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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Seis dicas para se destacar nos marketplaces e aumentar as vendas

Para especialista, marketplaces funcionam como vitrine, apresentando ofertas variadas para milhares de pessoas; no entanto, para obter êxito, é preciso saber utilizar estas ferramentas

 

O mercado de marketplaces no Brasil não para de crescer e tem se mostrado uma excelente estratégia para quem deseja fazer negócios pela Internet. Somente no primeiro semestre de 2020, foram transacionados mais de R 30 bilhões em vendas nos chamados shoppings virtuais - um crescimento de 56% em relação ao ano anterior. "A pandemia teve papel significativo nesta alavancagem, já que o aumento das vendas online representa uma das principais mudanças de hábito dos brasileiros no último ano", afirma Marcelo Dantas, CEO da Estrela10, loja de departamentos virtual especializada em vendas por marketplaces.

No ano passado, a empresa faturou R 500 milhões, sendo 80% deste montante originado das conversões obtidas por meio dos principais marketplaces atuantes no Brasil: Mercado Livre, B2W, Magalu, Amazon, Via Varejo e Carrefour. Para o ano que vem, a loja pretende expandir sua operação para mais quatro marketplaces.

Para o CEO, vender através dos shoppings virtuais é uma boa opção para os empreendedores que desejam começar a ofertar seus produtos online ou desejam criar sua loja virtual. "Os marketplaces funcionam como uma vitrine, apresentando ofertas variadas para milhares de pessoas. No entanto, para obter êxito, é preciso saber utilizar estas ferramentas", diz Dantas.

O especialista preparou uma lista com seis dicas para melhorar o desempenho das vendas dentro dos marketplaces. "Embora estas plataformas ofereçam facilidades, há muita competitividade e isso requer estratégias que busquem diferenciação", alerta ele.


1 - Categorize seus itens de forma adequada

Conforme explica o CEO da Estrela10, é importante que os produtos sejam elencados de acordo com suas categorias. "Isso faz com que aqueles clientes que visitam o marketplace encontrem seu anúncio na ferramenta de busca da plataforma", esclarece ele, lembrando que nem sempre o consumidor digita o que deseja com exatidão e procura os produtos por categorias.

Quando bem categorizados, os produtos têm mais chances de vendas, uma vez que há mais visualizações durante a navegação do usuário (o próprio marketplace passa a recomendar mais sua mercadoria quando o cliente clica em um produto semelhante ou complementar ao seu).

A classificação deve estar de acordo com o título, suas características e as necessidades do público-alvo. "Uma sugestão é acompanhar os padrões do mercado e se o produto corresponder a mais de um grupo, acrescentar tags relacionadas às categorias". Por exemplo, uma furadeira pode se encaixar tanto em eletroeletrônicos como ferramentas domésticas. "Em casos assim, é necessário adicionar mais de uma tag".


2 - Capriche na descrição dos produtos

É por meio da descrição de produtos que o vendedor tem oportunidade de encantar o público e apresentar as vantagens da mercadoria. A descrição permite ainda que o anúncio possa ser encontrado pelos consumidores quando eles fizerem pesquisa nos mecanismos de buscas e na própria plataforma. "Por isso é fundamental preparar uma descrição caprichada, repleta de informação e capaz de atrair o consumidor. Isso aumenta as chances de ele efetuar a compra em sua loja, e não na da concorrência", esclarece.

Uma boa descrição começa no título e deve se estender por todo o texto. O ideal é que seja pautada em técnicas de SEO (Search Engine Optimization), com palavras-chave fortes, que traduzam o produto de forma realista e clara. Também é importante apresentar o material em que é feito o produto, suas dimensões, como usar, vantagens, indicações e contraindicações.

Quanto mais completas forem suas descrições, mais benefícios que o negócio terá. "Portanto, nada de copiar a descrição do fabricante. Além de não gerar credibilidade, o anúncio não é bem-visto pelos algoritmos dos buscadores", esclarece Dantas.


3 - Utilize boas imagens nos anúncios

A concorrência dentro de um marketplace é muito grande, portanto as imagens para apresentação dos produtos fazem muita diferença para se destacar perante os consumidores. Sendo assim, o ideal é escolher e até mesmo produzir fotos profissionais das mercadorias, para que as imagens sejam as melhores possíveis. "Elas devem estar nítidas, com boa resolução e precisam mostrar o produto com clareza. Afinal, o cliente só terá acesso ao produto quando ele for entregue", diz Dantas.


4 - Otimize a gestão de preços

Dentro dos marketplaces, o público costuma fazer uma pesquisa muito minuciosa pelos melhores preços - afinal, as compras online acabaram com a necessidade de "bater perna".

Desta forma, se o preço de uma mercadoria for muito acima do praticado por outras lojas, o cliente vai preferir a concorrência e, se for muito baixo, ele vai desconfiar que é golpe ou que o item não tem qualidade. O ideal é manter o equilíbrio entre a margem de lucro de forma a não prejudicar seus resultados financeiros nem a competição do mercado.

Para ajudar na precificação, Dantas recomenda que seja feita uma avaliação do preço oferecido por outros vendedores, e em seguida fazer as contas sobre os custos e as margens de lucro. "Depois, estabeleça um preço competitivo. Vale a pena também melhorar o prazo de entrega e o preço do frete, pois isso costuma agradar os consumidores", afirma o executivo.


5 - Cumpra todas as exigências da plataforma

Uma das formas de se destacar nos marketplaces é cumprir todas as orientações da plataforma, o que significa enquadrar os anúncios quanto às exigências como restrição de produtos que não podem ser vendidos, utilização de imagens nítidas, títulos para os anúncios, descrições bem elaboradas, categorização adequada, cumprimento de prazos para a entrega, entre outros.

