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terça-feira, 29 de junho de 2021

Novo coronavírus infecta e se replica em células das glândulas salivares

         Estudo conduzido na Faculdade de Medicina da USP sugere que tecidos especializados na produção e secreção de saliva servem de reservatórios para o SARS-CoV-2, contribuindo para ampliar o potencial infeccioso do vírus (imagem de microscopia eletrônica mostra o novo coronavírus no interior das glândulas salivares; crédito: Bruno Matuck/USP)

   

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) constataram que o SARS-CoV-2 infecta e se replica em células das glândulas salivares.

Por meio de análises de amostras de três tipos de glândulas salivares, obtidas durante um procedimento de autópsia minimamente invasiva em pacientes que morreram em decorrência de complicações da COVID-19 no Hospital das Clínicas da FM-USP, eles verificaram que esses tecidos especializados na produção e secreção de saliva são reservatórios para o novo coronavírus.

Os resultados do estudoapoiado pela FAPESP, foram publicados no Journal of Pathology.

As descobertas contribuem para explicar por que o novo coronavírus é encontrado em grandes quantidades na saliva, o que viabilizou a realização de testes para diagnósticos da COVID-19 a partir do fluido, sublinham os autores do trabalho.

“É o primeiro relato de vírus respiratório capaz de infectar e se replicar nas glândulas salivares. Até então, acreditava-se que apenas vírus causadores de doenças com prevalência muito alta, como o da herpes, usavam as glândulas salivares como reservatório. Isso pode ajudar a explicar por que o SARS-CoV-2 é tão infeccioso”, diz à Agência FAPESP Bruno Fernandes Matuck, doutorando na Faculdade de Odontologia da USP e primeiro autor do estudo.

Os pesquisadores já tinham demonstrado, em estudo anterior, a presença de RNA do SARS-CoV-2 no tecido periodontal de pacientes que morreram em decorrência da COVID-19 (leia mais em agencia.fapesp.br/35512/).

Em razão da alta infecciosidade do SARS-CoV-2 quando comparado a outros vírus respiratórios, eles levantaram a hipótese de que o novo coronavírus poderia infectar e se replicar em células das glândulas salivares e, dessa forma, surgir na saliva sem ter contato com secreções nasais e pulmonares.

Isso porque estudos internacionais anteriores mostraram que o ducto salivar apresenta o receptor ACE-2, com o qual a proteína spike do SARS-CoV-2 se liga para infectar as células. Mais recentemente, outros grupos de cientistas relataram ter observado em estudos feitos com animais que, além da ACE2, receptores como a serina protease transmembranar 2 (TMPRSS) e a furina, presentes nos tecidos das glândulas salivares, são alvos do SARS-CoV-2.

A fim de testar essa hipótese em humanos, foram feitas biópsias guiadas por ultrassom em 24 pacientes que morreram em decorrência da COVID-19, com idade média de 53 anos, para extração de amostras de tecidos das glândulas parótida, submandibular e menores.

As amostras dos tecidos foram submetidas a análises moleculares (RT-PCR) para identificação da presença do vírus. Os resultados indicaram a presença do vírus nos tecidos em mais de dois terços das amostras.

Já por meio de marcações imuno-histoquímicas – em que é colocado um corante em uma molécula que se gruda no vírus e nos receptores –, foi possível observar a presença do vírus in situ, no interior dos tecidos. E, por meio de microscopia eletrônica, foi detectada não só a presença, mas também o vírus se replicando nas células e identificado o tipo de organela que ele utiliza para essa finalidade.

“Observamos vários vírus aglomerados nas células das glândulas salivares – um indicativo de que estão se replicando em seu interior. Não estavam presentes nessas células passivamente”, afirma Matuck.

Boca como porta de entrada direta

Os pesquisadores pretendem avaliar, agora, se a boca pode ser uma porta de entrada direta do SARS-CoV-2, uma vez que os receptores ACE2 e o TMPRSS são encontrados em vários locais da cavidade, como em tecidos da gengiva e da mucosa bucal. Além disso, a boca tem uma área de contato maior do que a cavidade nasal, apontada como a principal porta de entrada do vírus.

“Por meio de uma parceria com pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, pretendemos mapear a distribuição desses receptores na boca e quantificar as replicações virais em tecidos bucais”, diz Luiz Fernando Ferraz da Silva, professor da FM-USP e coordenador do projeto.

“Pode ser que a boca seja um meio viável para entrada direta do vírus”, estima Matuck.

Outra ideia é verificar se idosos possuem mais receptores ACE2 na boca em comparação com pessoas mais jovens, uma vez que têm uma diminuição do fluxo salivar. A despeito disso, os pesquisadores encontraram mesmo em pacientes idosos, que têm menos tecidos salivares, uma alta carga viral.

“Esses pacientes quase não tinham tecido salivar, era quase tudo tecido gorduroso. Mas, mesmo assim, ainda apresentavam uma carga viral relativamente alta”, relata Matuck.

