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Procedimento pode causar infecções, alergias e inflamações quando feito sem os cuidados adequados, alerta oftalmologista
Alongar, dar volume e destacar o olhar parece
inofensivo, mas será que a extensão de cílios é mesmo tão simples quanto
promete? O procedimento, cada vez mais popular, pode esconder riscos
importantes para a saúde ocular quando não é feito com critério. “Existe, sim,
risco de infecção e inflamação das pálpebras, especialmente quando não há
cuidado adequado com higiene e materiais utilizados”, alerta a Dra. Olga Maria
Calou, oftalmologista especialista em Cirurgia Plástica Ocular do HOPE –
Hospital de Olhos de Pernambuco.
Entre os problemas mais frequentes
estão reações alérgicas aos componentes usados na aplicação, além de
dificuldades na limpeza diária da região dos olhos. Segundo a médica, esse
cenário favorece o surgimento de inflamações e infecções. “Há risco de alergia
aos materiais empregados no procedimento e a higienização das pálpebras fica
prejudicada, o que pode provocar ou agravar quadros como a blefarite”, explica.
Nem todo mundo está apto a realizar a
extensão de cílios. Pessoas com histórico de alergia ou com determinadas
doenças oculares devem evitar o procedimento. “Pacientes que já apresentaram
alergia a algum componente usado na aplicação ou que têm patologias oculares
específicas precisam redobrar a atenção e, em muitos casos, não devem fazer a
extensão”, orienta a especialista do HOPE.
Outro ponto que merece cuidado são as
colas e removedores utilizados. Por ficarem muito próximos aos olhos, esses
produtos podem causar danos se não forem adequados. “Eles podem provocar
irritação, reações alérgicas e, em situações mais graves, acabar entrando em
contato direto com os olhos, causando ferimentos na superfície ocular”, ressalta
a oftalmologista.
A higiene, tanto durante a aplicação
quanto na manutenção, é decisiva para evitar complicações. Quando negligenciada,
abre espaço para inflamações persistentes. “A falta de limpeza favorece o
acúmulo de resíduos e o aumento da oleosidade, o que pode gerar infecções e
inflamação das pálpebras”, afirma Dra. Olga.
Além das inflamações, os cílios
naturais também podem sofrer. “A queda dos cílios pode acontecer quando a
extensão não é aplicada corretamente ou quando há excesso de peso e tração”,
explica. Esse impacto pode deixar os fios naturais mais finos, curtos e
fragilizados ao longo do tempo.
Alguns sinais indicam que algo não vai
bem e exigem atenção imediata. “Dor, coceira, inchaço nas pálpebras, secreção,
lacrimejamento excessivo e queda acentuada dos cílios naturais são alertas
importantes”, enumera a médica. Diante desses sintomas, a recomendação é retirar
a extensão e procurar um oftalmologista.
Para quem deseja reduzir riscos, os
cuidados começam antes mesmo da aplicação. “É fundamental escolher um
profissional qualificado, manter uma boa higiene, respeitar os intervalos de
manutenção e buscar avaliação médica ao primeiro sinal de problema”, orienta. A
remoção da maquiagem também deve ser feita com delicadeza, evitando atrito
excessivo na região dos olhos.
A principal recomendação da
especialista é equilíbrio. “Evitar excessos, respeitar os cuidados de higiene e
manter acompanhamento oftalmológico são atitudes essenciais para preservar a
saúde ocular”, conclui a Dra. Olga Maria Calou, oftalmologista especialista em
Cirurgia Plástica Ocular do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. Afinal,
valorizar o olhar não deve significar colocar a visão em risco.

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