"Geralmente, as plataformas não penalizam os lojistas quando eles deixam de cumprir uma ou mais exigências pela primeira vez. Elas os orientam e solicitam que aquilo não se repita, exceto quando há situações mais sérias como o não envio do produto. Isso pode gerar sanções como a perda da conta", revela o CEO da Estrela10. Logo, ele recomenda que os lojistas fiquem atentos e cumpram todas as exigências para que não sejam penalizados e percam a chance de fazer bons negócios.


6 - Crie uma estratégia para obter boas avaliações

As avaliações também são levadas em conta por quem compra em marketplace. Muitas vezes, os usuários só adquirem um produto ou serviço se o vendedor for bem classificado - daí a importância de conquistar elogios e uma boa reputação. "Para isso, é importante atender bem o usuário, respondendo rapidamente e de forma clara suas dúvidas, oferecendo produtos de qualidade, prazos de entrega rápidos e preços competitivos. Busque também incentivar as boas avaliações com mimos e um bom tratamento. Isso sempre causa boa impressão e fidelidade", aconselha Dantas.

 


Estrela10

https://www.estrela10.com.br

 

Inadimplência nos condomínios de São Paulo cai ao mínimo histórico

Medido pela AABIC, índice IPEMIC encerrou maio em 1,88%, pela primeira vez abaixo de 2% desde o início do levantamento, em 2004

 

A inadimplência nos pagamentos de taxas condominiais no Estado de São Paulo caiu abaixo de 2%, pela primeira vez, atingindo 1,88% em maio. O patamar é o novo mínimo da série histórica do levantamento da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), iniciado em 2004. O menor índice registrado até então havia chegado a 2,17%, em março deste ano.

De acordo com o Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial (IPEMIC), medido pela entidade, a taxa de maio deste ano caiu quase pela metade ante maio de 2020, em que o indicador ficou em 3,39%, com algum efeito do impacto econômico causado pela pandemia. Em maio de 2019, o índice apurou percentual de 2,90%. A AABIC considera para cálculo da inadimplência os valores de boletos de taxas condominiais emitidos e não pagos até a data do vencimento por três meses seguidos.

Segundo o presidente da AABIC, José Roberto Graiche Júnior, a redução no IPEMIC revela que condôminos adaptaram os orçamentos à sua capacidade de honrar compromissos, mesmo com o agravamento da crise econômica por efeito da segunda onda da pandemia. Além disso, avalia o dirigente, com o enfrentamento de uma onda mais agressiva da Covid-19 em 2021 e as medidas mais restritivas de circulação adotadas no ano, os moradores passaram a valorizar mais a permanência em home office e também os serviços de manutenção dos condomínios.

“A pandemia fez com que os condôminos ficassem mais tempo onde moram, o que ajudou a estimular a percepção da importância de qualidade e bem-estar nos locais em que residem”, explica Graiche Júnior. Segundo ele, os serviços prestados nos condomínios também têm relação direta com a qualidade de vida das pessoas. “O pagamento da taxa condominial é sempre fundamental, pois é utilizada para manutenção das áreas comuns, limpeza, segurança, atendimento e preservação e outros serviços em geral”, ressalta.

No consolidado do ano, de janeiro a maio, o IPEMIC mostra que a inadimplência média no período está também no menor patamar histórico da série, iniciada há 17 anos. A média do índice em 2021 até maio alcançou o percentual de 2,30%, contra média de 2,88% registrado em igual período de 2020 e 2,93% em 2019. “Hoje, o boleto condominial já faz parte da programação financeira das famílias e a tendência é que o número de devedores continue caindo nos próximos meses”, diz o presidente da AABIC.

 


AABIC - Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo


O Projeto de Lei que altera a Lei de Improbidade Administrativa: erro ou acerto?

Artigo elaborado pela advogada Isabella Bittencourt Mäder Gonçalves Giublin e pela acadêmica de Direito Eloise Bertol traça considerações e comentários sobre o Projeto de Lei nº 10.887/2018

 

Muito se tem criticado a urgência conferida ao Projeto de Lei nº 10.887/2018, que altera a Lei de Improbidade Administrativa. Afinal, a rigor, a Lei estaria caminhando bem até o momento, ainda mais no cenário de tentativa de combate à corrupção que se tem enfrentado nos últimos anos, não sendo bem vista a urgência desenfreada com que se pauta a sua mudança, deslegitimando a próprio desígnio do projeto.

De fato, a já noticiada aprovação do Projeto de Lei pela Câmara dos Deputados causa estranheza, e não é por menos, afinal, a votação às pressas de uma Lei de tal magnitude pode resultar em alterações legislativas próximas, retrabalho, (re)discussão, pois possivelmente não houve o diálogo necessário. Sem contar com a evidência de que há muitos interesses em jogo, como uma maior permissibilidade da prática do nepotismo, por exemplo.

Aos críticos do Projeto de Lei, portanto, questiona-se não só a pressa na tramitação do Projeto, mas o alto nível de efetividade que a Lei nº 8.429/92 apresentou, representando um verdadeiro retrocesso aprovar, agora, um projeto para algo que, aos olhos de quem a defende, anda bem.

O principal ponto, alvo de duras críticas, é quanto à necessidade da comprovação do elemento doloso, não sendo mais permitida a presença da culpa para o ajuizamento das ações de improbidade. Ou seja, será preciso comprovar a conduta dolosa do agente para a configuração da prática do ato de improbidade – mais difícil de se comprovar na prática –, de modo a, supostamente, enfraquecer o combate à corrupção.

Outro ponto que, com igual rigor, tem sido combatido, diz respeito ao prazo prescricional para a propositura da ação, que passaria a ser de 8 (oito) anos, contados a partir da ocorrência do fato, porque as ações de improbidade seriam ações demoradas e complexas. Até então, não há prazo para o exercício de ação, nem mesmo prazo para término da fase do inquérito civil.

Além disso, com relação à indisponibilidade de bens, o Projeto de Lei apresentou uma maior dificuldade no bloqueio dos bens dos acusados, a qual, até então, era feita ao bel prazer do autor da ação de improbidade.