O artigo Salivary glands are a target for SARS-CoV-2: a source for saliva contamination (DOI: 10.1002/path.5679), de Bruno Fernandes Matuck, Marisa Dolhnikoff, Amaro Nunes Duarte-Neto, Gilvan Maia, Sara Costa Gomes, Daniel Isaac Sendyk, Amanda Zarpellon, Nathalia Paiva de Andrade, Renata Aparecida Monteiro, João Renato Rebello Pinho, Michele Soares Gomes-Gouvêa, Suzana COM Souza, Cristina Kanamura, Thais Mauad, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, Paulo H Braz-Silva, Elia Garcia Caldini e Luiz Fernando Ferraz da Silva, pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/path.5679.

 


Elton Alisson

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/novo-coronavirus-infecta-e-se-replica-em-celulas-das-glandulas-salivares/36213/


Novas regras para Reprodução Assistida: saiba o que mudou!

Algumas das novas mudanças têm causado estranhamento em profissionais da área. Especialista explica cada ponto.



 

A Resolução CFM Nº 2.294/2021, que acaba de ser publicada, trouxe novas regras para a Reprodução Assistida (RA) no Brasil. A nova norma tem novidades em questões relacionadas à idade dos pacientes, preservação e transferência de embriões, doação de gametas e barriga solidária. 


A seguir, a especialista em Reprodução Assistida, Cláudia Navarro, diretora clínica da Life Search, comenta sobre o que mudou e por que os casais que vão passar pelo processo de RA precisam estar atentos às novas normas.


 

Número de embriões fecundados

 

Como era? Não havia um limite expresso na resolução. O número total de embriões gerados em laboratório era comunicado aos pacientes para que decidissem quantos embriões seriam transferidos a fresco, e quantos seriam criopreservados.

 

Como ficou? Agora, o número total de embriões gerados em laboratório não poderá exceder a oito. O restante da norma permanece: será comunicado aos pacientes para que decidam quantos embriões serão transferidos a fresco, obedecendo aos limites da resolução, e os excedentes viáveis serão criopreservados.

 

Por quê? “Essa mudança está sendo muito questionada pelos profissionais e entidades ligadas à reprodução humana. Foi uma alteração feita pela plenária do CFM sem conhecimento da Câmara Técnica de Reprodução Assistida. Os profissionais entendem que esta mudança irá limitar os resultados, principalmente porque o resultado da fecundação de óvulos é muito variável entre as pacientes, principalmente com relação a idade. Neste caso, as pacientes serão as principais prejudicadas, principalmente aquelas de idade avançada”, explica Cláudia Navarro.


 

Limite de transferência de embriões

 

Como era? Mulheres até 35 anos podiam transferir até dois embriões por vez. Mulheres entre 36 e 39 anos, até três embriões. E mulheres com 40 anos ou mais, até quatro embriões.

 

Como ficou? Mulheres com até 37 anos podem transferir até dois embriões. Mulheres com mais de 37, até três. Em caso de embriões euploides ao diagnóstico genético, ou seja, aqueles que após pesquisa genética demonstraram estar com número correto de cromossomos, o limite são dois embriões, independente da idade da mulher.

 

Por quê? “O objetivo da Reprodução Assistida é sempre uma gravidez única (de um só feto). Esse ajuste nas idades e limites foi feito com o intuito de se diminuir o número de gestações múltiplas, que podem levar a complicações maternas e fetais”, contextualiza a médica. “Com o desenvolvimento científico e a possibilidade de se conseguir embriões de cada vez melhor qualidade, a tendência mundial é que se transfira menores números de embriões. Como a idade da mulher é um importante marcador das chances de gravidez, mulheres com idades mais avançadas podem receber um maior número de embriões”, explica.


 

Limite de idade para doação de gametas

 

Como era? A idade limite para a doação de gametas era de 35 anos para a mulher e de 50 anos para o homem.

 

Como ficou? O limite passou a ser 37 anos para a mulher e de 45 anos para o homem.

 

Por quê? “Aqui entendemos que o ideal é que a doadora seja o mais jovem possível, mas evidências científicas mostram que os gametas femininos até 37 anos ainda estão saudáveis o suficiente para uma doação. Um dos pontos que levou a essa mudança é a dificuldade em encontrar doadoras. Ampliando-se a idade, amplia-se o leque. Entendo ser importante que a receptora seja informada da idade da sua doadora”, comenta. “Por outro lado, as pesquisas têm mostrado que a idade paterna também influencia na saúde do concepto, daí a redução de cinco anos para homens”, acrescenta Cláudia Navarro.


 

Barriga solidária

 

Como era? A cedente temporária do útero deveria pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau. Considerando primeiro grau sendo mãe e filha; segundo grau, avó ou irmã; terceiro grau, tia ou sobrinha; e quarto grau, prima.

 

Como ficou? O grau de parentesco permanece o mesmo! Entretanto, a nova regra pede que a barriga solidária tenha ao menos um filho vivo.

