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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Diabéticos devem redobrar atenção sob forte calor e altas temperaturas

Divulgação
 MedLevensohn
Hidratação regular ao longo do dia, ajuste do tratamento com orientação do profissional de saúde e atenção aos sinais de descompensação são medidas essenciais para atravessar períodos de calor intenso com mais segurança

 

Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), idosos e doentes crônicos, como cardiopatas, devem se atentar ao aumento das temperaturas, pois o calor extremo pode causar consequências graves à saúde do coração e alterações em pacientes diabéticos, que devem manter os níveis de glicose controlados, uma vez que a diabetes é um dos fatores que leva ao risco de doenças cardiovasculares. 

“As ondas de calor têm impacto direto no controle do diabetes, aumentando a variabilidade glicêmica. Temperaturas elevadas favorecem a desidratação, reduzem o volume plasmático, podem levar ao aumento das catecolaminas, que podem alterar a absorção de glicose pelos tecidos, levando tanto a episódios de hiperglicemia (glicose mais elevada) em um horário, quanto de hipoglicemia (glicose baixa, menor que 70 mg/dl). Além disso, o calor intenso pode modificar a rotina alimentar, o nível de atividade física e o padrão de sono, fatores que influenciam diretamente os níveis de glicose no sangue”, explica a endócrino Joana Dantas, pesquisadora clínica do Departamento de Nutrologia e Diabetes do Hospital Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e parceira da MedLevensohn. 

A especialista também alerta para o uso da insulina, pois se trata de um medicamento sensível ao calor e pode perder a eficácia quando exposta a temperaturas acima do recomendado, especialmente se transportada sem refrigeração adequada. “As canetas de insulina conseguem manter uma estabilidade ao calor em temperaturas habituais, mas acima de 40ºC podem perder a eficácia, isso pode resultar em controle glicêmico inadequado mesmo com doses habituais. Também não devem ser armazenadas na porta da geladeira por causa da flutuação de temperatura. Caso apresente aumento de glicose inesperado, é sempre necessário avaliar a troca da insulina no verão caso essa tenha sido exposta a temperaturas mais elevadas”, completa. 

Para auxiliar neste controle, o mercado de saúde tem disponibilizado tecnologias que facilitam o dia a dia dos pacientes. Uma delas são os sensores de medição contínua da glicose, como o Smart 2.0, da MedLevensohn, que realiza a aferição dos níveis glicêmicos a cada um minuto, o que garante um acompanhamento mais preciso e um histórico mais detalhado das taxas para a tomada de melhores decisões clínicas. O modelo é um dos menores do mercado e pode ser usado por 15 dias, com aplicação no braço ou no abdômen. Os dados gerados são transmitidos via bluetooth para o aplicativo Smart CGM, e podem ser acessados pelos pacientes, responsáveis e especialistas que fazem o acompanhamento de saúde. Porém, devido ao suor excessivo e à desidratação, podem apresentar diferenças na leitura, o que reforça a importância de checar regularmente os números e, quando necessário, confirmar os valores com glicemia capilar, como os feitos pela linha On Call Plus, também da MedLevensohn. 

O risco de desidratação é particularmente elevado em pessoas com diabetes, pois a hiperglicemia aumenta a perda de líquidos pela urina. Em dias muito quentes, essa perda pode ser ainda maior, favorecendo cansaço, tontura, queda de pressão e piora do controle metabólico, além de aumentar o risco de complicações agudas, como a cetoacidose diabética. Pacientes idosos e aqueles com diabetes de longa duração podem apresentar maior risco de queda de pressão arterial. “A hidratação regular ao longo do dia, mesmo sem sede, o ajuste do tratamento quando orientado pelo profissional de saúde e a atenção redobrada aos sinais de descompensação são medidas essenciais para atravessar períodos de calor intenso com mais segurança”, finaliza a endocrinologista.

  

MedLevensohn

 

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