Porém, o Projeto que revê a Lei de Improbidade Administrativa, em si, não é de todo mal. Muito ao contrário, a urgência com que o Projeto tem sido tratado é o que chama a atenção, mas o Projeto, em si, é bem visto, na medida em que a Lei nº 8.429/92 é muito ampla, gerando enorme insegurança jurídica.

Os abusos perpetrados principalmente pelo Ministério Público, tolhendo por vezes direitos de gestores (ou terceiros, que em nada contribuíram com a prática do ato reputado como doloso ou culposo), que passam a vida respondendo por processos infindáveis, precisava de prazo para acabar.

Não era mais possível compaginar com uma Lei arcaica, que permite o ajuizamento de ações de improbidade anos depois de agentes públicos terem deixado seus cargos. Ou ainda, que permite que empresas as quais sequer foram vencedoras de licitações, discutidas nas ações de improbidade, passem a responder por algo do qual sequer tenham na memória, simplesmente porque participaram de uma licitação, sem um único indício sequer de conluio ou situação semelhante, cuja acusação é motivada apenas em suposições.

Pior ainda é a situação de esses acusados permanecerem anos com seus bens indisponibilizados (casos que chegam a mais de 20 anos – e não são poucos), sofrendo ainda medidas nefastas de ampliação de indisponibilidade de bens ao longo desse tempo, sem um desfecho definitivo.

Nem mesmo é possível continuar a permitir que inquéritos civis incompletos, por vezes com duração de longos anos, resulte numa ação de improbidade, simplesmente porque alguma medida “deve” ser tomada, como se a acusação e a punibilidade sempre fosse uma resposta esperada, ou um mecanismo de vingança.

Ou seja, não são poucas as vezes que nos deparamos com situações pra lá de exageradas envolvendo ações de improbidade administrativa, de modo que a previsão de um prazo prescricional para aplicação das sanções, assim como prazo certo para a instauração e o término do inquérito civil, tal como prevê o Projeto de Lei, é impositiva.

A retirada da possibilidade de responsabilização por ato culposo do agente público veio em boa hora, assim como a definição de um prazo prescricional, para a promoção de uma maior segurança jurídica, reduzindo um alto índice de ações de improbidade administrativa propostas por motivos irrelevantes, que não geram benefício algum à sociedade.

Outra mudança significativa e vista com bons olhos é o óbice do trâmite da ação de improbidade caso o acusado tenha sido absolvido na esfera criminal, confirmada por decisão colegiada, em que se tenha discutido os mesmos fatos.

Da mesma forma que a restrição de decretação de indisponibilidade de bens, que passa a se dar de forma mais controlada (possibilitando o exercício da atividade empresarial, atentando à continuidade da prestação do serviço público, garantindo a proteção ao bem de família e ao valor que não coloque em xeque a subsistência do acusado), se mostra uma alteração acertada.

Segundo o texto do Projeto, permite-se a indisponibilidade de bens desde que demonstrado no caso concreto o perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, quando o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição inicial, podendo o réu ser ouvido ou não. Ou seja, para a decretação da indisponibilidade de bens, acredita-se que deva ser exigida a prova de desfazimento dos bens dos réus ou de que eles estão tentando impedir a execução da sentença – situação que deveria ter sido recomendada desde a década de 90, quando da publicação da Lei de Improbidade.

Portanto, sim, pode causar certa desconfiança a tramitação com urgência do Projeto de Lei, de modo a atender interesses particulares de alguns, porém, não significa que representará uma maior permissibilidade de atos corruptos, mas sim, tornará os processos mais ágeis, permitindo uma maior segurança jurídica e protegendo garantias fundamentais dos agentes públicos (e outros envolvidos), há anos esquecidas.

 


Isabella Bittencourt Mäder Gonçalves Giublin - pós-graduada em Direito Público pela Universidade Anhanguera em Licitações e Contratos Administrativos pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, membro da Comissão de Gestão Pública da OAB Paraná e advogada do escritório Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associados.

 

Eloise Bertolmn - acadêmica no escritório Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associados, graduanda em Direito pela Universidade Federal do Paraná e pesquisadora do Centro de Estudos da Constituição (CCONS).


A mitigação da regra da impenhorabilidade salarial

Interpretação abrangente da lei já reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça


Uma das maiores dificuldades dos credores numa execução judicial, é obter êxito na busca por bens como alternativas que visem a adimplência de seu crédito.

Mesmo hoje, com diversas ferramentas cada vez mais tecnológicas e, portanto, com meios mais eficientes disponíveis para os credores buscarem bens dos devedores, como é o exemplo do Sisbajud, que agora tem a possibilidade de estender a busca por até 30 dias, o índice de execuções frustradas ainda é muito significativo e acaba por fazer muitos credores amargurarem grandes prejuízos oriundos de obrigações e contratos não cumpridos.

Por outro lado, ainda que se tenha aprimorado os sistemas de busca de bens, existem no nosso ordenamento jurídico bens que são impenhoráveis aos olhos da Lei, como, por exemplo, àqueles dispostos no artigo 833 do Código de Processo Civil (CPC), de modo que não seriam alternativas a serem utilizadas para adimplir determinado crédito e, por conta disso, muitas vezes a obrigação judicial acaba não sendo satisfeita.

Neste cenário, compete aos credores utilizar a criatividade e o bom senso para mitigar a regra da impenhorabilidade, e assim conseguir alcançar a tão almejada satisfação do crédito.

Seguindo nessa estratégia, muitos advogados têm pleiteado a penhora de parte do salário do devedor e obtido êxito frente aos Tribunais, ainda que, à luz do inciso IV, do artigo 833 do CPC este bem seja considerado impenhorável. Desse modo, questiona-se como esses advogados têm tornado este pleito viável?

É simples. Uma vez que eventual penhora não comprometa a subsistência do devedor, é possível e até mesmo razoável, a constrição parcial daquele provento, a fim de que seja destinada para o pagamento de determinado crédito.