 

Por quê? “O fato de já ter um filho (consequentemente uma gravidez saudável), teoricamente diminui as chances de uma complicação gestacional”, diz.


 

Descarte de embriões abandonados

 

Como era? Os embriões criopreservados e abandonados por três anos ou mais poderão ser descartados.

 

Como ficou? Acrescentou-se a necessidade de autorização judicial para o descarte. 

 

Por que? “Entende-se por embrião abandonado aquele em que os responsáveis descumpriram o contrato preestabelecido e não foram localizados pela clínica. Esse é outro ponto que está sendo muito discutido pelas entidades e profissionais de RA. A Lei de Biossegurança, uma Lei Federal, permite o descarte sem autorização judicial. Vamos aguardar e ver se haverá alguma alteração”, acrescenta a médica.


 

Movimento natural


Até então, a norma mais recente válida havia sido publicada em 2017. Com exceção de um ajuste, em 2020, que excluiu do artigo sobre os pacientes da RA o trecho que citava a objeção de consciência do médico em relação ao tratamento para casais homoafetivos. O novo texto ainda acrescentou pessoas trans. A nova norma de 2021 manteve o ajuste.


De tempos em tempos, as entidades buscam revisar suas normas a partir de novas evidências científicas, mudanças na sociedade ou mesmo falhas que foram percebidas com o tempo. “Esse é um movimento natural e importante para a sociedade”, diz Cláudia Navarro.

 

 

Cláudia Navarro - especialista em reprodução assistida, diretora clínica da Life Search e membro das Sociedades Americana de Medicina Reprodutiva - ASRM e Europeia de Reprodução Humana e Embriologia – ESHRE. Graduada em Medicina pela UFMG em 1988, titulou-se mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) pela mesma instituição federal.


Compartilhar colírio pode transmitir COVID-19

Estudo mostra que a superfície do olho tem duas enzimas de entrada do coronavírus que facilitam a transmissão.

 

O frio é o ambiente ideal para a proliferação de todo tipo de vírus, inclusive do Sars-Cov-2 que transmite a COVID-19. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, os prontuários do hospital mostram que a higienização das mãos com álcool por conta da pandemia diminuiu em 20% os casos de conjuntivite viral atendidos pelos consultórios nos últimos dois meses, comparado ao mesmo período de 2019. 

A má notícia é que nos meses mais frios a irritação nos olhos aumentou em  35% dos pacientes que chegam ao hospital usando a sobra do colírio de um familiar. “Compartilhar colírio nunca foi boa ideia porque cada pessoa tem uma flora bacteriana e 30 dias depois de aberto todo colírio perde a validade”, afirma Queiroz Neto.

 Em meio à pandemia o risco é redobrado. “Basta tocar o bico dosador no olho para pegar COVID-19 caso a outra pessoa tenha o vírus alojado no olho. Isso porque, estudo publicado na Nature Medicine mostra que a superfície ocular tem duas enzimas de entrada do coronavírus, a ACE2 e a TMPRSS2”, salienta. Estas enzimas, explica, permitem a sobrevivência do Sar-Cov-2 por 27 dias na lágrima que forma a barreira de proteção entre o olho e o ambiente. Por isso, até uma pessoa sem nenhum sintoma de COVID pode transmitir o vírus quando compartilha colírios, toalhas, fronhas ou cosméticos. A infecção pode também atingir o sistema respiratório através do canal lacrimal que interliga o olho ao nariz. O oftalmologista destaca que apesar disso, três estudos divulgados pela Academia Americana de Oftalmologia revelam que a conjuntivite viral só acontece nos casos graves de COVID-19.

 

Causas

Para Queiroz Neto este é segundo fator que explica porque os atendimentos de conjuntivite viral tiveram queda nos últimos dois meses da pandemia nos hospitais especializados. As doenças externas predominantes neste período foram a síndrome do olho seco e conjuntivite alérgica.  A estiagem e poluição originam estas alterações, pontua.

O olho seco, explica, é uma alteração na quantidade ou qualidade da lágrima que desequilibra a imunidade da superfície do globo ocular. Os sintomas são vermelhidão, ardência, visão embaçada, coceira, e maior sensibilidade à luz.

Já a conjuntivite alérgica é uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a esclera, parte branca do olho, e a face interna das pálpebras. O especialista destaca que a conjuntivite alérgica não é contagiosa, mas pode levar ao ceratocone, doença que afina a córnea, por causa da coceira no olhos.  A estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), salienta, é de que 7 em cada 10 pessoas desenvolvem alergia nos olhos simultânea às doenças respiratórias como rinite, sinusite, bronquite ou asma que triplicam nos meses mais frios.

 

Tratamento

O tratamento do olho seco é feito com colírio lubrificante, mas não vale usar qualquer um. Isso porque a lágrima tem três camadas e cada colírio age sobre uma delas, esclarece. “Quando a causa é o bloqueio de uma pequena glândula na borda da pálpebra responsável pela produção da camada gordurosa que impede a evaporação da lágrima, o tratamento mais efetivo é a aplicação de luz pulsada que desobstrui esta glândula”, afirma.

