Especialista da Growth Supplements explica como a reposição de eletrólitos, a saúde intestinal e até o uso de creatina são fundamentais para proteger o corpo e a mente
As ondas de calor
recordes que atingem o país exigem atenção redobrada, mas as estratégias de
hidratação variam conforme o estilo de vida. Para quem mantém uma rotina comum,
o consumo de água pura é suficiente para suportar todo o processo de hidratação
do organismo. No entanto, o cenário muda para quem enfrenta perdas intensas de
líquidos.
De acordo com o
nutricionista funcional Diogo Cirico, responsável técnico pela Growth
Supplements, o erro pode acontecer em situações específicas, como na prática
esportiva muito longa ou em ambientes muito quentes. “A ingestão de água sem os
devidos eletrólitos não servirá para hidratação nessas condições extremas, pois
a capacidade do organismo de reter o líquido não será a mesma devido ao
desequilíbrio”, alerta Cirico.
O especialista
explica que, ao suar excessivamente durante a prática esportiva de alta
intensidade, a pessoa perde água e sais minerais que a água pura não consegue
repor em quantidades satisfatórias, o que pode levar a quadros de baixa
concentração de sódio e potássio. Para esses praticantes de exercícios, o calor
exige cuidados estratégicos. “Durante o esforço físico, o corpo produz calor
através da contração muscular e perde através da pele. O benefício da
suplementação de creatina ampara justamente essas pessoas com atividade muito
intensa, permitindo armazenar uma quantidade maior de água no músculo
previamente e mantendo o interior celular hidratado durante a atividade”,
detalha o nutricionista, ressaltando que pessoas sedentárias não têm esse mesmo
benefício com o uso do suplemento.
O impacto do calor no intestino e no cérebro
O sistema digestivo também sofre com as altas temperaturas, tornando-se mais
vulnerável. Cirico aponta que o calor excessivo acelera a proliferação de
microrganismos nos alimentos, aumentando os riscos de toxinfecções alimentares.
A escolha do cardápio é decisiva para evitar a fadiga. “Alimentos pesados,
gordurosos ou com excesso de condimentos exigem esforço dos órgãos envolvidos
na digestão, causando desconforto nos dias mais quentes. Já uma alimentação
rica em frutas e legumes fornece energia sem sobrecarregar o aparelho
digestivo”, afirma.
A fadiga mental e a dificuldade para dormir são outras queixas frequentes durante os picos de temperatura. Embora uma dieta equilibrada ajude na qualidade do sono, Cirico reforça que, no calor intenso, o problema é muitas vezes ambiental. Para tentar baixar a temperatura interna, o consumo de líquidos gelados é uma das poucas estratégias eficazes. “Algumas substâncias como o mentol podem reduzir a percepção de calor, mas as pesquisas mostram que não há alteração real na temperatura corporal. Já a ingestão de líquidos gelados realmente ajuda a reduzir a temperatura e melhora a performance”, pontua.
Dicas para enfrentar as altas temperaturas
Para atravessar as ondas de calor sem comprometer a saúde, o nutricionista recomenda atenção redobrada aos sinais do corpo. A falta de apetite comum no verão pode levar ao consumo de alimentos menos nutritivos e mais calóricos, o que, somado ao aumento do consumo de bebidas alcoólicas, agride diretamente a saúde intestinal. “O álcool impacta tanto a saúde do intestino quanto as escolhas alimentares, estimulando o consumo de alimentos palatáveis que desencadeiam mal-estar”, explica Diogo Cirico. Segundo o especialista, o segredo para manter o bem-estar está na combinação de hidratação com eletrólitos, refeições leves e o resfriamento estratégico do corpo.
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