Isso porque, ainda que a lei vede a penhora deste tipo de objeto, impedir a constrição do salário do devedor em razão da proteção à sua subsistência, por outro lado, pode também ferir a dignidade do credor, e é por isso que é preciso ponderar ambos os valores na busca pelo equilíbrio e pela efetividade do cumprimento de uma ordem judicial.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já teve a oportunidade de se manifestar sobre o tema. Ao enfrentar o caso, no julgamento do REsp 1.326.394/SP, em 12/03/2013, a Ministra Nancy Andrighi observou a necessidade de se fazer uma “interpretação teleológica para harmonizar a regra geral”. Ela ponderou que a regra da impenhorabilidade visa garantir ao devedor um mínimo para sua subsistência. Todavia, trata-se, também, de “limitação aos meios executivos, que garantem a efetividade da tutela jurisdicional”.

Percebe-se, pois, o bom senso sendo usado no julgamento em comento, além de ter dado ampla interpretação à Lei. Verifica-se que requerer a penhora dos rendimentos exige ponderação de quem pleiteia, visto que se deve observar se aquele percentual perseguido irá comprometer o sustento do executado. Não se pode objetivar, com a penhora do salário, a miserabilidade do devedor, e sim encontrar nela um meio de satisfazer seu crédito sem que isso comprometa valores personalíssimos.

Alguns anos depois, novamente a questão chegou a Corte Superior, que mais uma vez firmou entendimento pela possibilidade de penhora do salário do executado. Ao enfrentar o caso, em 27/05/2014, o Ministro Sidney Beneti entendeu pela possibilidade da penhora, uma vez que se verificou o esvaziamento da conta bancária do executado com vistas a limitar os meios executórios, bem como se ponderou a profissão do devedor que, médico, poderia ter um percentual de seus rendimentos bloqueados, sem que isso prejudicasse a sua subsistência nem a de sua família, de modo que entendeu que este caso concreto se enquadra na exceção à regra da impenhorabilidade.

Vejam que, para confirmar a penhora, o Ministro também fez uso do bom senso e acabou por mitigar a regra da impenhorabilidade do salário, de modo que, analisando o conjunto dos autos e ponderando as peculiaridades do caso, deu uma interpretação mais abrangente à Lei e decidiu pela penhora parcial do salário do devedor. A profissão do executado foi fator importante na decisão.

Desde então, esse entendimento vem sendo repetido naquela Corte. Contudo, ainda se percebe certa resistência de muitos juízes de primeira instância em conceder a medida e se aterem então à interpretação literal e restritiva da Lei, razão pela qual se faz necessário recorrer à instância superior para o credor fazer valer seu direito, no uso desta alternativa para dar efetividade à tutela judicial e, portanto, a satisfação daquele crédito que se persegue.

No entanto, em um movimento contrário ao que se vinha observando e representando um importante precedente, no último dia 31 de maio, o Tribunal de Justiça São Paulo, em uma decisão nos autos do agravo de instrumento 2053722-80.2021.8.26.0000, determinou a penhora de 15% do salário do executado. No caso em análise, a relatora Carmen Lucia da Silva, da 25ª Câmara daquela Corte, observou a possibilidade de concessão da penhora de parte do salário do devedor, reconhecendo a mitigação da regra de impenhorabilidade e ponderando valores de ambos os lados.

A Magistrada observou, de forma assertiva, que o que se busca é “harmonizar duas vertentes do princípio da dignidade da pessoa humana – de um lado, o direito ao mínimo existencial; de outro, o direito à satisfação da execução”. Assim, ponderou que após diversas tentativas frustradas de satisfazer seu crédito, vez que a execução se arrastava desde 2012, a concessão da penhora parcial dos recebimentos do devedor era a medida judicial adequada para o caso em análise.

É incontroversa a possibilidade de se mitigar a regra da impenhorabilidade do salário, sendo possível a realização de penhora parcial quando demonstrado que outras tentativas de satisfação do crédito já foram realizadas, sem sucesso, bem como que o percentual perseguido não comprometa a subsistência do devedor e, por outro, possa garantir a satisfação do crédito e o cumprimento da tutela judicial, harmonizando ambas as vertentes do princípio da dignidade da pessoa humana, que é o que no final das contas se pretende proteger.

 


Renata Martins Belmonte - líder de equipe da área de recuperação de créditos do escritório Albuquerque Melo Advogados.


4 dicas eficientes para reduzir custos na empresa em 2021

A pandemia da Covid-19 afetou a economia mundial e obrigou muitos empreendedores a repensarem seus negócios e reduzir custos. José Claudionor, CEO da ADV Tecnologia, empresa fornecedora de sistema de gestão, listou quatro dicas eficientes para melhorar a eficiência dos gastos de uma empresa, independente do tamanho e da área de atuação, e o melhor, sem comprometer o desempenho dos colaboradores e nem afetar os processos operacionais. 

 

Identificando os gargalos e as oportunidades

Antes de tudo é importante analisar que atitudes muito simples podem revelar oportunidades de redução de gastos.

O departamento de Recursos Humanos pode atuar na educação financeira dos funcionários, já que tem um papel importante na conscientização dos colaboradores. “É possível criar estratégias para economizar papel de impressão, aproveitando os dois lados da folha de sulfite, por exemplo. A tinta pode ser usada na opção de impressão econômica. Atitudes como essas otimizam o uso das impressoras e reduzem gastos. Um outro exemplo é parar o uso de copos descartáveis e oferecer copos permanentes para cada funcionário”, diz José.

Contratação e demissão frequentes de funcionários também implicam em custos (salários, remunerações adicionais, aviso prévio e encargos trabalhistas disputados na Justiça). Nesse caso, a terceirização e a tecnologia podem ajudar, eliminando a necessidade de contratar funcionários para determinadas tarefas. 