A conjuntivite alérgica é tratada com colírio anti-histamínico nos casos mais leves e com corticoide nos mais severos. O médico adverte que o uso prolongado de colírio com corticoide predispõe ao glaucoma e à catarata. Por outro lado, a interrupção do uso não pode ser repentina para evitar efeito rebote. Por isso, embora a venda seja livre, o medicamento só deve ser usado sob supervisão médica.

 

Prevenção

As dicas do oftalmologista para prevenir o olho seco e a conjuntivite alérgica no frio são:

·         Beber água com frequência.

·         Colocar vasilhas com água nos ambientes.

·         Adicionar na alimentação nozes, semente de linhaça, salmão e sardinha que são ricos em ômega 3.

·         Evitar o uso de aquecedores ambientais.

·         Manter os ambientes livres de poeira.

·         Desviar os olhos das telas eletrônicas por 5 a 10 minutos a cada hora.

·         Piscar voluntariamente quando usar o computador ou tablet.

·         Proteger os olhos da poluição com óculos apropriados nas atividades externas.



Estudo mundial aponta queda drástica de diagnóstico de doenças cardíacas durante a pandemia

Pesquisa teve a participação da clínica curitibana Quanta Diagnóstico por Imagem 


A pandemia da Covid-19 impactou o sistema de saúde mundial, afetando também o tratamento de outras doenças. Estima-se que 718.000 exames de diagnóstico por imagem de doenças cardiovasculares deixaram de ser realizados em todo o mundo somente em março e abril de 2020. Isso é o que mostra o estudo “Impacto Internacional da Covid-19 no Diagnóstico de Doença Cardíaca”, promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica, que contou com a participação da Quanta Diagnóstico por Imagem, clínica localizada em Curitiba (PR), junto com outros 908 centros de diagnóstico cardíaco em 108 países de todas as regiões.

“Pelo que temos conhecimento, esse foi o primeiro estudo de avaliação global em grande escala do impacto inicial da Covid-19 na quantidade de realização de exames de diagnóstico cardiovasculares em todo o mundo”, afirma o cardiologista Dr. João Vítola, diretor geral da Quanta Diagnóstico por Imagem.

A pesquisa apontou que, na comparação de março de 2019 e 2020, a quantidade de exames de imagem cardiovasculares diminuíram 42%. Analisando somente abril de 2020, essa queda foi ainda maior: 64% em relação ao mesmo mês em 2019. As maiores reduções aconteceram na América Latina e Oriente Médio.  “Na América Latina, houve uma queda de 82% no número de exames em abril de 2020 quando comparado a marco de 2019”, revela Dr. Rodrigo Cerci, diretor de Pesquisa e Inovação e do Serviço de Angiotomografia Coronária da Quanta Diagnóstico por Imagem. O estudo não avaliou os países isoladamente.

Os serviços de saúde enfrentaram uma situação sem precedentes por causa da pandemia, precisando disponibilizar todos os recursos necessários para o tratamento da Covid-19, o que acabou limitando o diagnóstico e tratamento de outras doenças. “Mas, embora a Covid-19 seja o desafio principal dos sistemas de saúde hoje, as doenças não transmissíveis continuam sendo prioridade”, ressalta Dr. João Vítola.

As doenças cardiovasculares ainda são a principal causa de mortalidade no mundo inteiro, tanto em países de baixa quanto alta renda, sendo responsáveis por 18 milhões de óbitos todos os anos, além de ser um fator de risco para o agravamento da Covid-19.

Antes da pandemia, era registrado em todas as regiões do mundo um declínio na mortalidade por doenças cardiovasculares devido aos avanços e maior acesso ao diagnóstico e tratamentos precoces. “A queda na realização desses serviços afetará não só a saúde dos pacientes, como também possivelmente reverterá essa queda de óbitos por decorrência cardiovasculares observados nas últimas décadas”, aponta o cardiologista.

Esse é um primeiro estudo e mais pesquisas são necessárias para avaliar os efeitos da pandemia no comportamento do paciente e na limitação de acesso ao diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares. Mas, de acordo com Dr. João Vítola, os dados obtidos já são importantes para avaliar estratégias futuras para os serviços de saúde cardiovascular, além de ajudar em um planejamento para que a avaliação de doenças cardíacas seja menos impactada em possíveis novas ondas da Covid-19 e até mesmo futuras pandemias.


Impactos maiores em países de baixa renda

O estudo ainda analisou separadamente a realização de diferentes exames cardiológicos. Os procedimentos de ecocardiografia transtorácica diminuíram 59%, de ecocardiografia transesofágica 76% e os testes de estresse 78%, que variaram entre as modalidades de estresse. A angiografia coronária (invasiva ou tomografia computadorizada) teve diminuição de 55%.

