianças na escola, em
especial da primeira infância, é o uso do banheiro de forma correta. Para
Alves, esse tipo de orientação é fundamental e precisa ser diferente para
meninos e meninas, com o objetivo de evitar contaminações.
"Em geral, crianças de 2 a 4 anos de idade
conseguem comunicar aos pais ou responsáveis quando precisam 'ir ao banheiro'.
Esse é o momento ideal para ensinar, com redutores de assento ou vasos
infantis, a fazer esse processo que será necessário no período escolar. Algo importante
aqui é lavar as mãos também antes de usar o banheiro, para não levar
contaminação para as áreas íntimas. Naturalmente, é preciso ensinar o modo
correto de higienização para o menino e a menina e, após isso, o hábito da
lavagem das mãos com água e sabonete", afirma o pediatra.
A
alimentação
A questão da alimentação no ambiente escolar
envolve duas situações comuns: a de crianças que levam lanche de casa e as que
se alimentam no próprio local, seja com a merenda da escola ou com produtos
comercializados por terceiros. O pediatra pontua que, em ambos os casos, é
preciso saber que tipo de alimento a criança realmente está comendo.
"É importante que, antes de ir à escola, a
criança já esteja instruída sobre a higiene das mãos; no caso de se trazer
alimentos de casa, isso serve para não contaminarem a própria comida. Outra
recomendação é a de evitar trocar alimentos com os colegas, pois esses podem
ter ingredientes inadequados para a criança que está trocando. Porém, se a
criança for comer o que for oferecido pela escola, é importante que os pais
conheçam o cardápio oferecido pelo local e fiquem atentos à presença de
alimentos gordurosos, frituras, fortemente temperados, açucarados, sucos
artificiais e refrigerantes", reforça o especialista da Afya.
O
risco de infecções
O contato constante entre crianças é fundamental
para a convivência, socialização e fortalecimento dos laços entre os alunos. No
entanto, é comum que algumas infecções e doenças possam surgir dessa
proximidade. O pediatra alerta para alguns riscos e apresenta algumas
orientações para que o contato seja feito de forma saudável e segura.
"O contato entre crianças leva à troca de germes, vírus, bactérias e fungos que podem causar infecções respiratórias, pulmonares e de garganta, além de casos de virose, piolho, sarna, entre outras enfermidades. Mas é importante ressaltar que esse contato é saudável, apenas exige cuidados. As melhores formas de mitigar riscos começam com alimentação saudável e hidratação, cuidados com a higiene e vacinações em dia. Caso uma criança apresente sintomas infecciosos, a direção da escola deve providenciar o afastamento do aluno e orientar os pais a levar a criança ao pediatra, para o diagnóstico e tratamento da infecção até que o retorno seja seguro", explica Alves.
Afya
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