 

Investindo no planejamento 

Outra recomendação para reduzir gastos é investir no planejamento financeiro, principalmente no que se refere aos tributos. O planejamento tributário visa à escolha do melhor regime de tributação para a empresa. 

Segundo José Claudionor, o planejamento tributário bem realizado permite que a empresa reduza a carga tributária (impostos, contribuições, taxas) através de procedimentos legais. "Dessa maneira, é possível desenvolver uma vantagem competitiva do negócio dentro do mercado de atuação, fazendo investimentos melhores e oferecendo preços mais baixos com um atendimento personalizado e produtos qualificados." 

 

Cuidados com o fluxo de caixa 

O fluxo de caixa pode ser um aliado no gerenciamento dos lucros e gastos da empresa. Ele é o responsável por envolver as receitas, despesas, investimentos, capital de giro e os saldos em conta corrente. Manter esse fluxo devidamente controlado é fundamental para a saúde financeira da empresa. É importante ressaltar que o caixa tanto recebe quanto fornece dinheiro, sendo um dos pilares de sustentação de seu negócio. 

José Claudionor reforça que o empreendedor deve identificar sinais negativos que acusem debilidade no fluxo de caixa. "Fazer uma gestão eficiente é fundamental para cortar gastos. É preciso avaliar produtos armazenados em estoque, mercadorias sem rotatividade nas prateleiras, promoções específicas para obter vendas, retiradas contínuas de dinheiro do caixa e custos operacionais elevados." 

 

Reduzir custos de uma empresa com um sistema de gestão 

Por fim, um sistema de gestão empresarial pode auxiliar em todo esse processo. "Essa solução tem como principais características agilização nos processos, otimização no fluxo de informações, gestão em tempo real, maior segurança, e também dispensa o uso de planilhas do Excel", explica o CEO da ADV Tecnologia. 

O software também tem potencial para identificar com precisão os desperdícios, as despesas supérfluas, compras mal elaboradas, precificação inadequada, fornecimento precário e prejuízos com clientes. Tudo porque fornece uma visão, ao mesmo tempo, detalhada e geral de toda a organização.  

Isso quer dizer que todos os registros necessários a uma eficiente gestão financeira podem ser gerados através de um ERP (valor das mercadorias em estoque, saldo de caixa, volume das despesas, total das contas a receber e a pagar, demonstrativo de resultado mensal, balanço patrimonial e outros). 

O CEO finaliza dizendo que o sistema pode ainda ser personalizado para atender às necessidades da empresa. “Outra vantagem dessa solução é que ela pode ser adquirida através de módulos, ou seja, se a empresa considera o custo alto para a implantação do sistema integral, poderá optar pelo módulo que mais precisa (o setor mais carente no momento) e implantá-lo. Com o tempo, poderá obter outros módulos conforme suas necessidades e valor disponível para investir e melhorar seu negócio.” 

 

ADV Tecnologia

https://www.advtecnologia.com.br/reduzir-custos-de-uma-empresa/

 

Geração própria de energia solar ultrapassa um terço de Itaipu com 6 gigawatts no País, informa ABSOLAR

De acordo com a entidade, segmento promove enormes benefícios à população e já trouxe mais de R$ 30,6 bilhões em investimentos e 180 mil empregos acumulados no Brasil desde 2012
 
 
Para a associação, o Projeto de Lei nº 5.829/2019, que cria o marco legal da modalidade, fortalecerá a segurança de suprimento elétrico em tempos de crise hídrica e bandeira vermelha na conta de luz

 

 

A energia solar acaba de atingir a marca histórica de 6 gigawatts (GW) de potência instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos de residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos no Brasil, o que equivale a mais de um terço de toda a capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu, segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
 

De acordo com a entidade, o País possui atualmente mais de 518 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental para mais de 652 mil unidades consumidoras. São mais de R$ 30,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, que geraram mais 180 mil empregos acumulados no período, espalhados ao redor de todas as regiões do Brasil.
 
Embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua atrasado no uso da geração própria de energia solar. Dos mais de 87 milhões de consumidores de energia elétrica do País, menos de 0,7% já faz uso do sol para produzir eletricidade, limpa, renovável e competitiva.
 
Para a entidade, a aprovação pelo Congresso Nacional de um marco legal para a geração própria de energia renovável, como proposto no Projeto de Lei (PL) nº 5.829/2019, fortalecerá a diversificação da matriz elétrica brasileira e a segurança de suprimento elétrico em tempos de crise hídrica e bandeira vermelha na conta de luz, decorrente do uso maciço de termelétricas fósseis. O PL nº 5.829/2019, de autoria do deputado federal Silas Câmara e relatoria do deputado federal Lafayette de Andrada, garantirá em lei o direito do consumidor de gerar e utilizar a própria eletricidade, a partir de fontes limpas e renováveis.
 
Segundo a ABSOLAR, a tecnologia solar fotovoltaica está presente em mais de 5.300 municípios e em todos os estados brasileiros, sendo que os estados líderes em potência instalada são, respectivamente: Minas Gerais (1.066 MW), São Paulo (752 MW), Rio Grande do Sul (743 MW), Mato Grosso (450 MW) e Paraná (341 MW).
 
“A geração própria de energia solar ajuda a economizar água dos reservatórios das hidrelétricas do País e reduz o uso de termelétricas fósseis, caras, poluentes e responsáveis pela terrível bandeira vermelha. Com isso, ajuda a diminuir a conta de luz de todos os brasileiros. Por isso, é fundamental fortalecer e incentivar o uso desta tecnologia no Brasil”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da entidade.
 
Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a aprovação PL nº 5.829/2019 pode trazer R$ 139 bilhões em novos investimentos ao País até 2050. “Os benefícios aos consumidores proporcionados pela modalidade representarão mais de R$ 150 bilhões somente com a redução de custos no uso de termelétricas fósseis neste mesmo período. Também serão proporcionados mais de R$ 23 bilhões de economia em perdas elétricas na transmissão, distribuição e geração da energia elétrica em usinas de grande porte, distantes dos locais de consumo. A soma destes dois fatores representará uma redução de custos de mais de R$ 173 bilhões aos consumidores brasileiros até 2050”, ressalta Sauaia.