As quedas nos exames foram maiores em países de média e baixa renda, que tiveram uma redução adicional de 22% nos testes diagnósticos de doenças cardíacas.

Os países de renda mais baixa também foram os que sofreram mais com a indisponibilidade de EPIs, ocorrida no início da pandemia, principalmente a escassez significativa de máscaras de alta filtração, como a N95. A implementação de estratégias de telessaúde para continuar o acompanhamento dos pacientes também foi menor em regiões mais pobres: o serviço foi implementado em 60% dos centros em países de alta renda, cerca de metade dos centros em países de renda média alta e média baixa e em nenhum dos centros países de baixa renda.

Logo, esforços para melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular são necessários, particularmente nesses países de média e baixa renda. Quando não acompanhadas e tratadas corretamente, as doenças cardiovasculares podem evoluir para aumento nas internações, infartos e morte.

“As demais doenças não deixam de existir devido à pandemia e condições potencialmente muito graves, como infarto e insuficiência cardíaca, precisam de diagnóstico imediato devido à alta mortalidade”, alerta o Dr. Rodrigo Cerci.

O cardiologista orienta que ao sentir os sintomas típicos, é necessário procurar atendimento médico imediato, pois o risco de morrer por um infarto é maior do que morrer por Covid-19. “Do ponto de vista das instituições (clínicas, hospitais, etc.), devem estar preparadas para atender pacientes com suspeita de Covid de forma separada das demais patologias, permitindo assim o atendimento seguro de todos”, salienta. 

 

 

Quanta Diagnóstico por Imagem e

 www.quantadiagnostico.com.br


Alergia em tempos de pandemia: entenda como diferenciar os sintomas do problema e os sinais da covid-19

 

Tosse, coriza, nariz entupido e dores de cabeça. Essa lista descreve com precisão alguns dos sintomas da covid-19, mas também poderia ser confundida com uma rinite. Se por um lado essa semelhança ajuda a ligar o sinal de alerta, por outro pode levar um portador do coronavírus a acreditar que seu estado não passa de uma gripe ou outra doença respiratória.
 
Para que se tenha a noção exata do problema, é importante entender as diferenças entre rinite, gripe, resfriado e covid-19, e não relativizar os sintomas. Rodrigo Felipe, presidente do Grupo First e idealizador da operadora de plano de saúde You Saúde, avalia que o alerta precisa ser reforçado neste período de inverno. “O clima frio e seco, aliado ao maior tempo que as pessoas passam acondicionadas em casa, é propenso à elevação dos casos de doenças respiratórias. Como estamos vivendo paralelamente a pandemia do novo coronavírus, o risco de confusão tende a aumentar nessa época do ano”, esclarece.
 
Por isso, o Dia Mundial da Alergia, celebrado no dia 8 julho, promete ter um peso extra em 2021. Afinal, a data serve para conscientizar as pessoas sobre as doenças que levam o sistema imunológico a dar uma resposta excessiva contra um organismo externo. E conhecer as diferenças entre elas é um bom caminho.
 
Enquanto a rinite resulta em muitos espirros em sequência, com crises que podem se repetir após certo período, a gripe tem sintomas duradouros (em torno de 5 a 7 dias) e é propensa a provocar febre alta. O resfriado, por sua vez, apresenta reações parecidas com a gripe, mas o seu desaparecimento é mais rápido (2 a 4 dias) e menos doloroso.
 
Já a covid-19 apresenta uma lista maior de sintomas, muitos deles semelhantes a essas doenças cotidianas. Os mais comuns são febre, tosse seca, coriza e cansaço. No entanto, também podem ocorrer perda de paladar e de olfato, dores de cabeça, de garganta ou musculares, calafrios, conjuntivite, diarreia e erupções cutâneas. Em casos mais graves, que exigem inclusive internação, o paciente apresenta dificuldade de respirar, perda de fala ou de movimento e dor no peito.
 
“Por serem doenças contagiosas, quem apresenta esses sintomas deve evitar contato com outras pessoas, e à medida do possível realizar um dos exames disponíveis na rede de saúde para certificar-se de que doença está acometendo o seu organismo”, recomenda Rodrigo.


 
Tratamentos
 
Em regra, o tratamento contra doenças respiratórias exige apenas que o paciente faça um repouso e intensifique a ingestão de líquidos. Por serem acompanhados de dor e febre, também é feito o uso de analgésicos e antitérmicos.
 
Já para a covid-19, ainda não existem medicamentos comprovadamente eficazes contra os seus sintomas, e a recomendação é que as pessoas optem pelas vacinas, embora não representem garantia de 100% de imunidade.


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Cada vez mais brasileiros vão em busca de oportunidades fora do país, pois além de adquirir uma boa experiência na sua área em uma empresa estrangeira, ao mesmo tempo conseguem vivenciar uma outra cultura. O que é bem compreensível, já que essa experiência é de extrema importância tanto para o crescimento profissional quanto pessoal do estudante. 