 
 
Indicadores da geração própria de energia solar
 
A fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99% das instalações do País.
 
Em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 75,2% do total de conexões. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (15,2%), consumidores rurais (7,0%), indústrias (2,2%), poder público (0,3%) e outros tipos, como serviços públicos (0,03%) e iluminação pública (0,01%).
 
Em potência instalada, os consumidores residenciais lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 40,7% da potência instalada no País, seguidos de perto pelas empresas dos setores de comércio e serviços (36,6%), consumidores rurais (13,2%), indústrias (8,3%), poder público (1,1%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%).


Não é preciso ter muito dinheiro para se tornar um investidor, diz especialista

Pedro Salanek analisa o mercado e dá dicas para quem busca novos formatos de investimentos

 

A pandemia da Covid-19 trouxe incalculáveis mudanças para os mais variados setores da sociedade. No Brasil, pesquisas mostram que a população está cada vez mais preocupada, por exemplo, com a saúde financeira, já que milhões de pessoas têm sofrido com os efeitos econômicos da pandemia. Apesar de, em 2020, segundo o Monitor de Tendências de Investimentos Globais da ONU, os investimentos internacionais no Brasil terem caído 62%, cresceu o número de brasileiros que buscam informações sobre como investir e “fazer o dinheiro render”, temas que ainda são considerados como um tabu para a classe média nacional.

Para o professor do ISAE Escola de Negócios, Pedro Salanek, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, para ser um investidor não é preciso apenas ter dinheiro. De acordo com o especialista, um investidor é quem preserva sua renda. ‘‘É aquela pessoa que consegue gerar recursos utilizando sua própria renda’’, afirma o especialista. ‘‘Além disso, um bom investidor consegue enxergar boas oportunidades de rentabilidade, e isso não tem relação com a quantidade de dinheiro disponível para investimento’’, complementa.

Para ele, se tornar um investidor é mais do que ter dinheiro. ‘‘Para uma pessoa tornar-se investidor, ela precisa, antes de tudo, estudar. Saber mais sobre investimentos e conhecer mais sobre finanças’’, diz Salanek. ‘‘Ter disciplina e inteligência financeira também faz toda a diferença na hora de investir. Saber o valor do dinheiro através do tempo também fará com que essa pessoa reconheça boas oportunidades de investimento e tenha menos riscos. É ter um planejamento financeiro’’, destaca o professor.

Para quem deseja começar a investir, o professor dá algumas dicas. ‘‘Começar a investir o quanto antes é o primeiro passo. Isso serve para quebrar a ideia de precisar esperar para primeiro conseguir controlar o dinheiro para depois pensar em investimento’’, afirma o especialista do ISAE. ‘‘Há entradas em investimentos com valores muito baixos, por isso, não há a necessidade de se guardar uma fortuna para depois começar a investir’’, conta Salanek.

Outra dica trazida pelo professor é a diversificação. ‘‘É importante que, dentro do perfil de cada um, buscar ir além do olhar de renda fixa e variável. Procure encontrar as modalidades que, naquele período de dinheiro aplicado, sejam mais adequadas’’, detalha o especialista. Além disso, segundo Salanek, é fundamental prestar atenção na liquidez do investimento. ‘‘Essa velocidade em transformar o investimento em dinheiro é um dos pontos em que o investidor deve se atentar. É preciso identificar, no momento da aplicação, quando será o resgate do valor investido e se essa aplicação é um investimento adequado para aquele período, com a melhor rentabilidade’’, conclui o especialista.


Endividamento de 58% da população - sete dicas para sair da situação

Os dados mostram que o endividamento não para de crescer, segundo o Banco Central, em março, o endividamento das famílias chegou aos 58%, atingindo o maior porcentual desde janeiro de 2005 quando iniciou esse levantamento.

Com certeza a crise econômica potencializou essa situação, mas também a falta de educação financeira. O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas bancárias dividido pela renda das famílias no período de 12 meses, mas segundos análises de especialistas no tema, os números podem ser muito mais altos.

Para o especialista em educação financeira do canal Dinheiro à Vista (https://www.dinheiroavista.com.br), Reinaldo Domingos, se for considerar que ao comprar parcelado as pessoas estão endividadas, a situação é muito mais complexa, sendo necessário para as famílias estratégias para o momento.

Domingos conta que é essencial não entrar em desespero, analisar a situação através de um diagnóstico financeiro e assim sair definitivamente dessa situação. "É preciso evitar fazer novas dívidas antes de quitar as já existentes, tomando cuidado para não entrar numa bola de neve. O primeiro passo é mapear essas dívidas para saber o tamanho do problema e isso exige coragem e determinação", aconselha.

Por outro lado, o percentual de famílias inadimplentes, ou seja, com contas ou dívidas em atraso, diminuiu em junho deste ano em comparação ao mês anterior de 24,1% para 23,6%. "Ter dívidas não é necessariamente um problema, todos nós temos dívidas, mas não conseguir honrá-las leva à inadimplência. Apesar dessa leve queda, não há motivos para comemorar, pois ainda são mais de 62 milhões de consumidores que enfrentam essa situação", afirma Domingos.

Para quem precisa se organizar diante de tantas dívidas e não sabe por onde começar, Reinaldo Domingos apresenta 7 orientações para sair definitivamente do vermelho e controlar os gastos com maior segurança:


1- Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento. Antes de sair se enrolando para pagar, faça um diagnóstico financeiro, para saber como pode diminuir as despesas mensais, fazendo sobrar dinheiro para pagar as dívidas em atraso e assim sair do vermelho;


2- Anote durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos "pequenos", que podem até ser considerado menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto. Reflita sobre os hábitos e comportamentos que o levaram a chegar nessa situação, assim saberá o que deve mudar e quais gastos irá reduzir ou eliminar;


3- Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;


4- Trocar uma dívida pela outra nem sempre é a melhor alternativa. É claro que o crédito consignado, por exemplo, oferece juros baixos em comparação ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos, já que o pagamento é retido diretamente do salário. Justamente por isso é preciso cautela, já que para quem já está com dificuldade em administrar as finanças, ter sua renda habitual reduzida pode desencadear novos endividamentos e problemas ainda maiores, virando uma bola de neve;


5- Para não agravar a situação, antes de realizar qualquer compra, se faça algumas perguntas como "Eu realmente preciso desse produto?", "O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?", "Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência, baixa autoestima ou influência de terceiros?". Ao fazer isso, terá uma grande surpresa sobre a quantidade de coisas adquirida apenas por impulsividade;


6- Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão a pessoa ter ainda mais motivos para "dar a volta por cima". É preciso relacionar no mínimo três sonhos: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), um de médio prazo (entre um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;


7- Com os números do diagnóstico financeiro em mãos, é possível conhecer a sua força de poupança após os cortes para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida. Mês após mês, é preciso aplicar esse dinheiro em um investimento que seja coerente ao tipo de objetivo (prazo) e ao perfil do investidor. Caso tenha dificuldade para investir, é válido consultar um especialista.

Em tempos de home office: Saiba como liderar e influenciar sua equipe profissional

Especialista explica uma das habilidades discutidas no Fórum Econômico Mundial e traz dicas para auxiliar no desempenho dos líderes em meio a pandemia


Em um cenário persistente de trabalho home office, um dos temas bastante atuais é a questão da liderança das equipes de trabalho em um mundo virtual e distante. Pensando nisso, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama traz o tema que está presente no ranking das habilidades do futuro, citadas pelo relatório do Fórum Econômico Mundial, além de compartilhar 5 dicas de sucesso para os líderes, onde em tempos de pandemia o treinamento, execução e avaliação profissional podem ser feitos, muitas vezes, com o distanciamento dos novos regimes integrais ou híbridos de home office.

Esse tema sempre foi muito relevante tanto para os executivos quanto para os empreendedores e agora é desafio para um número maior ainda de profissionais que precisam lidar com equipes de trabalho à distância por inúmeros fatores. Portanto, não é coincidência que essa habilidade aparece articulada com influência social no ranking do relatório de habilidades para o trabalho do futuro citado no relatório.


A troca é importante

 Segundo a especialista, a integração da liderança com a influência mostra o término do modelo de controle unilateral, onde ‘um manda e o outro obedece’, e traz a abertura para o modelo de aprendizado mútuo, descrito no livro Metamanagement: o sucesso além do sucesso, de Fred Kofman.

“No aprendizado mútuo, o líder passa a ter um papel inspiracional por ser um bom exemplo profissional e pessoal para sua equipe. Em tempos em que estamos conectados a maior parte do dia e que nossos lares foram transformados em nosso escritório, é importante que os líderes entendam seu papel como influenciador social não apenas de sua equipe", ressalta Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.

Segundo uma pesquisa sobre efetividade organizacional desenvolvida pela Organização Gallup, feita com mais de 1 milhão de empregados de uma ampla gama de indústrias, empresas e países, mostrou que colaboradores talentosos necessitam de líderes excelentes. A pesquisa foi feita com 12 perguntas que convidam o líder que habita em cada entrevistado a assumir sua a responsabilidade de influenciar pessoas, estejam elas acima, abaixo ou ao lado no organograma da empresa. E ainda vale ressaltar, que os resultados mostram o quanto empresas deixam a desejar, quando o tema é liderança.


Liderar de forma assertiva 

Para ser um líder de sucesso, é importante ressaltar que a base está na forma em que se enxerga a vida e as responsabilidades, portanto, as transformações precisam vir de dentro e do quão deseja se dedicar para ajudar o time. Vai além de criar diretrizes de trabalho e pontuar em um treinamento para o que liderado siga, envolve ouvir o outro lado, ainda que no ambiente virtual.

Além disso, com a ajuda de métodos e estudos comportamentais como o termo CNV- Comunicação não-violenta, que é uma forma de transformar a comunicação com os colaboradores, explicando de forma lógica e assertiva, sem deixar de lado emoções e sentimentos e deixando claro a necessidade de alcançar os objetivos.

“O líder precisa influenciar positivamente o ambiente para que o trabalho e as cobranças se transformem em algo saudável, pois os métodos agressivos e coercitivos impactam negativamente na performance da equipe. A dica é se comunicar de forma humana, mas em nenhum momento omitir aquilo que é importante e negociável. ”, finaliza, Rebeca.

Para a profissional, pontuar os objetivos de cada tarefa e se colocar à disposição ao longo do processo são fundamentais. E para auxiliar o desempenho dos líderes em meio a pandemia, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama, preparou 5 dicas.


Respeite seus valores e seja um bom exemplo!

  1. Cuide de seu bem-estar e qualidade de vida. Um líder cansado, doente e endividado causa mais repulsa que influência. Pior: pode gerar medo, receio de discutir e negociar pontos do desenvolvimento profissional e se distanciar ainda mais da sua equipe;
  2. Em um mundo conectado lembre que você está influenciando pessoas dentro e fora da empresa 24 horas por dia. Os líderes devem pensar sempre na própria apresentação, no tom de fala e nas informações pessoais que compartilham com sua equipe de trabalho, pois todos os ambientes estão sempre conectados agora;
  3. Conte sua história de vida com sabedoria expondo conquistas e fracassos para que as pessoas aprendam com você. Não ter medo de compartilhar insucessos, histórias de superação e buscar ajuda fazem parte desta nova rotina, mas o vértice deve sempre extrair um aprendizado para que sirva de exemplo;
  4. Tenha um estilo de vida alinhado com seus valores. É mais efetivo influenciar pessoas com exemplos do que com frases prontas. Isso envolve compartilhar o tempo dedicado a alguma atividade de lazer, à família e a organização própria do trabalho, o que ajuda a fazer um colaborador evoluir;
  5. A maior preocupação de um líder não deve ser em agradar sua equipe, mas sim em ajudá-la a se desenvolver.