Contudo, é preciso deixar claro que existem regras e exigências bem específicas, pois não há muitos países que abrem suas portas para que estrangeiros possam estagiar por lá de forma remunerada. “O governo dos Estados Unidos é um dos únicos no mundo que permite tal experiência para estrangeiros. Além do mais, receber um alto salário não deve ser prioridade do candidato, tendo em vista que o objetivo a ser alcançado é outro.” – destaca a empresária Arleth Bandera, brasileira que hoje vive nos EUA e é CEO da agência Eagle Intercâmbio. 

Além de ter a oportunidade de aperfeiçoar o inglês, de acordo com a especialista, neste tipo de intercâmbio a pessoa terá a chance de desenvolver várias habilidades profissionais, vivenciando o cotidiano dentro de uma empresa norte-americana, e ainda poderá conhecer pessoas de diversas regiões do planeta. “Para poder participar de um programa de estágio nos Estados Unidos é necessário que o intercambista seja um estudante de graduação, pois só assim é possível se tornar um estagiário ou trainee.” – explica. No entanto, caso já tenha se graduado em algum curso, só é possível se aplicar para o programa se ainda é recém-formado, com a colação de grau realizada nos últimos 12 meses. 

Todo o processo seletivo envolvendo as empresas e os candidatos é realizado no Brasil, e o estudante já sai daqui sabendo onde irá trabalhar. “Geralmente o tempo do programa é de até 12 meses, porém é possível estender a duração do mesmo por mais 6 meses. Contudo, depois disso não é possível prolongar mais a sua permanência em território norte-americano, tendo em vista que esse é o tempo máximo de estadia que o visto necessário para estagiar permite.” – pontua. 

Existem diversas áreas do conhecimento que permitem a aplicação, dentre elas: Negócios; Engenharia; Turismo e Hospitalidade; Mídia e Comunicação; Direito e Administração Pública; Serviço Social, além de outras. E para poder se aplicar para um estágio os Estados Unidos, Alerth Bandera pontua que não existe uma idade certa, o único pré-requisito é que somente pessoas maiores de 18 anos podem participar do programa. “Há também uma idade limite que pode variar de acordo com o programa escolhido, então é bom que o participante fique atento quanto a isso.” – finaliza.

 


Eagle

www.eagleintercambio.com


Lei da Digitalização no setor educacional tenta melhorar processos e qualidade do ensino

A chegada da era digital na educação aumenta as perspectivas no processo de ensino-aprendizado. Esse processo também é um desafio para os educadores que precisam inovar e incorporar novas ferramentas para o ensino. Para lidar com essas inovações são necessários softwares de gerenciamento de documentos, uma vez que fornecem maior eficiência e segurança, como também otimiza os espaços de armazenamento de conteúdos impressos dentro das instituições.

O acervo acadêmico digital, além de obrigatório, é muito importante para o contexto educacional do país. Nos últimos anos, o Ministério da Educação (MEC) editou portarias e decretos sobre a necessidade das Instituições de Ensino Superior (IES) digitalizarem seu acervo acadêmico dentro do prazo fixado, inicialmente marcado para abril de 2020. Porém, em março do mesmo ano, a Portaria 332 prorrogou para 48 meses o prazo da virtualização de todo acervo acadêmico. De acordo com a Portaria 332, o prazo final é abril de 2022.

O gerenciamento de documentos digitais promove o crescimento do programa acadêmico e otimiza os recursos. As instituições podem se concentrar na adesão de novas matrículas, estabilidade financeira e planejamento durante todo o ciclo de ensino do aluno, desde a entrada, administração educacional, até sua qualificação, inclusive manter comunicações com ex-alunos. E, claro, a gestão de documentos também favorece os alunos, pois podem enviar documentos, solicitar serviços e acompanhar os processos de solicitações de forma online. Além de ter acesso a essas informações de forma rápida, eles podem consultar notas, frequência, situação financeira e outros dados.

Uma das vantagens para acadêmicos também é o diploma digital, instituído pela portaria 554 pelo MEC em 2019. Com ele, a perspectiva com o projeto é que até 2022 todas as Instituições de Ensino Superior do Brasil acabem com o diploma em papel e estejam emitindo o documento digital. O objetivo é modernizar o fluxo, garantindo a interoperabilidade e integridade dos dados, dar mais transparência e agilidade ao processo, e prevenir falsificação de diplomas.

Assim como os quadros inteligentes substituíram os quadros-negros e os tablets digitais substituíram os livros e cadernos, os Sistemas de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (DMS) também já estão substituindo os arquivos e documentos em papel. Você consegue se lembrar do antigo processo de encontrar um livro na biblioteca antes da invenção dos computadores e da internet? Hoje, a maioria das bibliotecas foi convertida em catálogos online devido à considerável economia e eficiência. No passado, os leitores demoravam horas para encontrar um livro, mas agora eles podem encontrar centenas de acervos em questão de segundos por causa de um sistema online.