 


Rebeca Toyama - fundadora da ACI que integra competências e inteligências e transforma propósitos em carreiras e negócios. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), da Universidade Fenabrave, do Instituto Filantropia, e da Academia GFAI.


Duas dicas simples e eficazes para criar uma senha forte e proteger seus dados online

Com a migração do trabalho para o ambiente online, a quantidade de informações disponíveis e vulneráveis a ataques atrai cada vez mais cibercriminosos. Nesse cenário, a manutenção da privacidade de dados depende diretamente das medidas de segurança da informação utilizadas. E a primeira delas, e não menos importante, é criar uma senha segura. 

O cuidado ao criar senhas deve ser parte da rotina de todos, mas principalmente dentro de ambientes corporativos. Um vazamento de dados pode prejudicar financeiramente e afetar permanentemente a reputação de uma empresa. 

De acordo com um estudo realizado pela ESET, apesar do baixíssimo nível de segurança, cerca de 23,2 milhões de contas vazadas em todo o mundo usavam 123456 como senha. Códigos como esse normalmente são utilizados pela facilidade de lembrá-los. Porém, são totalmente previsíveis, tanto para cibercriminosos quanto para outras pessoas que buscam acessar informações indevidamente. 

Tendo isso em vista, vale seguir duas dicas simples para criar uma senha mais segura e forte, garantindo maior proteção aos dados.

 

Dica nº 1: Crie uma frase-passe pessoal para usar em vez de uma única palavra. Ou seja, crie uma declaração curta que tenha significado para você, mas que não tenha mais do que três ou quatro palavras. Um exemplo disso seria: Eu adoro bolo. Esta será a sua frase-passe que não deve ser compartilhada com ninguém.

 

Dica nº 2: Crie uma chave para a senha. Esse será o seu decodificador! A chave pode ser impressa e armazenada em sua carteira ou bolsa. Sem a sua frase-passe privada, ela é inútil.

 

Aqui está um exemplo de chave para a senha:

 

• Use a primeira e a última letra de cada palavra em sua frase-passe, misturando maiúsculas e minúsculas.

• A letra "A" pode ser substituída pelo símbolo "@".

• A letra "E" pode ser substituída pelo número 3.

• Adicione uma designação de duas letras (maiúsculas) para representar o site que você está autenticando.

• Adicione uma designação de duas letras (minúsculas) para a estação atual do ano.

• Adicione os dois últimos dígitos do ano atual.

 

Com sua chave para a senha, você poderá transformar sua frase-passe, como eu adoro bolo, em uma senha complexa, conforme demonstrado abaixo.

 

Primeiro passo: Use as primeiras e últimas letras de cada palavra em sua senha. EUAOBO

Segundo passo: Substituir A por @. EU@OBO

Terceiro passo: Substituir E por 3. 3U@OBO

Quarto passo: Adicione 2 letras maiúsculas que representem o tipo de autenticação (por exemplo, RD = rede etc.). 3U@OBORD

Quinto passo: Adicione 2 letras minúsculas para a estação (por exemplo, io = inverno, pa = primavera etc.). 3U@OBORDio

Sexto passo: Adicione os últimos 2 dígitos do ano atual. 3U@OBORDiv21

 

Por fim, é importante lembrar que alterações periódicas de senha são recomendadas. Usando o método acima, é possível, por exemplo, simplesmente mudar a estação e o ano atual para manter a complexidade da senha.

 

 

Mathew Newfield - Diretor de Infraestrutura e Segurança da Unisys

 

Concorrência entre bancos pode reduzir juros do financiamento habitacional



O que pesa na balança de um financiamento habitacional é a taxa de juros. Este fator é essencial por ditar se a prestação será mais alta ou mais baixa, o que impacta diretamente na capacidade do mutuário de pagar o seu financiamento habitacional. Nesse quesito, a favor do mutuário, dois pontos importantes de destaque são a concorrência, que reduz o custo efetivo total do empréstimo, e a portabilidade, que possibilita mudar de um banco para outro, sempre buscando um custo mais baixo para seu financiamento.

Quando há uma boa concorrência entre várias instituições atuando no mesmo ramo, cria-se uma disputa entre elas que, para conseguir ganhar o mercado de consumo, passam a oferecer condições melhores que seus concorrentes, como destaca o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa. “Nessas horas, o consumidor/mutuário deve saber usar a concorrência como meio de negociação. Sempre antes de fechar um contrato, busque outras alternativas no mercado e barganhe com os bancos melhores condições para o seu financiamento”, aconselha.

Após assinado o contrato, mesmo que as condições da época se tornem menos atraentes que as oferecidas por outras instituições financeiras, nada impede que o mutuário peça a portabilidade do seu financiamento, para, novamente, ter um contrato mais benéfico. “A portabilidade é um procedimento autorizado pelo Banco Central que deve ser requerido pelo mutuário junto à nova instituição financeira, que ficará responsável pelo procedimento junto à instituição financeira titular do contrato de financiamento habitacional”, explica Vinícius Costa.

Sobre a portabilidade, o advogado ressalta que cabe destacar que devem ser mantidas algumas características do contrato, como prazo e sistema de amortização, e que não cabe recusa do pedido pela instituição financeira titular do financiamento. “Ou seja, uma vez requerido pelo mutuário, o procedimento deve obrigatoriamente ser realizado.”

De acordo com Vinícius Costa, em tempos de juros baixos no mercado, decorrente de medidas governamentais e fomentado pela concorrência, a portabilidade é uma medida a ser considerada para redução da parcela do financiamento habitacional.




Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação - ABMH


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