Sem depender do sistema de papel, os documentos podem ser mantidos com segurança por um longo período. Ao substituir o arquivamento em papel por documentação eletrônica, as escolas podem aliviar os gargalos do processo administrativo. Transformar documentos em papel em arquivos eletrônicos torna o manuseio e o gerenciamento mais rápido e fácil. Sem contar que, melhora a maneira com que as instituições atendam a solicitações e aprovem documentos com maior rapidez.

Assim como qualquer outro negócio, as instituições educacionais precisam ser ágeis, experientes em tecnologia e estratégicas em seus investimentos em software. Uma solução de automação sem papel é a chave para ajudar escolas e universidades a entrar no caminho certo para o gerenciamento proativo de informações e dados de maneira mais segura. É hora de as organizações de ensino mudarem de função e permitirem que os especialistas em gerenciamento de documentos os ensinem, para que possam se tornar organizações mais orientadas a tecnologia da informação de dados. Afinal, são inúmeros os benefícios que podem ser encontrados ao investir na digitalização.

 


Marcelo Carreira - Diretor de Marketing da Access


Gás nitrogênio para calibragem de veículos: ganho de até 10% na primeira vida útil do pneu

Em homenagem ao Dia do Caminhoneiro, a Air Products explica a tecnologia que garante economia e menos paradas para recalibragem


Quem dirige sabe a importância de manter veículos sempre em bom estado para evitar acidentes. Para quem trabalha com transporte esse cuidado tem de ser redobrado, principalmente quando o assunto é pneu.

Em comemoração ao Dia do Caminhoneiro, 30/6, a Air Products explica as vantagens da utilização dessa tecnologia, principalmente para pneus de veículos pesados, que rodam grandes distâncias.

“O ar comprimido, utilizado para encher os pneus dos veículos, é uma mistura de gases, sendo os principais oxigênio e nitrogênio. Nesse caso, a perda de pressão pode chegar a cinco libras por semana. Quando oferecemos a calibragem apenas com nitrogênio para frotas de caminhões, diminuímos esse tempo entre calibragens por uma razão simples: as moléculas desse gás são maiores e demoram mais para sair pela borracha do pneu, que é permeável”, explica Omar Abreu, Vendedor Técnico da Air Products. Na prática, veículos de transporte que utilizam ar comprimido precisam ter seus pneus calibrados semanalmente ou no máximo a cada 15 dias. Com o nitrogênio, esse tempo se prolonga para até 45 dias.

Outro ganho proporcionado pelo nitrogênio é em economia. “O segundo maior custo do transporte rodoviário hoje é, sem dúvida, o pneu, perdendo apenas para o combustível. O nitrogênio representa em média 5 a 10% de ganho na primeira vida útil do pneu e economia de cerca de quatro pneus por mês para frotistas”, completa Abreu.

As carcaças também podem ser reutilizadas mais vezes com a utilização do gás. Segundo Abreu: “trabalhando com ar comprimido, a temperatura e a pressão dos pneus variam muito devido aos contaminantes como água e óleo. Com o uso de nitrogênio que é um gás totalmente inerte, estável, isento de umidade e óleo, a temperatura e calibragem ideal do pneu é mantida por mais tempo preservando a estrutura interna. Em média, é possível ter uma reforma a mais por carcaça, o que também gera ganho ambiental, uma vez que significa melhor aproveitamento do pneu e menor geração de sucata”.

A calibragem com nitrogênio acontece por meio da filtragem do ar comprimido de um compressor comum feita por equipamentos de geração local, as “Membranas PRISM®”, no caso das frotas de caminhões, instalados nas oficinas. “O nitrogênio está na atmosfera, então estes equipamentos fazem a separação do nitrogênio de outros componentes para o abastecimento. Em geral, os frotistas instalam o equipamento em mais de uma oficina, o que permite ao caminhoneiro rodar com tranquilidade até chegar a outra localidade e realizar nova calibragem com nitrogênio”, finaliza Abreu.

 

Contador Claúdio Lasso lista os 3 motivos que mais causam o desenquadramento do MEI

O especialista também explica por que é necessário mudar a categoria da empresa caso não se encaixe como micro 

 

Segundo dados do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, em 2020, o número de Microempreendedores Individuais (MEI) teve um crescimento de 8,4% em relação a 2019. Apesar de ter pouco mais de 10 anos, é o porte de empresa mais comum no país.  

Segundo Cláudio Lasso, contador e CEO da Sapri Consultoria, que atua no mercado de consultoria e auditoria Contábil e Tributária há 17 anos, o Microempreendedor Individual (MEI) é o empresário que trabalha por conta própria e resolve se legalizar como microempresário. 

"Esse é o mais recente modelo de empresa brasileira, mais barato e mais fácil de configurar e tem como alvo os profissionais com renda bruta mensal de até R$ 6.750,00". 

De acordo com o profissional, para ser Microempreendedor Individual é necessário:

• Possuir uma renda bruta de até 81 mil reais por ano, ou seja, R$ 6.750,00 reais de renda bruta mensal.

• Possuir somente um empregado registrado.

• Não ter participação em nenhuma outra empresa, seja como sócio, seja como titular.

No entanto, existe uma rigorosa legislação sobre essa categoria de empresa. Muitas empresas que não se encaixam nessa legislação devem fazer optar pela mudança do regime tributário. 

"Aconselho fazer um desenquadramento da MEI, para não sofrer penalidades tributárias e efetuar um planejamento contábil, financeiro e tributário", recomenda Lasso, que listou os 3 motivos que mais causam o desenquadramento do MEI:

1. O empreendedor pode ser desenquadrado caso ultrapasse o limite de faturamento, R$ 81 mil, anual. A legislação permite que o empreendedor tenha uma margem de 20% para ultrapassar o saldo de faturamento, levando o faturamento até R$ 97,2 mil. 

2. Outra regrinha exigida para se enquadrar no MEI é ter apenas um funcionário com registro em carteira.A partir do momento que o microempreendedor precisar contratar mais de um funcionário, será desenquadrado, tendo que buscar outro regime tributário.

3. Atualmente, existem mais de 450 atividades enquadradas do MEI. Caso o microempreendedor mude de atividade - sendo que está na lista de atividades permitidas - também precisará mudar de regime.Vale lembrar que todo ano a Receita inclui e exclui diversas atividades da lista. É preciso acompanhar e atualizar o registro para que o Órgão não desenquadre o negócio.

Cláudio ensina o passo a passo para solicitar o desenquadramento:

Para solicitar o desenquadramento, o MEI deve entrar no Portal do empreendedor e seguir os seguintes passos:

- Clicar na aba serviços.

- Quero crescer (desenquadramento);

- Realizar desenquadramento;

- Em Comunicação de desenquadramento do Simei, clique em código de acesso;

- Preencha os dados de CNPJ, CPF e código de acesso;

- Explique o motivo do desenquadramento (faturamento, funcionário, sociedade ou filial).

"Vale lembrar que além de comunicar à Receita Federal, o microempreendedor deve procurar uma Junta Comercial para atualizar o cadastro da empresa", pontua. 

Quem não regulariza a partir do mês de janeiro, passa a recolher o imposto Simples Nacional como microempresa, com percentuais iniciais de 4%, 4,5% ou 6% sobre o faturamento do mês, conforme as atividades econômicas exercidas - Comércio, Indústria e/ou Serviços - (item, 1, alínea “a”, do Inciso II, do §º2º, do artigo 105 da Resolução do CGSN nº 94/2011).

"Esta modalidade é bem utilizada para profissionais autônomos, prestadores de serviço que estão iniciando e também profissionais que querem iniciar uma jornada empreendedora. Na minha opinião, é uma boa forma de testar se o seu produto, ou, serviços será aceito no mercado", finaliza.

 

Defender os direitos dos mais carentes



A Defensoria Pública do Estado de São Paulo firmou um novo convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de São Paulo, no último dia 30 de abril, para a prestação de assistência judiciária gratuita. O acordo já está em vigor e para se candidatar, o advogado deve estar em dia com a inscrição da OAB/SP e acompanhar os editais divulgados no site da Defensoria (www.defensoria.sp.def.br).

O profissional que for convocado vai exercer a defesa dos direitos das pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos. Há oportunidades na área cível, família, administrativa, criminal, infância e juventude e Tribunal do Júri. Para atuar no Tribunal do Júri, o advogado precisa comprovar ter trabalhado em apenas uma sessão plenária e ter feito o curso específico da ESA (Escola Superior de Advocacia da OAB), ou ter trabalhado em quatro sessões plenárias, sem o curso.

O local da prestação de serviço está relacionado à subseção à qual o profissional esteja vinculado e à Comarca ou ao Foro Distrital/Regional em que mantenha o endereço e domicílio profissional.

Em linhas gerais, o advogado conveniado deverá zelar pela busca de solução consensual do conflito, sempre que possível. Além de atuar de forma diligente nos feitos sob seu patrocínio, acompanhando-os até o trânsito em julgado.

Entre os principais benefícios, para o interessado em se credenciar, está a certeza de receber seus honorários ajustados segundo as tabelas específicas divulgadas pelo Convênio – o Estado paga após a atuação do profissional e não dá calote –, além de ser uma forma muito interessante para o jovem profissional desenvolver suas habilidades e ganhar experiência na atuação forense.

Já a população economicamente hipossuficiente ganha um exército de, aproximadamente, 44 mil profissionais habilitados para ajudar a resolver seus problemas jurídicos, nas centenas de subseções da OAB presentes em todo o território paulista, através da Comissão de Assistência Judiciária (CAJ).

Para mais informações, acesse o tratado completo em www.oabsp.org.br/comissoes2010/assistencia-judiciaria/convenio-oab-dpe-2016.





Fabricio Posocco - professor universitário e presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da OAB de São Vicente/SP.


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